Comentário do Cap. IX do Livro dos Médiuns - Por Ednay Melo


lugares assombrados


Comentário do Cap. IX - Livro dos Médiuns / Allan Kardec


DOS LUGARES ASSOMBRADOS
Ítem 132 - perg. 1 a 11

Os espíritos que se apegam a objetos e lugares são sempre espíritos inferiores, sem necessariamente serem maus.

Os espíritos não têm preferências pelas ruínas ou lugares desertos, isto denota a ideia fantasiosa do ser encarnado, logicamente que os espíritos se aproveitam disto se querem brincar com alguém que tenha este pensamento fantasioso.

Os espíritos preferem os lugares habitados, com exceção de alguns que preferem a solidão, tal como os espíritos encarnados, preferência marcada pela individualidade de cada um.

Os espíritos não se baseiam em dias e horas, que são referenciais puramente terrenos. Nós umbandistas abrimos um parêntese nesta questão, porque em nossos rituais consideramos os dias de determinados Orixás e entidades, bem como a hora, denominada "hora grande" (meio dia e meia noite) é fundamento em outras crenças, que devem ser respeitados. Existem sim exceções nos conceitos da Doutrina Espírita, os nossos fundamentos são apresentados também pelos espíritos, que se utilizam, entre outros, de dias e horas terrenos para a execução de determinados rituais umbandistas.

Um espírito evoluído quando desencarna não fica apegado ao seu corpo que está no túmulo. As preces direcionadas a ele podem ser evocadas de qualquer lugar, não apenas do cemitério como muitos encarnados fazem, pois na verdade o que precisam é de um objeto para direcionar a sua atenção.

Enfim, os espíritos podem sim habitarem lugares ditos assombrados por questões particulares e individuais e são sempre espíritos de ordem inferior. Os espíritos superiores podem permanecer nestes lugares afim de ajudar e proteger, mas nunca assustam ou mostram a sua presença.

Ednay Melo




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