19 de fevereiro de 2014

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Umbanda também é Respeito

Umbanda também é Respeito

Nós Umbandistas como todos os seres humanos, estamos passiveis a erros e acertos, somos passionais em alguns casos e racionais em outros, mas não podemos nos furtar de uma coisa, temos a obrigação de nos respeitarmos.

Nossa comunidade que se diz tão discriminada por outros segmentos, sofre muito mais com o desrespeito entre seus membros.

De que adianta criarmos movimentos para cobrar dos outros uma coisa que não temos em nosso meio, o respeito.

O pensar é livre e o entendimento também, a Umbanda por sua diversidade nos permite varias formas e maneiras de entendê-la, é a única religião que nos permite adequar a sua pratica ao nosso gosto, nos da à chance de exercitarmos nosso bom senso e nosso livre arbítrio, nos permite encontrarmos sempre um local com o qual tenhamos afinidade com a forma que a Umbanda é praticada ali.

Não importa a raiz que seguimos, ou qual a denominação, o que importa é que a essência da Umbanda esteja presente.

Não temos condições de afirmar o que é certo ou errado, uma coisa que parece absurdo para um, pode ter muito fundamento para outro, só não podemos esquecer de uma coisa chamada bom senso.

Tenho dito muito isto e vou repetir aqui:

A Umbanda vai crescer muito quando os Umbandistas deixarem de se tratar como concorrentes comerciais e passarem a se entender como Irmãos da mesma Fé.

OICD, FTU, Primado de Umbanda, Colégio de Umbanda, etc. São caminhos, mas não são os únicos.

Esotérica, Branca, Omolôko, etc. São formas de culto, mas não são as únicas.

Temos de começar a respeitar e aprender com aqueles que pensam e entendem a Umbanda de forma diferente de nós.

Não somos mestres, somos aprendizes e o seremos por muito tempo, embora alguns desejem e pensem o contrário...

Marco Boeing






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6 de fevereiro de 2014

Por que a Simplicidade não Satisfaz?

Depois de alguns anos militando na umbanda, comecei a desenvolver um senso critico no diz respeito a minha religião.

Passei a observar as mudanças, as evoluções, os retrocessos, o comportamento, enfim tudo que se refere ao dia a dia da Umbanda.

Uma coisa tem me incomodado muito; a falta de simplicidade que tenho observado nos terreiros. Quando iniciei na Umbanda, pés no chão, uma roupa branca, algumas velas brancas no altar e o terreiro estava pronto para funcionar, as entidades sempre presentes, os consulentes atendidos, os médiuns felizes por estarem ali, enfim uma atmosfera propícia para pratica do bem.

Nosso aprendizado era dentro do terreiro, ouvindo o dirigente, as entidades, os mais experientes.

Muitos vão dizer que a evolução é importante e faz parte da vida, concordo, mas penso que deva ser uma evolução inteligente, coerente.

Infelizmente tenho visto muitos que inventam rituais, fundamentos, praticas, muitas beirando o absurdo, outros vão buscar em outras religiões, praticas que nada tem haver com a Umbanda, em nome de uma pretensa evolução.

Vejo a subserviência, a idolatria à pessoa do “pai de santo” ou a uma determinada "entidade", muito grande, vejo que em muitos casos a espiritualidade fica em segundo plano, hoje Orixá virou sobrenome e até propriedade pessoal, terreiros viraram desfile de moda ou concurso de fantasias.

Aprendi que quando se vai a outro terreiro devemos saber entrar e sair, minha Mãe de Santo, nos ensinou que quando visitamos outra casa, salvo se somos convidados pelo chefe do terreiro, somos assistência, e nosso lugar é “na fila do passe” como ela dizia. O que ocorre hoje é bem diferente, “pais de santo” que se acham no direito de exigir que se dobrem atabaques para ele, que se prestem reverências, e muitas vezes ainda saem reparando, criticando ou caçoando do trabalho, e por que tudo isto? Justamente pelo fato de que a espiritualidade para eles é apenas um detalhe.

Não sei onde isto vai acabar, espero que acabe antes que a Umbanda acabe...

Amigos longe de mim querer generalizar ou ser o dono da verdade, como disse no inicio, sou apenas um observador do comportamento umbandista.

Ainda bem que temos terreiros que ainda mantêm a essência da Umbanda, onde a palavra de um Preto Velho ou de um Caboclo é ouvida e seguida. Onde o dirigente senta com seus filhos, ouve, explica, não tem vergonha de dizer “não sei, mas vou tentar aprender”.

Este texto nada mais é que um desabafo de um saudosista, que pisou muito em terreiro de chão batido, que limpou muito cinzeiro, que já caiu varias vezes de “bunda” no chão durante o desenvolvimento, que já levou muito “pito” de entidades, que teimou muitas vezes, mas que aprendeu a amar com todas as forças a Umbanda, e que depois de todo este tempo vivenciando a Umbanda tem uma pergunta aos Umbandistas:

POR QUE A SIMPLICIDADE NÃO SATISFAZ ?

Marco Boeing






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5 de fevereiro de 2014

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Mensagem do Guardião da Meia Noite

Mensagem do Guardião da Meia Noite

Estava lendo o Jornal de Umbanda Sagrada e achei um texto muito interessante e com muito fundamento com o título: Uma mensagem do Guardião da Meia Noite recebida pela médium Angela Maria Gonçalves:

Boa noite, vocês estão aqui para ouvir e eu vou agradecer a quem escutar. Quando se vai em algum lugar, se deve levar alguma coisa boa. O que se recebe em qualquer lugar corresponde ao que você leva a ele.

