15 de dezembro de 2013

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Fotos dos Orixás Homenageados no Mês de Dezembro


E assim, com muita alegria e consciência do dever cumprido, encerramos o nosso ano...



Homenagem Orixás dezembro


Homenagem Orixás dezembro
Epa Babá nosso Pai Oxalá! Salve a sua grandeza e o seu amor por nós!



Homenagem Orixás dezembro
Eparrê nossa Mãe Iansã! Salve a sua perseverança a se refletir em nós!



Homenagem Orixás dezembro
Odô iá! Oh doce Iabá nossa Mãe Iemanjá! Salve a sua luz a nos direcionar!




Homenagem Orixás dezembro


Agradecidos estamos e sempre estaremos pela oportunidade de interagir com as energias sublimes dos nossos Divinos Orixás!

Agradecidos estamos a todos os que confiaram e se uniram a nós para expandir esta pequena centelha de luz a todos os necessitados!

Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos os que fazem a Família TULCA e a todos os que fazem a nossa grande família universal.

Ednay Melo



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13 de dezembro de 2013

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Salve o Dia 13 de Dezembro - Salve a Marujada!

Marinheiros

Marinheiros

Entidades que trabalham na linha das águas, os marinheiros chegam aos terreiros cambaleando como quem não se acostuma à terra firme. Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga grande com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão.

As giras de Marinheiros são bem alegres e descontraídas. Eles são espíritos alegres e cordiais que gostam de imitar os marujos nos tombadilhos dos navios em dias de tempestade. Na verdade, são seus magnetismos aquáticos que lhes dão a impressão de que o solo está se movendo sob seus pés, o que os obriga a se locomoverem para a frente e para trás. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas, são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e amigos. São verdadeiros curadores de alma e até das doenças físicas, afinal, devido às suas experiências em alto mar possuem muito conhecimento sobre a medicina popular.

Trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, seja do nosso interior ou do mundo que nos rodeia, se tivermos fé e confiança. Não vêm trazendo o peixe, mas ensinando seus filhos a pescar.

Fonte: Águas de Oxum



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12 de dezembro de 2013

Festa de Ibejada



-Uau...que lindo! Veja quanto balão colorido...E quantos amiguinhos tem aqui!!!

Os olhos da menina brilhavam ao entrar naquele ambiente onde fora conduzida durante o coma, por seu amigo protetor. Enquanto seu corpo inerte sobre o leito hospitalar, acoplado a vários aparelhos, mantinha uma vida quase artificial, em corpo espiritual foi retirada daquele ambiente triste, para que pudesse receber auxílio junto a um terreiro de Umbanda onde se realizava uma festa de Ibejada.

-Tio, quero aquele balão...me dá um pirulito? Posso tomar guaraná?

Milena, ali naquele local não aparentava mais a menina depressiva e triste que há vários dias adoecera e simplesmente desistiu de querer viver, por isso entrou em inanição, chegando ao coma. Cansada de maus tratos pela mãe adotiva e sem ter a quem se socorrer, resolveu que queria morrer quando ainda não tinha 6 anos de idade.

Agora Milena, entre as crianças encarnadas que se aglomeravam em meio aos Ibejis e todos aqueles doces e refrigerantes, sorria feliz. Estando em corpo espiritual, não podia ser vista pelos encarnados, porém ela percebia nitidamente, não só os médiuns que recebiam os espíritos chamados de Ibejis, como também os próprios espíritos acoplados a estes. Depois do primeiro instante de fascinação, a menina passou a observar cada um daqueles "amiguinhos" que se diferenciavam pela luz e beleza.

-Que menina linda vem nos visitar – falava Mariazinha, receptiva e sorridente.

-Oi, quem é você?

-Me chamo Mariazinha e gostaria de te ajudar. Me contaram que anda tristinha...querendo morrer.

-É...foi o tio que te contou?

-Também...

-Ah, amiguinha...agora eu não estou mais triste pois o tio me trouxe aqui onde tem muitas crianças, doces e todos esses balões...tem até bolo de aniversário. Eu nunca ganhei um, sabia?

Hum, então vou te servir um pedação deste bolo gostoso que tem o poder de devolver a alegria e o doce a todos os corações tristes e amargurados.

