Livro: Consciência


Consciência


"Mediunidade é assim: os espíritos precisam encontrar, no arcabouço mental do médium, as peças do quebra-­cabeça que querem montar. E se valem tanto de elementos do consciente como do inconsciente; da memória atual ou pregressa. Costumo dizer que a mediunidade funciona como as crianças brincando de Lego. Os espíritos podem abusar da criatividade para arranjar as peças de que dispõem. Contudo, se querem uma peça que não existe, têm que mandar comprá-la. Isto é, quando necessitam transmitir algo, e nada há no psiquismo do médium que possa ser utilizado para tal, precisam incentivá-lo a adquirir aquele conhecimento ou, ao menos, travar contato com aquela matéria, ainda que de modo superficial.

Lembro-me de uma ocasião em que Joseph indicou a Robson um livro chamado "O universo elegante”. O médium se dirigiu à livraria e deparou com algo pior do que imaginava: um livro sobre a teoria das supercordas, tópico recente no estudo da física quântica e da astronomia. Com dor no coração, pois o livro não era barato para suas posses, ele comprou. (E há quem reclame que os livros espíritas são caros… Nunca entraram numa livraria não especializada, imagino.) Ao iniciar a leitura, pensou alto: “Não estou entendendo nada”.

— Não precisa! Basta ler e alimentar sua mente com esses conhecimentos — ouviu do espírito Joseph Gleber, à distância, porém sempre muito atento ao médium.

Após as primeiras páginas, de novo o espírito:

— Vamos escrever. Pegue agora papel e caneta.”


Leonardo Möller, na introdução de “Consciência. Em mediunidade, você precisa saber o que está fazendo.”, de Robson Pinheiro pelo espírito Joseph Gleber. 







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