27 de maio de 2015

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Terreiros - Unidades Autônomas e Livres


Autonomia dos terreiros de umbanda

"A Umbanda é uma gigantesca rede de pescador das almas jogada pelo Pai, no imenso oceano da existência dos espíritos humanizados retidos na Terra." Ramatís. 


A Umbanda, pelo fato dos milhares de terreiros existentes que a compõem serem independentes entre si, se comportando como unidades religiosas autônomas e livres, não é doutrinariamente padronizada na Terra e cremos que nunca o será por vontade do Pai.

Mas porque será que está é a vontade do Pai?

Lembremos que, desde o surgimento da Umbanda, o espiritismo codificado proíbe as manifestações de muitas entidades, que são tratadas como seres inferiores, menos esclarecidos, sofredores, obsessores, não encontrando médiuns nesta seara na Terra para trabalhar do Astral. Na verdade, o surgimento da Umbanda foi intensificado pela proibição da manifestação de africanos, índios, pretos(a) velhos(as) e caboclos(as) - vigente no início do século passado -, que infelizmente permanece até os dias atuais.

Com certeza, a Umbanda foi arquitetada pelo Alto, para democratizar o acesso à mediunidade dos dois lados da vida. Do lado de cá, dá oportunidade aos médiuns que precisam trabalhar independente do seu grau de instrução, especialmente os menos favorecidos, os analfabetos e pobres, incluindo-os igualmente no mediunismo, dado que no espiritismo ortodoxo vigente, médium que não sabe ler não consegue freqüentar as suas escolas. Do lado de lá, abre as portas aos espíritos julgados “marginais”; bandidos, malandros, feiticeiros, bruxos, magos, curandeiros,..., dado o pensamento etnocêntrico judaico-católico predominante ainda em nosso inconsciente coletivo, que reflete-se inegavelmente na "pureza" e exclusão dos centros espiritistas.

Esta "democratização" da mediunidade, para todos sem olhar a quem, alivia nosso carma coletivo acumulado de opressão pelas doutrinasreveladas, codificadas, codificadores, religiões de um só profeta, crenças em um único livro sagrado...

Podemos dizer que a essência da Umbanda é a seguinte:


"Todas as entidades serão ouvidas, e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos àqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai". 

Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Triângulo da Fraternidade


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24 de maio de 2015

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Homenagem Tulca ao Povo Cigano

Ciganos Tulca

Salve Santa Sara Kali e todo o Povo Cigano da Umbanda!!!
Que a alegria desta falange iluminada esteja sempre conosco, celebrando uma vida feliz e próspera!
Salve o dia 24 de maio! Saravá nossos Ciganos e Ciganas! Optcha!!!

Gira Festiva na Tulca em 23/05/2015




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20 de maio de 2015

Os Guias nos Vêem como Realmente Somos


Sabe aquela pessoa que dá a impressão de fazer tudo errado?

Ela é folgada, preguiçosa, fala mal de todo mundo, falta no trabalho à toa, só vê o lado ruim das coisas, enfim, aquele irmão que a maioria faz questão de se afastar.
Bom, um belo dia você chega no terreiro, recebe seu guia, sente aquela energia maravilhosa e, quando menos espera, seu primeiro consulente é aquele irmão de quem você prefere ficar afastado.
Se você for inconsciente não há problema algum, afinal vc não vai se lembrar, agora se for consciente, ou semi-consciente, vai sentir aquele “ai senhor, justo comigo?!”.
Sim meus queridos, apesar de estarmos ali, na força do guia, totalmente voltados pra caridade, nos policiando para sermos melhores, ainda somos humanos e, muitas vezes, julgamos sem perceber.
Bom, daí o filho chega e o guia dá aquele abraço apertado e gostoso nele. Nisso você sente que o filho está cheirando a bebida e lá vai você julgando de novo.
O passe corre tranquilo. O guia, na sua infinita sabedoria, ama aquele filho. Não importa se ele já roubou, se trata mal todo mundo ou se chuta o cachorro.
Aquele filho, que pra você é o exemplo do que não fazer e, ao invés de tentar aprender com os erros do seu irmão, você simplesmente se afasta dele, é o filho mais lindo pro seu guia.
Sabe por quê? Porque enquanto ele estiver ali, na frente do guia, procurando ajuda, é porque lá no fundo existe amor. Um amor escondido, que leva esse filho até o seu guia a pedir ajuda sem nem ele mesmo saber o que está fazendo ali.
Os guias não enxergam aquilo que somos por fora, eles enxergam aquilo que está dentro de nós. E apesar de muitas vezes acharmos que esse ou aquele irmão já se perdeu, os guias nunca desistem da gente. Porque eles são a face de Deus mais próxima de nós. E Deus nunca abandona.
Então, da próxima vez que você achar que pode julgar alguém que pede ajuda, lembre-se de que cada um está num estágio de evolução. Cada um de nós, inclusive você, precisa aprender a evoluir a cada dia. E Deus nos concede essa evolução, esse aprendizado, através de caminhos que nos parecem tortos porque não são os caminhos convencionais, mas sim caminhos de extrema provação e dificuldade.
E vocês podem ter absoluta certeza que o Guia do filho que você julgou está sempre com ele. Mesmo quando o guia não pode mover uma palha em prol do filho, porque a caridade só pode ser feita quando a pessoa se deixa ser ajudada, o Guia está ali, pra chorar conosco, do nosso lado, dando seu ombro amigo, seu abraço de luz pra nos consolar.
E de repente, quando menos esperamos, a vida começa a ficar colorida, as coisas começam a dar certo, as provações começam a ser mais brandas. Aquele irmão “torto” começa a ter benefícios na vida, apesar de toda a grosseria, de todos os erros. E você pode pensar “puxa, eu aqui, fazendo a caridade e ele, que só trata todo mundo mal, consegue um emprego melhor, mais dinheiro, mais tranquilidade”. É meus amigos, aquele irmão tão “torto”, através do amor do guia que você incorpora, vai se deixando levar, sem perceber, para a luz. E a melhoria na vida dele é só um estímulo pra que ele consiga cumprir suas provações até o fim e não desista de tentar se melhorar.
Os guias, apesar de todas as máscaras que usamos no dia a dia, nos enxergam como somos. Não adianta se disfarçar de bonzinho, caridoso, gentil, se lá no fundo você for diferente. Assim como não adianta usar máscaras de “malvados” pra ocultar o amor que existe em nossos corações, e que os guias, na sua infinita sabedoria, sabem procurar e achar lá no fundo.

