29 de setembro de 2015

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A Magia

A Magia


As palavras "magia", alquimia, transmutação, feitiçaria e correlatas, exercem um certo fascínio nas pessoas, acreditando, muitas vezes, que teriam o poder manipulando "poções mágicas", caldeirões, varinhas, etc., e que o seu uso numa determinada hora, numa determinada caverna, obteriam os resultados desejados. As vezes, não consigo conter o sorriso, quando alguns "esquisotéricos" se orgulham ou são idolatrados por "produzirem chuva".

Transmutar energias para movimentar o ar, expandir o fogo, contrair a água e coerir a terra é fácil, pois são magias que se processam externamente, manipulando-se "coisas concretas" e de fácil acesso. Agora, difícil mesmo é realizar a magia "interior", onde você trabalha com as "coisas abstratas", procurando transmutar a ira em paciência, a leviandade em firmeza, o receio em esperança, a soberba em humildade, a luxúria em castidade, o arrebatamento em prudência e o egoísmo em generosidade.

Têm-se que compreender que, na maioria das vezes, os grandes conflitos e "demandas" são interiores ou sejam, nós mesmos criamos o emaranhados de situações que ficam pululando em nossos pensamentos, sentimentos e, por decorrência, nas nossas ações.

O material aqui descrito, facilitará a busca e o encontro daquela paz interior, que todos necessitam e muitos anseiam.

Num primeiro momento, considerando distâncias, tempo e templos, você poderá dentro da linha justa, concretizar o que busca, mas cabe o alerta da simplicidade: com os preceitos/trabalhos aqui propostos, ao invés de manipular as energias etérea, eólica, ígnea, hídrica e telúrica, terá condições de irradiar, mover, expandir, conduzir e coerir, na sua essência e forma e na busca do auto-conhecimento, a fortaleza, o respeito, o entendimento, a sabedoria, a pureza, o conselho e justiça, que traduzem os atributos dos Orixás.

Antes, porém, esforçando-me em compreender a Umbanda em seu dogma, poderá parecer pretensão ou mesmo intransigência, visto não realizar ou mesmo não concordar com algumas práticas, que por deturpação, desinformação, ignorância ou mesmo dolo, alguns querem travesti-la de Umbanda. Sinto-me impelido a conduzir a voz à um punhado de Umbandistas, que em determinados momentos, devido a nossa natureza humana, ficam incomodados em ouvir acusações vãs e comentários agressivos, sobre determinadas práticas, que por não terem sustentação ou mesmo consistência, são impingidas ao Movimento Umbandista da atualidade.

São necessários alguns esclarecimentos às práticas inerentes à Sagrada Corrente Astral de Umbanda, pois são chegados novos tempos, onde algumas só têm aceite em planos astrais, sob a minha ótica, não muito iluminados. E, por estar comprometido em orientar àqueles, que não têm o necessário esclarecimento e estão "vagando" por "terreiros", alerto para evitarem sucumbir perante algumas hordas não muito nobres... Assim: Não se praticam ações que fujam ao bom senso; Não se questionam as origens das pessoas, em quaisquer sentidos: filosófico, étnico, religioso, social, econômico, político...; Não se impressionam ou mesmo não se assustam as pessoas que por ventura não estejam dentro desta ótica; Não se estimulam ou mesmo não levam as pessoas à exposições constrangedoras ou mesmo ridículas, na realização de preceitos; Não se realizam preceitos em locais inadequados; Não se praticam, inclusive questiono de forma veemente, quaisquer atividades que possam prejudicar as pessoas; E, não se agride o meio ambiente, pois temos de ser cônscios da necessidade de preservação dos sítios naturais (praias, cachoeiras, matas, rios, lagos e campinas, etc.), não só pelo fato de serem centros energéticos e sagrados, mas também absolutamente necessários à vida.

Em determinados momentos da vida, especialmente quando nos lançamos nos grandes desafios ou quando surgem obstáculos, por algum motivo muitos se acham sozinhos ou abandonados, ampliando aquilo que se interpõe à nossa frente, desestimulando transformar os nossos sonhos, quer sejam espirituais e materiais, em realizações. Magia "é ação da vontade" A realidade é que, por motivos vários, sentimo-nos solitários, entretanto, "Papai-do-Céu", através da Confraria dos Espíritos Ancestrais, manifesta-se em nós, ou seja, a força está com você ou melhor, está em você. Basta! Talvez, haja apenas a necessidade realizarmos pequenos estímulos para que percebamos.

A magia é única, ela está no todo. A determinação da magia como sendo branca ou negra, boa ou má, dependerá única e exclusivamente do direcionamento dado por cada um (Vontade). A magia pode ser ritualizada ou íntima, e poderá ser encontrada no ar, no fogo, na água e na terra, cabendo apenas a utilização inteligente, visando a sua aplicação adequada, em benefício próprio e de terceiros, buscando aquelas forças interiores, visto que ao fazermos algo para o bem, o "universo conspira a favor".

Quando se pratica magia, deseja-se que sejamos envolvidos pelas energias das Vibrações Originais (Orixás), bem como tenham-se reforçados os seus atributos e ações positivas e aliviadas as ações negativas. Por sua vez, quando se aborda a magia, temos de considerar que suas formas são interdependentes, ou sejam, utilizamos os nossos recursos físicos e abstratos, conscientes e inconscientes de modo a aplicar nossas habilidades mentais, visuais, auditivas, olfativas, degustativas e de tato.

Bom, para não ficarmos no pleonasmo, pois magia pressupõe movimento, poderia denominá-la de ritual, ação, magia, ... denominemos esta magia, como sendo o exercício da transformação porque nos induz a uma atividade dinâmica para mudança, bem com a utilização de recursos físicos. Sabemos, pois, se realizarmos ações por motivos considerados justos, com certeza, os estímulos necessários e adequados ocorrerão.

Ter conhecimento sobre Magia, implica em se ter poderes pessoais de ação e reação no plano astral, com ou sem a participação de antagonistas ou sejam, entidades espirituais.

Por sua vez, alguns aspectos devem ser levados em consideração, visto que ao movimentarem-se "Forças Sutis", para uso próprio ou de terceiros, deve-se levar em consideração o que é passível de merecimento, positivo ou negativo. Ações deletérias podem até surtir efeitos, entretanto ficarão registradas em "nossos arquivos kármicos", para cobrança no presente ou no futuro, desta ou de outra vida.

Thashamara





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28 de setembro de 2015

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Magia de Umbanda

magia de umbanda

Magia de Umbanda – O que é Magia? – Tipos de Magia

O que é magia?

