30 de novembro de 2016

Textual description of firstImageUrl

Livro: Jurema das Matas

Livro excelente! Aborda sobre reencarnação, lei do carma, Umbanda, Zélio de Moraes, enfim, grande contribuição para o entendimento dos valores da Umbanda e dos valores da alma, que são aprendidos pelo amor ou pela dor nas constantes oportunidades nos dadas por Deus para o nosso aperfeiçoamento como espíritos eternos. A Tulca se identifica com os ensinamentos aqui contidos, pois quem nos conhece lembrará, aqui, um pouco da nossa Doutrina, que nos foi ensinada pela espiritualidade que sempre nos assiste. Abaixo seguem alguns valiosos detalhes do livro, escritos por quem melhor pode traduzi-los: a própria autora, Mônica de Castro, inspirada pelo espírito Leonel. Em breve postaremos outros trechos do livro. Boa leitura!

Blog Tulca


Livro: Jurema das Matas
Livro Jurema das Matas / Leonel - Mônica de Castro


"A visão estreita do mundo ainda faz com que os olhos do homem 
permaneçam fechados, mesmo quando a luz da verdade desponta 
diante dele, quase a ofuscar-lhe a mente nebulosa.


Pouco se sabe a respeito das entidades que se dispõem a trabalhar nos círculos espirituais da Umbanda. Muitas histórias são ouvidas, algumas envoltas em mistérios e superstição. O preconceito e a ignorância ainda pairam sobre esses seres, em sua maioria abnegados instrutores dotados de inteligência extrema e imensurável amor pela humanidade.

Jurema das Matas é assim. Com inigualável simplicidade e franqueza, desvenda quatro de suas encarnações, na tentativa de mostrar como o ser humano se ilude com falsos valores de conquista e poder. Da trajetória sangrenta e sofrida, surge uma criatura dócil e infinitamente sábia, disposta a compensar seus desequilíbrios com o auxílio desinteressado aos irmãos de caminhada que formam a família humana.

É uma lição para todos nós, acostumados a eleger favoritos em função da vestimenta sutil com que se apresentam no mundo da matéria. A escolha do espírito que anima esta história foi a da humildade para, através do exemplo, reafirmar em nós a crença de que somos e seremos sempre iguais.”


Leia um trecho do livro:

“Sem nada dizer, Soriano saiu atrás de Alejandro, seguido por mais alguns marujos. Caminharam o mais silenciosamente possível, atentos a qualquer movimento na selva. Finalmente, encontraram um poço de água potável e puseram-se a encher as vasilhas, em estado de alerta constante, como se esperassem que, de uma hora para outra, uma horda de índios se atirasse sobre eles.

– Estamos muito próximos do povoado deles – comentou Soriano, indicando com o queixo as enormes construções.

– Não se preocupe – tranquilizou Alejandro. – Eles não sabem que estamos aqui e, além do mais, temos as nossas armas.

– Eu não teria tanta certeza.

Havia tremor na voz de Soriano, e Alejandro acompanhou o seu olhar assustado. Parados alguns metros adiante, alguns indígenas os fitavam imóveis. Instintivamente, Alejandro apertou o cabo de seu mosquete. Como da outra vez, os nativos se aproximaram, risonhos e amistosos, puxando os espanhóis pelas mangas das túnicas, rodeando-os como se farejassem a presa antes de devorá-la. Apesar da linguagem incompreensível, os dedos, apontando na direção da cidade, deixavam claro o desejo de que os seguissem até lá. Alejandro, desconfiado, olhou para Francisco, mas este já se havia posto em marcha ao lado dos índios, com o restante dos homens atrás deles.

– O que ele está fazendo? – sussurrou Soriano, apavorado. – Já não basta o que nos aconteceu da outra vez?

– Fique quieto! – censurou Alejandro. – Francisco sabe o que faz.

A cena parecia se repetir. Os espanhóis caminharam pela floresta com os índios ao redor, gesticulando e rindo guturalmente. Ao adentrarem o povoado, os sólidos e já conhecidos edifícios se descortinaram, seguidos de mais e mais ídolos diabólicos.

– Isso me dá calafrios – observou Soriano, acercando-se mais de Alejandro.

– Você ainda não viu nada – retrucou o outro, estacando com ar aterrado.

Surgiu à sua frente uma figura singular. Vestido numa espécie de túnica branca, um homem de cabelos negros e respingando sangue segurava nas mãos um facão igualmente ensanguentado. Atrás dele, sobre um altar de pedra parcialmente visível, jazia inerte, numa poça de sangue, um corpo retalhado e sangrento.