Ana Lídia



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17 de maio de 2015

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Homenagem Tulca aos Pretos Velhos

Pretos Velhos

Pretos Velhos! Luz no caminho a sinalizar a direção do Pai Criador. 

Amor em palavras e ações a acalentar as almas sofridas. 

Sabedoria para transformar a dor em ensinamento e os dissabores em reflexões.

Calma respaldada na esperança da vitória do Bem sobre o Mal.

Simplicidade e sublimidade em todos os gestos.

Exemplo de fé e amor por Deus e por toda a sua Criação.

Ontem os homenageamos e vivenciamos um saboroso café com eles!

Indizível a sensação de paz e ternura no ambiente a nos invadir e confortar!

Fomos presenteados com os seus ensinamentos, entre eles, que a caridade deve começar por nós, reconhecendo os nossos erros sem melindres e dessa forma estar dispostos à mudança. 

A importância da família como base da vida e a necessidade de cultivar a união familiar resgatando gestos simples como compartilhar as refeições. 

A conscientização de agradecer o alimento de cada dia, retornando à sua origem que é o próprio planeta. E agradecer ao planeta em forma de oração, para que não se perca diante da insensatez dos homens que o destroem um pouco a cada dia.

E por mais dura que seja a luta pela sobrevivência, nada fará real sentido se não houver amor.

Obrigado queridos vovôs e vovós, a festa foi sua, mas o presente foi nosso em tê-los conosco mais uma vez como uma pérola de luz!

Salve o dia 13 de maio!
Saravá Preeeeeto!!!
Eu Adorei as Almas!!!

Por Ednay Melo







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15 de maio de 2015

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Vergonha de Ser Umbandista

Vergonha de Ser Umbandista
Não sou Umbandista, não gosto de "ismo", nem toco em nenhuma banda, mas tenho um grande orgulho da Umbanda e de tudo o que aprendi e ainda aprendo com os Orixás e com os Mestres de Aruanda, por isso, se em alguma discussão sobre religião, ouço alguém falando mal da Umbanda, essa pessoa vai ouvir; afinal, todas as religiões merecem respeito e de intolerante, já basta a nossa ignorância em relação ao diferente, porém, é interessante que isso não ocorre com muitos dos seguidores dessa religião afro-brasileira, a maioria nega de pé junto que já pisou em um terreiro, ou seja, o preconceito começa com os próprios praticantes da religião.

Uma coisa é ouvir o preconceito vindo dos evangelistas de plantão que adoram falar mal de qualquer religião que não seja a "cristã" deles, porém, perceber esse medo bobo de assumir o que faz vindo dos seguidores dessa religião tão linda, sempre me deixou muito curioso.

Certo dia, estava conversando com alguns amigos, um deles, umbandista de pai e de avô, e a discussão começou a girar ao redor da palavra "macumba" e acabaram, naturalmente, associando com a Umbanda, e lá fui eu, explicar que as coisas não eram bem assim, como os nomes e significados foram distorcidos, e defendi aqui e ali, tudo o que aprendi com a Umbanda, esperando que esse meu amigo, entrasse na discussão e falasse sobre a sua experiência, mas ele permaneceu em silêncio durante toda a discussão.

Quando o pessoal foi embora, olhei para ele e falei:

- E aí, o que ocorreu?

Ele olhou para mim e falou:

- Nada! Eu só não gosto de falar para as pessoas o que eu faço ou no que eu acredito. Eles não tem nada a ver com isso.

- Você tem razão - respondi - Afinal, não precisamos ficar por aí, levantando a bandeira de nada, mas acredito que precisamos nos manifestar quando vemos pessoas falando besteira sobre algo que conhecemos bem. E não consigo ficar calado quando ouço as pessoas pregando algo contra a religião alheia.

- Não me leve a mal, Frank! - disse ele - Mas não quero que as pessoas me chamem de macumbeiro. Por isso, quando elas me perguntam que religião é a minha, sempre falo que sou católico, ou se o pessoal for mais cabeça, que eu sou espírita.

- Mas você vive dentro de um terreiro de Umbanda!

- Eu sei, mas não tenho coragem, nem força para assumir algo que sei que vou sofrer preconceito...é mais fácil apenas dizer o que eles querem ouvir.

Não disse nada, mais é por esse e por outros que a Umbanda continua sofrendo todo esse preconceito e continua sendo considerada uma outra seita, dessas de fundo de quintal, que só existem para fazer o mal. E a diferença entre seita e religião, queridos leitores, é o preconceito que cada uma carrega.

Frank Oliveira


***


Confissões de um Umbandista

Como já diz o título, logo se imagina do assunto que venho tratar. Em um país de várias cores, tradições e dialetos, onde predomina o catolicismo, eu sou mais um Umbandista que tive por muito tempo vergonha de assumir minha religião em público.

Mesmo com meus pais carnais sendo, também, Pais de Santo e tão influentes na religião, eu sempre tive vergonha de dizer que era umbandista, na hora em que perguntavam a minha religião, eu gaguejava e não assumia.

Dentro do Terreiro batia no peito e dizia que era filho de pemba, um umbandista nato e cantava com orgulho que era mensageiro da Umbanda. Mas a grande verdade é que para pedir aos Orixás e Guias as bênçãos eu era religioso e me dizia umbandista, mas somente dentro das quatro paredes do Terreiro, por que na sociedade, a vergonha e o medo de ser rejeitado ou coisa do gênero eram maior que minha vontade de dizer que a minha religião era a Umbanda.

Meus pais sempre me alertaram sobre a minha falta de fé, crença e respeito diante das Divindades Maiores da quais eu estava ligado, e eu por minha vez me achava muito certo em apenas estar de corpo presente nas giras. Meu orgulho e a falta de discernimento fizeram com que eu aos poucos fosse andando pra trás, ou seja, todas as bênçãos que eu tinha recebido, eu estava perdendo, afinal como diz minha mãe carnal e espiritual: “os Guias, os Orixás dão graças divinas muito superiores ao nosso plano em que vivemos, mas eles tiram quando nos faltam merecimento, o que Ogum dá só Ogum pode tira”, e isso realmente é de fato verdade.

