Outubro 2017 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

31 de outubro de 2017

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O Duplo Etérico

O Duplo Etérico


O DUPLO ETÉRICO

Postado em Editora Vivência

Sua função primordial é servir de ligação entre o perispírito e o corpo carnal, funcionando como um filtro das energias que chegam e saem do físico, protegendo o ser de cargas negativas que podem gerar desequilíbrios e doenças.

- Por Eduardo Kulcheski -

Quando os elementos espiritual, perispiritual e físico se contactaram, observou-se a necessidade de haver um filtro que absorvesse e reciclasse as energias vitalizadoras que passariam a percorrer essas três entidades. Assim, criou-se o filtro conhecido como "duplo etérico", que é a sede dos centros de captação de energia, o elo mais tênue, que liga o corpo ao seu perispírito, ou o mais denso, que une o perispírito e o espírito ao seu corpo físico momentâneo.

O duplo etérico, composto por energias bastante densas, quase materiais, mas ainda ocultas da visão humana, é o responsável pela repercussão vibratória direta do perispírito sobre o corpo carnal. Sua atividade principal é filtrar, captar e, por isso mesmo, canalizar para o corpo físico todas as energias que deverão alimentá-lo. Esta comunicação é feita através dos chacras, que captam as vibrações do espírito e as transferem para as regiões correspondentes na matéria física.

As obras complementares, sobretudo as de autoria de André Luiz, trouxeram mais dados sobre a especificação dos invólucros dos espíritos. Ele afirma que o corpo mental é o envoltório sutil da mente e que o corpo vital ou duplo etérico é a duplicata energética que reveste o corpo físico do homem. Diz ainda que o corpo mental preside a formação do corpo espiritual, que, por sua vez, comanda a formação do corpo físico juntamente com o corpo vital.

Natureza e Características
O duplo etérico é permanentemente acoplado ao corpo físico, sendo responsável por sua vitalização. Portanto, morrendo o corpo físico, imediatamente morrerá o correspondente corpo etérico. É constituído por éter físico emanado do próprio planeta Terra e funciona com êxito tanto no limiar do plano espiritual como do plano físico. Sua textura varia conforme o tipo biológico humano, ou seja, será mais sutil e delicado nos seres superiores e mais denso nas criaturas primitivas.

Ele funciona como um mediador na ligação entre o corpo físico e o perispírito, não sendo, portanto, um veículo separado da consciência. É um campo mais denso que o perispiritual, condensando as energias espirituais que seguem para o físico, mas, ao mesmo tempo, recebe os impulsos físicos, converte-os e direciona-os aos arquivos perispiríticos, mentais, inconscientes e espirituais. Atua como uma proteção natural contra investidas mais intensas de habitantes menos esclarecidos do plano espiritual, defendendo também do ataque de bactérias e larvas que podem invadir não só a organização física durante a encarnação, mas a própria constituição perispiritual.

No entanto, o duplo etérico é a reprodução exata do corpo físico do homem e se distancia ligeiramente da epiderme, formando uma cópia vital e de idênticos contornos. Apesar dele ser um corpo invisível aos olhos carnais, apresenta-se aos videntes e aos desencarnados como uma capa densa e algo física. De aparência violeta-pálida ou cinza-azulada, o duplo etérico, em condições normais, estende-se cerca de 6mm além da superfície do corpo denso correspondente.

As energias que entram no organismo físico, como o fluido vital, passam pelas regiões do duplo etérico responsáveis pela absorção e circulação destas: os centros de força conhecidos como chacras. Os chacras do duplo etérico são temporários, durando o tempo que este existir, ao contrário dos chacras perispirituais, que são permanentes. Cada chacra conta com uma localização e função principal, correspondente a uma região de plexos nervosos do corpo físico. São sete os principais chacras, ligados entre si por condutos conhecidos como meridianos, por onde flui a energia vital modificada pelo duplo etérico.

Sensibilidade do Duplo Etérico

O duplo etérico acusa de imediato qualquer hostilidade ao corpo físico e ao perispírito, através dos centros sensoriais correspondentes na consciência perispiritual e física. O perispírito, por sua vez, como um equipamento de atuação nos planos sutilíssimos do espírito imortal, ao manifestar seu pensamento, seus desejos ou sentimentos em direção à consciência física, também obriga o duplo etérico a sofrer os impulsos bons e maus, tal qual os espíritos desencarnados quando atuam no mundo oculto, inclusive acusando aos sentidos físicos os ataques dos espíritos malfeitores.

Algumas criaturas que sofreram mutilação de um ou mais membros do seu corpo se queixam de dores nesses órgãos físicos amputados. Essa sensibilidade ocorre porque a operação cirúrgica não foi exercida sobre o duplo etérico, que é inacessível às ferramentas do mundo material. Assim, é comum às pessoas sem pernas ou braços ainda conservarem uma sensibilidade reflexa por algum tempo, a qual é transmitida para sua consciência pelos correspondentes membros etéricos.