Existem muitas definições para magia como manipulação de forças; como a capacidade de interagir com os elementos da natureza; como produzir uma ação por meio da vontade; ou a evocação de poderes e mistérios de maneira que os coloque a seu favor; ou a evocação de poderes, forças e mistérios para ajudar você ou outra pessoa.

Há muitas definições para magia, mas às vezes por mais que a gente dê várias definições, para muitos ainda é difícil entender o que venha a ser magia e fica mais delicada ainda a diferença entre magia e religião.

Existe uma linha tênue entre o que é magia e o que é religião, até porque as religiões também possuem um viés mágico e as magias muitas vezes tem uma conotação religiosa.

Existem religiões mágicas, magias religiosas e religiões que mesmo não se considerando religiões mágicas têm uma influência da magia ou no seu ritual ou na sua origem. Existem vários olhares para explicar o que é magia, diferentes olhares e formas de entender.

Magia é manipulação de forças, é chamada de poderes, é chamada de entidades, a relação, a forma de evocar, de determinar. O praticante de magia tem uma postura diferente da postura do religioso.

A pessoa que pratica magia é ativa, tem um contato direto com os mistérios aos quais está se submetendo/lidando, a pessoa que pratica magia trabalha direto com a divindade, com as forças, com os poderes, com os mistérios determinando, dando ordens mágicas, realizando ações mágicas com a finalidade de alcançar um objetivo.

A palavra mago hoje tem um peso tão grande que é difícil utilizar essa palavra porque quando você fala que alguém é um mago, já imaginam que ele tem que ser o Merlin com chapéu de Merlin com uma varinha na mão, com uma roupa esquisita e fazendo mágica de palco.

O mago, o praticante de magia é e pode ser uma pessoa comum que conhece técnicas de magia, essa é a questão.
A postura do religioso é de reverência, de humildade, de quem está pedindo, clamando, se curvando. O religioso é aquele que está sempre pedindo, o praticante de magia é aquele que está determinando, a postura é diferente.

O religioso está sempre esperando que as coisas aconteçam sob a vontade de Deus, o praticante de magia está interferindo como elemento ativo e dependendo do segmento, o praticante de magia é o elemento ativo da vontade de Deus, o religioso é sempre um elemento passivo.

A relação do religioso com o mistério Maior, na maioria das religiões, é de passividade e em muitas religiões o fiel, o religioso, não tem um contato direto com a divindade, entre ele e a divindade existe um intermediário: o sacerdote.

O praticante de magia tem contato direto.

Há uma ação mágica e uma ação religiosa: a ação religiosa é aquela que está trabalhando o seu íntimo, o seu lado interno; ação mágica está trabalhando o lado externo e aquilo que você quer conquistar, que você quer trabalhar ou aquilo que você quer cortar, anular, a energia que você quer descarregar, a entidade que você quer encaminhar, o trabalho que você quer desfazer, quer desamarrar. Isso é uma ação mágica e uma ação mágica em que você está manipulando elementos e sabe que, por meio daqueles elementos, você desamarra, corta, purifica, esgota, encaminha, quebra, desfaz.

Na ação religiosa você entra em contato com sagrado e pede que se for do seu merecimento, de forma direta, seja feito o que tiver de ser das suas necessidades, esse é o contato religioso.

O contato mágico implica num conhecimento, é uma ciência, uma arte real, a arte da magia, da prática da magia, ciência que implica o conhecimento de um objeto que está sendo trabalhado.

O religioso não precisa conhecer uma ciência, ele precisa ter uma doutrina, o religioso não é estudioso de ciência, o religioso é doutrinado é ovelha, o praticante de magia é leão.

O religioso pode se tornar uma galinha, o praticante de magia deve ser uma águia. O religioso é passivo, o praticante de magia é ativo. A religiosidade é algo que acontece de dentro pra fora, a magia acontece de fora para dentro.

Rubens Saraceni diz que: “ A ação religiosa é uma ação que se desdobra a partir do lado interno da criação”.

O que tem no lado interno da criação?

O lado íntimo de Deus, o lado íntimo daquilo que é o sagrado e é desconhecido, onde a gente não penetra.

E o lado externo da criação?

É o mundo tal qual nós conhecemos com suas dimensões paralelas, com o lado espiritual, o material que é possível ver e relacionar-se.

Temos o lado interno e externo da criação e no lado externo a gente tem as realidades divinas que é aquela que se manifesta para nós, a natural das realidades naturais e paralelas e a realidade espiritual.

Nós nos relacionamos com seres naturais, com seres divinos e com seres espirituais isso é um conceito da obra de Rubens Saraceni em Teologia de Umbanda.

Na ação religiosa o meu lado interno se comunica com o lado interno do criador, com o lado interno da criação, é uma ação que se desdobra de dentro para fora.

Na ação mágica, o meu lado externo, a minha espiritualidade, minha relação com as divindades, com os seres naturais, com os elementos, com as forças, com os poderes, isso é o meu lado externo e está atuando, ou seja, há um desdobramento mágico que acontece no lado externo. Então, a ação religiosa é uma ação que acontece de dentro para fora e ação mágica que acontece do lado externo para o lado interno a partir do externo vai provocar mudanças que vão alterar o meu interno.

O religioso é submisso, reverente, humilde, aquele que se curva.

O praticante de magia é ativo, ele determina e ele manipula.

Max Weber explica que a grande diferença entre religião e magia é: que a religião é a prática de uma comunidade e a magia é uma prática solitária, o religioso se estabelece em comunidades, se congrega, se une em torno de uma doutrina, de uma filosofia, de um Templo.

O praticante de magia realiza a sua arte, a sua ciência sozinho, de forma solitária, para ver como é difícil entender a diferença entre magia e religião, o Weber não entra no mérito de como é feita a prática, ele entra no mérito que religião é algo que congrega as pessoas, magia é algo que você pratica sozinho.

Essa é uma característica de que para praticar magia você não precisa de uma congregação, não precisa se congregar com as pessoas para praticar a magia você não precisa de um Templo para reunir pessoas, para praticar magia você não precisa de hierarquia religiosa, você não precisa de um sacerdote, você não precisa de uma doutrina porque a doutrinação envolve a maneira de conduzir um grupo.

A magia é uma prática que pode ser solitária porque ela dispensa toda organização do contexto religioso que implica em como conduzir uma comunidade, o praticante de magia tem um contato direto com o mistério, ele é ativo, determina, faz, realiza e ele não depende de ninguém, de nenhuma estrutura, de nenhuma hierarquia, ninguém está acima dele, ele tem um contato direto. Agora, os praticantes de magia podem se reunir, mas eles não dependem de uma reunião para realizar a sua arte mágica, mas eles podem se reunir.

Da mesma forma, os religiosos podem ter práticas mágicas, mais ou menos mágicas e aí entram as religiões mais ou menos mágicas.