Milena agora se deliciava com o bolo ( cópia energética do existente no plano material) o que a levou a adormecer em corpo astral e, ali mesmo, no ambiente espiritual do terreiro, em departamento específico para estes tratamentos, foi levada a relembrar através de seu mental de vida pretérita onde plantou essa colheita dolorosa, bem como de seu comprometimento antes da atual reencarnação. Isso era possibilitado pelo fato de estar ali, naquele corpinho infantil, um velho espírito endividado com as Leis. Antiga freira, responsável por orfanato que acolhia órfãos, usou de sua autoridade e amargura para maltratar e por vezes escravizar as pobres crianças que eram a ela destinadas pela igreja.

De maneira amorosa, aquele espírito que se fazia também infantil durante a Ibejada, juntamente com o "tio"- protetor de Milena – agora a faziam relembrar bem como imantavam a nível cerebral essa lembrança que serviria para que, quando acordasse no corpo físico e pela necessidade de ressarcir as dívidas contraídas, sentisse mais alegria e vontade de viver, prosseguindo sua jornada encarnatória tão necessária para reajuste daquele espírito.

Enquanto a festa no terreiro prosseguia alegre, com os Ibejis curando e brincando com a meninada, Milena foi levada de volta ao seu corpo físico. Muitas coisas agora se diferenciavam a nível mental, emocional e energético que seriam repassadas ao seu corpo físico bastante debilitado. No dia seguinte, ao amanhecer as enfermeiras constataram que Milena recuperava seus sinais vitais, não necessitando mais ficar ligada aos aparelhos, para em breve já voltar a se alimentar e sorrir.

Sua saída do hospital era aguardada por uma "tia" do Conselho Tutelar que a levaria até um abrigo infantil. Sua mãe perdera a guarda da menina. De agora em diante, sua rotina seria assim, alternando-se entre algumas tentativas de adoção e sua volta aos abrigos, até que na adolescência um casal estrangeiro lhe possibilitaria a chance de ter um lar e se profissionalizar.

A Linha das Crianças que atua na Umbanda, denominada de Ibejada , Yori ou Cosme e Damião é trazida ao plano terreno através da irradiação dos médiuns, pelos protetores que em forma plasmada de crianças e agindo como tal, se apresentam no terreiro brincando e distribuindo alegria aos consulentes. Espíritos portadores de grande sabedoria e elevação, através das brincadeiras infantis, possibilitam dessa maneira, que as pessoas afrouxem seu emocional, liberando para que eles atuam a nível energético. Oferecem doces que contém já a energia necessária e que vai agir, de certa forma, como um remédio.

Relembrando as palavras de Jesus: - Deixai vir a mim as criancinhas, pois delas é o reino dos céus – que nada mais significava do que a pureza de que se revestem ainda as crianças, tão necessária ao nosso aprendizado adulto. A sua facilidade natural em esquecer ofensas como também em manifestar suas emoções, sem máscaras.

Nas festas ou giras de Ibejada, além dos consulentes encarnados, a espiritualidade aproveita para trazer muitos outros em desdobramento do sono ou que se encontram em coma, para receber o auxílio a nível energético. Além ainda, do grande número de espíritos desencarnados e que se acham ainda adoentados, principalmente a nível emocional.

Portanto a festa é total e completa. Uma festa de alegria, de cura, de transformação. E assim, através de Mariazinhas, Joãozinhos, Cosmes e Douns, no meio de balas de côco e brincadeiras, nossos sábios protetores e guias nos permitem a ajuda evolutiva de que tanto carecemos.

Salve a Ibejada!

Contada por Vovó Benta.
Leni W.S - 2008
www.tuva.com.br






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10 de dezembro de 2013

A Prática Umbandista

Nessa caminhada evolutiva, estamos em constante intercâmbio com o plano espiritual, de onde recebemos influências de entidades amigas que nos auxiliam, ou de desafetos que procuram nos prejudicar.

Todos os seres encarnados no planeta são suscetíveis a essas influências e a maioria das religiões tem conhecimento disso, tanto que sempre se acreditou em anjos da guarda, em gênios do bem e do mal, demônios e outras crenças similares.

Algumas pessoas, contudo, possuem uma maior capacidade de estabelecer contato com os irmãos desencarnados, através da faculdade mediúnica, que pode se manifestar através da visão, da audição, da intuição, ou da psicofonia, vulgarmente conhecida como incorporação.

Na Umbanda, trabalhadores espirituais organizados em legiões distintas utilizam-se da faculdade mediúnica para comunicarem-se diretamente com os irmãos encarnados, trazendo aconselhamento, afastando espíritos menos esclarecidos voltados para o mal, aplicando passes energéticos, fazendo limpeza fluídica e produzindo cura de males físicos e espirituais.