– Jesus Cristo! – exclamaram muitos.

– Mas o que é isso? – horrorizou-se Soriano.

– Parece que o nosso amigo acabou de praticar um sacrifício humano – constatou Alejandro, lutando entre o terror e o pânico.

– Ele está todo ensanguentado!

Todos olhavam para Francisco, esperando que ele tomasse alguma atitude, mas o capitão parecia tentar entender-se com o macabro sacerdote.

– Acho que não está adiantando – constatou Alejandro.

O sacerdote falava estranhas palavras e gesticulava para os muitos guerreiros que acompanhavam o encontro. Mais que depressa, os índios se juntaram, apontando as lanças e fitando o grupo com olhar hostil e ameaçador. Alguém acendeu uma fogueira, e o sacerdote deu prosseguimento ao seu bailado gutural, apontando ora para fogo, ora para os espanhóis, ora para os guerreiros, que emitiram um grito de guerra assombroso.

– O que é isso agora? – horrorizou-se Soriano.

– Acho que ele quer dizer que, se não partirmos até o fogo se extinguir, vai lançar seus guerreiros sobre nós.

– E o que Francisco está fazendo? – desesperou-se. – Por que não vamos logo embora?

– Será que ele enlouqueceu e vai combater esses demônios?

Dessa vez, até Alejandro estava com medo. Enfrentar aqueles guerreiros seria quase suicídio. Os homens começaram a se apavorar, ameaçando dar meia-volta e fugir, mas Francisco permanecia parado, na esperança de fazer-se entender.

– Vamos embora, capitão – falou um dos homens mais próximos. – Por Deus, não podemos mais continuar aqui. Se tem amor a nossas vidas, vamos voltar aos navios!

Ainda defronte ao sacerdote, Francisco ensaiou mais alguns gestos, tentando um entendimento, mas o olhar feroz do outro o convenceu a partir.

– Vamos recuar – ordenou ele, com a voz mais calma que conseguiu entoar.

Sem se virar, os homens foram recuando e, passo a passo, tomaram o caminho de volta. Só quando já se encontravam fora das vistas dos guerreiros foi que se viraram de frente e puseram-se a andar, quase a correr.”



SOBRE O LIVRO JUREMA DAS MATAS

Levar o conhecimento a respeito da Umbanda é um dos objetivos desse livro, mas não o único nem o principal. Jurema, esse espírito iluminado e incansável na propagação do bem, nos mostra como devemos lidar com as nossas encarnações, com o intuito de nos valorizarmos e trazer para nossas vidas momentos de maior felicidade.

O espírito de Jurema, e a falange que ela representa, retira sua força da natureza, das florestas e rios que existem por toda parte no nosso planeta. Tudo é energia, todas as coisas vibram numa intensidade própria, captando e dispersando fluidos na nossa atmosfera. Toda vez que entrarmos em lugares onde a mata impera, ali estará a essência de Jurema e dela poderemos absorver o melhor para nossas vidas. Em qualquer lugar, no Brasil ou não, essa energia está disponível para quem quiser acessá-la. Basta ligar-se a ela através do pensamento, para sentir o bem-estar e a paz de sua iluminação. Jurema é a própria mata em toda sua quietude e vida, guiada pela energia da natureza que ali tem o seu domínio.

A finalidade do livro, além de desmistificar alguns preconceitos que giram em torno da umbanda, tem um objetivo mais profundo, que toca a alma de cada leitor. Umbanda, catolicismo, kardecismo, candomblé… Somos todos um só, e a religião que busca despertar Deus no coração de seus seguidores está agindo conforme Seus princípios. Mas a verdadeira e única religião há de ser a do amor, porque, sem ele, não há esperança para a humanidade nem meio de se alcançar a elevação. Somente chegará ao Alto o ser que já compreendeu isso e que usa de sua existência para cultivar e cativar amor. Esse patamar, alcançaremos através das oportunidades que a reencarnação nos oferece.

E é justamente isso que o livro aborda: o poder regenerador da reencarnação. A reencarnação é a maior chance de renovação que possuímos. A cada final de existência, Deus nos acena com a esperança de refazer nossas atitudes, através de nova existência no planeta. É através da reencarnação que experienciamos a vida, usufruímos das nossas conquistas e tentamos, incansavelmente, modificar o que ainda não se encontra adequado a um mundo de amor. É através dela que sentimos que nada está perdido e que sempre teremos uma nova chance, seja nesse planeta ou em outro. O que precisamos, agora, é aproveitar a última chance que o universo nos concedeu para assegurar o nosso direito de permanecer aqui, neste mundo tão lindo.

