Julho 2013 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

30 de julho de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Ingratidão - Duas Faces da Mesma Moeda , Artigos Interessantes ,

Ingratidão - Duas Faces da Mesma Moeda

Ingratidão - Duas Faces da Mesma Moeda

A gratidão é o sentimento positivo e harmonizador pelo qual reconhecemos o bem que outro nos proporcionou. Expressa por emanações energéticas de luminosidade. Já a ingratidão, é o oposto.


No admirável fenômeno de cura orgânica dos dez leprosos, patenteiam-se a ingratidão dos beneficiados e a interrogação do Mestre, diante daquele que havia retornado para agradecer:
—"Onde estão os outros? —Não foram dez os curados?" Nove se haviam ido, apressados, para o gozo e a algaravia, recuperados por fora, sem libertação da doença interna, que desaparecia somente a partir do momento em que fossem agradecer, modificando-se psicológica e moralmente.


Quando sofremos ingratidão, devemos entender que o ingrato, devido a sua condição evolutiva, ainda não está preparado para receber o benefício. Ou, pode ser que nós estejamos apenas, sofrendo a ingratidão que um dia também já praticamos.


Quando o benfeitor compreende: perdoa. Neste caso, cresce espiritualmente ao exercitar o entendimento e a humanidade. Estou praticando os ensinamentos de Jesus, “fazer o bem sem olhar a quem, que a mão direita não saiba o que faz a esquerda”, ou seja sem esperar recompensas.


Quando me magôo e sofro com a ingratidão há uma queda de nível vibratório que me fragiliza, tornando-me suscetível a Espíritos sofredores. Quando eu reajo e revido ao ingrato, entro na mesma frequência vibratória do ingrato, torno-me igual a ele e assimilo a ação dos obsessores espirituais. O que traz enfermidade física ou psíquica.


Aprenda a valorizar nas pessoas suas marcas positivas. Lembre-se de que cada um dá o que tem, o que pode oferecer. Uns oferecem o ácido da traição, o engodo da hipocrisia, o fel da ingratidão, pois é o que alimentam na alma.


O seu prêmio é poder servir ao próximo. Deus confiou-nos a tarefa de ajudar. E quando a realizamos com amor e responsabilidade, plantamos sementes, que posteriormente darão frutos que alimentarão a nossa alma. É a lei de Ação e Reação. Colheremos o que plantarmos.


Sofremos diante de uma ingratidão. Mas e quando o ingrato somos nós?
Quantas vezes retribuímos um benefício com desdém, indiferença e ingratidão. Quantas vezes, ao recebermos ajuda, ao invés de agradecer, achamos até que foi pouco, que as pessoas tinham a obrigação de fazer mais. E se a ajuda é de um parente então, achamos que realmente tinha a obrigação de fazê-la.


Quando somos Ingratos estamos desvalorizando em nós a nossa capacidade de receber.


Quantos de nós chegamos a uma casa espírita, ou um terreiro, amparados pela Espiritualidade amiga, num momento de dor e sofrimento; desesperados e sem forças.
Depois de algumas semanas ou meses de tratamento, sentimos –nos revigorados, deixamos então o local sem se quer agradecer. Ou pior, quando já fortalecidos passamos a julgar, a criticar o local, achando que não fui suficientemente bem atendido.
Esqueço que outros mais precisados requerem maiores cuidados, esqueço que se já consigo caminhar com minhas próprias pernas é para que agora eu faça pelos os outros, o que fizeram por mim. Retribuir ao próximo a benção que recebi, é a melhor forma de sermos gratos.


Jesus disse: ”O que fizeres aos pequeninos é a mim que o fareis.” Ser ingrato com o próximo, é ser ingrato com Deus, que através de seus mensageiros, sejam encarnados ou não, vêem ao nosso socorro quando precisamos.


Provavelmente os médiuns, depois de anos de trabalho mediúnico, sentem na pele a ingratidão, as tristezas, as magoas, as injustiças, as críticas, os desânimos, a vontade de desistir...
No trabalho mediúnico deve haver perseverança, responsabilidade e amor, principalmente nos momentos difíceis. Se um dia eu tiver que deixar a casa espírita, que me acolheu, que eu saia com a certeza de dever cumprido, com a certeza de ter feito o melhor que podia e principalmente com o coração cheio de gratidão.


“Quem se atreve a praticar o bem e a caridade, deve estar preparado para enfrentar a ingratidão”.
“A gratidão deve ser talhada em uma pedra para que vença o tempo. Já a ingratidão deve ser escrita na areia, para que o vento e água, a apague o mais depressa possível”.

Márcia Petrin 


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29 de julho de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Os Orixás na Umbanda , Orixás na Umbanda ,

Os Orixás na Umbanda



A Umbanda foi formada com bases na simplicidade em que os antigos povos cultuavam Deus, para eles, Ele era o sol que germinava as sementes lançadas na terra, era a própria terra que alimentava e dava vida às sementes, era a chuva bendita que vinha do céu para molhar a terra fazendo crescer as plantações e matar a sede enchendo seus poços de água. Conseqüentemente, com isso para eles a natureza era sagrada, encontravam Deus em todos os lugares e toda a manifestação da natureza era uma manifestação Divina.

Os Orixás, divindades da Umbanda, representam essas forças da natureza, são as personificações de seus elementos cósmicos, nem os índios nativos nem os povos africanos adoravam a natureza em si, mas sim as potências energéticas associadas aos muitos aspectos desta natureza viva, por exemplo: “Yemanjá” não é a água do mar, mas a concretização em nível físico de sua energia. As entidades que se manifestam nos Terreiros de Umbanda não são essas potências energéticas da natureza, mas espíritos evoluídos que atuam no plano vibracional e dominam cada uma destas potências ou elementos.

Os Orixás, na Umbanda sendo agentes divinos que regem e manipulam cada uma dessas forças, têm seu ponto de força ou santuário natural onde devemos evocá-los e entrar em contato mediúnico, para buscarmos forças para o desenvolvimento de nossos trabalhos e estender os laços de união que nos unem a eles, nossos guias espirituais. O mar é o ponto de força de Yemanjá, as cachoeiras de Oxum, as matas de Oxóssi, as pedreiras de Xangô e Iansã, os campos abertos de Oxalá, os caminhos de Ogum, os jardins a beira-mar e cachoeiras dos Erês, os cemitérios de Omulú e as encruzilhadas dos Exus; aqui enumeramos os principais pontos de força dos Orixás e de algumas das entidades que trabalham na Umbanda.

A Umbanda é um movimento espiritual que sempre esteve ativo, muitas das vezes com nomes diferentes, mas sempre ativo. Cultuar os Orixás na natureza, nada mais é do que reconhecer a onde à árvore da vida dá seus melhores frutos. Os Orixás que se manifestam na umbanda são os regentes e ativadores das forças que habitam a natureza, o adepto é seu intermediário. O Orixá regente vai abrindo a cada mediador a cortina sobre seu poder de atuação no mundo espiritual e material de forma gradual, pois ainda não é o tempo de se levantar o véu de luz que oculta os grandes mistérios sagrados.

