Energias da Natureza (Livro Energia - Robson Pinheiro)


Energia


Nós umbandistas, sabemos bem a respeito do benefício das energias da natureza sobre os seres vivos, porque a Umbanda trabalha exatamente com essas forças naturais do Criador, representadas pelos nossos Orixás e manipuladas energeticamente através da magia, que é o principal fundamento da Umbanda.

É através de obras sérias como "Energia" do Robson Pinheiro, que podemos comprovar na literatura o que a Umbanda ensina há milênios, através dos nossos Guias, pelo ensinamento oral passado de geração a geração.

O livro trata da bioenergia e ensina como obter uma melhor qualidade de vida interagindo com as energias internas e externas ao ser humano.

Atenção especial, nós umbandistas devemos dar ao capítulo 7: "Energias da Natureza", onde o autor discorre sobre a importância dessas energias na vida do homem, porque ele está imerso nestas forças, captadas pelos seus chackas e direcionadas para todo o organismo físico e espiritual, proporcionando o seu equilíbrio integral. A parte a metáfora e a coincidência, estamos falando de Umbanda, estamos falando de Orixás.

O autor em nenhum momento usa o termo "Orixá", mas o deixa explícito na seguinte citação:

" (...) para os antigos, mestres na manipulação dos recursos naturais, tudo, inclusive o próprio temperamento humano, integra e revela a natureza energética individual, pois o perfil psicológico também é uma característica da natureza. Mitologias diversas, entre elas a africana ioruba, enunciam tais conhecimentos em profundidade."

O autor também descreve conceitos inéditos sobre as ervas. Entre eles, afirma que a natureza interior tem correspondência com a natureza exterior e para haver o equilíbrio deve haver a harmonia com a energia da natureza que corresponde a si próprio, em outras palavras, erva do orixá regente. (grifo nosso).

Um exemplo: Ervas próximas de rios e cachoeiras, são propícias para as pessoas sonhadoras e com habilidade para o amor, características marcantes dos arquétipos da Orixá Oxum.

Ele revela com simplicidade e verdade que as ervas colhidas no reino natural de cada Orixá, carrega a sua energia tanto quanto ou mais do que as ervas que já conhecemos e classificamos com a mesma vibratória do Orixá. Descreve que as ervas das matas têm grande poder de cura, que sabemos ser os Orixás Oxosse e Ossanhe que melhor direciona a energia de cura pelas ervas.

Enfim, o bom umbandista percebe claramente a relação existente entre o texto deste capítulo do livro com a nossa Umbanda, porque ele fala da natureza e dos seus elementos que auxiliam na conquista de uma vida mais saudável.

Disponibilizamos o capítulo 7 do livro "Energia" - Robson Pinheiro, a seguir. Boa leitura!

Ednay Melo

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LIVRO ENERGIA - ROBSON PINHEIRO

2ª. PARTE - A HOLÍSTICA NA PRÁTICA: ALGUMAS APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS


CAPÍTULO 7 - ENERGIAS DA NATUREZA

Todos permanecemos em constante interação com as energias do ambiente ao redor, inclusive aquelas oriundas do cosmos, dos astros em geral e do interior do planeta. Por meio dos corpos sutis e energéticos, as energias naturais tanto quanto as geradas são absorvidas e distribuídas ao longo da cadeia de meridianos - ligações sutis entre os diversos chacras - e, a partir destes, chegam aos órgãos e glândulas correspondentes. Essa é uma operação autônoma, involuntária, "automática", por assim dizer.
É inerente aos chacras, enquanto órgãos energéticos, a capacidade de absorver energias de plantas e minerais, da água, do ar e de outras fontes. Os fluidos são absorvidos, e, em maior ou menor grau, sua vibração pode ser aumentada ou sutilizada em níveis muitíssimo elevados, dependendo do chacra mais atuante na fase de assimilação.
Todo esse processo, que se dá num nível mais sutil da energética humana, é de extrema importância para a manutenção da saúde e da vida, tanto quanto para que o indivíduo possa desenvolver-se no sistema do qual faz parte. Qualquer ascensão a planos mais altos de conscientização só será possível à medida que ele se integrar às diversas formas de energias que o envolvem, realizando trocas energéticas proveitosas.
Para entender melhor o assunto, é preciso levar em conta alguns aspectos da estrutura fisiológica do ser humano. O organismo foi desenvolvido segundo um modelo predefinido pela Suprema Inteligência, de maneira tal que contém em si todas as dimensões, análogas às que existem na natureza. No âmbito mais denso, o corpo físico relaciona-se diretamente com as energias geradas no ambiente puramente físico e material da criação. O duplo etérico, por sua vez, está ligado intimamente ao aspecto menos denso do elemento material, ou seja, à dimensão etérica, onde se encontra a matéria em estado plasmático.
Em conexão com a realidade emocional e transitória, extrafísica, porém semi material, está o corpo astral ou espiritual. Um a um, sucessivamente, os demais corpos formam conexões energéticas com as dimensões mais sutis e elevadas, conforme a natureza de cada um. Cada dimensão ou plano apresenta energias que lhe são peculiares, e que existem exclusivamente em determinada faixa vibracional, análoga ao corpo homônimo no complexo humano. Portanto cada corpo possui natureza, qualidade e intensidade próprias da dimensão específica com a qual se relaciona.
Assim, é possível entender que, na hipótese de se subtrair este ou aquele corpo do ser, ele fica impedido de atuar no plano correspondente, pois é o corpo o instrumento que permite sua interação com aquele meio. O exemplo mais óbvio dessa situação é o desencarne, que expulsa o espírito do ambiente material por meio da morte do organismo físico.
Sem o aparato carnal, o ser está imediatamente impossibilitado de viver fisicamente. Contudo, pode-se indagar: se a vida material não é mais acessível à consciência extrafísica, pois que perdeu os corpos físico e etérico, como o pensamento dos seres corpóreos pode continuar a receber a interferência de desencarnados? A explicação é simples e reside no mesmo princípio de dimensões e corpos homólogos.
É no plano mental que circulam as idéias. Ora, ambos os indivíduos, tanto o que habita a dimensão física como aquele que a abandonou, permanecem de posse de seu corpo mental. Portanto, estabelece-se a comunicação, sem maiores dificuldades. E isso ocorre com ainda mais propriedade, pois o pensamento permutado virá revestido de formas-pensamento e imagens mentais, próprios da dimensão astral, imediatamente inferior ao plano mental, na qual também ambos os indivíduos atuam, uma vez que tanto um como outro possuem perispírito.
Robson Pinheiro 