A Umbanda é uma religião mágica, o religioso de Umbanda não é alguém que fica apenas em atitude passiva, ele não vai ao Templo para sentar e ficar esperando de forma passiva, essa atitude passiva na Umbanda a gente só vê nos consulentes que não são exatamente a figura do religioso de Umbanda porque o consulente não precisa nem ser Umbandista, o consulente pode ser Católico, Judeu, Muçulmano, ateu – o consulente – e o consulente é passivo porque ele chega, senta no banquinho e ele fica esperando a hora de chegar sua consulta, o consulente é passivo.

Esse consulente pode se tornar um religioso Umbandista passivo enquanto consulente, mas quando uma entidade falar para ele: “Meu filho, pra trazer fartura para sua vida, você pega uma moranga dá uma cozinhada nessa
moranga, tira a tampa de cima da moranga, abre ela, faz uma canjiquinha amarela cozida coloca dentro da moranga, coloca uns cravos da índia por cima, acenda uma vela verde de sete dias e coloque dentro dessa moranga oferece isso para Oxóssi, o Orixá do reino vegetal, dos vegetais e da fartura e pede para Oxóssi trazer fartura para sua vida, faça isso e como resultado você vai sentir uma melhora nesse campo”.

A entidade está ensinando magia, está falando: “Meu filho, pra abrir os seus caminhos vá até uma estrada, até um trilho de trem e faça uma oferenda pra Ogum”, esse consulente que é passivo, está aprendendo práticas mágicas, então, a religião é uma religião mágica.

Quando a gente olha uma religião como o Catolicismo, a gente pensa que é uma religião que se coloca frontalmente contra a magia e não tem prática nenhuma de magia. A gente pensa que no Catolicismo não existe magia porque historicamente o Catolicismo foi contra a magia, no entanto, o eixo central da religião, da ritualística Católica é a missa e na missa você transforma o vinho em sangue e o pão em carne, em corpo de Cristo.

E aí você pensa: “É, mas, o vinho não se torna sangue de fato e a hóstia não se torna carne de fato”, pois é, mas simbolicamente sim.

Simbolicamente aquele vinho não é mais visto como vinho e sim como o sangue de Cristo, simbolicamente a hóstia não é mais um pão, ela é o corpo de Cristo, a carne de Cristo, então, simbolicamente o vinho foi consagrado para tornar-se sangue de Cristo. E como? Por meio de um ritual.

Na missa existe um ritual no qual você faz com que o vinho se torne sangue e com que o pão se torne carne, esse é um ritual mágico. A missa tem um ritual de magia que não pode ser explicado para os fiéis e só quem pode fazer esse ritual é o sacerdote, o fiel é passivo.
A religião Católica busca os fundamentos do Cristianismo é uma forma de Cristianismo, não é a única forma, ela revive a vida, a história, a filosofia de Jesus Cristo e na vida de Jesus é relatado, por exemplo, a multiplicação dos pães - é magia, o momento em que Jesus faz com que a água se torne vinho – é magia, Jesus levanta a mão e expulsa demônios ou espíritos imundos, seja lá qual for a tradução – é magia.

A linha é tênue entre magia e religião.

Muitas vezes o religioso, principalmente o Católico vai dizer assim: “O que Jesus fazia não era magia era milagre”. E nas outras religiões? “Ah nas outras religiões era magia”, então, a ação mágica da sua religião é um milagre e a ação mágica da outra religião é magia, é feitiçaria.

Atente para esse detalhe: que o religioso de outra religião quando não reconhece a presença divina e sagrada na sua religião ele diz que o que você faz é magia e feitiçaria porque ele não está reconhecendo que ali está Deus e ali tem algo sagrado.

No momento em que reconhece isso deixa de ser magia pra dizer: isso aí é um milagre, uma intercessão de Deus, mas um milagre é também uma ação mágica quando a pessoa que faz sabe o que está fazendo.

O que vem antes do Cristianismo?

O Judaísmo.

No Velho Testamento nós temos Moisés: “Moisés solta sete pragas no Egito. Foi um milagre que Deus operou”, é magia; “Moisés pega um cajado bate no morro e sai água”, é magia; “Moisés pega o cajado e joga no chão e o seu cajado se transforma numa cobra”, é magia. Não é milagre. Milagre é porque é da sua religião porque quando você olha de fora é magia, isso é magia. “Moisés bate o cajado no chão e abre o mar”, é uma ação mágica produzindo um efeito externo, isso acontece de fora para dentro, isso é magia. Moisés poderia operar tudo isso sozinho sem intercessão de ninguém, então isso é ação mágica.

Moisés diz: “Que todos os primogênitos no Egito irão morrer menos os filhos primogênitos dos semitas”, mas para isso todos fizeram sinal na porta da sua casa para que a morte não entrasse. Quem é a morte? É o Anjo da Morte.

Moisés evocou o Anjo da Morte, a presença do Anjo da Morte para levar a morte para todos os primogênitos dos Egito menos na casa dos semitas, por quê? Porque na porta de entrada eles colocaram um sinal, esse sinal é um sinal cabalístico, é um sinal que tem o poder, que tem uma força.

Ali há uma ciência, é magia.

Quem é Moisés?

Moisés é um semita que foi criado como príncipe do Egito, foi criado para ser Egípcio, mas ele foge e se casa com Séfora passando a conviver com seu sogro, chamado Jetro, que é negro, Africano, passa a conviver com ele, vai aprender magia com Jetro, Moisés torna-se um grande praticante de magia e ele dá base de fundamentação para o Judaísmo tanto a base Judaica religiosa quanto a base Judaica Mística ou Mágica que está na Cabala ou na Cabalá. “Ah, então, o Judaísmo tem religião e magia?”. Sim. O Judaísmo tem uma vertente mais religiosa e uma vertente mais mágica.

As religiões possuem a vertente mágica também que é relacionada com a mística e a parte que a gente chama de mediúnica.


Embora uma coisa não dependa da outra: o ato mediúnico não depende do ato mágico e o ato místico não é necessariamente um ato mágico. O ato místico é o encontro com a deidade, o ato místico é quando você e a divindade se tornam um, então, o transe mediúnico tem viés místico.

Os místicos também tem um viés mágico que é o de conhecer de perto a divindade e por meio desse conhecer, manipular forças e poderes, mistérios e etc.

Mas, voltando ao Judaísmo, o Judaísmo tem um viés mágico que é trabalhado na Cabala ou Cabalá Hebraica, na Cabala Hebraica se estuda a mística ou a magia do Judaísmo que é antiguíssima e que é uma magia que remonta, por exemplo, a Moisés que é alguém que estudou Magia Egípcia, que estudou a magia Africana de Jetro que é uma forma de Xamanismo Africano, que estudou a Magia Semita que já descende de Abrahão que vem de uma cultura mágica religiosa.