A origem do culto dos Orixás na Umbanda provém dos Negros Africanos que foram presos e trazidos escravizados para o Brasil. Devemos lembrar que a África não é um País e sim um continente e que os Negros em questão vieram de diferentes Nações Africanas, que tinham suas particularidades quanto aos cultos a seus "deuses". Podemos citar os Nagôs ou Yorubás que habitavam regiões da atual Nigéria, Benin, Togo e Gana com o culto aos Orixás; os Bantos, trazidos da região do Congo e Angola com o culto aos Nkises e os Jeje (Fon) vindos da atual República Popular do Benin com o culto aos Voduns. Eles aqui de certa forma unificaram sua cultura e reorganizaram os cultos originais ao novo ambiente e situação, ficando mais difundida a cultura e religião dos Yorubas devidos o fato desses terem sidos escravizados nos períodos mais brandos da colonização Portuguesa, tendo assim mais liberdade quanto sua cultura e religião.

Estudos mostram que no continente Africano existiam de 600 a 1700 Orixás e que para o Brasil vieram cerca de 50 Orixás, onde apenas 16 sobreviveram nos Cultos de Nação, Candomblé. A Umbanda organizou as "manifestações divinas" em setes elementos principais, ou sete linhas, designados a sete Orixás Básicos que se manifestam em nível de terreiro, ou seja, de incorporação, sendo eles:

 Ogum;

 Yemanjá;

 Oxóssi;

 Xangô;

 Iansã;

 Oxum; e

 Omulú.

Importante ressaltar que na Umbanda não incorporamos o Orixá, mas sim os seus enviados, falangeiros ou representantes, que são espíritos evoluídos que trabalham na manipulação ou no nível vibracional de cada uma dessas forças da natureza.

Podemos perceber também, a manifestação dos Orixás no ser humano através de seu caráter e atitudes, onde Yemanjá corresponde a nossa necessidade familiar e de amor fraternal; Ogumcorresponde a nossa necessidade de energia, defesa, determinação e tenacidade; Xangô corresponde a nossa necessidade de discernimento, justiça, estudo, raciocínio concreto e metódico; Iansã corresponde a nossa necessidade de mudança, deslocamentos, transformações materiais, avanços tecnológicos e intelectivos; Oxóssi corresponde a nossa necessidade de saúde, nutrição, expansão, energia vital, equilíbrio fisiológico; Oxum corresponde a nossa necessidade de equilíbrio emocional, concórdia, amor, complacência e reprodução; e Omulú corresponde a nossa necessidade de compreensão de carma, de regeneração, de evolução, transformações e transmutações carmicas.

Não incluímos Oxalá na relação de Orixás Básicos por considerá-lo acima dos demais Orixás e por também considerá-lo a conjugação de todos os demais Orixás, energia primária e original emanada de Olorum, Deus, o criador de todas as Coisas. Portanto Oxalá não é Orixá Básico, conseqüentemente não é regente de Ori (coroa) de médium nenhum na Umbanda, todos somos Filhos de Oxalá. Além do mais estamos falando em manifestações em nível de terreiro e na Umbanda ninguém incorpora Oxalá. Alguns se referem a Ele como Orixá Maior.

Há uma grande discussão em debate são as divergências quanto aos dias da semana de culto de cada Orixá, vemos essa diversidade em muitos terreiros. Para entrarmos nessa discussão teremos que lembrar que existem certas "verdades universais" que permeiam a humanidade desde seu surgimento na Terra. O homem sempre reconheceu uma força superior a ele que controla, mantêm e sustenta o mundo a sua volta. Esta força foi desmembrada em vários "deuses" pela manifestação sentida através da natureza, já que o homem sempre teve uma relação com a natureza, seus fenômenos e riquezas. Logo as forças da natureza cultuadas, de uma forma geral, não se modificam apenas se adaptam conforme a visão, cultura e evolução de cada povo.

Os Yorubás/Nagôs, nação que teve maior influência nos Cultos Afro-brasileiros, eram um povo da floresta, pouco se interessaram pelos astros, que ocuparam posição importante nos sistemas religiosos de povos que viviam em lugares abertos e altos. Para os Yorubás, as florestas e os rios eram mais importantes que a lua ou as estrelas. Sua semana de quatro dias não tem relação com as fases da lua, que em muitos povos originou a semana de sete dias. Vejamos então a Semana Yorubá/Nagô:

 1º dia: Ojó Awo – é o dia da consulta a Ifá.

 2º dia: Ojó Ogún – é o dia das conquistas e lutas.

 3º dia: Ojó Jàkúta – é o dia da justiça.

 4º dia: Ojó Obàtálá – é o dia de reverência a Oxalá.

Na maioria dos terreiros de Umbanda segue-se um modelo que foi adaptado pelos Negros Africanos, já que seu calendário era diferente do nosso, e apesar de algumas mudanças pela influencia de outras Nações, ficou um modelo meio que padrão que teve uma tendência há modificar um pouco mais com o surgimento das sete linhas de Umbanda, conforme a fundamentação e as raízes de cada Terreiro.

Por exemplo: Iansã sofre mudança, se a casa entender que ela faz parte da linha de Xangô seu dia será quarta-feira e se for da linha das Yabás no sábado; se for à linha das Almas, mas difícil de ser associada, será segunda-feira. Outros colocam Yemanjá no domingo por associá-la ao lar, as crianças e a família. Na Kimbanda, que também segue as tradições Angolanas, instituiu-se o dia de Exu, Pomba-gira e Ciganos na sexta-feira. Ficando então os Orixás e as linhas de trabalho distribuídos da seguinte forma:

· Segunda Feira – Omulu, Iansã, Almas, Pretos Velhos e Exus

· Terça feira – Ogum

· Quarta Feira – Xangô, Iansã, Baianos e Boiadeiros

· Quinta feira – Oxóssi e Caboclos

· Sexta feira – Oxalá, Exús, Pomba-giras e Ciganos

· Sábado – Oxum, Iansã e Yemanjá

· Domingo – Ibeji (Erês/Crianças), Yemanjá e Oxalá

Com um estudo mais aprofundado, observamos que muitos como a cultura greco-romana, os povos do Egito, da Babilônia e Mesopotâmia, assim como os Maias, Astecas e Incas na América, observavam esses astros errantes e também cultuavam Deus em suas manifestações através das forças da natureza e associavam esse potencial a esses astros, os nomeando pelos nomes dos seus "deuses". A Astrologia e a Ciência vieram mais tarde fundamentar esses cultos, nos mostrando as influências dos astros na natureza, onde podemos citar como um exemplo a influência da Lua nas marés, provando assim que o Universo se interage num tudo.

Seguindo essa linha de raciocínio e admitindo que uma dessas "verdades universais" é que Deus é único e que se apresenta diferentemente para cada povo de acordo com sua cultura, seu grau de evolução e entendimento, podemos observar que as características, arquétipos de cada Orixá e das várias divindades de outras culturas são muito parecidas se diferenciando apenas nos nomes e nas formas de culto.

Os gregos criaram um período de sete dias para seus sete planetas/deuses, período que hoje conhecemos como semana. Observamos que hoje em muitas línguas, esses dias são nomeados com os nomes dos planetas onde o primeiro dia é dedicado ao Sol, o segundo a Lua, depois Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus, e o sétimo a Saturno, e assim de acordo com sua característica e dia vejamos no quadro abaixo como ficaria o dia de cada Orixá:


Planeta (Nome Romano)
Planeta (Nome Grego)
Orixá
Dia da Semana
Sol
Apolo
Oxalá
Domingo
Lua (Diana)
Artêmis
Yemanjá
Segunda
Marte
Ares
Ogum
Terça
Mercúrio
Hermes
Xangô
Quarta
Mercúrio
Hermes
Iansã
Quarta
Júpiter
Zeus
Oxóssi
Quinta
Vênus
Afrodite
Oxum
Sexta
Saturno
Crônus
Omulú
Sábado


Sabemos que esse tema é polêmico, mas essa polêmica se faz necessária, nossa intenção aqui é estimular o debate sobre o assunto.