Gosto do trabalho aqui... hehe, só chegam perto de mim santinhos... Ihahahahahaha!

Dizendo para minha banda que nada fizeram para merecer da vida o que tem vivido e que Exu dê jeito de abrir o caminho. Para esses dou a minha melhor gargalhada!

São seres de dupla medida: uma para si outra para as coisas que os contrariam. São seres medrosos que esquecem que deles mesmos depende as decisões e consequências.

Muitos vêm até a minha banda querendo isso ou aquilo e nada de realmente bom e perene nos trazem. Trazem lamúrias, trazem queixas, trazem pedidos. Mas dificilmente nos trazem aceitação, renovação, dedicação ou gratidão verdadeiras.

Muitos nos oferecem coisas perecíveis e passageiras para que possamos dar jeito de ajeitar suas vidas, camuflar as falhas que cometeram ou para satisfazer caprichos tratando a banda como mercenários a seu serviço. Pensam que o céu é para eles e para Exu só as podridões.

Dizem respeitar a banda porque querem nossos favores. Dizem respeitar a banda apenas porque tem medo do que a banda possa fazer.

Dizem respeitar a banda, mas ao menor embaraço começam a debandar e caçar outros que façam por eles o que eles mesmos não tem a ousadia de fazer. Dizem respeitar a banda e nos tratam como empregados a soldo de marafo e outras coisas. São seres que não sabe bem o que querem e exigem que Exu saiba. Exu sabe e por isso Exu faz! Porque quem sabe faz, e o que não sabe fazer, pede.

Trocamos, sim. Porque são ingratos e petulantes e pensam que o que vale nada, nada vale! São seres que querem por mágica que a banda dê jeito de melhorar suas vidas. Sem que nada tenham que melhorar em si mesmos.

Querem resguardo, pedem guarida para se manter pomposos e orgulhosos nos caminhos tortos que gostam de andar. Cheios de impáfia e sem a menor vontade de fazer algo por alguém. E nem tem vergonha de vir pedir para a banda fazer o que eles mesmos não fazem! São seres que acreditam que podem comparar Exu com umas porcarias que para nós nem tem muito valor. Por serem ovelhas que só querem o sustento de suas vontades. Seguem ao primeiro sanar qualquer necessidade. Achando mesmo que como são assim, Exu também, tem que ser.

Sem nem pestanejar entregam qualquer coisa que a banda quiser desde que consigam o que desejam sem para isso ter que se esforçar. Por isso tem muito rabo de encruza por aí a se fartar. Achando que o céu é perto, nenhum nem o outro quer se consertar.

São seres que dizem Laroiê sem fé e sem razão e Mojubá sem disso ter qualquer convicção. Para esses, meus ganchos são afiados.

Pedem proteção da banda para continuar os desmandos e com isso pensam poder continuar sem rumo ou comando abusando da liberdade que tem. Achando que cobrir um erro com outro vai fazer o acerto. Querem que Exu sempre fortaleça aquilo que não é conquista deles. Batem no chão e no peito dizendo: Eu tenho Exu! Será que nos têm mesmo ou somos nós que os temos?

Então, já que vem visitar minha banda trate de trazer o melhor que tiver. Não é marafo, não é charuto e muito menos sangue de piá! É ao menos a vergonha na cara, de vir para se melhorar. Se vier pedir demanda, demanda vai levar. Não aquela que pedir, mas aquela que eu mandar. Porque se seu coração é negro não sou eu que vou te clarear. Iahahahahahahaaaa!

Ganhei uma nova estrela e um potente cajado e garanto que não foi por ter ocorrido das lutas ou abandonado meu comando.

Então se vem até a minha banda, traga algo que preste, porque posso até facilitar alguns trajetos, mas, não vou desonrar minha jura a quem em mim confiou para manter o equilíbrio da minha banda.

Boa noite que já vou me retirar e no meu reino vou te esperar. Pense bem quando vier aqui me procurar, tenho pressa, ando rápido e posso muitas coisas estar fazendo. Então não gaste meu tempo com bobagens que você mesmo pode resolver.

Ajo rápido, ando longe mas não gosto de falação. Guarda bem o meu conselho. Respeite a si próprio e num vai ter do que reclamar. Se quer o respeito da minha banda, seja você o primeiro a se respeitar.

Salve o Grande! Porque é o Grande que mais pode! Salve a Minha Banda!

Agradeço a quem ouviu e agradeço mais a quem me escutou. Boa noite!

Essas sábias palavras servem para todo o tipo de gente, principalmente aqueles que pensam que Exu não é entidade e sim um amigo que lhe resolve tudo, que lhe dá o homem ou a mulher que deseja. E não é bem assim que as coisas funcionam, Exu é uma entidade que deve e muito ser respeitada. Eles não são nossos amigos de escola ou do trabalho que conversamos como se não fossem entidades. São entidades poderosas que podem virar tua vida de cabeça para baixo através das menores das brisas.

Bem... cada um reflita sobre si e veja se estas palavras não tem razão em muitas coisas!!!

Salve a Vossa Banda
Laroyê Exu,
Exu é Mojubá!!!





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