28 de outubro de 2015

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Terrorismo Mediúnico?

Terrorismo Mediúnico?



Terrorismo mediúnico, uma nova forma de desqualificar o trabalho de médiuns destemidos


Uma corrente mais ortodoxa na comunidade espírita adotou essa expressão “terrorismo mediúnico” que vem sendo usada para designar as revelações mediúnicas que apresentam informações sobre os aspectos sombrios da maldade organizada no astral, como se, todo livro ou mensagem que trata desse tema, utilizasse de medo e de previsões apocalípticas para intimidar ou perturbar o povo.

Embutido no significado dessa expressão está também a ideia de que as mensagens mediúnicas necessitam tratar somente da alegria, da esperança e do conforto, e com esse argumento tentam invalidar a importância e a utilidade de informações que nos auxiliam a identificar as formas ardilosas e criativas que as trevas se utilizam para exterminar e paralisar as iniciativas do bem. Por meio de uma ardorosa defesa do tipo “devemos falar somente na luz”, muitos líderes e pensadores desmerecem o valor e a urgência das revelações sobre a maldade organizada.

É bem verdade que o consolo e o otimismo devem mesmo ser incentivados em todos os textos da doutrina, mas nós estamos em um momento de batalha, de definições, de guerra no mundo espiritual.

Será que quem alega a presença de terrorismo mediúnico tem vivido uma relação atualizada e contínua com os benfeitores para indagar, porque esses conteúdos estão sendo divulgados? Que experiência de relação mediúnica possui os defensores desse suposto terrorismo do além com os movimentos astrais sórdidos que tem por objetivos implantar e disseminar o mal na face na Terra?

O Espiritismo, sem dúvida, deve cumprir um papel social consolador, isso não deve significar que tenhamos que nos movimentar entre pétalas de rosas e noções de uma vida cor de rosa. Nos bastidores da imortalidade existe uma guerra e Jesus, que tanto amamos e chamamos de Mestre, pede todos os dias, por meio de servidores do amor, por gente destemida e corajosa para o front das lutas e desafios.

Onde está esse terrorismo mediúnico? Muito fácil ocupar uma tribuna espírita e achincalhar quem tem trabalhado e atendido o pedido dessa plêiade que trabalha pela limpeza da psicosfera terrena, sem a qual não teremos um mundo regenerado.

Que a gente incentive a esperança, apazigue as almas, leve a mensagem do conforto, mas é muito perigoso formalizar uma ideia como essa de terrorismo mediúnico, como se popularizar informações dessa ordem fosse um modo de manipular pelo medo.

Jesus fez um Sermão Profético e atemorizou com suas previsões. Ele estava errado? Não. Está tudo acontecendo. E ele não poupou palavras.

Terrorismo mediúnico, onde? Então, a pretexto de evitar o medo, vamos omitir o que está acontecendo? O que querem dizer com terrorismo mediúnico? Será que querem dizer que é mentira o que essas mensagens e livros divulgam? Na minha opinião nada mais é que uma forma de desrespeito ao trabalho mediúnico de médiuns corajosos, que estão tendo a ousadia de mostrar víboras e lobos em pele de cordeiro.

Outra coisa que costumam chamar de terrorismo mediúnico são as previsões catastróficas, inclusive aquelas feitas pelo respeitado Chico Xavier. Pois se alguém tem dúvidas que Chico tenha feito tais previsões, pode ter a certeza que isso é a pura verdade.

Sim, que a gente busque a esperança e promova tudo que pode ampliar a paz, mas, por favor, cadê esse terrorismo mediúnico?

Ser espírita em pleno momento de transição não pode significar ser uma “flor de estufa” e viver de mentalizações, orações, práticas mentais… Nada contra tais iniciativas, mas se queremos um mundo melhor precisamos de postura, realismo, informação sólida a respeito do que está acontecendo nos bastidores da corrupção e da maldade organizada nos dois planos da vida.

Podemos sim falar de filtragem mediúnica, da linguagem e outros aspectos que sempre teremos que melhorar como médiuns, mas usar a expressão terrorismo mediúnico, dando a ela um significado de desqualificação aos médiuns e aos conteúdos a respeito das ciladas trevosas é uma imaturidade, uma atitude de desrespeito.

Wanderley Oliveira



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25 de outubro de 2015

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Fundamento da Guia de Aço

Fundamento da Guia de Aço

Hoje em dia, infelizmente, poucas vezes observamos o uso das guias de aço por parte dos médiuns umbandistas. Por que?

É comum ver a utilização de guias confeccionadas com materiais inócuos, como miçangas, vidros coloridos, porcelanas, plástico, etc.

Vamos entender como funciona o aço e com certeza daremos maior valor à utilização dessa guia, tão importante para a nossa defesa e proteção.

As guias de aço vendidas nas casas do ramo, geralmente possuem o que chamamos de “ferramentas” dos Orixás penduradas por toda a extensão da guia.

O que seriam essas “ferramentas”?

São representações dos Sagrados Orixás, pois cada uma delas traz em sua formação, um pedaço da onda vibratória sagrada, emanada pela força dos elementos da natureza.