SUBCAPÍTULO 7.1 - OBTENDO O MELHOR RESULTADO
Retomando o tópico principal, acerca da circulação de energias naturais, nota-se que é impossível deixar de assimilar o manancial energético à disposição na natureza; ainda que de modo parcial, todo ser vivo o faz, sem exceção. Entretanto, pode ocorrer que alguns, mais informados, desempenhem essa função de forma consciente, utilizando-a para auxiliar objetivamente a si e a outros.
Isso ocorre em virtude de uma característica essencial à compreensão de toda troca energética na natureza: é que as diversas modalidades de fluidos e de elementos emissores e receptores de energia interagem quando estão na mesma faixa de vibração. Seguem exatamente o princípio dos corpos e dimensões homólogos, conforme explicado há pouco. A diferença está em até que ponto o indivíduo procura estabelecer sintonia com o processo, que é natural, involuntário, mas que se potencializa grandemente à medida que se emprega a vontade. Este, portanto, é um fator determinante, que pode influenciar de modo acentuado os efeitos obtidos em um intercâmbio energético.
Deduz-se que, basicamente, há duas formas de transferir ou absorver as energias da natureza, tanto quanto as artificiais, isto é, aquelas criadas por seres humano. Primeiramente, há as transferências energéticas entre corpos e elementos da mesma dimensão, sem que haja necessariamente entrosamento entre esses componentes. De forma, ficam preservadas as características do corpo que permanece até certo ponto alheio ou relativamente insensível à atmosfera fluídica do ambiente. Há apenas a transferência, sem ocorrer efetiva harmonia entre os agentes envolvidos. Em uma segunda modalidade, ocorre uma espécie de metabolização na troca energética, com aumento considerável da qualidade e da intensidade do processo.
Nesse caso, dá-se algo mais vigoroso e rápido, com resultados perceptíveis, devido à maior integração energética.
Nem é preciso dizer qual categoria se almeja ao longo de um processo terapêutico. Contudo, tal sintonia ainda não é o suficiente para alcançar os melhores resultados.
Dentro da segunda classe, em que existe harmonia entre os agentes doadores e receptores das cotas de energias ou fluidos, podem-se identificar casos em que o receptor não sabe ou não aproveita inteiramente o quantum energético doado ou absorvido, pois não demonstra capacidade de produção energética de qualidade. Ele apenas recebe, armazena, mas não dinamiza aquilo que lhe foi destinado ou simplesmente não incorpora ao seu quadro energético tal cota fluídica, o que é uma pena, pois ela tende a se dissipar em pouco tempo. Muitas pessoas se encaixam nessa classificação, quando procuram a transfusão psíquica ou energética por meio de passes, magnetismo e bioenergia. Uma vez abastecidas, não produzem, não sutilizam nem sabem como multiplicar e renovar a energia recebida, que, enfim, se exaure por si mesma.
Idealmente, a cota recebida deve provocar transformação no ritmo, na produção e no abastecimento energético do indivíduo, que passa assim a se realimentar num ciclo mais saudável, de menos dependência externa. Aqueles que apresentam um fator de rendimento ingerem certa cota de fluidos vitais ou bioenergia e passam a movimentar esse quantum energético, produzindo trabalho compatível com a quantidade e a qualidade das emanações recebidas, absorvidas e transmutadas. Multiplicam-no sobretudo por meio de suas próprias doações, situação que obedece ao preceito que diz: "É dando que se recebe". Afinal, doar é exercitar o sistema energético, que sai fortalecido, da mesma forma como ocorre com um músculo, que se desenvolve à medida que dele se exige em treinamentos.
É claro que, com as energias da natureza, também ocorrem casos semelhantes. Há indivíduos que estão em contato regular com fontes energéticas e vitais de grande potência e até conhecem os benefícios delas advindos. Porém, não aprendem a sutilizar ou transmutar tais energias, deixando passar a oportunidade de distribuir, aumentar e dar mais qualidade aos fluidos.
A relação do homem com a natureza é algo fundamental para a economia energética do mundo. É preciso desenvolver a consciência coletiva da importância dessa interação energética e vital com os elementos e as dimensões sutis da vida, a fim de que haja uma espécie de síntese ou um amálgama das energias da natureza com as irradiações humanas. Isso resultará em elevado rendimento da produção intelectual, do trabalho e dos demais aspectos da vida humana, redundando em progresso.
É lógico deduzir que deve haver vários sistemas de transferência energética, ou procedimentos cujo objetivo é elevar o quantum energético individual e das comunidades. Como vimos, as fontes vitais ou os combustíveis energéticos estão intimamente relacionados ao emprego da vontade, à capacidade de doação e absorção e também ao conhecimento de técnicas adequadas, que possam extrair o máximo das transmutações energéticas.
Nesse último item inclui-se a detecção daquilo que chamaremos de afinidade prévia do receptor com fontes naturais específicas. Todos temos ligação energética mais estreita com determinado ambiente da natureza, conforme revela a tradição dos povos que se destacaram, ao longo da história, por possuírem grande capacidade de explorar os potenciais naturais. Na verdade, trata-se de descobrir com qual reduto natural o indivíduo tem mais afinidade, qual se afina melhor com seu padrão energético primordial; isto é, ajustar um ao outro, elegendo o tipo de energia mais adequado a cada ser. (Talvez soe arcaica a informação de que a vibração do ser humano se relaciona a esta ou aquela paisagem natural; porém, é preciso lembrar que em todas as épocas homens e comunidades que se viam como parte do ecossistema - o que permitiu a elas, em dado momento, grande conhecimento das propriedades energéticas naturais. E o paradigma ocidental e moderno que estabeleceu a cisão vigente, em que o homem se vê alijado da natureza. Quem sabe se deva a isso a relação de imensa degradação que se estabeleceu com o meio ambiente? Desde a Revolução Industrial, nota-se o agravamento desse fato, principalmente ao longo do século XX, o que traz para a ordem do dia os debates ecológicos, Entretanto, para os amigos, mestres na manipulação dos recursos naturais, tudo inclusive o próprio temperamento humano, integra e revela a natureza energética individual, pois o perfil psicológico também é uma característica da natureza. Mitologias diversas, entre elas a africana ioruba, enunciam tais conhecimentos em profundidade).
Reunindo todos os aspectos listados, conseguiremos potencializar ao máximo os efeitos do reabastecimento energético junto à natureza.
Robson Pinheiro


