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Você sente mágoa?


Você sente mágoa?


Quer fazer um teste, leitor? Sim, um teste para saber se sente mágoa. Mágoa é decorrente de tristeza, decepção, desilusão, amargura...

Você tem alguma? Todos a temos. Uns com menos, outros com mais.

Há um teste interessante de avaliação desse sentimento. Seu autor é o Dr. Fred Luskin. O teste está no livro O poder do perdão (Editora Novo Paradigma), e Dr. Fred é Diretor do Projeto para Perdão da Universidade de Stanford, USA. Conheci o teste no seminár?io O amor está no ar, ministrado em Matão pelo consultor e especialista em treinamentos Alkíndar de Oliveira.

Faça a si mesmo três perguntas:
Você assume que ocorreu afronta em termos muito pessoais?
Você culpa o autor da afronta por como você se sente?
Você criou ou tem uma história sobre a afronta?

Pois bem! Se a resposta for positiva para os três itens acima, a mágoa existe em seu coração.

Tomara que você já tenha conseguido dar uma resposta negativa para qualquer dos itens, pois aí já estará no caminho de libertação desse sentimento que causa inclusive prejuízos à saúde.

Se existe mágoa e seus decorrentes prejuízos, o caminho é tentar compreender a pessoa que lhe causou tal sentimento. Colocando-se no lugar dela, você entenderá e poderá partir para extirpar o sentimento de si mesmo.

Perdoar não significa esquecer. Temos memória. Fica registrado. Perdoar significa não sentir mágoa quando a lembrança surge. Vamos tentar livrar-nos da mágoa?

Imagine uma casa. Desenhe-a na mente com seus vários cômodos.

Normalmente colocamos a mágoa na sala de visitas e até a levamos na a varanda da frente. Pois a todo momento estamos falando dela, recordando-a e sofrendo tudo novamente. Ela se espalha pela casa toda, todo dia.

Vamos combinar algo novo: quando surge a lembrança, mandemos a mágoa para o quartinho dos fundos. Deixemos lá que vai chegar um dia que faremos uma limpeza no quartinho e a jogaremos fora.

É a primeira providência. Ir administrando a lembrança desagradável e desalojando-a de nosso dia-a-dia. Tirando-a de nossa sala de visitas (entenda-se de nossa convivência) e mandando-a para o despejo da casa.

Um dia o tempo resolve isso.

Livremo-nos da mágoa. Ela só nos faz mal. E muito mal.

Faz sofrer, abala a saúde, transforma-se em câncer!

Se alguém nos decepciona, ilude, ofende, maltrata, o problema é dela, não nosso. Vamos aceitar e passar recibo, entrando no mesmo nível?

Viemos para a felicidade. Treinemos dispensar a mágoa de nossa convivência. Ela não é uma boa companhia! Há tanta companhia boa diferente. Para que perder tempo com ela?

Orson Peter Carrara



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