Quem ainda não consegue entender a riqueza das diversidades das tradições e raízes de cada povo e as influencias das várias nações africanas nos diversos cultos vigentes no Brasil, jamais conseguirá entender a Umbanda com clareza, pois para eles, os Orixás, ou como carinhosamente os chamamos, nossos guias e mentores, pouco-lhes importam como os denominamos e em qual dia vamos reverenciá-los.

Oremos e pedimos a Oxalá que permita a cada mediador dentro do ritual da Umbanda, procurar se elevar moralmente e buscando expandir seus conhecimentos, sempre fortalecendo o elo de comunicação com seu mentor espiritual, manifestado e personificado na forma de um Orixá, se integrando cada vez mais com ele, podendo assim, através dele, irradiar a luz e a força de Deus, transmitindo suas energias reparadoras e mensagens de amor através da Caridade.


Fonte: estudodaumbanda.wordpress.com


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28 de julho de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Uso de Ferramentas pelos Guias Espirituais , Ritualísticas ,

Uso de Ferramentas pelos Guias Espirituais

material dos guias na umbanda



Muitos guias espirituais usam ferramentas para absorver energias condensadas, atrair ou projetar ondas vibratórias, descarregar os médiuns e os consulentes de energias negativas, etc.


Para muitos que desconhecem os fundamentos da Umbanda, para os que estão iniciando na religião ou mesmo para aqueles que estão apenas visitando um terreiro para tomar um passe, as ferramentas utilizadas pelos guias aparentam ser apenas adereços e símbolos para chamar a atenção e tornar o ritual cheio de pompas.
Mas tudo na Umbanda tem sua razão de ser e existir. Nada é por acaso.
Antes de explicar para que servem as ferramentas utilizadas pelos guias espirituais, vamos conhecer algumas:


Pretos Velhos: cachimbo, bengala, rosário, terço, figa, crucifixo, lenço, xale, chapéu de palha, cigarro de palha, etc.
Exu: tridente, corrente, marafo, charuto, cigarro, capa, cartola, guias de aço, etc.
Pombo Gira: batom, cigarrilha, anéis, colares, saias, lenços, jóias, etc.
Caboclos de Oxossi: penachos, cocares, arco e flecha, charuto, cuia, etc.
Caboclos de Ogum: lança, espada, elmo, espada de São Jorge ou Ogum, etc.
Caboclos de Xangô: oxé (machado de pedra de duas pontas), pedras, charuto, etc.
Baiano: chapéu, cigarro de palha, badulaques, coco verde, facão, etc.
Marinheiro: boné branco, copo com pinga, cigarro, cordas, etc.
Boiadeiro: chicote, chapéu, cinto, lenço, etc.
Cigano: baralho, lenço, incenso, pedras, jóias, almofadas, etc.
Erês: brinquedos, bexigas, doces, bebidas, óculos coloridos, bonés, saias, etc.

Há outras linhas de trabalho nos terreiros, por isso enumeramos as mais conhecidas com apenas algumas ferramentas que cada uma delas utiliza, cada qual com sua devida utilidade não servindo apenas como mero adereço, como um batom, por exemplo.

Para que servem as ferramentas?
Algumas ferramentas como chapéus, cocares, capas, saias, etc., servem como proteção ao médium girante; outras como bengalas, tridentes, espadas, flechas, etc., servem como um meio para descarregar o médium ou o consulente; e há também as ferramentas como incenso, jóias, pedras, coco verde, doces, bebidas, etc., que servem para atrair e carregar o médium girante com energia positiva, ajudando no seu fortalecimento, equilibrando-o e acalmando-o.

Não há uma regra com relação à função de cada ferramenta, pois os guias utilizam a mesma ferramenta para diversos usos, dependendo de sua vontade e do objetivo que ele quer atingir, como por exemplo, a bengala do preto velho pode descarregar o médium, mas também pode servir como meio para atrair energia positiva e carregar o médium.

Como são utilizadas as ferramentas?
Cada guia espiritual utiliza a ferramenta de acordo com seu fundamento e axé e há variação no uso ou no tipo de ferramenta até mesmo entre guias de mesma linha - como a linha de caboclos Pena Branca, onde um caboclo pode utilizar um cocar e outro utilizar apenas uma cuia com água e mel. O médium girante também influencia na escolha da ferramenta, pois o seu corpo é um transmissor e receptor de energias, mas a facilidade por onde “entra e sai” energia do seu corpo (que pode ser através das mãos ou dos pés ou da cabeça ou do tronco, etc.) é o que ajuda o guia a definir qual ferramenta utilizar.

Para fazer o uso das ferramentas iremos descrever - com linguagem humana - como um (a) preto (a) velho (a) faz uso das mesmas:

I. Chapéu de palha, lenço, xale, etc.
a. Energia positiva: atrai bons fluídos e energia para a coroa do médium.
b. Energia negativa: protege a coroa do médium de vibrações negativas que estão no ambiente e ainda não foram processadas durante o ritual.
II. Cachimbo, cigarro de palha, cigarro, etc.
a. Energia positiva: o odor do fumo sendo queimado atrai bons fluídos ao médium e ajuda na concentração.
b. Energia negativa: queima os miasmas do corpo do médium e dos consulentes.
III. Rosário, terço, figa, crucifixo, guia de contas, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina para ser repassado ao médium ou aos consulentes. Também serve como meio para o médium se concentrar no trabalho do guia.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente sendo descarregada quando a ferramenta é jogada ao chão ou quando ela quebra.
IV. Bengala, espada de Ogum, lança de Ogum, galho de guiné, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina para ser repassado ao médium ou aos consulentes.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente sendo descarregada quando a ferramenta é batida no chão.
V. Comidas e bebidas como café, bolo de fubá, mandioca, arroz, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina para ser repassado ao médium ou aos consulentes.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente sendo descarregada quando descartado (cuspido) no “cuspidor”.
VI. Tapete de folhas, tapete de palha, chinelo de palha, etc.
a. Energia positiva: concentra energia positiva e fluído de essência divina localizado no congá para ser repassado ao médium ou aos consulentes.
b. Energia negativa: concentra energia negativa que está no corpo do médium ou do consulente sendo descarregada quando o guia bate os pés e ou as mãos contra a ferramenta ou contra o chão.

Para deixar bem claro, quem direciona o tipo de energia, positiva ou negativa, para a ferramenta é o guia espiritual, pois é ele que está visualizando o excesso ou a falta dessas energias, é ele que sabe como manipular essas energias, sem afetar o médium ou o consulente.

Mas quem é que define as ferramentas que os guias utilizarão nos trabalhos?
Os próprios guias!

Por mais “legais e belas” que achamos algumas ferramentas, e até gostaríamos de presentear nossos guias, somente os guias é que pedirão, ou não, as ferramentas. Somente os guias é que sabem quais as ferramentas que eles mesmos utilizam e se são ou não necessárias. Há casos em que alguns terreiros proíbem o uso de ferramentas pelos guias, mas é claro que os guias sabem dessa “proibição” e por isso, manipulam as energias de outras maneiras, reforçando o direcionamento das energias para assentamentos ou para o altar, por exemplo.

