28 de março de 2014

A Inatividade Mediúnica Perturba a Saúde do Médium?


O médium de prova é um espírito que antes de descer à carne recebe um "impulso" de aceleração perispiritual mais violento do que o metabolismo do homem comum, a fim de se tornar o intermediário entre os "vivos" e os "mortos". Assim como certos indivíduos, cuja glândula tireóide funciona em ritmo mais apressado - e por isso vivem todos os fenômenos psíquicos emotivos de sua existência de modo antecipado - o médium é criatura cuja hipersensibilidade oriunda da dinâmica acelerada do seu perispírito o faz sentir, com antecedência, os acontecimentos que os demais homens recepcionam de modo natural.

Compreende-se, então, o motivo por que o desenvolvimento disciplinado mediúnico e o serviço caritativo ao próximo, pela doação constante de fluidos do perispírito, proporciona certo alívio psíquico ao médium e o harmoniza com o meio onde habita. Algo semelhante a um acumulador vivo, ele sobrecarrega-se de energias do mundo oculto e depois necessita descarregá-las num labor metódico e ativo, que o ajude a manter sua estabilidade psicofísica. A descarga da energia excessiva e acumulada pela estagnação do trabalho mediúnico, fluindo para outro pólo, não só melhora a receptividade psíquica como ainda eleva a graduação vibratória do ser.

O fluido magnético acumulado pela inatividade no serviço mediúnico transforma-se em tóxico pesando na vestimenta perispiritual e causando a desarmonia no metabolismo neuro-orgânico. O sistema nervoso, como principal agente ou elo de conexão da fenomenologia mediúnica para o mundo físico, superexcita-se pela contínua interferência do perispírito hipersensibilizado pelos técnicos do Espaço, e deixa o médium tenso e aguçado na recepção dos mínimos fenômenos da vida oculta. Deste modo, o trabalho, ou intercâmbio mediúnico, significa para o médium o recurso que o ajuda a manter sua harmonia psicofísica pela renovação constante do magnetismo do perispírito, à semelhança do que acontece com a água estagnada da cisterna, que se torna mais potável quanto mais a renovam pelo uso. Na doação benfeitora de fluidos ao próximo, o médium se afina e sensibiliza para se tornar a estação receptora de energias de melhor qualidade em descenso do plano Superior Espiritual.


Ramatís - do livro Mediunidade de Cura


Leia mais

27 de março de 2014

Textual description of firstImageUrl

Livro: Consciência


Consciência


"Mediunidade é assim: os espíritos precisam encontrar, no arcabouço mental do médium, as peças do quebra-­cabeça que querem montar. E se valem tanto de elementos do consciente como do inconsciente; da memória atual ou pregressa. Costumo dizer que a mediunidade funciona como as crianças brincando de Lego. Os espíritos podem abusar da criatividade para arranjar as peças de que dispõem. Contudo, se querem uma peça que não existe, têm que mandar comprá-la. Isto é, quando necessitam transmitir algo, e nada há no psiquismo do médium que possa ser utilizado para tal, precisam incentivá-lo a adquirir aquele conhecimento ou, ao menos, travar contato com aquela matéria, ainda que de modo superficial.

Lembro-me de uma ocasião em que Joseph indicou a Robson um livro chamado "O universo elegante”. O médium se dirigiu à livraria e deparou com algo pior do que imaginava: um livro sobre a teoria das supercordas, tópico recente no estudo da física quântica e da astronomia. Com dor no coração, pois o livro não era barato para suas posses, ele comprou. (E há quem reclame que os livros espíritas são caros… Nunca entraram numa livraria não especializada, imagino.) Ao iniciar a leitura, pensou alto: “Não estou entendendo nada”.

— Não precisa! Basta ler e alimentar sua mente com esses conhecimentos — ouviu do espírito Joseph Gleber, à distância, porém sempre muito atento ao médium.

Após as primeiras páginas, de novo o espírito:

— Vamos escrever. Pegue agora papel e caneta.”


Leonardo Möller, na introdução de “Consciência. Em mediunidade, você precisa saber o que está fazendo.”, de Robson Pinheiro pelo espírito Joseph Gleber. 







Leia mais

Recomendações aos Médiuns



Os médiuns, para bem atenderem em seus trabalhos, devem observar as seguintes recomendações : 


* Fazer exercícios respiratórios, se possível, de manhã e perto de campos e matas (parques), a fim de fortalecer-se com a captação de fluídos e de melhor oxigenação do cérebro, muito bom para a saúde. 


* Orar sempre, a fim de ficar em contato com Deus, pedindo-lhe o fortalecimento de seus guias espirituais, o perdão de seus erros, a proteção para os trabalhos e prática da caridade. 


* Ler, nas horas de folga, um livro instrutivo e positivo sobre Umbanda, Espiritismo, Evangelização, Novo Testamento, ou qualquer livro que traga noções morais e espirituais, reeducando, assim, o próprio espírito. 