E por incrível que pareça, depois de anos de religião, depois de muitos problemas gerados em torno de minha falta de concentração, de amor, de respeito, de humildade e principalmente, de fé diante dos Orixás, depois de muito perder, de ver que as minhas atitudes não estavam me levando a nada e a lugar nenhum eu decidi que mudar era o melhor e o mais sensato a fazer. Mas depois de tantos erros, depois de tantas falhas, a mudança não é fácil, e muito menos rápida, pelo contrário o meu trajeto aumentou muito, pois cada passo que eu dava para frente, logo depois eu dava dez para traz, e agora chegou à hora de percorrer toda essa estrada construída por mim mesmo.

Passei a ouvir mais minha Babá e meu Babalaô, que sempre me orientaram e me mostraram o caminho correto e depois de aos trancos e barrancos penar muito na lei de pemba, eu me vejo hoje muito mais umbandista e enraizado nas forças dos Sagrados Orixás.

Quem hoje me perguntar qual a minha religião, vai escutar com muito fervor, UMBANDA, pois foi Ela que uniu a minha família e mais do que nunca, sempre nos deu agô.

Aproveito a oportunidade para aqui agradecer aos meus pais carnais e meus Sacerdotes de Umbanda que estão engrandecendo e colocando a religião em seu devido lugar, que nada mais é que “O TOPO”.

Parabéns e não só eu, como muitos umbandistas, tiramos o chapéu para vocês. 

Marcos Vinicius




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Crescendo e Matando o Ego

Crescendo e Matando o Ego
Ser umbandista é um ato de coragem ou não, pois muitos por covardia negam que praticam ou frequentam a Umbanda. Assumir-se Umbandista com Orgulho é um ato de rebeldia. Então, quando estudamos a história das religiões descobrimos que os maiores avatares e iluminados foram rebeldes e corajosos como Jesus Cristo, Mohamed, Moisés, Abraão, Buda Sidharta Gautama, Shankara, Ramakrishna, Gandhi, Osho e outros líderes espirituais.

Ter uma proposta real de crescimento espiritual implica em comprometimento, e quantos estão realmente comprometidos com o crescimento espiritual de si mesmos?

O Caboclo das Sete Encruzilhadas criou a religião de Umbanda com estas palavras: “Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade.” Fazer a caridade pura e simplesmente não implica em ser uma pessoa melhor, pois, para se tornar melhor, é preciso o autoconhecimento.

Podemos até dizer que muitos fazem a caridade por desencargo de consciência e outros ainda a fazem por vaidade. A partir do momento que se diz que a melhor pessoa é a que faz mais caridade, muitos passam a fazê-la para ser melhor que os outros, e assim tornam-se objetos do Ego e da Vaidade. Qualquer movimento no sentido de ser melhor do que os outros, é um movimento do ego. O único crescimento está em ser melhor do que eu mesmo. Isto implica numa análise profunda de autoconhecimento.

Bem, ainda sobre o Caboclo das Sete Encruzilhadas, ele também disse que: “Aprenderemos com quem sabe mais e ensinaremos a quem souber menos, a ninguém voltaremos as costas.” Aqui o caboclo coloca uma direção importante para a religião de Umbanda, ele mostra que é fundamental o crescimento e aprendizado.

Agora digo eu:

Se, podemos aprender com todos, também podemos aprender de todas as doutrinas, filosofias e religiões. Só não podemos perder o propósito de aprender, de sermos melhores. Fazer o Bem e não fazer o mal é algo muito simples. Devemos aproveitar a religião para um propósito maior, como nos autoconhecer.

No nosso modelo de trabalho espiritual é possível ser um bom médium, que tem um dom de incorporação bem apurado, dar boas comunicações e no entanto ser um ser humano desequilibrado.

Me parece que temos super valorizado o dom em detrimento do ser humano que somos, não nos interessa se tal pessoa é boa ou não, para trabalhar na Umbanda só interessa se é bom médium.

Assim, nós os umbandistas nos acomodamos na posição de ir ao terreiro incorporar os guias para trabalhar e voltar para casa, dessa forma, não precisamos ter nenhum comprometimento com nosso crescimento interior.

A maioria das pessoas acredita que ter crescimento interior consiste em ler alguns livros e fazer alguns cursos. O crescimento começa com o identificar dos nossos defeitos e procurar caminhos para corrigi-los, quanto mais comprometidos e sinceros, mais vamos identificá-los e lutar por uma transformação interior.

Esquecemos ou ninguém nos ensinou que Céu não existe fora de nós. Não adianta fazer toneladas de caridade, se estivermos desequilibrados internamente, não alcançaremos um lugar bom.

Sendo tempo e espaço uma ilusão comprovada pela física, o único lugar que podemos ir é para dentro de nós mesmos e o único tempo real é agora, logo caridade não leva a lugar nenhum se antes você não for a este lugar internamente. A caridade também deve ser uma consequência e não o objeto ou a senha para entrar no céu.

Tenho Orgulho de Ser Umbandista ! ! !

Alexandre Cumino



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12 de maio de 2015

Maledicência


Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros. Qual a razão última dessa mania de maledicência? É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade. Diminuir o valor dos outros dá-nos a ilusão de aumentar o nosso valor próprio.

A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesmo. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros. Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.

São como vagalumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca. Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar. Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros. Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da sua saúde própria.

As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência. Falar mal das pessoas, das coisas alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algo parecido com uísque, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.

A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.

Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.

Fala-se muito por falar, para “matar tempo”. A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.

Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades. Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.

Guerras e planos de paz sofrem poderosa influência da palavra. Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel. Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio. São enfermos em demorado processo de reajuste. Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.
Pense nisso!

Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias fraquezas. Evitemos a censura.

A maledicência começa na palavra do reprove inoportuno.

Se desejamos educar, reparar erros, não os abordemos estando o responsável ausente. Toda a palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.

Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina. Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, “a boca fala do que está cheio o coração”.

