A Umbanda Não Presta e Eu Sou Crente

A Umbanda Não Presta e Eu Sou Crente

Com o passar do tempo, fui me aprofundando cada vez mais nos estudos e aprendendo mais sobre a Umbanda. Aprendi duas coisas: A Umbanda não presta e eu sou crente.

Nos últimos dez anos, aprendi que a Umbanda não presta para pessoas que não têm caráter. Não presta para pessoas que vivem da religião, e não para a religião. Não presta para aqueles que usam o nome de Deus em vão. Não presta para aqueles que vivem de ilusão, para aqueles que buscam uma vida fácil e sem nenhum sacrifício.

A Umbanda realmente não presta para aqueles que não têm amor ao próximo, que não buscam a caridade como meio de se elevar ao nosso grande Pai. A Umbanda não presta para aqueles que não buscam estudar e se aprimorar como ferramentas para que seus guias encontrem caminhos de se manifestarem. A Umbanda não presta para aqueles que não entendem a simplicidade de um Preto-Velho, a humildade de um Caboclo e a pureza de uma criança.

A Umbanda não presta para aqueles que não se arrepiam com o som do atabaque vibrando no peito, não sentem o perfume da defumação, o significado da pemba e a simbologia das imagens. A Umbanda não presta para quem não tem fé.

Aprendi também que ser crente, por definição do dicionário é: “1. Que, ou pessoa que tem fé religiosa; 2. Sectário ou sectária de uma religião; 3. Que, ou pessoa que acredita”. Assim sendo, sou crente, pois acredito, creio e confio nessa Religião pela qual, a cada dia, eu me apaixono mais.

Sou crente nos Orixás, sou crente nos Pretos-Velhos. Sou crente que um dia nossa Umbanda possa ter mais filhos do que afilhados. Mais bandeiras espalhadas pelo mundo. Mais Caboclos gritando e atirando flechas para o alto.

Sou crente naquilo que faz meu coração querer bater mais alto que o atabaque. Sou crente na Umbanda. Sou Umbandista, graças a Deus!

Fábio Verch




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