* Fazer tudo para ter um dia calmo, sem aborrecimentos, sem problemas que lhe afetem o humor e os nervos, sem discussões com outras pessoas. Evite discussões e aborrecimentos fúteis, procure trazer a paz para que ela te acompanhe, preparando-se durante o dia para realizar bons trabalhos mais tarde no terreiro, para dispor então de boa concentração. 


* Se as sessões forem à noite, deve-se comer moderadamente no jantar, dando preferência as saladas e outros alimentos leves, para facilitar a incorporação dos guias e protetores. 


* Nos dias de sessão, abster-se de carne se possível, além de ser um alimento pesado, esta diminui o magnetismo orgânico, enfraquece o teor vibratório e desgasta energias vitais, dificultando as incorporações; se preferir substitua a carne por peixe. 


* Não use, nem abuse, de bebidas alcoólicas (certos terreiros proibem terminantemente que os médiuns ingiram bebidas alcoólicas e venham para os trabalhos) a pretexto de aperitivo ou qualquer outra desculpa, a fim de não atrair entidades viciadas para perto de si. Deve-se também, fumar o menos possível. 


* Sempre que puder, visite e auxilie os necessitados ou pessoas com problemas, levando-lhe uma palavra de conforto e carinho. Às vezes, a presença do médium, junto a um enfermo, pode ajudar na cura e ao médium pode reforçar sua força e sua fé. 


* O médium que estiver doente, é de bom senso que não trabalhe nas sessões. Se sentir-se deprimido, fraco, debilitado ou com esgotamento nervoso deve comparecer aos trabalhos e tomar passes para reativar a vitalização, mas nunca dê passes nesse dia. 


* A força de seus trabalhos em benefício dos irmãos, depende do seu amor a eles. O lema a ser adotado é "Amar e perdoar; aprender e servir". 


Que a Paz e a Benção de Oxalá caiam como pétalas de rosas sobre todos os médiuns na prática da Caridade...


Autor desconhecido


Leia mais

25 de março de 2014

O Dom da Cura

Mas o que vem a ser esse dom de curar?
Será, meu Deus, um privilégio de alguns?
Será esse dom uma raridade?
Quando se fala em médium de cura, todos ficam imaginando uma pessoa especial.

Mas hoje aqui venho, meus companheiros, para dar um pequeno alerta sobre essa faculdade tão comum e tão especial ao mesmo tempo.

Quando uma mãe vê o filho chorar com alguma dor, com carinho o abraça, o afaga
e com os olhos rasos d’água pede a Deus que o cure.
E essa criança, de repente, pára de chorar. Houve milagre?

Não, amigos, essa mãe usou o seu dom de curar: o Amor.

E nós assim faríamos se tivéssemos realmente esse amor incondicional.
E unidos à fé faríamos o que muitos denominam milagre.

Mas nós, estudiosos do espiritismo, já sabemos que tais milagres não existem, que são apenas magnetismo, energia, fé, boa vontade e amor doado pelos médiuns e manipulados por nós.

Há o fator merecimento. Esse, Deus é que julga.

Na hora de darmos um passe não nos importa saber se aquele ser ali é merecedor ou não, façamos a nossa parte.

E será que alguém aqui seria capaz de saber quem merece ou não?

Somos todos nós, simples aprendizes, ainda engatinhando na estrada infinita do conhecimento.

O dom de cura está em mim, em você, em nós.
Está nos nossos maiores e melhores sentimentos: Amor e Boa Vontade.

Será que o Mestre dos Mestres fez milagres?

Ele curou, espantou demônios, levantou os caídos, fez andar os paralíticos…
Foram milagres? Não. Ele tinha fé e o mais puro coração.
Sejam vocês, todos vocês, médiuns de cura.
Usem o que existe em cada um: Amor e Boa Vontade!

Autoria desconhecida



Leia mais
Textual description of firstImageUrl

Mensagem do Caboclo Tupinambá

Mensagem do Caboclo Tupinambá


Sim, seu caminho é a Umbanda enquanto você valorizar a experiência espiritual com os Orixás, Guias e Mensageiros do Astral que se desdobram em muitas formas para te auxiliar. 

Seu caminho é e sempre será a Umbanda, enquanto você acender uma vela e sentir que ela fala contigo, enquanto você escutar o som do atabaque e seu corpo aquecer num compasso de vibrações e arrepios, enquanto você sentir o aroma das ervas transmutadas em fumaça ao contato com a brasa incandescente e for acometido da sensação de estar sendo transportado para outro lugar, a Umbanda continuará sendo seu caminho enquanto o brado dos Caboclos te arrepiar, o silêncio dos Pretos Velhos te emocionar, o gracejo dos Baianos te alegrar, a sinceridade dos Exus te curvar, a simpatia das Pomba Giras te atrair e a ciranda dos Erês te relembrar que, apesar dos pesares, o mais importante é não perder a pureza das crianças. 