SUBCAPÍTULO 7.2. - A NATUREZA E SEUS ELEMENTOS
Apresentamos adiante um resumo do que temos aprendido com pesquisadores da esfera extrafísica, no que tange às formas de manifestação da energia primordial na natureza e de como podemos aproveitá-la.
1º. Reino vegetal
O reino vegetal apresenta característica energética que varia bastante, de acordo com os seres presentes nos diversos sítios naturais. O local é sem dúvida fator importante: próximo ou distante de reservatórios aquáticos, que pode ser de água salina, doce ou salobra; com maior ou menor umidade, exposição à chuva e aos raios solares. Localização e características climáticas definidas, o tipo de vegetação deve igualmente ser levado em conta, descortinando a rica variedade energética encontrada no reino vegetal.
Como cada ser humano possui, conforme apontamos, uma nota harmônica entre sua natureza e a natureza vegetal - e deve procurar senti-la -, o interessado no intercâmbio fluídico deve observar primeiramente qual elemento está ligado à concentração de plantas que pretende utilizar. Se a vegetação estiver próxima a cachoeiras, junto às fontes de água doce, será aí que as pessoas sonhadoras encontrarão energias para se revigorar. Também se beneficiarão aquelas que têm maior habilidade de se envolver com o amor, a sensibilidade e a preservação da vida, bem como as pessoas cuja natureza arquetípica está ligada simultaneamente aos tipos masculino e feminino.
Quando o elemento vegetal estiver associado à paisagem montanhosa, esse é o reduto apropriado para que indivíduos com temperamento explosivo possam reabastecer-se. Os recantos onde a vegetação cresce isolada, distante de outros ambientes, é o destino ideal àqueles mais solitários ou que apreciam a solidão, pois lá encontrarão a energética própria de sua singularidade mental e emocional.
As matas expressam a energia da cura. O aroma e as propriedades terapêuticas das folhas e flores repõem as energias e refazem nossas forças. Entrar em contato com matas, florestas e locais onde predomina o verde é colocar-se em conexão com o elemento curativo da natureza de forma mais intensa.
É útil lembrar que, nestas páginas, não pretendemos editar um manual para que o leitor se relacione com as energias próprias de sua dimensão existencial, mas apenas dar exemplos que ilustrem este ponto de vista.
2º. Reino mineral
A energética do reino mineral ou dos elementos a ele pertencentes varia muito segundo a localização ou o tipo de paisagem considerada, talvez ainda mais do que no caso dos vegetais. Temos uma energética particular para os minerais sólidos, arenosos, diferente da que se observa no mineral associado à água. Em contato com esse elemento, é preciso analisar os fatores geológicos e geográficos, a localização e a altitude, bem como se a associação se dá com mares, lagoas, rios, cachoeiras ou lençóis freáticos e olhos d'água.
Sabe-se que as energias naturais encontradas no reino mineral têm ação direta sobre o corpo etérico. Alguns dos elementos minerais tornam voláteis os fluidos densos aderidos ao duplo. Na dimensão extrafísica, a medicina sideral potencializa as irradiações do urânio e do césio, por exemplo, com o objetivo de destruir células cancerosas. Todavia, as vibrações desses mesmos elementos podem ser altamente destrutivas e daninhas à tessitura do duplo, hipersensível, assim como as que se originam de outros minerais, especialmente os radioativos, e também as que emanam de muitos equipamentos humanos.
Tudo depende do nível vibratório em que se encontram os minerais. A título de comparação, é mais ou menos como ocorre com a homeopatia: de acordo com o número de dinamizações, a substância primordial, que era venenosa ou prejudicial à saúde, vai-se tornando progressivamente mais sutil, assumindo propriedades curativas e medicamentosas distintas à medida que atinge níveis energéticos mais elevados.
Visto que as emanações do reino mineral interpenetram com extrema facilidade a dimensão etérica, o contato com a dinâmica de certos elementos pode também favorecer a fixação de energias benéficas no corpo etérico. Pode-se ingerir água na qual determinados cristais ficaram imersos, entre outras técnicas, ou submeter-se à exposição da luz que atravessou alguns minerais.
