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Homenagem aos Orixás e Guias do Mês de Dezembro - 2017

Salve Oxalá! Salve Iemanjá! Salve o Povo do Oriente! Salve os Marinheiros!






Família Tulca em gira festiva em 09-12-17! Gratidão a todos pela linda homenagem, pela presença, pelo carinho e pela fé! Parabéns aos batizandos 2017! Que as bençãos de Pai Oxalá e Mãe Iemanjá proporcionem amor e paz a todos!

Oração à Mãe Iemanjá 
O teu mar, fonte de poesias e de encanto, enaltece o espírito de quem sabe ouvir o cantarolar das suas ondas...

Grande provedor de alimentos que nosso Pai Maior nos presenteou...

Acolhe a todos nós como um grande útero universal, querida Mãe de todos nós...

Aquela que alimenta, que ampara, que cuida, que ensina, que afaga...

E que, com a paciência de mãe, espera pelo crescimento espiritual de cada um...

Ajuda-me oh mãezinha, a compreender o fundamento maior do meu lugar no mundo, para que eu possa vencer as intempéries no caminho...

Para que eu possa continuar rumo ao Pai, apesar das pedras que me jogam a fim de que eu estacione...

Para que eu possa compreender e me fa…

Umbandas

Umbandas

A diferença entre aquilo que eu quero como Umbanda e como são as coisas nas Umbandas.

Essa semana recebi um texto falando contra as diversas formas de Umbanda, como se houvesse apenas uma ou que fosse necessário seguir apenas uma forma, rito, doutrina.

Não se levou em consideração o processo de desenvolvimento que todas as religiões do mundo (Cristianismo, Budismo, Judaísmo ...) passaram e que é um processo natural: a transformação e a geração de ramificações dentro das religiões, passando a representar grandes conjuntos religiosos e não mais uma única religião que abraça a um todo de maneira uniforme.

Podemos ver isso com o simples exemplo do Cristianismo, que foi sofrendo cismas diversos e, passou da visão de uma única religião, para um grande conjunto religioso que, nos dias atuais, abraçam mais de 150 ramificações reconhecidas, fora as que são consideradas seitas. Como exemplo podemos citar: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Ortodoxa (Russa, Grega, Etíope), Igreja Copta, Igrejas Protestantes (divididas em históricas, Pentecostais e Neopentecostais) ...

Só no parágrafo acima já podemos ter uma ideia da diversidade de ramificações do Cristianismo, fora as crenças Cristãs não reconhecidas, por fazerem uma leitura reducionista ou relativista do Cristianismo (trabalham apenas com alguns princípios básicos), mas se consideram como Cristãs.

No caso da Umbanda ocorreu a mesma coisa. Nos idos de 1940 já existiam diversas formas de Umbanda e esse foi um dos motes do primeiro congresso, com a intenção de unificar, normatizar e formalizar uma única maneira de se fazer Umbanda, excluindo as outras formas, por achá-las atrasadas ou não evoluídas ou primitivas.

O interessante quando surgem esses textos de uniformização da Umbanda, se colocando de lado ou depreciando as outras formas existentes, é que, normalmente, o autor coloca aquilo que faz como Umbanda como sendo o norte que todos devem seguir. Só que ele esquece que aquela forma, rito, doutrina de Umbanda que ele tanto gosta é boa para ele, o completa, mas talvez não complete uma outra pessoa ou seus guias ou seus Orixás. A diversidade e a pluralidade das Umbandas permitem esse encontro, em que cada médium possa encontrar a forma de Umbanda que mais lhe preencha, e que seus guias possam aceitar e trabalhar.

Ao meu ver, essa posição é muito preconceituosa e ignorante, pois se houvesse uma única forma para a Umbanda (ritual, doutrinária, prática e espiritual) ela assim o seria. No entanto, se existem várias, e algumas já adotam um qualificativo após o nome Umbanda (Branca, Tradicional, de Preto-velho, de Caboclo, Esotérica ...) é para mostrar as pessoas o que se faz ali como Umbanda. É claro que isso acaba limitando pretensões de impor uma única forma, e, ao mesmo tempo, uma certa disputa entre aquelas que querem apenas dizer que fazem Umbanda, como meio de colocarem aquilo que praticam como uma referência para todos. Por isso o motivo de não adotarem ou de não reconhecerem aquilo que fazem como uma forma dentro de tantas que existem na Umbanda.

Em um momento em que as Umbandas, as casas de Umbanda (independente da forma / rito) são atacadas por correntes de outras religiões, nos desqualificando, invadindo e depredando nossas casas, ainda temos que conviver com o preconceito intra-religioso dentro das Umbandas. É estranho ler muitos textos em que dirigentes e até guias, falam de Umbanda como algo de grande luz, grande força, aberta a tudo e a todos, mas extremamente preconceituosa com outras formas, ritos e doutrinas.

Se queremos ter respeito de outras religiões, principalmente daquelas que nos desqualificam e nos perseguem, devemos primeiro cuidar de casa e nos respeitar mutuamente. Respeitar aquilo que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente da nossa, pois os mesmos fatores de diversidade e pluralidade que permitiram ao Cristianismo se desenvolver e se transformas em diversas sub-religiões, também permitiram a criação de diversas formas de Umbanda, não havendo, por mais que se queira impor, uma forma única e verdadeira.

Continuamos perdendo tempo nos depreciando, e nos desqualificando, quando precisamos nos unir, nos respeitar, caminhar de braços dados, para preservar para as gerações futuras essa nossa diversidade e para que alguma forma de Umbanda.

Da maira que as coisas andam, sejam inerentes aos que nos perseguem, ou a nós mesmos que nos perseguimos, não sei se teremos alguma Umbanda daqui a 50 anos. Se forças externas não nos massacrarem, nos mesmos (pela vaidade, ambição, soberba, mercado da fé, imposição doutrinária, falsas verdades ...) iremos nos destruir mutuamente em uma insana luta pelo poder ou de ser a verdadeira Umbanda.

Oh deixa a Umbanda melhorar,
Oh deixa a Umbanda melhorar,
Oh deixa a Umbanda melhorar, na força de Zamby,
Oh deixa a Umbanda melhorar.

Se queremos ser respeitados pelas outras religiões, necessitamos primeiro nos respeitar como Umbandistas, independente de nossa vertente rito doutrinária.

Etiene Sales





Comentários

  1. que a força do meu pai,venha nos libertar de todo pre-conçeito de nossa fé porque nós acreditamos na espiritualidade.
    eu sou claudio franco belém

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