22 de outubro de 2012

Textual description of firstImageUrl

Datas Festivas, Sincretismos e Saudações na Umbanda


Datas Festivas, Sincretismos e Saudações na Umbanda

Oxalá 
25 de dezembro
Sincretismo: Jesus Cristo
Saudação: Epa Babá! ("Salve a honrosa presença do Pai")

Omulu 
16 de agosto
Sincretismo: São Roque
Saudação: Atotô! ("Silêncio! O senhor está em terra!")

Oxossi 
20 de janeiro
Sincretismo: São Sebastião
Okê arô! ("Salve o brado do caboclo!")

Oxum 
16 de julho 
Sincretismo: Nossa Senhora do Carmo 
Saudação: Orayeyêo! ("Salve benevolente mãezinha!")

Ogum 
23 de abril 
Sincretismo: São Jorge 
Pata kori Ogum, ou ainda, Ogunhê! ("Salve o supremo da minha cabeça!")

Iemanjá 
08 de dezembro 
Sincretismo: Nossa Senhora da Conceição 
Saudação: Odôyá / Odôfiaba / Odôcy Yabá ("Salve a grande mãe!")

Xangô 
24 de junho 
Sincretismo: São João 
Saudação: Kawô Kabiesilê! ("Salve o Rei! Sr. de Oyó!")

Iansã 
04 de dezembro 
Sincretismo: Santa Bárbara 
Saudação: Eparrey ("Aquela que corta com o raio!")

Ibeji 
Dia 27 de setembro 
Sincretismo: São Cosme e Damião 
Saudação: Oni Beijada, ou ainda, Beji, Beijada! 
Ele é dois! 

Nanã 
26 de julho 
Sincretismo: Santa Ana 
Saudação: Saluba Nanã! ("Salve a soberana das águas!")

Preto Velho 
13 de maio 
Não há sincretismo. 
Saudação: Adorei as Almas! 

Caboclo 
20 de janeiro (dia de Oxossi) 
Não há sincretismo 
Saudação: Okê, Caboclo! 
"Salve o Caboclo" 

Exu 
24 de agosto 
Não há sincretismo 
Saudação: Laroyê Exu, ou ainda, Exu é mojubá! 
"Meu respeito ao Grande Mensageiro!" 

Ciganos 
24 de maio 
Não há sincretismo 
Saudação: Arriba (acima) e optchá (salve)


Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca


Leia mais

18 de outubro de 2012

Textual description of firstImageUrl

O Médium Folgado


O Médium Folgado

Médium folgado aparece de vez em quando.


É o último a chegar e o primeiro a ir embora. Sempre com uma boa desculpa na ponta da língua. Chega no templo, troca de roupa, põe a fofoca em dia e vai para corrente.

Corpo físico e vaidade presentes, espírito e caridade ausentes.

Bate a cabeça diante do congá, mas a sua cabeça está em outro lugar... repete mecanicamente os pontos cantados feito robô ou papagaio, sem sentir a emoção sagrada que abre os portais do coração para as dimensões superiores da vida.

Durante os trabalhos, confunde as sábias intuições do Guia (que por um extremo de compaixão AINDA o acompanha, sabe Deus até quando...) com o lixo venenoso de seu subconsciente.

Resultado:
Passes energéticos precários, consultas e conselhos estúpidos... coitados dos consulentes!

Trabalho extra para os trabalhadores invisíveis da casa. Coitados também dos outros médiuns, esses sérios e responsáveis, que são obrigados a triplicar sua doação de energia na sustentação da corrente para compensar a negligência do médium folgado, insensato e leviano.

Terminada a sessão de atendimento, lá vai o médium para o vestiário se trocar rapidinho.

Varrer o chão do terreiro? Tirar o lixo dos banheiros? Ajudar os demais companheiros? Acertar as mensalidades em atraso?

Que nada! " Tem um montão de médium aí à toa para cuidar disso. Melhor sair de fininho, pois tenho outro compromisso!".

Ao sair para rua, sente uma coisa estranha: um peso desagradável nos ombros acompanhado de súbita confusão mental, uma sensação de vazio interior indefinível... lá vai o médium folgado arrastando atrás de si feito um imã humano vários " kiumbas folgados" barrados na triagem vibratória feita pelos guardiões astrais na "porteira" do templo.

Todos eles pegando carona em seu campo áurico totalmente desequilibrado e "folgado".

"Punição divina?" "Castigo de Orixá?"

Bobagem, meus caros!

É apenas aplicação pura e simples da Lei. Neste caso, a Lei das afinidades. Ao contrário do "médium folgado" e seus colegas astrais igualmente folgados, a Lei não folga.

A Lei não dorme. "Cada um recebe o que merece. E merece o que recebe"...

Não está longe o dia em que o médium folgado sairá deste templo de Umbanda falando mal de seu dirigente, do corpo mediúnico, dos consulentes, dos guias e protetores que lhe deram amorosa acolhida e oportunidade de serviço regenerador... ele logo partirá em busca de outro lugar, crença ou distração que lhe forneça apenas os benefícios passageiros do "entretenimento" em vez dos benefícios permanentes do "comprometimento".

