30 de julho de 2013

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Ingratidão - Duas Faces da Mesma Moeda

Ingratidão - Duas Faces da Mesma Moeda

A gratidão é o sentimento positivo e harmonizador pelo qual reconhecemos o bem que outro nos proporcionou. Expressa por emanações energéticas de luminosidade. Já a ingratidão, é o oposto.


No admirável fenômeno de cura orgânica dos dez leprosos, patenteiam-se a ingratidão dos beneficiados e a interrogação do Mestre, diante daquele que havia retornado para agradecer:
—"Onde estão os outros? —Não foram dez os curados?" Nove se haviam ido, apressados, para o gozo e a algaravia, recuperados por fora, sem libertação da doença interna, que desaparecia somente a partir do momento em que fossem agradecer, modificando-se psicológica e moralmente.


Quando sofremos ingratidão, devemos entender que o ingrato, devido a sua condição evolutiva, ainda não está preparado para receber o benefício. Ou, pode ser que nós estejamos apenas, sofrendo a ingratidão que um dia também já praticamos.


Quando o benfeitor compreende: perdoa. Neste caso, cresce espiritualmente ao exercitar o entendimento e a humanidade. Estou praticando os ensinamentos de Jesus, “fazer o bem sem olhar a quem, que a mão direita não saiba o que faz a esquerda”, ou seja sem esperar recompensas.


Quando me magôo e sofro com a ingratidão há uma queda de nível vibratório que me fragiliza, tornando-me suscetível a Espíritos sofredores. Quando eu reajo e revido ao ingrato, entro na mesma frequência vibratória do ingrato, torno-me igual a ele e assimilo a ação dos obsessores espirituais. O que traz enfermidade física ou psíquica.


Aprenda a valorizar nas pessoas suas marcas positivas. Lembre-se de que cada um dá o que tem, o que pode oferecer. Uns oferecem o ácido da traição, o engodo da hipocrisia, o fel da ingratidão, pois é o que alimentam na alma.


O seu prêmio é poder servir ao próximo. Deus confiou-nos a tarefa de ajudar. E quando a realizamos com amor e responsabilidade, plantamos sementes, que posteriormente darão frutos que alimentarão a nossa alma. É a lei de Ação e Reação. Colheremos o que plantarmos.


Sofremos diante de uma ingratidão. Mas e quando o ingrato somos nós?
Quantas vezes retribuímos um benefício com desdém, indiferença e ingratidão. Quantas vezes, ao recebermos ajuda, ao invés de agradecer, achamos até que foi pouco, que as pessoas tinham a obrigação de fazer mais. E se a ajuda é de um parente então, achamos que realmente tinha a obrigação de fazê-la.


Quando somos Ingratos estamos desvalorizando em nós a nossa capacidade de receber.


Quantos de nós chegamos a uma casa espírita, ou um terreiro, amparados pela Espiritualidade amiga, num momento de dor e sofrimento; desesperados e sem forças.
Depois de algumas semanas ou meses de tratamento, sentimos –nos revigorados, deixamos então o local sem se quer agradecer. Ou pior, quando já fortalecidos passamos a julgar, a criticar o local, achando que não fui suficientemente bem atendido.
Esqueço que outros mais precisados requerem maiores cuidados, esqueço que se já consigo caminhar com minhas próprias pernas é para que agora eu faça pelos os outros, o que fizeram por mim. Retribuir ao próximo a benção que recebi, é a melhor forma de sermos gratos.


Jesus disse: ”O que fizeres aos pequeninos é a mim que o fareis.” Ser ingrato com o próximo, é ser ingrato com Deus, que através de seus mensageiros, sejam encarnados ou não, vêem ao nosso socorro quando precisamos.


Provavelmente os médiuns, depois de anos de trabalho mediúnico, sentem na pele a ingratidão, as tristezas, as magoas, as injustiças, as críticas, os desânimos, a vontade de desistir...
No trabalho mediúnico deve haver perseverança, responsabilidade e amor, principalmente nos momentos difíceis. Se um dia eu tiver que deixar a casa espírita, que me acolheu, que eu saia com a certeza de dever cumprido, com a certeza de ter feito o melhor que podia e principalmente com o coração cheio de gratidão.


“Quem se atreve a praticar o bem e a caridade, deve estar preparado para enfrentar a ingratidão”.
“A gratidão deve ser talhada em uma pedra para que vença o tempo. Já a ingratidão deve ser escrita na areia, para que o vento e água, a apague o mais depressa possível”.

Márcia Petrin 


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25 de julho de 2013

Os Anjos Guardiães

Comunicação espontânea obtida pelo senhor L.., um dos médiuns da Sociedade.



É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos pelo seu encanto e pela sua doçura: a dos anjos guardiães. Pensar que se tem, junto de si, seres que vos são superiores, que estão sempre aí para vos aconselhar, vos sustentar, para vos ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são amigos mais seguros e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possa contrair nesta Terra, não é uma ideia bem consoladora? Esses seres estão aí por ordem de Deus; foi ele quem os colocou junto de nós, e estão aí pelo amor dele, e cumprem, junto de nós, uma bela mas penosa missão. Sim, em qualquer parte que estejais, ele estará convosco: os calabouços, os hospitais, os lugares de deboche, a solidão, nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma sente os mais doces impulsos e ouve os sábios conselhos.



Por que não conheceis melhor essa verdade! Quantas vezes ele vos ajudou nos momentos de crise, quantas vezes vos salvou das mãos de maus Espíritos! Mas, no grande dia, esse anjo do bem terá, freqüentemente, a vos dizer: "Não te disse isso? E tu não o fizeste. Não te mostrei o abismo, e tu nele te precipitaste; não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade, e não seguiste os conselhos da mentira?" Ah! questionai vossos anjos guardiães; estabelecei, entre ele e vós, essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos. Não penseis em não lhes ocultar nada, porque são o olho de Deus, e não podeis enganá-los. Sonhai com o futuro, procurai avançar nesse caminho, vossas provas nele serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Ide! homens de coragem; lançai longe de vós, uma vez por todas, preconceitos e dissimulações; entrai no novo caminho que se abre diante de vós; caminhai, caminhai, tendes guias, segui-os: o objetivo não pode vos faltar, porque esse objetivo é o próprio Deus.



