9 de dezembro de 2018

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Homenagem a Oxalá, Iansã e Iemanjá 2018

Homenagem a Oxalá, Iansã e Iemanjá 2018

Homenagem a Oxalá, Iansã e Iemanjá 2018

Homenagem a Oxalá, Iansã e Iemanjá 2018

Homenagem a Oxalá, Iansã e Iemanjá 2018

Homenagem a Oxalá, Iansã e Iemanjá 2018

Homenagem a Oxalá, Iansã e Iemanjá 2018

Homenagem a Oxalá, Iansã e Iemanjá 2018

Chegamos ao final de mais um ano com muita alegria e sentimento de dever cumprido! Agradecemos o carinho, dedicação e confiança de todos os filhos, amigos e simpatizantes da nossa Casa! Rogamos a Pai Oxalá um Natal repleto de bençãos e paz a todos e um Ano Novo pleno de realizações e muitas felicidades! Até breve, em 2019 voltaremos às nossas atividades e rogamos a Olorum que estejamos todos unidos novamente para mais um ciclo de trabalho de caridade e amor pela nossa Umbanda! Saravá!





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3 de dezembro de 2018

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Os Quatro Elementos na Umbanda - Pesquisado por Ednay Melo

Os quatro elementos na Umbanda

Os Quatro Elementos são: Água, Terra, Fogo e Ar. A teoria dos quatro elementos originou-se na China e depois na Grécia entre os filósofos pré-socráticos, onde a origem da matéria era atribuída ora ao fogo, ora a água. Estes são, na verdade, elementos sutis, ou melhor, estados de mutação da matéria-energia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época.

Os elementos da natureza podem ser associados aos Estados físicos da matéria:

Terra → Sólido
Água → Líquido
Ar → Gasoso

Já o fogo poderia ser associado ao lula Plasma, entretanto ele não é matéria, é energia, portanto, fica fora dessa classificação.

Os 4 elementos é a expressão utilizada para referir-se aos elementos naturais: água, terra, fogo e ar. Essa expressão refere-se ao que seria essencial à vida humana no planeta. Se considerarmos como tipos de matéria que formam a natureza, a expressão está errada pois fogo não pode ser considerado uma matéria natural, pois trata-se do resultado de uma reação química.Também o conceito de elemento foi mudado pela Química e Física modernas. Considera-se como elemento os diferentes tipos de átomos que formam moléculas, tanto naturais como artificiais (reações induzidas pelo Homem). A água, por exemplo, se constitui na verdade em uma molécula resultante da ligação natural de dois elementos químicos: o oxigênio e o hidrogênio.

A ideia dos 4 elementos clássicos provém dos primordios da Filosofia. No Ocidente, foi ensinada no período pré-socrático, perdurou naIdade Média e chegou até o Renascimento. Mas o conceito é antigo no Oriente, tendo sido disseminado na Índia e na China, onde encontra-se na base do Budismo e Hinduísmo, principalmente no contexto esotérico. Hoje em dia há quem corresponda os 4 elementos clássicos com os 4 estados da matéria: sólido, líquido, gasoso e plasma.

Em Astrologia, cada elemento influencia um grupo de três signos astrológicos. O ar, por exemplo, influencia os signos Aquário,Gêmeos e Libra.

O ar é essencial a vida e está em toda a parte, nos buracos do queijo, dentro do seu armário, etc. O ar foi presenciado por Priestley no século XVIII.

A água ocupa 70% da superfície da Terra e é essencial para a vida também. Sem água não há vida.

A terra somos nós, seres terrestres, as pessoas, os animais, as plantas, sem nós a terra seria vazia e sem sentido.

O fogo somos nós, visto que é uma mistura de substâncias, o fogo é conhecido por sua energia, nós somos compostos de energia. O fogo também pode ser visto como o Sol, que nos aquece e sem sol não há vida.

ELEMENTO ÁGUA:

A água é considerada um símbolo sagrado na maioria das religiões, incluindo o hinduísmo, cristianismo, judaísmo, islamismo,xintoísmo, xamanismo e Wicca. É simbolizado na alquimia pelo triângulo com a ponta voltada para baixo.

Quase todos os rituais religiosos são realizados na presença deste elemento, geralmente utilizando-se receptáculos como taças, ou simplesmente representados por um rio, lago ou mar, quando as cerimônias são realizadas em campo aberto, ou seja, na natureza.

A água possui um misticismo que envolve quase todas as crenças. Segundo outras crenças, acredita-se que a água tenha alguns poderes especiais, sendo um do tattwas, os cinco elementos básicos da natureza. Na religião wicca, a água é tida como um dos símbolos da Grande Deusa, assim como o cálice e o caldeirão. Nas antigas tradições chinesas, a água é um dos cinco elementos, em conjunto com a terra, o fogo, a madeira e o metal. Nas religiões neopagãs, como é o caso do druidismo, da Wicca e da Asatrú, também existe a crença na existência de cinco elementos constituintes do Universo, sendo eles o Fogo, a Água, o Ar, a Terra e Akasha, sendo este último a manifestação da energia divina.

Água, na astrologia, é um dos quatro elementos que regem o planeta Terra (Fogo, Ar, e Terra) e os signos de Peixes, Escorpião e Câncer no signo do zodíaco oriental, a água tem a cor preta, o animal é o tigre branco, tem norte como a direção, rege os 3 signos: Cão (zodíaco), Porco (zodíaco) e Rato (zodíaco) e se associa ao planeta da água e mensagem, O Mercúrio. Mercúrio rege só 2 signos do zodíaco ocidental: Gêmeos e Virgem.