Sim, seu lugar é no Templo que frequenta, enquanto os espíritos regentes ainda forem referências de aprendizado, enquanto você sentir saudade ao final de cada gira, enquanto os objetivos espirituais e materiais também forem os seus objetivos, enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais, enquanto você preservar o respeito e lealdade ao seu Sacerdote." 

Sr. Caboclo Tupinambá
Fonte: Umbanda para Todos




Leia mais

24 de março de 2014

Textual description of firstImageUrl

A Saúde pode ser Afetada pela Obsessão?

A Saúde pode ser Afetada pela Obsessão?


Desafio está em conhecer origem dos casos


Uma interessante matéria publicada por Allan Kardec na Revista Espírita utiliza a expressão loucura obsessional. O texto, que recomendamos aos leitores, é um estudo sobre os Possessos de Morzine, uma localidade em determinada região francesa, alvo de carta endereçada ao Codificador pelo capitão B. (membro da Sociedade Espírita de Paris e naquele momento radicado na cidade de Anecy). Allan Kardec publicou a carta na edição de abril , seguida de instruções dos espíritos Georges e Erasto e ainda acrescentou lúcido comentário sobre a questão. Depois na edição de dezembro voltou ao assunto, desdobrando-o em bem argumentada análise.


Trata-se de uma obsessão coletiva que atingiu toda uma coletividade e Kardec usa nas duas edições referidas toda a lógica da Doutrina Espírita para explicar a questão da natureza dos espíritos e sua permanente influência junto à humanidade através do perispírito e da mediunidade. Porém, abre importante caminho no entendimento da enfermidade classificada como loucura e acrescenta que “(...) Ao lado de todas as variedades de loucura patológica, convém, pois, acrescentar a loucura obsessional (...)” E acrescenta: “Mas como poderá um médico materialista estabelecer essa diferença ou, mesmo admiti-la? (...)” .


A questão suscita observações interessantes sobre a saúde mental. Ocorre que é grande o número de pessoas consideradas como lesionadas no cérebro e portanto internadas em hospitais psiquiátricos ou em tratamento mental ou psicológico, quando na verdade estão apenas sob forte influência de espíritos que agem ainda com ódio premeditado ou mesmo atuam inconscientemente. Claro que há, e isto ninguém contesta, os que podem ser considerados vítimas de lesões cerebrais irreversíveis com indicações claras de tratamentos ou internações inadiáveis. Mas, a influência perniciosa de um espírito desequilibrado e “que não passou de acidental, por vezes toma um caráter de permanência quando o Espírito é mau, porque para ele o indivíduo se torna verdadeira vítima, à qual ele pode dar a aparência de verdadeira loucura. Dizemos aparência, porque a loucura propriamente dita sempre resulta de uma alteração dos órgãos cerebrais (...) Não há, pois, loucura real, mas aparente, contra a qual os remédios da terapêutica são inoperantes, como o prova a experiência (...)” , conforme acentua o Codificador.


Como sabem os estudiosos da Doutrina Espírita, a obsessão é capítulo importante no relacionamento entre encarnados e desencarnados, tendo inclusive merecido capítulo específico em O Livro dos Médiuns e como destacado pelo próprio Codificador o desafio está em enfrentar esta loucura aparente – pois não há lesões cerebrais –, causada pela presença e influência de espíritos maus e perversos, que constrange e/ou paralisa a vontade e a razão de sua vítima, fazendo-a pensar, falar e agir por ele, levando-a a atos e posturas extravagantes ou ridículas. Considere-se que estamos num planeta ainda dominado pelo egoísmo, onde a maioria das criaturas que o habitam – estejam encarnados ou desencarnados – estão envolvidas com interesses mesquinhos e sem finalidades educativas ou de aperfeiçoamento. E fica fácil, então, imaginar o mundo invisível formando inumerável população que forma a atmosfera moral do planeta, caracterizado pela inferioridade das lutas mundanas e dos interesses que o egoísmo, a vaidade, o orgulho ou a inveja podem criar. Para resistir a tudo isso, usando palavras do próprio Kardec, “são necessários temperamentos morais dotados de grande vigor”.


E é interessante notar que, conforme ponderações do próprio Kardec , “(...) a ignorância, a fraqueza das faculdades, a falta de cultura intelectual” oferecem mais condições de assédio aos espíritos imperfeitos que tentam e muitas vezes conseguem dominar as criaturas humanas através do real fenômeno da obsessão, tantas vezes confundido como loucura ou lesões no cérebro.Diante desse quadro todo, percebe-se claramente a importância do estudo e da divulgação espírita perante todas as classes de indivíduos do planeta. Nesta área da saúde, o Espiritismo vem esclarecer a obscura questão das doenças mentais, apresentando uma causa que não era considerada e constitui perigo real evidente, provado pela experiência e pela observação: o da obsessão ou influência dos espíritos sobre os seres humanos.


