Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

12/02/2020

A Umbanda não Merece

Há bastante tempo que não escrevo, estava só a observar e refletir a umbanda nos dias atuais, dias de conexão fácil com o mundo pelos meios virtuais. O Caboclo, o Preto Velho, o Exu e todos os Guias estão lá nos terreiros ainda, incorporados em seus médiuns ou apenas intuindo, abençoando e ajudando cada filho que chega em busca de consolo, lenitivo ou esperança.

A busca frenética por respostas prontas na internet está acomodando e iludindo muita gente. Há oferta online para tudo: jogos de cartas, búzios, magias que prometem resolver todos os problemas, entre os ganhos fáceis até as vinganças mais escabrosas. Ofertas de cursos pagos para todos os gostos, daí a imaginação fértil dos seus idealizadores a inventar teorias complicadas e rituais fantásticos para angariar mais e mais pagadores. Sacerdotes que não cansam de promover a própria imagem, apelando para os títulos terrenos que possuem, com a necessidade efêmera de ser aplaudido. Usam o nome da Umbanda e falam de caridade como um cartão de visita, por trás apenas a ganância e a vaidade imperam.

Cada vez mais raro informações com o intuito apenas de esclarecer as pessoas sobre a religião, com o compromisso de enaltecer a Umbanda e mostrar o seu real valor, sem querer nada em troca. Ainda existem terreiros com este compromisso, portanto não é fácil encontrar no meio de tantos convites e induções promovidos pela internet. Mas não desista, siga firme ponderando sempre e usando o bom senso, lembre-se que a Umbanda é caridade no sentido amplo de ser e, acima de tudo, humildade e simplicidade. A Umbanda não merece tantos absurdos em seu nome.

Ednay Melo




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03/02/2020

Médiuns e as Dificuldades da Vida

Médiuns e as Dificuldades da Vida

A sua fé vai ser sempre testada, não tenha medo, confie.

Vivemos num planeta, ou num plano espiritual de expiações e provas.

Existe uma Lei Maior que regula todas as reações da vida[1], e não existe como anulá-la, neutralizá-la de forma mágica ou milagrosa. Ninguém vai conseguir limpar o seu karma, nem isentar você dos seus aprendizados, ou mesmo, se assim preferir, das suas lições de vida.

A única forma que eu conheço para diminuir as dificuldades existentes nos caminhos, sejam elas materiais, financeiras, profissionais, sentimentais, espirituais, energéticas, etc. é realizar um trabalho de investimento interior, de reeducação interna, procurando desenvolver um maior equilíbrio psíquico, emocional, comportamental, ético e espiritual.

Ninguém pode fazer um curso, um tratamento, um trabalho espiritual acreditando que ficará livre de seus aprendizados na vida, alguns até mesmo dolorosos.

A espiritualidade não opera milagres sem nós criarmos a ambiência (condições) interna e externa necessária para isso. Ela “apenas” nos instrumentaliza para que nós possamos nos capacitar cada vez mais a nível psíquico, mental, emocional, espiritual e energético para assim estarmos mais preparados para enfrentarmos os nossos desafios. Eles favorecem, geram as condições necessárias[2] para nos auto-superarmos e superarmos as dificuldades ou as provações (consequências) da vida.

Lembre-se que não estamos sozinhos no universo e todas as ações que tomamos gera consequências, positivas ou negativas na nossa vida, assim como na vida dos outros. Isso se dá para atitudes dos outros também, sofremos em nossa vida consequências das atitudes alheias.

Muitas vezes vemos médiuns espiritualistas indignados pelas dificuldades que vivenciam em sua vida, justamente por acharem que por estarem envolvidos na e com a espiritualidade, deveriam ser eximidos das dificuldades da vida, conseguirem conquistar tudo que querem, ou mesmo não ter que passar pelos entrechoques emocionais, energéticos, comportamentais e espirituais tão comuns e naturais a nossa realidade dual e humana.

Infelizmente, não é bem assim que a vida funciona.

Muitas vezes, devido a ideia fantasiosa, acabam por se achar missionários[3] e não apenas um simples trabalhador da espiritualidade, muitas vezes endividados com as leis da vida, acabam por isso a não se acharem protegidos, ou mesmo desprivilegiados por seus Guias e Mentores. Esquecem-se que a dívida persegue sempre o endividado, ou como é dito na Lei de Umbanda: quem deve paga, quem merece recebe! E todos nós temos sempre algo a equilibrar, ou a resolver connosco mesmo ou com a vida. E a vida, mestra em sua ação, acaba por criar, gerar as condições necessárias para que possamos aprender o que precisamos, assim com a nos fortalecer psíquico, emocional, espiritual e energeticamente.

