Família Espiritual na Umbanda / Por Ednay Melo

Família Espiritual


Família Espiritual na Umbanda

Ao abraçarmos uma religião com fé e com o coração, nos deteremos aqui a nossa religião de Umbanda, sentimos plenitude espiritual e muitas alegrias ao percebermos que temos de fato e de direito uma família espiritual.

Mas o que é família espiritual na Umbanda? Os que formam a corrente mediúnica? Todos os que professam da mesma fé na mesma Casa? Todos os que professam da mesma fé em toda uma região demográfica? Todos os umbandistas entre si?

Nos deteremos aqui somente aos encarnados, porque os Guias são nossa família onde quer que estejamos, mesmo fora de uma religião, mesmo que não os conheçamos, mesmo para os de outras religiões que não os consideram ou mesmo não os admitem em suas vidas.

Traremos, a princípio, o conceito de Família Espiritual dado por Jesus, no Evangelho de Mateus, capítulo 12, versículos 46 a 50:

“Enquanto ele ainda falava à multidão, a mãe e os irmãos dele estavam de fora, procurando falar-lhe. E alguém disse-lhe: ‘Olha, tua mãe e teus irmãos estão lá fora e procuram falar-te’. Mas ele respondeu ao que lhe falava: ‘Quem é minha mãe e quem são meus irmãos’? E estendendo a mão para seus discípulos, disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos; porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe!’”

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, no Capítulo XIV de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, assim analisa esta passagem evangélica:

“Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. (Cap. IV, nº 13.)

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo aos seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

“No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias, entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. (...) Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento”.

Pelas passagens acima, fácil se conclui que a família espiritual é constituída por espíritos afins, ligados pelos laços superiores dos sentimentos, que só o coração sabe perceber (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 1 - Ednay Melo

Texto atualizado em 12/06/17






Comentários

  1. Muito bom, quando você tem o encontro de uma família espiritual, Bem colocado por você, minha mãe Ednay, nesse seio reencontrei a paz interior necessária para os dias de jubilo e os dias de tormentas. Salve minha Casa Espiritual TULCA! Salve Umbanda Sagrada!

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