Moisés dá esse fundamento mágico religioso, mas Moisés dá a base religiosa para o seu povo ser pacífico e passivo pelo fato de Moisés ter contato direto com Deus. Mas, sempre existe um grupo mais próximo em que vai se ensinar a arte real, a magia, por isso Jesus tinha doze discípulos. Jesus tinha doze discípulos diretos, por quê? Para que ter discípulos diretos? Porque alguma coisa ele ensinava para esses discípulos que não chegava para o resto da população.

O ensinamento mais próximo, fechado, é um ensinamento mágico, místico, é aquele ensinamento que para você transmitir para alguém esse alguém tem que assumir uma responsabilidade, é um ensinamento que, para ser passado, implica em uma iniciação.

Jesus iniciou doze discípulos e pelo menos uma discípula que se tem notícia: Maria Madalena que era muito querida a Jesus, amada a Jesus e o que fica evidente e claro nos Evangélicos Apócrifos e com certeza ele também deve ter iniciado a sua mãe Maria, então, Maria Madalena, Maria sua mãe e provavelmente outra Maria, irmã de sua mãe, que juntas são as três Marias, provavelmente no mínimo ele iniciou três Marias daí ser tão forte o nome Maria no contexto religioso Cristão.

Essa iniciação diz respeito a um contato direto com o mistério, com o poder, o ensino de uma ciência fechada, de um conhecimento secreto. Esses discípulos de Jesus iniciaram outros, que iniciaram outros, que iniciaram outros e que geraram uma hierarquia que em religião é a hierarquia sacerdotal e em magia é iniciação.

Na Cabala Hebraica existem iniciações para que você possa trabalhar. Antigamente, para um Judeu praticar Cabala tinha que ser homem, maior de quarenta anos e casado e não bastava ser homem tinha que ser o primogênito.

Antigamente um praticante de Cabala só podia ensinar Cabala para o seu primogênito homem no momento em que ele estivesse com quarenta anos e fosse um homem casado, por quê?

Porque esse era um conhecimento secreto considerado algo muito delicado que para trabalhar com esse conhecimento você precisa ter maturidade. Então, a magia foi tratada dessa maneira como segredo por muitas culturas, no Judaísmo as práticas de magia estão na Cabala.

A Cabala estuda a magia que há nessa religião, nessa cultura, é um fato que existe magia na religião Judaica, no Islã é o sufismo, noCristianismo você tem o Gnosticismo e tem a alta magia dos Cristãos praticantes de magia.

A magia em si é algo que sempre existiu desde que o homem é homem, desde que o homem se torna homo sapiens ele pratica religião e também pratica magia de tal forma que ninguém pode dizer com certeza o que nasce primeiro: religião ou magia, as duas nascem juntas na vida do ser humano tanto a prática mágica quanto a prática religiosa.

Nós podemos afirmar sem medo de errar, categoricamente, que a primeira forma de manifestação religiosa, a forma mais antiga que nós temos conhecimento é o Xamanismo.

No Xamanismo você verifica o transe como prática básica do Xamã e em quase todas as formas de Xamanismo você vai identificar práticas mágicas, o Xamã é também um praticante de magia, nem todo praticante de magia é um Xamã porque nem todo praticante de magia trabalha a arte do êxtase ou do transe que é a arte do Xamã. Mas, quase todos os Xamãs têm práticas mágicas.

Quem é a figura do Xamã?

Por exemplo, os Pajés Brasileiros indígenas todos eles são Xamãs e todos eles trabalham com ferramentas, com recursos de magia, com maraca, com fumo, com canto, com tambor, com erva, com reza de determinação mágica, isso é magia.

Antes da religião se tornar algo organizado, ela surge na prática Xamânica e com o tempo os grupos sociais vão dogmatizando, vão doutrinando, vão criando suas Teologias em cima da prática Xamânica ou da experiência Xamânica ou da experiência mística. Os grandes fundadores de religião como Cristo, como Moisés, como Buda e tantos outros são grandes místicos e muitos deles, místicos praticantes de magia, assim nascem as religiões.

A magia é algo natural para o ser humano. A gente vai encontrar práticas de magia em todas as culturas, assim como encontramos práticas religiosas em todas as culturas e em todas as culturas a magia era, no passado, praticada junto com a religião - podendo ser praticada de forma separada também.

O Pajé, que um Xamã, é o representante mágico e religioso de uma tribo. Nas culturas Africanas nós encontramos os sacerdotes que são também praticantes de magia e os praticantes de magia que não necessariamente conduzem um grupo de sacerdotes.

Nós vemos em culturas antigas como a cultura Celta, que é a cultura que antecede o Cristianismo, uma religião mágica, aquela imagem do Merlin é a imagem de um Druida, o Druida é um sacerdote na cultura Celta e esse sacerdote é um praticante de magia – quem não assistiu recomendo que assista Brumas de Avallon – onde a presença das mulheres praticando magia era muito forte.

Na cultura Nórdica, na cultura indígena, em todas as culturas aborígenes você vai ver a prática de magia, as religiões organizadas, as grandes instituições religiosas não incentivam a magia e não incentivam a prática mística como o transe, por quê?

Porque quando um religioso tem um contato direto com a divindade ele não precisa mais da organização religiosa.

Quando um religioso entra em transe místico com a divindade ele não precisa mais do Templo e nem do sacerdote, não precisa mais de ponte, Deus não está mais no Templo, está dentro dele e aí este religioso só continua no Templo e na religião se ele estiver ali por amor e em muitas organizações religiosas, as pessoas permanecem por medo, medo do diabo, medo da vida descambar, medo de toda Teologia do terror colocada em cima da pessoa, medo de não ser mais perdoado e não ser absolvido mais dos seus pecados.

E quando o adepto começa a praticar magia ele mesmo começa a manipular as forças e os elementos, ele sai da postura de ovelha para a postura de leão, sai da postura de galinha para a postura de águia, ele sai da postura de passivo para a postura de ativo e isso não interessa para as grandes religiões organizadas.

As grandes religiões pretendem conduzir ovelhas, pessoas passivas porque não dá trabalho conduzir ovelhas, você só precisa tomar conta dos lobos para eles não atacarem as suas ovelhas e colocarem os cães de guarda tomando conta das ovelhas, então, esses cães são os sacerdotes que tomam conta das
ovelhas.

O pastor é uma imagem mítica porque se chama o sacerdote de pastor, mas nas grandes religiões eles estão mais para o cachorro que toma conta do rebanho e o pastor é Jesus, ele é o grande pastor, ele é o divino salvador.