Apesar do duplo etérico ser desprovido de inteligência e não apresentar sensibilidade consciente, ele não é apenas um intermediário passivo entre o perispírito e o organismo carnal, reagindo de forma instintiva às emoções e aos pensamentos daninhos que perturbam o perispírito e, depois, causam efeitos enfermiços no corpo carnal. Este automatismo instintivo lhe possibilita deter a carga deletéria dos aturdimentos mentais que baixam do perispírito para o corpo físico, pois, do contrário, bastaria o primeiro impacto de cólera para desintegrar o organismo carnal e romper sua ligação com o perispírito, resultando no desencarne do ser.

Deve-se considerar que os pensamentos desatinados provocam emoções indisciplinadas, gerando ondas, raios ou dardos violentos que se lançam da mente incontrolada para o cérebro físico por meio do duplo etérico, destrambelhando o sistema nervoso do homem sob esse mar revolto de vibrações antagônicas. Em seguida, perturba-se a função delicada dos sistemas endócrino, linfático e sangüíneo, podendo ocorrer conseqüências físicas na forma de patologias, como apoplexia, decorrente do derrame de sangue vertido em excesso pela cólera, síncope cardíaca, em virtude da contenção súbita da corrente sangüínea alterada pelos impactos do ódio, ou a repressão violenta da vesícula, devido a uma explosão de ciúme.

Algumas emoções afetam o duplo etérico em sua tarefa de medianeiro entre o perispírito e o corpo físico. No entanto, quando submetido a impactos agressivos do perispírito perturbado, o duplo etérico baixa seu tom vibratório, impedindo que os raios emocionais que descem da consciência perispiritual afetem o corpo carnal, promovendo uma espécie de barreira vibratória. Assim, faz com que haja uma imunização contra a freqüência vibratória violenta do perispírito, contraindo sua densidade no sentido de evitar o fluxo dessas toxinas mortíferas, deixando o impacto psíquico de ódio, cólera ou ciúme impossibilitado de fluir livremente e atingir o sistema fisiológico do corpo físico.

Afastamento compulsório

Entretanto, quando o duplo etérico não consegue reagir com seus recursos instintivos de modo a proteger o corpo físico contra uma explosão emocional do perispírito, recebe um impulso de afastamento compulsório. Neste caso, a vitalidade orgânica do homem cai instantaneamente, fazendo com que desmaie ou tenha o que chamamos de "ataques".

Ante os impactos súbitos e violentos do perispírito, o chacra cardíaco é o centro de forças etéricas que mais sofre os efeitos de tal descarga, por ser o responsável pelo equilíbrio vital e fisiológico do coração. É por isso que, nestes casos, há o risco de enfartes cardíacos de conseqüências fatais. No entanto, o duplo etérico, por seu instinto de defesa, mobiliza todos os recursos no sentido de evitar que os centros de força etérica se desintegrem por completo.

Agora, caso a descarga violenta do perispírito não consiga atingir o corpo físico devido à reação defensiva do duplo etérico, as toxinas emocionais sofrem um choque de retorno e voltam a se fixar no perispírito, ficando nele instaladas até que sejam expurgadas na atual ou em uma futura encarnação. Isto porque a única válvula de escape para esses venenos psíquicos é o corpo físico, que, para propiciar essa "limpeza", sofre o traumatismo das moléstias específicas inerentes às causas que lhes dão origem.

Aliás, os desajustes morais são uma fonte crescente de distúrbios psíquicos, gerando um número cada vez maior de indivíduos neuróticos, esquizofrênicos e desesperados, tudo isso como conseqüência da intensa explosão de emoções alucinantes que destrambelham o sistema nervoso. Isto resulta em um aumento cotidiano do índice de vítimas, pois o duplo etérico torna-se impotente para resistir ao bombardeio incessante das emoções tóxicas e agudas vertidas pela alma e alojadas no perispírito até que sejam transferidas ao corpo físico. Se a carga deletéria acumulada em vidas anteriores for aumentada com desatinos da existência atual, essa saturação pode gerar afecções mórbidas mais rudes e cruciantes, como o câncer e outras enfermidades.

O transe mediúnico, a anestesia total, os passes, os ataques epilépticos, a hipnose, a catalepsia e os acidentes bruscos são fatores que afastam o perispírito e o duplo etérico. Quando este se separa do corpo carnal, provoca no homem uma redução de vitalidade física e queda de temperatura, pois o corpo físico se mantém com reduzida cota de fluido vital para se nutrir, esteja adormecido ou em transe.