Para termos uma melhor noção de quais “ferramentas” a guia de aço deverá conter, vamos enumerá-las (as ferramentas também deverão ser confeccionadas em aço):

· Uma cruz de aço;
· Um coração de aço;
· Uma espada de aço;
· Uma flecha de aço;
· Uma machadinha de aço;
· Uma chave de aço;
· Uma lua de aço;

Obs.: Também se pode utilizar uma corrente com uma medalha de aço como proteção, no lugar da guia de aço, mas ela precisa ser usada para esse fim, não por vaidade.

Aço é uma liga de ferro-carbono e outros elementos residuais do tipo P, S, Mn e Si. O ferro que predomina na composição do aço existe na natureza (nos minérios) sob a forma de óxidos estáveis do tipo Fe2O3 (hematita) etc. O aço é um excelente condutor de energia elétrica e possui uma aura fortemente radioativa. As conformações dos filamentos que compõem a “guia de aço” (colar consagrado) funcionam como excelentes captadores das energias vivas da Natureza, bem como também, diminutos cabos eletromagnéticos. Os traços fluídicos desprendidos do metal dinamizado, como acumulador de forças, favorecem bastante o escoamento dos fluidos ativados nos feitiços, magias, pensamentos negativos, miasmas e larvas astrais.

O aço, dinamizado pela eletricidade biológica, irá criar um campo eletromagnético em volta do corpo físico e astral do homem, criando uma barreira natural contra vários tipos de fluídos de baixo padrão, não permitindo que adentrem na constituição espiritual e física de quem está usando essa proteção.
A guia de aço transforma-se num excelente repulsor de vibrações de baixo teor energético, desagregando esses fluidos e não permitindo seu alojamento nos corpos sutis e físico do homem.

Algumas emanações fluídicas são perniciosas ao ser humano. Aquele que procura se infiltrar no campo vibratório de outra pessoa buscando seu mal, tenta ativar forças etéreas aliadas a certos materiais dinamizados, a fim de conseguir êxito nos processos de “bombardear” a aura e o duplo etérico de seu desafeto, com a intenção de gerar uma série de problemas físicos e espirituais. Porém, é importante saber que pensamentos negativos só nos atingem quando nós abrimos canais para a entrada de energias negativas. Quando nos protegemos, através de boas atitudes e bons pensamentos, nada que não vibre positivamente como nós poderá nos atingir!

Também acontece o caso de “auto-enfeitiçamento”, por viver constantemente vivenciando doenças morais ou mesmo a presença em ambientes de baixo teor vibratório, onde fatalmente existem fluidos perniciosos a constituição humana, que poderão agregar-se aos corpos sutis e físicos do homem. Se houvesse uma maneira “clínica” de se observar e examinar o duplo etérico de um homem “mal-influenciado” ou mesmo carregado de inveja, olho gordo, etc., os médicos identificariam como as radiações negativas que afetam a base química orgânica, agregando aos corpos sutis e físico uma série de miasmas e larvas astrais, produzindo uma série de enfermidades muitas vezes graves.

Portanto, uma guia de aço transforma-se em uma potente proteção. Só devemos atentar para o fato de que não é simplesmente o uso de uma guia de aço que irá nos proteger e nos livrar de todo o mal do mundo. Há necessidade de se criar condições morais, promovendo a necessária Reforma Íntima, Evangelização e conseqüentemente redobrar a vigilância, ajustando-se a uma elevada conduta espiritual. Tudo isso, aliado ao uso de uma guia de aço, faz com que criemos condições de obter uma efetiva proteção contra todos os tipos de males que possam nos cercar.

Sendo assim passamos a entender a guia de aço como um amuleto que têm como função absorver as energias maléficas e evitar que haja uma infestação na aura do seu possuidor, tendo eficácia defensiva. Além disso, ajuda a catalisar fluidos bons.

A guia de aço, por ser constituída de elementos eletromagnéticos poderosos, de alto acumulo de forças e excelente condução, desde que devidamente consagrada (dinamizada), nunca se sobrecarrega, pois estará constantemente escoando os fluidos de baixo teor vibratório; portanto, nunca estará “carregada” de fluidos pesados, não necessitando ser constantemente purificada e nem abençoada.

Não há problema de alguém estranho colocar as mãos na guia de aço. Somente deveremos tomar o devido cuidado de retirá-la quando formos ter relações íntimas. Quando formos dormir, poderemos colocá-la por debaixo do travesseiro. Na hora do banho não há necessidade de se retirar a guia de aço.

Trecho Extraído do livro: "Umbanda - O Conjunto das Leis de Deus" 



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18 de outubro de 2015

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Erva-Cidreira (Melissa) - Pesquisado por Ednay Melo

erva cidreira na umbanda

Nome científico: Melissa oficinalis 

A erva-cidreira (Melissa officinalis) é uma planta medicinal também conhecida como melissa, melissa-romana, melissa-verdadeira, salva-do-Brasil, salva-brasileira, bálsamo-de-abelha, bálsamo-doce, bálsamo-de-limão, dentre outros nomes populares. Pertence a família Lamiaceae.


Para que serve a erva-cidreira?