Orson Peter Carrara





Leia mais

23 de março de 2014

Textual description of firstImageUrl

Histórias e Lendas Ciganas



Histórias e Lendas Ciganas


“Águia voa alto, mas com as asas cortadas, não passa de galinha grande.” (provérbio cigano)


Em 1987 eu viajava pelo sertão da Bahia, onde colhia material de estudo e reencontrava alguns irmãos da grande tradição da Jurema Sagrada (Catimbó). No povoado de Quiçé conheci Seu Manuel Ferrer, um raizeiro e benzedor.
Tio Manolo, como também era chamado, nasceu cigano de mãe e vaqueiro de pai, como dizia. Depois de uma vida atribulada, mergulhou sertão adentro, onde aprendeu os mistérios das raízes com Dona Maria Tiana, uma santa curandeira.
O contato com este personagem magnífico, me proporcionou as duas lendas que aqui reproduzo. Como são materiais inspiracionais, recomendo que os leitores não se preocupem com o sentido histórico ou a legitimidade cultural. Não é com a mente que as lendas são compreendidas, é com o coração.


O CIGANO JACÓ E O NAZARENO
“O galo pode cantar quanto quiser, mas nunca porá ovos”. (provérbio cigano)


- Jacó era um ferreiro cigano e passava por Jerusalém no tempo de Jesus. Sua comitiva estava parada perto da cidade santa, quando o Mestre foi preso e julgado. Os romanos preparavam o suplício e precisavam de gente para trabalhar. Nenhum carpinteiro ou ferreiro judeu, quis fazer a cruz ou fundir os cravos de ferro. Daí, que os carrascos romanos obrigaram Jacó, sob ameaça da espada, a fazer os três cravos da crucificação, dois para as mãos e um para os pés. Jacó sabia que Jesus era um justo, por isso amaldiçoou os romanos, predizendo a destruição de Roma por sua ganância e violência. Os algozes também obrigaram ele a pregar o Mestre no madeiro. Ele fez isto chorando e pedindo ao Mestre perdão. O nazareno, envolto na dor, disse ao cigano que não se preocupasse, pois o seu povo era nobre e fiel. Disse também que seriam todos agraciados, pela presença de uma virgem que viria do mar. Desde então, os ciganos passaram a esperar pela virgem e caminhar por todo o canto do Oriente e do Ocidente. Até que um dia, apareceu Santa Sara, a virgem negra. Era o dia 25 do mês de maio. Por isso, os ciganos são devotos de dois santos: a prometida Santa Sara e São Jorge, o patrono dos ferreiros.


EXÚ LERÚ O MOURO CIGANO
“Cachorro correndo sozinho se acha o mais veloz do mundo”. (provérbio cigano).


- Dona Maria me contou que o Exú Cigano, foi um cigano mourisco que se chamava Lerú. Ele chegou ao Brasil, junto com outros escravos da África e por aqui viveu. Como sabia ler, foi vendido para o dono de grandes armazéns, que o colocou como chefe. Muito esperto, Lerú começou a ajudar muita gente, que como ele, estava naquela triste situação. Ajudou tanto, mesmo correndo risco de vida, que um velho Tata africano lhe iniciou no culto. Ele foi o primeiro cigano a entrar na religião dos negros ! Então, depois que desencarnou, passou a trabalhar nas rodas e reuniões que ainda eram escondidas. Dizem que a primeira vez que deu seu nome, foi numa gira no Rio de Janeiro. Daí ganhou o apelido de Exú Cigano.
Seu Manuel fazia a distinção entre os espíritos ciganos da “Direita” e os exús ciganos da “Esquerda”. Para ele, Exú Cigano era o líder de outros ciganos que passaram pela Jurema ou outro culto afro-brasileiro em vida.
Na Jurema ou Catimbó, o líder dos espíritos ciganos é Mestre João Cigano. Perguntei a Tio Manolo se ele conhecia outros nomes de espíritos ciganos, chefiados por Exú Cigano.
- Tem o Exú Cigano do Oriente, Exú Cigano do Circo, Exú Cigano Calão (da Tribo Calon), Exú Cigano da Praça e Seu Giramundo Cigano (não confundir com o Exú Giramundo).
Segundo ele, tem também as Pombas Giras Ciganas, com suas histórias, lendas e magias. 


Salve o Povo Cigano !

Edmundo Pelizari 


Leia mais

21 de março de 2014

Macumba para Trazer o seu Amor de Volta


Macumba para trazer seu Amor de volta... Preste bem atenção... porque serve para todos que procuram uma solução eficaz... serve pra ele e para ela!



Ingredientes: 



Pegue um pedaço do sofrimento que causou.

Algumas gotas de tristeza que deixou ficar.

Junte em um coração ferido pelo seu esquecimento.

