Pessoas Manipuladoras Dentro e Fora do Terreiro - Por Ednay Melo


Pessoas manipuladoras na Umbanda por Ednay Melo


Manipulação é tentar influenciar o comportamento das outras pessoas de forma indireta, com o objetivo de obter vantagens pessoais. Geralmente o manipulador é uma pessoa bastante agradável, sempre tem o dom da oratória e sabe usar as palavras como ninguém em proveito próprio e o resultado da manipulação geralmente é a longo prazo, quando infelizmente a vítima já se entregou aos falsos encantos com consequências muito negativas para a sua vida.

O manipulador aproxima-se de quem ele percebe ser carente e ingênuo, as pessoas fortes e independentes geralmente ele as sente como inimigas, pois podem a qualquer momento derrubar sua máscara. Tendem a falar mal das pessoas que podem contrariar os seus objetivos com a intenção de afastá-las de quem ele pretende dar o golpe. É o famoso jogo de jogar um contra o outro.

A manipulação dá a falsa ideia de amizade, ele é capaz de colocar a vítima "no colo" em seus momentos de dificuldade, apresentando-se como uma pessoa muito interessada em ajudá-la, dando palpites em sua vida que a princípio parecem louváveis. Quando a vítima começa a aceitar a falsa ajuda porque sente-se bem e acolhido, tende cada vez mais a dividir com o manipulador os aspectos da sua vida.

Quando o objetivo do manipulador é o financeiro, ele sempre usa argumentos de que é um pobre desafortunado e tenta coagir provocando a sensibilização da vítima, que passa a ter piedade e desejo de ajudá-lo. É fácil constatar, basta investigar e saber quantas outras pessoas o mesmo já sensibilizou e recebeu a pretensa ajuda, que é o retorno financeiro.

Outras vezes convence a vítima a fazer com ele negócios que diz ser de bom alvitre, e induz a compras de imóveis, automóveis, ou algum outro grande investimento, que se a vítima realmente não for rica, ficará negativada no mercado, poderá perder o emprego e outras consequências gravíssimas.

Essas pessoas quando querem dar um golpe são capazes não só de adulterar documentos, como convencer a sua vítima a dar até o seu endereço para se ver livre de cobranças futuras. E o que mais impressiona é a sua conduta em palavras e atitudes de que está agindo corretamente.

Reconhece-se estas pessoas manipuladoras e sem caráter porque em algum momento deixam escapar, em ações, sua prepotência e arrogância. São irônicas e sabem como ninguém inverter as situações, modificar a apresentação de um acontecimento, sempre se posicionando como vítimas e induzindo o lado emocional de compaixão dos que ingenuamente as assistem. 

Essas pessoas estão em toda parte, até nos nossos Terreiros e nas questões da mediunidade é um perigo constante, pois como os espíritos aproximam-se do médium por sintonia, aproximam-se das pessoas manipuladoras espíritos trevosos e também manipuladores, capazes de se passar até por Guia, capazes de adivinhar algum aspecto da vida de alguém, que por algum motivo teve acesso e permissão de saber, e induzir o manipulador médium a despertar na vítima o encantamento no momento que "acerta" algo que lhe aconteceu. Só que agora teremos duas vítimas, o ingênuo que acreditou e deu crédito à mensagem e o próprio manipulador, que se prende cada vez mais às trevas através do fanatismo, pois não esqueçamos que ele é antes de tudo vaidoso e acredita possuir dons exclusivos e fascinantes.

Como reconhecer um médium fanático e vaidoso? Basta usar o bom senso e perceber que a espiritualidade séria e compromissada com o Bem jamais adivinha apenas para despertar o fenômeno do maravilhoso em quem quer que seja. Um Guia verdadeiro tem compromisso e respeito à Casa que trabalha, tem sempre muita disciplina e jamais dará uma consulta fora do momento estabelecido pela Casa que serve com seu médium. E principalmente temos que avaliar os resultados, porque os espíritos Guias só dão uma comunicação com fim realmente útil, da forma mais discreta e simples possível e jamais provoca em quem quer que seja nenhum tipo de constrangimento e nenhum tipo de encantamento.

Umbandistas fiquemos atentos, somos responsáveis de alguma forma pela apresentação da nossa Umbanda para a sociedade. Se perceberem um médium que está sempre impondo de forma insistente ao clarão das luzes os seus dons, é hora de avaliar com cautela, porque esse médium pode está precisando de tratamento. E se sua vaidade e soberba não aceitar, é hora de desliga-lo da corrente mediúnica a fim de não fazer outras vítimas e a fim mesmo de evitar o fechamento da Casa.

Ednay Melo







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