No paganismo, a água corresponde ao tattwa Apas, e é simbolizado pela lua crescente prateada.

Possui características opostas às do fogo, como o frio e a retração. Segundo a crença pagã, o fogo e água são os elementos básicos com os quais tudo foi criado. Creem, também, na existência de dois pólos deste elemento:

Pólo positivo (+): construtivo, doador de vida, nutriente e preservador;

Pólo negativo (-): desagregador, fermentador, decompositor e dissipador.

As religiões atribuem o bem ao lado ativo e o mal ao lado passivo; mas no paganismo, o qual se apresenta sem o maniqueísmo, o bem e o mal não existem, sendo apenas conceitos da condição humana.

Elemental é o nome esotérico dado aos espíritos existentes na natureza, também conhecidos como seres mitológicos. Dentre os elementais da água que, segundo a crença pagã, seriam capazes de controlar o elemento água e o representar, estão as ondinas, as sereias, a hidra e o hipocampo.

ELEMENTO TERRA:

Definição Esotérica:

Terra é um dos quatro elementos que rege (Água, Fogo, e Ar). É o elemento dos 3 signos de Touro, Virgem e Capricórnio, sendo simbolizado, na alquimia, pelo triângulo com a ponta voltada para baixo, cortado por um traço na horizontal. o planeta terra também rege o Signo de Touro.

A terra tem a cor amarela, o animal é um dragão amarelo, rege Todos os signos do zodíaco oriental e se associa ao planeta do tempo, o Saturno. A Terra, como Água e Madeira Tem Pólo (-).

É considerada um símbolo sagrado na maioria das religiões, incluindo o Hinduísmo, e religiões pagãs e neopagãs.

Segundo algumas crenças, acredita-se que a terra tenha alguns poderes especiais. A terra é um dos tatwas (5 elementos básicos da natureza). Na religião Wicca, a terra é tida como um dos símbolos da Grande Deusa, assim como o pentagrama e o sal.

Nas religiões neopagãs, como é o caso do Druidismo, da Wicca e da Asatrú, também existe a crença na existência de cinco elementos constituintes do Universo, sendo eles o Fogo, a Água, o Ar, a Terra e Akasha, este último sendo a manifestação da energia divina.

A terra corresponde ao tattwa Prithivi, e é simbolizada pelo quadrado amarelo. Segundo a mitologia pagã, o elemento terra foi o último dos elementos a se formar, pois pela sua principal característica, a solidificação, ela integra em si o fogo, a água e o ar. Foi essa característica, segundo a crença pagã, que conferiu uma forma concreta aos outros três elementos.

Assim, ao ser criado, criou-se também o limite (entenda-se as leis) do espaço, das dimensões, do peso, e do tempo.

Elemental é o nome esotérico dado aos espíritos existente na natureza, também conhecidos como seres mitológicos. Dentre os elementais da terra que, segundo a crença pagã seriam capazes de controlar o elemento terra e o representar, estão o golem, os gnomos, os duendes, as ninfas, as dríades, os anões mitológicos, os sacis, os faunos, o curupira e todos os seres ligados à terra e à vegetação.

ELEMENTO FOGO:

Definição Esotérica:

O fogo é um dos quatro elementos que regem o planeta (Fogo, Água, Ar, e Terra). É o elemento dos signos Áries, Leão e Sagitário. Áries é um signo forte, decidido, impulsivo. Leão é egocentrico, egoísta, amigo, tranquilo. Sagitário é aventureiro, corajoso, preocupado,rancoroso. Fogo Rege Marte,O Planeta da Guerra. Marte rege só um signo do zodíaco ocidental: Áries.

O fogo tem a cor vermelha, o animal é um pássaro de fogo, chamado fênix, rege os 3 signos do zodíaco oriental,como a Serpente (zodíaco), o Cavalo (zodíaco) e a Cabra (zodíaco) e se associa ao planeta da Guerra e das Batalhas, Marte. O Fogo,como Metal Tem Pólo (+).

O fogo é considerado um símbolo sagrado na maioría das religiões, incluindo o Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo,Xintoísmo e Wicca.

Quase todos os rituais religiosos são realizados na presença deste elemento, seja em forma de fogueiras, ou mesmo simplesmente representado por uma vela, possuindo um misticismo que envolve quase todas as crenças.

Segundo outras crenças, acredita-se que o fogo tenha alguns poderes especiais. O fogo é um dos tatwas (5 elementos básicos da natureza hindu). Na religião Wicca, o fogo é tido como um dos símbolos do Grande Deus-Pai, assim como o athame e o bastão.

Nas antigas tradições chinesas, o fogo é um dos cinco elementos, em conjunto com a terra, a água, a madeira e o metal.

Nas religiões neopagãs, como é o caso do Druidismo, da Wicca e da Asatrú, também existe a crença na existência de cinco elementos constituintes do Universo, sendo eles o Fogo, a Água, o Ar, a Terra e Akasha, sendo este último a manifestação da energia divina.

O fogo corresponde ao tattwa Tejas, e é simbolizado pelo triângulo vermelho.

Possui características opostas às da água, como o calor e a expansão. Segundo a crença pagã, o fogo e água são os elementos básicos com os quais tudo foi criado. Creem, também, na existência de dois pólos deste elemento:

Pólo (+): construtivo, doador de vida, nutriente e preservador.

Minus (-): desagregador, fermentador, decompositor e dissipador.

As religiões atribuem o bem ao lado ativo e o mal ao lado passivo; mas no paganismo, o qual não tem a presença de maniqueísmo, o bem e o mal não existem, sendo apenas conceitos da condição humana.