Coloque tudo em uma pessoa que outrora você amou

Alias, leve também aquela rosa vermelha que esqueceu de entregar a ela

Ou talvez os bombons que não comprou no aniversário dela.

Perfume-se com o odor dos ignorantes na arte do amor.

Velas? não precisa não vai conseguir acender a chama naquele coração novamente.

Onde fazer a macumba:

Leve tudo isso dentro de você e entregue em um jardim bonito, Onde fica?

No lugar que você deixou de levá-la um dia.

Deixe tudo no chão que gostaria de sentar-se com ela.

Deixe ali e vire-se de costa, como você sempre virou a aquela que amou.

Não olhe para trás, não vai adiantar ser curioso, não encontrará ninguém te esperando.

Depois de tudo isso feito, no dia seguinte deverá fazer a seguinte reza:

Querida amada que me abandonou

Perdoe por não satisfazê-la em seus sentimentos

Não sou merecedor do seu amor

Prometo que vou deixá-la em paz

Quando amar de novo, vou fazer de tudo

Para ser amado e não ser odiado

Não trairei mais o meu amor

Não esquecerei as datas importantes

E o mais importante é não esquecer

Quem se importa comigo.

Queridos irmãos, não existem macumbas, eu escrevi este artigo para saciar os curiosos, e também aqueles que procuram outras pessoas ou alguém para resolver os problemas que causou, a palavra "MACUMBA", neste caso, é uma forma de reflexão sobre o que refletimos ao nosso semelhante através de nossos atos praticados, e quantos sofrem por não dar valor as pessoas nas oportunidades certas.

Na próxima vez faça tudo diferente!

Uma frase de Chico Xavier cabe aqui, disse ele um dia...

Não se pode mudar o passado, mas você pode hoje fazer o começo de um novo futuro.

Paz Amor e Harmonia

Emidio de Ogum


Leia mais

18 de março de 2014

Textual description of firstImageUrl

Livro: História da Umbanda no Brasil


Livro: História da Umbanda no Brasil

A história da Umbanda é uma grande pesquisa em construção. 

Genuinamente brasileira, e com pouco mais de um século de existência, essa religião está cercada por muitos mistérios. Para entendê-la é necessário conhecer seus aspectos fenomênicos, magísticos, mediúnicos, ritualísticos, doutrinários e filosóficos, nas suas causas. Sua divulgação é necessária para que, cada vez mais, umbandistas e adeptos dos cultos afro-brasileiros conheçam suas origens e seu desenvolvimento.

A História não comprova os fatos; esse atributo pertence à Ciência. O que o historiador faz é registrar os fatos com o olhar de pesquisador e com sua metodologia e influência política, social e religiosa próprias. Foi essa a metodologia utilizada por Diamantino Trindade ao preparar esta obra, cujo principal objetivo é resgatar a memória dos pioneiros, das entidades espirituais, dos médiuns, escritores, tendas, terreiros e outras instituições que estruturaram o Movimento Umbandista. Uma abordagem sobre as religiões e cultos que influíram nos rituais umbandistas: o Candomblé, o Omolokô, o Catimbó Jurema, o Tambor de Mina, a Kimbanda, a Cabula, as Macumbas, o Catolicismo, e o Kardecismo, procura localizar o leitor no contexto histórico dos caminhos da Umbanda.

Trata-se de uma obra direcionada tanto para os leitores iniciantes quanto para os frequentadores dos templos, médiuns e sacerdotes umbandistas. Logo, para quem se interessa pela Umbanda em profundidade, aqui está uma obra ímpar que dá prosseguimento ao resgate de sua história; um livro-luz que irá iluminar e orientar o leitor na senda do conhecimento da “Senhora da Luz Velada” – a Umbanda de todos nós.

Segundo ao autor, após a leitura deste livro, poder-se-á afirmar, sem medo de errar, que a Umbanda tem história registrada.


