Sair de um terreiro não é apenas “ir embora”, é um processo espiritual que exige responsabilidade, consciência e respeito.
Muitos médiuns, ao saírem principalmente em conflito, começam a enfrentar dificuldades e associam isso a “demanda” ou vingança do terreiro. Porém, nem sempre é isso. Muitas vezes, trata-se das próprias atitudes, das leis espirituais (como afinidade e ação e reação) e das brechas emocionais que se abrem quando há mágoa, orgulho ou falta de diálogo.
Existem diversos motivos para sair: conflitos, falta de tempo, questões pessoais, saúde, trabalho ou até perda de afinidade. O problema não é sair, é como se sai. Quando a saída acontece em desarmonia, o médium pode se afastar da disciplina, da proteção da corrente e se tornar mais vulnerável espiritualmente e emocionalmente.
Por outro lado, sair com consciência, gratidão e humildade mantém a vibração elevada e o amparo espiritual. Nem todo terreiro é o lugar certo para todos, e o livre-arbítrio deve ser respeitado, mas toda escolha traz consequências.
Antes de julgar ou culpar, é preciso refletir, dialogar e entender o próprio papel na situação.
Saia em paz, com respeito e gratidão. Assim, o caminho continua aberto e protegido.
Por Mãe Ednay

Nenhum comentário:
Postar um comentário