Mensagem do Sr. Exú Marabô recebida pelo médium Vanderlei Alves




Leia mais

17 de outubro de 2012

Textual description of firstImageUrl

Cristais

Os Orixás e os Cristais

Sabemos da importância dos elementos da natureza para trazer a energia de um Orixá até nós. Cultuar um Orixá é estar em contato com a própria natureza e reverenciá-la. Um dos elementos que podemos utilizar para atrairmos determinadas energias, ou padrões vibratórios específicos de cada Orixá, são os Cristais.

Sua vibração possui freqüência magnética e também um eixo energético, capaz de atrair, canalizar energias e concentrá-las. Cada pedra possui uma ligação vibratória com cada um destes campos. Um cristal é capaz de atuar em várias dimensões de existência, a cada um de nossos amados Orixás.

Como se pudéssemos trazer para junto de nós um canal da energia de Ogum, outro da energia de Iansã, e assim por diante, através de uma pedra. Portanto, os Cristais são pequenos presentes que recebemos da Mãe Natureza, que nos ensinam, nos acolhem e nos direcionam. Muito se avançou nos estudos destes elementos, que sempre foram parte integrante de vários sistemas religiosos em todos os tempos. Mas desde as pesquisas dos alquimistas, na Idade Média, foi possível começar a comprovar cientificamente a eficácia energética de sua atuação. E não se parou desde então, as comprovações daquilo que nossos Caboclos e Pretos Velhos já falam há muito. Seu efeito terapêutico navega por várias nuanças dos efeitos físicos do desequilíbrio energético.

Tratamos com Cristais não só o corpo físico, mas também todas as camadas áuricas, e principalmente os Chakras e o fluxo energético do corpo que corre entre eles. São 7 Chakras principais e muitos outros periféricos, que quando em desequilíbrio, podem ser a razão dos mais diversos problemas físicos, mentais, emocionais e espirituais. Mas temos muito mais a descobrir.

Na Umbanda, as entidades que dominam este conhecimento, podem trazer uma infinidade de informações, tanto no aspecto da cura, como a Atuação Mágica destes elementos tão vitais. Um Cristal é capaz de canalizar, conter, expandir a Luz Espiritual. Suas aplicações são infinitas .



Utilizamos para: 





Magnetita

Orixá Ogum – Utilizamos os metais ou pedras metálicas para defesa como: Magnetita, Hematita. Já para o outro papel que Ogum exerce que é o direcionamento, podemos utilizar a Sodalita, que contém em si este potencial.






Orixá Oxossi – Utilizamos as pedras verdes, mas em especial a Esmeralda, podemos usar o Quartzo Verde ou Amazonita, a que possui todos os poderes que abrangem a fartura, o equilíbrio mental e de consciência, a constância e o trabalho, mas principalmente a magia.

Já para Odé, energia que precedeu Oxossi no Panteão, podemos utilizar o Lápis Lázuli ou a Safira azul, ambas trabalham a abertura mental e a conexão espiritual. 







Quartzo Rosa

Orixá Oxum - A energia da riqueza pode ser canalizada através da Pirita e do Citrino, já a energia do Amor pode ser canalizada pelo Quartzo Rosa, Rodocrasita e também a




Lepdolita. 



Metal Cobre em Artefatos
Orixá Iansã – Para esta energia utilizamos o Metal Cobre em artefatos, ou podemos nos beneficiar também da energia do Citrino





Jaspe Marrom

Orixá Xangô – Utilizamos a energia do Rubi , que é entre outras coisas, canal da Justiça Divina. Podemos usar o Jaspe Marrom ou Mogno.









Ametista

Orixá Obaluayê – Poderosas energias de cura possuem as Ametistas, inclusive para tratar problemas de pele. O Quartzo Fumê também pode ser usado.









Água Marinha
Orixá Iemanjá – Podemos utilizar a sua principal pedra que é a Água Marinha, pois sua atuação é muito intensa, trazendo calma, paz interior, aproximando as entidades protetoras e limpando o emocional, o mental e o físico de energias nocivas. Mas a nobre pedra de Iemanjá é a Safira.








Cristal Branco


Orixá Oxalá – A Oxalá pertencem as pedras brancas, mas em especial o Cristal Branco que simboliza a Fé, a Harmonia, a Purificação.




Orixá Ossain – Também utilizamos para Ossain a Esmeralda, principalmente lapidada em forma de tartaruga.

Orixá Oiá – Para ela utilizamos o Quartzo Rutilado, Traz estabilidade.


Desenvolve o centro de energia no qual é usado.

Orixá Oxumaré – Para canalizar a sua energia a Fluorita, deve ser empregada.

Para Oba - a Senhora da terra, vamos usar a Madeira Petrificada. A pedra da transformação.

Orixá Egunitá - a forca da energia da Ágata de Fogo para envolver as forcas dessas radiação.

Para Nanã Buruquê - A Ametista por ser uma pedra de sabedoria e compreensão e que oferece confiança e paz . Transporta a energia transmutadora do raio violeta.








