22/02/2019

Refletindo a Umbanda dos dias Atuais

Venho de uma Época onde poucos se atreviam a fazer Umbanda... Tudo era oculto, de acesso reservado e restrito. Para os novos adeptos da religião, o primeiro passo era plantar a semente, fortalecer isso tudo com adubo para então finalmente se criar uma coisa chamada Raiz... Ao dirigir-se aos mais experientes o primeiro mandamento era o respeito, ao dirigir-se ao sacerdote a bênção tornara-se obrigatória. Orixá, Exu, Pomba Gira era uma intimidade do médium que ia crescendo conforme o tempo ia passando... Trabalhei 05 anos com Pai Ogum para então na minha concentração descobrir seu nome (7 Ondas). Passei outros 30 anos estudando e me concentrando ao extremo para entender a essência e magia de uma religião chamada de Umbanda. Continuo na certeza que pouco sei e que tenho muito a aprender.

Então me reporto aos dias atuais, onde de forma escancarada a figura de Exu é revelada como se Ele mesmo fosse um ser desse mundo... Entidades que acabam de incorporar e conhecer seu Médium e estão preocupadas com seu chapéu, marca de charuto, cor de capa.

Num mundo globalizado e cheio de hipocrisia vejo a magia de Umbanda se perder em frases de efeito chulas e atrevidas tais como: *Quem me protege não dorme*, filho de Xangô não cai ou Aqui o joelho não se dobra... 

Sofremos nossa derrota quando nos sentimos auto suficientes, ou quando nossa vaidade e ego estão acima das lições de um Preto Velho... 

Vejo postagens de Exus, Preto velhos, caboclos mas quase não encontro alguém efetivamente de joelhos pedindo perdão ou a bênção ao Pai... 

É preciso dar o toque de recolher... É necessário cessar a falta de respeito com seu guia e com seu Orixá... Chegou a hora de fazer de sua fé o seu altar, do seu respeito o seu chão e do seu crescimento a intimidade com o seu guia.

O Altar devolve pra gente o que dedicamos a Ele de coração.

Não permita que seu Ego seja maior que a luz do seu Orixá

É preciso refletir.

Pai Rogério



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