Foi por gratidão às inúmeras oportunidades de reencarnar que o espírito de Jurema permitiu ao Leonel que nos trouxesse a sua história, para que servisse de exemplo a todos nós. O exemplo que fica não é o do sofrimento, mas o da persistência, da fé, da humildade, do amor. Jurema não se limitou simplesmente a viver, mas viveu com intensidade cada momento que lhe foi concedido para sua melhora. O que ela pretende nos mostrar com tudo isso? Que devemos sempre buscar no passado a razão para os nossos sofrimentos? Que sofremos porque fizemos algo de ruim no passado? Que passado e sofrimento estão intimamente ligados? Não exatamente.

Não precisamos mais nos prender ao passado para desvendar o presente nem assegurar um futuro melhor. Precisamos, sim, compreender que estamos num processo constante de aprimoramento e, com isso, somos convidados a oferecer o nosso melhor. No atual estágio do espiritismo e do espiritualismo, não há quem não saiba que toda causa gera uma consequência e que estamos todos, inexoravelmente, sujeitos à lei de causa e efeito. Sabemos também que, se passamos por determinada dificuldade no presente é porque, lá atrás, existe uma sucessão de incidentes que nos fez reavaliar nossas ações e tentar imprimir a esta vida um novo rumo. Estamos todos cientes de que o sofrimento de hoje foi originado pelo nosso desequilíbrio de ontem.

Em razão disso, não temos mais a necessidade de tentar descobrir o que fizemos em outra vida, se fomos ruins, levianos, assassinos, traidores… não importa. O que fizemos está feito, não tem como desfazer na nossa dimensão atual. O tempo que ficou para trás somente poderá ser alterado em outro universo, ao qual a nossa essência de agora não tem acesso. Portanto, deixemos o passado onde está e concentremo-nos no presente, com vistas ao nosso futuro. Ao invés de nos preocuparmos com coisas ruins do passado, devemos dar mais importância a tudo o que aprendemos a fazer de bom. Ao mesmo tempo em que cometemos muitos desvarios, conquistamos valores importantes também, e é neles que devemos nos mirar quando buscarmos justificativas para nossa vida atual.

Lembremos que o novo acontece a todo instante, e se nos desapegarmos do que é velho, abriremos espaço na nossa vida para coisas novas que realmente valem a pena. Vamos nos acostumar a pensar positivamente, a imaginar as encarnações passadas como etapas vencidas, superadas, que serviram para construir as coisas boas que conquistamos hoje. É isso que a Jurema tentou nos mostrar, para que nos acostumemos a cultivar os bons momentos, a dar importância aos fatores positivos, a nos espelharmos nos nossos próprios valores. É com eles que ingressaremos no novo mundo que nos aguarda, em uma Terra renovada, onde a paz e o respeito serão recorrentes na vida de todos nós e onde não haverá mais espaço para o mal e suas consequências.

O que é velho merece o nosso respeito porque foi o que nos ajudou a ser o que somos hoje. Mas o novo é sempre belo, traz esperança, leveza e alegria. Provoca sempre um sorriso ou uma lágrima de admiração e gratidão pelo milagre de viver. Ou será que alguém duvida disso?

Mônica de Castro
Blog Movimento e Crescimento



Leia mais

25 de novembro de 2016

Textual description of firstImageUrl

Vídeo: Valores Umbandistas - Por Paulo Ludogero

Temos a honra de apresentar uma fonte segura de ensinamentos umbandistas através do Sacerdote Paulo Ludogero, que nos transmite, além do conhecimento teórico, exemplos de ética, respeito e amor pela Umbanda. Gratidão Pai Paulo pelos ensinamentos e pela consideração e incentivo a mim e a todos os mais novos da nossa amada religião. (Ednay Melo)  
Leia mais

22 de novembro de 2016

Textual description of firstImageUrl

Você Conhece Mesmo a Umbanda? - Por Ednay Melo


Você Conhece Mesmo a Umbanda?