Jesus é a figura do pastor, o grande pastor conduzindo o rebanho com os cachorros em volta evitando que os lobos ataquem, então, diz para o rebanho: “Aqui vocês estão protegidos, os lobos não vão lhe pegar”.

Agora, quando você deixa de ser uma ovelha para ser um leão, você não tem mais medo do lobo e você não precisa do cachorro, não precisa do pastor e de nada mais porque você tem o contato direto com a deidade, mas você continua no rebanho se você tem amor por aquele rebanho, você vai ser um leão ajudando a conduzir aquele rebanho, essa é a postura de quem pratica magia, do praticante de magia, essa é a grande diferença, as grandes instituições não se interessam em ensinar magia, mas elas sabem que a magia existe.

Nas sinagogas se ensina religiosidade judaica, em algumas sinagogas existem estudos paralelos de Cabala ou Cabala Hebraica, nem todo rabino é um estudante da Cabala e nem todo Cabalista é um rabino, no Islã há o sufismo, mas nem todo Sheikh é um praticante Sufi, nem todoCristão é um praticante de magia.

No caso da Umbanda, nós temos uma religião que é mística e mágica, aprenda e aprofunde-se nisso porque é uma oportunidade única, a nossa religião não é uma religião que tem uma grande instituição central querendo comandar todo mundo, deixe de ser ovelha, se torne um leão; deixe de ser galinha, se torne uma águia. Entenda que o Umbandista transita entre momentos nos quais a sua atitude deve ser passiva e momentos em que a sua atitude deve ser ativa.


Funcionamento da Magia na Umbanda


No momento em que uma religião, como a Católica, assume o poder, e ela assumiu durante um bom tempo, essa religião começa a perseguir as outras e uma forma de perseguir é afirmar que a magia do outro é uma coisa demoníaca, isso é uma receita antiga.

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24 de setembro de 2015

Como Reconhecer um Verdadeiro Mestre Espiritual


Para alguns discípulos, encontrar o seu Mestre é encontrar uma mãe que aceita trazê-lo nove meses no ventre para fazê-lo nascer no mundo espiritual. E, depois de nascer, isto é, desperto, os seus olhos descobrem a beleza da Criação, os seus ouvidos ouvem a palavra divina, a sua boca saboreia alimentos celestes, os seus pés levam-no aos diferentes lugares do espaço para fazer o bem e as suas mãos aprendem a criar no mundo sutil da alma.

Muito poucas pessoas sabem o que é realmente um Mestre. Algumas leram livros que contam histórias inverossímeis: que um Mestre é perfeito, onisciente, onipotente.... que ele não tem necessidade de comer, nem de beber, nem de dormir... que ele está ao abrigo de todas as tentações e, sobretudo, que passa o seu tempo a fazer milagres, como no livro de Spalding: "A Vida dos Mestres".

Quantas pessoas não ficaram exultantes com este livro sem suspeitarem de que contém imensas histórias sem fundamento. É verdade que os grandes Mestres têm poderes excepcionais, mas não os utilizam para fazer prodígios diante de gente embasbacada. Aparecer e desaparecer, caminhar sobre as águas, voar no espaço, materializar festins, atravessar as chamas de um incêndio, fazer aparecer casas... mesmo que seja capaz de fazê-lo, um verdadeiro Mestre não o fará, pois assistir a tais espetáculos não ajuda os humanos a transformarem-se...

Um Mestre - é necessário que você o saiba - é feito como todos os outros homens: tem os mesmos órgãos, que o fazem sentir as mesmas necessidades e os mesmos desejos. E se lhe cortar um pedaço de carne, verá que seu sangue correrá e que a sua cor é vermelha como o de toda a gente! A diferença está em que a consciência de um Mestre é muito mais vasta do que a da maioria dos homens: ele tem um ideal, pontos de vista superiores e, sobretudo, conseguiu um perfeito domínio sobre si próprio. Evidentemente, para tal é necessário imenso tempo e um trabalho gigantesco, e por isso ninguém pode tornar-se Mestre numa só encarnação.

Se você encontrar um Mestre, tenha consciência de que todas as qualidades e virtudes que ele manifesta não foram adquiridas apenas nesta vida. Não, ele teve que trabalhar durante séculos, milênios até, e, como as qualidades que adquirimos pelo nosso próprio trabalho não desaparecem no momento em que temos de deixar a terra, quando regressa ele traz de novo essas qualidades. Assim, de encarnação em encarnação, ele vai adquirindo sempre novos elementos espirituais até ao dia em que torna-se um verdadeiro condutor da luz e das virtudes divinas.

Infelizmente, há também seres que se preparam durante séculos para se tornarem condutores do mal; são os mestres da magia negra. O ser humano é livre de escolher o bem e o mal. É claro que, quando escolhe o mal, mesmo que a Inteligência Cósmica o deixe continuar durante um certo tempo, ele acabará sempre por ser aniquilado, dado que, pelo seu comportamento, se opõe à ordem universal. Mas, à partida, o ser humano tem a hipótese de escolher. Enquanto vivo, é livre de se determinar num sentido ou no outro.

Alguns seres, muito raros, apesar desta liberdade que lhes é concedida, permanecem definitivamente determinados. Os grandes Iniciados, por exemplo, determinaram-se para a luz e para o amor. Alguns, é certo, caíram, mas a maioria deles permaneceram espíritos de luz. E, aliás, quanto mais tempo passa, menor é a possibilidade de mudarem de direção, pois, graças ao seu trabalho espiritual, eles foram conseguindo transformar, divinizar, a matéria do seu corpo e esta tornou-se como que um metal inoxidável, ouro puro.

Contudo, enquanto um ser não chega a este estado de evolução, é sempre possível ele mudar de direção, e existem casos na História em que magos brancos tornaram-se magos negros.

Pergunte como é possível alguém tornar-se um mago negro... Na realidade, é muito fácil, mesmo para você: basta dar vazão à sua natureza inferior. Se transgredir continuamente as leis da bondade, da justiça e do amor, tentando obter êxito à custa dos outros, tentando derrotá-los, destruí-los, só poderá tornar-se um mago negro. É simples, é claro. Muitos imaginam que, para alguém se tornar um mago negro, é necessário que um mestre diabólico lhe ensine a arte dos encantamentos e dos esconjuros maléficos. Isso pode acontecer, mas, para alguém colocar-se ao serviço do mal, não é absolutamente necessário ter um mestre; sem instrutor, sem receita, sem nada, qualquer um pode tornar-se um mago negro se deixar-se guiar demasiado pela sua natureza inferior. E o mesmo se passa com um homem que só pense em ajudar e em esclarecer os outros: mesmo que não tenha um Mestre para o instruir, estará a caminho de tornar-se um mago branco.