PREFÁCIO
SER ESPÍRITA
1. INTRODUÇÃO
2. MITO E SINCRETISMO
3. LENDAS YORUBÁ SOBRE OS ORIXÁS
4. ASPECTOS HISTÓRICOS SOBRE A RELIGIOSIDADE DA ETNIA NEGRA
5. A RELIGIÃO COMO FORMA DE RESISTÊNCIA
6. OS CANDOMBLÉS
7. CANDOMBLÉ DE CABOCLO
8. TAMBOR DE MINA
9. A CABULA
10. O CATIMBÓ JUREMA
11. AS MACUMBAS
12. PADRE GABRIEL MALAGRIDA – O JESUÍTA
13. ALLAN KARDEC E A CODIFICAÇÃO DA DOUTRINA DOS ESPÍRITOS
14. O CONTEXTO HISTÓRICO E SOCIAL DO BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XIX
15. O CABOCLO CURUGUÇU E O SURGIMENTO DO MOVIMENTO UMBANDISTA
16. ZÉLIO DE MORAES E O ADVENTO DO CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS
17. PAI ANTONIO E AS RAÍZES DO RITUAL UMBANDISTA
18. O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS
19. UM VERDADEIRO MILAGRE NA TENDA NOSSA SENHORA DA PIEDADE
20. DAVID ST. CLAIRE – TAMBORES E VELAS
21. ORIGENS DA PALAVRA UMBANDA
22. LEAL DE SOUZA – O PIONEIRO DA LITERATURA UMBANDISTA
23. ORIXÁ MALET – UM NOVO REFORÇO
24. ZÉLIO DE MORAES
25. ZÉLIO DE MORAES NO JORNAL NOTÍCIAS POPULARES
26. AS SETE TENDAS MESTRAS
27. O CAPITÃO PESSOA
28. A TENDA ESPÍRITA MIRIM E O PRIMADO DE UMBANDA
29. O TEMPLO DO CABOCLO ROMPE MATO
30. O CAPITÃO LAURO E A TENDA ESTRELA DO MAR
31. A TULEF E O CENTRO ESPÍRITA CAMINHEIROS DA VERDADE
32. REVENDO A HISTÓRIA DO INÍCIO DA UMBANDA
33. A UMBANDA COMO MOVIMENTO RELIGIOSO URBANO
34. A PERSEGUIÇÃO DA DITADURA VARGAS E A PRIMEIRA FEDERAÇÃO
35. O PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO DO ESPIRITISMO DE UMBANDA
36. JAMIL RACHID E PAI JAÚ
37. W.W. DA MATTA E SILVA E O ADVENTO DO PAI GUINÉ
38. AS ORIGENS DO BABÁ
39. RONALDO ANTONIO LINARES E O SANTUÁRIO NACIONAL DE UMBANDA
40. AS SETE LINHAS DA UMBANDA
41. A LINHA DE SANTO
42. O OMOLOKÔ
43. O SEGUNDO E O TERCEIRO CONGRESSOS NACIONAIS DE UMBANDA
44. UMBANDA E CATOLICISMO
45. CHICO XAVIER E A UMBANDA
46. CABOCLOS E PRETOS VELHOS DA UMBANDA (João Severino Ramos)
47. A KIMBANDA
48. EXU! PODER E PERIGO!
49. SEU SETE DA LIRA – O EXU DO POVO
50. PORQUE SOU UMBANDISTA
51. O USO INDEVIDO DOS PONTOS CANTADOS DE UMBANDA
52. ASPECTOS HISTÓRICOS SOBRE O HINO DA UMBANDA
53. UMBANDA NA MÍDIA
54. UMBANDA – O GRANDE CADINHO DAS ALMAS
CONSIDERAÇÕES FINAIS
ANEXOS
BIBLIOGRAFIA
SITOGRAFIA
SOBRE O AUTOR

Ed. Conhecimento






Leia mais

5 de março de 2014

Que Aparência têm os Espíritos?


Você já pensou em como é a aparência dos Espíritos depois da morte?

Terão a aparência de fantasmas?

Serão como uma nuvem de fumaça?

Ou será que se apresentam como uma assombração?

Nem uma coisa, nem outra. Os Espíritos mantêm a aparência que tinham quando encarnados no corpo físico.

Já tivemos notícias de vários casos de aparições de Espíritos em todo o Mundo. E, em todos os casos, que se tornaram célebres, as pessoas que tiveram as visões afirmam que o Espírito tinha um corpo.

Podem ter uma luminosidade diferente, mas a aparência é de um ser humano.

Um dos casos bem conhecido de todos nós é o encontro de Jesus com os Espíritos de Moisés e Elias.

Diante de Jesus e dos Apóstolos Pedro, Tiago e João, esses dois Espíritos se tornaram visíveis e com a mesma aparência que tinham quando seu corpo era de carne.

Outro exemplo é do próprio Cristo. Após a crucificação, Ele surge entre os Apóstolos e convive com eles por algum tempo.

Sua aparência era a mesma de antes, a tal ponto que todos O reconheceram.

Assim, podemos eliminar das nossas mentes essas idéias distorcidas de que os Espíritos têm forma diversa da que tinham quando encarnados.

Mas, se é verdade que o corpo físico fica no túmulo, que corpo é esse que mantém a mesma forma?

A verdade é que nós somos formados por três elementos: o Espírito, o corpo físico, e o perispírito.

O perispírito é o que Paulo, Apóstolo, chamava de corpo espiritual.

É formado de matéria sutil, imperceptível aos olhos comuns, mas visível aos que têm a faculdade mediúnica chamada vidência.

E não é só a aparência exterior que conservamos após a desencarnação. Mantemos também todas as condições psíquicas que tínhamos na véspera.

Nada dá saltos em a natureza. E com o Espírito não poderia ser diferente.

Saindo do corpo físico sem sair da vida, a criatura busca seus interesses, no outro plano, e segue vivendo da mesma forma que viveu até o túmulo.