Àqueles que pensam que é impossível a Espíritos verdadeiramente elevados se sujeitarem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas estando a vários milhões de léguas de vós: para nós o espaço não é nada, e mesmo vivendo em um outro mundo, nossos espíritos conservam sua ligação com o vosso. Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas estejais seguros que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças, e que não vos abandonou sozinhos na Terra, sem amigos e sem sustentação. Cada anjo guardião tem o seu protegido, sobre o qual ele vela, como um pai vela sobre seu filho; ele é feliz quando o vê seguir o bom caminho, e geme quando seus conselhos são desprezados.

Não temais nos cansar com vossas perguntas; ficai, ao contrário, em relação conosco: sereis mais fortes e mais felizes. São essas comunicações, de cada homem com seu Espírito familiar, que fazem todos os homens médiuns, médium ignorados hoje mas que se manifestarão mais tarde, e que se espalharão como um oceano sem limites para refluir a incredulidade e a ignorância. Homens instruídos, instruí; homens de talento, elevai vossos irmãos. Não sabeis que obra cumpris assim: é a do Cristo, aquela que Deus vos impôs. Por que Deus vos deu a inteligência e a ciência, se não para partilhá-las com vossos irmãos, certamente para avançá-los no caminho da alegria e da felicidade eterna.
São Luís, Santo Agostinho.

Nota. - A doutrina dos anjos guardiães, velando sobre seus protegidos, apesar da distância que separa os mundos, nada tem que deva surpreender; ela é, ao contrário, grande e sublime. Não vedes sobre a Terra, um pai velar sobre seu filho, embora dele esteja distante, ajudar com seus conselhos por correspondência? Que haveria, pois, de espantoso que os Espíritos possam guiar aqueles que tomam sobre sua proteção, de um mundo ao outro, uma vez que, para eles, a distância que separa os mundos é menor que aquela que, na Terra, separa os continentes?

Revista Espírita, janeiro de 1859



Prece aos Anjos Guardiães 

Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir aos homens e conduzi-los pelo bom caminho, amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus Espíritos que tentariam induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderia impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo. Vós, sobretudo, meu Anjo Guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, Espíritos Protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus.

Meu Deus, permiti que os Bons Espíritos que me assistem possam ajudar-me, quando me achar em dificuldades, e amparar-me nas minhas vacilações. Senhor, que eles me inspirem a fé, a esperança e a caridade, que sejam para mim um apoio, uma esperança e uma prova da Vossa misericórdia. Fazei, enfim, que eu neles encontre a força que me faltar nas provas da vida, e para resistir às sugestões do mal, a fé que salva e o amor que consola.

Espíritos amados, Anjos Guardiães, vós a quem Deus, na sua infinita misericórdia, permite velarem, pelos homens, sede o nosso amparo nas provas desta vida terrena. Dai-nos a força, a coragem e a resignação; inspirai-nos na senda do bem, detendo-nos no declive do mal; que vossa doce influência impregne as nossas almas; fazei que sintamos a presença, ao nosso lado, de um amigo devotado, que assista os nossos sofrimentos e participe das nossas alegrias. E vós, meu Anjo Bom, nunca me abandoneis. Necessito de toda a vossa proteção, para suportar com fé e amor as provas que Deus quiser enviar-me.

Fonte: www.mensagemespirita.com.br


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Caboclo Flecheiro



caboclo flecheiro umbanda



Caboclo flecheiro da pele morena pintada de sol;

A tua flecha certeira me aponta o caminho, me ajuda a desviar dos espinhos e das armadilhas me livra zunindo me guia pela noite e pelo dia.


Caboclo que vive na mata é espírito que canta, assovia a canção do vento e em seus braços serenos me faz descansar.


Caboclo quando vem da mata trabalhar, faz o coração acelerar, o sangue nas veias correr depressa e todo o corpo estremecer e balançar.


Sua presença é forte, seus passos não vacilam, seu olhar é profundo, sua voz a mais bela cantiga a nos embalar com suas palavras doces feito o mel da mata que sacia nossa fome espiritual.


Caboclo flecheiro, em tuas mãos eu deposito as minhas a fim de que me abençoes, me protejas e guie pelas longas estradas da vida que ainda haverei de trilhar, seja na Terra, ou no espaço infinito, eu conto contigo, guerreiro amigo da pele morena colorida de sol.


E na Umbanda iluminada, gira Caboclo, traz a benção da tua força, da doçura de tuas palavras sempre sábias e nos ensine a assoviar as cantigas que nos ajudem a encontrar a fé, o amor e a esperança.


Caboclo flecheiro, das matas, dos rios, das cachoeiras e do mar sem fim, caminha comigo, faz com que te ouça no canto dos pássaros, no som da nascente do rio e nas asas da águia me leva contigo para que junto a ti eu possa estar um pouco mais perto de Deus.



Anna Ponzetta






Vídeo: Ponto Caboclo Flecheiro


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24 de julho de 2013

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A Umbanda - Por Leonardo Boff

A Umbanda - Por Leonardo Boff


Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.



O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.

Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando- nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que a natureza do espiritual exige.

Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs. Como se dizia nos primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de marginalizados, “os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores”.

Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu diga tudo isso que escrevi. Apenas respondo: um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos. Deus desborda de nossas cabeças e dogmas.

Leonardo Boff

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21 de julho de 2013

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HOMENAGEM TULCA À MAMÃE OXUM - 2013

Homenagem Tulca à Mamãe Oxum


Homenagem Tulca à Mamãe Oxum


Homenagem Tulca à Mamãe Oxum


A ti prestamos homenagem, Mamãe Oxum, com a simplicidade e o amor que a Umbanda nos ensina! Obrigada pelas tuas bençãos no aniversário de 2 anos da nossa Tenda, que cresce firme nos propósitos de Luz e Caridade a todos que compartilham conosco a bem-aventurança do axé dos nossos queridos Orixás e amados Guias! 