Texto extraído do livro A Essência da Amizade de Humberto Rohden. Editora Martin Claret





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8 de maio de 2015

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Assistência no Terreiro de Umbanda


Assistência nos Terreiros de Umbanda

Quando vamos a um terreiro de umbanda procurar por ajuda espiritual, ou quando somos indicados, encaminhados, ou por curiosidade e até mesmo para visitar, em geral ficamos impressionados e curiosos com o andamento das atividades que serão ou estão sendo desenvolvidas. A umbanda traz uma impressão e imagem lúdica que nos envolve, que é atrativa, que vai desde o som do atabaque, que nos recorda algo muito familiar como as batidas do nosso próprio coração e o pulsar de nossa vida: ora corrida, ora estressada ou calma nos causando identificação imediata. Cercada de cores, velas, defumador até o brado de um Caboclo e o estalar de dedos de um Preto velho ou o balançar de seu rosário, que nos lembra de nossa casa, lugar de aconchego, onde podemos ter o mesmo rosário na cabeceira de nossa cama. Todo este ambiente visivelmente atrativo ou pitoresco pela grande quantidade de informação e representação que possui esconde-e-revela o místico, o que está para acontecer, o segredo da busca e descobre o véu da razão e/ou do sofrimento, oferecendo consolo, edificação (afirmação e confirmação dos objetivos) e ainda exortação, que se expressam pelas linhas de trabalho do dia e a qual o indivíduo que procurou foi atraído ou se afinizou. Como dizia um grande homem de DEUS: “… assim como a alma busca a DEUS, muito mais DEUS procura a alma para a esta se revelar”.

Interessante é notar que os instantes antes da consulta ou do passe envolvem uma mistura de tensão, angústia, confiança e esperança, que se separam e voltam a se misturar, com perguntas que trazem respostas como: o que esta encoberto se revelará? a trégua da luta chegará ao fim?, ganharei mais fôlego e força para ir em frente?, ou a tão sonhada palavra “BASTA este tempo acabou” será pronunciada pela entidade que me atenderá? Esta gama de emoções, sentimentos, pensamentos e situações que se passam no coração e na mente se retratam na postura e comportamento de quem aguarda sua hora de atendimento.

Fundamental para a assistência nesta hora é que mantenha sua postura orante, evite conversar, evite uso de eletrônicos, ou de qualquer coisa que tire sua atenção, pois será um grande encontro, um encontro com o divino, e por isto é necessário ter foco, ser pedinte e insistente, como a mulher que ao muito insistir como disse o mestre Jesus em seu evangelho teve seu pedido atendido. Estaremos falando com os mensageiros de Deus, e por este motivo devemos trazer “tudo” para a consulta ou para a gira, trazer “tudo o que somos”, usar de sinceridade, verdade e expor nossas feridas sem medo, com a confiança de que a Deus tudo é possível!

Ao buscarmos esta sintonia com Deus durante a sessão, ou durante a espera para o atendimento, os guias que cuidam da casa e de seus trabalhos se aproximarão de nós e contribuirão na realização do propósito de Deus a nosso respeito, segundo a abertura de nossos corações. Nosso papel quanto assistência é se abrir a energia que flui através do trabalho espiritual que esta sendo realizado naquele ambiente, pois este tem objetivos, de modo a estar em sintonia, colaborando para que esta mesma energia flua em nós e que a finalidade da ação espiritual seja cumprida. A cada trabalho espiritual desenvolvido nos terreiros, sessões, consultas, passes e outros, as sementes do reino de Deus são lançadas em nós ou regadas em nossos corações, de modo que quando começam a crescer seus frutos, podemos perceber o quanto nos tornamos diferentes, ou as pessoas que nos cercam sinalizam através de seus comentários que estamos melhores do que antes.

Por este motivo, a assistência contribui muito com a gira, pois no astral os mestres e guias sabem quem irão atender e a assistência deve estar ciente de que falará com guias espirituais, seres tão evoluídos ao ponto de atendê-los, inclusive nas entre linhas, há relatos e histórias de grandes mestres como Ramatis e Saint-Germain que se configuraram em outra roupagem, ou seja, plasmaram e mudaram suas formas de apresentação e ainda hoje atendem no banquinho dizendo que são pretos velhos, por exemplo. Por isto deve ocorrer uma atitude respeitosa da assistência com as entidades espirituais, respeito que vai desde a forma de se vestir para ir ao terreiro receber a consulta, se comportar durante a gira ou consulta, pois devemos usar diplomacia e o bom senso de saber o que nos cabe usar a cada hora e de acordo com o ambiente que frequentamos.

Outro ponto que cabe destacar é que alguns terreiros de umbanda usam de preleção ou de alguma pequena palestra de evangelização, que ocorre antes dos atendimentos, utilizando como base o evangelho ou leituras espirituais visando sensibilizar os participantes (encarnados e desencarnados), pois todos estamos em evolução, e todo instante é tempo de mudança e de nos voltarmos para DEUS.

O importante é que ocorra uma mudança interior em nossas vidas, ou uma decisão de procurar este caminho de mudança, pois qualquer jornada neste mundo, quando encarnados necessita de ajustes e reparos, nunca estamos preparados o suficiente para afirmarmos que já somos iluminados.

Mais um aspecto que cabe considerar é que diante destes maravilhosos mestres que nos atendem, que trazem roupagens diferentes, estes mensageiros de DEUS agem de diferentes maneiras na hora da consulta. Não tenhamos medo de suas atitudes, pois nunca fugirão do respeito e caridade (amor em atos concretos) que podem se expressar por meio de toques, orações, preces, passes, receitas, sons, palavras e recomendações, uma vez que no concreto da vida nos abrem portais internos para que enxerguemos e acessemos as respostas que necessitamos e queremos. Na verdade, estas respostas estão dentro de nós, fruto da presença de DEUS em nós, que em nós habita e que NUNCA se esgota em nos cumular de seus bens e amor.

Não tenhamos medo de ouvir o que não nos agrada, pois de verdade, na essência já sabemos, mas em alguns momentos preferimos o caminho da auto-sabotagem, das ilusões, das paixões gustativas (sejam essas expressas nas mais variadas formas de prazer sensível), da lei do menor esforço, ou de sempre culpar o outro e ainda de viver fugindo de assumir posturas e posicionamentos na vida. Este “conflito” nos faz tocar nosso nada e visualizar nossa sombra e então depender de DEUS e dizer a Ele ilumina-me!