Como se pode ver, requer-se acurada perícia de quem pretende manipular tais energias, tendo em vista os perigos que a aplicação incorreta pode ocasionar, conforme demonstrado anteriormente.
3º. Ar e água
O ar e sua dinâmica energética têm efeito principalmente sobre as correntes vitais e sutis do corpo etérico, que é material, embora de menor densidade que o físico. Repositório da vitalidade do homem, o duplo tem a circulação de energias e a distribuição de fluidos sutis bastante auxiliadas pelo elemento ar, mais precisamente por meio da respiração, especialmente quando é realizada junto aos sítios naturais.
A água e suas energias têm propriedades revigorantes e também atenuantes de emoções fortes e tempestades emocionais, geralmente nocivas a pessoas e ambientes. Além de reabastecer o indivíduo, a água absorve e transmuta qualquer tipo de energia, densa ou sutil, realizando trocas energéticas altamente proveitosas.
Cachoeiras, lagoas e lagos, rios, riachos e fontes de água doce suavizam as emoções por agir diretamente no campo astral do ser humano. Ao entrar em contato com esses locais, o corpo astral ou emocional abastece-se e é higienizado. Como a água possui a capacidade de absorver todas as freqüências eletromagnéticas, assimila as energias densas anexadas à aura. Por essa razão, ao banhar-se ou tão-somente aproximar-se de tais sítios naturais, o indivíduo costuma sentir grande alívio. Relata estar mais leve, tranqüilo e com emoções mais brandas. Em seguida à absorção de elementos de natureza mais densa, antes aderidos ao campo áurico, a irradiação da água doce provoca uma transferência energética revigorante, principalmente se ocorrer em ambientes ricos em plantas e com muito verde.
Encontrada em mares e oceanos, a água salgada apresenta propriedades bem distintas. Por ter em sua constituição o sal, conhecido como sal marinho, é um elemento de polaridade energética yang, oposta à da água doce, cuja característica yin suaviza, eteriza ou "luariza" nossas vidas. Além disso, o oceano é o berço de toda a vida no planeta Terra, o que nos faz compreender o tipo de magnetismo mais primário e vigoroso que emana de si.
As águas marítimas energizam, revigoram e transmutam energias ainda mais densas ou cristalizadas na aura, oriundas de emoções fortes ou violentas, bem como aquelas que se encontram arraigadas no indivíduo, cultivadas por longo tempo. O sal e as ondas do mar, ao entrarem contato com o corpo físico, rompem a crosta de fluidos dos densos encontrados no duplo etérico, absorvendo imediatamente os miasmas, resíduos e parasitas energéticos. A sensação de alivio é quase imediata. Além de tudo, a própria atmosfera do local traz certo encantamento e tamanha beleza, que inspira artistas de todos os tempos, o que mostra como se torna favorável à menta a sintonia fina com tais elementos sutis.
Sob todo aspecto, o contato com a natureza é algo de extremo valor para a saúde física e emocional. É parte de um processo curativo que todos que procuram qualidade de vida deveriam tomar como hábito. Nos momentos de contato mais íntimo com a água, o verde e as folhas há uma troca energética intensa, que, embora invisível, pode ser facilmente percebida em seus resultados práticos, empíricos, mesmo que ainda não sejam detectados pelos instrumentos tecnológicos atuais.
É bom não se esquecer, no entanto, de uma informação relevante. As propriedades de fixação, penetração ou absorção das energias encontradas na natureza não são de forma alguma absolutas; muito pelo contrário, dependem da conexão mental e emocional do indivíduo com a fonte natural. Quem entra em contato constante com os elementos da natureza, mas não se envolve com eles, ignorando o recurso de que dispõe, e tampouco estabelece uma postura mental e emocional de respeito e valorização dos sítios naturais, evidentemente não consegue realizar a transmutação ideal. É preciso adotar uma atitude genuína de respeito e uma relação mais profunda com os elementos da natureza planetária para se beneficiar de toda a amplitude de recursos que eles têm condições de oferecer.
Robson Pinheiro 