Não descredite nos seus Guias, nos seus mentores, nos Poderes e Mistérios Divinos por a vida não corresponder aos seus intentos, as suas vontades. Tenha a certeza que talvez seria muito mais complicado se você não pudesse contar com o auxílio, com a intervenção deles na sua vida. Todos fazem o melhor que podem de acordo com suas condições e programação de vida.

Deixo aqui uma reflexão: Pegadas na areia de “Mary Stevenson”

“Uma noite eu tive um sonho…

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e no céu passavam cenas de minha vida.

Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiantes da minha vida.

Isso aborreceu-me deveras e perguntei então ao meu Senhor:

– Senhor, tu não me disseste que, tendo eu resolvido te seguir, tu andarias sempre comigo, em todo o caminho?

Contudo, notei que durante as maiores tribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia.

Não compreendo por que nas horas em que eu mais necessitava de ti, tu me deixaste sozinho.

O Senhor me respondeu:

– Meu querido filho.

Jamais te deixaria nas horas de prova e de sofrimento.

Quando viste na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas.

Foi exatamente aí, que te carreguei nos braços”.


Heldney Cals

[1] Lei de causa e Efeito. A lei de causa e efeito não pune nada nem ninguém, apenas cria as condições necessárias aos reajustes e ao reequilíbrio.

[2] Realizando sua Magia, empregando seu conhecimento, seu magnetismo no campo energético e espiritual do assistido.

[3] Por ajudarem os outros, mas na grande maioria das vezes não ajudam a si próprios, mas sim complicam a si próprios com ideias, comportamentos, emoções que deveriam ser revistas e trabalhadas.






