Devemos Sair Antes da Gira Terminar?

Devemos Sair Antes da Gira Terminar?



Texto ditado por Pai Antônio das Almas
Canalizado por Géro Maita

Pergunta: Pai Antônio o senhor poderia dar sua opinião a respeito do consulente sair antes do término da gira de Umbanda? Existe algum problema de ordem energética ou espiritual?

Pai Antônio: Meus filhos que Olorum nos abençoe e que possamos manter sempre nossos corações abertos para a nossa transformação.
O assunto é amplo neste caso filho, devido a dois pontos que aqui iremos observar, deixando claro que não existe pretensão de nossa parte aprendizes ainda que somos de criarmos uma palavra ou ideia única no que tange doutrina de Umbanda ou ainda quebrar às regras impostas por determinada casa, mas tão somente expormos um ponto de vista.

O primeiro ponto que achamos prudente comentar trata-se de casas de Umbanda que não estipulam um horário para término de seus trabalhos, tornando ai cansativa a permanência do consulente no mesmo. Lembramos que os espíritos desenvolvem tarefas dentro e fora de um terreiro e que a criação de uma regra de trabalho os beneficia, além de auxiliar os médiuns ainda envolvidos pelo animismo e por que não dizer certos (as) dirigentes a não confundir o fator tempo com qualidade e eficiência.

Em sequência temos o consulente que frequenta um terreiro filho. Devido a liberalidade criada em nome e não da mediunidade dentro de certos terreiros e não é de nossa pretensão generalizar esta opinião, principalmente dos anos 70 em diante quando começa a ganhar maior força o movimento Umbandista no Brasil nos deparamos com médiuns apressados e presos a fenômenos e não a doutrina de Umbanda e dirigentes despreparados na condução da mediunidade e da disciplina dentro de um terreiro, dentro do estudo, do bom senso e da caridade.

Ao abordar a questão disciplinar vamos encontrar a mesma sendo aplicada em toda a vertente religiosa no que tange organização e fora deste sistema também no setor público e privado. Encontramos regras no trabalho, nas escolas, repartições públicas que regem a vida em sociedade de forma pautada e por que não dizer saudável.

Mas tais regras não eram aplicadas ao consulente de um terreiro onde víamos em muitas casas e ainda hoje é assim:
Médiuns saindo para fumar, conversar e agirem como se estivessem em uma festa na hora dos trabalhos espirituais de uma casa ignorando totalmente os campos de forças formados pelos Exus para dar segurança vibratória ao trabalho realizado.
Consulentes que permanecem do lado de fora de um terreiro e somente adentram a casa na hora em que o rito de “consulta espiritual” (que não adotamos, sugerindo o aconselhamento espiritual) se inicia.

Dentro desta questão vamos encontrar consulentes que ao se aconselharem, receberem passes e trabalhos com os guias, simplesmente viram às costas e saem do terreiro, pois julgam que o seu papel foi cumprido.

Este pai velho pede desculpas se vai desagradar aqueles que procedem desta forma e param para ler este texto, mas já é hora de se conscientizar do papel que uma casa desenvolve dentro de questões energéticas filhos.

Sair no meio de uma missa realizada nos primórdios dos ritos Católico Apostólico Romano, não faz com que todas as bênçãos daquele dia se resumissem somente até a hora de se tomar a hóstia consagrada.

Sair no meio de um trabalho em um terreiro de Umbanda, a nosso ver também perde o efeito energético quando abandonado pela metade.
Dentro de um terreiro existem espíritos trabalhando em todos os setores da casa na hora de um atendimento espiritual e certos trabalhos somente se concluem quando encerrada à gira.
Sair no meio deste trabalho, além de ser um gesto deselegante, mal educado com os servidores desta casa de Umbanda encarnados ou não nos mostra o exercício do egoísmo, onde o consulente pensa somente em si e não no todo e quando falo em “todo” devemos ai nos lembrarmos dos campos formados para segurança pelos Exus, lanceiros, Purís, pelas bênçãos dos pais e mães velhos no ato de benzer, pela força Elemental utilizada dentro do terreiro para o atendimento e pelos servidores que ali estarão dando o melhor de si até o final do trabalho.

É preciso compreensão do consulente no que tange disciplina de buscar, mas também de receber, e de exercitar a paciência para que o remédio seja dado na dose certa e não pela metade.

Certas casas liberam os consulentes para saírem antes, pois é notado o ar de indiferença e pieguice quando é solicitado que todos permaneçam até o fim da reunião e novamente insistimos que a nosso ver esta não é uma atitude correta o que leva muito a crerem que o terreiro é liberal aos extremos inclusive quando se trata de doutrina e postura doutrinária.

Acreditamos filhos e valorizamos a permanência do consulente até o final das giras de forma consciente, sabendo que o mesmo recebe bons fluidos do início ao final de um trabalho de terreiro.

Sabemos que nem todos concordam com estas palavras deste pai velho, mas nossa intenção reforçamos mais uma vez é somente expormos meus filhos nossa humilde opinião e sempre valorizarmos mais todas as energias que são trabalhadas dentro de um terreiro.

O pão para se tornar macio e saboroso, passa por todo um processo de preparo e tempo para alcançar o ponto exato para ser consumido.
Não é diferente o trabalho de um terreiro que dentro dos padrões de atendimento energético visa o máximo de energia para auxiliar aquele que presta de seu tempo para ser atendido e simplesmente ignorar isso saindo a hora que se quer e exercitando ai a lição do egoísmo, acreditamos que seja uma total perda de tempo.

Cada qual na sua reflexão leia esta mensagem com o coração e exercite seu bom senso dentro de suas conclusões finais.

Do amigo de caminhada,

Pai Antônio das Almas




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