Nota: O reflexo azul da imagem foi dado naturalmente pelas câmaras fotográficas, o que entendemos ser a confirmação da cor azul, adotada para representar a Orixá Oxum em nossa Tenda.


ORA IÊ IÊU, MAMÃE OXUM!
SALVE O DIA 16 DE JULHO!
FAMÍLIA TULCA


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7 de julho de 2013

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Fundamentos das Guias

Fundamentos das Guias


O uso de colares, pulseiras e talismãs é tão antigo quanto a própria humanidade.

Todos os povos antigos pesquisados adotavam o uso de colares confeccionados com pedras roladas, seixos, dentes de animais, pérolas, penas, sementes, pedaços de ossos ou de madeiras esculpidas, conchas, unhas de certos animais, cabelos humanos ou crinas de animais trançados, etc.

São tantas as coisas usadas na confecção de colares que não nos é possível listar todas.

O uso com respeito de colares confeccionados de forma rudimentar se perde no tempo, tendo começado em eras remotas, quando ainda vivíamos em cavernas ou éramos nômades, mas precisávamos de protetores contra o mundo sobrenatural inferior ou contra o perigo de animais e insetos venenosos ou os malefícios feitos por outras pessoas, etc.

Então, que fique claro aos umbandistas que o uso de colares ou "guias de proteção" não é uma coisa só da Umbanda ou dos cultos afros aqui estabelecidos. Inclusive, os índios americanos também usavam e ainda usam colares, braceletes, pulseiras e talismãs, tal como fazia e faz o resto da humanidade.

Os padres da Igreja Católica usam rosários, crucifixos pendurados no pescoço (um colar, certo?), escapulários, etc., assim como todos os sacerdotes da maioria das religiões atuais o fazem com seus colares consagrados.

Enfim, não há nada de excepcional, incomum ou fetichista no fato de os médiuns umbandistas usarem colares de proteção ou de trabalhos espirituais quando incorporados pelos seus guias.

O uso de colares era tão comum na Antiguidade que originou a ourivesaria e a joalheria como indústrias manufaturadoras de colares, pulseiras, braceletes, talismãs, tiaras, etc., para atender aos sacerdotes e aos fiéis mais abastados que preferiam ter objetos de proteção confeccionados com pedras e metais preciosos e de difícil aquisição pelo resto dos membros dos clãs ou tribos do passado.

Reis, rainhas, príncipes, imperadores, ministros, etc., que formavam a elite dos povos antigos, não usavam colares comuns ou de fácil confecção, mas recorriam a artesãos especializados para confeccioná-los, tomando a precaução de terem colares únicos e de mais ninguém.

Cadáveres eram enterrados com colares, talismãs, etc., pois precisavam proteger seus espíritos no mundo dos "mortos", assim como haviam precisado deles aqui no mundo dos "vivos", e isso acontece até os dias de hoje na cultura ocidental cristã, na qual o uso antigo de colares mágicos e protetores perdeu seus fundamentos, sendo substituídos por gravatas, lenços, cachecóis, fitas, etc. que envolvem o pescoço dos vivos e dos cadáveres, certo?

Portanto, irmãos(ãs) umbandistas, não se sintam constrangidos(as) por usar em público colares ou "guias", pois não é em nada diferente do que todo mundo faz.

Bem, até aqui só comentamos o que é história e fato comprovável observando os sacerdotes e fiéis de todas as religiões que, sem se aperceberem disso, usam esse recurso mágico para se proteger do mundo sobrenatural.

Logo, o uso de guias ou colares, braceletes, pulseiras, tiaras (proteção à cabeça ou coroa), etc. tem fundamento mágico e deve ser entendido e aceito por todos os umbandistas como um dos fundamentos mágicos da nossa religião. Desde o seu início, fomos instruídos a usá-los pelos nossos guias espirituais, que os consagram e os usam durante os passes mágicos-energéticos dados nos consulentes em dias de trabalho.

Só que a maioria dos umbandistas compra colares, braceletes, pulseiras, talismãs, etc. sem saber ao certo quais são seus poderes ou usos mágicos. E vemos muitos médiuns com muitos colares belíssimos no pescoço mas que, se perguntados sobre o porquê de usarem tantos de uma só vez, responderão que seus guias espirituais lhes pediram.
E, se perguntados sobre os fundamentos de cada um deles, infelizmente não saberão dizer quais são, porque isso não é ensinado regularmente na Umbanda e o pouco que sabem foi ensinado por seus guias espirituais.

Na Umbanda não existem muitas pessoas preocupadas com os seus fundamentos divinos, espirituais, mágicos, litúrgicos, etc., e todos querem "resultados" e ponto final.

Só que isso, essa falta de preocupação com os fundamentos, está deixando de lado importantes conhecimentos e fazendo com que objetos mágicos sagrados sejam utilizados de forma profana e objetos profanos sejam usados como se fossem sagrados, pois já não há informações correntes e de fácil acesso aos médiuns umbandistas, ensinando-os corretamente e esclarecendo sobre quando e como usar colares, braceletes, pulseiras, talismãs, etc.

E não adianta os mais "antigos" ficarem contrariados por essa nossa afirmação, pois ou não sabiam quais eram esses fundamentos, e por isso não ensinaram aos seus filhos-de-fé ou então, se sabiam e não ensinaram, são os responsáveis pelo que está acontecendo com os novos umbandistas, que não têm quem ensine nada a respeito, certo?

Bem, vamos aos fundamentos ocultos dos mistérios dos colares, dos braceletes, das pulseiras, dos anéis, das tiaras e dos talismãs e como consagrá-los corretamente, beneficiando-se do poder de realização que adquirem quando isso é feito por eles.