Como a luz provém do fogo, crê-se que o fogo foi o primeiro dos elementos originados do Akasha.

Elemental é o nome esotérico dado aos espíritos existentes na natureza, também conhecidos como seres mitológicos. Dentre os elementais do fogo que, segundo a crença pagã, seriam capazes de controlar o elemento fogo e o representar, estão a, fênix, o dragão e a quimera.

ELEMENTO AR:

Segundo o esoterismo, o ar é um dos quatro elementos que compõem o planeta Terra: (Água, Terra, Fogo e Ar). O espírito da natureza do Ar é o silfo. No Zodíaco seus signos astrológicos são Libra, Aquário e Gêmeos. É simbolizado na alquimia pelo triângulo com a ponta voltada para cima, cortado por um traço na horizontal.

O ar é considerado um símbolo sagrado na maioria das religiões, incluindo o Hinduísmo, Cristianismo e Wicca. Muitos rituais religiosos são realizados na presença de um símbolo deste elemento. Seja em forma de incenso, ou mesmo simplesmente representado por uma pena. Segundo outras crenças, acredita-se que o ar tenha alguns poderes especiais. O ar é um dos "tatwas" (cinco elementos básicos da natureza). Na religião Wicca o ar é tido como um dos símbolos do Grande Deus, assim como o incenso e as penas.Nas religiões neopagãs, como é o caso do Druidismo, da Wicca e da Asatrú também existe a crença na existência de cinco elementos constituintes do Universo, sendo eles: o Fogo, a Água, o Ar, a Terra e Akasha (a manifestação da energia divina). O ar corresponde ao tattwa Waju, e é simbolizado pelo círculo azul. Embora, segundo a crença pagã , o princípio do ar tenha sido o terceiro elemento a se formar do Akasha, este é um elemento intermediário entre o princípio do fogo e o da água.

Responsável pelo equilíbrio (neutralização) entre os efeitos passivo e ativo do fogo e da água. Como um intermediário, o princípio do ar herda do fogo o calor, e da água a umidade. Essas características conferem ao princípio aéreo, também, duas polaridades: a positiva (de doação da vida) e a negativa (exterminadora).

Sendo o elemento mais ligado ao espiritual, normalmente seus nativos são equilibrados, e possuem grande inteligência. Os nativos do Ar valorizam a harmonia, justiça e a beleza. Embora Libra, Aquário e Gêmeos não possuam muitos traços em comum, eles preferem sonhar com um mundo ideal do que buscar a realidade. As pessoas nascidas sob esses signos são espertas e pensam rápido, lidando com o abstrato e o incerto muito bem. Se você estiver com alguma dúvida ou dilema, são eles quem você deve procurar, já que adoram analisar, ponderar e chegar a resultados. São ótimos amigos e sabem se colocar no lugar dos outros, tendo, assim, uma perspectiva e uma visão de mundo adaptáveis e misericordiosas. Signos do Ar são muito comunicativos, idealistas e curiosos, apreciam a companhia das pessoas e o conhecimento e informações que elas trazem. O mundo, para esses signos, é um lugar maravilhoso e cheio de coisas novas a serem descobertas. Mas não se iluda com a aparente calma destas pessoas. Eles podem ser leves como uma brisa ou violentos e intempestivos como um tornado, depende de como você lida com eles. Eles podem ser muito tranqüilos, mas uma vez ofendidos ou contrariados, seu equilíbrio se quebra e eles partem para o ataque.

Elemental é o nome esotérico dado aos espíritos existentes na natureza, também conhecidos como seres mitológicos. Dentre os elementais do ar que, segundo a crença pagã, seriam capazes de controlar o Ar e o representar, estão os silfos, as sílfides, as fadas, os elfos, a harpia e a serpente do mar. Em algumas crenças, os anjos também são considerados seres do Ar.

OS QUATRO ELEMENTOS NA UMBANDA:

Todo procedimento de magia encontrado na Umbanda tem por base a utilização de um ou mais dos quatro elementos da natureza. Isso se justifica porque os Orixás são representações dinâmicas da natureza e são a referência para todo trabalho desenvolvido, tanto a nível de entidades que militam a Umbanda, quanto a nível mágico litúrgico. Os quatro elementos formam a natureza e a Umbanda interage com ela em constantes vibrações energéticas emanadas por estes elementos, eis o fundamento da magia de Umbanda, o fundamento da própria vida na terra. Saber utilizar a água, a terra, o fogo e o ar em benefício comum é ter a ferramenta Divina nas mãos, que aliada ao amor, transforma vidas e alimenta esperanças.

Os benefícios dos quatro elementos para os seres humanos são resumidos por Mãe Mônica Caraccio, a seguir:

ÁGUA: A energia da água pode estimular a intuição e ajudar a expressar os sentimentos com mais facilidade. Atua também em questões práticas, como adquirir jogo de cintura em situações complicadas e vencer a timidez. Elemento que simboliza a Vida, que Alimenta, que ‘lava’ (descarga fluídica) e ‘conduz’ (meio condutor de fluidos). Lida diretamente com as questões EMOCIONAIS. As oferendas feitas à beira d’água limpam, sutilizam e magnetizam o corpo astral.

FOGO: A vibração do elemento fogo certamente proporciona mais entusiasmo e otimismo. Potencialmente usado para transformar o sentimento de desânimo, para motivar ações, nos momentos de colocar objetivos em prática e ainda aumenta a criatividade e bom humor. Elemento que simboliza o “espírito vivo”, a purificação e a Luz, é energia purificadora e energética. Lida diretamente com as questões do DESTINO. As oferendas feitas perto do fogo, como é no caso de fogueiras, queima miasmas, larvas astrais e energiza.