Se assim é, todos os esforços que empreendermos para nos aperfeiçoarmos intelectual e moralmente, ainda hoje, não serão em vão.


* * *

O perispírito é conhecido desde a mais remota Antigüidade.

Pitágoras o denominava carne sutil da alma.

Aristóteles o chamava corpo sutil e etéreo.

Orígenes identificava-o como aura.

Paracelso, no século 16, detectou-o sob a designação de corpo astral.

Como podemos perceber, esse corpo, com o qual se mostram os Espíritos, já era muito bem conhecido, embora com denominações diferentes.

Allan Kardec, ao codificar a Doutrina Espírita chamou-o perispírito.


Redação do Momento Espírita, com base no cap.4 do livro Estudos espíritas, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 30.01.2008.




Leia mais

4 de março de 2014

Textual description of firstImageUrl

Quaresma

Quaresma

A QUARESMA é o período de quarenta dias que antecede a Páscoa* Católica/Cristã.

A Páscoa é o ápice do calendário cristão, morte e ressuscitação de Cristo é o mistério maior da Igreja Católica.

Todo o sentido do catolicismo está em torno deste mistério e desta forma se torna um período especial para os católicos.

Quarenta dias é considerado um período ideal de recolhimento, oração e jejum para todos que querem se preparar para um renascimento. Da mesma forma Jesus se recolheu durante quarenta dias no deserto antes de assumir completamente sua missão.

A quaresma também é considerada um período de trevas, pois neste período se revive a perseguição e a crucificação de Cristo, onde as trevas aparentemente triunfam, para então o renascer da luz com a ressuscitação, na Páscoa.

O católico e outros cristãos de Igrejas dissidentes comemoram quaresma e páscoa de uma formas muito parecida.

Nós Umbandistas não carecemos de quaresma, não revivemos os momentos de dor de Cristo e muito menos o idealizamos na cruz.

Por ser um período de remoer trevas, dor e sofrimento, muitos que trabalham com energia negativa e magia negativa também acreditam que este seja um momento propício para seus trabalhos de demanda das trevas.

Nem Deus e nem o Capeta abrem as portas das trevas na quaresma, apenas os encarnados com suas mentes criam situações boas ou ruins e se unem em grupos e egrégoras positivas ou negativas.

Nós umbandistas cremos em Olorum, Deus, mas não cremos que exista um Demônio ou Capeta e muito menos que haja um período em que o inferno se abre ou se feche. mas é fato que neste período todo mundo fica mais "esperto", todo mundo fica mais ativo em seu campo de esquerda ou simplesmente ficam mais recolhidos.

Os templos de Umbanda seguem uma liturgia livre e assim cada templo tem a liberdade de passar a quaresma da forma que achar melhor.

Alguns templos passam toda a quaresma trabalhando com a esquerda, outros templos nem se dão conta do que é quaresma e há os templos de Umbanda mais influenciados pelo catolicismo antigo que chegam a fechar na quaresma.

A quaresma não é Umbandista, então não devemos e nem precisamos tomar providências litúrgicas ou ritualísticas por conta da quaresma. No entanto o povo brasileiro em sua maioria é cristão e não é possível negar a movimentação de forças e energias que se dá na quaresma. Desta forma não há obrigações de fato para o umbandista a quaresma, no entanto todos devemos sempre estar atentos ao que acontece no mundo espiritual e em nosso campo energético e mediúnico.

Eu recomendo sempre manter a vela de anjo da guarda acesa, manter sua firmeza de esquerda acesa e se necessário reforçar a proteção ao Anjo da Guarda com o Triângulo de velas a seu Orixá, reforçar a esquerda da forma como você aprendeu e se necessário fazer oferendas à esquerda.

Para quem pratica Magia Divina é um bom momento para manter um espaço mágico aceso e firmado com velas de sete dias com objetivo de cortar as energias, vibrações e demandas negativas.

O mais importante é manter um contato direto com seus guias espirituais e pedir sua orientação caso sinta a necessidade de fazer algo a mais neste período.

Boa quaresma a todos !!!

*A festa da Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia do início do outono.

Alexandre Cumino




Leia mais
Textual description of firstImageUrl

O Exu na Igreja Evangélica


O Exu na Igreja Evangélica

Mais um texto adequado a todas as épocas: tem muito kiumba passando-se por Exu e muita mente invigilante acreditando nisto... E os nossos veneráveis Guardiões firmes e fortes no cumprimento da sua missão: fazendo o bem sem olhar a quem! Laroiê todos os Exus de Lei! (Blog Tulca)

***

O Exu na Igreja Evangélica

A tolerância à diversidade é a palavra de ordem do momento. Longe de querer pregar o repúdio a qualquer religião, pois todas exercem sua função social e espiritual, esse texto tem o objetivo de mostrar que em alguns templos o nome das entidades da Umbanda Sagrada é usado de maneira pejorativa e que ainda assim os incansáveis trabalhadores do Astral não baixam sua guarda e nem deixam de dar proteção àqueles que os difamam.