1º – Um colar, anel, bracelete, pulseira e tiara ou "coroa" é em si um "círculo".

2º – Por círculo estável entendam aquele que tem forma imutável (anéis e coroas).

3º – Por círculo maleável entendam aquele que é flexível e movimenta-se, abre-se ou fecha-se segundo os movimentos do seu possuidor, (colares, braceletes e pulseiras).

4º – O círculo é um espaço mágico. E, porque é um, então pode ser consagrado e usado para uma ou mais funções pelo seu possuidor porque torna-se em si um espaço mágico ativo e funcional muito prático e fácil de ser usado.

5º– É certo que esse fundamento só era conhecido dos grandes magos da era cristalina e perdeu-se quando ela entrou em colapso, restando o conhecimento aberto ou popular de que eram poderosos protetores contra inveja, mau-olhado, fluidos e vibrações negativos, encostos espirituais e magias negativas.

6º – O conhecimento popular perdurou e acompanhou a evolução da humanidade, e várias fórmulas consagratórias foram desenvolvidas no decorrer dos tempos por magos, inspirados pelos seus mentores espirituais.

7º – Essas fórmulas consagratórias "exteriores" ou exotéricas puderam ser ensinadas e perpetuadas, auxiliando a humanidade no decorrer dos tempos.

8º – Mas, lembrem-se disto: são, todas elas, apenas fórmulas consagratórias exteriores ou exotéricas e cujos fundamentos ocultos não foram revelados.

9º – Assim, porque os fundamentos ocultos não foram revelados, o poder dos colares, braceletes, pulseiras, anéis, tiaras e coroas só tem sido usado como protetores... e nada mais.

10º – A Umbanda, derivada dos cultos religiosos indígenas, afros e europeus, adotou o uso de colares, braceletes, pulseiras, anéis, tiaras, coroas, etc. ainda que seus adeptos nada soubessem sobre os fundamentos mágicos secretos existentes por trás de cada um desses objetos. Índios brasileiros, negros africanos, brancos europeus ou mesmo hindus cheios de colares no pescoço, pouco ou nada ensinaram sobre a consagração interna ou esotérica que dariam a esses objetos (e outros, às imagens inclusive) um poder de realização tão grande que não seriam vistos apenas como adereços ou fetichismo e sim com respeito e admiração por quem olhasse para eles ou os visse de relance.

11º – Que alguém, umbandista ou não, diga-nos se algum dia leu ou ouviu de outrem algo sobre os fundamentos ocultos e esotéricos dos colares, braceletes, pulseiras, anéis, tiaras, coroas, imagens, símbolos e demais objetos mágicos. Com certeza só ouviu dizer que são fortes protetores contra isso ou aquilo... e nada mais. Já os sábios hindus ou os velhos babalaôs sempre disseram e ensinaram seus seguidores que esses adereços consagrados por eles ou segundo suas fórmulas consagratórias (todas externas e exotéricas) tornam-se poderosos talismãs ou patuás que dão proteção contra isso ou aquilo.

12º – Nós (e você) sabemos que nunca lhe ensinaram que aqueles colares, braceletes, pulseiras, anéis, tiaras, coroas e demais objetos mágicos usados nos seus trabalhos espirituais ou assentados no seu terreiro têm outras finalidades além das de protegê-los ou aos seus trabalhos, certo?

13º – Até os seus guias espirituais (Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Boiadeiros, Marinheiros, Baianos, Encantados, Exus, Pombagiras, Exus-Mirins, Ciganos, etc.) pouco lhes disseram sobre os mistérios de seus objetos mágicos consagrados por eles externamente ("cruzados" por eles é o termo mais adequado), não é mesmo?

14º – Você usa os colares, pulseiras, braceletes, anéis, tiaras, coroas, etc.) que eles cruzam e sente-se protegido contra inveja, mau-olhado, maus fluidos, etc. e não dá maior valor que o de simples protetores, pois eles foram cruzados e ativados segundo rituais ou processos externos, praticados por guias espirituais impossibilitados de os fazer segundo o ritual ou processo interno, que só pode ser feito a partir do lado material da vida, por uma pessoa conhecedora desse mistério.

15º – Se isso tudo está sendo revelado agora, um século após a fundação da Umbanda, é para que os umbandistas deixem de procurar em outras religiões ou nos cultos afros aqui estabelecidos os fundamentos sagrados, ocultos e esotéricos (iniciatórios) de sua religião, pois eles (todos, sem exceção) só revelam os fundamentos externos e exotéricos abertos por eles e desconhecem os fundamentos sagrados da Umbanda, que não sejam os deles.

16º – Então, como um umbandista irá obter com eles o que desconhecem da Umbanda e só conhecem de suas próprias religiões e de suas práticas mágico-religiosas, que fazem porque funcionam?

17º – Está na hora, pois ela chegou, de os umbandistas e suas práticas começarem a ser copiados pelos adeptos das outras religiões.

18º – Também chegou a hora de eles (os praticantes das outras religiões afros) respeitarem o poder mágico da Umbanda e pararem de dizer, com a "boca cheia" de orgulho, que a Umbanda não tem fundamentos e que a religião deles é que os têm.

19º – Está na hora de os umbandistas descartarem as fórmulas "secretas", antiquadas e com fundamentos internos alheios e só recorrerem a fórmulas consagratórias suas, muito bem fundamentadas no lado divino de seus cultos, fórmulas estas muito mais poderosas que as deles, pois as nossas são internas, iniciatórias, consagratórias e sagradas.

20º – A Umbanda é uma religião mágica que tem seus próprios fundamentos e não precisa recorrer aos outros, que podem servir para os seus adeptos, mas não servem para os umbandistas.

21º – Chega de buscar fora, e com quem não tem nada a ver com a Umbanda, o que não têm para dar aos umbandistas mas que não perdem a oportunidade de se mostrar "poderosos" e de explorar a boa-fé de pessoas mal orientadas dentro de nosso culto.