Epilepsia e hipnose

O epiléptico é uma pessoa cujo duplo etérico se afasta com freqüência de seu corpo físico. O ataque epiléptico e o transe mediúnico do médium de fenômenos físicos apresentam certa semelhança entre si, com a diferença de que o médium ingressa no transe de forma espontânea, enquanto o epiléptico é atirado ao solo assim que seu duplo etérico fica saturado dos venenos expurgados pelo perispírito e se afasta violentamente, a fim de escoá-los no meio ambiente sob absoluta imprevisão de seu portador. Em certos casos, verifica-se que o epiléptico também é um médium de fenômenos físicos em potencial, já que a incessante saída de seu duplo etérico pode lhe abrir uma brecha medi única que o sensibiliza para a fenomenologia mediúnica.

Todo ataque epiléptico é um estado de defesa do corpo físico, que expulsa o duplo etérico e o perispírito para que estes se recomponham energeticamente, trocando energias negativas por positivas. Os epilépticos são pessoas que tiveram ação com energias muito densas em encarnações passadas. Assim, os psicotrópicos utilizados pelos médicos dificultam o desprendimento do duplo etérico, evitando os ataques.

Já o hipnotizador atua pela sugestão na mente do hipnotizado, Induzindo-o ao estado de transe hipnótico. Resulta daí o afastamento parcial do duplo etérico, que fica à deriva, permitindo a imersão no subconsciente. Com isso, o hipnotizado abre uma fresta no plano espiritual que lhe permite até mesmo manifestar e dar vivência aos estágios de sua infância e juventude ou mesmo de alguns acontecimentos e fatos de suas vidas pretéritas.

Quando o duplo etérico se distancia por alguns centímetros do corpo físico, a ação física diminui e a abertura para a atuação do perispírito se amplia, tornando-se um catalisador das energias espirituais. Por isso, favorece o despertar de seu subconsciente e a imersão ou exteriorização dos acontecimentos arquivados nas camadas mais profundas do ser.

As anestesias operatórias, os anti-espasmódicos, os gases voláteis, as drogas e sedativos hipnóticos, o óxido de carbono, óxido de carbono, o fumo, os barbitúricos, os entorpecentes, o ácido lisérgico e certos alcalóides como a mescalina são substâncias que operam violentamente nos interstíclos do duplo etérico.Embora a necessidade obrigue o médium a se utilizar por vezes de algumas destas substâncias em momentos imprescindíveis, é sempre imprudente exagerar no uso delas sob qualquer pretexto ou motivo. O médium que abusa de entorpecentes que atuam com demasiada freqüência em seu duplo etérico se transforma em um alvo mais acessível ao assédio do mundo inferior.

Rompimentos do duplo etérico

A estrutura íntima do duplo etérico fica seriamente afetada quando, por meio de desregramentos e vícios, a pessoa utiliza substâncias corrosivas como álcool, fumo, drogas em geral e certos medicamentos cujos componentes químicos sejam inegavelmente tóxicos. Ocorre um bombardeio à constituição do duplo etérico, queimando e envenenando as células etéricas e formando buracos semelhantes às bordas queimadas de um papel, criando brechas por onde penetram as comunidades de larvas e vírus do subplano espiritual, utilizados comumente por inteligências sombrias como uma maneira de facilitar seu domínio sobre o homem.

Acontece que sem a proteção dessa tela, que os mantém naturalmente afastados dos habitantes dos subplanos espirituais, os médiuns começam a perceber formas horripilantes, criadas e mantidas pelos seres infelizes que estagiam nas regiões mais densas do plano umbralino, ocorrendo os mais diversos distúrbios que comprometem o equilíbrio físico-psíquico do ser humano. Falta aos médiuns a proteção etérica que violentaram pelo uso de substâncias químicas tóxicas que lhes destruíram parte do escudo que a natureza lhes dotou para sua segurança, a fim de impedir a abertura prematura da comunicação entre o plano espiritual e o físico. Embora essa destruição não seja completa, criando apenas rasgos ou brechas, sua falta é verdadeiramente nociva, pois o duplo etérico é de suma importância para o equilíbrio do ser humano.

As lesões do duplo etérico são difíceis de serem recompostas. Para restabelecer o equilíbrio em tais casos, além dos recursos terapêuticos utilizados com freqüência nos centros espíritas, deve-se promover a doação e a transfusão de fluido vital ectoplasmático, suprindo a falta ou revitalizando a parte afetada do duplo etérico.

Camada protetora

O duplo etérico é, para o ser encarnado, como um manto protetor, protegendo a pessoa contra o ataque e a multiplicação de bactérias e larvas espirituais que, sem a proteção da tela etérica, invadiriam a organização não somente do corpo físico como a constituição perispiritual durante a encarnação.

O duplo etérico assemelha-se à camada de ozônio que reveste o planeta Terra, pois, na verdade, essa camada protetora tem, por analogia, a mesma função do duplo etérico no ser humano.

Quando é destruída a camada de ozônio do planeta, formando "buracos" em locais onde deveria haver a proteção natural, certos raios solares penetram pelas falhas e produzem diversos tipos de males nas pessoas imprevidentes do mundo.