Ônix

Orixá Omulú – Para canalizar sua energia usamos Ônix ou Obsidiana, para favorecer a luz a tudo o que está no meio da escuridão.








Turmalina Preta

Exu – Em geral as pedras pretas, que possuem a capacidade de lidar com energias mais densas e pesadas. A Turmalina Preta é capaz de Transformar a energia negativa e dissolvê-la, nem que para isso ela se desfaça e vire pó. Sinal que cumpriu sua missão.





Os Elementais e os Cristais


Você tem cristais? Você sabia que seus cristais têm elementais aí mesmo dentro de sua casa? O que são elementais? São seres construtores da natureza e onde quer que seja, linda e exuberante natureza, eles estarão lá!

Esses seres são os responsáveis pela “vida”, pela “renovação”, pela “construção” de tudo o que há na natureza, portanto, estão ligados à energia dos cristais também. Embora muitos acreditem que apenas os gnomos, por serem os elementais da terra, têm a ver com os cristais, isto não é bem a verdade... Temos cristais ligados a todas as esferas elementais, pois eles também se conectam aos elementos, ou seja, trazem a energia dos elementos. Embora sejam variações das dimensões cristalinas, estes elementais se apresentam com suas formas originais, mesclados com seu poder cristalino.





Salamandra


Poderia dizer que as Pedras Vermelhas e Vermelho-escuro meio amarronzado, por exemplo, estão ligadas aos elementais do FOGO, as Salamandras. Elas possuem uma energia ligada à transmutação de padrões negativos que se opõem ao fogo da vida, podendo assim fazer bem a parte de energização, vitalidade, coragem, decisão.



Ondinas



As Pedras Azuis, principalmente as que possuem transparência, estão ligadas à energia do elemento ÁGUA e, portanto, aos seus elementais Ondinas, que são capazes de trazer leveza, acalmar, aliviar dores dalma e trabalhar a energia da fertilidade e fecundação. Também pertencem a esta energia as Pedras Multicoloridas que refletem cores como a Labradorita, por exemplo, e também as Amarelo mais claro.







Silfos

As Pedras Lilás bem claro e as Pedras Brancas são ligadas ao elemento AR, capazes de nos remeter às mais elevadas esferas da espiritualidade, de maneira muito sutil e calma. Os elementais ligados a elas são os Silfos, Fadas, Ninfas e também os Anjos. Trazem a paz interior, a calma, a certeza inabalável da continuidade através da eternidade, da fé.





Gnomo

Na energia da TERRA temos os Gnomos, trabalhando intensamente pela flora. As Pedras Verdes, as Pretas, as Roxas, as Índigo e as Amarelas são a morada dos Gnomos nos cristais. Temos nas verdes a ação equilibradora, criativa que traz a saúde. Nas pretas temos as transformações de energias pesadas e densas. Nas Roxas, transformações profundas. Nas pedras Índigo, direcionamento mental, introspecção. Nas Amarelas, criatividade, prosperidade, expansão e crescimento.

Os Cristais Fanton possuem cidades ou comunidades de elementais que podem ser de elementos múltiplos. São capazes de realizar grandes energizações ou mesmo ajudar pessoas a se recuperarem de prolongados períodos de doenças.

Agora que você sabe disso, não maltrate sua pedra colocando-a no fogo, por exemplo, ou em banhos fervidos, lembre-se que o estado natural de uma pedra é à temperatura ambiente. Não faça rituais que envolvam a queima de cristais ou de qualquer outro tipo de pedra, pois você atua principalmente sobre os elementais, prejudicando-os. Cuidar bem de um cristal é cuidar bem do canal da energia que pode trazer muito benefício em sua vida, portanto, lembre-se que mais do que uma simples “pedrinha”, um cristal é a morada dos elementais.

Por Angelica Lisanty



Leia mais

15 de outubro de 2012

Textual description of firstImageUrl

O Mito: Homem e Entidade Feminina


O Mito: Homem e Entidade Feminina


Um dos grandes mitos dentro de nossa religião é que homem “não pode“ incorporar entidades femininas. Este é o conceito ultrapassado de uma visão machista e, infelizmente, nos dias de hoje alguns terreiros ainda tem essa visão.

Alguns, dos mais antigos, que ainda estão dentro do meio religioso e não acompanharam o processo de evolução cultural da religião, dirão: “é, realmente não podemos”; outros que estão de fora podem até dizer: “nossa, nunca ouvi falar nisso”; e os mais esclarecidos com certeza dirão: “que absurdo, não tem problema algum”. Com a opinião deste último grupo, acabamos de gerar um certo desconforto ou até mesmo uma briga, dependendo da estrutura em que o terreiro foi criado.


Vamos fazer uma pausa e inverter nosso cenário. Será que uma mulher não pode receber ou incorporar uma entidade de potencialidade masculina? Seguindo o raciocínio, será que ela não sofreria as mesmas “consequências”/ “ações” ou então a mesma “mudança” do homem?


Então uma mulher jamais poderá receber, por exemplo, um Exu? A mulher que receber Exu perderá a sua feminilidade? NÃO, CLARO QUE NÃO!