SUBCAPÍTULO 7.3. - OUTROS ASPECTOS A CONSIDERAR

Usufruir dos recursos energéticos da natureza, como já dissemos, requer conhecimentos específicos e consciência. Não basta aproximar-se do ambiente natural ou submeter-se à bioenergia de forma casual; é necessário envolver-se com o objetivo. (Há quem pense que, como os elementos naturais estão à disposição de todos, qualquer um pode deles usufruir, não sendo os bons resultados acessíveis apenas aos que têm informação e dominam técnicas. É um engano acreditar nisso. Fosse assim, nenhum trabalhador rural padeceria de contaminação fluídica ou outro mal de origem energética, pela simples convivência diária com a paisagem natural. Pode-se argumentar que muitas pessoas, em sua simplicidade e até de forma intuitiva, beneficiam do contato com a natureza. O cerne da questão é que simplicidade e intuição não são antagônicas ao conhecimento em si, mas apenas à forma vigente de ensiná-lo. A fim de extrair o melhor das forças da natureza de maneira sistemática, e não eventual, é crucial saber manipulá-las. Tome-se o exemplo de uma benzedeira que cura uma erupção cutânea ou cobrelo, denominada popularmente de cobreiro. Na maior parte das vezes, ela não têm instrução formal - o que não quer dizer, absolutamente, que não possua conhecimento, técnico e apurado, diga-se de passagem. A mãe que cura o mal-estar de um filho com uma infusão de ervas não precisa ser graduada, muito pelo contrário, no entanto, não deixa de estar envolvida em uma atividade que exige perícia e especialização).
- Para isso, determinados itens devem ser observados.
1º. Interdependência cósmica
Nosso mundo está em constante interação com os demais mais planetas do sistema solar e do universo. Recebe, recicla, doa e irradia energias de maneira ininterrupta, inserido em um complexo sistema cósmico de interpenetração vibracional. Desse modo, o habitante da Terra não pode desprezar o fato de que está sujeito ao entrechoque energético, à resposta vibratória de suas ações junto à natureza, e do cosmo frente às irradiações terrenas. As mudanças climáticas e atmosféricas drásticas, por exemplo, são uma das formas de transmutar energias globais que atingem diretamente o ser humano - pode-se dizer que ele recebe de volta os mesmos impactos que o planeta absorve. Além disso, os efeitos de fenômenos tais como a radiação cósmica, as tempestades magnéticas e o vento solar, oriundos do astro rei, o Sol, também interferem na dinâmica da vida orgânica. Esse é um dado importante que não se pode subestimar quando o indivíduo se dedica ao exame da correlação entre os diversos reinos e suas implicações na saúde humana.
Como se vê, levar em conta as fases da Lua, a situação atmosférica ou a proximidade de tempestades e outros eventos mais drásticos para a tomada de decisões não é superstição: é um comportamento adequado tendo-se em vista os momentos de trocas magnéticas entre os seres vivos. Sem dúvida, este é um assunto que deveria ocupar lugar de destaque nos estudos de quem se dispõe a ser veículo da energia sutil para o restabelecimento da saúde.
2º. Adequar a energia à dimensão afetada.
Um ponto merece atenção no que concerne às transferências energéticas nos domínios extra físicos da natureza. Elas se realizam de acordo com a nota harmônica encontrada entre os corpos e respectivas dimensões energéticas. Toda energia canalizada de um ser a outro será mais eficaz e dinâmica quando ocorrer no próprio campo de ação ou na esfera onde o indivíduo incursiona. Por exemplo: as energias do plano material se relacionam diretamente com os elementos de ordem material. Pode-se concluir então que, quando alguém padece de um sintoma que acomete o corpo físico, será provavelmente mais eficiente tratá-la de acordo com os métodos convencionais da medicina. Embora possa ser auxiliada com energias sutis estas trarão resultado por via indireta, pois fortalecerão, os corpos energéticos, que, por conseguinte, promoverão melhorias no campo físico. Por outro lado, caso a enfermidade original se manifeste no corpo etérico - baixa vitalidade, vampirização energética, parasitas energéticos -, ainda que com conseqüências físicas, a pessoa poderá ser mais bem socorrida junto a sítios naturais onde existem campos eletromagnéticos e vitais intensos, que propiciem sua recuperação: próximo a montanhas e ao reino mineral, preferencialmente.
