Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

24/05/2020

Salve o Povo Cigano!

Salve o Povo Cigano


Salve o dia 24 de maio!
Saravá o Povo Cigano! Optchá!

Homenagem Tulca ao Povo Cigano na Umbanda! Sem gira, sem festa, pois ainda estamos respeitando o isolamento social diante da pandemia. Rogamos aos Guias que militam esta magnífica linha, cujo arquétipo de liberdade, alegria e prosperidade nos ensinam que ser feliz é o nosso objetivo, que apaziguem este momento de sofrimento global, rogando a Olorum Sua misericórdia e Suas bênçãos. Que o Povo Cigano estacione suas carruagens de luz no lar de todos nós ❤️ Optchá! ❤️



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13/05/2020

Saravá os Pretos Velhos



Salve o dia 13 de maio

Hoje é o dia deles! Como gostaríamos de Saravá Preeeeto no nosso centro, como todos os anos... Mas esse ano é diferente por estarmos em isolamento social imposto por uma pandemia, porém a homenagem é a mesma porque brota do sentimento profundo de gratidão por eles estarem sempre ao nosso lado e neste momento Mundial de incertezas e medos eles nos convidam à reflexão de que todo acontecimento tem um propósito divino, nada é por acaso e, se atravessarmos as vicissitudes com resignação e fé em Deus, um dia teremos as respostas diante de nosso espírito fortalecido e mais iluminado. Que aprendamos com os pretinhos e pretinhas a paciência, a sabedoria e o amor incondicional, para colaborarmos na construção de um mundo mais feliz e mais justo.

Saravá Preeeeto... Eu adorei as almas...

Mãe Ednay
13/05/2020




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22/03/2020

Médium de quê?

Muitas vezes nos deixamos levar por estados de tensão deliberada e sucumbimos a forças violentas que nos envolvem mental e emocionalmente, formando um barril de pólvora psíquica que pode a qualquer momento explodir em atos de cólera avassaladora, agressão interna e fazer com que nos tornemos médiuns de atitudes pecaminosas e sejamos arrastados nas ondas psíquicas* e emocionais de agentes extrafísicos** da mesma natureza, tornando-se parte de uma reação em cadeia na qual já não se consegue mais distinguir quem é o obsessor e quem é o obsidiado.

Assim podemos nos tornar médiuns da desarmonia e da infelicidade, tornando-nos loucos temporários, permitimos-nos vivenciar as conseqüências de nossos próprios condicionamentos viciosos e diários, conscientes e inconscientes.

Depois nos permitimos chorar como crianças perdidas na noite escura, culpando uma vida que julgamos injusta, sentindo a dor dos sentimentos e emoções densas extravasadas e tentando se adequar à uma realidade agora arrasada pelo ódio e sofrendo as conseqüências do teor dos atos que praticamos.

Somos sempre influenciados e sugestionados uns pelos outros. Mas, no final, a decisão à vontade da prática de qualquer ato é sempre da própria pessoa. Mesmo que tenhamos em nossa companhia os piores tipos, a decisão final de qualquer ato que se pratique é da própria pessoa.

O quanto tentamos nos esconder atrás de nossas máscaras*** de “anjos” sem nos darmos conta de nossos defeitos escondidos em baixo do “manto da espiritualidade oca e vazia?”.

O quanto somos médiuns da nossa turbulência interna que não encontra paz na “Terra de nós mesmos?****”

Para o verdadeiro trabalho espiritual, devemos encontrar força em nossa “herança cósmica”*****, muita determinação e vontade inabalável para vencer os nossos fantasmas do passado, nossas formas mentais oriundas de um passado mal resolvido, de muitas vidas manchadas pelo que chamávamos de “justiça”, feita através da espada banhada a sangue, onde as feridas abertas na Terra permanecem como cicatrizes espirituais de um passado cheio de dor, sem lucidez.
Hoje encontramos possibilidade de renovação, de limpar essas manchas com a luz do discernimento e do amor aos mesmos próximos de outrora!

Somos seres condicionados a atos violentos, explosões emocionais variadas. Temos nossas emoções e pensamentos moldados pelo ódio, pela vaidade, pela ganância, pela arrogância durante milhares de anos, mas hoje recebemos vinhas de luz que nos permitem trabalhar a cada dia para dissolver gradativamente nossos desvios, tornando-nos um caminho direto para a luz espiritual de fraternidade e compaixão.