E se o médium girante quiser presentear um guia espiritual com uma ferramenta? E se um consulente presentear o guia espiritual de um médium com uma ferramenta?
Quando decidimos presentear um guia espiritual que trabalha conosco, através do uso de nossa mediunidade, o melhor que se tem a fazer é perguntar para ele (ou pedir para que outra pessoa pergunte para o guia) se o presente será útil ou será uma coisa para atrapalhar. Acredite: se o guia precisar de uma ferramenta ele pedirá ao médium ou ao cambone do médium girante, e às vezes, o que chamamos de “intuição”, como num caso desses, pode ser apenas uma “vaidade” de nossa parte. Todo cuidado é pouco.
Se um consulente resolve presentear o guia espiritual devemos ter em consciência o seguinte caso: a consulta com o guia espiritual é gratuita, logo um presente pode caracterizar, indiretamente, como pagamento por um “serviço bem feito”. A vaidade do médium também pode ser exacerbada com este ato. O procedimento neste caso é: alertar para que os consulentes não ofereçam presentes aos guias espirituais, mas caso aconteça, o consulente deve oferecer o presente diretamente para o guia que saberá o que fazer com o presente.

E para finalizar este texto, uma dúvida de muitas pessoas é: uma guia de contas estourou durante a gira, isso foi descarrego?
Sim e não. Sim se o médium estava muito carregado negativamente e a única ferramenta que estava em seu poder era a guia de contas, daí, em decorrência do excesso de energia ela pode estourar. Porém não é sempre que uma guia de contas estoura em decorrência do excesso de energia. O médium constantemente molha a guia de contas em banhos de firmeza, amaci e até mesmo com o próprio suor. Alguns colocam as guias para energizar com a luz solar ou com a luz lunar. Esse processo de molhar e secar a guia por diversas vezes faz com que o fio de nylon da guia de contas não suporte tanta variação e quebre, e claro, como o médium só utiliza a guia de contas em dias de gira, é nesse momento que vai haver o “estouro” da mesma, e isso não é descarrego.

Newton Carlos Marcellino


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25 de julho de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Os Anjos Guardiães , Estudos da Doutrina Espírita ,

Os Anjos Guardiães

Comunicação espontânea obtida pelo senhor L.., um dos médiuns da Sociedade.



É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos pelo seu encanto e pela sua doçura: a dos anjos guardiães. Pensar que se tem, junto de si, seres que vos são superiores, que estão sempre aí para vos aconselhar, vos sustentar, para vos ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são amigos mais seguros e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possa contrair nesta Terra, não é uma ideia bem consoladora? Esses seres estão aí por ordem de Deus; foi ele quem os colocou junto de nós, e estão aí pelo amor dele, e cumprem, junto de nós, uma bela mas penosa missão. Sim, em qualquer parte que estejais, ele estará convosco: os calabouços, os hospitais, os lugares de deboche, a solidão, nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma sente os mais doces impulsos e ouve os sábios conselhos.



Por que não conheceis melhor essa verdade! Quantas vezes ele vos ajudou nos momentos de crise, quantas vezes vos salvou das mãos de maus Espíritos! Mas, no grande dia, esse anjo do bem terá, freqüentemente, a vos dizer: "Não te disse isso? E tu não o fizeste. Não te mostrei o abismo, e tu nele te precipitaste; não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade, e não seguiste os conselhos da mentira?" Ah! questionai vossos anjos guardiães; estabelecei, entre ele e vós, essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos. Não penseis em não lhes ocultar nada, porque são o olho de Deus, e não podeis enganá-los. Sonhai com o futuro, procurai avançar nesse caminho, vossas provas nele serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Ide! homens de coragem; lançai longe de vós, uma vez por todas, preconceitos e dissimulações; entrai no novo caminho que se abre diante de vós; caminhai, caminhai, tendes guias, segui-os: o objetivo não pode vos faltar, porque esse objetivo é o próprio Deus.



Àqueles que pensam que é impossível a Espíritos verdadeiramente elevados se sujeitarem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas estando a vários milhões de léguas de vós: para nós o espaço não é nada, e mesmo vivendo em um outro mundo, nossos espíritos conservam sua ligação com o vosso. Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas estejais seguros que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças, e que não vos abandonou sozinhos na Terra, sem amigos e sem sustentação. Cada anjo guardião tem o seu protegido, sobre o qual ele vela, como um pai vela sobre seu filho; ele é feliz quando o vê seguir o bom caminho, e geme quando seus conselhos são desprezados.

Não temais nos cansar com vossas perguntas; ficai, ao contrário, em relação conosco: sereis mais fortes e mais felizes. São essas comunicações, de cada homem com seu Espírito familiar, que fazem todos os homens médiuns, médium ignorados hoje mas que se manifestarão mais tarde, e que se espalharão como um oceano sem limites para refluir a incredulidade e a ignorância. Homens instruídos, instruí; homens de talento, elevai vossos irmãos. Não sabeis que obra cumpris assim: é a do Cristo, aquela que Deus vos impôs. Por que Deus vos deu a inteligência e a ciência, se não para partilhá-las com vossos irmãos, certamente para avançá-los no caminho da alegria e da felicidade eterna.
São Luís, Santo Agostinho.

Nota. - A doutrina dos anjos guardiães, velando sobre seus protegidos, apesar da distância que separa os mundos, nada tem que deva surpreender; ela é, ao contrário, grande e sublime. Não vedes sobre a Terra, um pai velar sobre seu filho, embora dele esteja distante, ajudar com seus conselhos por correspondência? Que haveria, pois, de espantoso que os Espíritos possam guiar aqueles que tomam sobre sua proteção, de um mundo ao outro, uma vez que, para eles, a distância que separa os mundos é menor que aquela que, na Terra, separa os continentes?

Revista Espírita, janeiro de 1859



Prece aos Anjos Guardiães 

Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir aos homens e conduzi-los pelo bom caminho, amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus Espíritos que tentariam induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderia impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo. Vós, sobretudo, meu Anjo Guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, Espíritos Protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas segundo a vontade de Deus.

Meu Deus, permiti que os Bons Espíritos que me assistem possam ajudar-me, quando me achar em dificuldades, e amparar-me nas minhas vacilações. Senhor, que eles me inspirem a fé, a esperança e a caridade, que sejam para mim um apoio, uma esperança e uma prova da Vossa misericórdia. Fazei, enfim, que eu neles encontre a força que me faltar nas provas da vida, e para resistir às sugestões do mal, a fé que salva e o amor que consola.

Espíritos amados, Anjos Guardiães, vós a quem Deus, na sua infinita misericórdia, permite velarem, pelos homens, sede o nosso amparo nas provas desta vida terrena. Dai-nos a força, a coragem e a resignação; inspirai-nos na senda do bem, detendo-nos no declive do mal; que vossa doce influência impregne as nossas almas; fazei que sintamos a presença, ao nosso lado, de um amigo devotado, que assista os nossos sofrimentos e participe das nossas alegrias. E vós, meu Anjo Bom, nunca me abandoneis. Necessito de toda a vossa proteção, para suportar com fé e amor as provas que Deus quiser enviar-me.

Fonte: www.mensagemespirita.com.br


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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Caboclo Flecheiro , Linhas de Trabalho na Umbanda ,

Caboclo Flecheiro



caboclo flecheiro umbanda



Caboclo flecheiro da pele morena pintada de sol;

A tua flecha certeira me aponta o caminho, me ajuda a desviar dos espinhos e das armadilhas me livra zunindo me guia pela noite e pelo dia.


Caboclo que vive na mata é espírito que canta, assovia a canção do vento e em seus braços serenos me faz descansar.


Caboclo quando vem da mata trabalhar, faz o coração acelerar, o sangue nas veias correr depressa e todo o corpo estremecer e balançar.