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29/01/2020

Entendendo o Carma

Entendendo o Carma

Dona Isabel caminhava em direção a Pai Antônio. Chegara a hora de seu atendimento e ela estava para comunicar-lhe sua decisão: pediria afastamento do terreiro.
− Oi zifia! Como vai suncê? Ah quanto tempo hein?!?
− Boa noite Pai Antônio! O senhor já sabe o que eu vim fazer aqui hoje, não sabe?
− Filha se este preto-velho tivesse este poder ele não seria Pai Antônio: seria o próprio Deus, pois só Ele sabe de todas as coisas.
− Como assim vovô?
− Nós não somos advinhos zifia! Se suncê veio aqui é porque tem algo a dizer e este nêgo velho aqui se encontra, de coração aberto, só para te escutar!
− Então acho que tenho que dizer de uma vez, não é vovô?
− Da forma que suncê achar melhor, minha filha!
− É que eu vou pedir desligamento do terreiro! O que o senhor acha disto?
− Filha toda decisão sinaliza um caminho que envolve pensamentos e sentimentos. Onde este caminho vai dar, abaixo de Deus, só teu pensar e sentir é que poderão dizer.
− Como assim Pai Antônio?
− Bom senso minha filha! Toda decisão, de todo ser humano, deve ser pautada pelo bom senso!
− O senhor está dizendo que esta minha decisão não está baseada no bom senso?
− Longe de mim zifia, pois este preto-velho não faz julgamento de valor! Só estou tentando explicar para a filha que a ilusão obscurece o bom senso.
− Ilusão? Como assim?
− Só um instantinho minha filha!
A entidade solicitou que seu cambone lhe trouxesse água gelada. Somente quando ele retornou foi que Pai Antônio disse a Isabel:
− Filha, por caridade, estique sua mão direita e diga se este líquido está quente ou frio.
A entidade derramou um pouco de água mineral, que estava em temperatura ambiente, na mão dela que respondeu-lhe:
− Nem quente, nem fria: está em temperatura ambiente!
− Continue com sua mão esticada.
Pai Antônio derramou a água gelada, que seu cambone trouxera, na destra de sua consulente que falou-lhe:
− Este líquido está gelado!
− Permaneça com sua mão esticada!
O preto-velho tornou a derramar a água mineral em temperatura ambiente na mão de Isabel que disse:
− Esta água está quente!
− Suncê viu de onde nêgo tirou esta água que suncê falou que estava quente?
− Vi sim senhor. O senhor a tirou da garrafa de água mineral!
− E como a mesma água que suncê respondeu que estava em temperatura ambiente, de repente ficou quente?
− É que a água que o senhor jogou na minha mão antes dela estava muito gelada.
− Muito bem minha filha! Suncê é muito sabida! Percebe o que a ilusão dos sentidos pode fazer com seu julgamento? Seu pensamento? Seu sentimento?
− Não totalmente.
− Não se preocupe minha filha! Continue a prosear com este velho que Deus, em sua infinita misericórdia, há de fazê-la compreender certas coisas!
− Vovô eu não consigo mais ver sentido em ficar aqui: o senhor sabe que minha filha, que assim como eu era médium desta casa, acabou de desencarnar fulminantemente por conta de uma enfermidade que ninguém pôde diagnosticar a tempo de salvá-la.
− Salvá-la de que zifia?
− Da morte!
− Mas não existe morte zifia: só existe vida, ainda que em outro plano da existência!
− Nenhuma entidade contou nada para mim ou para ela que só foi saber da doença quando passou mal e os médicos a diagnosticaram como enferma após realização de vários exames.
− Suncê se sentiu traída por nós, minha filha?
− Vocês sabiam da doença?
− Sim minha filha!
− Então, eu me senti traída, porque vocês não me alertaram!
− Filha, e de que adiantaria nosso alerta se a doença começara a se desenvolver em sua filha há dez meses? Se a situação da saúde de sua filha era irreversível há cinco meses e se vocês entraram para corrente mediúnica do terreiro há três meses?
− Mas vocês poderiam ter nos alertado, nos preparado!
− Preparar? Desculpe a franqueza zifia, mas a preparação, a ser realizada com sabedoria e humildade, para a verdade imutável que é o desencarne deve acontecer todo dia e a todo o momento, pois só Deus sabe a hora de cada um.
− Eu vou sair por que acho que vocês podiam ter nos preparado!
− Filha há muito tempo, quando suncê tinha dezesseis anos, seu pai faleceu da mesma moléstia que sua filha apresentou!
− É verdade.
− Seu pai lutou contra a moléstia por quase treze meses!
− Isto também é verdade!
− E foi justamente durante estes treze meses que suncê, somatizando todo o sofrimento pela condição de saúde de seu paizinho, desenvolveu uma úlcera gástrica que tanto lhe incomoda até os dias de hoje!
− É verdade!
− Agora minha filha, abrindo seu coração com honestidade, responda:
− Em que lhe ajudou saber sobre a doença do seu pai à época em que ele estava doente?
− Acho que começo a entender o senhor!
− Zifia Isabel, este nêgo véio fala a suncê que nós, que suncês chamam de entidades, não somos advinhos! Somos falangeiros que militam pela Lei Maior e pela Justiça Divina!
− Eu entendo.
− Para Deus o bem maior está acima das individualidades dos seus humanos filhos e foi por isso que ao mundo Ele enviou Jesus.
Isabel chorou sentidamente ao lembrar-se do sofrimento a que Jesus fora submetido quando encarnado e reconheceu que o sofrimento de sua filha nada foi em comparação ao dele.
Pai Antônio esperou o estado emocional de Isabel tornar a normalidade e disse-lhe:
− Nêgo-velho gostou da sinceridade do seu coração, mas aqui no dia de hoje nós não estamos trabalhando o sofrimento de sua filha; até mesmo porque ela não sofre mais onde se encontra, já que está disposta em repouso e recebendo tratamento adequado para que venha a despertar em momento oportuno!
− Verdade?
− Sim zifia! No dia de hoje trabalhamos o seu sofrimento!
− É vovô! Cada um com seu karma!
− Filha karma não é sofrimento: é libertação!
− Como assim?
− Karma, zifia Isabel, é ter humildade de clamar sabedoria a Deus diante dos desafios que são apresentados na vida de cada um, pois uma vez aprendido o ensinamento, com fé e resignação, evolui-se em direção a Deus-Nosso-Pai!
− Como assim?
− A vida é um karma não pelos sofrimentos que surgem na jornada, mas pela possibilidade de libertação que proporciona se tivermos sabedoria para vencer os desafios no caminho.
− Creio que entendi! A morte de um ente querido é um desafio natural da existência humana. O karma não é sofrer com a perda, uma vez que o sofrimento é natural nesses casos, mas sim alcançar a liberdade incondicional ao vencermos tal desafio.
− Filha tempos atrás suncê contou que a entidade que lhe assiste nas incorporações, o Caboclo Araribóia, apareceu duas vezes em sonho para você e pedia-lhe que continuasse a andar numa estrada, não é verdade?
− Isto vovô! Ele aparecia e me mostrava uma estrada em que eu devia voltar a caminhar!
− Pois então zifia saiba que tal estrada não é necessariamente este terreiro, mas sim a Umbanda Sagrada!
− Verdade?
− Certamente zifia! Se suncê quiser sair do terreiro as portas vão estar abertas assim como se encontravam quando você por elas adentrou neste terreiro pela primeira vez. O importante na sua vida não é o terreiro zifia, seja ele qual for, o importante é a Umbanda!
− Isto é verdade mesmo Pai Antônio porque antes de entrar neste terreiro há três meses, eu fiquei cinco anos afastada da umbanda.
− Nêgo velho entende zifia! Foi quando seu esposo faleceu, não foi?
− Foi isto mesmo vovô!
− Após vinte e cinco anos de casados o seu esposo desencarnou pelo câncer e você, como forma de homenagear o amor que sempre houve entre vocês, decidiu prestar trabalho voluntário em alas hospitalares onde se encontram crianças que possuem câncer, não é verdade?
− Como o senhor sabe disto vovô? Eu nunca contei para ninguém!
− Foi o Caboclo Araribóia zifia!
− Ah é? E porque vovô?
− Por que para Deus o bem maior está acima da individualidade do ser humano.
− Como assim? O senhor poderia explicar?
− Filha o câncer em sua história familiar não é sofrimento apenas: é karma! Possibilidade de libertação em direção a Deus!
− Isto eu estou entendendo!
− Karma é cumprimento da Lei Maior e da Justiça Divina na vida de suas humanas criaturas! Quando estas se envolvem consistentemente em labores caritativos o Pai envia sua Misericórdia como um bálsamo na vida na vida destes Seus filhos.
− Entendo!
− O teu trabalho voluntário em favor das criancinhas fez com que você recebesse a oportunidade de ter a tua filha tratada e assistida pelos médicos do astral a fim de que viesse a ter um desencarne sereno e indolor!
− Meu Deus eu jamais poderá imaginar!
− Posso lhe dizer ainda mais zifia: sabendo que você somatiza com muita facilidade o sofrimento dos que lhe são muito próximos, foi que o Caboclo Araribóia providenciou formas para lhe resgatar de volta para a Umbanda, como um modo de evitar que isto ocorresse!
− Meu Pai Deus é muito bom!
− Até mesmo por que se isto ocorresse as crianças assistidas por você voluntariamente ficariam sem ter como receber o lenitivo que você mais consegue lhes proporcionar: o sorriso!
Dona Isabel chorava copiosamente a cada vez que dizia:
− Deus é bom! Obrigada meu Deus! Obrigada!
Pai Antônio aguardou sua consulente serenar as emoções e, para encerrar aquele atendimento, disse-lhe:
− Foi o que este preto-velho lhe disse zifia: Para Deus o bem maior está acima das individualidades dos seus humanos filhos, mas a misericórdia Dele é, de fato, infinita! Suncê não está sozinha minha filha, nunca se esqueça disto! Vá com a força e a luz de Deus-Nosso-Pai!

