Comprometimento no Terreiro - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

24/07/2017

Comprometimento no Terreiro

Comprometimento no Terreiro


Todo dirigente deseja ter uma corrente fiel, harmônica e cúmplice. E de fato para que isso aconteça, devem ser valorizados os ensinamentos através de sua doutrina, além de incentivadas virtudes como compromisso e comprometimento.

Compromisso e comprometimento é a mesma coisa?

Não, mas é verdade que ambos nos levam a tomar uma posição.

Compromisso significa assumir deveres, respeito, horário, atividades e regras. Assim ao assumir o compromisso de ingressar em uma gira, concordamos em assumir integralmente suas normas e regras.

Comprometimento é a identificação e motivação, é um laço moral com um trabalho, uma causa ou um ideal. Estar comprometidos com uma gira nos levará a despender esforços imensos em prol dela, sem maiores queixas, pois haverá sempre fortes motivos para fazê-lo.
Médiuns comprometidos terão muito mais facilidade em assumir e honrar seus compromissos perante a Umbanda e seus dirigentes.

Que tal nos comprometermos mais ainda com nossa Religião, honrando e respeitando seus dirigentes e guias, seus irmãos de fé, assistência e principalmente o compromisso assumido com seu Pai de Cabeça e Dirigente na feitura do Amací?

Pai Jussaro


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Dia desses ouvi um papo muito interessante sobre nós, integrantes de um terreiro ou centro espírita. O senhor que tecia o monólogo o estava utilizando para dar uma pequena bronca nos trabalhadores do centro, mas vou escrever aqui o que me tocou e o que acho que tem tudo a ver com quem está caminhando dentro dessa vida de contato com a espiritualidade.

Ele falava sobre comprometimento. Falava, na verdade, sobre a responsabilidade que temos que adquirir do momento em que assumimos a farda, ou do momento em que passamos a entender a vida por esse aspecto. Comprometimento com as pequenas coisas, com tudo que nos cerca e que, na maioria das vezes, tendemos a deixar de lado.

O centro funciona devido a várias coisas que fazemos acontecer. O trabalho é aberto depois de estar com vários pormenores prontos, dando condições a todos trabalharem. E um desses pormenores é a limpeza do local. Sei que, para nós, parece mais importante estar lá, cuidando dos apetrechos dos guias, das firmezas, das tronqueiras. Claro, isso também é muito importante, mas para o terreiro funcionar corretamente, cumprir sua função, é preciso que tenhamos assistentes, pessoas que vão até lá para serem ajudados. Dependemos tanto deles quanto dos guias e não é à toa que um centro sério sempre vive cheio. Agora, imaginem vocês recepcionar essas pessoas tão especiais, que estão lá para encontrar um auxílio, em uma casa suja, desorganizada. Esse é o primeiro comprometimento que devemos ter: deixar o local o mais organizado, limpo e bem apresentável possível. Tendemos a esquecer disso e, no afã do início, onde tudo é bonito, nos responsabilizarmos com essa pequena coisa e, depois, quando a empolgação passa, simplesmente deixamos de lado. A magia está nos pequenos fazeres e esse é um deles. Um altar mal tradado só pode atrair más forças. E esse altar é você mesmo.

As responsabilidades adquiridas, mesmo com a contribuição mensal, com a compra de materiais, com a aquisição de flores, ervas ou qualquer outra coisa, faz parte do ritual. E como poderemos ser bons médiuns se nem isso conseguirmos cumprir?

Vale lembrar que a magia é uma reunião de pequenos atos. Atos esses que devem estar em nosso inconsciente como marcas de nascença e isso só acontece com a prática, com a observação das pequenas coisas. E a magia só acontece quando o material está em ordem. Se não conseguimos nem nos responsabilizar com o material, quem dirá com o mágico, com o espiritual?

Artefolk






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