Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

01/10/2019

Umbanda é Ferramenta Divina para Alcançar a Todos

As sínteses históricas são, amiúde, arbitrárias. Aliás, o que não é diferente no nosso espiritualismo de terreiro, já que, pela vontade de muitos, a Umbanda em determinados “terreiros” tomou rumos contrários ao ideal Divino de salvação. Onde existem possibilidades de ganhos, há ainda, infelizmente, possibilidades maiores de destruição pela ganância. Ela, portanto, atende a uma exigência que temos por marco orientador, que nos ajudam a entender a nós mesmos e nossa própria história. Vamos fazer então, uma espécie de leitura de cego, captando somente pontos relevantes, baseando nossas considerações apenas naqueles trabalhadores que veem a Umbanda como ferramenta Divina para o bem, examinando apenas os tarefeiros sérios dessa filosofia.

A Umbanda é um ser vivo, pulsa e se transforma, muda e cresce, serve e acolhe. Grandes símbolos, ritos e mitos dão corpo a esta experiência, o que assustou o espiritismo iniciante de 1908. Era difícil ao espírita mais entendido da época, aceitar a imagem de um Caboclo projetando o Divino, era completamente inconcebível acreditar que um negro velho, que há poucos anos era escravo (13 de maio de 1888), serviçal, surrado e sujo, estar ali, manifestando conhecimento, aconselhando, ajudando os necessitados. Despertando o seguinte questionamento em mentes tão embotadas: Como podem Espíritos tão inferiores ajudar alguém? Esse era o discurso daquela época; esse ainda é o discurso. Não entendo como o espiritismo tão cheio de conhecimento, possua uma visão tão estreita sobre os trabalhos umbandistas. Alias visão que eu também possuía, antes de conhecer a Umbanda em essência.

Nos bancos de estudo kardecista, aprendemos que o Espírito não regride. Por assim dizer, entendemos que somente os mais preparados, intelectualmente falando, chegam a patamares mais iluminados no plano Astral, alias o que é uma verdade. Entretanto, como lembra Emmanuel (lição 121 de "Palavras de Vida Eterna"), não devemos ficar só na cultura em sentido único. Para a evolução espiritual são necessárias as duas asas: sabedoria e amor; inteligência e sentimento; teoria e prática. Pedro (II Pedro, 1: 6), sabiamente, já advertia que não bastava ficar na ciência, ou seja, só no conhecimento. Necessário juntar ao saber a piedade, o amor. Juntar ao conhecimento a sobriedade, moderar apetites e paixões. Saber suportar as dificuldades sem se queixar, procurando mitigar, ou remediar, os sofrimentos do próximo. Hoje diríamos: conhecer é importante, porém, o conhecimento sem pratica é vazio, sem sentido. Devemos é claro desenvolver a inteligência, somando a praticar da caridade, amor em ação, como dizia Paulo.

Foi nesse contraste que me deparei na Umbanda: Ela tem amor de sobra, mas pouco conhecimento. Com isso não estou afirmando que nosso espiritualismo de terreiro é exclusivamente constituído de pessoas iletradas, não é isso. O conhecimento em questão é aquele ensinado pela vida, pelos evangelhos, aquele que deixa claro que dicção não tem nada a ver com evolução. Conceito errado que trouxe dos bancos de estudos espíritas. E qual não foi minha decepção, quando vi a Luz de DEUS espargida das frases erradas de um baiano; quando ouvi conselhos de perdão em meio às cacoépias cometidas por um pai velho; ou ainda, a alegria espalhada nos corações chorosos, misturados aos pleonasmos ditos pelos erês. Confesso que ainda não consegui decifrar esse enigma, não sei ao certo o motivo desses Espíritos se utilizarem de arquétipos tão primitivos para realizarem suas tarefas. Mas, será que o efeito seria o mesmo se no lugar de um desses personagens estivesse um médico, um poeta, um escritor, um advogado? Acho que não! Será que não é mais uma vez DEUS mostrando sua força? Ensinando-nos humildade, dizendo de uma forma muito simples que ele é equidistante de todos nós? Que ELE pode realizar maravilhas pelas mãos de um erudito, ou daquele considerado caído por muitos?