Sua presença é forte, seus passos não vacilam, seu olhar é profundo, sua voz a mais bela cantiga a nos embalar com suas palavras doces feito o mel da mata que sacia nossa fome espiritual.


Caboclo flecheiro, em tuas mãos eu deposito as minhas a fim de que me abençoes, me protejas e guie pelas longas estradas da vida que ainda haverei de trilhar, seja na Terra, ou no espaço infinito, eu conto contigo, guerreiro amigo da pele morena colorida de sol.


E na Umbanda iluminada, gira Caboclo, traz a benção da tua força, da doçura de tuas palavras sempre sábias e nos ensine a assoviar as cantigas que nos ajudem a encontrar a fé, o amor e a esperança.


Caboclo flecheiro, das matas, dos rios, das cachoeiras e do mar sem fim, caminha comigo, faz com que te ouça no canto dos pássaros, no som da nascente do rio e nas asas da águia me leva contigo para que junto a ti eu possa estar um pouco mais perto de Deus.



Anna Ponzetta






Vídeo: Ponto Caboclo Flecheiro


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24 de julho de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , A Umbanda - Por Leonardo Boff , Umbanda ,

A Umbanda - Por Leonardo Boff

A Umbanda - Por Leonardo Boff


Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.



O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.

Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando- nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que a natureza do espiritual exige.

Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs. Como se dizia nos primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de marginalizados, “os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores”.

Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu diga tudo isso que escrevi. Apenas respondo: um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos. Deus desborda de nossas cabeças e dogmas.

Leonardo Boff

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21 de julho de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , HOMENAGEM TULCA À MAMÃE OXUM - 2013 , Fotos ,

HOMENAGEM TULCA À MAMÃE OXUM - 2013

Homenagem Tulca à Mamãe Oxum


Homenagem Tulca à Mamãe Oxum


Homenagem Tulca à Mamãe Oxum


A ti prestamos homenagem, Mamãe Oxum, com a simplicidade e o amor que a Umbanda nos ensina! Obrigada pelas tuas bençãos no aniversário de 2 anos da nossa Tenda, que cresce firme nos propósitos de Luz e Caridade a todos que compartilham conosco a bem-aventurança do axé dos nossos queridos Orixás e amados Guias! 

Nota: O reflexo azul da imagem foi dado naturalmente pelas câmaras fotográficas, o que entendemos ser a confirmação da cor azul, adotada para representar a Orixá Oxum em nossa Tenda.


ORA IÊ IÊU, MAMÃE OXUM!
SALVE O DIA 16 DE JULHO!
FAMÍLIA TULCA


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18 de julho de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Pretos Velhos, Índios e Caboclos (Visão Espírita) , Artigos Interessantes ,

Pretos Velhos, Índios e Caboclos (Visão Espírita)

Pretos Velhos, Índios e Caboclos (Visão Espírita)


Praticamente nasci e cresci na casa espírita, onde, desde cedo percebi atitudes discriminatórias com relação aos chamados espíritos de índios, caboclos e pretos velhos. Vistos como “irmãos inferiores” dentro da escala evolutiva, ainda hoje, esses espíritos continuam a usar a “entrada de serviço” ao chegarem aos centros. A velha visão “eurocêntrica” tão comum aos europeus da época de Allan Kardec, continua a ser aceita sem restrições no meio espírita. E isso, porque nós espíritas alardeamos aos quatro cantos do mundo que o espiritismo é uma doutrina científica e progressista.

Infelizmente, contrariando o próprio codificador, muitos espíritas têm os livros da codificação como infalíveis e inquestionáveis. Alguns conceitos contidos nas obras básicas – e isso não é motivo para termos vergonha -, necessitam ser atualizados em caráter de urgência. Se não o fizermos, correremos o risco de cairmos no ridículo. As reações a essa re-leitura do pensamento de Allan Kardec – por parte de setores conservacionistas e fundamentalistas do movimento -, causam prejuízos que já podem ser sentidos: o ortodoxismo importado de outras religiões que, em muitos aspectos, soa como dogmatismo.

Muitos articulistas espíritas quando abordam essas questões fazem verdadeiros malabarismos a fim de explicarem o inexplicável. A minha admiração por Allan Kardec reside justamente no fato de ele ter sido um homem como outro qualquer. Deixou uma inestimável contribuição ao pensamento humano, porém, sofreu as limitações impostas pela época em que viveu, pensou e escreveu. Isso, não é nenhum desdouro. De que adiantou Kardec ter dito que o espiritismo deveria sempre acompanhar a ciência? De que fé inabalável somente seria aquela capaz de encarar a razão face a face? Observemos os textos abaixo transcritos:

“Com efeito, seria impossível atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que mal se distinguem dos macacos, que aos chineses, e ainda menos aos europeus civilizados” (Allan Kardec – A Gênese). Ou, ainda em Obras Póstumas, quando trata da “Teoria da beleza”: “O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino”.

Espírita honesto algum, em sã consciência, pode negar que em A Gênese, e em Obras Póstumas, ao se expressar sobre os negros e chineses, Kardec deixa escapar conceitos nitidamente preconceituosos. Preconceituosos sim, mas não racistas, como querem fazer acreditar alguns detratores mal intencionados da doutrina espírita. Entretanto, para os europeus do século 19, a Europa era, sem dúvida, a “última coca-cola gelada do deserto”. Deveria ser, assim, o parâmetro para se avaliar todas as demais culturas do mundo.

Kardec não criou essa visão antropológica, apenas seguiu a idéia predominante na época: o etnocentrismo: “visão do mundo característica de quem considera o seu grupo étnico, nação ou nacionalidade socialmente mais importante do que os demais” (Dicionário Houssais da Língua Portuguesa).

O que é inadmissível, contudo, é que ainda hoje tais conceitos permaneçam presentes em tais obras. Numa época em que o Projeto Genoma desfez a crença de que existe uma raça superior, demonstrando que negros, índios, brancos e asiáticos diferem apenas 1% em seus “gens” – ou seja, de que as raças inexistem.

Libertemos então, dessa visão estereotipada, ultrapassada e preconceituosa, nossos índios, caboclos e pretos velhos, permitindo-lhes trânsito livre e que possam nos favorecer com sua sabedoria e espiritualidade.


Moab José de Araújo e Sousa


Lar “Pouso da Esperança”






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15 de julho de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Disciplina e Hierarquia na Umbanda , Umbanda ,

Disciplina e Hierarquia na Umbanda

Disciplina e Hierarquia na Umbanda

Umbanda é Magia – e magia não é privilégio de ninguém. Magia é a arte de manipular a natureza, criando campos de força. E é exatamente isso que fazem os Guias nos terreiros de Umbanda. Mas para que todo esse campo de força funcione é preciso que haja entendimento em dois elementos: Disciplina e Hierarquia.



Uma pessoa muito culta me disse um dia: “Gostei muito da Umbanda. Lá todos são deuses, ou seja, todos têm condição de fazer o milagre”. A hierarquia na Umbanda é respeitadíssima por todos os participantes. O Comandante Espiritual dita as regras e a filosofia da Casa, o Dirigente e seus auxiliares diretos, como o mestre de cerimônias, cuidam da gira e dos médiuns, e os curimbeiros cuidam da disciplina e do conjunto de instrumentos usados no terreiro.


Sobre a obediência à hierarquia o Caboclo Sete Encruzilhadas disse:“Quem não sabe obedecer, jamais poderá mandar”.