A erva-cidreira é um hipotenso moderado que pode diminuir palpitações do coração causadas pela tensão. O óleo essencial atua na parte do cérebro que controla o sistema nervoso autônomo e protege o cérebro de receber estímulos externos excessivos. O chá de cidreira, além de relaxar e induzir a pessoa ao sono, é indicado para o tratamento da ansiedade, depressão, epilepsia, perturbações nervosas, insônia, histeria, enxaqueca, hipocondria, vertigem e outros distúrbios.

Propriedades da Erva-cidreira: 

As propriedades da Erva-cidreira incluem sua ação calmante, antiviral, anti-espasmódica, sudorífera, anti-inflamatória e antibiótica.

A erva-cidreira possui um efeito tônico sobre o coração e o sistema circulatório, causando uma leve vasodilatação dos vasos periféricos, auxiliando a reduzir a pressão sanguínea. O óleo essencial e o chá da erva-cidreira podem beneficiar pacientes com ansiedade e depressão, vez que os óleos voláteis na planta (particularmente o citronelal) têm efeito sedativo, mesmo em concentrações mínimas. Um estudo duplo-cego com cerca de vinte pacientes com insônia comparou os benefícios de 0,125 miligramas do sedativo Triazolam (Halcion) contra placebo e uma combinação de valeriana (Valeriana officinalis) e erva-cidreira (Melissa officinalis). A combinação de ervas foi considerada tão eficaz quanto a droga.


Modo de uso da Erva-cidreira


As partes usadas da Erva-cidreira são suas folhas frescas ou secas, para fazer chás, infusões ou para fazer aromaterapia e temperar comidas.
O chá de erva-cidreira, ao mesmo tampo que traz benefícios para o sistema nervoso, também possui propriedades medicinais carminativas que beneficiam o sistema digestivo, combatendo vários distúrbios intestinais, como flatulência (gases intestinais) e cólicas. Acredita-se que os taninos e outros extratos fitoquímicos da erva-cidreira são recomendados para combater os vírus da caxumba e herpes.

Na medicina alternativa, é usada em compressas para inchaços e aplicada a eczema e dores de cabeça. Em forma de erva de banho e em óleos de massagem, máscaras faciais, loções de beleza e perfumes. A Melissa officinalis é composta de óleos voláteis (citral, citronelal, acetato de eugenol, geraniol e outros componentes), princípio amargo, resina, polifenóis, taninos, flavonoides, ácido succínico, ácido rosmarínico e triterpenoides.

Na culinária, a erva-cidreira é acrescentada à carnes, saladas, marinadas, verduras, geleias, pudins, guarnições, vinagres, licores (Beneditino e Chartreuse). As folhas secas não são consideradas tão saborosas quanto frescas.


Água Carmelita

A Melissa officinalis é um ingrediente presente na aqua mirabilis (água milagrosa) e na água carmelita, usada como tônico herbal e água de colônia para curar dores de cabeça, promover o relaxamento corporal, longevidade, proteger contra venenos e magias das bruxas. A água carmelita é um extrato alcoólico formulado pelas freiras carmelitas da abadia de St. Just e foi comercializada sob o nome de Eau de Carmes.


Efeitos colaterais da erva-cidreira

Os efeitos colaterais da Erva-cidreira incluem diminuição da frequência cardíaca, sonolência e abaixa a pressão. A erva-cidreira é considerada segura, inclusive para crianças, contudo, pode abaixar a função tireoide, o que pode ser benéfico para algumas pessoas, mas pode prejudicar outras.


Contra indicações da Erva-cidreira
Não foram encontradas contraindicações da Erva-cidreira.


História e curiosidades

O nome de gênero Melissa é derivado do grego e significa “mel de abelha”, vez que é a flor favorita das abelhas. Esta erva era sagrada no templo de Diana. O óleo essencial da erva-cidreira possui coloração amarelo-pálida, com um leve aroma de limão fresco. O custo do óleo essencial da Melissa officinalis é bastante elevado, vez que pode ser necessário até sete toneladas da planta para extrair apenas um litro de óleo essencial puro.

USO RITUALÍSTICO DA ERVA-CIDREIRA (MELISSA)

Erva da Orixá Oxum
Formas de uso: banhos e defumadores.
Erva propiciadora de proteção, paz e equilíbrio emocional. 

Ednay Melo
Fontes de Pesquisa:
Plantas Medicinais
Tua Saúde


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14 de outubro de 2015

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Problemas Psiquiátricos ou Psicológicos e a Espiritualidade

Problemas Psiquiátricos ou Psicológicos e a Espiritualidade


Estes sintomas geralmente causam um grande impacto para quem passa por eles, um bom dirigente religioso sempre indicará a medicina para todos os casos que envolverem a saúde, pois, o plano físico e o espiritual andam de mãos dadas, um movimenta o processo evolutivo do outro, por isso a recomendação em casos de saúde é sempre procurar um especialista de nosso plano físico, ou seja, um profissional da área.

Problemas relacionados à mente humana são muito complexos, tanto na parte física como na espiritual. Eu como representante de uma religiosidade, vou falar sobre a parte espiritual e até aonde a mesma pode se envolver ou ser envolvida nesses casos.

