Homossexualismo no Terreiro


Homossexualidade no Terreiro de Umbanda




Esse é um tema de difícil abordagem, mas devemos estar atentos dentro dos terreiros e nas nossas vidas? Como eu olho o irmão ou irmã que é homossexual? Eu aceito sua opção ou não?




Chamo-o de irmão na frente e depois faço comentários de mau gosto sobre ele? Devemos fazer uma reflexão sobre nossos pensamentos e atitudes em relação a esses irmãos.


Muitos deles já travam suas próprias batalhas interiores, alguns espíritos aceitam os novos corpos onde irão fazer essa nova jornada terrena e outros espíritos não aceitam os corpos que reencarnaram, travando uma batalha emocional muito grande.


Será que seus pensamentos e emoções já não seriam suficientes para ter com o que se preocupar? Será que cabe a nós julgarmos seus atos ou atitudes?


Quantos homossexuais da assistência não passam em consulta com nossos amados guias? Quantos não têm os mesmos problemas que nós no seu dia a dia? Nossos amados guias os acolhem da mesma forma que acolhem a um heterossexual.


Quando estamos juntos na corrente mediúnica clamando a ajuda dos nossos Orixás, mentores e guias, nossas orações se dividem entre heterossexuais e homossexuais? Ou será que chegam juntas com a mesma força e clamor?


Afinal de contas quando dizemos: “Pai fazei de mim um instrumento para que o Vosso poder possa ajudar seus filhos aqui na terra,” fazemos distinção de quem iremos ajudar? Dizendo essa frase, não estamos nos referindo a homens, mulheres, crianças, idosos, independente de sua opção sexual? Somos apenas instrumentos dos nossos amados Orixás.


Aos que julgam opções sexuais saibam, que muitas das bênçãos e orações na sua vida também vêm desses irmãos.


É comum uma mulher receber um Caboclo, um Baiano, um Boiadeiro, um Preto velho, um Exú um Orixá masculino isso é comum, não é?


Mas se um homem recebe uma entidade feminina já acham que ele é homossexual, não é verdade? As entidades querem apenas uma matéria limpa para fazer seus trabalhos e sua caminhada na evolução da seara.


Quantos de nós já não consultamos um Baiano e quem o incorporava era uma mulher? Nesse momento, não víamos se era mulher ou homem quem estava ali, apenas queríamos resolver nossos problemas.


Muitas vezes nos convém jogar nossos lixos para baixo do tapete, assim ninguém os vê.


Homossexualismo existe e está presente em todas as religiões desde que o mundo foi criado. Na Grécia antiga, no Egito antigo em todos os tempos sempre existiu.


O que hoje está deixando de existir é o respeito pelo próximo, esse próximo ai, que você chama de irmão na hora das necessidades, esse irmão que está na assistência e que a colaboração ajuda para as festas no terreiro e para melhorias na casa, mas que a sua opção sexual o condena depois.


Saibam que se continuarmos olhando essas diferenças estamos apenas nos atrasando, pois durante a gira nada disso importa, somos todos iguais perante a lei maior do nosso amado pai Olorum.


Um abraço a todos.
Que Oxalá os ilumine!


Leonny Hipias




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