Foi assim que se projetaram em meu intimo as imagens do Divino umbandista. Não um DEUS modificado por interesses religiosos como num falso panteísmo, ou ainda, pela ganância desmedida dos velhacos da fé sem raciocínio, que não enxergam além do próprio bolso, aproveitando-se dos infelizes e ineptos sofredores, que entregam suas vidas a esses “mercadores da cura”, que vendem a salvação, sem dar-se conta que eles próprios estão criando seus “infernos”, que inevitavelmente terão que habitá-los ao deixar suas vestes carnais. Mas por Espíritos refletindo a imagem sagrada do PAI em tarefa de salvação incondicional e, amor altruísta, montando, como num quebra-cabeça, sob os mais diversos nomes essa santificada imagem de um amor imensurável e destituído de interesses.

Outro ponto relevante da abençoada fé umbandista foi-me dito por uma baiana em trabalho recente: “A Umbanda é para os fortes”. Em alguns aspectos isso é bem positivo, já que, seus trabalhadores constituirão exército forte, e sempre pronto para batalha. Porém, há um fator desconfortante, essa situação acaba criando uma certeza excessiva em seus médiuns, que podem desenvolver uma autoconfiança muito perigosa. Humildemente entendo que devemos confiar, não há dúvida, mas compreendendo que nós médiuns somos porteiras abertas, captando a todo o momento aquilo que vibra ao nosso derredor, se não houver equilíbrio, estudo e empenho, seremos alvo constantes dos obsessores de plantão.

É comum ouvir na Umbanda: “não necessito aprender nada, é o guia quem trabalha”. Ledo engano, lamentavelmente as pessoas se esquecem que a comunicação se dá pela junção de fluídos, sintonia das irradiações. Onde as consciências se plugam, e passam a transmitir e receber, como os telefones celulares, suas mensagens. Tudo é mensagem nas comunicações: seja na psicografia; ou na incorporação de terreiro, recebemos uma ordem, e nosso cérebro, que já está condicionado a respeitá-la, executa, porém conforme seus arquivos, suas informações. Nosso cérebro é, portanto, um receptor e decodificador dessas mensagens, executando-as conforme aquilo que temos guardados em nossos arquivos perispírituais. Por esse motivo devemos nos preparar para as tarefas mediúnicas através do estudo, assim oferecemos uma base de conhecimento, que será explorada pelos bem-feitores espirituais.

Finalizando, o médium consciente de suas obrigações e missão, deve impreterivelmente buscar o burilamento espiritual, e o aprimoramento da razão, o conhecimento. Assim facilitará a comunicação, e a compreensão das mensagens recebidas do astral, e o trabalho fluirá em conformidade com o propósito de salvação pregado pelo Mestre Jesus, nosso Pai Oxalá.

Axé para quem é de axé!
Um Operário.




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22/09/2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Família Tulca em gira festiva em homenagem aos Ibejis, em 21/09/19





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17/09/2019

O Poder das Pedras

O Poder das Pedras

Pedras e rochas são partes desta terra antes de qualquer outra forma de vida e elas têm presenciado a evolução deste planeta.

Há muito tempo a humanidade utiliza do reino mineral e é nele que estão as coisas mais valiosas e objetos de desejo para muitas pessoas como o ouro, a prata, o petróleo e as pedras preciosas.

As pedras têm o poder de receber e transmitir energia, por isso vêm sendo utilizadas pelas mais diferentes civilizações desde a antiguidade até os dias de hoje para curar, para proteção, para transmutar vibrações, para meditação, entre muitas outras coisas.

Elas possuem vibrações variadas de luz e som e no xamanismo norte americano são chamadas de Seres Pedra, pois são detentores dos registros da Mãe-Terra.

As pedras possuem um espírito, um talento e um poder específico.

Amplificam pensamentos, expandem a consciência, auxiliam nos processos de cura e protegem de energias negativas.

Na nossa Umbanda as pedras têm ligação com os Orixás e são colocadas nos altares, utilizadas na confecção de guias, instrumentos em trabalhos de energização e cura e até utilizadas pelos Guias Espirituais em seus trabalhos. Nada melhor do que agora conhecermos algumas dessa pedras e os benefícios que elas podem nos trazer, não é mesmo? Então vamos lá:

AMETISTA: para meditação, tranquilizar os pensamentos, acalmar e trazer a paz. Ensinar humildade abrindo a mente para vibrações superiores.