Quantas e quantas vezes as entidades da Umbanda, em especial os compadres exus e as senhoras pombogiras, são invocadas nas igrejas evangélicas, como se fossem responsáveis por todo tipo de mal que afeta a vida de pessoas sofridas, que buscam solução para seus problemas nesses templos? Os nomes das entidades mais populares do panteão da nossa religião são citados sem qualquer respeito ou pudor. Os senhores Tranca-Ruas, Marabô, Tiriri, Tatá Caveira, Maria Padilha, Maria Mulambo e outros tantos são acusados de serem os responsáveis pelo infortúnio de pessoas desesperadas com questões materiais, espirituais, de saúde ou familiares. Esses nobres trabalhadores são acusados de causar doenças, prejuízos materiais, destruir famílias e outras mazelas mais, num ato de total desrespeito aos símbolos (nesse caso, às entidades) da religião alheia.

Esses mesmos detratores das nossas entidades – as quais acusam de serem demônios – batem no peito para bradar aos quatro ventos que “o diabo veio para mentir, roubar e matar” e não se atentam que eles próprios podem estar sendo enganados por um “diabo” (sem entrar no mérito da existência dessa figura mítica judaico-cristã) que mente, que os engana, dizendo se chamar Tranca-Ruas, Marabô, etc. Em outras palavras, zombeteiros adentram esses templos, usam os nomes das entidades da Umbanda, e aqueles mesmos que dizem que o “diabo” veio mentir, não notam que estão sendo vítimas de uma grande mentira. Caem como patinhos na lábia de verdadeiros arruaceiros espirituais que conseguem usar uma religião para denegrir outra. E o que é pior, denegrir justamente a imagem dos guardiões, daqueles que policiam sua ação nefasta no mundo espiritual e que se reflete de forma extremamente negativa no mundo material, atingindo mentes pouco esclarecidas e/ou preconceituosas, que não medem esforços em acusar os senhores exus, os verdadeiros soldados do Astral, os agentes da Lei Cósmica e cármica universal pelas mazelas que grassam as vidas daqueles que, desesperados, buscam ajuda.

Os compadres exus têm seus nomes achincalhados de maneira vergonhosa dentro de algumas igrejas, que sem o menor pudor ignoram inclusive a Carta Magna do país, que garante o respeito a todos os cultos religiosos e seus símbolos. Mal sabem esses detratores do mundo espiritual que, ao contrário deles, os nossos guardiões exus são desprovidos desse preconceito infantil e barato, e ali estão, à porta das diversas igrejas, trabalhando incansavelmente como sempre costumam fazer, impedindo que ataques do mais baixo reduto espiritual atinja a nós, encarnados, independente da religião que professamos.

Se não fossem os nossos fiéis amigos exus, quantos ataques os diversos templos religiosos sofreriam dos elementos trevosos que, apesar de desprovidos do corpo carnal, rondam e obsedam o mundo material sem que a maioria se dê conta disso?

Não importa o nome que se dê a eles. Na Umbanda e na Kimbanda chamamos de exus. Outros preferem chamar apenas de guardiões ou protetores, mas o importante é que estejam ali, guardando a entrada dos Centros Espíritas, das igrejas católicas, das protestantes tradicionais ou das neo-pentecostais, pois o fato é que ali estão, abnegados e cumprindo bem a sua tarefa de impedir que kiumbas ou trevosos deturpem o culto lá realizado.

Se em algumas denominações (especialmente neo-pentecostais) certos espetáculos acontecem, com obsessores se passando pelos exus (principalmente os mais conhecidos, por assim dizer) é porque os próprios exus de lei permitiram que eles ali adentrassem, a fim de que participassem do show de horrores para depois serem encaminhados ao devido local de merecimento, ou então têm ciência do teatro que alguns fazem usando seu nome, sem que haja, na realidade, entidade qualquer ali.

Em ambas as situações, levando-se em conta o seu caráter irreverente – apesar da seriedade com que realizam sua tarefa, os verdadeiros exus, aqueles que guardam incansavelmente até mesmo a porta das igrejas evangélicas, devem se divertir muito enquanto fazem o seu trabalho e observam essa “Broadway” de quinta categoria. E para quem conhece bem essas entidades, sabe que sua gargalhada não é apenas uma manifestação de hilaridade, e sim um fundamento usado com mestria para descarregar situações tensas, onde elas se fazem necessárias.

Exu está em toda parte, pois a sabedoria cósmica sabe como agir e onde colocar cada um de seus trabalhadores, para que desempenhem bem sua finalidade. Se alguém possui o dom da vidência, não se espante se um dia se deparar com um compadre exu guardando a entrada de uma igreja evangélica. O Universo possui razões que nós somos ainda muito imaturos para entender.

Laroyê Exu.

Douglas Fersan





Leia mais
Topo