Trabalhar em uma casa de axé requer, acima de tudo, desprendimento de si mesmo. É aprender a colocar o outro antes do próprio ego, servindo com sinceridade. Se houver merecimento de ganhos pessoais, eles virão como consequência do bem praticado, e não como objetivo do trabalho.
Trabalhar em uma casa de axé requer humildade para reconhecer os seus erros, aceitar orientações e compreender que todos estão em processo de aprendizado. Requer respeito aos mais velhos, à hierarquia e às regras da casa. Sem humildade, o filho não cresce espiritualmente, pois a soberba fecha os caminhos do entendimento e da evolução.
Trabalhar em uma casa de axé exige comprometimento. Não é apenas estar presente quando convém ou quando se sente bem, mas honrar os seus compromissos com a casa e com os seus guias espirituais. É ter responsabilidade com horários, funções e tarefas, sabendo que o trabalho não é individual, mas coletivo. Quando um falha, muitos são prejudicados, pois o equilíbrio da corrente depende da dedicação de cada um.
Entendam que uma casa de axé não é balcão de negócios nem espaço para vaidades ou disputas. É um local sagrado, firmado na fé e na caridade, que merece respeito. Uma casa bem conduzida na terra é melhor conduzida pela espiritualidade. Por isso, pensem e observem bem antes de ingressar em uma casa de axé, para que a escolha seja consciente e verdadeira.
Mestre Malunguinho.
Mensagem proferida em gira pública na Tulca, canalizada por Mãe Ednay, em 31/01/2026.
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