Quando alguém está passando por algum desses sintomas, como: surtos psicóticos, depressões, ou algum tipo de síndrome, este passa a ficar vulnerável. Pela falta de senso comum e das percepções, o corpo espiritual, conhecido como perispírito, entra numa oscilação constante, desta forma fica se desdobrando com facilidade e se mantendo um tanto afastado do corpo físico, fazendo por onde, deixar o indivíduo totalmente vulnerável, assim como ocorre no momento do sono, onde o perispírito se desdobra deixando o corpo desprovido e aberto. Em diversos costumes, independente da religiosidade, sempre aprendemos a rezar antes de dormir, isto mostra que muitos mesmo sem saber à fundo o porque disto conhecem tal fundamento, porém, o vendo de maneiras diferentes. Rezamos ou pedimos alguma proteção antes do sono, justamente para chamar bons espíritos, para que os mesmos nos guardem enquanto nosso perispírito se desdobra, evitando que maus espíritos se aproveitem deste momento e suguem nossas energias e fluídos, e também evitando que causem qualquer tipo de dano em nossos pontos mediúnicos.

Ouço muitos casos de pessoas citando que depressões ou surtos podem ser causados por maus espíritos, não duvido, porém, em minha visão acho um tanto raro e de qualquer maneira, a indicação em primeiro lugar deve ser a procura médica ou profissional. Antigamente, era comum até mesmo pela falta de crença, cultura religiosa da época e falta de informações devidas, ocorrer muitos casos de manifestações espirituais involuntárias, no caso as incorporações e também outras manifestações mediúnicas como popularmente dizendo, as pessoas terem visões, escutarem outras pessoas falando e ter muitas intuições certeiras, e essas mesmas eram internadas como insanas, isto ocorria muito antigamente, e muitas pessoas se convenciam que estavam doentes por nunca terem encontrado um caminho espiritual, ou seja, uma orientação devida (é muito importante citar que essas pessoas eram tratadas, mas a medicina não obtinha sucesso, então eram internadas e esquecidas em clínicas ou até mesmo manicômios). Este exemplo do qual citei, é totalmente voltado em outra situação e não nas causas de doenças, atrasos de vida e etc.

Geralmente a doença advém da parte física mesmo, simplesmente por muitos não conseguirem encarar problemas com facilidade ou então se sensibilizarem com diversos fatores, os mais comuns são as paixões, desempregos, conflitos no lar, entre outros. Isso tudo faz com que muitas pessoas fiquem um tanto frágeis, se sentindo pressionadas pela vida e pelas outras pessoas, principalmente as mais próximas, o que acaba resultando em algum tipo de surto ou no mais comum entre a população que é a depressão, nesses casos a primeira coisa a se fazer é procurar ajuda profissional. E aonde entra a parte espiritual? Entra naquilo do qual citei acima, uma pessoa neste estado passa a ficar vulnerável, tanto na sensibilidade com a parte sentimental, como na parte espiritual, pelo fator do qual já citei.

O plano físico reflete o plano espiritual, e no plano espiritual nem tudo são flores, há muito trabalho também, principalmente para manter uma evolução, e pra isso bons espíritos, que vai da hierarquia mais alta até os diversos mentores e Guias espirituais, trabalham em prol da evolução dos planos espirituais e dos planos físicos, e com isso protegem tanto espíritos novos no processo de desencarne como protegem nosso mundo físico de espíritos opositores e obsessores , esses espíritos vivem em torno do mundo físico, uns se fortalecendo e sugando todos os nossos fluídos e energias se abastecendo de ectoplasma, um fluído que somente encarnados oferecem e que é necessário para espíritos se movimentarem em torno do mundo físico, outros espíritos apenas se aproximam para zombar e outros para tentar usufruir da materialidade, dos quais são totalmente perdidos e fora da consciência mental, de qualquer forma, esses espíritos acabam sugando energias e fluídos, todos os bons fluídos, deixando o ser físico (o individuo) fraco, com pensamentos negativos e sem disposição, isso tudo atrapalha os andamentos médicos, ou seja, não colabora para com os tratamentos da medicina.

A solução espiritual não será para curar o indivíduo, mas sim para colaborar com o mesmo, porém, pra isso, primeiramente o mesmo deve acreditar, obter fé, pois, esta emite o maior fluído que facilitará a vinda de bons espíritos. Com esses espíritos opositores ou obsessores ( os famosos ‘’encostos’’ ou Kiumbas) absorvendo todo o conteúdo espiritual da pessoa e danificando o mesmo, a pessoa só tende a regredir em seus tratamentos, pois, é bom lembrar que existe um laço entre a espiritualidade e a matéria, ou seja, se o espírito é prejudicado, o prejuízo acaba refletindo na matéria e vice e versa. Portanto os tratamentos regridem ou estacionam, é o ponto onde a medicina passa a não dar as respostas e se manter do jeito que está.