ÂMBAR: é uma resina fossilizada. Para depressão, dores corporais, melhora o humor, protege crianças. Deve ser sempre limpo após o uso.

ABALONE: é uma concha. Utilizar na cerimônia de purificação e limpeza, representando o elemento água.

ÁGUA-MARINHA: harmoniza ambientes, desbloqueia a comunicação, reduz o stress, estabelece ligação com a natureza, alegria nos relacionamentos.

AMAZONITA: reforça qualidades masculinas, acalma o sistema nervoso.

CORNALINA: conexão com a energia da Terra, traz segurança, abre caminho para o novo, aumenta a motivação, estimula pensamentos.

CRISOCOLA: é a pedra dos terapeutas holísticos. Alivia os medos, para parturientes, atenua as tristezas e raivas, equilibra emoções.

CRISOPRÁSIO: introspecção. Abre para novas situações, problemas mentais, acalma, torna as pessoas menos egoístas.

QUARTZO: reflete a pureza. É um coringa, usado para cura, para ampliação dos poderes xamânicos, é o mais utilizado nas suas diversas formas.

QUARTZO AZUL : aumenta o conhecimento sobre a espiritualidade

QUARTZO ROSA : é a pedra do amor incondicional. Acalma as mágoas, equilibra emoções, atrai o perdão, o amor próprio, auxilia nos traumas de infância.

QUARTZO FUMÊ : purifica chacra o básico. Aumenta a esperança, trabalha a aceitação, o desapego.

QUARTZO VERDE: para a cura física (principalmente para o coração). Traz prosperidade. É conhecido também como aventurina.

CITRINO: liga-se com o Sol. Criatividade, dissipa emoções negativas, clarifica pensamentos, estimula a consciência cósmica.

ESMERALDA: para equilíbrio físico, emocional e mental. Para sabedoria, aumenta a capacidade psíquica, reforça a imunidade, traz renascimento. Não se aconselha a usar com outras pedras.

GRANADA: informações de vidas passadas, paciência, amor e compaixão, coragem. Limpa pensamentos impuros

LÁPIS-LÁZULI: Para clarividência, intuição. Relaciona-se com a mente, paz, espiritualidade, iluminação, amplia o poder pessoal.

MALAQUITA: A preferida dos xamãs da África. É a pedra de cura. Para proteção, para as crianças dormirem em paz, relaxamento.

OBSIDIANA: ajuda a esquecer amores antigos, aguça as visões, ajuda a liberar raiva, ensina o desapego. Deve-se conhecer bem a pedra antes de usá-la.

PEDRA-DA-LUA: desperta o lado feminino, sensibilidade, conecta-se com o subconsciente, acalma as emoções, traz paz de espírito.

SODALITA: Para mudança de atitudes, equilibra o metabolismo, compreensão intelectual, equilíbrio yin e yang, fortalece a comunicação, desperta a terceira visão.

TURMALINA NEGRA: repele energias negativas.

FENACITA: trabalha com os chacras superiores. Conecta-se com energias angélicas.

MOLDAVITA: harmonização com o Eu Superior, ajuda a dar “ground” equilibrando corpo e mente.

OLHO DE TIGRE: protege do mau olhado e de todas as energias negativas. Ajuda a reconhecer nossos recursos internos e a usá-los para a realização dos nossos sonhos

Todas as pedras devem ser limpas e energizadas após o uso.

Para fazer a limpeza coloque-as em um recipiente com água e sal grosso por algumas horas e para fazer a energização coloque-as, pelo menos pelo mesmo tempo em que ficaram no sal grosso, em água corrente ou recebendo as energias do sol, da chuva, de plantas, pode também ser lavadas nos rios e cachoeiras .

Pedras pretas, ou pedras da noite, devem ser energizadas na terra ou à luz da lua.

Espero que aproveitem mais que a beleza, mas também o benefício energético das pedras.
Mônica Caraccio




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12/09/2019

Reflexão sobre os Sacramentos na Umbanda

Muitas pessoas ficam curiosas para saber se existem alguns sacramentos como batismo e casamento em religiões fora do Catolicismo, e muitas vezes por falta de informação, muitas bobagens são ditas e perpetuadas.

Na Umbanda, por exemplo, existem rituais cerimoniais relacionados ao casamento e ao batismo, e até mesmo muitos frequentadores da própria religião desconhecem a existência destes sacramentos na religião que seguem.