Este conjunto de respeito forma a união e a integridade mágica da casa espiritualista de Umbanda. Sem disciplina rígida e séria uma Casa de Umbanda não prossegue seu trabalho sob os auspícios da Espiritualidade Superior. O que parece, às vezes, exagero do Dirigente no sentido da manutenção da disciplina, do respeito ao terreiro e aos Guias, do respeito à hierarquia constituída, da não permissão de fofocas ou conversas fúteis, constitui-se, na verdade, no grande pára-raio ou entrave à entrada de espíritos obsessores, zombeteiros, mistificadores que, em nome de uma suposta caridade sentimentalóide e adocicada, atuam criando confusões, brigas, desentendimentos, desânimos e queda da Casa Umbandista. Todo cuidado é pouco. Não importa que agrade ou desagrade.

Quem tem espírito de amor e busca um Templo sério, e a verdadeira espiritualidade que conduz à evolução, compreende, adere. Caso contrário, é melhor que fique de fora da corrente, pois o orgulho, a vaidade e a ignorância são instrumentos nas mãos dos inimigos invisíveis para a produção de parada ou desmoralização de um Grupo Espiritualista.

Pois como já dizia André Luiz, pelo médium Chico Xavier: “Caridade sem disciplina é perda de tempo”.

Autor Desconhecido.
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7 de julho de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Fundamentos das Guias , Ritualísticas ,

Fundamentos das Guias

Fundamentos das Guias


O uso de colares, pulseiras e talismãs é tão antigo quanto a própria humanidade.

Todos os povos antigos pesquisados adotavam o uso de colares confeccionados com pedras roladas, seixos, dentes de animais, pérolas, penas, sementes, pedaços de ossos ou de madeiras esculpidas, conchas, unhas de certos animais, cabelos humanos ou crinas de animais trançados, etc.

São tantas as coisas usadas na confecção de colares que não nos é possível listar todas.

O uso com respeito de colares confeccionados de forma rudimentar se perde no tempo, tendo começado em eras remotas, quando ainda vivíamos em cavernas ou éramos nômades, mas precisávamos de protetores contra o mundo sobrenatural inferior ou contra o perigo de animais e insetos venenosos ou os malefícios feitos por outras pessoas, etc.

Então, que fique claro aos umbandistas que o uso de colares ou "guias de proteção" não é uma coisa só da Umbanda ou dos cultos afros aqui estabelecidos. Inclusive, os índios americanos também usavam e ainda usam colares, braceletes, pulseiras e talismãs, tal como fazia e faz o resto da humanidade.

Os padres da Igreja Católica usam rosários, crucifixos pendurados no pescoço (um colar, certo?), escapulários, etc., assim como todos os sacerdotes da maioria das religiões atuais o fazem com seus colares consagrados.

Enfim, não há nada de excepcional, incomum ou fetichista no fato de os médiuns umbandistas usarem colares de proteção ou de trabalhos espirituais quando incorporados pelos seus guias.

O uso de colares era tão comum na Antiguidade que originou a ourivesaria e a joalheria como indústrias manufaturadoras de colares, pulseiras, braceletes, talismãs, tiaras, etc., para atender aos sacerdotes e aos fiéis mais abastados que preferiam ter objetos de proteção confeccionados com pedras e metais preciosos e de difícil aquisição pelo resto dos membros dos clãs ou tribos do passado.

Reis, rainhas, príncipes, imperadores, ministros, etc., que formavam a elite dos povos antigos, não usavam colares comuns ou de fácil confecção, mas recorriam a artesãos especializados para confeccioná-los, tomando a precaução de terem colares únicos e de mais ninguém.

Cadáveres eram enterrados com colares, talismãs, etc., pois precisavam proteger seus espíritos no mundo dos "mortos", assim como haviam precisado deles aqui no mundo dos "vivos", e isso acontece até os dias de hoje na cultura ocidental cristã, na qual o uso antigo de colares mágicos e protetores perdeu seus fundamentos, sendo substituídos por gravatas, lenços, cachecóis, fitas, etc. que envolvem o pescoço dos vivos e dos cadáveres, certo?

Portanto, irmãos(ãs) umbandistas, não se sintam constrangidos(as) por usar em público colares ou "guias", pois não é em nada diferente do que todo mundo faz.

Bem, até aqui só comentamos o que é história e fato comprovável observando os sacerdotes e fiéis de todas as religiões que, sem se aperceberem disso, usam esse recurso mágico para se proteger do mundo sobrenatural.

Logo, o uso de guias ou colares, braceletes, pulseiras, tiaras (proteção à cabeça ou coroa), etc. tem fundamento mágico e deve ser entendido e aceito por todos os umbandistas como um dos fundamentos mágicos da nossa religião. Desde o seu início, fomos instruídos a usá-los pelos nossos guias espirituais, que os consagram e os usam durante os passes mágicos-energéticos dados nos consulentes em dias de trabalho.

Só que a maioria dos umbandistas compra colares, braceletes, pulseiras, talismãs, etc. sem saber ao certo quais são seus poderes ou usos mágicos. E vemos muitos médiuns com muitos colares belíssimos no pescoço mas que, se perguntados sobre o porquê de usarem tantos de uma só vez, responderão que seus guias espirituais lhes pediram.
E, se perguntados sobre os fundamentos de cada um deles, infelizmente não saberão dizer quais são, porque isso não é ensinado regularmente na Umbanda e o pouco que sabem foi ensinado por seus guias espirituais.

Na Umbanda não existem muitas pessoas preocupadas com os seus fundamentos divinos, espirituais, mágicos, litúrgicos, etc., e todos querem "resultados" e ponto final.

Só que isso, essa falta de preocupação com os fundamentos, está deixando de lado importantes conhecimentos e fazendo com que objetos mágicos sagrados sejam utilizados de forma profana e objetos profanos sejam usados como se fossem sagrados, pois já não há informações correntes e de fácil acesso aos médiuns umbandistas, ensinando-os corretamente e esclarecendo sobre quando e como usar colares, braceletes, pulseiras, talismãs, etc.

E não adianta os mais "antigos" ficarem contrariados por essa nossa afirmação, pois ou não sabiam quais eram esses fundamentos, e por isso não ensinaram aos seus filhos-de-fé ou então, se sabiam e não ensinaram, são os responsáveis pelo que está acontecendo com os novos umbandistas, que não têm quem ensine nada a respeito, certo?

Bem, vamos aos fundamentos ocultos dos mistérios dos colares, dos braceletes, das pulseiras, dos anéis, das tiaras e dos talismãs e como consagrá-los corretamente, beneficiando-se do poder de realização que adquirem quando isso é feito por eles.

1º – Um colar, anel, bracelete, pulseira e tiara ou "coroa" é em si um "círculo".

2º – Por círculo estável entendam aquele que tem forma imutável (anéis e coroas).

3º – Por círculo maleável entendam aquele que é flexível e movimenta-se, abre-se ou fecha-se segundo os movimentos do seu possuidor, (colares, braceletes e pulseiras).

4º – O círculo é um espaço mágico. E, porque é um, então pode ser consagrado e usado para uma ou mais funções pelo seu possuidor porque torna-se em si um espaço mágico ativo e funcional muito prático e fácil de ser usado.

5º– É certo que esse fundamento só era conhecido dos grandes magos da era cristalina e perdeu-se quando ela entrou em colapso, restando o conhecimento aberto ou popular de que eram poderosos protetores contra inveja, mau-olhado, fluidos e vibrações negativos, encostos espirituais e magias negativas.

6º – O conhecimento popular perdurou e acompanhou a evolução da humanidade, e várias fórmulas consagratórias foram desenvolvidas no decorrer dos tempos por magos, inspirados pelos seus mentores espirituais.