TERRA: Este elemento está ligado às conquistas materiais, à saúde e ao trabalho. Sua influência é ideal a quem busca segurança e determinação, para começar um projeto novo ou procurar emprego. Energia transformadora e curadora. Lida diretamente com as questões do FÍSICO. As oferendas feitas diretamente na terra potencializam o magnetismo mental e a concentração energética fortalecendo a pessoa vibratoriamente.

AR: O elemento ar pode ser ativado para desenvolver a inteligência, o lado racional, a memória e a capacidade verbal e corporal. Energia expansora e movimentadora. Lida diretamente com as questões do MENTAL. As oferendas feitas em campos abertos, ativando a energia do ar, dilata os sete corpos e deixa a pessoa mais leve e harmonizada.

Ednay Melo
Fontes de Pesquisa:
Wikipédia
Blog Minha Umbanda





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Cores, Datas Comemorativas e Dias da Semana dos Orixás - Por Ednay Melo


Cores, Datas Comemorativas e Dias da Semana dos Orixás

A Umbanda é uma religião que nos dá a oportunidade de escolher a melhor forma de praticá-la, respeitando os valores e crenças de cada um. Na umbanda existem conceitos universais, aqueles que se não forem seguidos não se pode considerar Umbanda, como por exemplo a crença em Deus e nos Orixás, a crença nos trabalhadores que formam as linhas de Umbanda como os Caboclos, os Pretos Velhos e Ibejis, a prática da caridade sem qualquer tipo de cobrança, seja material ou psicológica, não sacrificar animais, o predomínio da cor branca, trabalhos direcionados apenas para o Bem, entre outros. 

A questão das cores dos Orixás, datas comemorativas e dias da semana está confundindo muitos irmãos de fé diante de tantas informações desencontradas, mas que se apreciadas empaticamente, fazem todo o sentido dentro da realidade de cada um.

O julgamento precipitado, a crítica que acaricia o ego, a falta de sensatez de discursos superficiais do que não se conhece, prejudica mais do que aclara o entendimento, sem contar que é uma falta de caridade para com o próximo que pensa diferente dele.

Creio que os Orixás e nossos queridos trabalhadores de Umbanda pouco se importam com a forma de determinados ritos e crenças, desde que a intenção seja pura e verdadeiramente para o Bem. Não existem melindres entre a espiritualidade da Umbanda, existe sim entre os umbandistas. É certo que o consenso de pensamentos e idéias determinaria com mais precisão a identidade umbandista, mas se ele nem sempre existe, não pode ser atribuído ao acaso, é mister supor que predomina na espiritualidade umbandista o respeito pela liberdade de consciência, ausente em muitos de nós.

Feita esta pequena introdução sobre a diversidade na Umbanda com relação ao tema abordado, vamos agora falar um pouco sobre as crenças da nossa Casa, na tentativa de tornar explícita a nossa escolha e o porquê dessa escolha, qual a compreensão e fundamento que encontramos em nossa prática umbandista.

Vamos começar pelas cores que são dadas aos Orixás. Percebemos que as cores que os representam têm significado apenas para nós encarnados, que precisamos sempre de um referencial para conduzir a nossa fé. Os Orixás são luzes que emanam do Criador para todos em todas as circunstâncias que se fizer necessário a sua atuação, vibram em todas as cores e principalmente na cor que adotamos para cultuá-los. De acordo com a cromoterapia, ciência que utiliza as cores para restabelecer a saúde, cada cor tem um significado e transmite um tipo de energia. Existem as cores vibrantes como a vermelha, verde e a amarela, as cores equilibradoras como o azul, rosa, lilás, as cores tranquilizantes que remetem a paz, como o branco e a cor neutra como o marrom e o preto. Podemos aplicá-las também na representação que se aproxima da cor dos elementos de cada Orixá, ou do fenômeno da natureza, ou do seu reino específico, bem como na característica de personalidade dos seus filhos. Então, diante dessas informações adotamos as seguintes cores em nossa Casa, concordando com algumas cores já adotadas em alguns segmentos de Umbanda:

PAI OXALÁ - COR BRANCA: representação maior da fé, cor que remete à paz espiritual e ao mais evidente simbolismo da Umbanda, igualdade entre todos. O branco está presente em todas as cores e Pai Oxalá está presente em todos os Orixás.

De acordo com a física, quando a luz branca incide numa das faces de um prisma óptico, ocorre a dispersão da luz nas sete cores, o que também nos remete ao Pai Oxalá se expandindo através dos sete Orixás Sagrados.

IANSÃ - COR AMARELA: O maior simbolismo de Iansã é o raio, e neste predomina a cor amarela, além do que a cor amarela é uma das cores mais velozes, onde a velocidade é uma das características desta Orixá.

OXUM - COR AZUL ROYAL: O maior simbolismo de Oxum é a água, o azul royal é a cor que se forma no encontro da água do rio com o mar. Sabemos que na nossa região nordeste predomina a cor amarela para Oxum, que simboliza o ouro que esta Iabá representa, respeitamos esta crença, porém acreditamos que o ouro representa valores puramente materiais, em discordância com a sublimidade espiritual.

OGUM - COR VERMELHA: Cor que sugere altivez, dinamismo, força para o combate, em momentos de luta o "sangue pulsa nas veias", diz o ditado popular. Orixá considerado guerreiro de Umbanda e no nosso entendimento a cor vermelha é a que melhor lhe representa.