Na realidade, cada ser humano tem um Mestre, e se não for um Mestre visível, será um Mestre invisível. Os criminosos têm, no mundo invisível, um mestre que não cessa de aconselhá-los a prejudicar os outros. E mesmo que eles digam:

"Nós, um mestre? Nunca!", devem ficar a saber, estes cegos, que têm um mestre cujos conselhos perniciosos seguem dia e noite.

É evidente que, quando eu lhe falo de Mestres, refiro-me sempre aos verdadeiros grandes Mestres espirituais, aos magos brancos. Sei bem que se dá este título de Mestre a muitos artesãos para se mostrar que são excelentes na sua profissão e também aos notários, aos magistrados, aos artistas, etc... É uma maneira de ver as coisas e eu não lhes recuso este título. Mas, você deve saber que um verdadeiro Mestre, no sentido espiritual do termo, é um ser que, em primeiro lugar, conhece as verdades essenciais; não aquilo que os homens escreveram, criaram ou contaram, mas o essencial segundo a Ciência Cósmica.

Em segundo lugar, um Mestre deve ter tido a vontade de dominar, dirigir e controlar tudo em si, e realizado essa vontade. Por último, esta ciência e este domínio que ele adquiriu devem servir apenas para manifestar todas as qualidades e virtudes do amor desinteressado.

É pelo seu desinteresse que reconhecerá um verdadeiro Mestre. Cada Mestre vem à terra para nela manifestar uma qualidade particular: há, portanto, Mestres da sabedoria, Mestres do amor, ou da força, ou da pureza... Mas todos os verdadeiros grandes Mestres têm, obrigatoriamente, uma qualidade em comum: o desinteresse.

Há tantos impostores e charlatães dispostos a aproveitarem-se da ingenuidade dos humanos!

Limitaram-se a ler livrecos de ciências ocultas, muitas vezes escritos por ignorantes, e pronto! Passam a apresentar-se em todo o lado como grandes Mestres. Não trazem consigo qualquer sinal de que o Céu os reconheceu como tal; foram eles próprios que se declararam Mestres e acreditam que isso chega.

E os outros, em vez de estudarem um pouco um ser destes para ver como ele se comporta, seguem-no de olhos fechados. Ele irá enganá-los, despojá-los, subjugá-los, mas eles não se darão conta. Bom, é magnífico, eis pelo menos um ser inteligente! Os outros é que são estúpidos. Porque não procuraram saber de onde é que ele vem, como vive, quem foi seu Mestre, quem o enviou?... Ah, não, não, é inútil colocar essa questão; desde que ele lhes prometa iniciá-los em três dias - a troco de alguns milhares de dólares, é claro - acreditam nele.

Têm pressa, compreende? A iniciação não deve durar mais do que três dias. O mundo está cheio de gente desta, de burlões, de vigaristas, que se aproveitam da ingenuidade e da estupidez dos outros. Mas eles, pelo menos, são inteligentes!

Não nego que essas pessoas possam ter alguns poderes - qualquer um, desde que se exercite, pode obter certos poderes -, mas a questão está em saber como os empregam e em que sentido. É a esse respeito que o Céu se pronuncia. O Céu não se preocupa com os meios que possui, mas com o uso que deles faça. O que conta para o Céu não é sua ciência, nem sua clarividência, nem seus poderes, mas seu desinteresse. Você pode ter a ciência, a clarividência e os poderes, mas enquanto não for desinteressado, mesmo que os humanos o reconheçam como Mestre, o Céu não o reconhecerá.

A desgraça dos humanos é a sua falta de discernimento: ao encontrarem um verdadeiro Mestre, desinteressado, desconfiarão, mas seguirão o primeiro indivíduo que apareça e lhes lance poeira para os olhos, apresentando-se como Mestre. Na realidade, um verdadeiro Mestre, nunca lhe dirá que é um Mestre, nunca; ele deixará senti-lo e compreendê-lo, não tem pressa de ser reconhecido. Um falso Mestre, pelo contrário, a partir do momento em que decretou que é um Mestre, tem somente uma ideia: impôr-se aos outros.

Acabei de receber uma carta de um homem que acreditou ser capaz de tornar-se um guia espiritual: escreveu-me para contar as suas dificuldades e as suas angústias. Evidentemente, era de esperar. Por que motivo se pôs ele a enganar as pessoas com a pretensão de guiá-las, enquanto ele próprio não estava em condições de fazê-lo? Mas os humanos são assim, julgam-se capazes de guiar os outros antes de terem adquirido as virtudes necessárias: a sabedoria, o amor, a pureza, a força, o desinteresse. Não! Enquanto não se tiver recebido ordem de um ser superior para assumir a esmagadora tarefa de guiar os humanos, é muito perigoso, para quem quer que seja, querer desempenhar este papel.

Eu gostaria muito de ajudar este homem, porque vejo que ele é muito infeliz e nem sabe porquê. Imaginou que bastava ler alguns livros de ciências ocultas e pôs-se a evocar as forças poderosas do mundo invisível para as utilizar, sem ter aprendido previamente a entrar em harmonia com elas. Pois bem, quando assim é, essas forças vingam-se e dizem:

"Porque procura servir-se de nós para satisfazer os seus caprichos? Nós não queremos submeter-nos a você. É fraco e ignorante e merece uma boa lição."

Quantos pretensos ocultistas não têm sequer um verdadeiro conhecimento das leis do mundo espiritual! Pode crer: eles leram alguns livros e, sem se prepararem, querem fazer figuras aos olhos de alguns discípulos, realizando prodígios perante eles. Pois bem, não é assim que se deve fazer.

Para se assumir o papel de guia espiritual, é necessário ter-se recebido um diploma, pois no mundo espiritual também se recebem diplomas. Os diplomas que existem no plano físico têm a sua correspondência no plano espiritual, à imagem do qual o plano físico foi criado. Os espíritos luminosos que nos enviaram à terra observam-nos, medem-nos e, se vêem que fizemos esforços, que conseguimos dominar-nos e corrigir alguns dos nossos defeitos, dão-nos o diploma. E onde está esse diploma? Não será um papel, que pode ser apagado ou destruído. É como um selo que se imprime no nosso rosto e em todo o nosso corpo, para mostrar que obtivemos vitórias sobre nós próprios. Talvez os humanos não vejam isso, mas todos os espíritos da natureza, todos os espíritos luminosos, o vêem, mesmo de longe, e então obedecem-nos e ajudam-nos.

Sim, para se ter o direito de executar certas tarefas no plano espiritual, é necessário obter também a aprovação de certos seres, e não pense que é fácil.