Por que a mulher pode incorporar um Exu e um homem não pode incorporar uma Pombagira ou qualquer força de potencialidade feminina?

Estamos falando de uma força, de uma potência, de uma estrutura energética que vem ajudar, agregar, ceder um potencial energético para realizações e não para trabalhar as SUAS escolhas ou opções sexuais. Não podemos confundir esta potencialidade energética com a nossa estrutura humana, com os nossos desejos ou vontades (carnais/materiais).

Quantas mulheres nós vemos nos terreiros recebendo Exu, Caboclo, Preto velho, etc, e quando terminam o seu trabalho “retomam seu corpo”, e continuam sendo a mesma pessoa de antes do início do trabalho espiritual? Elas continuam sendo a mesma mãe, esposa, tia, avó, etc., inúmeros são os casos que vemos nos terreiros.

AGORA, POR QUE COM O HOMEM SERIA DIFERENTE?

Se um homem receber uma Pombagira, uma Preta Velha, uma Cabocla, etc, ele deixará de ser o homem que sempre foi? NÃO, mil vezes NÃO! Essa é uma visão machista, recheada de falta de conhecimento.

Vivemos numa sociedade onde a figura do Homem é a aparência braba, semblante rude, gestos quadrados, cujas manifestações devem ser de pura brutalidade. ai, se essa figura apresenta uma manifestação mais “delicada” com gestos e, em alguns casos, formas mais “sutis”, recebe um rótulo pejorativo num pré-julgamento baseado simplesmente em sua apresentação, ou pela manifestação da força desta entidade feminina.

Agora, os memsos que acusam, apontam, criticam, ficam dando risadinhas, são os mesmos que quando chegam a casa, sentem-se o “dono do mundo”, onde podem tudo, em alguns casos inclusive, chegar em casa bêbados, maltratar mulher e filhos, achar que tem o direito ou até mesmo o dever de ter várias mulheres. Em resumo, são os chamados de “machões” dentro da sociedade, sentido-se o “dono” ou o “senhor da força”.

Pergunte para a sua Pombagira quem são os machões para ela? Com certeza uma terá resposta muito parecida com esta:

“Os machões para nós? São aqueles que tem a valentia de dizer a verdade sempre, de olhar dentro dos nossos olhos e assumir quem somos e como somos, de aceitar nossos defeitos e parabenizar nossas qualidades, nos dar condições e permissões para executarmos nosso trabalho da melhor forma possível. Estes são os verdadeiros machões para nós, em resumo, aqueles que nos respeitam”.

Após considerar tudo isso que foi dito aqui, permita-se a partir de agora, a pelo menos uma vez, dar passagem em sua vida às forças das entidades femininas SEM MEDO ou PRECONCEITO.

Deixe que a força das Entidades de Magnetismo feminino percorra sua aura, seu envoltório espiritual e até mesmo carnal. Deixe que a leveza, a serenidade e a doçura façam parte de você. Sinta as sensações desta força, veja o quanto poderá ser beneficiado, muitas vezes pela paz, pela serenidade, pelo desejo (de vencer, crescer, progredir, erguer-se, etc.), pois todos estes sentimentos são característicos daquelas que estão ao nosso lado.

Se fomos gerados e concebidos por mulheres, por que rejeitamos a nossa geração?

Na próxima manifestação de Pombagira, Preta Velha, Cabocla, Baiana, Mães Orixás, etc., permita que esta força passe por seu corpo e você verá que viveu um bom tempo de sua vida rejeitando 50% de uma potência espiritual.

Usamos apenas o que chamamos de “Força”, mas nem tudo é conquistado assim, há muitas conquistas que só conseguimos alcançar usando o “Jeitinho”.

Se antes você se sentia incompleto e não sabia por que, após estas incorporações e manifestações entenderá o que estava lhe faltando. Porém, a partir daí você estará trabalhando com 100% de um potência espiritual, e somará à “Força” que a estrutura mascunia carrega, a “Vontade”, e o “Desejo”, que a força feminina tem, fazendo assim acontecer e realizar as coisas em suas vidas.

Lembre-se que o único ser capaz de conceber ou gerar é do sexo feminino. Ao rejeitar esta força em sua vida estará rejeitando as possibilidades de “Geração” de tudo que lhe cerca.

Nem tudo em nossas vidas é conquistado na base da “Força” ou da “Brutalidade” (característica passada ao longo do tempo para o sexo masculino), às vezes um pouco da “doçura feminina” ou o famoso “Jeitinho”, serão capazes de lhe dar maiores resultados e conquistas.

Danilo Lopes





Leia mais

10 de outubro de 2012

Textual description of firstImageUrl

Obsessão


Obsessão


Obsessão: A dupla face de um flagelo

A patologia espiritual induzida pelos seres desencarnados recebe, no Espiritismo, a denominação generalizada de obsessão.