XANGÔ - COR MARROM: Cor que mais se aproxima da cor do elemento terra deste grande Orixá.

OXOSSI - COR VERDE: Cor que melhor representa o reino específico deste Orixá: as matas.

IEMANJÁ - COR AZUL CLARA: Cor que melhor representa o reino específico desta Iabá: o mar.

OMULU - CORES PRETA E BRANCA: Cores que melhor representam os extremos opostos. Omulu é o Orixá da transformação, auxilia no encaminhamento das almas após o desenlace do corpo físico, portanto, está entre a vida e a morte, que são simbolicamente os extremos opostos, podendo-se atribuir o branco para a vida e o preto para a morte.

EXUS - CORES PRETA E VERMELHA: Tradicionalmente, a cor preta é associada às trevas, que é o principal campo de atuação dos nossos guardiães e a cor vermelha é associada ao arquétipo de bravura, luta e dinamismo, principal característica dos Exus de Lei. A cor vermelha também é atribuída ao Orixá Ogum que direciona a Lei para que os Exus a façam cumprir, dessa forma, os Exus trabalham sob a vibração do Orixá Ogum, compartilhando entre eles a cor vermelha.


Agora passaremos a falar um pouco das datas comemorativas dos nossos Orixás. Seguimos as datas comemorativas da nossa região, simples assim. E por quê? Porque acreditamos na sábia frase de Jesus: "quando duas ou mais pessoas estiverem reunidas em meu nome, eu lá estarei!". Se em uma região a maioria dos fiéis vibram e emitem seus pensamentos para aquela força que designa um Orixá, é mais provável que a sintonia e o alcance dos objetivos sejam mais evidentes, adotamos a famosa frase "A união faz a força". Na nossa região, por exemplo, o dia consagrado para Iemanjá é 8 de dezembro, onde é sincretizada com Nossa Senhora da Conceição. Para nós não faz nenhum sentido louvá-la no dia 2 de fevereiro, data consagrada a esta Orixá no sul e sudeste do país. Então, para nós, as datas comemorativas dos Orixás e entidades de Umbanda, são:

OXOSSI: 20 DE JANEIRO (Sincretizado com São Sebastião)
OGUM: 23 DE ABRIL (Sincretizado com São Jorge)
PRETOS VELHOS: 13 DE MAIO (Dia da libertação dos escravos)
POVO CIGANO: 24 DE MAIO (Dia de Santa Sara Kali)
XANGÔ: 24 DE JUNHO (Sincretizado com São João)
OMULU: 16 DE AGOSTO (Sincretizado com São Roque)
EXUS: 24 DE AGOSTO (Tradicionalmente, é considerado um mês de mau agouro e estas entidades estão mais diretamente ligadas ao combate do mal)
IBEJIS: 27 DE SETEMBRO (Sincretizado com São Cosme e Damião)
OXUM: 16 DE JULHO (Sincretizada com Nossa Senhora do Carmo)
IANSÃ: 04 DE DEZEMBRO (Sincretizada com Santa Bárbara)
IEMANJÁ: 08 DE DEZEMBRO (Sincretizada com Nossa Senhora da Conceição)
OXALÁ: 25 DE DEZEMBRO (Sincretizado com Jesus Cristo)


Passaremos agora aos dias da semana. Desde tempos remotos, os dias da semana são atribuídos aos astros, com forte influência da mitologia greco-romana, desta forma, com relação aos dias da semana de vibração maior de cada Orixá, adotamos o seguinte esquema:

SEGUNDA-FEIRA - IEMANJÁ: Dia do astro lua, lua é deusa greco-romana que refere-se à Grande Mãe, principal atributo desta Orixá.

Obs:
SEGUNDA-FEIRA também é dia de vibração maior de: OMULU, PRETOS VELHOS, EXUS GUARDIÃES: Dia adotado tradicionalmente ao combate às energias trevosas, ao descarrego de energias densas. Estas entidades trabalham mais diretamente com elementos para o desmanche de magias e de influências negativas.

TERÇA-FEIRA - OGUM: Dia consagrado a Marte, o deus romano da Guerra, equivalente a Ogum, nosso General de Umbanda.

QUARTA-FEIRA - IANSÃ: Dia do astro mercúrio. Mercúrio é nome romano cujo deus tem muitas atribuições, uma delas é ser o deus das almas dos mortos, que as encaminham após a morte, assemelha-se a uma das atribuições da Orixá Iansã. Para os gregos o nome Hermes equivale a Mercúrio, que representa velocidade, astúcia, equilíbrio (par com Xangô), diplomacia, comunicabilidade e todo tipo de atividade mental, características que identificam a Orixá Iansã. De acordo com a mitologia romana, é dia consagrado ao deus Mercúrio, que também influenciou o nome do elemento mercúrio cuja principal característica é a rapidez dos voos, que equivale a representação dos ventos de Iansã. Xangô é o seu par de equilíbrio com o elemento terra e a representação do seu reino natural que são as pedreiras, simbolicamente, elementos fixos e firmes em equilíbrio com a inconstância dos ventos.

QUINTA-FEIRA - XANGÔ e OXOSSI: Dia do astro júpiter, associado a Zeus que na mitologia grega é o deus dos céus e do trovão, fenômeno natural atribuído ao Orixá Xangô. Júpiter é conhecido como "o grande benéfico", simboliza o máximo da expansão. Rege questões ligadas à filosofia, ao comportamento humano em geral e à ética. A influência de Júpiter também favorece a expansão do conhecimento, a prosperidade e a fartura, características do Orixá Oxossi.