Muitas pessoas acham que os estudos necessários para se obter o diploma de educador ou de professor são muito demorados e difíceis. Mas isso não é nada, nada mesmo, comparado com as condições que têm que ser preenchidas por aqueles que querem ensinar aos discípulos as verdades da ciência iniciática.

Eu fico sempre espantado ao ver a ignorância e a ingenuidade das pessoas perante esta questão: todas, ou quase todas, crêem que estão à altura de poder usar o título de Mestre, imaginam que ele caiu assim do céu, já perfeito, sem Ter realizado o mínimo esforço.

Pois bem, você não encontrará criatura alguma que tenha vindo perfeita à terra. Quer a mostrem, quer a escondam, todos têm a fraqueza, ou mesmo várias.

Até os grandes Iniciados têm pelo menos uma fraqueza; por vezes é o medo, outras vezes o orgulho, ou a avareza, ou até a sensualidade. Mas a superioridade de um Iniciado advém-lhe, em primeiro lugar, de ele estar consciente dessa fraqueza e, em segundo lugar, do fato de empregar todos os meios para triunfar sobre ela.

Qualquer ser, independentemente da elevação do seu espírito, ao encarnar na terra, recebe dos pais como herança uma matéria mais ou menos defeituosa que deverá transformar, o que conseguirá graças às suas qualidades e virtudes.

E, quando o consegue, alcança uma elevação ainda maior, porque foi capaz de transformar uma matéria bruta em uma matéria elaborada de que poderá servir-se para o seu trabalho. É, pois, nos Iniciados que se descobre verdadeiramente a força do espírito, pois eles conseguem dominar tudo, ao passo que a maioria dos humanos arrasta consigo, durante toda a vida, defeitos que não consegue vencer.

No entanto, também é necessário que se saiba que um Iniciado vem à terra trazendo com ele as qualidades sobre as quais trabalhou nas encarnações precedentes. Graças a essas qualidades, ele afasta-se instintivamente do mau caminho e direciona-se, pelo contrário, para atividades construtivas, luminosas. Mesmo que não se lembre de nada, ele é impelido, sem se aperceber, a caminhar na mesma direção que seguiu no passado. Pela minha parte, durante muito tempo não tive qualquer lembrança das minhas encarnações, mas nasci nesta vida com marcas, registros, que me impeliram em uma determinada direção. 

Omraam Mikhael Aivanhov
Extraído do livro "O que é um Mestre Espiritual?", Ed. Prosvecta



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20 de setembro de 2015

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Homenagem Tulca aos Ibejis

Estavam todos os Ibejis muito lindos ontem na sua festa! Cataram, brincaram, comeram doces, abençoaram as sacolinhas de Cosme e Damião para dar as criancinhas carentes das ruas e, também, trabalharam muito! Ventinho se deliciou com seu coité cheio de pipoca, mel, folhas e guaraná (ainda bem que não encontrou nenhuma formiga)! Puã não cansou de tocar tudo na sua cabecinha cheia de luz! Lucinha estava radiante com a boneca que ganhou! Cosminha estava num cantinho quietinha, muito feliz e irradiando amor! E Marcelinho com suas traquinagens? Molhou tudo e quase se deixou cair sobre todos os doces! Os Ibejis dos médiuns da Assistência também participaram de tudo, ganharam uma chupeta e muito "ê ê ê..." de boas vindas! Foi muito divertido! Única falange que consegue unir o divertimento ao Sagrado e transformar todas as tristezas em alegria! Obrigado a todos os Ibejis da nossa Umbanda! Que Papai do Céu sempre permita estarem entre nós ensinando-nos a pureza de coração e a sabedoria do ser feliz nos gestos de amor aos nossos semelhantes! 
Saravá Ibejis!!! Oni bejada!!!

Ibejis Tulca


Ibejis Tulca



Ibejis Tulca


Ibejis Tulca


Ibejis Tulca


Ibejis Tulca



Ibejis Tulca


Ibejis Tulca



Ibejis Tulca






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18 de setembro de 2015

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Salve os Ibejis!!!

ibejis na umbanda

As Entidades Espirituais que incorporam em nossos terreiros de Umbanda com o arquétipo infantil e que formam a Linhas das Crianças, Erês ou Ibejada são representantes da alegria, da sinceridade, da inocência e de tudo que é puro, no entanto, essa Linha, e toda sua potência, é pouco conhecida pelos próprios umbandistas que, na maioria das vezes, só as veem como crianças peraltas ou submissas. Consequentemente os trabalhos religiosos com essa Linha ficam cada vez mais distantes dos terreiros ou ainda ligadas somente ao sentido da festa, das guloseimas, da bagunça e da extravagância em todos os sentidos.

Na realidade essas Entidades são Seres Espirituais mestres nos conceitos do Bem e do Puro e muito ajudam para evolução moral dos médiuns ensinando que a única forma de se levar vantagem é sendo puro, como é a criança, também não admitem a mentira nem a maldade. Os filhos de Ogum, como também são conhecidos, têm a presença mais alegre da Umbanda, trazendo sempre renovações e esperança, reforçando a natureza pura e ingênua dos seres humanos. É a linha que mais cativa as pessoas pelo ar inocente que traz na face do médium.

Saiba que é brincando e rindo que efetuam maravilhosos trabalhos de descarga fluídica, aliás, é no sacudir dos braços e pernas que atiram seus fluidos naturais afastando, assim, espíritos de baixa vibração que estejam prejudicando as pessoas. Com esses movimentos também desagregam energias densas enraizadas no corpo astral e áurico que proporcionam doenças no corpo e na alma.

A fala com as ‘Crianças’ é sempre cheia de brincadeiras e de “ingenuidade”, no entanto são profundas, sábias e altamente reveladoras, mesmo porque o que mais estimulam em nós é o autoconhecimento. Além disso, uma das suas maiores capacidades é nos fazer rir e é nesse riso contagiante que “eles” curam nossas amarguras.

As ‘Crianças’ gostam de sentar no chão, junto à terra, fonte de energia transmutadora e curadora, suas preces são cantadas em melodias alegres fazendo referência a Papai e Mamãe do Céu e em mantos sagrados. Seus pontos riscados são curtos e bastante cruzados pela Flecha, Coração, Chave e Raiz … são verdadeiros Magos Naturais. Quem já não ouviu a frase: “O que os Filhos das Trevas fazem, qualquer criança desfaz. O que a criança faz (no sentido do Bem, é claro) ninguém desfaz ou interfere”.

A festa das Crianças na Umbanda, conhecida como Festa de São Cosme, Damião e Doun, tem duração de um mês, iniciando em 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando em 25 de outubro (Crispim e Crispiniano).