Allan Kardec, analisando-a na prática, identificou a verdadeira causa do mal e descreveu os mecanismos sutis da ação deletéria patrocinada pelo obsessor. Apesar da expressiva sintomatologia de alguns casos, para surpresa de muitos, a enfermidade não decorre da ação patogênica de nenhum vírus desconhecido, mas de um agente etiológico jamais imaginado pela Ciência, embora, largamente disseminado na crosta planetária, - o próprio homem - . Este agente é sem dúvida, um vetor de reconhecida virulência e de comportamento mutável, por ser dotado de inteligência, sentimento e vontade própria, o que lhe confere, em última análise, ampla possibilidade de ação para o bem e para o mal.

Aproveitando-se do estado de invisibilidade, o espírito desencarnado menos esclarecido, exerce a sua ação deletéria, manipulando energias fluídicas de teor densificado, extremamente prejudiciais àqueles a quem jurou vingança.

A obsessão espiritual, quando visualizada pela ótica espírita, se constitui em um dos mais antigos flagelos da humanidade, prolongando-se pelos raios de ação. Investigando-se a causa do mal, chegou-se a uma interessante conclusão: o problema é de natureza moral e engloba, na maioria das vezes, a participação culposa de ambos os personagens enredados na inditosa trama.


Vige no contexto doutrinário a seguinte postura filosófica: enquanto o homem alimentar sentimentos de ambição, ódio e vingança, a obsessáo espiritual existirá por muito tempo ainda.


Os vínculos de sintonia entre a vítima e o agressor se estreitam, na proporção direta do envolvimento emocional entre as partes, já que as deficiências morais, quase sempre, estão presentes, bilateralmente, levando-se em conta que a vítima de hoje foi o algoz do pretérito. Por isso, a consideramos um flagelo de face dupla, identificado pela semelhança de malefícios.


A dívida moral é considerada o mais importante fator predisponente da obsessão, por conta das brechas cármicas que se desenvolvem a partir da consciência culpada. Além do mais, o mal praticado contra o semelhante não só extingue junto com a dor da vítima; ele permanece vibrando em torno da psicosfera individual, constituindo-se uma espécie de morbo fluídico que, aos poucos, se enraiza na tela eletromagnética do perispírito, originando focos de baixa resistência espiritual, por onde os obsessores costumam injetar, com facilidade, os seus fluidos deletérios. Por isso, é uma ilusão pensar-se que o mal feito às escondidas, por não contar com testemunhas, nos isente dos processos retificadores.


O mecanismo psíquico, no seu complexo dinamismo, registra, na intimidade da tela consciencial, toda atitude contrária às Leis Morais da Vida, nos expondo às exigências do Princípio da Ação e Reaçao. O ato obsessivo é uma contingência decorrente da própria miséria humana, a qual predispõe o infrator ao assédio espiritual dos inimigos e vítimas de outrora. Por isso, quando em reunião específica de desobsessão, escutamos esses pobres espíritos, tão vingativos, clamarem por justiça, imaginamos o quanto de ódio lhes oblitera o raciocínio, a ponto de não se aperceberem tanto ou mais comprometidos que as suas pretensas vítimas.


A obsessão é constrangimento fluídico a comprometer o patrimônio mento-afetivo ou orgânico da criatura enfraquecido em suas defesas espirituais e, por isso mesmo, tão necessitada quanto o próprio obsessor, da terapêutica do perdão, única alternativa de cura definitiva para ambos.


Subjugação


Manoel Philomeno de Miranda (espírito)


Etapa grave no curso das obsessões, caracterizada pela perda do discernimento e da emoção, o estágio da subjugação representa o clímax do processo ultriz que o adversário desencarnado impõe à sua vítima, em torpe tentativa de aniquilar-lhe a existência física.


A perfeita afinidade moral entre aqueles que experimentam a pugna infeliz, traduz o primarismo evolutivo em que desenvolvem os sentimentos, razão pela qual acoplam-se, perispírito a perispírito, impondo o algoz a vontade dominadora sobre quem lhe padece a ferocidade, por cujo doloroso meio lapida as arestas remanescentes dos crimes perpetrados anteriormente.


A subjugação é o predomínio da vontade do desencarnado sobre aquele que se lhe torna vítima, exaurindo-lhe as energias e destrambelhando-lhe os equipamentos da aparelhagem mental.


Noutras vezes, a irradiação mental perniciosa que lhe é descarregada com pertinácia, alcança-lhe a sede dos movimentos ou o núcleo perispiritual das células, provocando desconcertos que se transformam em paralisias, paresias e distúrbios degenerativos outros de variada etiopatogenia.


O perseguidor enceguecido pelo ódio ou vitimado pelas paixões inferiores longamente acalentadas, irradia forças morbíficas que o psiquismo daquele que lhe infligiu a amargura assimila por identidade vibratória e se torna decodificada no organismo, produzindo os objetivos anelados pelo obsessor.


Em ordem inversa, a onda de amor e de prece, de envolvimento caridoso e fraternal, termina por encontrar receptividade tão logo o paciente se deixe sensibilizar, transformando-a em harmonia e saúde, bem estar e paz.


Todos os fenômenos ocorrem no campo das equivalentes sintonias, sem as quais são irrealizáveis.