SEXTA-FEIRA - OXUM: Dia consagrado ao astro Vênus, que na mitologia romana equivale a deusa venus, deusa do amor, da fertilidade e da beleza, atributos da Orixá Oxum.

SÁBADO - OMULU: Dia do astro saturno. Divindade romana complexa, que representa o tempo e a terra, reina no sábado. Na astrologia saturno é símbolo complexo que atrai elementos deletérios de outros planetas, equivale à complexidade do Orixá Omulu, por ser o Orixá base para a atuação de todos os outros Orixás, assim como a terra é a base para a construção de toda edificação.

DOMINGO - OXALÁ: Dia consagrado ao astro rei: o sol, intimamente relacionado com as qualidades atribuídas ao Pai de todos nós, Pai Oxalá. O sol está ligado ao arquétipo de realeza, grandeza, luz, equilíbrio de todos os planetas e sustentação da vida, assim como Pai Oxalá representa o princípio e a razão de todas as coisas.

Como vimos acima, as cores, datas comemorativas e dias da semana consagrados aos sete Orixás básicos da Umbanda e adotados na Tenda de Umbanda Luz e Caridade, têm o respaldo de uma justificativa coerente e consciente e esperamos, de alguma forma, contribuir com o aprendizado dos que buscam aliar a fé e a razão aos conceitos e práticas umbandistas.

Ednay Melo


Leia também:
Astros, Mitologia Greco-Romana e os Orixás






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Como nos Beneficiar da Umbanda - Por Ednay Melo

Como nos Beneficiar da Umbanda - Por Ednay Melo



Como nos Beneficiar da Umbanda

Partindo da premissa de que só se podem obter os benefícios quando se sabe usar as ferramentas adequadas para todo e qualquer empreendimento, resolvemos escrever este texto sobre como nos beneficiar da nossa amada religião de Umbanda.

Em primeiro lugar, devemos estabelecer claramente para nós mesmos o que esperamos da religião. Resolver um problema mundano, por exemplo, adquirir um emprego, um amor, saúde ou resolver problemas familiares, requer acima de tudo o cumprimento da Lei de nosso Pai Maior que é a Lei do Merecimento. Mas que Lei é esta?

A Lei do Merecimento está ligada a Lei de Causa e Efeito, lei natural de que todo efeito tem uma causa, fato incontestável em todos os segmentos da ciência, filosofia e religião.

Partindo deste princípio, nada nem ninguém pode mudar uma situação que nós mesmos criamos. Só cabe a nós a mudança. Podemos nos perguntar: "Mas eu não criei a doença!" Sim tem casos em que se cria a doença. Nós criamos as doenças do nosso corpo através dos pensamentos e sentimentos, que geram as doenças chamadas psicossomáticas e exceto estas, as doenças são provocadas por ações indevidas ou pelo processo natural de desgaste orgânico, e se são naturais, são imprescindíveis.

A religião de Umbanda nos oferece meios para resolver os nossos problemas, mas não da forma a qual desejamos que é sempre a forma mais cômoda: ir ao terreiro e passivamente esperar os resultados. Devemos ter fé em Deus e em nós mesmos e estarmos dispostos à mudança, à reforma íntima. Com o coração puro e o sincero desejo de se melhorar os nossos Mentores e Guias com certeza mostrarão o caminho, auxiliarão no que for possível no universo mágico da Umbanda. E se o problema for cármico, que precisa ser vivenciado em respeito à Lei Maior, receberemos o conforto necessário para viver esta fase com paz e equilíbrio.

Ainda têm aquelas pessoas que querem resolver um problema de desmanche de magia negativa que supõem serem vítimas. Voltamos a salientar que tudo depende primeiramente de nós. Neste caso, reflitamos sobre os conceitos da ciência espírita e física: tudo é sintonia! Assim, não somos tão vítimas quanto pensamos e se está havendo influência negativa espiritual é porque existe algum pensamento ou atitude nossa que está abrindo a porta para este espírito menos esclarecido nos influenciar. Mas se temos consciência que tentamos nos melhorar sempre, cultivando as virtudes, o primeiro passo é não dar poder a esta influência negativa e através da nossa Umbanda iremos desmanchar a magia negativa com a magia do amor, auxiliando estes irmãos equivocados que se comprazem no mal e com isto sofrem, após este primeiro e fundamental procedimento, a Umbanda também se utiliza de elementos magísticos para promover o reequilíbrio das partes envolvidas neste processo.

E as pessoas que procuram a nossa Umbanda em busca de uma religião que lhes despertem o sagrado no íntimo do seu ser, que querem participar desta família para somar e dividir a luz e a caridade em prol da sua evolução espiritual, a estas pessoas sugerimos, primeiramente, que encontrem uma Casa cuja doutrina esteja próxima de suas convicções e princípios, nunca faça comparação entre uma e outra Casa, porque dentro da diversidade umbandista cada Casa tem sempre algo novo a nos oferecer e muitas vezes precisamos reformular conceitos aprendidos, enfim, precisamos "desapegar" para estar aberto ao novo. No mais, é ter paciência e aguardar a sua resposta vir naturalmente, com a nossa vivência em Terreiro podemos observar que os nossos próprios Guias nos sinalizam quando o caminho é o certo, podemos sentir uma enorme emoção aos primeiros contatos com este Terreiro, este sentimento surge em diversas pessoas bem-intencionadas, que têm a boa vontade de se dedicar à prática da caridade.

Esperamos que este texto possa trazer um pouco de esclarecimento e benefício às pessoas que procuram a nossa Umbanda para resolverem os seus problemas imediatos, e às pessoas que buscam nela o crescimento espiritual, lembrando que teremos um maior benefício dos ensinamentos quando o nosso coração estiver aberto para recebermos as mensagens dos nossos Guias, através da nossa própria consciência.