No caso da Umbanda, se faz procedimentos como uma espécie de ``lavagem espiritual’’, ou seja, afastam-se todos esses espíritos ruins para aproximar bons espíritos, e isso vai do ritual de cada templo e da ordem espiritual maior, não há uma receita exata, cada caso é um caso, isso se faz quando a pessoa está desprovida de qualquer proteção, porque esta automaticamente estará rodeada de maus espíritos e fluídos. Ao aproximar bons espíritos, há uma conciliação com a medicina terrestre, onde os Guias espirituais vão trabalhar para emanar somente bons fluídos, fazendo um ciclo protetor para que maus fluídos não afete o indivíduo e o mesmo possa ter o caminho aberto para os tratamentos médicos, com isso a probabilidade de melhora aumenta, porque unem-se duas forças. Existem casos que a pessoa procura a Umbanda, espiritismo ou outra forma religiosa e é curada, digo com convicção, a espiritualidade não curou a pessoa de sua doença, mas sim os tratamentos médicos, a espiritualidade simplesmente limpou toda a sujeira espiritual para que os tratamentos dessem resultados de onde pararam, sem ter nenhuma interferência, ou tendo as interferências retiradas de seu caminho. A religião colaborou para a cura espiritual, onde a perturbação espiritual estava impedindo os resultados dos tratamentos, como disse a pouco, uma conciliação entre dois lados, o físico e o espiritual. Deixo aqui uma observação, nos casos de doenças crônicas como, por exemplo, a esquizofrenia, a religiosidade ou os Guias espirituais vão agir da mesma forma, protegendo a pessoa, formando um ciclo protetor em sua volta para que espíritos ruins não se aproveitem da situação, os Guias espirituais farão por onde da mesma forma, colaborar com a medicina, deixando o campo aberto para a mesma.

As barreiras que estão entre o mundo físico e o mundo espiritual somos nós mesmos que colocamos, lembrem que os dois se movimentam simultaneamente, independentemente dos fatores evolutivos de cada. Nunca podemos descartar os benefícios da Terra que foram feitos para usufruirmos deles, e se possível, aconselho também a nunca descartarem o suporte espiritual, mas não aconselho a procurá-los como um substituto dos setores físicos, pois, um necessita do outro.

Carlos Pavão



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12 de outubro de 2015

08 Perguntas sobre Mediunidade e Depressão



Por Wanderley Oliveira


“A mediunidade é ensejo de serviço e aprimoramento, resgate e solução.”

“Seara dos Médiuns” – capítulo 42 – Mediunidade e Imperfeição – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier


Mediunidade é uma bela oportunidade crescimento e aprendizado. Vê-la como uma prova imposta em função de dívidas do passado é cultivar uma visão doentia de algo que, em verdade, é uma benção, um tesouro.

É comum ouvirmos a expressão: “estou com problemas mediúnicos.” Todavia, não é a mediunidade o problema, mas o médium. Consideremos, porém, que não existem problemas mediúnicos, temos problemas morais e emocionais que são refletidos no exercício da mediunidade. A mediunidade é uma força neutra e sua aplicação toma o colorido moral inerente ao médium. Existem problemas psicológicos e não mediúnicos.

Um exemplo típico disso são as depressões. Muitas pessoas são orientadas a desenvolver mediunidade como solução de sua depressão. Entretanto, são muitos os médiuns portadores de depressão que assumem fervorosamente a tarefa mediúnica nessa expectativa, e não obtém o que desejavam. E os que conseguem algum resultado, certamente estavam em encerramento de seu processo doentio ou eram portadores de depressões leves ou moderadas, que regridem com relativa facilidade a tratamentos e iniciativas espirituais.

A rigor, em casos de depressão crônica, portanto mais severa, a orientação do exercício mediúnico pode, inclusive, constituir um risco. Dependendo do estágio e do momento do doente, a atividade mediúnica pode ser fator de agravamento do quadro psíquico.

Elaborei abaixo uma pequena entrevista com as perguntas que recebo com mais freqüência sobre o tema. O intuito é apenas ter algum material para uma boa conversa sobre o assunto, nada mais…

1) A mediunidade causa a depressão?

A mediunidade é uma benção, um tesouro de trabalho e crescimento espiritual. A faculdade em si mesma não é causa de perturbação. Quando alguém usa a expressão “problemas mediúnicos” é necessário distinguir que os problemas são da personalidade mediúnica, isto é, do médium.

Consideremos a mediunidade como recurso de evolução e a depressão como uma doença cuja causa repousa nas velhas atitudes morais do médium. Mediunidade não causa depressão. Entretanto, é freqüente encontrarmos médiuns portadores de sintomas depressivos. Nesse caso, a aplicação da mediunidade ou, como é mais conhecido, o desenvolvimento mediúnico pode ser terapêutico, amenizando as dores do deprimido. Apenas amenizando-os, fique claro! Ainda assim, a cura da depressão não virá do exercício mediúnico e sim da reeducação emocional do deprimido por meio da mudança de condutas que alicerçam o núcleo moral da depressão.

2) Os deprimidos são portadores de obsessão?

Algumas pesquisas feitas em grupos mediúnicos e hospitais psiquiátricos espíritas mencionam a presença de obsessão em 70% dos casos de depressão.