Não deixemos nosso paiol se encher com a mesma pólvora que nos faz explodir vida após vida, e que cada ser espiritual que se aproximar seja tocado pela força e coragem de mudar, pela esperança de se tornar algo melhor a cada dia mudando assim a realidade a nossa volta.

Que nossos encontros espirituais se tornem comemorações extrafísicas****** de pessoas que olham para um passado longínquo e sentem no brilho do olhar a beleza da esperança de uma nova vida livre da dor do ódio e da discórdia. Com um abraço fraterno e um caminhar de mãos dadas onde o único risco é o de ser atingido pelas flechas do amor e do discernimento no caminho da evolução espiritual.

Vanderlei Oliveira


Notas:

* Ondas psíquicas: Ondas mentais criadas por grupos de pessoas com idéias afins.

** Agentes extrafísicos: Seres espirituais que se manifestam sem serem vistos por não possuírem o corpo físico mais denso.

*** Máscaras de Anjos, ou Máscaras espirituais: São nossas “capas”, em ambientes espirituais. Tentamos passar a imagem de anjinhos escondendo e sem dar conta de que o ego camufla nossos verdadeiros defeitos, escondendo-os até de nós mesmos.

**** Terra de nós mesmos: Termo utilizado pelo amparador Emmanuel, através de Chico Xavier, para designar o nosso próprio interior, nossos próprios pensamentos, sentimentos e emoções.

***** Herança cósmica: O potencial divino existente em todos os seres. A luz espiritual que reside e sustenta todas as formas de vida.

******Comemorações extrafísicas: Encontros de grupo de desencarnados que viveram momentos em conjunto em encarnações na Terra e se encontram para matar saudade e relembrar passagens de vidas que ficaram para trás.




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21/02/2020

Mensalidade e Ajuda ao Terreiro

Mensalidade e Ajuda ao Terreiro
Enquanto que na maioria das religiões, como a Católica, a Evangélica, a Kardecista, entre outras, o entendimento de que todos os participantes que tenham condições financeiras devem ajudar na manutenção da Casa religiosa, ainda na Umbanda há um enorme preconceito quando o assunto é o dinheiro ou pedir dinheiro, fruto da ignorância e da arrogância humana.

É certo de que o exercício da mediunidade é um dom do Altíssimo e como o recebemos de graça, de graça os médiuns devem transmiti-lo. Contudo, não devemos confundir as coisas – o passe (gratuito) com todas as despesas de um Centro (devem ser pagas obrigatoriamente).

É muito comum as pessoas, tanto consulentes como médiuns, afastarem-se do Centro que frequentam quando o dirigente espiritual pede uma contribuição através do pagamento de mensalidade ou para alguma obra. Sentem-se insultados, acham um absurdo que se cobre alguma coisa e já rotulam o dirigente como impostor ou alguém que deseja viver à custa do dinheiro deles. Ora, que pessoas de pouca fé e tão vazias de coração! Todos gostam de entrar em um Centro e notar que as cadeiras, o chão e tudo mais estão limpos, que há água para beber e dar descarga no banheiro, que há papel higiênico, toalha e sabonete, que as velas e demais instrumentos já estão preparados para a firmação dos Guias, que as luzes estão acesas, entre outras coisas. Todavia, poucas são as pessoas que param para pensar que tudo isso gera uma despesa muito grande com materiais de limpeza e higiene, pagamento de contas de água e luz, material para firmamento dos Orixás e da Tronqueira etc. Se pensassem em tudo isso, as pessoas iriam se dar contar de que, se cada um ajudar um pouco, o dirigente do Centro não ficará sobrecarregado com o “dever” de pagar todas essas despesas sozinho ou com a ajuda de poucos. 

E para aqueles que se preocupam em saber se o dirigente está se apropriando indevidamente do dinheiro arrecadado no Centro para o seu uso pessoal, basta fazer uma investigação mais honesta acerca de como é a vida do dirigente, a sua moral, a sua família, como são as condições de que o Centro está – ao avaliarem tudo isso, certamente terão uma ideia límpida acerca da honradez do dirigente.

