Desperdício de Médiuns

Desperdício de Médiuns



Já andei por diversos lugares, diversos terreiros numa busca incessante por conhecimento e diversidades que possam existir dentro da religião.

A Umbanda é notoriamente uma religião embasada na Trindade Sagrada Preto-Caboclo-Criança, mas não é por isso que fica somente nisso!

Como é uma religião em franca expansão e permite um horizonte muito mais amplo do que outras religiões observa-se uma diversidade enorme no ritual, na maneira de trabalho das entidades, no conhecimento aplicado e adquirido durante o desenvolvimento dos trabalhos e por aí vai uma série de situações.

Absurdos já vi, mas também coisas maravilhosas.

Já tive oportunidade de conhecer terreiros que dão medo, onde eu jamais deveria ter colocado o pé. Mas também tive oportunidade de conhecer casas que não dá mais vontade de sair, e que quando terminam os trabalhos fica aquele gostinho delicioso de "quero mais".

Já conheci dirigentes e pais-de-santo. Dirigentes que se julgam simplesmente dirigentes e que têm como determinação para suas vidas mostrar o caminho certo para seus filhos da corrente. Conheci pais-de-santo que passaram por rituais enormes para poderem chegar num "cargo" que a Umbanda não oferece e exigem de seus filhos de corrente coisas absurdas que nem merecem ser comentadas aqui.

Já conheci dirigentes que sequer ouviram falar do Caboclo das Sete Encruzilhadas!

Já conheci casas que tem um número muito pequeno de médiuns trabalhando mas com uma qualidade de vibração inigualável.

Já conheci casas que tem um quase ilimitado número de médiuns onde a vibração é uma "mistureba" que não dá pra distinguir quem é quem e o que realmente fazem. Fácil observar que são feitas panelas e panelas, diversos objetivos que não concatenam uns com os outros, etc. Onde muitos vão participar somente pela troca: "guarde-me que eu participo da corrente".

Já conheci casas que cobram significante valor em dinheiro por trabalhos de cunho caritativo... Realmente nunca entendi essas!

Já conheci casas que promovem uma tal "noite das graças de ciganos" e as entidades que ali trabalham exigem que os materiais que serão utilizados nos trabalhos para os consulentes sejam comprados na própria casa, "obrigando" os consulentes a promoverem o lucro financeiro para a casa!!!

Já conheci casas que cultuam ciganos, boiadeiros, marinheiros e tantas outras linhas como Orixás.

Já conheci casas que matam animais no meio do terreiro, à frente de toda a corrente e de todos os consulentes. Infringem a Lei Divina de jamais molestar a criação divina e ainda acham que estão fazendo a coisa certa.

Mas nessas casas onde a índole é "duvidável" observa-se um bom número de médiuns (principalmente os novos) que vão até ali para poder cumprir algo mais que suas vidas clamam.

Nas diversas matérias colocadas neste site procurei mostrar aos visitantes como se pode determinar se uma casa é boa ou não, mas é claro que deve-se saber filtrar algumas coisas.

Já comentei sobre a inexistência do cargo "pai-de-santo" na Umbanda, de cargos hierárquicos dentro de um terreiro, sobre o uso do sangue e tantos outros.

Mesmo assim aparecem sempre coisas novas que dão verdadeiros arrepios na alma, principalmente quando vemos que médiuns novos que entram em casas como essas ainda são ludibriados por seus dirigentes incultos e arrogantes que sempre tentam ensinar de maneira errada como se deve fazer.

Coisas como

- matar um galo no meio de um terreiro (isso não é coisa Umbanda),

- tentar segurar o consulente imputando-o medo se este não entrar na corrente,

- apresentar linhas que historicamente nunca existiram como por exemplo BoiadeirAs ou MarinheirAs,

- absurdos onde chega-se até a um ou uma médium forçar o consulente a fazer sexo com ele/ela, utilizando a imagem da entidade para coagi-lo,

- permitir que a entidade peça o número do celular de um consulente,

- casas dirigidas por "Pai Ogã" onde ainda não sei exatamente o que isso quer dizer,

dentre tantos outros erros gravíssimos que levaríamos muito tempo para descrever.

Vi em muitas casas um verdadeiros desperdício de médiuns que se prestam a tentar desenvolver bem seus trabalhos onde o objetivo é realmente a caridade, mas que por força da própria casa onde frequentam acabam por se desenvolver de maneira incorreta atrasando seu desenvolvimento.

O objetivo deste texto é alertar os médiuns, principalmente aqueles que tem uma boa índole mas ainda pouco conhecimento sobre a Umbanda e/ou espiritualismo que procurem ver e determinar para si se o lugar que frequentam atualmente é bom mesmo, se este lugar não incorre em faltas graves.

Se há dúvida, procure uma casa em que as pessoas dão preferência aos estudos.

Procure conhecer as pessoas que fazem parte da corrente e principalmente o caráter do dirigente.

Não perca seu tempo fazendo parte de um circo. Seu tempo neste plano é precioso e muitos irmãos (encarnados e desencarnados) precisam de ajuda imediatamente.

Procure seu desenvolvimento com mais afinco e objetivo, assim você não atrasa o seu desenvolvimento e ainda tem a possibilidade de praticar a verdadeira caridade que ajudar ao próximo e não ficar servindo de palhaço para dirigentes que poucas vezes não sabem o que fazem e na maior parte das vezes sabem o que fazem e o fazem com intuito de prejudicar e atrasar a vida dos outros.

Parta do princípio que uma casa boa tem sempre um bom dirigente e normalmente é formada por pessoas de caráter ilibado.

Bom dirigente é aquele que ensina e não descuida um momento sequer de seu filho da corrente.

Bom dirigente é aquele que está de olho em tudo a todo tempo e não deixa médiuns ou entidades cometerem erros que podem levar à desgraça a vida de um consulente.

Bom dirigente é aquele que fala "isto eu não sei explicar" quando realmente não sabe sobre o assunto, mas procura respostas para poder ensinar aos seus.

Bom dirigente estimula conversas sérias e estudos sobre a religião e entidades sempre que possível, procurando sempre levar ao máximo o conhecimento aos filhos da corrente.

Bom dirigente não permite mistificação na sua casa.

Bom dirigente ensina e cobra o desenvolvimento de seus médiuns, e, se for o caso, pune o médium como um pai/mãe ensinando-o com carinho objetivando o desenvolvimento, crescimento espiritual e aprimoradamente deste.

Bom dirigente não permite cobranças pecuniárias ou materiais sobre qualquer pretexto por trabalhos realizados.

Bom dirigente recebe seus médiuns com fraternos abraços, por mais erros que as pessoas possam ter sempre há uma chance de melhorar suas vidas.

MÉDIUNS, ACORDEM!!!

Não deixem para depois o erro que podem estragar suas vidas.

Lembrem-se que uma boa limpeza fluídica pode demorar muito tempo dependendo dos erros cometidos!

Texto extraído do site Umbanda com Amor



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