Só o Amor Liberta - Psicografado por Ednay Melo


Só o amor liberta
                                   

Falarei baixo para não discernir o momento,
Nem deixarei o verso fugir aos teus olhos a esmo.
Dentro de mim uma velha canção suprime a voz muda
Que precisa cantar para uma carência moribunda
E sonhar às alturas com fulgor patético.
Porque minha vida é a haste de uma rosa distante,
A bruma que prevalece no horizonte
De rosa à alma e de alma à espuma.
Vagando a noite de um luar insepultável
Uma velha canção suprime a voz muda
Onde espelha-se o sublime amor.
Falarei dos teus olhos que clareiam as cores
E dos olhos invisíveis, suaves como a pluma,
Que enxergam o grão de uma terra infecunda
Como se dormissem em braçadas de flores.
Falarei da tua voz que é a minha voz
Na diretriz da verdadeira vida,
Onde a saudade busca um novo dia
Na veemência de encontrar a partida.
Cante com um sorriso, como se a poesia fosse a única no mundo,
Brilhe para a vida a luz do horizonte esquecido
Faça da flor murcha um mar de pétalas se abrindo
E navegue nesse mar o sonho do amor mais lindo.
Porque o grande íntimo do mar é a tua voz serenizada
E basta uma única canção para enaltecer o que se tem de mais belo
Fluindo na imensidão emoções desesperadas,
Apaziguadas pelas mãos lânguidas de um luar eterno.
A beleza e o sonho, de mãos dadas, buscam o espaço
Onde uma grande sombra se esconde do que se esquece.
Como esquecer a poesia, as flores que se seguem na aurora?
O amanhecer do dia em que foste o céu da aurora?
Onde fui flor, fui mar, fui poesia e não fui eu?
Assim, o amor excede o que existe
Quando se cria e se liberta para um novo amanhecer.

Um Espírito Amigo.
Médium: Ednay Melo (TULCA)



Comentários