Nesse trabalho, servem-se de uma simbologia que permite serem compreendidos e aceitos por quaisquer pessoas, independente de classe social, ou de nível sócio-cultural. Apresentando-se em roupagens simbólicas distribuem alento, consolo, esperança e paz a todos os que procuram os terreiros de Umbanda em busca de auxílio.

Com gestos característicos e um linguajar despojado, muitas vezes marcado pelo sotaque do caboclo ou do escravo, semeiam a caridade material e espiritual, sem nada pedir em troca, além da fé, da sinceridade de propósitos e da reforma íntima dos consulentes.

Essa é a prática da verdadeira Umbanda.

É preciso que se acentue sempre: em Umbanda não se fazem despachos, nem trabalhos para produzir o mal a quem que que seja; em Umbanda não se fazem amarrações para o amor, procurando aproximar pessoas artificialmente, nem trabalhos para destruir casamentos, ou relacionamentos de qualquer tipo; em Umbanda não se manipulam energias para trazer riqueza súbita a ninguém. Quem quer que assim proceda, está acumulando débitos para si e para os outros e, se assim procede usando o nome de umbandista, ou está equivocado, ou está mentindo.

Umbanda é luz, Umbanda é paz, Umbanda é amor, Umbanda é harmonia com Deus, com o semelhante, com a natureza e com o universo. Qualquer coisa que fuja disso, pode até usar o nome, mas, com absoluta certeza, NÃO É UMBANDA.

Autor desconhecido




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8 de dezembro de 2013

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Poema à Mãe Iemanjá



Iemanjá na Umbanda
O teu mar, fonte de poesias e de encanto, enaltece o espírito de quem sabe ouvir o cantarolar das suas ondas...
Grande provedor de alimentos que nosso Pai Maior nos presenteou...
Acolhe a todos nós como um grande útero universal, querida Mãe de todos nós...
Aquela que alimenta, que ampara, que cuida, que ensina, que afaga...
E que com a paciência de mãe, espera pelo crescimento espiritual de cada um...

Ajuda-me oh mãezinha, a compreender o fundamento maior do meu lugar no mundo, para que eu possa vencer as intempéries no caminho...
Para que eu possa continuar rumo ao Pai, apesar das pedras que me jogam a fim de que eu estacione...
Para que eu possa compreender e me fazer compreender pelos loucos e desvairados...

Mas acima de tudo, ajuda-me a vencer os meus próprios desafios...
De ser um ser humano melhor a cada dia e apesar de tudo...

Ensina-me que se é mais feliz ao agradecer do que pedir...

E neste momento de prece, entendo a grandiosa oportunidade de estar no mundo para progredir, que as alegrias são maiores do que as dores, pois se assim não fosse, tudo se perderia...

Agradeço a vida e tudo e todos que a torna mais feliz! A família, os amigos, a natureza, os Orixás, a espiritualidade que nos ampara em todas as horas e o amor de Deus! 

Que o teu reino sagrado, fonte de luz e amor, resplandeça sempre nos corações de quem tem fé e esperança...

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 3 - Ednay Melo

À venda no Clube de Autores







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6 de dezembro de 2013

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Os Caboclos na Lição de Pai João

Os Caboclos na Lição de Pai João

“-Pois é, meu filho, mas como você veio em busca de conhecimento, Pai João gosta muito disso e aproveita para falar a respeito dessas e de outras coisas importantes. É preciso formar uma ideia mais ampla sobre a diversidade de espíritos que trabalham em nosso planeta. Examine, por exemplo, o caso dos caboclos. As entidades espirituais que se manifestam tanto em seus médiuns quanto no plano astral com a vestimenta de caboclo não foram obrigatoriamente índios ou selvagens em sua última encarnação. Muito pelo contrário.

Grande número dos espíritos que adotam a característica de caboclo tiveram seu caráter firme forjado em templos do passado, principalmente entre as civilizações incas e astecas, entre outras. Tal como ocorre com os pais-velhos, possuem íntima ligação com certas energias da natureza, tanto quanto com a cultura da qual procedem.



Em virtude desse fato, preferem estampar a imagem de um índio, de um sertanejo ou de um bandeirante em sua vestimenta espiritual, em sua aparência. Daí se pode entender porque alguns caboclos são recrutados para trabalhar ao lado de grandes luminares da espiritualidade, que foram sábios em sua última existência. Além de tudo isso, a forma astral do caboclo também traz um simbolismo. Representa a jovialidade, energia, destemor e valentia, bem como capacidade de transformação e progresso. É a representação do jovem guerreiro, daquele que tem a característica de mudar o panorama, de enfrentar os desafios da existência e modificar as situações menos favoráveis em outras mais nobres.

