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Mostrando postagens de Dezembro, 2016

Livro: A História de Pai Arruda

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A HISTÓRIA DE PAI ARRUDA Autores: Pai Arruda / Jennifer Dhursaille

TRECHO DO LIVRO:
(...) Ninguém cai num Terreiro, de sua própria vontade ou herdado compulsoriamente, como foi meu caso, sem dever à Lei Maior Amor e Caridade para com os povos deste planeta.

É o Templo, Casa ou Tenda um imenso buril, onde se aquilatam valores morais e se limpam as vestes espirituais manchadas pelos erros e máculas do passado. E onde se aprende a pensar com o coração e a deixar o espírito comandar a intuição, a fim de, com branco coração e brancas vestes, apresentar-se um dia, como um filho inteiro, digno do olhar do nosso Pai Criador.

Aprendi com esses espíritos de elevada sabedoria, designados no astral para comandar e coordenar os trabalhos espirituais e de magia na Terra, em suas diferentes e variadas apresentações, que a vida é muito mais do que aquilo que podemos ver, e que sua amplitude pode ser apenas sentida, mas não plenamente compreendida pela imensa maioria; apenas por aqueles que já alcanç…

O que é Aruanda?

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Aruanda é um lugar onde Caboclos e Pretos Velhos se reúnem após deixarem o Terreiro de Umbanda, mas não é lá, necessariamente, que residem no invisível. Todos nós temos os nossos afazeres no mundo astral e nas diversas cidades espalhadas pelo cosmo acima da terra e, muitas vezes, abaixo dela. Além disso, nem todos estamos constantemente sob a vestimenta de Caboclos ou Pretos Velhos. Na maioria das vezes, longe do centro, reassumimos alguma aparência que tínhamos em outra vida, voltando à forma que utilizamos na Umbanda quando precismos, seja para os trabalhos, seja para nos apresentarmos a algum vidente que nos chama ou com quem precisamos nos comunicar. Todos nós que trabalhamos na Umbanda estamos ligados por um fio mental que nos coloca em permanente contato, e é através dele que somos acionados sempre que a Umbanda de nós precisar, para nos reunirmos em Aruanda.

-É lá que são traçadas as diretrizes da Umbanda? - questionou Leonel.

-Sim - respondeu Piraju. - Em Aruanda, todos aquel…

Orixá não é Privilégio do Candomblé

Hoje recebi uma mensagem de um seguidor perguntando sobre o Orixá na Umbanda, na verdade questionando em tom de que a Umbanda não deveria cultuar o orixá porque é um culto a espíritos, ou seja guias espirituais. Enfim, essa é uma questão muito antiga e que gera um desconforto entre umbandistas e candomblecistas (desconforto a meu ver desnecessário, já que passamos pelos mesmos preconceitos).

Há muito o que se refletir em relação ao culto a divindade, começando sobre a reflexão da palavra 'culto', cultuar não significa um padrão e sim um conjunto de ritos ao cultuar alguma divindade e/ou outros; Uma outra reflexão a se fazer é que Orixá não pertence a religião alguma, se fosse para pertencer alguém ou algo o mais ''coerente'' seria pertencer a Nigéria e suas diversas localidades Nagô/Yorubá, onde não existia um culto padronizado ao orixá e sim cultos em diferentes localizações, pois, esse padrão de culto ao Orixá entre quatro paredes com um agrupamento de culto…

Sobre as Guias: Umbanda x Kardecismo

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(...) -Tudo bem. Mas, e as guias? - interpôs Jonas.

- As guias não são colares de enfeite. Podem ser bonitas, brilhantes e coloridas, mas sua função não é o embelezamento. Servem de facilitador para a conexão do médium com a entidade que representam. Podem também funcionar como elemento de proteção, atraindo a vibração da entidade para o campo áurico da pessoa.

- As guias são imantadas, não são? - observou Lilian, e Eleonora assentiu. - Podemos dizer então que são uma espécie de amuleto?

- Pode-se dizer que sim.

-Mas, então, como conciliar sua utilização com a doutrina de Kardec, que nós seguimos, quando ele diz que amuletos e talismãs são dispensáveis? Não há aí uma incoerência? Ou a Umbanda contradiz a doutrina de Kardec?

- A Umbanda não veio para segregar, mas para somar aos ensinamentos que levam ao engrandecimento do homem. E nenhuma religião se contradiz. Existem formas de ver. Para uns, há os espíritos de caboclos e pretos velhos. Para outros, tudo é o espírito santo. Que dife…

O Orgulho na Visão de Jurema das Matas

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De toda a sorte, aprendi com a vida o valor exato do orgulho. É o orgulho que nos dá o reconhecimento do que somos e podemos, desde que não nos deixemos envenenar pela soberba, a presunção e a arrogância. Quando isso acontece, nós decaímos, mais uma vez, pelas veredas da ilusão e nos atribuímos uma importância maior do que qualquer um pode ter nesse mundo de enganos.

Ninguém que habite este planeta está em condições de merecer o título de melhor, supremo ou absoluto. Ninguém. Somos todos partes do Um, que não se fragmenta nem se divide, apenas se irradia em diferentes direções. E todas essas centelhas, um dia, inexoravelmente, tornarão à fonte da qual partiram para resplandecer numa única flama de amor.

Se é assim, então, por que perder tempo alimentando o orgulho que destrói, que invalida e engana? Basta olharmos a natureza para percebermos o tamanho da nossa pequenez. Que arrogância é essa que nos faz pensar que somos absolutos, quando o desconhecido ainda ocupa a maior parte de no…

Vestes Brancas e Coloridas na Umbanda

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(...) - Por que temos que nos vestir de branco? - Perguntou Jonas.

- Porque o branco, além de representar a paz, a pureza e a perfeição, possui a vibração da luz que contém todas as cores. O branco é luminosidade que penetra até a alma, tornando-nos mais alegres e renovando-nos para a vida. Facilita a nossa relação com o mundo externo, retirando-nos do isolamento de nossos sentimentos. E nada melhor do que igualar a todos nessa vibração de pureza. Vestidos de branco, estamos todos iguais, evitando comparações de quem é melhor ou pior.

- Quer dizer então que os centros que utilizam roupas coloridas estão errados? - indagou Lilian.

- Eu não disse isso. Nada no mundo está errado, e nós não somos ninguém para fazer um julgamento desse tipo. Isso seria leviandade da minha parte. O que eu disse foi que aqui, na nossa casa, a opção foi por igualar a todos na pureza do branco. Existem lugares que prezam as diferenças individuais, porque isso é importante para o tipo de trabalho que desenvolv…