Consulta com um Guia de Umbanda

A Umbanda merece respeito, principalmente com os Guias que vêm nos acolher em uma consulta! Não os subestime, achando que são fracos porque não satisfez a sua curiosidade. O objetivo do Guia e de toda Umbanda é te ajudar a viver melhor, a ter paz e equilíbrio e, sobretudo, te ajudar a subir um degrau na tua evolução! A Umbanda te ajuda a angariar conquistas para o espírito e não para a matéria, pelo simples fato que um é eterno e a outra perecível. Satisfazer só uma curiosidade, que não acrescenta nada de real utilidade para a evolução, não é papel de um verdadeiro Guia de Umbanda.

Então, não procure uma consulta com um verdadeiro Guia de Umbanda somente para perguntar, por pura curiosidade apenas: se o seu marido tem outra; se vai obter um emprego; quem fez demanda contra ti; o que quer dizer aquele sonho que tiveste; com qual dos dois amores deve ficar; qual imóvel deve comprar; se pode confiar em determinada pessoa; se deve mudar de emprego, etc... O verdadeiro Guia pode até saber a resposta, mas não irá lhe dizer, porque este não é o papel da Umbanda. Pode até dar a resposta que você quer ouvir, se isto for de real utilidade. O trabalho de um verdadeiro Guia de Umbanda é muito mais profundo e sério. Respeite! (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 4 - Ednay Melo


umbanda-ednay


Leia também:
Sobre Umbanda







Leia mais

20 de novembro de 2016

Textual description of firstImageUrl

Mais um Relato Sobre a Origem da Umbanda no Brasil

Mais um Relato Sobre a Origem da Umbanda no Brasil

No início do século XX, muitos guardiões receberam nova incumbência. Todo o grande Oriente os convocou. As reuniões iriam acontecer por todo o astral do Brasil em auxílio dos guardiões dos panteões africano e indígena no novo ritual do culto à natureza que iria desabrochar por todo o País.

Os indígenas estavam desaparecendo com a supremacia dos brancos, e os negros, oriundos da África, escasseavam, dando lugar aos europeus que aqui aportavam.

Todo o potencial místico acumulado tinha de ser direcionado para um ritual de ligações com a natureza, tanto indígena como africana.

Nós nos envolvemos a fundo no novo ritual do culto à natureza. A espiritualidade era tabu entre as grandes populações que se aglomeravam nas cidades.

Cada guardião entrou com todos os seus auxiliares. Cada um formou uma estrutura de trabalho adaptada não a mestres iniciados, mas a pessoas comuns que já haviam reencarnado aos milhares. Eram espíritos de negros e índios já educados na imortalidade da alma, no mistério das reencarnações e na lei do carma.

Os europeus ainda estavam na pré-história do mundo espiritual. Só alguns tinham contato com o mundo espiritual e ainda da forma científica, não mística. Era um empecilho aos mestres da Luz no derrame de espiritualismo que tinham iniciado com o reencarne maciço de negros e índios em corpo branco.

Milhares de iniciados na origem, espalhados por todo o planeta, uniram-se no novo ritual de culto à natureza, que nada mais era que a união do ritual africano e do indígena adaptados a uma sociedade católica apostólica romana tradicional.

Por que o lançamento do novo ritual de massa? Muito simples! Os europeus que aqui aportaram já há alguns séculos trouxeram consigo legiões de demônios que os tinham como joguetes bem controlados. A ambição, o ódio, a inveja e a crueldade eram as portas das trevas que eles abriam com muita competência, graças ao mental eivado de ligações malígnas.

Aqui aportaram muitos magos reencarnados que se infiltraram em certas irmandades e, após terem certos mistérios das trevas à mão, não impediam que as portas do inferno fossem abertas para usá-lo em seus objetivos obscuros.

Tudo isso, mais o preconceito espírita, impedia que se combatesse o mal no plano terrestre. Muitos negros tentavam como podia, mas tinham o agravante de serem negros e pouco valorizados.

Então veio a ordem do sétimo plano ou sétima esfera. A ordem foi direta e incisiva: Que o dom do oráculo desperte de forma maciça. Não importa como, mas façam-no despertar!

E cada iniciado na origem formou sua falange de auxiliares à direita e à esquerda. O maior combate teria início. Eu entrei com milhares de amigos que havia um dia tirado das trevas e enviado à Luz. Formávamos a falange de luz da Estrela Guia. Onde houvesse alguém com o nome Estrela incluído no seu, lá estava eu. Havia Estrela do Mar, Sete Estrelas, Estrela Matutina ou da Manhã, Estrela da Noite, Estrela Azul, Estrela Dourada, etc. Esta tinha sido a contribuição dos meus amigos ao nascente ritual do culto à natureza: a Umbanda. Era a reunião dos sete pontos de força da natureza sob o comando dos magos, mestres, sábios, iniciados e sacerdotes que ainda se lembravam, sabiam como e ousavam iniciar uma nova religião, tão antiga quanto a própria humanidade.