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27 de outubro de 2017

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Bater Cabeça

Bater Cabeça

Todos nós umbandistas “batemos a cabeça” em frente ao altar logo que chegamos ao terreiro, não é mesmo? Pois bem, será que já paramos para pensar na grandeza e no Sagrado desse ato?

Nós, umbandistas, herdamos dos povos africanos a representação do solo como a morada dos antepassados. Para eles, os orixás são antepassados divinizados, ou seja, pessoas e anciões que imergiram na terra e se tornaram Orixás, portanto, para cultura africana o Sagrado está na terra e não no céu como prega a cultura européia.

Além disso, sabemos que em determinado momento da vida escravocrata, os negros enterraram os otás e os elementos simbólicos de seus orixás para que não fossem descobertos pelos senhores das fazendas, os quais tentavam de todas as maneiras destruir e descaracterizar a cultura, a crença e as relações humanas desse povo.

Com esse saber, fica fácil compreender que quando “batemos cabeça” estamos entrando em contato com esses ancestrais e antepassados, consequentemente, com todo o conhecimento e a sabedoria que esse passado guarda.

Não podemos deixar de lado também, o poder transformador do elemento terra, portanto, ao bater cabeça com os pensamentos firmados na ação e nas forças divinas, naturalmente conseguimos descarregar todos os pensamentos negativos e atuações negativas, que por ventura esteja envolvendo nosso mental.

Melhor ainda acontece quando temos a oportunidade de deitar no chão ao bater cabeça, nessa ocasião, a descarga acontece também no sentido emocional e em todos os nossos chacras, afinal eles também entram em contato com a terra.

Não tem como negar, a Umbanda é um encanto, está cheia de fundamentos, significados, tradição e axé!


Mônica Caraccio


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O ato de Bater Cabeça é uma atitude de reverência, entrega, dedicação, admiração, abnegação, devoção e adoração diante dos Orixás. É nessa hora que comungamos e conseguimos conectar verdadeiramente com nosso Orixá interior, o Orixá da natureza e os assentamentos sagrados do nosso terreiro, é neste momento que aproveitamos para pedir que nos ajudem a mantermos nossos olhos fechados para o ciúme, para o egoísmo e para a inveja, assim como nossos ouvidos fechados para as intrigas e para as curiosidades que fortificam a fofoca. 

É nessa hora que pedimos que nos ajudem a manter nossos corações abertos para o amor, para a fé, para a compaixão e para a esperança, e que nossa mente esteja sempre aberta para o discernimento, para a sabedoria e para a paciência. 

Que nos ajudem a manter nosso espírito purificado e iluminado para que assim possamos servir de “simples” instrumentos dos Deuses, das Leis e da Justiça Divina. 

É o momento de agradecer, agradecer e agradecer por essa oportunidade única por estar diante do Poder Divino e sagrado, diante dos Orixás. 

Além disso, é o momento de absorver as potências energéticas da Terra pedindo para ela transmutar todos nossos pensamentos e sentimentos negativos, além de nos envolver com a Sabedoria Sagrada de nossa ancestralidade e abençoando toda humanidade, lembrando-se que o humano feliz não tem tempo de odiar o outro.

Baba Lokanfu, Toluaye


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O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.
O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões e foi trazido para alguns protocolos do mundano tendo em vista que em muitas sociedades os seus soberanos eram tidos como representantes terrenos da divindade.

Seu significado pode ser interpretado como (reconhecimento da) submissão do ser humano diante da onipotência da deidade, muitas vezes representada através de fenômenos da Natureza. Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega.


Também pode ser entendido como representação de humildade, bem como uma forma de agradecimento (p.e., à Mãe-Terra que, através de seus mistérios, nos dá tudo o que nos sustenta e mantém).

Pode-se, então, dizer que na Umbanda bater cabeça significa respeito pela deidade, orixás, guias e entidades que são representadas tanto pelo congá, como por pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques), e ainda nas figuras dos sacerdotes e sacerdotisas ou mais velhos na religião.

A ritualística pode variar de terreiro para terreiro, função de doutrina e fundamentos próprios.

Robson Sciola




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19 de outubro de 2017

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Mediunidade na Umbanda

Mediunidade na Umbanda

Mediunidade não é provação purgatória nem punição. É uma bênção, uma provação divina concedida ao espírito no momento em que reencarna. Se bem desenvolvida, é um eficiente recurso facultado pela Lei, para resgatar carmas, acelerar a evolução espiritual e harmonizar o ser com suas ligações ancestrais. Lembremos que os Guias Espirituais que acompanham um médium também estão em processo evolutivo.