Desse modo, a violência registrada nas agressões para a subjugação, somente encontra ressonância por causa da afinidade entre aqueles que se encontram incursos no embate.


Normalmente o processo é lento e persuasivo, provocando danos que se prolongam no tempo, enquanto são minadas as forças defensivas para o tombo irrefragável nas malhas da pertinaz enfermidade espiritual.


O processo cruel da obsessão de qualquer matiz tem suas raízes sempre na conduta moral infeliz das criaturas pelo cultivar da sua inferioridade em contraposição aos apelos elevados da vida, que ruma para a Suprema Vida.


Enquanto permaneçam os Espíritos afeiçoados às heranças do estágio primitivo, mantendo o egotismo exacerbado, graças ao qual humilha e persegue, trai e escraviza, explora e infunde pavor ao seu irmão, permanecerá aberto o campo psíquico para as vinculações obsessivas.


Somente uma radical transformação de conceito ético entre os homens terrestres é que os mesmos disporão de recursos seguros para se prevenirem obsessões.


No entanto, porque vicejem os propósitos inferiores em predomínio em a natureza humana, sucedem-se as complexas parasitoses obsessivas.


Agravada pela alucinação do perseguidor, a subjugação encarcera na mesma jaula aquele que a fomenta.


Emaranhando-se nos fulcros perispirituais do encarnado, termina por fixar-se-lhe emocionalmente, permanecendo presa da armadilha que urdiu.


A subjugação é perversa maquinação do ódio, da necessidade de desforço a que se escravizam os Espíritos dementados pela falta de paz.


Cultivando os sentimentos primários e encerrando a mente nos objetivos da vingança cerram-se na sombra da ignorância, perdendo o contato com a razão e a Divindade, enquanto não se permitem a felicidade que acusam de havê-los abandonado.


Ambos desditosos – o subjugado e o subjugador – engalfinhando-se na peleja sem quartel, não se dão conta que somente o amor consegue interrompê-la.


De tratamento muito delicado e complexo, o resultado ditoso depende da renovação espiritual do paciente, na razão em que desperte para a seriedade da conjuntura aflitiva em que se encontra. Simultaneamente, a solidariedade fraternal, envolvendo ambos enfermos em orações e compaixão, esclarecimentos e estímulos para o futuro saudável, conseguem romper o círculo vigoroso de energias destrutivas, abrindo espaço para a ação benéfica, o intercâmbio de esperança e de libertação.


A subjugação desaparecerá da Terra quando o verdadeiro sentimento da palavra amor for vivido e espraiado em todas as direções, conforme Jesus apresentou e vivenciou até o momento da morte, e prosseguindo desde a ressurreição gloriosa até aos nossos dias.


(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 28/07/99, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador-BA)



Possessão


Marco Milani


Apesar de naturalmente compreensível para os estudiosos do Espiritismo, pode parecer estranho àqueles que não se aprofundaram adequadamente no tema as seguintes afirmações: Possessão é um fenômeno possível e este não é, invariavelmente, uma obsessão.


Este entendimento requer uma consulta criteriosa à Codificação, pois trata-se de assunto que o próprio Kardec revisou durante sua obra e num ato de verdadeira humildade desenvolveu-o, complementando o sentido que aparentemente havia firmado desde 1857 n'O Livro dos Espíritos (LE). Somente a partir de 1863, na Revista Espírita, o Codificador revê o conceito de possessão, admitindo a sua existência não mais como subjugação, mas em seu sentido exato. Sobre o caso verificado da Srta. Julie (RE - Dez/1863), Kardec expressa-se da seguinte maneira:


"Temos dito que não havia possessos (ver LE-473, por exemplo) no sentido vulgar do vocábulo mas somente subjugados. Voltamos a esta asserção absoluta porque agora nos é demonstrado que pode haver verdadeira possessão, isto é, substituição, posto que parcial, de um Espírito errante a um encarnado."


Somente alguém da nobreza moral e intelectual de Kardec poderia retomar um conceito que ele mesmo propagava como absoluto mas que evidenciou-se, através de fatos comprovados e pelo crivo racional, com diferente acepção. Este é um exemplo do dinamismo da Doutrina, que só pode ocorrer quando validado pela razão e demonstrado irrefutavelmente.


Para melhor diferenciação, devemos conceituar estes termos conforme encontramos n'A Gênese (GEN - Cap XIV - itens 45 a 49):


a) Obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.


b) Possessão é a ação que um Espírito exerce sobre um indivíduo encarnado, substituindo-o temporariamente em seu próprio corpo material. Esta ação não é permanente considerando que a união molecular do perispírito ao corpo opera-se somente no momento da concepção.


A diferença no processo de comunicação entre os fenômenos de psicofonia e de possessão também pode ser evidenciada. No primeiro, o Espírito comunicante transmite seus pensamentos ao encarnado e este encarrega-se de retransmitir conforme seus próprios recursos; no segundo caso, é o próprio desencarnado que serve-se (apossa-se) diretamente do corpo material e transmite a sua mensagem (o Espírito encarnado afasta-se mas ainda permanece ligado ao seu envoltório físico).