Vale ainda ressaltar concluindo esta reflexão sobre dois tópicos muito importantes: um a passagem bíblica que afirma “de graça recebestes, de graça dai” (Mateus, 10), ou seja, a beleza da gratuidade divina, pois temos livre acesso a Deus através do contato com seus mensageiros de luz, que ocorre de graça e “de grátis”. Nossos guias e mentores não nos cobram nada por seus serviços e orientações, apenas despertar, consciência, entendimento e responsabilidade de sabermos com quem estamos nos envolvendo, com o DIVINO, com eles que são mestres de luz.

Em segundo, a presença da assistência no terreiro e os frutos da realização de DEUS que estas pessoas apresentam em suas vidas, também podem funcionar como um termômetro do terreiro e da vida de fé do corpo mediúnico. Pois, irá expressar o amor sincero vivido pelo mesmo dentro e fora do terreiro, e deve ser mantido pelos membros da casa através da adoção de rituais, preces e orações, cultivando a presença do divino, além do momento da gira; pela disponibilidade e atenção dispensada as pessoas que se afinizam pela casa de caridade, nos dias de trabalho espiritual; pela fidelidade vivida pelo corpo mediúnico aos preceitos e direção espiritual, que são fornecidas pelo terreiro; pelo esforço do desapego na orientação dos indivíduos, que procuram auxilio espiritual no terreiro, pois não somos “donos da verdade” e “ninguém nos pertence”; e ainda, pelo estudo constante e a busca de DEUS, fonte de todo bem!

Dennis de Carvalho







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7 de maio de 2015

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A Importância dos Orixás em Nossas Vidas


Orixás na umbanda


O que é Orixá????

Para nós trabalhadores das diversas fraternidades que acreditam e confiam em regentes espirituais, temos a crença que Deus, dividiu seus fatores ou energias em diversas formas dotando seus filhos ou espíritos humanizando-os com seus atributos e instruindo-os para serem polos magnéticos e condensadores para parâmetros humanos, atribuímos muitas vezes aos Orixás nossos modos de ser, viver, comportar, pensar, agir, e por fim acreditar.

O Orixá está na natureza, mas não é apenas a natureza. São fatores de energia e pontos de fixação para a evolução humana e principalmente aos trabalhadores da seara espírita umbandista ou Candomblecista. Enfim... É mais uma benção de Deus.

O Umbandista deve buscar o equilíbrio de todas estas forças através da prática da caridade, do amor e respeito à natureza e às coisas de Deus. A Umbanda nos ampara e propõe trazer o equilíbrio destas forças para as nossas vidas, desta forma seus filhos serão sempre polos atrativos e condensadores dessa energia. 

Trabalhar na Umbanda ou ser seguidor de seus ensinamentos e parâmetros ensina e demonstra aos seres humanos que tudo esta sempre em completa mutação nada é estático ou imóvel a evolução é continua e chama a todos para que caminhe, ao lado e através de seus enviados de luz, que sempre nos trazem palavras de consolo, amparo, força, esclarecimento, caridade e amor, e assim fazer ultrapassar as paredes físicas do terreiro de Umbanda a sua mensagem.

Sendo a Caridade o objetivo principal do médium Umbandista.

A Umbanda não se propõe a ser solução milagrosa para todos os problemas de ordem materiais criados por nós, mas propõe que, através da harmonização com as forças da natureza, encontremos amparo e alívio para os nossos problemas.

Essas forças da natureza estariam dentro de nós, nascemos já preparados para a nossa batalha ou desafios como muitos comentam, somos amparados por nossos senhores, ou seja, nossos Orixás que significa:

Ori....Coroa....Cabeça;
Xá....Senhor .....luz...

Poderíamos dizer que Orixá significa:
Senhor da Cabeça ou;
Senhor da Luz 

Cada Orixá tem função específica e até as que são antagônicas se harmonizam frente as nossas necessidades, por Graça do Criador.

Todas as energias emanadas pelos Orixás estando em equilíbrio nos tornam pessoas melhores e facilitam a nossa passagem na Terra, por isso falei em benção de Deus, e também em manifestações básicas e harmônicas dos Orixás apesar de algumas manifestações serem antagônicas, mas no fundo complementares. Tudo isso justifica e explica enfim o porquê é fundamental o estarmos equilibrados aos sete planos divinos com seus respectivos Orixás, explica o porquê de não nos dedicarmos a um ou dois Orixás específicos apenas.

Dentro da Umbanda trazemos todos os Orixás para fazer parte de nossa vida, ou seja, a Fé, Lei, Justiça, Conhecimento, Evolução, Amor, Cura e por fim a Proteção, todas essas forças devem fazer parte da caminhada do médium Umbandista, todos temos a necessidade do amparo divino para conseguirmos a realização de nossos planos reencarnatórios. 

Sendo que Orixá é a tradução mais evoluída do nosso sistema manifestada através das forças da natureza, não poderíamos, nós, termos a mais pura essência desses complexos etéreos. E sim a centelha desfocada que se reflete, manifesta e influencia o médium. Que vem traduzida e decodificada em uma linguagem compreensível para nós.

A formação do arquétipo de cada um depende do grau evolutivo do médium, e contribuições dadas a sua formação, tais como, nível de consciência de vida de acordo com sua visão espiritual; qualidade da aprendizagem feita de encarnação para encarnação; historicidade cultural nesta encarnação; formação familiar e serviços prestados à comunidade em forma de caridade.

Quanto mais o médium trabalha em função da sua melhoria como ser humano, maior e melhor é a qualidade da influência vinda das Egregoras do astral, pertencentes aos regentes da coroa mediúnica, ou seja, menos impurezas ele absorverá, já que seus sentimentos se tornarão forte filtro.

A jornada de um trabalhador de luz terá algumas facilitadoras, porém não será nada fácil atingir o objetivo final, ele dependera e muito do comportamento dentro e fora do terreiro, porque a todo o momento seremos lembrados que para alcançarmos a luz e podermos fazer parte dela, temos que deixar para trás a força das trevas e negatividades dos planos inferiores que tão bem conhecemos.

Somos importantes para Deus e os Orixás, mas também somos importantes para as trevas ou escuridão, devido ao magnetismo humano, somente nós os seres humano tem a energia capaz de abrir alguns campos espirituais que se chama ectoplasma, através dessa energia invisível aos olhares dos homens, muitas formas e pensamentos são alimentadas ou mesmo curadas nos planos espirituais, por isto devemos sempre estar vigilantes sobre a nossa capacidade e dedicação ao bem.