A Umbanda é a religião fiel depositária dos antigos cultos realizados na natureza e seus rituais religiosos são sustentados pelos Tronos Naturais, os nossos amados Orixás, os Senhores da Natureza. O esclarecimento do processo mediúnico umbandista é fundamental, para que o médium de Umbanda perca seus medos, preconceitos e tabus e entenda o que o diferencia dos médiuns de outras religiões.

Numa corrente espiritual de Umbanda, o médium é o importante elo de comunicação entre o plano material e o espiritual, sob irradiação direta dos Orixás, dos quais ele recebe amparo e direção, mesmo que sua mediunidade de incorporação demore a aflorar ou nunca aconteça. O médium incorporante ou “cavalo” de Umbanda lida com várias incorporações diferentes, tornando-se um canal amplo. Ele é o ponto de apoio das entidades que se manifestam nas linhas de ação e trabalho, como os Caboclos, Pretos-Velhos, Baianos, Exus e outros, em sua luta ferrenha contra poderosos agrupamentos e falanges do astral negativo.

O espírito que virá com o compromisso da mediunidade de Umbanda, na preparação de sua reencarnação, recebe nos seus chacras um complemento de energia vital eletromagnética. Isso permitirá aos guias atuarem mais intensamente na região dos plexos, facilitando-lhes o domínio do corpo físico do médium e possibilitando-lhes assumir suas principais características gestuais e de linguagem. Esse complemento energético é fundamental, também, para que o médium umbandista possa suportar as difíceis tarefas de embate com os espíritos do astral inferior, o chamado submundo astral.

Na incorporação, é necessário o esforço de concentração do médium e do espírito, para que a rotação dos chacras de ambos atinja uma velocidade próxima e a sintonia necessária, para a percepção correta dos pensamentos e desejos do outro. No corpo físico, os chacras ou centros de força localizam-se em regiões que correspondem a áreas de grande concentração de feixes nervosos – os gânglios. A excitação do sistema nervoso, por meio da atuação nos chacras, promove as sensações que o médium sente. Os centros de forças, quando absorvem energias não afins, de pessoas ou de ambientes, ficam obstruídos e são necessários movimentos ritmados para desbloqueá-los e para dinamizar os campos eletromagnéticos.

As danças rituais da Umbanda criam as condições ideais para essa catarse energética. Há uma enorme interpenetração das vibrações do médium e do guia, pois, quando o padrão vibratório do médium é desestabilizado, seu espírito fica adormecido, momentaneamente paralisado, e o mentor adentra com facilidade em seu campo eletromagnético, adequando-o ao seu padrão e direcionando suas vibrações mentais. As incorporações na Umbanda são sempre ativas e ritmadas, pois as entidades que se manifestam são altamente brilhantes, luminosas, irradiantes e energeticamente sobrecarregadas, graças aos seus constantes contatos com os pontos de forças da natureza, onde estão “assentadas”.

Nos rituais de Umbanda, a percussão dos atabaques, juntamente com a entoação dos pontos cantados, criam uma sonoridade altamente vibratória e elevada, ativando o emocional e apassivando o mental consciente do médium, facilitando a incorporação. O chacra básico é estimulado, dando a devida e necessária sustentação para que ele possa girar dezenas de vezes, sem cambalear ou cair. Ao girar, as entidades incorporadas espargem energias positivas, magneticamente irradiantes, que vão anulando os negativismos acumulados no éter local.

Se um médium está bem preparado, com seus chacras equilibrados, alinhados e iluminados, os guias utilizam seu poder para atuar nos campos vibratórios dos consulentes e dos espíritos necessitados. Isso pode ser facilmente percebido nas tarefas de tratamento de espíritos sofredores. Muitos desses espíritos chamados sofredores são encaminhados para os templos umbandistas por equipes socorristas, que os acolhem após o desencarne ou os resgatam, recolhendo-os nos abismos, após a evolução necessária. Esses espíritos precisam incorporar, para serem “curados”, com a luz da vela branca e com o magnetismo, energia e vibração carnal do médium, pois a dor e o sofrimento físico se estendem ao corpo espiritual, até que o desencarnado receba o tratamento devido. Os mentores realizam a doutrinação, a orientação para a cura das dores do mental, mas os ferimentos do corpo espiritual são curados de imediato, quando um espírito sofredor incorpora num médium e absorve o seu magnetismo animal.

A mediunidade em geral tem eclodido para colaborar na luta contra a carga magnética inferior planetária, para a cooperação espiritual na redenção dos irmãos desencarnados, confortando os sofredores, comovendo os obsessores e orientando os irmãos confusos. Desenvolver a mediunidade significa passar por um aprendizado, por uma conscientização, para desobstruir as faculdades mediúnicas dos escolhos religiosos, dos tabus, dogmas e medos e elevar-se espiritualmente, portando valores úteis e bons para oferecer ao próximo.