Eternos Aprendizes da Umbanda




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27/01/2020

Surra dos Guias?

Surra dos Guias?

Muitos são os mitos que surgem dentro da Umbanda e a “surra” dos Guias é um deles. Infelizmente esse mito insiste em perdurar no meio umbandista.

Várias são as pessoas que nos procuram porque “alguém” disse que sua vida não está correndo bem (falta de trabalho, saúde, relacionamento, clientes, etc.) porque os Guias estão lhe dando uma surra pelos mais variados motivos: não fez sua obrigação, não desenvolveu sua mediunidade, etc.

Bom, vamos entender isso: os Guias de Lei da Umbanda, tanto os de Direita como os da Esquerda são espíritos altamente evoluídos, são espíritos de luz a serviço da Luz.

Possuem um grau de compreensão e conhecimento muito acima do nosso, por isso tem a missão de nos guiar, conduzir, nos ensinar, nos amparar e nos fortalecer para que possamos fazer nossa caminhada.

Isso quer dizer que ninguém pode caminhar e evoluir por nós.

Se essa não for a ação do “guia” que você esteja se aconselhando, preste atenção!

Muitas vezes, os Guias nos cobram atitudes e padrões de comportamento que deveríamos tomar para o nosso crescimento e desenvolvimento, e automaticamente para melhoria de nossa qualidade de vida. Pois muitas vezes nos acomodação a processos internos ou externos e estagnamos em nossa jornada.

Mas nunca um Guia irá criar problemas na vida de alguém que esteja querendo se melhorar, crescer, aprender e evoluir. Ele está lá para nos ajudar e nos orientar, não para decidir por nós e de forma nenhuma serem causadores de intrigas, confusões e discórdias.

Se essa não for a ação do espírito que você esteja se aconselhando, preste atenção!