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 1 - Ednay Melo





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Astros, Mitologia Greco-Romana e os Orixás - Pesquisado por Ednay Melo


Acompanhe este breve ensaio sobre planeta regente do ano:

A determinação do Regente do Ano, segundo a tradição astrológica, tem como base um ciclo de 36 anos. A cada ciclo de 36 anos é atribuída uma regência planetária (Regente do Ciclo). Dentro deste ciclo existem ciclos menores anuais, que também possuem seus respectivos regentes (Regente do Ano).
Na atribuição dessas regências, são considerados apenas os astros antigos. Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.



Para saber o Regente do Ciclo e Regente do Ano desejado, consulte a tabela abaixo:
- Na primeira linha, em negrito, temos o ano em que se inicia o ciclo e o Regente do Ciclo

- Na coluna da esquerda veja o ano desejado, a direita o Regente do Ano.

Veja também qual era o Regente do Ciclo e o do Ano por ocasião de seu nascimento.


A  tabela mostra 4 ciclos maiores:

Marte (1909 a 1944), Lua (1945 a 1981), Sol (1981 a 2016), Saturno (2017 a 2052),

com os respectivos regentes de cada ano.


Ciclo de 
Marte
Ciclo da 
Lua
Ciclo do 
Sol
Ciclo de
 Saturno
Ano
Regente
Ano
Regente
Ano
Regente
Ano
Regente
1909
Marte
1945
Lua
1981
Sol
2017
Saturno
1910
Sol
1946
Saturno
1982
Vênus
1918
Júpiter
1911
Vênus
1947
Júpiter
1983
Mercúrio
2019
Marte
1912
Mercúrio
1948
Marte
1984
Lua
2020
Sol
1913
Lua
1949
Sol
1985
Saturno
2021
Vênus
1914
Saturno
1950
Vênus
1986
Júpiter
2022
Mercúrio
1915
Júpiter
1951
Mercúrio
1987
Marte
2023
Lua
1916
Marte
1952
Lua
1988
Sol
2024
Saturno
1917
Sol
1953
Saturno
1989
Vênus
2025
Júpiter
1918
Vênus
1954
Júpiter
1990
Mercúrio
2026
Marte
1919
Mercúrio
1955
Marte
1991
Lua
2027
Sol
1920
Lua
1956
Sol
1992
Saturno
2028
Vênus
1921
Saturno
1957
Vênus
1993
Júpiter
2029
Mercúrio
1922
Júpiter
1958
Mercúrio
1994
Marte
2030
Lua
1923
Marte
1959
Lua
1995
Sol
2031
Saturno
1924
Sol
1960
Saturno
1996
Vênus
2032
Júpiter
1925
Vênus
1961
Júpiter
1997
Mercúrio
2033
Marte
1926
Mercúrio
1961
Marte
1998
Lua
2034
Sol
1927
Lua
1963
Sol
1999
Saturno
2035
Vênus
1928
Saturno
1964
Vênus
2000
Júpiter
2036
Mercúrio
1929
Júpiter
1965
Mercúrio
2001
Marte
2037
Lua
1930
Marte
1966
Lua
2002
Sol
2038
Saturno
1931
Sol
1967
Saturno
2003
Vênus
2039
Júpiter
1932
Vênus
1968
Júpiter
2004
Mercúrio
2040
Marte
1933
Mercúrio
1969
Marte
2005
Lua
2041
Sol
1934
Lua
1970
Sol
2006
Saturno
2042
Vênus
1935
Saturno
1971
Vênus
2007
Júpiter
2043
Mercúrio
1936
Júpiter
1972
Mercúrio
2008
Marte
2044
Lua
1937
Marte
1973
Lua
2009
Sol
2045
Saturno
1938
Sol
1974
Saturno
2010
Vênus
2046
Júpiter
1939
Vênus
1975
Júpiter
2011
Mercúrio
2047
Marte
1940
Mercúrio
1976
Marte
2012
Lua
2048
Sol
1941
Lua
1977
Sol
2013
Saturno
2049
Vênus
1942
Saturno
1978
Vênus
2014
Júpiter
2050
Mercúrio
1943
Júpiter
1979
Mercúrio
2015
Marte
2051
Lua
1944
Marte
1980
Lua
2016
Sol
2052
Saturno

Acompanhe este breve ensaio sobre os planetas e os deuses da mitologia greco-romana:


"Na Antiguidade, as diferentes civilizações buscavam no céu explicações para as suas origens e procuravam conexões entre as milhares de estrelas para representar seus deuses e mitos. Assim como em uma grande tela, imaginava-se que as estrelas eram pontos que, conectados uns aos outros, formavam desenhos – as constelações.