Somos importantes de verdade Deus nos quer ao seu lado sempre, nos envia seus guerreiros e guerreiras para que possamos vencer a nossa batalha particular, o resultado desta guerra dependera única e exclusivamente dos nossos desejos e querer.

Roberley Meirelles



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6 de maio de 2015

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Você Precisa Desenvolver a sua Mediunidade


Mediunidade Umbanda


Quantos já ouviram essa expressão?

É uma frase típica, muito utilizada nos centros espíritas/espiritualistas, que possui um significado amplo. No entanto o sentido que essa palavra produz nas pessoas que ouvem, muitas vezes é distorcido em relação ao seu verdadeiro significado.

Como sabemos, a mediunidade é um instrumento de evolução. 
Ela nos possibilita um crescimento mais rápido, na direção da realização de nossa missão. 

O que seria de nós sem as possibilidades mediúnicas que ganhamos de Deus?

Então, pense. Certo dia, lá em cima no plano astral, o Papai do Céu nos escalou. Isso mesmo, como um técnico de futebol, que chama seu jogador para entrar em campo. 

Ele veio e falou: 
“Você vai descer, vai voltar para a escola (Planeta Terra). 
Precisa aprender, evoluir, resgatar muitas coisas, por isso precisa descer... Mas, você sabe que sua necessidade é grande, possui muitas coisas para curar, muitos erros de outrora para corrigir. Dessa forma, uma existência apenas não seria tempo suficiente para tanto. Por isso filho, vou te proporcionar a mediunidade, como um instrumento para ajudar você a fazer muito mais coisas em menos tempo. Sem essa faculdade, isso não seria possível, pois ela lhe ajudará a otimizar sua encarnação, ou seja, sua experiência no plano físico, que é tão necessário para a reforma íntima”.

“Essa dádiva vai lhe permitir fazer grandes tarefas, o que será muito importante para que consigas aproveitar muito bem sua encarnação e seu propósito nessa descida. Entenda que ela é uma grande aliada na sua empreitada, é um presente para lhe ajudar.
A mediunidade é como a Betoneira para o pedreiro.
Ajuda a virar a massa, mexer o cimento com muito mais facilidade.
Sem ela, a obra demoraria muito mais tempo, geraria muito mais desgaste...”

E assim nascemos no plano físico, nos desenvolvemos e chegamos a maturidade(física apenas). E em meio a tantas ilusões e tanto distanciamentos em relação a nossa essência divina, acabamos considerando a mediunidade um “Fardo”! Esquecemos-nos do seu real objetivo... Isso é “cuspir para cima”. Um equívoco sem igual! Desperdiçamos uma oportunidade incrível. 

Centros espíritas/espiritualistas, através de seus orientadores, trabalhadores e monitores, alertam para as pessoas sobre a necessidade de trabalhar a mediunidade e desenvolver a espiritualidade. Normalmente, atuam de maneira amorosa, respeitando o livre-arbítrio de cada um. No entanto é normal, as pessoas fazerem mal uso dessa liberdade de escolha. Alienadas de sua finalidade aqui na Terra, acabam que por rejeitar a sugestão para desenvolver a sua mediunidade. A recebem como uma coisa ruim, algo incômodo, realmente um fardo.

Se essas casas de amparo e desenvolvimento espiritual pudessem interferir na escolha das pessoas, seus orientadores diriam assim: “ Meu irmão, se liga, você recebe um presente de Deus, chamado mediunidade, não porque você é um ser iluminado ou puro, tampouco porque você possui dons extraterrestres. Simplesmente porque você está abarrotado de coisas(karmas) para curar.... Você tem a obrigação de mergulhar nesse entendimento, mas o azar é seu se você virar as costas para essa necessidade, e quiser desperdiçar mais essa oportunidade de evolução”.

Então, amigo leitor, pense a respeito:
Quando alguém lhe disser a fatídica frase:
Você precisa desenvolver a sua mediunidade! 

Entenda de uma vez por todas, isso quer dizer que chegou a hora de você utilizar esse poderoso recurso, como um instrumento para dinamizar a sua tarefa de curar-se! 

Redimir-se de erros do passado e evoluir.
Essa é a meta de todos!
Com isso, se você fizer bom uso desse instrumento, quando o ciclo dessa vida se finalizar e o desencarne chegar, você voltará ao grande Pai, O Supremo Técnico de futebol, e ele terá o prazer em lhe dizer:

“Parabéns, que ótima partida você realizou, que grande jogo!
Agora descanse um pouco e prepare-se para a próxima, temos um Campeonato inteiro pela frente!”

Bruno Gimenes




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5 de maio de 2015

Onde Estaria o Espírito de Hitler?

(…) Perguntei ao Chico sobre Hitler. Onde estaria o espírito de Hitler ?Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após a sua desencarnação, o espírito de Hitler recebeu das Altas Esferas uma sentença de ficar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão. Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-los da horda de milhões de almas vingativas que não o haviam perdoado os deslizes lamentáveis. Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.

Quando o espírito de Gandhi desencarnou, e ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural de sua bondade característica, ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hitler para o Bem, o Amor e a Verdade. Sensibilizado pelo sacrifício de Gandhi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito de Hitler com compaixão e amor…

Impressionado perguntei ao Chico : Então Chico, o Planeta Plutão é um planeta penitenciária ?

E ele me respondeu : É sim, Geraldinho. Em nosso Sistema Solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube por exemplo que o espírito de Lampião está preso na Lua. É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo talvez um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes. Soube de um até que se tornou religioso depois de estar por lá !

Como vemos o nosso Chico era capaz de desvendar muitos mistérios em torno da organização da vida mais além ! E com que simplicidade e naturalidade ele nos falava dessas coisas …”

Sabemos por estudos e revelações mediúnicas que alguns orbes são sistemas penitenciários. Um bom exemplo disso é a Lua, no seu lado escuro possuindo uma prisão espiritual onde se encontram os espíritos à espera do exílio espiritual do planeta terra no seu momento de evolução.

Texto de Geraldo Lemos Neto baseado em suas conversas com Chico Xavier.