Médium de Umbanda, tenha confiança em nossa maravilhosa religião, eleve seu padrão mental e energético, faça sua reforma íntima e cultive suas virtudes. Dê atenção à sua higiene física, moral e espiritual, para o bom desempenho de suas tarefas, e lembre-se de que a manifestação espiritual tem lugar e hora para acontecer. Integre-se a uma casa de confiança, estruturada no amor ao Divino Criador e aos Sagrados Orixás, e estude sempre.

Lurdes de Campos Vieira




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12 de outubro de 2017

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O Ingressar no Novo Terreiro


O Ingressar no Novo Terreiro


Adaptação: “O ingressar no novo terreiro”

Um tema complexo, diria até melindroso de ser abordado, devido a certos pormenores que envolvem a questão. Um período que pode ser muito difícil para alguns médiuns, principalmente quando ele ficou muito tempo em uma determinada casa, a qual por ventura fechou ou o dirigente veio a falecer. Na realidade esse período complexo de adaptação acaba se tornando difícil justamente pela não aceitação, comparação que muitas vezes o médium começa a fazer do terreiro antigo com a nova casa religiosa, o novo terreiro que ele esteja ingressando.

Período em que o médium está ÓRFÃO e precisa de um NOVO LAR ESPIRITUAL.

Nunca é tarde para recomeçar.

*Primeiramente um dirigente não é e nunca será igual a outro, mesmo um dirigente que teve uma determinada raiz religiosa quando o mesmo abre seu próprio terreiro, seus guias chefes trazem com eles suas próprias doutrinas e diretrizes. Então comparações não devem ser feitas até mesmo por respeito a memória do dirigente antigo quanto ao novo dirigente. Além do mais as pessoas são únicas, pena que não são eternas.

Um dirigente sério e idôneo deve coibir e evitar dar espaço a certas comparações e comentários quando surgirem com teor pejorativos de outros dirigentes que não conheceu, na medida do possível, é preciso ter ética.

Já em alguns textos eu venho batendo na tecla, que todo médium antes de ingressar numa nova casa deve observar bem sua rotina, sua doutrina, o andamento da casa de uma forma geral, justamente um dos motivos é esse o de adaptar-se a nova casa da melhor forma possível.

Já ouvi de alguns dirigentes a seguinte frase: Prefiro 50 médiuns novos do que 01 médium velho, justamente por causa desse período complexo de adaptação que nem sempre é tranquilo e agradável. Inclusive já vi casas, que não aceitam médiuns velhos de outras casas, justamente para não terem que passar por certos aborrecimentos, eu particularmente acho errado, mas respeito, porque acredito que uma casa religiosa de Umbanda deve ser vista como um grande ventre materno que a todos agrega. Mas admito que não é fácil, o agregar com seriedade e doutrina não é tarefa fácil é diferente de simplesmente apenas jogar para dentro do terreiro como sendo mais um e nada mais, agregar é diferente disso. Mas por um outro lado, com essa discriminação, acabam perdendo médiuns bons, experientes que poderiam enriquecer muito sua casa e egrégora.

O dirigente e a direção da casa por sua vez, devem ser muito claros e transparentes ao passar a diretriz e doutrina da casa, todos os pormenores, direitos e deveres que aquele médium deverá cumprir no terreiro. O médium só poderá ingressar na casa, depois de aceitar as normas e doutrinas da mesma, para que por ventura amanhã o dirigente não seja questionado sobre isso, tipo… você não me passou isso.

As vezes o médium vem de outra casa cheio de maus costumes, manias, irredutível, ele quer agir e fazer valer sua vontade, daquele jeito na nova casa, até muitas vezes se confrontando com a rotina da mesma, e isso está errado, o médium que está entrando no terreiro, o mesmo tem que se adaptar a casa e não a casa a ele, a casa já tem sua hierarquia, suas normas e diretrizes doutrinárias e não vai se moldar somente para adequar-se aquele médium que está ingressando.

Muitas vezes o médium é orgulhoso, turrão, até vaidoso e pode estar vindo de uma casa por exemplo que o dirigente não tinha tanto conhecimento e dedicação assim, não havia estudos, disciplina nessa casa, não haviam doutrinas e preparos condizentes e esse médium muitas vezes irredutível não se abre a aprender, ou pelo menos não se questiona, se realmente aprendeu tudo ou melhor será que o que aprendeu estava realmente correto? muitas vezes o novo dirigente começa a perceber certas falhas e vícios e tenta corrigi-los da melhor forma, tem médiuns que se abrem com facilidade a novas aprendizagens e conhecimentos outros se melindram se frustram e até saem da casa posteriormente porque simplesmente não querem mudar, ou mesmo por orgulho quando confrontados, e quando isso acontece não se tem muito o que fazer, é só abençoar e desapegar. Fora também que cada casa, cada terreiro de Umbanda tem sua diretriz. O dirigente nessa situação é melhor um Orixá te abençoe que um diabo te carregue, bobagem ficar se desgastando com esses tipos de comportamento. A vida é a melhor escola e os guias os melhores professores.