O ritual do culto à natureza é uma tentativa de reunião dos sete símbolos sagrados em um só movimento religioso. O Grande Oriente Luminoso entrou com o apoio logístico e seus servidores mais aptos ao novo ritual. O panteão africano, com as suas divindades ancestrais já incorporadas ao mental de milhões de espíritos, e os indígenas, com o seu culto puro à natureza e toda a sua mística.

Nós, os iniciados da origem, não a negávamos e combatíamos os magos negros, feiticeiros e todos os outros com nossa tenacidade habitual. Eu não era o ente incorporante. Minha função era dar apoio a todos os meus comandados que atuavam mediante o dom a incorporação oracular.

Neste movimento, eu incorporei todos os meus auxiliares nas trevas agregando-os às falanges de luz, que era uma forma rápida de resgatarem o pesado carma adquirido no passado, tanto longínquo como recente. Tudo caminhava assim, como caminha hoje e caminhará no futuro. O ritual do culto à natureza é eterno, nunca o eliminarão, ainda que o combatam fortemente.

Os negros criaram a sua linha das almas; os iniciados, a linha do oriente; e os indígenas, a linha de caboclos. Tudo era harmônico, como hoje ainda o é.

Eu reencontrava, no novo ritual, velhos amigos do passado. Nós nos uníamos em grandes agrupamentos na crosta terrestre junto aos pequenos e humildes templos de Umbanda.

Não tínhamos como auxiliares, no plano material, grandes mestres iniciados no ritual, mas, sim, seres humanos com uma vontade imensa de trabalhar em benefício da humanidade como um todo e dos seus semelhantes no particular.

Graças a Deus que continuam assim!

Enfim, tudo caminhava como fora planejado na sétima esfera e colocado em andamento pelas outras seis. Em poucas décadas já superava o espiritismo, o ritual africano puro e outros de origem européia, tais como Maçonaria e Rosa-cruz. A Umbanda abria frentes de ação em todos os cantos do país. Só havia pequenas diferenças de origem funcional ou de linha de força que preponderavam nos trabalhos rituais.

Trecho retirado do livro "O Cavaleiro da Estrela Guia - A Saga Continua" inspirado por Pai Benedito de Aruanda a Rubens Saraceni, no ano 2004.




Leia mais

8 de novembro de 2016

Textual description of firstImageUrl

O que Define Pai e Mãe de Cabeça?

O que Define Pai e Mãe de Cabeça?

Pergunta: Por que encontramos nos dias de hoje ainda, tanta confusão quanto a leitura de Ori na Umbanda onde por diversas fontes não se identifica de maneira correta o Orixá regente da coroa do médium?

Pai Antonio: Meus filhos, Oxalá conosco! Nas religiões iniciáticas do passado encontraremos o médium ainda preso a inúmeros fenômenos da matéria e dogmáticos ligados a um período de iniciação que o mesmo deveria passar.

Neste período o conhecimento, a responsabilidade e principalmente o comprometimento eram despertados no iniciando para que o mesmo soubesse de que tal ato e período não se pautavam em brincadeiras, mas em fundamentos tidos como sagrados.

Vejam meus filhos, antes de tudo nos referimos a um período no ciclo evolutivo da humanidade, onde tudo obedece à lei de transformação e evolução, ciclos regidos por Oxumarê e Obaluayê, não se entendendo que hoje tais práticas deveriam ser aplicadas ante a anunciação dos novos tempos.

O período que nos dedicamos dentro de um determinado grupo seja religioso ou de outra forma de cultura se refere à sabedoria que nos vai sendo passada aos poucos e prevalecendo o dito que: “Quando o trabalhador esta pronto o trabalho aparece”, poderemos compreender que nem tudo pode ser ensinado e ser eficiente na criação se não houver antes estudo e preparação.

A Umbanda meus filhos, foi banalizada ao longo destes mais de 100 anos de sua fundação em nosso planeta Terra, justamente por que muitos desejaram pular suas fases que visavam segundo a visão dos regentes da Umbanda a fase de amadurecimento de cada médium.