Acontece que muitos médiuns por falta de conhecimento, vaidade, etc. … Se desvirtuam em seus padrões de comportamento, tanto espiritual como material. Com isso começam a negativar seu campo vibratório e mediúnico e começam a perder o amparo e a proteção espiritual dos Guias de luz. Não porque eles se afastam, mas sim por não conseguirem manter uma linha de ressonância e afinidade com seus tutelados.

Quando isso começa a acontecer os Guias muitas vezes nos chamam a luz da razão, nos alertando para o nosso comportamento. Mas se são ignorados, pois temos o direito livre de escolha, tentam nos mostrar de outras forma que nossas atitudes não são ou não estão coerentes.

Mas, se mesmo assim teimamos em não perceber, nos permitem ficar a mercê das consequências de nossas próprias ações.

Entendam, não são os Guias que se afastam de nós, somos nós que nos afastamos deles!

Com isso, podemos criar um linha de afinidade com espíritos negativos que se afinizam com nosso padrão espiritual, consciencial e energético.

Muitas vezes esses espíritos, se aproveitam da leviandade dos médiuns e se fazem passar por seus Guias, criando muitas vezes grandes confusões na vida tanto do próprio médium como daqueles que se “aconselham” com ele.

Porém isso nada mais são do que consequências de uma postura leviana.

A cada um suas obras, já dizia o Divino Mestre.

Sabemos que toda a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Caso você esteja tendo algum problema de ordem espiritual ou mediúnica, procure ajuda e esclarecimento, mas saiba que a causa muitas vezes pode estar numa atitude que você insiste em não querer mudar.

Autor desconhecido



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24/01/2020

Homens que Recebem Entidades Femininas

Homens que Recebem Entidades Femininas

Ao chegarmos no terreiro é normal nos depararmos com caboclos, pretos velhos, baianos, erês, boiadeiros e muitas outras entidades masculinas fazendo uso de uma matéria/médium feminina para trabalhar e isso não nos causa o menor espanto, não achamos que aquela mulher por estar cedendo sua matéria a um espirito masculino em seu íntimo queira ser homem, não falamos que na verdade é uma lésbica enrustida e nem que o guia vai deixar ela masculinizada, pelo contrário, é normal, não nos desperta indignação.

Então por que imaginar um médium homem recebendo uma entidade feminina causa tamanho reboliço, indignação e espanto??? Inúmeras são as frases e pensamentos preconceituosos ditas como: “É um gay/homossexual enrustido”, “Homem que recebe pombo gira quer ser mulher na verdade”, “Não existe homem receber pombo gira, isso é desculpa para soltar a franga”, “Homem que recebe pombo gira fica efeminado”

HOMENS PODEM RECEBER ESPÍRITOS FEMININOS, ASSIM COMO MULHERES DÃO PASSAGEM A ESPÍRITOS MASCULINOS.

O que não quer dizer que o homem ao receber uma pombo gira precise ou seja obrigado a permitir que a entidade use saias, brincos, pulseiras, batom e etc, ou que fique dançando e gargalhando, o homem pode dar passagem a entidade feminina de forma contida, ela irá trabalhar da mesma maneira, tem o mesmo axé e força mesmo sem estar usando uma saia, mas se mesmo sendo homem sente-se à vontade com a entidade usando adereços, sem problemas também, desde que se mantenha uma postura adequada, o guia seja ele masculino ou feminino, exu ou pombo gira, não devem expor seu médium ao ridículo, os guias são entidades evoluídas, e devem agir como tal, então em certas situações descabidas que vemos e que são visivelmente inadequadas e contrarias a postura aceitável, não pensemos que aquilo é o guia, pois são atitudes que o próprio médium quem está fazendo.

A falta de postura é um desvio de conduta do médium e não do guia.

Em resumo, homem que recebe pombo gira ou outras entidades femininas continuarão sendo homens, assim como mulheres que recebem Exu, Caboclo e quaisquer outro espirito masculino após a desincorporação continuam sendo mulheres, o que realmente importa é a postura e boa conduta que o médium deve ter para com seus guias quando estiver incorporado, não use da incorporação para extravasar vontades, atitudes e condutas que gostaria de ter, não use do guia para falar o que você gostaria de dizer a alguém.

O MÉDIUM, TENDO CARÁTER, POSTURA E DISCERNIMENTO, NÃO IMPORTA SE TRABALHA COM ENTIDADE MASCULINA OU FEMININA O GUIA IRÁ IMPOR RESPEITO E SE PORTAR ADEQUADAMENTE.

Autor desconhecido





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