-Então os caboclos também foram iniciados em outras civilizações, como os pais-velhos?

-Não se pode generalizar, meu filho. Especialmente se considerarmos que, na umbanda e em certos cultos de transição, observa-se uma variedade de seres espirituais a que muitos dão o nome de caboclos.

Antes de continuar com as explicações, é preciso dizer que este pai-velho está lhe dando apenas um ponto de vista a respeito da variedade de manifestações.

O que estou lhe falando não é consenso nem mesmo entre os representantes da umbanda. No entanto, é sob esse ponto de vista que nego-velho quer conduzir seu olhar.

Assim sendo, dentro da variedade a que me referi, temos os chamados caboclos índios. Eles integram imensa legião de trabalhadores, guardiões, baluartes da lei e da ordem, combatentes que são das falanges do mal. Como verdadeiros caças, saem pelo umbral afora em tarefas de defesa e disciplina, temidos que são por muitos espíritos das trevas.

Na umbanda e em outras expressões de espiritualidade, são comuns outros tipos, tais como os boiadeiros. Especialistas em desobsessões, coletivas e individuais, investem contra as bases das sombras e destroem as fortalezas do astral inferior. Dotados de grande magnetismo, são respeitados e temidos pelas entidades do mal, sobretudo pelos marginais ou quiumbas, tão comuns em ambientes que oferecem grande perigo aos encarnados.

Após breve intervalo, para que o interlocutor pudesse assimilar o que dizia, Pai João prosseguiu:

-Como já lhe disse, nego-velho está dando uma explicação baseada não na teologia umbandista, mas na realidade cultural mais próxima da que você está habituado, meu filho. Certamente encontrará outros pontos de vista sobre esse assunto entre os representantes da umbanda e do candomblé. Porém nego-velho, neste momento, não tem por objetivo religião e doutrina, mas a descrição da realidade espiritual que transcende as interpretações religiosas. -Entendo, meu pai. Se julgar apropriado conceder mais informações, estou aberto a ouvir e estudar.

-Pois bem, meu filho, - retomou Pai João calmamente. – Ainda sobre a forma espiritual adotada por alguns espíritos, alguns caboclos adotam não a forma de índios, mas do marinheiro. De alguém que viveu junto às águas, ao mar, portanto trabalhando com emoções, inclusive por ter vivenciado os tremendos desafios que envolvem a navegação: desde tormentas e fenômenos climáticos até a solidão dos meses e anos singrando pelos mares, longe da família e dos seus.

Na umbanda, bem como em alguns candomblés que recebem sua influência, chama-se freqüentemente de marinheiro aquele espírito que lidera falanges acostumadas a lidar com o sentimento e as emoções e que atuam no contato com o elemento água – que remete à suavidade e ao amor e auxilia na libertação de vinculações magnéticas. Quando se pretende fazer uma limpeza energética com suavidade, o elemento água é o mais indicado, liberando fortes emoções que anuviam a visão espiritual dos filhos. É lógico concluir que quem teve experiência reencarnatórias junto ao elemento água pode ser bastante eficaz nessa tarefa. Era muita informação para aquele homem reservado, que não queria se expor perante os presentes. Era ele um representante do espiritismo e, por essa razão, não desejava, ao menos até aquele momento, ser identificado numa tenda onde a manifestação mediúnica ocorria segundo parâmetros diferentes daqueles com os quais se familiarizava.

Entendo isso o preto-velho vez ou outra dava um tempo para ele refletir e depois de um suspiro, uma pausa, continuava.

- Os chamados quimbandeiros constituem outra espécie de caboclo. Sua especialidade é enfrentar os magos negros e seus dirigidos nos campos de batalha do umbral e da subcrosta. Gostam de estar à frente das demandas que ocorrem na esfera astral, muitas vezes nem sequer percebidas pelos médiuns. Como se fossem generais guerreiros, trabalham para a defesa, porém com ênfase em limitar e cercear a ação das trevas, o que muitas vezes, os leva a afirmar que transitam entre o bem e o mal. Além, é claro, do fato de que conhecem em profundidade as artimanhas dos seres da escuridão.

Não há dúvida, meu filho, de que nego-velho está procurando usar a linguagem mais espírita possível para que possa entender os diversos perfis e especialidades daqueles seres que trabalham na vibração da umbanda, em suas variadas manifestações e interpretações.