7º – Essas fórmulas consagratórias "exteriores" ou exotéricas puderam ser ensinadas e perpetuadas, auxiliando a humanidade no decorrer dos tempos.

8º – Mas, lembrem-se disto: são, todas elas, apenas fórmulas consagratórias exteriores ou exotéricas e cujos fundamentos ocultos não foram revelados.

9º – Assim, porque os fundamentos ocultos não foram revelados, o poder dos colares, braceletes, pulseiras, anéis, tiaras e coroas só tem sido usado como protetores... e nada mais.

10º – A Umbanda, derivada dos cultos religiosos indígenas, afros e europeus, adotou o uso de colares, braceletes, pulseiras, anéis, tiaras, coroas, etc. ainda que seus adeptos nada soubessem sobre os fundamentos mágicos secretos existentes por trás de cada um desses objetos. Índios brasileiros, negros africanos, brancos europeus ou mesmo hindus cheios de colares no pescoço, pouco ou nada ensinaram sobre a consagração interna ou esotérica que dariam a esses objetos (e outros, às imagens inclusive) um poder de realização tão grande que não seriam vistos apenas como adereços ou fetichismo e sim com respeito e admiração por quem olhasse para eles ou os visse de relance.

11º – Que alguém, umbandista ou não, diga-nos se algum dia leu ou ouviu de outrem algo sobre os fundamentos ocultos e esotéricos dos colares, braceletes, pulseiras, anéis, tiaras, coroas, imagens, símbolos e demais objetos mágicos. Com certeza só ouviu dizer que são fortes protetores contra isso ou aquilo... e nada mais. Já os sábios hindus ou os velhos babalaôs sempre disseram e ensinaram seus seguidores que esses adereços consagrados por eles ou segundo suas fórmulas consagratórias (todas externas e exotéricas) tornam-se poderosos talismãs ou patuás que dão proteção contra isso ou aquilo.

12º – Nós (e você) sabemos que nunca lhe ensinaram que aqueles colares, braceletes, pulseiras, anéis, tiaras, coroas e demais objetos mágicos usados nos seus trabalhos espirituais ou assentados no seu terreiro têm outras finalidades além das de protegê-los ou aos seus trabalhos, certo?

13º – Até os seus guias espirituais (Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Boiadeiros, Marinheiros, Baianos, Encantados, Exus, Pombagiras, Exus-Mirins, Ciganos, etc.) pouco lhes disseram sobre os mistérios de seus objetos mágicos consagrados por eles externamente ("cruzados" por eles é o termo mais adequado), não é mesmo?

14º – Você usa os colares, pulseiras, braceletes, anéis, tiaras, coroas, etc.) que eles cruzam e sente-se protegido contra inveja, mau-olhado, maus fluidos, etc. e não dá maior valor que o de simples protetores, pois eles foram cruzados e ativados segundo rituais ou processos externos, praticados por guias espirituais impossibilitados de os fazer segundo o ritual ou processo interno, que só pode ser feito a partir do lado material da vida, por uma pessoa conhecedora desse mistério.

15º – Se isso tudo está sendo revelado agora, um século após a fundação da Umbanda, é para que os umbandistas deixem de procurar em outras religiões ou nos cultos afros aqui estabelecidos os fundamentos sagrados, ocultos e esotéricos (iniciatórios) de sua religião, pois eles (todos, sem exceção) só revelam os fundamentos externos e exotéricos abertos por eles e desconhecem os fundamentos sagrados da Umbanda, que não sejam os deles.

16º – Então, como um umbandista irá obter com eles o que desconhecem da Umbanda e só conhecem de suas próprias religiões e de suas práticas mágico-religiosas, que fazem porque funcionam?

17º – Está na hora, pois ela chegou, de os umbandistas e suas práticas começarem a ser copiados pelos adeptos das outras religiões.

18º – Também chegou a hora de eles (os praticantes das outras religiões afros) respeitarem o poder mágico da Umbanda e pararem de dizer, com a "boca cheia" de orgulho, que a Umbanda não tem fundamentos e que a religião deles é que os têm.

19º – Está na hora de os umbandistas descartarem as fórmulas "secretas", antiquadas e com fundamentos internos alheios e só recorrerem a fórmulas consagratórias suas, muito bem fundamentadas no lado divino de seus cultos, fórmulas estas muito mais poderosas que as deles, pois as nossas são internas, iniciatórias, consagratórias e sagradas.

20º – A Umbanda é uma religião mágica que tem seus próprios fundamentos e não precisa recorrer aos outros, que podem servir para os seus adeptos, mas não servem para os umbandistas.

21º – Chega de buscar fora, e com quem não tem nada a ver com a Umbanda, o que não têm para dar aos umbandistas mas que não perdem a oportunidade de se mostrar "poderosos" e de explorar a boa-fé de pessoas mal orientadas dentro de nosso culto.

22º – Chega de umbandistas entregarem suas "coroas" a meros "fazedores de cabeça" que só querem sua escravidão e subserviência, pois, após "fazerem a cabeça", do mal informado umbandista, acham-se donos dele e de suas forças espirituais.

23º – Está na hora, pois ela chegou, dos umbandistas sentirem mais orgulho, de ter mais confiança em suas práticas mágico-religiosas e de olharem com indiferença ou como estranhas as práticas mágico-religiosas alheias, que tanto não lhes pertencem como lhes são dispensáveis mesmo!

Consagrar uma guia, como são chamados os colares dentro da Umbanda, é um procedimento correto, pois somente ele estando consagrado poderá ser usado como protetor ou instrumento mágico nas mãos dos guias espirituais.

O procedimento regular tem sido o de lavá-los (purificação), de iluminá-los com velas (energização) e de entregá-los nas mãos dos guias espirituais para que sejam cruzados (consagração).

Eventualmente são deixados nos altares por determinado número de dias para receber uma imantação divina que aumenta o poder energético deles.

Os guias espirituais sabem como consagrá-los espiritualmente, imantando-os de tal forma que, após cruzá-los, estão prontos para ser usados pelos médiuns como filtros protetores ou pelos seus guias como instrumentos mágicos, ainda que só uma minoria dos guias os utilize efetivamente com essa finalidade e a maioria os prefira como pára-raios protetores ou descarregadores das cargas energéticas negativas trazidas para dentro dos locais de trabalhos espirituais pelos seus consulentes.

Os procedimentos consagratórios dos colares usados pelos umbandistas têm sido estes e poucos têm mais alguns outros.

Eles têm ajudado os médiuns durante seus trabalhos e auxiliado os consulentes a se proteger das pesadas projeções fluídicas que recebem de pessoas ou espíritos no dia-a-dia.

Mas esses cruzamentos ou consagrações, com finalidades específicas e com imantação espiritual, são apenas o lado aberto ou exotérico e, numa escala de 0 a 100, só obtêm 10% do poder dos mesmos objetos que, se forem consagrados internamente ou receberem uma consagração completa, terão 100% de poder.

Normalmente, consagram-se ou cruzam-se colares a pedido dos guias espirituais e cada linha tem suas cores específicas, iguais às dos seus orixás regentes.

Como algumas cores mudam conforme a região, então eventuais alterações de cores impedem a uniformização da identificação dos orixás simbolizados nos colares usados pelos médiuns.

Na confecção dos colares, algumas regras devem ser seguidas:

1ª — Os colares dos orixás costumam ser de uma só cor.