22º – Chega de umbandistas entregarem suas "coroas" a meros "fazedores de cabeça" que só querem sua escravidão e subserviência, pois, após "fazerem a cabeça", do mal informado umbandista, acham-se donos dele e de suas forças espirituais.

23º – Está na hora, pois ela chegou, dos umbandistas sentirem mais orgulho, de ter mais confiança em suas práticas mágico-religiosas e de olharem com indiferença ou como estranhas as práticas mágico-religiosas alheias, que tanto não lhes pertencem como lhes são dispensáveis mesmo!

Consagrar uma guia, como são chamados os colares dentro da Umbanda, é um procedimento correto, pois somente ele estando consagrado poderá ser usado como protetor ou instrumento mágico nas mãos dos guias espirituais.

O procedimento regular tem sido o de lavá-los (purificação), de iluminá-los com velas (energização) e de entregá-los nas mãos dos guias espirituais para que sejam cruzados (consagração).

Eventualmente são deixados nos altares por determinado número de dias para receber uma imantação divina que aumenta o poder energético deles.

Os guias espirituais sabem como consagrá-los espiritualmente, imantando-os de tal forma que, após cruzá-los, estão prontos para ser usados pelos médiuns como filtros protetores ou pelos seus guias como instrumentos mágicos, ainda que só uma minoria dos guias os utilize efetivamente com essa finalidade e a maioria os prefira como pára-raios protetores ou descarregadores das cargas energéticas negativas trazidas para dentro dos locais de trabalhos espirituais pelos seus consulentes.

Os procedimentos consagratórios dos colares usados pelos umbandistas têm sido estes e poucos têm mais alguns outros.

Eles têm ajudado os médiuns durante seus trabalhos e auxiliado os consulentes a se proteger das pesadas projeções fluídicas que recebem de pessoas ou espíritos no dia-a-dia.

Mas esses cruzamentos ou consagrações, com finalidades específicas e com imantação espiritual, são apenas o lado aberto ou exotérico e, numa escala de 0 a 100, só obtêm 10% do poder dos mesmos objetos que, se forem consagrados internamente ou receberem uma consagração completa, terão 100% de poder.

Normalmente, consagram-se ou cruzam-se colares a pedido dos guias espirituais e cada linha tem suas cores específicas, iguais às dos seus orixás regentes.

Como algumas cores mudam conforme a região, então eventuais alterações de cores impedem a uniformização da identificação dos orixás simbolizados nos colares usados pelos médiuns.

Na confecção dos colares, algumas regras devem ser seguidas:

1ª — Os colares dos orixás costumam ser de uma só cor.

2ª — Há algumas exceções (Obaluaiê = preto-branco), (Omolu = preto-branco-vermelho), (Nanã = branco-lilás-azul-claro), (Exu = preto-vermelho; preto; vermelho), (Pombagira = vermelho; preto e vermelho; dourado).

Enfim, há certa flexibilidade no uso das cores dos colares consagrados aos orixás na Umbanda. E isso se deve ao fato de que eles, na verdade, irradiam-se em padrões vibracionais diferentes e em cada um mudam as cores das energias irradiadas.
Então, não podemos dizer que estão erradas as cores usadas na Umbanda. Apenas cremos que deveríamos padronizá-las e não recorrer ao uso individual delas. Também não deveríamos adotar as cores usadas em outros cultos afros.

— O uso de "quelê" também não deve ser adotado pelos umbandistas pois é privativo do Candomblé.

— "Quelê" é um colar curto, feito de pedras trabalhadas; é mais grosso que o normal e usado ao redor do pescoço, indicando que a pessoa é uma iniciada no seu orixá em ritual tradicional e só dele. Portanto, o seu uso não deve ser copiado, pois não é um colar umbandista.

Para a Umbanda, vamos dar as cores mais usadas ou aceitas pela maioria:


• Oxalá = branca • Nanã = lilás

• Iemanjá = azul-leitoso • Omolu = branco-preto-vermelho

• Ogum = vermelho • Obaluaiê = branco-preto

• Xangô = marrom • Exu = preto e vermelho

• Iansã = amarelo • Pombagira = vermelho

• Oxum = azul-vivo • Oxóssi = verde

• Obá, Oxumaré, Oiá-Tempo e Egunitá não são cultuados
regularmente

Como na Umbanda não são cultuados regularmente, alguns orixás foram incorporados por nós, pois ocupam pólos energo-magnéticos nas Sete Linhas de Umbanda. Então vamos dar as suas cores:


• Egunitá = laranja

• Oiá-Tempo = fumê

• Obá = magenta

• Oxumaré = azul-turquesa


Só que há um problema porque não são fabricadas regulamente contas de cristais ou de porcelanas nessas cores.

Por isso, recomendamos que os umbandistas passem a usar colares de pedras naturais sempre que possível, porque só eles (e todos os elementos naturais) conseguem absorver e segurar as imantações divinas condensadas nas suas consagrações "internas".
Contas e outros objetos artificiais ou sintéticos, produzidos industrialmente, não são capazes de reter as imantações poderosas dessas consagrações internas.

Então, aqui há uma relação das pedras dos orixás:


• Oxalá = quartzo transparente

• Oiá-Tempo = quartzo fumê

• Oxum = ametista

• Oxumaré = quartzo azul

• Oxóssi = quartzo verde

• Obá = madeira petrificada

• Xangô = jaspe marrom

• Egunitá = ágata de fogo

• Ogum = granada

• Iansã = citrino

• Obaluaiê = quartzo branco e turmalina negra

• Nanã = ametrino

• Iemanjá = água-marinha

• Omolu = ônix preto — ônix verde

• Exu = ônix preto — hematita — turmalina negra

• Pombagira = ônix — ágata


Obs.: Outras pedras podem ser usadas, pois a variedade de espécies é grande, assim como é a de cores em cada espécie, certo?


Agora, com as linhas de trabalhos formadas por guias espirituais, a coisa complica porque tudo depende das energias manipuladas por eles e pelos mistérios nos quais foram "iniciados" e que ativam durante seus atendimentos aos consulentes.