Aqui também é preciso uma distinção. Não é a obsessão que causa a depressão. A depressão é doença mental que pode ocorrer sem fatores espirituais coercitivos, embora a maioria dos casos, por se tratar de atitudes infelizes na caminhada evolutiva, carreia para o deprimido uma série de influências de ordem energética e espiritual como fatores de agravamento e não causais.

3) Qual a relação entre perturbação espiritual e depressão?

Alguns tipos de depressão mais leves ou moderadas podem ser acionadas por presença espiritual perturbadora.

Mesmo neste caso, depois de socorridas as influências espirituais, o deprimido precisa examinar quais foram as causas dentro de si mesmo para que aquilo acontecesse.

Nem a obsessão e nem a perturbação espiritual podem causar a depressão, sem que o deprimido tenha em si mesmo algum componente psíquico não resolvido que constitui a raiz da sua doença.

Perturbação espiritual e obsessão são fatores agravantes e não causais.

4) Os deprimidos obsidiados devem obrigatoriamente educar a mediunidade?

O exercício da mediunidade é terapêutico para vários quadros mentais e até para algumas doenças orgânicas, trazendo alívio e amenização de dores.

Porém cada caso deve ser analisado criteriosamente, uma vez que a indicação da atividade mediúnica não pode ser tratada de forma generalizada. O exercício da mediunidade age apenas como um processo de depuração energética para que o doente não piore, além de promover a oportunidade de o médium entrar em contato com sentimentos diversos para análise pessoal. Para as pessoas deprimidas, romper com a interferência espiritual do obsessor, poderá na maioria dos casos, apenas abrandar e/ou mascarar os sintomas da doença, já que a solução da depressão sempre será a libertação da consciência e o desenvolvimento dos potenciais íntimos que a criatura traz em si mesma.

A depressão é uma doença sintomática, ou seja, é uma dor que está querendo chamar a atenção do doente para algo que ele não quer ver ou para algo que ele não está cuidando adequadamente na sua vida interior. Dessa forma é imprescindível que o deprimido compreenda que será necessário buscar várias fontes de ajuda, uma vez que se trata de uma doença complexa. A pessoa com sintomas depressivos sempre deve ser orientada a procurar o devido suporte médico e psicoterapêutico.

5) Como saber quando um deprimido não deve freqüentar a reunião mediúnica?

Não existe regra no assunto. Darei uma pálida idéia que não deve constituir um roteiro, mas apenas um caminho que deverá ser aprimorado.

Existem alguns ciclos pertinentes às depressões crônicas nos quais os doentes experimentam vários sintomas que já lhe são habituais, mas com características mais acentuadas, como por exemplo: sentem-se mais exauridos, mais tristes, totalmente indispostos com ao contacto social, com larga confusão mental, presença de episódios de insônia persistente, extremamente irritadiços e com profunda apatia afetiva.

Naturalmente, em grupos que se respeitam e existe uma convivência saudável, ficará evidente quando um médium com depressão apresentar alterações que comprometem sua atuação mediúnica. Nesse caso, um afastamento programado de algumas semanas com acompanhamento fraterno do grupo, torna-se desejável em favor do doente e da tarefa.

6) O que a Casa Espírita deve fazer pelo deprimido?

Orientá-lo sobre a conduta a seguir para recuperar sua saúde. Oferecer o apoio da fluidoterapia espírita na amenização das dores, encaminhá-lo para profissionais da saúde mental que sejam competentes e humanos e, sobretudo, acolhê-lo com muito afeto, dando oportunidades de integrar-se às atividades da Casa Espírita.

Entretanto, como descrevo em meu livro DEPRESSÃO E AUTOCONHECIMENTO, a depressão necessita de reeducação comportamental e emocional.

A depressão atinge várias dimensões do ser humano. Quando o depressivo usa medicação, alcança sua dimensão orgânica. Quando faz psicoterapia, investe na recuperação de sua dimensão psicológica. Quando realiza tratamento espiritual, trata sua dimensão dos corpos sutis. Mas depressão tem quatro fundamentais dimensões que são: bio-sócio-psíquico-espiritual. A sua solução só pode vir da dimensão onde ela foi gestada, isto é, a social. É através do comportamento que se constrói uma doença mental, e somente através da reeducação dessa conduta será possível se libertar dela.

Que conduta está por trás das depressões mais severas? Como reeducar essa conduta padrão que é a raiz da depressão?

É a isso que meu livro se propõe: orientar o depressivo, sua família e também ao Centro Espírita sobre como lidar com o assunto e melhor orientar o doente.

7) Os médiuns têm tendência à depressão?

Os médiuns têm tendência a carregar alguma alteração no seu campo mental, mas não necessariamente a depressão. Todavia, eu ainda não conheci um médium que não tenha alguma relação a ser resolvida e reeducada com os temas: depressão e as perturbações da sexualidade.

Isso tem explicações muito sensatas que valem a pena serem analisadas.

8) Qual a orientação adequada a um médium com depressão?