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3 de maio de 2015

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Preto Velho Fala com Kardec! Será???


Preto Velho Fala com Kardec! Será???


Este mês de maio homenageamos nossos queridos Pretos Velhos de Umbanda! Voltando um pouco na história do Espiritismo, temos a notícia de que Allan Kardec, codificador desta Doutrina, comunicou-se com um Preto Velho. Mas será que foi realmente um Preto Velho tal como se apresenta em nossa Umbanda? Sabemos que as falanges se apresentam de acordo com a missão que têm a cumprir, usando todo um código simbólico de identificação. Então os Pretos Velhos são considerados como tais, não porque são velhos ou negros, mas porque o seu arquétipo é dos espíritos humildes e sábios, cujos negros representam bem a humildade e os velhos representam melhor a sabedoria. Daí o nome simbólico dos Pretos Velhos, então nem todo negro idoso, mesmo que o africano, não é propriamente um Preto Velho como conhecemos na Umbanda. Logo, no texto que relata Kardec conversando com um Preto Velho, nós do Blog Tulca, não encontramos semelhança com o Preto Velho de Umbanda, a conclusão a que chegaram os espíritas parece fruto da desinformação somado ao preconceito daquela época, que infelizmente ainda vemos nos dias de hoje.

Vamos ao texto:

Preto Velho Fala com Kardec

"Pouca gente sabe, mas numa das reuniões realizadas na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec evocou um Espírito que, segundo as terminologias da cultura brasileira, poderia ser classificado como um “preto velho”. Esse encontro, narrado pelo próprio Kardec nas páginas da sua histórica “Revista Espírita” (Revue Spirite), de junho de 1859, aconteceu na reunião do dia 25 de março de 1859.

Pai César – este o nome do Espírito comunicante – havia desencarnado em 8 de fevereiro também de 1859 com 138 anos de idade – segundo davam conta as notícias da época –, fato este que certamente chamou a atenção do Codificador, que logo se interessou em obter, da Espiritualidade, mais informações sobre o falecido, que havia encerrado a sua existência física perto de Covington, nos Estados Unidos.
Pai César havia nascido na África e tinha sido levado para a Louisiana quando tinha apenas 15 anos.
Antes de iniciar a sessão em que se faria presente Pai César, Allan Kardec indagou ao Espírito São Luís, que coordenava o trabalho, se haveria algum impedimento em evocar aquele companheiro recém-chegado ao Plano Espiritual. Ao que respondeu São Luís que não, prontificando-se, inclusive, a prestar auxílio no intercâmbio. E assim se fez. A comunicação, contudo, mal iniciada, já conclamou os participantes do grupo a muitas reflexões. Na sua mensagem, Pai César desabafou, expondo a todos as mágoas guardadas em seu coração, fruto dos sofrimentos por que passara na Terra em função do preconceito que naqueles dias graçava em ainda maior escala do que hoje. E tamanhas eram as feridas que trazia no peito que chegou a dizer a Kardec que não gostaria de voltar à Terra novamente como negro, estaria assim, no seu entendimento, fugindo da maldade, fruto da ignorância humana. Quando indagado também sobre sua idade, se tinha vivido mesmo 138 anos, Pai César disse não ter certeza, fato compreensível, como esclarece o Codificador, visto que os negros não possuíam naqueles tempos registro civil de nascimento, sobretudo os oriundos da África, pelo que só poderiam ter uma noção aproximada da sua idade real.

A comunicação de Pai César certamente ajudou Kardec, em muito, a reforçar as suas teses contra o preconceito, o mesmo preconceito que o levou a fazer, dois anos depois, nas páginas da mesma “Revista Espírita”, em outubro de 1861, a declaração a seguir, na qual deixou patente o papel que o Espiritismo teria no processo evolutivo da Humanidade, ajudando a pôr fim na escuridão que ainda subjuga mentes e corações: “O Espiritismo, restituindo ao espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor.”

Não obstante, é claro verificar o preconceito que existia da sociedade européia de fato na época do fato narrado. Não me surpreende também, o espiritismo, doutrina derivada da sociedade européia vigente daqueles tempos, e codificada por Kardec, a priori, ter qualquer preconceito com relação a espíritos que diferissem dos moldes por eles preconizados pela era européia contemporânea. Ora, não deveria sequer se dar tamanha ênfase nessa comunicação deveras ordinária por Kardec, haja visto que a única diferença, tratava-se pela origem humilde e racial do espírito comunicante. Seria de mesmo modo, como se a Umbanda se maravilhasse quando um espírito de um nobre europeu fizesse comunicação em uma de suas sessões."

Publicado originalmente no boletim “Serviço Espírita de Informações” na edição 2090, do ano 2008.





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Oferendas na Umbanda


Oferendas na umbanda

Esse procedimento tão usado na nossa religião é uma das ferramentas mais fortes e completas, onde fazemos nosso contato direto e mais próximo com o divino criador.

Essa prática não pertence somente a Religião de Umbanda, ou melhor, a origem da prática é bem antiga, desde que o ser humano encarnado na pré historia com sua ignorância consensual, mais com seu instinto apurado percebia o barulho vindo do céu (trovão), e o que o céu jogava na terra (relâmpago), parecia para ele que o “Homem” lá de cima era bem mais forte que ele, sendo assim para agradar e não ter problemas com o “Homem” forte do céu fazia oferendas à ele, sem contar que até em relatos bíblicos essa prática era comum entre os religiosos já na era cristã.

Como nossa religião tem sua base na natureza e é na natureza que acreditamos estar a concentração das forças divinas que nutrem o planeta tanto materialmente como energeticamente e também cultuamos Deus através de suas divindades naturais, nada mais comum para nós praticarmos essa ferramenta tão importante dentro da Umbanda.

Oferendar as divindades (Orixás) é louvar; edificar; evocar; respeitar, agradecer, pedir e trabalhar religiosa e magisticamente com as força divinas de Deus pai criador.

Na Umbanda fazemos oferendas tanto às divindades, como também para as linhas de trabalho (Guias e Guardiões) que atendem nos nossos cultos. E Para nós umbandistas a natureza é o nosso maior templo onde Deus se mostra em sua Plenitude e nos faz perceber sua presença e interminável existência; Respeitamos todos os campos sagrados (Pontos de Forças) naturais como os mares, rios, cachoeiras, matas, montanhas, caminhos (Encruzilhadas), Lagos, pântanos, cemitérios, campos abertos , etc.

