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Mostrando postagens de Novembro, 2012

O Grande Caldeirão da Umbanda

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É provável que todos já tenham ouvido a expressão: "O Brasil é um grande caldeirão". Talvez não tenhamos o mesmo requinte da culinária francesa, bastante tradicional, nem da japonesa, adaptada às suas condições regionais, mas no nosso "caldeirão" cabe uma grande feijoada, onde diversos elementos se misturam, ganhando um sabor especial - a digestão (entenda-se compreensão) desse prato pode ser um pouco pesada às vezes, mas certamente é apaixonante e paradoxalmente original ao mesmo tempo em que é universalista. No Brasil as coisas misturam-se tanto, que é possível estudar a culinária, a formação étnica e cultural, ao mesmo tempo em que tentamos entender a sua religiosidade. É um país onde as mais diversas denominações religiosas - desde a católica até a judaica - convivem numa paz quase absoluta. E curiosamente, a população, das mais variadas religiões existentes aqui acabam convergindo para um ponto: as crenças populares. Benzedeiras, mandingas, simpatias e patuás …

O Cristão e o Enfrentamento do Mundo

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Se o mundo nos odeia, sabei
Que, primeiro do que a vós
Outros, me odiou a mim.
Jesus (Jo. 15:18)


Mesmo entre os adeptos das inumeráveis crenças religiosas, são encontrados os irmãos que se lamentam em demasia.
Parece que se acostumaram a afivelar ao rosto máscaras de padecimentos e de infelicidades crônicos, sem as quais estariam muito deslocados no meio social de que fazem parte.
Lamentável é percebermos que, sendo a mensagem do Evangelho enunciada como de alegria e de esperança, haja um número tão expressivo de almas que fixaram em seus caracteres a morbidez que velhas e infelizes lideranças lhes impuseram ao apresentar os pontos e normas das respectivas crenças.
Muita gente guarda a ilusão de que o fato de estar inscrita em dada agremiação de fé religiosa seria o suficiente para se ver livre de enfermidades, das lutas da vida e dos infortúnios diversos que caracterizam a marcha planetária.
Em chegando ao mundo terrestre, todo e qualquer espírito, desde os mais simplórios aos mais bem …

Os Elementais

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Para o célebre alquimista medieval Paracelso, da mesma maneira que a natureza  visível é habitada por um número infinito de seres, a contraparte invisível e espiritual  da natureza é habitada por um a hoste de seres peculiares - aos quais ele deu o nome  de elementais e que posteriormente foram chamados espíritos da natureza. 
Paracelso dividiu essa população dos elementos em quatro grupos distintos: gnomos  (habitantes do aspecto energético da terra), ondinas (habitantes do aspecto energético  da água), silfos (habitantes do ar) e salamandras (do fogo). Ele afirmava que eram  criaturas realmente vivas, muito semelhantes ao ser humano na forma, e que  habitavam seus próprios mundos, invisíveis para nós porque os sentidos  subdesenvolvidos, degenerados, dos homens eram incapazes de funcionar para além  das limitações dos elementos mais densos. 
De acordo com Paracelso, os elementais não seriam nem criaturas espirituais nem  materiais, embora compostos de uma substância que pode ser chamada de Éter…