Para ajudar na limpeza do centro, as pessoas ou se esquivam dessa responsabilidade ou não cumprem corretamente com aquilo a que se propõem, transferindo aos outros o encargo que deveria ser deles.  A maioria das pessoas dizem não ter tempo para ir realizar a faxina no Terreiro e, as poucas que se propõem, acabam sempre chegando com horas de atraso, dando sempre desculpas como dizendo que chegou alguém em casa e não puderam sair ou escusas de todos os tipos, o que acaba deixando o dirigente do Centro sozinho e sobrecarregado, pois todos podem escusar-se em se atrasar ou faltar, mas o dirigente não tem essa faculdade, o dirigente sempre sai de seu lar na hora em que precisa ir ao Centro, haja o que houver, esteja nas condições físicas e psíquicas que estiver. 

Esse parece ser um assunto sempre muito delicado de ser tratado. Na maioria das vezes, o que ocorre é que o dirigente acaba arcando com o pagamento de oitenta ou noventa por cento das despesas do Centro e só consegue a pouca ajuda restante à custa de pedir com exaustão pela colaboração dos participantes. E o que temos percebido é que não são raras as vezes em que o dirigente acaba se sentindo muito solitário e sobrecarregado em manter abertas as portas para o exercício de seu mister sagrado e, com a idade pesando e o tempo passando, muitos acabam fechando as suas portas, com a certeza de já haverem cumprido os seus deveres cármicos, passando a praticar a caridade de outras formas, onde não terão em suas costas o peso de tantas obrigações, de tantos aborrecimentos, de tanta ingratidão.

Com certeza, seria muito menos estressante para os dirigentes se as pessoas passassem a se oferecer para ajudar financeiramente no Centro, pois de nada adianta as pessoas dizerem que amam o Centro, ou amam o dirigente se, na hora em que o Centro precisa da ajuda, a pessoa simplesmente abstém-se ou oferece muito menos do que poderia ofertar.
Nesse mesmo sentido, seguem as palavras de Mãe Mônica Caraccio:

“O problema é que este consulente esquece que ele lavou as mãos, que deu descarga no banheiro, que o chão está limpo, que as luzes estão acesas, que há velas no altar, que ele é defumado, que existe um imóvel pelo qual se paga impostos, aluguel, contador, faxineira… Nossa, uma infinidade de coisas!
E na próxima semana o Centro estará lá: novamente de portas abertas com o chão limpo, as luzes acesas, velas no altar…

Não se percebe que há necessidades básicas para se realizar um trabalho espiritual e que o consulente também tem o dever de colaborar e não de julgar, afinal de contas ele se aproveita também materialmente do local. O entendimento de que a ajuda financeira também é obrigação da assistência, e não somente do corpo mediúnico, é necessário e deve ser encarado naturalmente sem nenhum tipo de constrangimento, tanto por parte dos dirigentes espirituais, que devem pedir, pois se não pedirem poucos colaboram, quanto por parte do corpo mediúnico e da assistência.”

Ainda nesse diapasão, segue o entendimento da Federação Brasileira de Umbanda,
em texto escrito por Manoel A. de Souza:

"O Terreiro é prolongamento de sua casa, ajude-o!

Deve haver dentro de cada um de nós, a consciência de que a nossa responsabilidade espiritual não se limita a “vestir o branco” e participar das Sessões Espíritas. Temos que nos mostrar sempre presentes e dispostos a ajudar, colaborando ativamente e financeiramente com a manutenção do nosso Terreiro - nosso Chão. O Chão que o acolheu! É nosso dever mantê-lo em funcionamento, levando a sério o pagamento de nossa contribuição financeira.

Sem dinheiro, mal podemos nos locomover, não conseguimos pegar um ônibus, comer, ou fazer parte de qualquer atividade social, a menos que essa entidade se auto mantenha, mas mesmo assim, para o Terreiro se manter de pé, alguém estará custeando as suas atividades e as nossas presenças. Quando um Terreiro nos abre as portas para uma sessão religiosa ou uma reunião festiva em louvação aos Orixás, ou mesmo para uma simples consulta espiritual, por mais humilde que seja o Templo, esteja certo de que está havendo uma despesa para que essa atividade se realize! E, se somos recebidos gratuitamente, alguém está custeando as despesas para a realização dessa empreitada espiritual. 