Primeiramente aceitar que está doente e necessita tratamento em várias dimensões. Em seguida, orientá-lo sobre o exercício da mediunidade no bem e seus pré-requisitos. Durante seu tratamento, acolhe-lo e acompanhá-lo com muito carinho para que encontre apoio nas iniciativas de melhora. Posteriormente, enquadrá-lo no trabalho espiritual.

Claro que não podemos fazer isso nessa ordem que mencionei para todos os casos. Portanto, o bom senso deve inspirar essa orientação ao depressivo, cientes de que cada caso será de natureza particular.

Bom, ficamos por aqui. Vamos parar um pouquinho para refletir.






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11 de outubro de 2015

Nosso Grupo de Estudos

Nossos encontros são nos segundos sábados de cada mês, a partir das 15 horas. Aberto ao público que aprecia o estudo sistematizado e dirigido, com muito debate e enriquecimento dos conhecimentos da nossa amada religião de Umbanda. Temos intervalo com lanche! Todos são bem-vindos!
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8 de outubro de 2015

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Uma Boa Casa de Umbanda

Uma Boa Casa de Umbanda


Uma boa Casa de Umbanda é aquela que já tem tradição pelo longo tempo que atua?

É aquela em que seu dirigente seguiu a risca os preceitos para ser consagrado como tal?

É aquela que tem o maior número de médiuns?

É aquela em que as pessoas são simpáticas e educadas?

É aquela em que seu dirigente é famoso somente porque é inteligente e sabe se comunicar?

Ou é aquela onde se come fogo e onde se pisa em brasa?

Bom, vai depender do que você busca...

Mas se o que você quer realmente for a intercessão dos verdadeiros Guias de Umbanda, basta observar os resultados.


Trecho retirado do livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 10 - Ednay Melo


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À venda no Clube de Autores











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5 de outubro de 2015

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Batismo na Umbanda

Batismo na Umbanda


Batismo

Na nossa religião de Umbanda, o batismo do adulto é um sacramento de apresentação do fiel ao Pai Oxalá, que roga as suas bênçãos e proteção, consciente da sua fé na religião e dos seus deveres como cristão. É um ritual que testemunha o nascimento do umbandista perante as forças Orixás. Requer responsabilidade e aceitação da Sagrada Lei de Umbanda em sua vida. É fundamental o desejo sincero de se entregar ao Pai Oxalá por amor ao Seu nome e por amor à Umbanda.

É um ritual muito bonito, que marca simbolicamente o encontro com Pai Oxalá, Pai da Umbanda, que aceita, abençoa e congrega o fiel em seu exército branco para carregar a Sua bandeira diante da vida. São escolhidos os padrinhos espirituais que se comprometem em proteger e orientar seu pupilo em seu longo caminho de ascensão espiritual. E de acordo com o significado da palavra batismo, também na Umbanda o principal elemento ritual é a água, que espargida na coroa do filho, alto da cabeça, também conhecida como chakra coronário, o purifica, o fortalece e o identifica como umbandista e como cristão (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 9 - Ednay Melo

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À venda no Clube de Autores










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4 de outubro de 2015

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Por Que a Umbanda não Resolve o Meu Caso?

Por Que a Umbanda não Resolve o Meu Caso?


MEUS PROBLEMAS x MINHA AUTOCRÍTICA:

Por que as Entidades da Umbanda não resolvem o meu caso?


Entra ano, sai ano, e a experiência que vamos adquirindo enquanto praticantes da Umbanda nos permite constatar que a maior parte dos problemas que são levados aos nossos templos continua inalterada. Os maridos ainda precisam ser “amarrados”, os filhos estão cada vez mais rebeldes, o dinheiro é cada vez mais insuficiente para pagar as contas, e dúzias de encostos permanecem assombrando pobres almas inocentes. Será que os Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças não estão dando conta do recado? Já não se fazem mais Exus como antigamente? Ou será que estamos diante de uma massa de “fieis” cada vez mais omissa às suas próprias obrigações éticas, sociais e familiares?


Há mais de século, os Mentores Espirituais que acorrem aos nossos templos nos alertam para a necessidade de decompormos o cerne de nossos problemas sob a luz da autocrítica. Pois muitos obstáculos adquirem ares de insolubilidade pelo fato de não admitirmos que eles florescem à revelia de uma análise centrada naquilo que NÓS poderíamos ter feito para resolvê-los. Bom seria se levássemos à presença de uma Entidade mediunicamente manifestada apenas dúvidas relacionadas às nossas próprias fraquezas, ou, quem sabe, desabafos que não estivessem tão camuflados pela negação em admitir nossas falhas. Entretanto, o panorama é desalentador, pois décadas transcorrem e continuamos com a confortável sensação de poder terceirizar a causa íntima de nossos tormentos. E haja vela e magia para que tanta crise seja resolvida!