Mas entra nessa questão a conveniência, há certos maus costumes e atitudes bem condizentes principalmente em relação a médiuns não idôneos, com moral e caráter duvidoso.

Vamos citar um exemplo simples: tem casas que para um médium começar a benzer, a ser um médium ativo de trabalho assistencial, ele passa por etapas e confirmações, outras o médium basta incorporar que em pouco tempo já está no atendimento, eu particularmente acho errado, mas acontece, o atendimento espiritual diga-se de passagem é algo sério, e mesmo tendo todos os cuidados cabíveis poderão ocorrer falhas, imaginem colocar um médium despreparado no atendimento. Baseado neste exemplo, vamos supor que esse médium saia dessa casa, e quando inicie em outra, o dirigente atual baseado em seus conhecimentos e na Umbanda que o mesmo pratique, começa a perceber que há falhas de incorporação ainda com esse médium que ele precisa de um maior aprimoramento, de uma lapidada, e tome a decisão de não permitir de momento, que esse médium seja um médium de trabalho em sua casa, um médium passista, muitos médiuns diante de tal situação vão se queixar e dizer mas eu já sou passista, só que ele está em uma outra casa, uma outra diretriz e doutrina e ele não será diferente dos demais que ali estão, terá que passar pelas etapas da casa em si. Na realidade um bom médium não tem dificuldade nenhum de conquistar seu espaço. Alguns médiuns é claro, vão encurtar esse tempo devido é claro já estarem firmes e virem com uma bagagem boa, mas terão igualmente de seguir as regras e doutrinas da casa, e quem irá determinar esse tempo é os guias chefes da casa. O detalhe nessa questão é confiança na diretriz tanto física quanto espiritual, não tem meio termo.

Já vi terreiros que o dirigente não teve esses cuidados, acreditou na palavra do médium que se dizia experiente, e deu asas para o passarinho voar, vamos dizer assim, e teve sérios problemas, o médium vacilou, receitou coisas erradas, que trouxe sérias consequências para o consulente e para imagem da casa como um todo. Porque é muito fácil um médium chegar numa casa nova e dizer sou experiente, trabalhei anos em determinados lugares, mentir literalmente. Dirigente muito cuidado nessa hora.

Muitos estarão se questionando, mas e os guias do pai e mãe no santo? pois é, nessas horas que os guias chefes se colocam a frente, é deles que parte certas outorgas, mas vejam juntamente com a diretriz dos dirigentes da casa. Médiuns não mintam porque diante de um guia chefe verdadeiro não há mentiras que não sejam com o tempo reveladas.

É muito complicado tirar certos costumes e vícios de médiuns de outras casas, alguns podem ser adaptados, outros infelizmente se o dirigente permitir entra em choque com toda a diretriz e rotina do terreiro, e lá começa os burburinhos e conversas de bastidores.

Certa vez, vi uma médium nova em um terreiro, numa gira de exú, ela havia preparado uma farofa e levou para o terreiro, no transcorrer dos trabalhos os cambonos não perceberam e apenas entregaram a farofa para o exú da moça, o qual começou a apreciar o prato, para surpresa de todos por debaixo da farinha tinha carne crua, puro sangue, quando o exú da mãe de santo percebeu, ela estava lavada de sangue da carne em todo o rosto, detalhe naquela casa não era permitido levar carne crua para exú e pombogira, imaginem o pampeiro que deu. Então observem que são coisas que acontecem (mas que não deveriam) que podem trazer desconforto tanto para aquele médium novo, quanto para os já existentes na casa. São situações inusitadas que infelizmente podem acontecer fugindo completamente do previsto. Observem que nem sempre algo que era costumeiro em uma casa será permitida na outra, muito pelo contrário muitas vezes algo que era permitido em uma outra casa pode entrar em choque completamente com a doutrina de outra.

O médium que está ingressando na nova casa, deve passar por etapas de adaptação e deve estar receptivo a aceitação, a troca de conhecimentos, caso contrário fatalmente ele não irá ter vida longa nessa casa. Porque vejam bem o dirigente ele tem que priorizar o todo, a egrégora e o equilíbrio de sua casa, e o médium por sua vez tem o livre arbítrio de escolha.

O médium, quando entra num terreiro novo, se sente meio que perdido, a forma de rito e trabalho podem ser bem diferentes do lugar de onde veio, e esse médium deve ser recepcionado com atenção, carinho, aceito no meio da melhor forma, com paciência. Essa recepção e companheirismo dos demais não podem faltar nunca. Fora que muitos médiuns buscam exatamente a mudança, porque nem todos tem a felicidade de entrar em uma boa casa logo no começo de sua trajetória mediúnica.