Por esse motivo não concordamos com o desleixo e desrespeito de alguns praticantes que sujam, agridem e deixam detritos e lixo que a natureza não reaproveita (Vidro, plásticos, dejetos, etc.) Deixamos claro aqui que ISSO NÃO É uma prática Umbandista e também aconselhamos caso queiram fazer uma oferenda na natureza, peçam orientação a um sacerdote de Umbanda ou a um médium já experiente nessa pratica, para que tudo saia em perfeita harmonia, cuidado e consciência ambiental, conseqüentemente a força evocada e oferendada irá com certeza atender seu pedido e aceitar sua oferenda.

Outro fato que chamamos a atenção de todos é que nossas oferendas são feitas na NATUREZA, e não nas ruas asfaltadas das cidades, muito menos em frente a estabelecimentos comerciais ou residenciais. Fazemos nossas oferendas somente para objetivos positivos e interesses religiosos e magisticos voltados para o combate (Desmanche) de magias negativas e práticas oriundas de ações negativas, tanto do lado espiritual como do lado material da vida (Saúde Física e Mental) e NUNCA para fins negativos, pois é na natureza que estão assentados os regentes e guardiões das forças de Deus, pelos quais nós Umbandistas recorremos quando precisamos de energia, força e ação divina.

Pai Reinaldo



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1 de maio de 2015

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Uso das velas na Umbanda


Velas na umbanda


A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no Congá, nos Pontos Riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de magia.

A vela desperta nas pessoas que acreditam em sua força mágica, uma forte sensação de poder. Ela funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra-sensoriais em estado latente.

Muitos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração. É preciso muita concentração e respeito ao acender uma vela, pois a energia emitida pela mente do médium irá englobar a energia do fogo e, juntas, irão vibrar no espaço cósmico, para atender a razão da queima dessa vela.

Se uma pessoa evoca suas forças mentais, com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será infalível e as energias de retorno serão sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu.

Ao acender velas para as almas, para o anjo-da-guarda, para os pretos-velhos, caboclos, para a firmeza de pontos, Congá, para um santo de sua preferência ou como oferenda aos Orixás, é importante que o umbandista saiba que a vela é muito mais para quem acende do que para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio popular que diz: "A mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que a de quem a recebe."

Não é conveniente, ao encontrar uma vela acesa no portão do cemitério, nas encruzilhadas, embaixo de uma árvore, ao lado de uma oferenda, apagá-la por brincadeira ou por outra razão. Devemos respeitar a fé das pessoas. Quem assim o cometer, deve ter em mente que poderá acarretar sérios problemas (desequilíbrio), de ordem espiritual, com sua atitude.


VELAS QUEBRADAS OU USADAS

Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de velas virgens ou que não estejam quebradas. A princípio pensei tratar-se de mera superstição, mas depois compreendi que a vela virgem estava isenta da magnetização de uma vela usada anteriormente, evitando assim um choque de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho de magia. Somente no caso da vela quebrada encontrei um componente supersticioso: psicologicamente a pessoa acredita que um trabalho perfeito precisa de instrumentos perfeitos.


FÓSFORO OU ISQUEIRO

Em muitos Terreiros existe uma recomendação para só se acenderem velas com palitos de fósforos, evitando acendê-las com isqueiro ou em outra vela acesa.

Normalmente os Terreiros fazem uso de pólvora, chamada de fundanga, nos trabalhos de descarrego. O enxofre que a pólvora contém também está presente nos palitos de fósforo. Ao entrar em combustão, a chama repentina, dentro de um ambiente místico, provoca uma reação psicológica muito eficiente, além de alterar momentaneamente a atmosfera ao seu redor, devido à sua composição química em contato com o ar. A mente do médium capta essas vibrações que funcionam como um comando mental, autorizando-a a aumentar seu próprio campo vibratório, promovendo, desta forma, uma limpeza psíquica no ambiente. Não é a pólvora que faz a limpeza, mas a mente do médium, se ele conseguir ativá-la para este fim.


VELA DE SETE DIAS

Na Umbanda alguns médiuns ficam em dúvida sobre se a vela de sete dias tem a mesma eficiência de sete velas normais. Sabemos, de acordo com a Psicologia, que um comportamento pode ser modificado através do reforço. No fato de se acender uma vela, isoladamente, não há nenhum tipo de reforço que se baseie na repetição. Assim, ao acender uma vela durante sete dias, as pessoas são reforçadas diariamente em sua fé, e, repetindo os pedidos, dentro desse ritual de magia, ficam realmente com maiores probabilidades de despertar a própria mente e alcançar os seus propósitos. É importante que com a vela de sete dias, a pessoa faça orações diárias em frente a vela já acesa.(grifo do Blog Tulca). Na prática, constatamos que dificilmente uma vela de sete dias queima durante todo esse tempo.

Lembretes:

Não recomendamos, aos Umbandistas, fazerem velas com restos de outras velas.

Os restos de velas estão impregnados das energias mentais de quem as acendeu. Aproveitar esses restos é o mesmo que querer aproveitar os restos dessas energias; como não sabemos com qual intenção as velas foram acesas, haverá fatalmente um choque entre diversas energias.

Se precisar apagar a vela que esteja sendo usada ritualisticamente, JAMAIS o faça soprando a vela. Velas de ritual só podem ser apagadas com abafador ou com os dedos, jamais sopre essas velas.

Amados Irmãos de Umbanda, chegaremos em um momento na Umbanda, em que o Homem deverá estar plenamente consciente de que sua força mental é a sua grande aliada e nunca a sua inimiga. Deverá libertar-se gradativamente dos valores exteriores criados por sua mente e valorizar-se mais. Seu grande desafio é superar a si mesmo. Em vez de acender uma vela, deverá acender sua chama interior e tornar-se um iluminado, e, com o brilho dessa chama sagrada, mostrar o caminho aos seus irmãos.

Livro A Umbanda do III Milênio – Túlio Alves Ferreira – Editora Pensamento Ione Aires Yananda. Alguns trechos foram retirados da Internet, mas não continham a devida autoria.





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