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A Lição das Folhas


A Lição das Folhas


Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu 
coração, prova-me e conhece os meus
pensamentos; vê se há em mim algum 
caminho mau e guia-me pelo caminho eterno. 
Salmo 139:23 e 24.


Num dia luminoso e agradável eu caminhava 
pelo bosque. Comecei a juntar folhas 
coloridas que tinham caído das árvores
ao meu redor. Vez após vez eu me abaixava, 
pegava uma folha que me houvesse 
chamado a atenção e, se fosse suficientemente
perfeita, acrescentava-a e defeitos óbvios, 
como acontecia com mais freqüência, eu 
a jogava fora. Muitas folhas eram marrons 
e mortas e tinham sido pisoteadas. 
Eu nem mesmo olhava para elas. 
Então senti o Senhor falando ao meu coração.
"Por que você rejeita as imperfeitas? 
Não são criação Minha também? 
Elas servem a um propósito diferente 
do que só encher seus olhos de beleza. 
Eu criei todas."
Eu sabia, lógico, que o Senhor não estava 
falando das folhas. Entendi que
muitas vezes lido com as pessoas da mesma 
maneira como estava lidando com
folhas de outono menos bonitas. 
Meu coração ficou apertado. Quantas vezes
rejeitei uma potencial amiga por causa de 
alguma falha interior, real ou
imaginária? Quantas vezes julguei 
alguém por não entender seu 
comportamento ou circunstâncias? 
Quantas pessoas? Machucadas,
pisadas a pés, mastigadas e cuspidas 
pela vida, como eu ? têm me procurado 
em busca de compreensão 
e amor, mas devido ao meu medo de chegar 
perto demais, deixo-as ali com a sua
dor? Quantas pessoas tenho magoado 
através da minha rejeição? E quanto 
tenho sofrido eu mesma por não permitir 
que essas pessoas me enriqueçam a 
existência? Olhei para cima, para as 
árvores, depois para as folhas com as 
quais o chão do bosque se vestia. Lá 
no alto, as folhas formavam um dossel de cores ?
Não havia duas exatamente da mesma 
tonalidade? Pintando uma tapeçaria de
intrincada beleza. Embaixo, as folhas 
formavam um carpete que ia perdendo
os tons vivos, transformando-se numa 
capa protetora que nutriria as próprias 
árvores que as haviam lançado para o 
chão. Notei uma folha cheia de manchas, 
da qual um inseto se havia 
alimentado. Curvei-me, peguei a
folha e cuidadosamente a coloquei na minha 
coleção. Pai, por favor, perdoa-me por ter 
praticado a rejeição. Ajuda-me a ser mais 
sensível às necessidades 
dos meus irmãos e irmãs.
Quer façam parte da linda abóbada lá 
em cima, quer sejam parte do nutritivo 
carpete aqui embaixo.

Lynda Mae Richardson





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