A verdade é que quer seja por motivos sociais ou históricos, muitos frequentadores da Umbanda buscam a oficialização destes sacramentos tão importantes em suas vidas em outras religiões, procurando, por exemplo, a própria igreja apostólica.

A união celebrada em uma Igreja, tem sua valia apenas dentro da própria. O documento que tem função social, a "certidão de casamento" e é reconhecido legalmente, só pode ser expedido por um cartório. Enquanto o documento religioso cumpre seu papel dentro da Doutrina escolhida.

O que precisa esclarecer é que os médiuns e membros da assistência, que vivem maritalmente mesmo sem as bênçãos da religião, não deixam de ser filhos da Casa. Não há pecado! Ninguém é obrigado aos sacramentos, a escolha é de cada um. A escolha é livre. Todos temos o livre arbítrio!

Mas cabe ao médium parar e refletir sobre a sua própria Fé.

O médium bate cabeça, faz trabalho na cachoeira, incorpora um Preto Velho, louva a magia das ervas, canta pro seu Orixá... Mas batiza o filho em outra Religião? Casa em outra Religião? Será que esse médium é mesmo Umbandista? Será que está na Doutrina certa? Será que sabe o valor de um sacramento?

Vale a reflexão.

Vale ressaltar a importância de todo trabalho mediúnico. A força e o reconhecimento da Umbanda como religião. A magia e todo glamour do simples e humilde.

Na Umbanda, a união é celebrada pela Entidade que abençoa, pelos presentes que emanam energia e por todos os Guias de Luz que vibram em sintonia pela harmonia e amor de todos.

Fonte: A Verdadeira Umbanda




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11/09/2019

O Valor da Mediunidade

Joaquim, um espírito recém-desencarnado, cuja vida na terra havia sido péssima, fez um requerimento aos mentores espirituais de planos mais elevados, rogando desesperadamente nova oportunidade para resgatar as dívidas contraídas na extinta existência corpórea. Era tão grande seu arrependimento e tanto o torturava a própria consciência que, ao pedido feito, suplicava novo corpo físico, em qualquer situação, qualquer tipo de existência, por pior que fosse: poderia vir louco, cego, aleijado, mudo, idiota, canceroso, leproso, morfético, fosse o que fosse, pouco lhe importaria. Submeter-se-ia com resignação, mas desejava encarnar-se de novo e para isso, suplicava de joelhos. Levado seu pedido ao alto, Deus, em sua infinita misericórdia, avaliou seus rogos, seus desejos, e atendeu-o; dar-lhe-ia oportunidade para reencarnar-se, porém, dizia a permissão, o filho pedinte não necessitava vir à terra com defeito físico, doença ou perturbações mentais. Apenas uma condição era-lhe imposta: nascesse, na terra, como homem normal, mas viria como médium e comprometer-se-ia a prestar a caridade quatro horas por semana, durante trinta anos, ou seja, dos vinte até os cinquenta anos. Feito isso, sua dívida estaria saldada. Joaquim, é claro, chorando de alegria, reencarnou-se.

Até vinte anos de idade, tudo foi normal. Daí em diante desabrochou-lhe a mediunidade. Passou então a frequentar um templo espírita, trabalhando duas horas na terça e duas horas no sábado. Assim, foi levando placidamente sua existência e até casou.

Voltemos ao plano espiritual. Quarenta anos depois do nascimento de Joaquim, os mentores espirituais depararam com outro irmão necessitado de socorros urgentes, para tanto, tinham de recorrer a um médium na terra, que fornecesse fluídos materiais para sintonizar com a vibração grosseira daquele espírito em desespero, a fim de ser aliviado nos sofrimentos morais, após a necessária doutrinação. Um dos mentores, então, lembrou-se do Joaquim, o irmão que fizera o requerimento pedindo para encarnar-se nas piores condições possíveis, mas que por bondade de Deus, apenas lhe fora imposta a faculdade mediúnica com a finalidade de ressarcir males semeados. Sim, o Joaquim era a pessoa indicada, porque deveria estar em plena atividade, já fortalecido em seu dom e ser-lhe-ia útil naquela emergência. Consultada sua ficha cármica, comprovaram o fato. Daí resolveram conduzir aquela alma sofredora até o médium para que sua mediunidade de incorporação, ajudasse o irmão aflito. E levaram-no até o centro, onde o médium compromissado deveria estar atuando, pois era um sábado, dia de sessão.