Aproveite o dia, a energia, a vibração e todo o entusiasmo dessas maravilhosas Entidades, dê uma pausa para pensar, abrir o coração e entenda, embora de forma simples e pura, as profundas e sábias mensagens desses verdadeiros SÁBIOS – Senhores da Pureza Cósmica. Aproveite também e determine algo especial para você. Determine que seu lado infantil e puro sempre influencie suas decisões e seus relacionamentos.

E, se for à uma festa de Cosme e Damião em um Terreiro de Umbanda, aproveite ao maximo a oportunidade e todos os ensinamentos e leve para casa, além dos doces e bolos, o exemplo de alegria dessa encantadora falange de Yori!

Salve as Crianças! Salve os Erês!

Salve Cosme e Damião!

Salve Oni beijada!

Mônica Caraccio






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15 de setembro de 2015

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Como Reconhecer um Guia de Umbanda - Por Ednay Melo

Guias de Umbanda


Como Reconhecer um Guia de Umbanda

(...) Até aqui, já sabemos que existem na Umbanda espíritos Guias, espíritos menos esclarecidos, espíritos obsessores dos encarnados, espíritos sofredores e doentes e também espíritos trevosos que insistem em lutar contra a luz. São estes últimos, os que se comprazem nas trevas, que iremos nos deter neste texto a fim de sabermos identificá-los, pois muitas vezes eles se passam por Guias, ludibriando médiuns invigilantes e o estrago é bem maior quando se passam por Guias Chefe de um Terreiro, através da mediunidade de um dirigente tão negativado quanto ele próprio.

Uma regrinha básica: se tudo é sintonia, o médium atrai para si espíritos semelhantes a ele próprio. Então se quer conhecer a natureza de um espírito, observe a natureza do médium que lhe serve de instrumento. Ninguém é perfeito, claro. Mas é certeza que os bons espíritos, os nossos Guias, estão sempre próximo do médium que se esforça em melhorar-se. Porém, aqueles cujo objetivo é a satisfação pessoal, seja material ou que acaricie o seu ego através da vaidade e orgulho, aqueles que passam por cima do seu irmão e semelhante para se promover e se sobressair, aqueles que semeiam a mentira, a discórdia, a fofoca e toda vibração incoerente com o trabalho de um Guia, com certeza, destes os Guias estarão afastados e permitindo que aprendam com as consequências dos seus erros (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 4 - Ednay Melo

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À venda no Clube de Autores










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8 de setembro de 2015

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Povo do Oriente na Umbanda - Por Ednay Melo


Povo do Oriente na Umbanda - Por Ednay Melo

Linha do Povo do Oriente

A Linha do Oriente na Umbanda é composta por espíritos de alto grau evolutivo, cuja missão é despertar o eu superior do ser humano ligando-o ao Divino na luz do Evangelho de Jesus.

Trabalham basicamente com a cura física e espiritual e estão nos Terreiros que se comprometem com os ensinamentos de Jesus e estão sempre próximos do médium que se esforça em melhorar-se em suas qualidades morais, movido pela caridade pura e sentimento de fraternidade universal.

São espíritos socorristas das esferas umbralinas, que são esferas onde aglomeram-se espíritos devedores da Lei Maior e que podem de lá sair quando se arrependem sinceramente e pedem socorro através da prece sincera, se for do merecimento, o chamado através da prece liga esses espíritos sofredores imediatamente aos psiquismos iluminados dos espíritos socorristas e com a mesma velocidade do pensamento eles se fazem presentes nestas esferas e encaminham estes espíritos, já muito torturados com o sofrimento de suas consciências, para tratamento em esferas espirituais superiores (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 4 - Ednay Melo

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4 de setembro de 2015

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Poema Divino


Poema Divino

Pai nosso, que estás no céu, na terra, no fogo, na água e no ar. Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.

Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade. Pai nosso, que estás naquele que caminha comigo e naquele que já partiu, deixando-me a alma ferida pela saudade.

Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso, por toda a harmonia da Criação. Sejas santificado por minha vida, pelas oportunidades tantas, por aquilo que sou, tenho e sinto e por me conduzir à perfeição.

Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor. Reino que sou convocado a construir através da mansidão de espírito, reflexo da grandeza interior.

Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.

Ainda que muitas vezes eu não compreenda mais do que o silêncio em resposta às minhas preces, não Te ouvindo assim dizer: Filho aguarda, tua é toda a eternidade.

O pão nosso de cada dia me dá hoje e que eu possa dividi-lo com meu irmão. As condições materiais que ora tenho de nada servem se não me lembro de quem vive na aflição.

Pão do corpo, pão da alma, pão que é vida, verdade e luz. Pão que vem trazer alento e alegria: é o Evangelho de Jesus.

Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração; quando permito que o mal se exteriorize na forma de agressão.

Que, mais do que falar, eu saiba ouvir. Que, ao invés de julgar, eu busque acolher. Que, não cultivando a violência, eu semeie a paz. Que, dizendo não às exigências em demasia, possa a todos agradecer.

Perdoa-me, assim como eu deverei perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido pelas amarguras e dissabores da ingratidão.

Possa eu, Senhor da Vida, lembrar de que nenhuma mágoa é eterna e de que o único caminho que me torna sublime é a humilde estrada da reconciliação.

Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo, que me tornam escravo de minha malevolência.

Antes, que Tua luz esteja sobre mim, iluminando-me, para que eu te encontre dentro de minh’alma, como parte que és de minha essência.

E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.

Mas ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!



* * *


Tudo o que nos cerca é poesia Divina. Há um traço de Deus em cada ser da Criação.

Busquemos por Ele no desabrochar das flores, no correr das águas, no canto do vento, no cintilar das estrelas.

Mas, acima disso, busquemos por Ele em nosso interior. Basta que, por um instante, fechemos os olhos e O sintamos: lá Ele está, dando rima aos versos de nossas vidas...

Autor desconhecido




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2 de setembro de 2015

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Pai Pequeno na Umbanda / Por Ednay Melo

Pai Pequeno na Umbanda / Por Ednay Melo

Pai Pequeno na Umbanda

Pai ou Mãe Pequenos são a segunda pessoa dentro da hierarquia do Terreiro. Ser Pai Pequeno requer assimilação consciencial de ser escolhido pela Corrente Astral de Umbanda. Não basta querer, estudar, fazer cursos, dedicar-se ao seu Templo, não basta alcançar grau mediúnico aceitável, ter sido batizado, iniciado, etc. É preciso ser escolhido antes de tudo!

Após a indicação espiritual, é preciso ser aceito também pelo Chefe de Terreiro ou Sacerdote, afinal será o seu substituto quando necessário. Deve ser um médium de sua confiança e que atenda aos requisitos necessários para ser agente de crescimento da sua Casa Espiritual (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 6 - Ednay Melo

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