— Para a linha dos Baianos, recomendamos o uso de colares feitos de coquinhos.

— Para a linha das Sereias, recomendamos os colares feitos de conchinhas recolhidas à beira-mar.

— Para a linha dos Boiadeiros, recomendamos colares feitos de "jaspe leopardo".

— Para a linha das Crianças, recomendamos colares de quartzo rosa, de ametista, de água-marinha e quartzo branco.

Quanto aos colares para descarga, recomendamos que tenham grande variedade de espécies de pedras naturais, de porcelana de cristais industriais, de sementes, etc.

No capítulo seguinte, comentaremos com detalhes fundamentais os colares de descarga.

Um colar é em si um círculo e é um espaço mágico poderoso, se for consagrado corretamente.

Então, supondo que os seus colares tenham sido consagrados corretamente, vamos aos comentários necessários para que você comece a usá-los com mais respeito e trate-os como objetos sacros de sua religião: a Umbanda.

Nós sabemos que não existem comentários sobre os muitos tipos de espaços-mágicos usados pelos praticantes de magia.

Sabemos que usam o triângulo; o duplo triângulo entrelaçado, o pentagrama, etc, mas também que seus fundamentos ocultos ou esotéricos não foram revelados ou comentados por nenhum autor umbandista até a publicação do nosso livro A Magia Divina das Velas (Madras Editora), no qual comentamos superficialmente os espaços mágicos formados por velas.

Bem, o fato é que o círculo é um espaço mágico, e um colar é um círculo, ainda que maleável, pois se movimenta ao redor do pescoço da pessoa que o está usando. Por isso, chamamos os colares de círculos maleáveis.

E, por ser um espaço mágico fechado, se devidamente consagrado, é um espaço mágico permanente e que "trabalha" o tempo todo recolhendo e enviando para outras dimensões ou faixas vibratórias as cargas energéticas projetadas contra o seu usuário.

Como ele é um círculo, então o espaço mágico formado dentro dele é multidimensional e interage com todas as dimensões, planos e faixas vibratórias, enviando para eles as cargas energéticas projetadas contra o seu usuário.


• Ele interage com as dimensões elementais.

• Ele interage com as dimensões puras.

• Ele interage com as dimensões bielementais.

• Ele interage com as dimensões trielementais.

• Ele interage com as dimensões tetraelementais.

• Ele interage com as dimensões pentaelementais.

• Ele interage com as dimensões hexaelementais.

• Ele interage com as dimensões heptaelementais.


E, quando o seu usuário o coloca no pescoço, ele começa a puxar para dentro do espaço mágico (que é em si) as irradiações projetadas desde outras faixas vibratórias negativas, dimensões ou planos da vida, recolhendo-as e enviando-as de volta às suas origens.

Os guias espirituais, quando consagram colares para os seus médiuns ou para os consulentes, para serem usados como protetores, imantam esses colares com uma vibração específica que os tornam repulsores ou anuladores de projeções energéticas negativas, mas não os tornam espaços mágicos em si porque, para fazerem isso, teriam de ir a locais específicos da natureza e, ali, abrir campos consagratórios também específicos e imantá-los com as vibrações divinas dos seus orixás correspondentes, dotando-os de poderes mágicos multidimensionais.

Mas, como os fundamentos consagratórios internos estavam fechados ao plano material até agora, então eles faziam isso de forma velada quando seus médiuns iam oferendá-los, ou aos orixás, nos campos vibratórios na natureza.

Os guias espirituais sempre respeitaram o silêncio sobre a consagração interna e sempre fizeram o que tinham de fazer de forma que os seus médiuns não percebiam que, ao tirarem os colares do pescoço, trabalhando-os na verdade estavam imantando-os com as vibrações elementais e divinas existentes nos pontos de forças da natureza.

Então, agora você já sabe que o seu colar de cristais, porcelana, sementes, dentes, etc. não é só um adereço de enfeite ou identificador dos seus orixás ou de seus guias espirituais, mas que, se corretamente consagrado, é um espaço mágico circular, certo?
E também sabe que, se for confeccionado com elementos colhidos na natureza, é mais poderoso que os feitos com elementos artificiais ou industrializados.


Rubens Saraceni




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1 de julho de 2013

Mas Afinal, Quem é Umbandista?


Mas afinal, quem é umbandista?


Sabemos que a umbanda por ser complexa e universalista possui em seu bojo muitos assuntos polêmicos.

Entre as várias questões conhecidas, acreditamos que existe uma que pode ser considerada como principal.

Esta é a definição de quem é umbandista.

Parece uma coisa simples, óbvio, mas não é.

Neste texto vamos procurar estudar um pouco esta questão e desta forma provocarmos a reflexão e o debate sobre esta questão primordial.

Conforme já tivemos oportunidade de escrever em vários textos publicados neste blog os umbandistas não conseguem aceitar as informações pesquisadas e divulgadas pelo IBGE sobre o CENSO ou empresas de pesquisa como o DATAFOLHA.

Em todas estas pesquisas o número de pessoas que se assumem como Umbandistas, sempre é reduzido, atualmente algo em torno de 0,3% da população brasileira.

Os umbandistas então gritam aos quatro cantos que estas informações estão erradas, que o número de umbandistas no Brasil é de milhões de brasileiros, e para isso alguns citam que os Terreiros estão lotados, cheios de pessoas na assistência, que fazem filas na porta.
Alguns mais afoitos acusam estas instituições sérias, de preconceito e perseguição contra os umbandistas.

Outros se lembram das festas de fim de ano, nas praias onde as pessoas se vestem de branco, pulam as sete ondas, bebem muita champanhe, jogam flores ao mar, ao som de muita música e shows pirotécnicos normalmente patrocinados pelo poder público para atrair turistas.

Aqui podemos fazer algumas perguntas:

Será que todas estas pessoas que vão à praia no final de ano são umbandistas?

Será que todas as pessoas que procuram um Terreiro de umbanda são umbandistas?