Chegando ao centro, os mentores viram outros médiuns, menos o Joaquim… um deles disse apreensivo: “talvez esteja doente… vamos até sua residência e apliquemos-lhe passes magnéticos para revitalizar-lhe, neutralizando algum mal-estar que por ventura tenha sido acometido”.

Verificada a ficha do centro, anotaram-lhe o endereço, para lá rumando. Antes, porém, deixaram o espírito angustiado entregue a outros médiuns daquele templo. Ao chegarem ao lar de Joaquim, encontraram-no. Lá estava ele deitado em uma rede, ocioso e indiferente, tomando uma cerveja. Surpresos, os mentores ainda ouviram a esposa do médium irresponsável perguntar-lhe por que não fora ao centro, pois era dia de sessão. O marido respondeu que fazia muito calor e ele já estava cansado de ficar horas e horas a atender irmãos que compareciam ao centro para aborrecê-lo…

Um dos mentores observou: “Não foi este que pediu para reencarnar-se como louco, cego, idiota, leproso, canceroso ou o que merecesse, desde que lhe fosse permitido reencarnar-se em novo corpo físico?… E Deus, na sua infinita benevolência, tão somente lhe impôs servir como médium, trabalhando quatro horas por semana, dos vinte aos cinquenta anos de idade… E só isso? Ele está agora com apenas quarenta de vida terrena!” É verdade, afirmou o outro e ambos tristes, compadecidos do irmão, se retiraram.

Adivinhem o que irá acontecer ao Joaquim, quando novamente regressar ao mundo dos espíritos?…

Aí está, meus irmãos, a responsabilidade do médium, reflitam e muito cuidado para não incidirem no mesmo erro do Joaquim.

Transcrevi esse texto de J.Edson Orphanake (Livro “Umbanda – Perguntas & Respostas) para que, como diz o autor, reflitamos sobre o valor da mediunidade.



Sim, é necessária muita reflexão e atitude quando nos percebemos ou nos entendemos MÉDIUNS.

A base para essa reflexão deve estar relacionada ao fato de que ninguém é médium por acaso. Há mistérios, compromissos, resgates, missão e um longo passado que não temos acesso nesse momento e nessa realidade, portanto, menosprezar ou achar que a mediunidade é simplesmente um dom, um acontecimentos, uma fatalidade, uma escolha, um desejo, uma vantagem ou desvantagem dessa encarnação, é um grande erro.

Um grande erro também é pensar que a não prática, que a falta de atitude ou de movimento a favor do desenvolvimento da mediunidade pessoal e do compromisso espiritual NÃO interferem no presente, no futuro, no outro, no entorno e ainda no plano espiritual. Dessa forma, pensamentos egocêntricos, em que o desejo e as escolhas pessoais prevalecem sobre o coletivo, só promove a própria dor.

Não posso deixar de compartilhar minha experiência junto a uma querida Entidade Espiritual que, muito antes de eu ter acesso a esse texto já a ouvia falar “quem escolheu, pediu e implorou para voltar como médium trabalhador foi você. Quem se comprometeu, combinou, acordou e jurou doação foi você. COMPROMISSO É COMPROMISSO! Assim agimos no Astral, assim agimos no plano material”.

Triste é que essa fala – mesmo com tantas facilidades atuais, com tantos estudos, livros, informações disponíveis – ainda é dita várias vezes, em quase todas as giras, para várias pessoas diferentes.

Mais triste ainda, é quando ela é dita várias vezes para a mesma pessoa.

Não tem jeito, é tudo muito simples, claro e lógico:

* Compromisso é compromisso;
* Ações provocam reações;
* O passado não se muda, mas o futuro, depende das escolhas do presente;
* Ser médium é a maior oportunidade que um ser tem para se transformar em um Ser Humano Melhor.
* Ser médium ativo, desenvolvido, comprometido, compromissado, equilibrado, coeso e coerente, é a MELHOR COISA que o passado pode nos proporcionar.

Mônica Caraccio



“Eu me sinto feliz de ser obstinadamente médium
Eu gosto de ser médium, gosto dessa palavra
Quero morrer médium
É tudo o que eu sempre quis ser…”
(Chico Xavier)



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