Esclarecendo objetivamente que a possessão pode ser promovida por um Espírito bom, encontramos (GEN – Cap. XIV – item 48): "A obsessão sempre é o resultado da atuação de um Espírito malfeitor. A possessão pode ser o feito de um bom Espírito que quer falar e, para fazer mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente tal como se empresta uma roupa. Isto se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo e, durante este tempo, o Espírito se encontra em liberdade como num estado de emancipação e freqüentemente se conserva ao lado de seu substituto para o ouvir."


Obviamente a possessão também pode ocorrer através de um Espírito malfeitor e neste caso caracteriza-se um processo obsessivo. Assim ocorre quando a vítima não possui força moral para resistir à agressão e é obrigada a afastar-se temporariamente de seu corpo (obs: mais uma vez é importante ressaltar que nestes momentos a vítima permanece ligada ao corpo mas sem o seu domínio).


Considerando o presente nível moral da humanidade não é de se estranhar que há muito mais casos de possessões obsessivas do que aquelas com finalidades edificantes.


O Espiritismo, mais uma vez, lança luzes sobre males ainda considerados pelas ciências materialistas como de causa patológica. Não descartando esta possibilidade (anormalidade orgânica) a Doutrina Espírita faz conhecer outras fontes das misérias humanas, mantidas pela fragilidade moral dos seres. Inteligência e Amor são as armas para combater desequilíbrios.


Tratam-se de experiências geralmente individuais (como a da Srta. Julie, citada anteriormente) mas Kardec também relata ocorrências de possessão coletiva (ver RE – 1862/63 – casos em Morzine e Tananarive).


Assim, contribuindo para o real entendimento deste processo, devemos distinguir os fenômenos de possessão e obsessão. A possessão ocorre e pode ser boa ou má; a obsessão sempre é má. Portanto, nem toda possessão é obsessão.



Fascinação – uma advertência de Kardec


Orson Peter Carrara


Estágios da obsessão pedem cuidados


No Discurso que proferiu, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, para o encerramento do ano social de 1858/1859, entre outras preciosas observações que merecem leitura e estudo integral (1) de todos nós, os espíritas da atualidade, está uma rápida abordagem, feita por Kardec, sobre a influência dos espíritos sobre a sociedade humana.


O texto remete ao sempre atual assunto da Obsessão, tão bem desenvolvido em O Livro dos Médiuns (capítulo XXIII, itens 237 a 254), onde podemos estudar os estágios de obsessão simples, fascinação e subjugação.


Em síntese, como coloca Kardec, a obsessão simples é a insistência de um espírito no constrangimento que tenta impor à sua vítima; a fascinação já é o mesmo quadro em estágio de fascinação para o médium que não se crê enganado; a subjugação, por sua vez, é a opressão que paralisa a vontade daquele que a sofre, e o faz agir a seu malgrado.


Sugerimos aos leitores prévia consulta ao capítulo acima citado para ampliar o estudo da questão, pois o objetivo da presente abordagem é trazer aos nossos leitores uma advertência do Codificador no que se refere ao processo de fascinação.


Como citamos, o texto está na fonte acima citada e eis o trecho que destacamos:


"(...) O perigo está no império que os maus espíritos exercem sobre as pessoas, o que não é apenas uma coisa funesta, do ponto de vista dos erros de princípios que aqueles podem propagar, como ainda do ponto de vista dos interesses da vida material. Ensina a experiência que não é impunemente que nos abandonamos ao seu domínio. Porque suas intenções jamais podem ser boas. Uma de suas táticas para alcançar os seus fins é a desunião, pois sabem muito bem que podem facilmente dominar aquele que estiver sem apoio. Assim, o seu primeiro cuidado, quando querem apoderar-se de alguém, é sempre inspirar-lhe a desconfiança e o isolamento, a fim de que ninguém possa desmascará-lo, esclarecendo a vítima com seus conselhos salutares. Uma vez senhores do terreno, podem a vontade fascinar a pessoa com promessas sedutoras, subjugá-la por meio da lisonja às suas inclinações, para o que aproveitam os lados fracos que descobrem a fim de melhor fazê-la sentir, depois, a amargura das decepções, feri-la nas suas afeições, humilhá-la no seu orgulho, e, muitas vezes, não a elevar um instante senão para a precipitar de mais alto (...)".


Observemos com bastante atenção, objetivando estudar o tema, a questão das táticas, da desunião, da tentativa de dominar, da inspiração da desconfiança e do isolamento, da lisonja às inclinações, do aproveitamento dos lados fracos e finalmente, do desejo de fazer com as vítimas sintam a amargura das decepções, o ferimento das afeições, da humilhação de seu orgulho e mesmo da precipitação em abismos de sofrimento, dor e dominação.


Este curto e sugestivo texto deve acender em nós o desejo ardente da auto-análise sobre o próprio comportamento, ao mesmo tempo que surge como valioso documento para ser debatido e estudado nos grupos espíritas.