Será que pelo simples fato de estarem na praia, vestidas de branco significa que são umbandistas?

Será que pelo fato de algumas pessoas serem médiuns, e incorporarem espíritos, são umbandistas?

Quatro questões simples, poderíamos fazer uma lista de perguntas semelhantes, mas vamos parar nestas quatro.

Para que possamos responder estas perguntas precisamos em primeiro lugar definir o que é ser umbandista.

Podemos começar nosso estudo com algumas possíveis definições de quem é o umbandista.

UMBANDISTA É QUEM SEGUE A UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM PRATICA A UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM FREQUENTA UM TERREIRO DE UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM É BATIZADO NA UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM ESTUDA A UMBANDA

UMBANDISTA É QUEM INCORPORA CABOCLO E PRETO VELHO

Naturalmente que pretendemos uma definição racional e lógica.

Neste momento não irá atender nossas necessidades definições como:

Umbanda é paz e amor, então umbandista é quem prega paz e amor.

Umbanda é caridade, então umbandista é quem pratica caridade.

Umbanda é manifestação do espírito para caridade, então umbandista é quem incorpora espírito para prática da caridade.

E outras semelhantes que acabam não servindo para nada, devido a amplidão dos conceitos apresentados na definição.

Naturalmente que todos devem concordar que existe uma relação direta entre as palavras UMBANDISTA e UMBANDA, podemos descartar da definição de UMBANDISTA quem é Candomblecista, Católico, Espírita, Protestante, Judeu, Muçulmano, Hinduísta, Ateu etc…

É fato que o UMBANDISTA deve estar relacionado diretamente com a UMBANDA, o que falta é encontrarmos o elo entre estas duas palavras.

A definição UMBANDISTA É QUEM SEGUE A UMBANDA é muito incompleta, pois é muito difícil nos dias atuais uma doutrina umbandista, que sirva de referência para ser seguida. Sabemos que ainda não possuímos esta doutrina única e que define os limites, as leis da Umbanda, portanto esta definição embora bem simples, deixa muito a desejar.

Outra definição é UMBANDISTA É QUEM É BATIZADO NA UMBANDA, sabemos que várias religiões se utilizam da prática do batismo para vincularem a pessoa aquela religião, por exemplo, o catolicismo; mas na umbanda devido a grande diversidade de ritos e fundamentos existem muitas Casas que não se utilizam do batismo. No Núcleo Mata Verde seguimos uma umbanda iniciática, onde existem graus de iniciação, mas não temos o batismo.

Também podemos argumentar que existem pessoas que foram batizadas, por exemplo, no Catolicismo ou no protestantismo e agora frequentam um Terreiro e foram batizadas na umbanda, será que estas pessoas deixaram de ser católicas?

Ou no caso destas pessoas que foram batizadas na umbanda e agora se afastaram para seguir outra religião, por exemplo, catolicismo ou mesmo o Candomblé, estas pessoas deixaram de ser umbandistas?

Bastaria simplesmente o fato de serem batizadas, mesmo que estejam seguindo outra religião, para garantirem o status de serem umbandista por toda a vida?

Particularmente não acredito nisso, pois sabemos que existem muitas pessoas que passaram pelos Terreiros de Umbanda e hoje batizados em outra religião se tornaram ferrenhos inimigos da umbanda. Na igreja universal encontramos muitos exemplos deste caso.

Então somente o fato de serem batizados não define a condição de Umbandista, ela deve ser complementada por mais uma situação, ou seja, ela deve estar atuando em alguma casa umbandista.

Poderíamos tentar melhorar esta definição escrevendo UMBANDISTA É QUEM É BATIZADO NA UMBANDA E FREQUENTA UMA CASA DE UMBANDA, mas como mencionado acima já sabemos que nem todos os Terreiros utilizam-se do batismo, então ainda não é uma definição completa.

A outra definição apresentada UMBANDISTA É QUEM ESTUDA A UMBANDA também nos parece bem superficial.

Recentemente recebemos uma mensagem de uma pessoa que queria ser umbandista sem frequentar um Terreiro de umbanda, queria somente reunir sua família e estudar a umbanda por alguns livros. O missivista me perguntava se poderia ser enquadrado como um Umbandista.

Foi neste momento que procurei refletir sobre este assunto, sabemos da existência de uma vasta bibliografia umbandista, muitas até conflitantes entre si, mas somente o estudo bastaria?

Particularmente acredito que não.

Para sermos umbandistas, na minha humilde opinião, não basta somente devorarmos livros.

Penso que todos os Pais e Mães devem concordar comigo, não se faz um filho de umbanda sem vivência templária, ou seja, sem viver o dia a dia de um Terreiro.

Com toda a certeza, o estudo nos dias atuais é fundamental, mas somente estudos teóricos não basta para ser um Umbandista.

Comentei ao interessado que o estudo seria a porta de entrada na umbanda, mas ainda não seria suficiente para eles se considerarem umbandistas.

A próxima definição UMBANDISTA É QUEM INCORPORA CABOCLO E PRETO VELHO, e aí incluímos qualquer outra entidade espiritual que se manifesta nos diversos Terreiros de Umbanda, sejam ciganos, marinheiros, baianos, exus etc…

O simples fato de você ser médium e incorporar um espírito qualquer não faz de você um umbandista.

Existem centenas, talvez milhares de pessoas que se encontram nesta condição. Muitas até contrariadas, irritadas por terem que trabalhar na umbanda contra a sua vontade.

São aquelas que ficam pulando de casa em casa, ou se retiram e depois de anos quando a situação "aperta" aparecem para somente darem passagem aos seus "guias" somente para se descarregarem.

Será que estes são umbandistas?

E aqueles que estão nos centros espíritas, sabem que possuem um Preto Velho, um Caboclo e devido as doutrina espírita não permitir dar "passagem" a estas entidades só procuram a umbanda nas necessidades.

Dizem-se ESPÍRITAS ou KARDECISTAS.