A premissa deste item ganha relevo especialmente devido à inclinação para o fanatismo, comum a muitos. Pretendendo adotar um comportamento "natural", insistem em exaltar as vantagens das terapias emergentes de modo exagerado, defendendo sua aplicação irrestrita. Isso é um erro grave. As terapias energéticas não fazem oposição à medicina convencional. Muito pelo contrário, são complementares a esta - conforme o preceito genuíno implícito na palavra holística, que faz alusão ao todo, à inteireza. Portanto, todos os caminhos disponíveis concorrem para o mesmo objetivo: a saúde integral. Não há porque fazer desse assunto uma disputa de caráter "religioso", sectário. O tratamento energético não dispensa o tratamento médico - essa a recomendação que deve sempre estar presente em qualquer orientação séria, proveniente de terapeutas responsáveis.
Além disso, é oportuno novamente recorrer ao bom senso. Se o mal-estar é físico e provoca grande dor e desconforto, como esperar pelos recursos da bioenergética ou da homeopatia? Se a infecção é grave, rejeitaremos o antibiótico prescrito? Ainda que determinado câncer seja causado originalmente por influência extra física, por exemplo, tomaremos apenas as medidas de caráter energético, recusando a quimioterapia, a radioterapia ou a cirurgia? Mesmo que se considere que grande número dos casos de úlcera, diabetes ou hipertensão arterial têm origem emocional e psicológica, deixaremos de tratá-las com alopatia, caso o médico julgue necessário?
Não se engane. Ao defender a saúde integral e a mudança interior - alvo dos comentários da terceira parte deste trabalho - não tenho a intenção de ser radical, afirmando que não se deve adotar o tratamento que visa erradicar o sintoma. De modo algum seríamos irresponsáveis e imaturos a ponto de sustentar tamanho absurdo. Posições ideológicas e demagógicas desse matiz denigrem de modo quase irreparável a imagem das terapias holísticas e depõem contra tudo que se pretende elaborar com base na seriedade das pesquisas de cunho energético.
3º. A força da emoção.
Durante as trocas e transmutações de energias, outro fator soma-se aos descritos nos parágrafos anteriores. Diz respeito ao estado emocional do indivíduo e dos agentes que operam as transferências energéticas. Tão poderoso o seu impacto que dedicaremos o próximo capítulo a examinar a questão.
4º. Quantidade versus qualidade.
A metabolização das energias naturais ou transferidas por outro ser humano por meio da bioenergia está relacionada ao fator quantitativo. Para fazer frente à enfermidade, é necessária determinada cota de energia, que deve ser aplicada com periodicidade. Isso implica graduar a energia doada de acordo com a necessidade do receptor. Contudo, a sutilização dos fluidos guarda ligação com o fator qualitativo; isto é, há que se observar que tipo de transferência energética será adequada a cada caso. Valores energéticos de um quantum superior evidentemente poderão ter efeito mais rápido e preciso. Tudo dependerá do recurso disponível.
5º. Averiguar os resultados.
É aconselhável que o agente das transmutações energéticas, quer desempenhe a função de médium, terapeuta ou outra qualquer, não se deixe seduzir por idéias fantasiosas e ilusões. Para averiguar se houve metabolização energética eficaz ou transferência harmônica, não há outro meio senão os elementos oferecidos pela ciência acadêmica. E é de fundamental importância conferir e atestar a eficácia do método empregado. Se a ciência não desenvolveu equipamentos para mensurar a aplicação das terapias energéticas, o resultado pode ser apreciado por muitas de suas medições.(Muitos resultados das terapias são observados em exames clínicos, porém, o efeito ainda não é mensurável por meio de instrumentos - seja porque não não existem ou porque não interessam aos laboratórios. Tome-se a acupuntura como exemplo. Ainda não há como visualizar os meridianos e suas alterações, no entanto, é possível constatar os resultados de suas aplicações nos pacientes por meio de controle clínico).