Naquela época, havia a noção de que o céu era imutável, já que as estrelas aparentemente não mudam de posição entre si – hoje se sabe que as estrelas fazem uma trajetória ao redor da galáxia. Entretanto, percebiam-se entre as estrelas alguns objetos brilhantes mudando constantemente de posição em relação a elas.
Esses pontos luminosos (cinco, no total) foram identificados há cerca de 5 mil anos pelos mesopotâmios (povo que vivia onde atualmente está o Iraque) e denominados planetas, palavra de origem grega que quer dizer ‘corpo errante’. O Sol e a Lua também eram considerados planetas, uma vez que modificavam suas posições em relação às constelações.
Em homenagem a esses corpos celestes, os mesopotâmios criaram a semana com sete dias e consagraram cada dia a um planeta
Em homenagem a esses corpos celestes, os mesopotâmios criaram a semana com sete dias e consagraram cada dia a um planeta. Em muitos idiomas ainda é possível perceber essa associação. Por exemplo: segunda-feira em inglês é Monday (algo como ‘dia da Lua’), em espanhol é lunes e em italiano é lunedi.
Os povos antigos identificavam os planetas como divindades. Por isso, deram a esses astros os nomes de deuses da mitologia greco-romana.
Ao planeta que se desloca mais rapidamente no céu foi atribuído o nome do deus romano Mercúrio (Hermes, na mitologia grega), que era o mensageiro dos deuses. Mercúrio retorna à mesma posição no céu em apenas 88 dias. O planeta mais brilhante e bonito de se observar recebeu o nome da deusa da beleza, Vênus (Afrodite, para os gregos).
O planeta vermelho, que nos lembra sangue, foi batizado com o nome do deus da guerra, Marte (Ares, para os gregos). Para o brilhante planeta que se move lentamente, com imponência e majestade, foi dado o nome de Júpiter (Zeus, para os gregos), o rei dos deuses. Finalmente, o planeta que se move mais devagar, gastando quase 30 anos para voltar ao mesmo lugar no céu, como se fosse muito velho, foi chamado de Saturno (Chronos, para os gregos), considerado a personificação do tempo." (Texto Adilson de Oliveira - Departamento de Física da Universidade Federal de São Carlos)

OS SETE ASTROS PRIMORDIAIS



Os sete astros regentes do Zodíaco são o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. São os astros primordiais que compõem a hierarquia celeste do Zodíaco, tal como a concebeu o homem da Antiguidade, segundo um princípio sutil e coerente, uma interpretação da composição do universo que, naqueles tempos, poderíamos chamar científica. Devem ser considerados primordiais visto serem os elementos constitutivos essenciais, os mecanismos fundamentais do Zodíaco.

OS SETE ORIXÁS BÁSICOS:

IANSÃ - OXUM - IEMANJÁ - XANGÔ - OGUM - OMULU - OXOSSI



Acompanhe a relação dos astros - mitologia greco-romana e os Orixás na tabela abaixo:


ASTRO
DIA DA SEMANA
CARACTERÍSTICAS
DEUS/DEUSA NA MITOLOGIA
ORIXÁS CORRESPONDENTES
Mercúrio
Quarta-feira
Planeta mais rápido - completa uma revolução em 88 dias. Questões relativas ao comércio, negócios, astúcia, comunicação, mente racional, destreza, racionalização, palavra escrita e falada e toda capacidade de receber ou transmitir informação, opiniões, críticas;

Mercúrio para os Romanos e Hermes para os Gregos.
Iansã
Vênus
Sexta-feira
É o objeto mais brilhante no ceú noturno depois da Lua
- bela aparência no céu. Questões relativas ao amor, afeto, sensualidade, prazer, relacionamento, bens e valores, beleza, harmonia, arte, feminino em geral;

Vênus deusa romana do Amor e da Beleza. Afrodite para os gregos.
Oxum
Marte
Terça-feira
Sua cor vermelha era associada pelas antigas civilizações com o sangue das batalhas. Questões relativas à luta, competição, liderança, coragem, combatividade, guerras, auto-afirmação, auto-motivação, busca da identidade, conquistas, iniciativa, independência, espontaneidade, vitalidade física, força, energia masculina em geral;

Marte para os romanos e Ares para os gregos.
Deus romano da guerra.
Ogum
Júpiter
Quinta-feira
É o maior de todos os planetas em tamanho, em massa.  Questões relativas à expansão, crescimento, mente superior, fé, espiritualidade, otimismo, entusiasmo, moralidade, prosperidade, educação superior, contato com outras culturas, valores morais e éticos, filosofia, aspirações, esportes, grandes negócios, leis;

Júpiter para os romanos e
Zeus para os gregos, que na mitologia grega é o deus dos céus e do trovão.
A influência de júpiter também favorece a expansão do conhecimento, prosperidade e fartura.
Xangô e Oxossi
Saturno
Sábado
Saturno é um planeta lento, e demora cerca de 29 anos para completar um ciclo completo em volta do Sol.
Questões relativas às estruturas, hierarquias, responsabilidade, seriedade, perseverança, concentração, esforço, estratégia, estruturação, competência, busca da estabilidade, durabilidade, compromisso, respeito às leis, estabelecimento de limites;
Saturno lembra-nos das nossas fronteiras, as nossas responsabilidades, e os nossos compromissos. Traz a definição das nossas vidas.
Saturno, deus romano do cultivo e agricultura. Chronos para os gregos.

Omulu 
Lua
Segunda-feira
Questões relativas ao emocional, sentimentos, receptividade, passado, família, mulher, povo, nossa capacidade de sentir, de nos sensibilizarmos ao meio ambiente, o que alimenta tanto física como psiquicamente;

Diana para os romanos, deusa que refere-se à Grande Mãe. Selene para os gregos.
Iemanjá
Sol
Domingo
Astro rei. O sol está ligado ao arquétipo de realeza, grandeza, luz,   equilíbrio de todos os planetas e sustentação da vida. Questões relativas à inteligência, grandes lideranças, ego, auto-afirmação, vitalidade, tomada de consciência, criatividade, auto-expressão.

Hélio para os gregos e Apolo para os romanos.
Pai Oxalá



Ednay Melo
Fontes de Pesquisa:
http://www.oocities.org
http://cienciahoje.uol.com.br
https://parana-online.com.br
http://br.syvum.com
http://mapaastral.org/



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