Alguns até chegam a afirmar que a umbanda só tem pessoas ignorantes, mas quando a situação aperta, vão correndo visitar uma casa de umbanda para se "descarregarem".

Será que estes são UMBANDISTAS?

Desculpem minha sinceridade, mas não considero que sejam umbandistas.

Ainda não podemos nos esquecer daquelas que colocam placas "TRAGO SEU AMOR EM 21 DIAS", Pai Fulano, incorpora preto velho tal, exu tal, pomba gira tal, umbandista.

Será que este é umbandista?

Para mim somente um vigarista, aproveitador da miséria humana, enganador e que não merece o respeito dos umbandistas. Em minha opinião um caso de polícia.

E aqueles que deixaram a Umbanda para irem para o Candomblé e que continuam a se dizer umbandista.
Os motivos para isso são muitos, mas não deixam de ser parecidos com todos aqueles que deixaram a umbanda e estão na Igreja Universal.

Conheci uma mulher, que se dizia umbandista, mas depois descobri que ela tinha ido para a Nação "fazer a cabeça" segundo ela dizia, e que pediu para o Babá que não queria mais incorporar nenhum guia de umbanda, queria "fechar o corpo", a única exceção é que queria continuar incorporando sua Cigana e sua Pomba Gira, pois gostava muito de ler as cartas e queria continuar com o amparo espiritual das duas.

Eu pergunto, seria esta mulher umbandista?

Atualmente temos algumas pessoas que deixaram a umbanda e foram para a Nação.
Não tenho nada com isso, cada ser humano tem liberdade para seguir a religião que quiser, mas continuar a dizer que é umbandista somente porque "carrega" um Caboclo, Exu ou Pomba Gira e tem que "cuidar" deles, para mim é uma afronta a religião de Umbanda.

Você, meu irmão, foi um Umbandista, hoje você é seguidor do culto de Nação.

Se tivesse escolhido ir para a Igreja evangélica seria um evangélico, mas Umbandista com certeza não é mais.

E aqueles que "tocam" Umbanda em um dia e Candomblé em outro dia.

Desculpem minha sinceridade, isso é uma aberração, inadmissível.

É a mesma situação de querer ser, por exemplo, Evangélico e Católico, ou Judeu e Católico; na realidade quem faz isso não é nem uma coisa nem outra.

Em alguns casos são somente oportunistas, que querem de alguma forma viver da religião, ou pessoas com sérios problemas emocionais.

Todas as religiões são boas, mas não é possível andar com os pés em duas canoas; pertencer ao mesmo tempo a egrégoras diferentes, com fundamentos diferentes e contraditórios.

É como ser torcedor do Palmeiras e do Corinthians, ou pertencer ao Partido Comunista e ao Partido Nazista.

Naturalmente que estamos nos referindo aos dirigentes, aos Sacerdotes.

Ou você é um Sacerdote Umbandista ou um Sacerdote de Nação, saia logo de cima do muro e defina um caminho em sua vida espiritual.

Deixamos por último a definição UMBANDISTA É QUEM FREQUENTA UM TERREIRO DE UMBANDA.

Aparentemente parece ser a mais perfeita, mas o fato de frequentar um Terreiro não significa que a pessoa é Umbandista.

Vamos pensar um pouco sobre esta questão.

Quem frequenta um Terreiro de Umbanda?

Podemos dizer que existem dois tipos de pessoas:

1)As que frequentam na assistência, os visitantes.

2)Aquelas que "vestem branco", os filhos da casa, os membros da casa.

Acredito que todos devem concordar que existe uma diferença enorme entre estes dois tipos de frequentadores do Terreiro.

Todos sabem que as portas de um Terreiro de Umbanda estão abertas a todos os necessitados, mas sabemos que as pessoas que procuram um Terreiro de umbanda procuram a Umbanda com os mais diversos interesses.

Muitos buscam a umbanda, como se estivessem buscando um comercio. Querem somente soluções para seus problemas e na grande maioria são problemas de ordem material.

Outros buscam a umbanda para soluções espirituais, depois de procurarem em sua religião e não conseguirem resultados.

Assim que conseguem alguma melhora regressam para sua vida mesquinha.

Alguns negam categoricamente que tenham buscado ajuda em uma casa de umbanda.

Estes possuem muitas origens. Estamos cansados de receber Espíritas, Católicas, Evangélicos, Budistas que chegam aos frangalhos em nossa casa, quando se equilibram, viram as costas para a umbanda e guardam em segredo que um dia pisaram dentro de um Terreiro de Umbanda.

A Ingratidão é muito grande na assistência dos Terreiros de Umbanda.

Não podemos nos esquecer dos materialistas e ateus que procuram a umbanda somente porque seus negócios não estão indo bem, querem somente "comprar" ajuda para ganharem mais e pouco se importam com os princípios espirituais.

A outra parte dos frequentadores do Terreiro são os filhos da casa.

São os membros do Terreiro, normalmente contribuem com alguma ajuda financeira para que o Terreiro possa funcionar, passaram pelos rituais internos da casa, frequentam regularmente e assiduamente as reuniões, devem ter um comportamento exemplar conforme os ensinamentos da casa.
Possuem funções dentro do ritual de umbanda e podem ser médiuns de incorporação, Cambones, Ogãs ou outras denominações regionais.

Na minha humilde opinião, estes são os VERDADEIROS e ÚNICOS Umbandistas.

Podemos então agora buscar uma definição mais precisa para a pergunta proposta no início do texto.

UMBANDISTA É QUEM FREQUENTA UM TERREIRO DE UMBANDA E POSSUI FUNÇÕES DENTRO DO RITUAL.

Lembramos que e expressão "TERREIRO" simboliza um "ESPAÇO SAGRADO" onde se realiza um trabalho espiritual de umbanda, que pode ser na mata, na praia, na garagem ou em um imóvel dedicado a esta finalidade, independente da quantidade de pessoas existentes no ritual com ou sem a presença da assistência.

Saravá!

São Vicente, 29/06/2013
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde


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