O que acontece muitas vezes é que alguns médiuns chega… chegando, se é que me entendem, cheios da razão, já vem dizendo meus guias trabalham desse jeito e pronto, bem coisa de médium mesmo e não de guia, porque quando um médium entra numa casa nova, seus guias já se adequam e se sintonizam na energia da casa, e eles respeitam a doutrina da mesma e sua diretriz espiritual, caso contrário não teriam escolhido a mesma para seu pupilo, a não ser que aquele terreiro em si esteja sendo uma lição. Imaturidade, orgulho e vaidade, três veneninhos bem danosos para qualquer médium.

Uma vez uma médium abriu o seguinte questionamento, ela disse que ela era de “Quimbanda” e que havia optado a seguir a “Umbanda” e que algumas de suas antigas entidades já não estavam incorporando mais, e que outras entidades estavam vindo, vejam bem alguns espíritos vibram e se sintonizam numa faixa vibratória de acordo com seus campos energéticos, um guia que não se sintonize numa determinada frequência pode não se adequar a mesma, e pode se afastar, cedendo lugar para um outro guia que melhor se adeque. Certa vez, num debate foi questionado a seguinte questão, os espíritos de exús e pombogiras que se manifestam numa “Quimbanda” onde há o rito da imolação por exemplo (apenas como referencial) são os mesmos que se manifestam num terreiro de “Umbanda”? em sua grande maioria não, justamente pela forma de atuação e sintonia vibratória energética, que diferencia a forma de atuação e trabalho. Talvez seja por essas questões que vemos diferenças gritantes de atuação de determinadas entidades e guias, levando em questão também é claro o fato de uma falange englobar diversos espíritos com escalas evolutivas bem diversas umas das outras. Como também já vimos entidades que começaram a se manifestar completamente diferentes do que antes acontecia numa determinada casa, o que pode acontecer nessa questão e que acontece diga-se de passagem é outro falangeiro da mesma falange vir, um outro espírito, e muitas vezes passa desapercebido ao ponto desse médium não notar, são fatos que nem são comentados e falados pelas entidades justamente para não causar duvidas e desconfortos desnecessários na rotina de seus médiuns. Não podemos esquecer também que os espíritos usam roupagens espirituais de acordo com a missão que estejam desempenhando.

Todas essas questões acabam que entrando em choque para um médium que está ingressando numa casa nova, porque ele muitas vezes não consegue se adequar, mas existe um outro detalhe importante, um terreiro é a casa dos espíritos, o ponto de vista do médium conta na escolha, claro que sim, mas de praxe quem escolhe a casa são os guias desse médium, é por essas e outras que muitos médiuns não param em lugar algum, de um lado os médium não adequam por pura arrogância e por outro é porque não foram seus guias que escolheram essa casa, quando é os guias que escolhem a casa aumenta-se gradativamente as chances de sucesso desse médium na nova casa. Só alertando que muitos médiuns são colocados em determinadas casas não muito corretas, por ensinamento e aprendizagem de seus próprios guias, então observem que tem casos que a lição nem sempre será algo fácil de ser aprendida, por isso vigiem-se e não sejam teimosos. *Observem os sinais.

Hoje em dia alguns médiuns só querem “espiritar”, parecem corrimão, vivem passando de mão em mão, não param em lugar algum, não criam raízes, esses médiuns chegam num estágio que nenhum dirigente mais os aceita de tanto que não param em lugar algum infelizmente. O médium tem que se vigiar para que não caia nessa armadilha e se torne um marionete de entidades mistificadoras e zombadoras os colocando em situações vexatórias e deprimentes de ver.

Neste texto não posso deixar de mencionar, OS BONS MÉDIUNS, que as vezes nossos Orixás nos presenteiam, médiuns esses que são verdadeiras bençãos para qualquer terreiro e egregora de Umbanda, médiuns que tiveram uma boa estrutura, doutrina, de excelente índole e caráter, que enriquecem onde pisam. Verdadeiras árvores frutíferas e fortes que foram boas sementes. Uma das características primordiais desses médiuns é sua receptividade, seu carisma, sua empatia com o novo que lhe apresenta, se adaptam com muita facilidade, bons soldados lutam em qualquer exército.

Alguns toques:
Não tenham pressa de ingressar num terreiro.
Aprestem muita atenção na rotina e doutrina da casa, e quando for lhes passado essas doutrinas leiam com bastante atenção.
Quando entrarem numa casa, entrem de coração e mente aberta, para absorver coisas novas. Cuidado com comparações, arrogância, vaidades e melindres desnecessários.
Sejam humildes, conhecimento é uma troca, transmita o seu de forma adequada.
Sejam pacientes consigo mesmo e com os outros.
A palavra é aceitação, estar de coração aberto, seja um bom soldado e se apresente as ordens conforme o mandato, sempre.

Enfim pessoal, espero que esses toques ajudem com que alguns médiuns que estejam passando por essa etapa, a passarem com mais tranquilidade. Meus sinceros respeitos a todos.

Axé.

Cristina Alves





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