Encontramos um divisor de águas na doutrina dos espíritos, que é uma ciência a ser estudada antes de tudo nos idos do século XVIII e que ainda não foi totalmente compreendida pelo habitante do Planeta, pois não fere, mas soma a doutrina e o amadurecimento de cada núcleo religioso do planeta, sem ofender a origem, mas despertando a consciência de cada um no sentido de atualizar contextos e promover o universalismo planetário, condição que permitirá que o período da “nova Jerusalém” se incie dentro ainda desta fase de aquário em que vivemos.

Nos terreiros frutos do despreparo e vitimas ainda das lendas mal interpretadas, encontramos médiuns preocupados em preencher seu capricho pessoal, optando de maneira irresponsável para este ou aquele Orixá, que possuem mais afeições devido a imagem destorcida que criaram do mesmo associando o arquétipo falho humano ao arquétipo divino, onde sem a devida preparação e estudo fica inviável o amadurecimento espiritual de cada individuo.

Por detrás deste cenário encontraremos Pais e Mães do segredo que não aprenderam a conduzir seus próprios passos criando ilusões e alimentando o desequilíbrio nas mentes invigilantes que fugindo da verdade acorrem a estes locais que em nada tem a ver com a Umbanda e sua raiz e síntese divina.

A origem do Orixá de cabeça filhos, está dentro do aspecto divino da criação e ainda com base nos ciclos evolutivos e reencarnatórios de cada ser encontraremos o disparador de emoção e razão que vão impulsionar o ser reencarnado a não cometer mais os erros de outrora, a isso ligado a função dos Orixás de frente que regem tão somente a atual encarnação de cada ser.

Oráculos, métodos advinhatórios, ultrapassados no tempo e manipulados por pessoas que mais visam lucros financeiros do que a alegria de servir ao seu semelhante, servem somente para serem joguetes das trevas desviando cada ser do seu ciclo evolutivo, colocando-o dentro da redoma da vaidade, preguiça e despreparo espiritual.

Mas se os filhos me permitem antes de mais nada fazer uma pergunta lhes digo:

O que seria mais importante?

Preocuparmos-nos tanto com quem rege nossa coroa, ou sermos filhos e representantes de todos os Orixás que são qualidades de Deus e auxiliarmos dentro da escola da pratica da caridade chamada Terra?

Acreditarmos que este ou aquele Orixá que foi retirado de sua essência divina esteja ilusoriamente brigando por esta ou aquela cabeça ou tratarmos de vivenciarmos todos os seus dons divinos diariamente.

Derramarmos sangue de animais indefesos e lotarmos vales, praias, cachoeira, matas e demais sítios da natureza de oferendas que irão se tornar lixo depois de algum tempo, ou em nome de Orixá contribuir para matar a forme que mata todos os dias diante ainda da desigualdade social em que o ser humano vive.

É preciso meus filhos que antes de nos envolvermos em adivinhações infundadas, nos preparemos adequadamente para estarmos realmente preparados para através de gente preparada sabermos a que regência encarnatória nós pertencemos.

A Umbanda precisa de médiuns mais preparados filhos e sem a caminhada do estudo e do auto-amadurecimento que deve ser balizado no evangelho do Cristo que se adapta a qualquer meio religioso do planeta dificilmente conseguiremos sucesso.

É hora de abrir os olhos e o coração para as novas mudanças que antevem os novos ciclos evolutivos do ser, ante os novos tempos que já são chegados.

A Umbanda é religião libertadora, mas cada médium ou simpatizante deve antes de mais nada libertar-se da prisão de ilusão que criou dentro de si mesmo, escravizando-se ao passado e esquecendo de abrir seus olhos e enxergar o presente.

Pai Antonio das Almas / Gero Maita




Leia mais

2 de novembro de 2016

Textual description of firstImageUrl

Família Tulca no Reino Sagrado

Família Tulca no Reino Sagrado

Para ter fé, é preciso amar! Para amar, é preciso respeitar! Respeitar sempre o Reino Sagrado dos nossos Orixás! Entrar com respeito, pedindo licença, permanecer com respeito, não sujar, não violar, não agredir o que lá está. Somente amar, louvar com uma rosa na mão, com fé e gratidão no coração! Eis a maior oferenda aos nossos Orixás! Família Tulca sendo abençoada no Reino sagrado de Mãe Oxum, em 29/10/2016. Gratidão sempre! Oraiêiêu doce Mãezinha!






Leia mais
Topo