2ª — Há algumas exceções (Obaluaiê = preto-branco), (Omolu = preto-branco-vermelho), (Nanã = branco-lilás-azul-claro), (Exu = preto-vermelho; preto; vermelho), (Pombagira = vermelho; preto e vermelho; dourado).

Enfim, há certa flexibilidade no uso das cores dos colares consagrados aos orixás na Umbanda. E isso se deve ao fato de que eles, na verdade, irradiam-se em padrões vibracionais diferentes e em cada um mudam as cores das energias irradiadas.
Então, não podemos dizer que estão erradas as cores usadas na Umbanda. Apenas cremos que deveríamos padronizá-las e não recorrer ao uso individual delas. Também não deveríamos adotar as cores usadas em outros cultos afros.

— O uso de "quelê" também não deve ser adotado pelos umbandistas pois é privativo do Candomblé.

— "Quelê" é um colar curto, feito de pedras trabalhadas; é mais grosso que o normal e usado ao redor do pescoço, indicando que a pessoa é uma iniciada no seu orixá em ritual tradicional e só dele. Portanto, o seu uso não deve ser copiado, pois não é um colar umbandista.

Para a Umbanda, vamos dar as cores mais usadas ou aceitas pela maioria:


• Oxalá = branca • Nanã = lilás

• Iemanjá = azul-leitoso • Omolu = branco-preto-vermelho

• Ogum = vermelho • Obaluaiê = branco-preto

• Xangô = marrom • Exu = preto e vermelho

• Iansã = amarelo • Pombagira = vermelho

• Oxum = azul-vivo • Oxóssi = verde

• Obá, Oxumaré, Oiá-Tempo e Egunitá não são cultuados
regularmente

Como na Umbanda não são cultuados regularmente, alguns orixás foram incorporados por nós, pois ocupam pólos energo-magnéticos nas Sete Linhas de Umbanda. Então vamos dar as suas cores:


• Egunitá = laranja

• Oiá-Tempo = fumê

• Obá = magenta

• Oxumaré = azul-turquesa


Só que há um problema porque não são fabricadas regulamente contas de cristais ou de porcelanas nessas cores.

Por isso, recomendamos que os umbandistas passem a usar colares de pedras naturais sempre que possível, porque só eles (e todos os elementos naturais) conseguem absorver e segurar as imantações divinas condensadas nas suas consagrações "internas".
Contas e outros objetos artificiais ou sintéticos, produzidos industrialmente, não são capazes de reter as imantações poderosas dessas consagrações internas.

Então, aqui há uma relação das pedras dos orixás:


• Oxalá = quartzo transparente

• Oiá-Tempo = quartzo fumê

• Oxum = ametista

• Oxumaré = quartzo azul

• Oxóssi = quartzo verde

• Obá = madeira petrificada

• Xangô = jaspe marrom

• Egunitá = ágata de fogo

• Ogum = granada

• Iansã = citrino

• Obaluaiê = quartzo branco e turmalina negra

• Nanã = ametrino

• Iemanjá = água-marinha

• Omolu = ônix preto — ônix verde

• Exu = ônix preto — hematita — turmalina negra

• Pombagira = ônix — ágata


Obs.: Outras pedras podem ser usadas, pois a variedade de espécies é grande, assim como é a de cores em cada espécie, certo?


Agora, com as linhas de trabalhos formadas por guias espirituais, a coisa complica porque tudo depende das energias manipuladas por eles e pelos mistérios nos quais foram "iniciados" e que ativam durante seus atendimentos aos consulentes.

— Para a linha dos Baianos, recomendamos o uso de colares feitos de coquinhos.

— Para a linha das Sereias, recomendamos os colares feitos de conchinhas recolhidas à beira-mar.

— Para a linha dos Boiadeiros, recomendamos colares feitos de "jaspe leopardo".

— Para a linha das Crianças, recomendamos colares de quartzo rosa, de ametista, de água-marinha e quartzo branco.

Quanto aos colares para descarga, recomendamos que tenham grande variedade de espécies de pedras naturais, de porcelana de cristais industriais, de sementes, etc.

No capítulo seguinte, comentaremos com detalhes fundamentais os colares de descarga.

Um colar é em si um círculo e é um espaço mágico poderoso, se for consagrado corretamente.

Então, supondo que os seus colares tenham sido consagrados corretamente, vamos aos comentários necessários para que você comece a usá-los com mais respeito e trate-os como objetos sacros de sua religião: a Umbanda.

Nós sabemos que não existem comentários sobre os muitos tipos de espaços-mágicos usados pelos praticantes de magia.

Sabemos que usam o triângulo; o duplo triângulo entrelaçado, o pentagrama, etc, mas também que seus fundamentos ocultos ou esotéricos não foram revelados ou comentados por nenhum autor umbandista até a publicação do nosso livro A Magia Divina das Velas (Madras Editora), no qual comentamos superficialmente os espaços mágicos formados por velas.

Bem, o fato é que o círculo é um espaço mágico, e um colar é um círculo, ainda que maleável, pois se movimenta ao redor do pescoço da pessoa que o está usando. Por isso, chamamos os colares de círculos maleáveis.

E, por ser um espaço mágico fechado, se devidamente consagrado, é um espaço mágico permanente e que "trabalha" o tempo todo recolhendo e enviando para outras dimensões ou faixas vibratórias as cargas energéticas projetadas contra o seu usuário.

Como ele é um círculo, então o espaço mágico formado dentro dele é multidimensional e interage com todas as dimensões, planos e faixas vibratórias, enviando para eles as cargas energéticas projetadas contra o seu usuário.


• Ele interage com as dimensões elementais.

• Ele interage com as dimensões puras.

• Ele interage com as dimensões bielementais.

• Ele interage com as dimensões trielementais.

• Ele interage com as dimensões tetraelementais.

• Ele interage com as dimensões pentaelementais.

• Ele interage com as dimensões hexaelementais.

• Ele interage com as dimensões heptaelementais.


E, quando o seu usuário o coloca no pescoço, ele começa a puxar para dentro do espaço mágico (que é em si) as irradiações projetadas desde outras faixas vibratórias negativas, dimensões ou planos da vida, recolhendo-as e enviando-as de volta às suas origens.

Os guias espirituais, quando consagram colares para os seus médiuns ou para os consulentes, para serem usados como protetores, imantam esses colares com uma vibração específica que os tornam repulsores ou anuladores de projeções energéticas negativas, mas não os tornam espaços mágicos em si porque, para fazerem isso, teriam de ir a locais específicos da natureza e, ali, abrir campos consagratórios também específicos e imantá-los com as vibrações divinas dos seus orixás correspondentes, dotando-os de poderes mágicos multidimensionais.

Mas, como os fundamentos consagratórios internos estavam fechados ao plano material até agora, então eles faziam isso de forma velada quando seus médiuns iam oferendá-los, ou aos orixás, nos campos vibratórios na natureza.

Os guias espirituais sempre respeitaram o silêncio sobre a consagração interna e sempre fizeram o que tinham de fazer de forma que os seus médiuns não percebiam que, ao tirarem os colares do pescoço, trabalhando-os na verdade estavam imantando-os com as vibrações elementais e divinas existentes nos pontos de forças da natureza.

Então, agora você já sabe que o seu colar de cristais, porcelana, sementes, dentes, etc. não é só um adereço de enfeite ou identificador dos seus orixás ou de seus guias espirituais, mas que, se corretamente consagrado, é um espaço mágico circular, certo?
E também sabe que, se for confeccionado com elementos colhidos na natureza, é mais poderoso que os feitos com elementos artificiais ou industrializados.


Rubens Saraceni




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