A verdade é que os ditames comportamentais de nossa sociedade também estão influenciando a noção de responsabilidade que deveríamos ter, mormente perante o enfrentamento dos nossos óbices existenciais. Certa vez ouvi uma irmã de fé dizer que noventa por cento dos problemas trazidos aos terreiros seriam resolvidos em um divã, e não por “força de pemba”. Análise corretíssima, infelizmente! Pois vejamos: Em plena era do telefone celular, dos bate-papos virtuais, das formas de comunicação que possibilitam uma interação interpessoal cada vez mais fácil e objetiva, ainda assistimos pessoas que se esquivam de qualquer entendimento verbal com o alvo de seus sentimentos amorosos. Pessoas tomadas, quem sabe, por um misto de timidez, egoísmo, depressão e amor platônico, que simplesmente não se julgam competentes para conversar, discutir a relação, ou investigar as reais intenções de seus pretendentes. Onde essa frustração é despejada? Muitas vezes, aos pés de um Preto-Velho, Caboclo, Criança ou Exu. Aí, como se estivéssemos em um call center qualquer, solicitamos à Entidade uma intervenção astral sobre o problema, para que o “ser amado” volte logo, como num passe de mágica, se possível bem docinho e amarradinho. E como bem ensina a regra capitalista, nos dispomos até a pagar pelo “serviço” feito.


Outro problema comumente trazido aos Gongás da Umbanda reflete a dificuldade que temos em educar nossos descendentes. Mais uma vez, obliteramos nossa parcela de culpa, que na maioria dos casos é ilustrada pelo binômio filhos rebeldes = pais complicados, e defendemos que a insubordinação de um filho está exclusivamente atrelada a “influências espirituais”. Tudo acaba sendo jogado “na conta” de espíritos obsessores, quando, na verdade, salta aos olhos a evidência de uma educação defeituosa, eivada de mimos exagerados, superproteção, negligência e/ou indisciplina. Resta às Entidades de Umbanda a tarefa de consertar essa situação? Obviamente que não!


Também não poderíamos deixar de discorrer acerca de um problema que quase sempre é levado ao conhecimento de nossos imperturbáveis Mentores Espirituais: a falta de dinheiro. Diamantino Fernandes Trindade vaticina nesse sentido com uma maestria lacônica: “Nenhum trabalho para atrair dinheiro surtirá efeito se você gastar mais do que ganha.” No século do consumismo leviano e desenfreado, quem pode afirmar que está à salvo da mania de perseguir aquisições supérfluas? Quantos telefones celulares você comprou nos últimos trinta e seis meses? Quantas vezes você pensou em tomar um empréstimo, simplesmente para obter algo que “estava na moda”? Quantos desejos pululam em nosso âmago, impulsionados por apelos culturais estritamente superficiais? Será que o dinheiro realmente está faltando, ou o que falta mesmo é um planejamento financeiro em nossa rotina de gastos? Mais uma vez, levamos atribulações criadas pelos nossos desequilíbrios aos pés dos Orixás, como se estes tivessem o poder de tudo resolver, à revelia de nosso livre-arbítrio... Plantamos mal, semeamos pior, mas queremos colher o melhor possível.



Por último, mas não menos recrudescente, flutua o imbróglio dos “encostos” – esses capetinhas danados que sempre fecham os nossos caminhos e perturbam gratuitamente o sucesso da nossa inocente jornada terrena. Por muitas vezes, nós os responsabilizamos por outros problemas já comentados: falta de dinheiro, namorado, ou a rebeldia de filhos, parentes e amigos. Na contrapartida dessa rotulação endêmica, já ouvi um Exu assertivar que os casos de obsessão clássica – aqueles que eram comuns há cinqüenta anos atrás, de um desencarnado perturbado sobre um encarnado incauto – são cada vez mais raros de serem observados. Isso porque NÓS estamos assumindo a dianteira nessa questão, ou melhor, estamos abrindo nossas portas mentoastrais para que obsessões e obsessores possam nos dominar. O convite está partindo de nossas mentes “inocentes”, frágeis a ponto de culpabilizar o “Reino das Trevas” pelo MEU alcoolismo, ou de acusar uma alma penada pela MINHA tendência ao sensualismo exacerbado. Problemas de caráter? Não os tenho! São os meus “encostos” que colocam esses espinhos em minha personalidade!Vamos nos enganando, na medida em que enormes falanges de assediadores “astrais” vão crescendo em nossas cabeças auto-obsedadas!


Enfim, enquanto não soubermos mensurar a nossa parcela de culpa nessas situações que levamos ao conhecimento de Entidades mediunicamente manifestadas, estaremos fadados a sair de um Terreiro de Umbanda sem perspectiva de resolução para os nossos problemas. Nenhuma “magia” pode quebrar aquilo que nasce do nosso livre-arbítrio e floresce em nossa resoluta vontade de agir egoisticamente. Ainda assim, abnegados Pretos-Velhos, Caboclos e Erês estão sempre a nos indicar a solução: o caminho do autoconhecimento como fonte única de libertação plena. Caminho de difícil persecução, pois desafia a todo instante a vaidade e o comodismo que cultivamos. Mas caminho essencial para que tenhamos condições de empreender a tão falada Reforma Íntima, e sorver plenamente todo o poder dessa assistência espiritual trazida pelo Evangelho Cristão, redivivo no Astral de Umbanda.


Lembre-se: se a sua autocrítica é menor do que seus problemas, seus problemas certamente são bem maiores do que você pensa!


Luciano Martins Leite




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2 de outubro de 2015

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