É preciso que se realizem pesquisas, observações in loco e acompanhamento do processo, para verificar se a transferência magnética de fato surtiu efeito ou se houve uma interpretação ilusória. Por incrível que pareça, muitos terapeutas energéticos ou médiuns se convencem da eficácia de seu método de trabalho sem checar os resultados; apenas reúnem elementos imaginários, deixando-se maravilhar pelo andamento da terapia em si, sem constatar se houve ou não resposta positiva na saúde do consulente. Há outros que, atentos à melhora do sujeito, sem pudor declaram dever-se à sua intervenção. Ignoram, muitas vezes, que o indivíduo está simultaneamente sendo atendido por um médico e seguindo suas indicações. Portanto, é preciso muita cautela ao alardear o resultado deste ou daquele caso, atribuindo-o exclusivamente à técnica de transferência energética.
6º. Unindo terapias para o cuidado constante.
Por si sós, em grande parte das vezes, as terapias energéticas não são capazes de consertar os danos causados nos corpos físico e emocional dos indivíduos - como ocorre com qualquer terapia, diga-se de passagem. É altamente recomendável associar as técnicas de energização e transferência bioenergética a tratamentos convencionais, sem desprezar os progressos alcançados pela medicina e pela ciência convencional. O método holístico e psico-bio-energético, ao menos por enquanto, é complemento dos métodos convencionais, e não substituto da ciência médica - o que, aliás, já foi dito.
Há ervas que realizam verdadeiros prodígios, mas ocorre que, como regra geral, as pessoas só procuram as terapias naturais - com remédios fitoterápicos, florais ou homeopáticos - quando as patologias se encontram em estágio avançado, muitas vezes como última esperança diante da não-resolução dos males por parte da medicina convencional. Por isso, na maioria dos casos, é preciso encarar os sistemas chamados alternativos ou emergentes como auxiliares no processo terapêutico, do qual o médico deve participar de forma ativa. Não há por que não somar os recursos que a natureza e o progresso científico, em seus diversos ramos de conhecimento, colocam à nossa disposição.
7º. Banhos de flores e ervas.
Nas metrópoles, a cada dia mais afetadas pela poluição, há geralmente pouca estrutura para o contato com ambientes naturais. Por isso, é comum que os terapeutas receitem banhos de imersão com elementos curativos de ervas e flores. Atualmente difundidos por muitos com a denominação de banhos de ofurô, mesmo recebendo o nome da tina de madeira utilizada nesse tipo de imersão não passam de reedição sofisticada dos tradicionais banhos de erva e de descarrego, receitados, há décadas, nas roças de candomblé e nos terreiros de pais-velhos. Considerando-se as propriedades terapêuticas de cada planta, é inegável que os banhos de ervas poderão aliviar profundamente alguns males, quando aplicados com conhecimento. Por exemplo, o banho de camomila - tanto quanto o chá da mesma flor - podem ser complemento útil no tratamento da síndrome do pânico, pois essa flor age diretamente no sistema nervoso. Também é indicada em casos de ansiedade, insônia e irritabilidade.
8º. A busca por qualidade de vida.
Quando consideramos que tudo é energia e que os medicamentos - inclusive os alopáticos, evidentemente - têm estrutura energética própria, compreendemos quão positiva pode ser a interação terapêutica conduzida por quem conhece do assunto, somando terapias e esforços em prol da saúde. A partir dessas observações, entendemos por que os habitantes da esfera extra física regularmente aconselham seus consulentes a interagir com a natureza no decorrer dos processos terapêuticos a que se submetem.
Toda a natureza é um sistema de altíssima freqüência energética. A água, por exemplo, é o condensador energético universal, isto é, o elemento com a mais elástica capacidade de absorver energia e de canalizar fluidos concentrados em sua estrutura molecular, provocando a transformação radical de estados energéticos desfavoráveis. Portanto, faz todo sentido a opção de muitas pessoas, ao redor do mundo, por moradias mais próximas aos recantos naturais. Viver em sintonia mais estreita com esses ambientes permite usufruir dos fluidos balsâmicos que a Terra oferece aos seus habitantes. A vida urbana moderna incita à renúncia de tal experiência, mas é preciso rever conceitos e buscar mais equilíbrio entre o artificial e o natural, sob pena de ter de conviver com prejuízos à saúde integral. Mais e mais a idéia de qualidade de vida tem sido associada aos locais que propiciam contato e proximidade com a natureza.

Robson Pinheiro
A Casa do Espiritismo






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