Por estarem ligadas à vibração e à atmosfera cultural – e não a rótulos religiosos -, essas mesmas entidades também militam nos centros espíritas, caso encontrem abertura dos médiuns e dirigentes. Ainda que, em certas ocasiões, optemos por nos apresentar em outra roupagem fluídica, conforme seja conveniente ao trabalho e tenhamos condições para tal.

Texto extraído do livro “Corpo Fechado”- Robson Pinheiro





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5 de dezembro de 2013

Para o Médium Refletir


Tenho muito dó de quem pensa que a Umbanda é um mar de rosas e que todos nossos problemas serão resolvidos a partir do momento em que colocarmos a roupa branca. Muito pelo contrário, a Umbanda, quando aceita de coração e incorporada à nossa vida, nos leva a ficar cara a cara com nossas deficiências e falhas, escancarando nossos sentimentos e apurando nossas verdades. Um verdadeiro vendaval de mudanças internas nos arrasta e transforma nosso intimo preparando-o para o bom exercício religioso tornando-nos pessoas melhores e mais centradas.

Deixa-nos mais fortes e tolerantes, mais sensíveis e piedosos, mas os problemas acumulados em nossa existência somente serão resolvidos com firmeza, determinação e o uso sapiente do livre arbítrio, inerente a todos os seres humanos, nunca pelos meandros ou facilidades de nossa religião, por mais que isso seja apregoado por uma imensa turba de aproveitadores da boa fé alheia.

O mau uso dos mistérios astrais, a exigência demasiada com nossos orixás e entidades, a falta de humildade, ou pior ainda, a falsa humildade, colocarão o médium em seu devido lugar, o ostracismo mediúnico.

A Umbanda não foi criada para satisfazer desejos pecaminosos e sonhos grandiloquentes nem para destruir nossos inimigos com trabalhos mirabolantes à base de velas pretas, farofa, ou sei-lá-mais-o-quê, tão propagados em sites, blogs ou mesmo terreiros “especializados” nas mazelas caprichosas de maus seguidores.

O bom trabalhador umbandista deve, acima de tudo, manter a atitude de fé, compaixão, respeito e caridade proposta pela lei de Oxalá, nunca fazer julgamentos apressados muito menos pedir o que não poderá ser dado. Esse conjunto de atitudes aplicado em sua vida religiosa fará com que o grande médium desabroche em plenitude e você descobrirá encantado, que esse grande médium, até então escondido, é você!

Autor desconhecido





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4 de dezembro de 2013

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Salve o dia 04 de Dezembro! Eparrê Iansã!


Iansã na Umbanda


Sagrada Mãe Iansã, eu não sei rezar, não sei fazer clamores e muito menos escrever direito, mas eu venho aqui, de coração falar com a senhora... venho pedir... pra variar... isso eu sei fazer minha mãe, pedir... venho falar, reclamar, questionar... sou displicente, sou humano, e sei fazer tudo isso.


Eu queria trazer flores para a senhora, mas escolhi plantá-las e convidá-la para que venha me ver cuidar delas enquanto meu canto é levado pelo vento.



Como um filho rebelde, resolvi sair do caminho só pra chamar a atenção, e quando a senhora me colocar de volta nele, eu possa senti-la me tocando, mesmo que seja pelo fio da sua sagrada espada.


Peço mãe dos meus caminhos, que seus raios iluminem as estradas à minha volta, para que eu tome as melhores direções.

Peço que quando o escuro tomar conta dos meus olhos, a senhora me guie pelo som do brandir de sua espada. E nas batalhas onde eu não enxergar meus opositores, seus ventos assoprem nos meus ouvidos o que preciso saber, e me coloque no lugar certo para eu me esquivar dos seus golpes traiçoeiros.

Peço merecer seu amor de guerreira, o carinho de sua espada que extirpa o que não me serve para nada. E peço também entender os porquês do que me é bom ou não.
Mãe de um amor guerreiro, não precisa me responder nada em palavras, mesmo porque eu não aprendi a ouvi-las. 

Só me permita senti-la na força dos ventos, e tenha certeza, saberei que a senhora está comigo. Se eu merecer, eu peço minha mãe, que nunca me perca dos seus divinos olhos, porque sabendo que sou olhado pela senhora, não me sinto sozinho.

Eu não sei rezar minha mãe, eu só sei chamar.

Sou eu Mãe Iansã, sou eu que chamo a senhora no seu dia... sou eu que chamo a senhora nos meus dias. Salve o silêncio do raio, salve o estrondo do trovão... e salve o poder da ventania.

Adriano Camargo Erveiro



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