Alguém irá pagar a conta.
Será que o Dirigente Espiritual, o Diretor ou a Diretora deve arcar com essas despesas a fim de fazer valer sua condição de “proprietário” do Terreiro”? Serão, os Diretores, os maiores beneficiados nos trabalhos espirituais realizados nos Terreiros? Não! Não são! O Terreiro é um espaço nosso e sagrado, ele é um prolongamento da nossa casa. O Dirigente Espiritual, literalmente com os pés no chão”, humildemente, cumpre a sua nobre Missão Espiritual, ao mesmo tempo, trabalhando em prol de seu crescimento espiritual e de todo o grupo de médiuns e consulentes, paciente e generosamente, nos dedicando a maior parte do seu tempo. Por tudo isso e por todo o seu desprendimento, nos impõe o salutar dever Moral e Espiritual de ajudá-lo na condução e manutenção do nosso Templo.

Temos que nos mostrar sempre presentes e dispostos a ajudar, colaborando ativamente e financeiramente com a manutenção do nosso Terreiro - nosso Chão. O Chão que nos acolheu! É nosso dever mantê-lo em funcionamento, levando a sério também a nossa contribuição financeira.

Na verdade, o Terreiro é uma grande família. O sentimento de irmandade, fraternidade, amor e respeito reinante no seio do Terreiro constitui a base de um grande elo de corrente espiritual. Por outro lado, todos nós temos Direitos e Deveres, temos responsabilidades e obrigações uns com os outros, essa consciência grupal faz parte de nosso trabalho espiritual. A generosidade faz parte de nossa elevada missão.”

Em suma, espero que em um dia muito próximo, também na nossa sagrada Umbanda, as pessoas (médiuns e consulentes) entendam tudo isso e se sintam felizes em ajudar o dirigente na manutenção do lar espiritualista para que, da mesma forma que o dirigente se desdobra com o fim de que todos se sintam acolhidos, ele próprio – o dirigente – possa também sentir-se abraçado e protegido por todos que frequentam a Casa de Umbanda. Afinal, a Casa de Umbanda é preparada pelo Astral e pelos dirigentes para ser um desdobramento do lar de cada um de seus frequentadores, pois o que se almeja é que cada participante do Centro saia de lá mais forte, com a certeza de que está com suas energias recarregadas, com o coração mais leve e mais apto para enfrentar e vencer as provas cotidianas necessárias para o seu engrandecimento físico e espiritual.

Umbanda em Santos


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12/02/2020

A Umbanda não Merece

Há bastante tempo que não escrevo, estava só a observar e refletir a umbanda nos dias atuais, dias de conexão fácil com o mundo pelos meios virtuais. O Caboclo, o Preto Velho, o Exu e todos os Guias estão lá nos terreiros ainda, incorporados em seus médiuns ou apenas intuindo, abençoando e ajudando cada filho que chega em busca de consolo, lenitivo ou esperança.

A busca frenética por respostas prontas na internet está acomodando e iludindo muita gente. Há oferta online para tudo: jogos de cartas, búzios, magias que prometem resolver todos os problemas, entre os ganhos fáceis até as vinganças mais escabrosas. Ofertas de cursos pagos para todos os gostos, daí a imaginação fértil dos seus idealizadores a inventar teorias complicadas e rituais fantásticos para angariar mais e mais pagadores. Sacerdotes que não cansam de promover a própria imagem, apelando para os títulos terrenos que possuem, com a necessidade efêmera de ser aplaudido. Usam o nome da Umbanda e falam de caridade como um cartão de visita, por trás apenas a ganância e a vaidade imperam.

Cada vez mais raro informações com o intuito apenas de esclarecer as pessoas sobre a religião, com o compromisso de enaltecer a Umbanda e mostrar o seu real valor, sem querer nada em troca. Ainda existem terreiros com este compromisso, portanto não é fácil encontrar no meio de tantos convites e induções promovidos pela internet. Mas não desista, siga firme ponderando sempre e usando o bom senso, lembre-se que a Umbanda é caridade no sentido amplo de ser e, acima de tudo, humildade e simplicidade. A Umbanda não merece tantos absurdos em seu nome.

Ednay Melo




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