Ocorre que estamos todos sujeitos a essa constante influência em nosso cotidiano, dentro ou fora do Centro Espírita, e a defesa contra este mal está mesmo, não há dúvida, na sintonia do comportamento com a proposta do Espiritismo, que por sua vez, está totalmente embasado no Evangelho de Jesus. Razão maior, pois, para mais vigilância e trabalho no bem.

Vitor Ronaldo Costa
(1) A íntegra encontra-se publicada na Revista Espírita, de julho de 1859, edição da Edicel, com tradução de Júlio Abreu Filho.





Leia mais
Textual description of firstImageUrl

Dicas Para Afastar Energias Negativas


Dicas Para Afastar Energias Negativas


Todos nós sabemos, as energias negativas são uma das preocupações do ser humano.

Procurar fugir delas é complicado. Elas nos alcançam em qualquer lugar do planeta.

Mas, podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências.

Abaixo, seguem seis dicas pessoais para começar a combatê-las.


1. NÃO TEMER NINGUÉM


Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo.


Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques.


Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais, temer significa falta de fé.


O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.



2. NÃO SINTA CULPA


Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem.


Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor..


A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade.


Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas.


Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido.


Sustente as suas vitórias sempre!




3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA


Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação.


Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido.


Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso.


Ao invés de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente?


Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem?


Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas?


Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.




4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO


A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a "Auto-Obsessão".


A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma ideia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo.


Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos.


'Auto-Obsessão' significa não se gostar, não se apoiar, se auto boicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós.


Auto - obsequiar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros.


Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo a sua força pessoal e abrem as portas para toda as pessoas dominadoras e energias de baixo nível.


A força interior é nossa maior defesa.




5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS


As flechas não alcançam o céu.

Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam.Essa é a melhor forma de criar 'incompatibilidade' com as forças do mal e energias incompatíveis não se misturam.




6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS


As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a 'mente' e o 'coração'.


Além de manter o coração e mente sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos negativos, fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas.


Evite lugares densos e de baixo nível.


Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida.


O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e passatempos de baixo nível.



Autoria desconhecida






Leia mais

8 de outubro de 2012

Textual description of firstImageUrl

Anjos Guardiães

anjos guardiães

Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.

Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.



Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.


Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.

Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.

Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.

Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.

Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.

Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

*

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.

Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.

Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.

Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.

Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.

Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.

O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações... Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.

Imana-te a ele.

Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.


Divaldo Pereira Franco, Obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.




Leia mais

6 de outubro de 2012

Textual description of firstImageUrl

Os Procedimentos de Umbanda

Os Procedimentos de Umbanda


A doutrina de Umbanda estimula os procedimentos corretos e incor­porou aqueles mais afins com a própria natureza divina dos Orixás.

A um médium é solicitado que co­nheça o mínimo indispensável para que possa realizar as práticas de Umbanda e seus rituais. Também é exigido que se estude um pouco, porque só assim en­tenderá tudo o que acontece dentro de um templo de Umbanda durante a realização das giras de trabalho.

Cada religião tem seus paramentos ou suas vestes litúrgicas, e a Umbanda tam­bém tem os seus: vestes brancas.

Por que o branco é a cor preferencial da Umbanda?

O branco é a cor de Oxalá, o re­gente da Fé no Ritual de Umbanda Sa­grada. Logo, como a fé é o mistério re­ligioso por excelência, o astral tem estimulado o uso dos paramentos brancos. O simbolismo da veste branca é bem visível, além de permitir uma uniformidade na apresentação do corpo mediúnico.

Mas, se alguém se veste de branco e assume o grau de médium, dele tam­bém se exige que purifique seu íntimo, reformule seus antigos conceitos com relação à religiosidade e se porte de acordo com o que dele esperam os Ori­xás sagrados, pois serão estes que o ampararão daí em diante.

A doutrina de Umbanda tem por ob­je­tivo primeiro o auxílio espiritual, e esti­mula o despertar da consciência religio­sa nos médiuns. Os doutrinadores sa­bem que tem que ser pacientes, pois precisam lidar com pessoas oriundas de outras religiões, nas quais já desenvol­veram uma consciência mais ou menos de acordo com o que pregam suas dou­trinas.

A doutrina tem como um dos seus pro­cedimentos basilares nunca obrigar alguém a renegar a religião que pra­ticava, pois nenhuma religião deve ser renegada ou criticada.

O máximo tolerado pela doutrina é a crítica aos mercadores da fé, aos fa­na­tizantes líderes religiosos das doutri­nas obscurantistas, e, ainda assim, se eles forem os primeiros a agredir a religião umbandista, como sempre ocor­re, já que sentem uma ameaça invisível aos seus feudos religiosos nas religiões libertadoras do espírito, como o são a Umbanda e o Espiritismo.

As verdades semeadas pelos espí­ritos são superiores às que eles semei­am e tratam logo de combatê-las. Mas, fora essas escaramuças em nível terra, a doutrina de Umbanda reprova toda tentativa de diminuir outras religiões, pois todas se fundamentam em Deus e em sua divindades. Logo, o universalis­mo adotado pela doutrina de Umbanda não permite críticas às outras religiões, tampouco obriga alguém a renegar sua antiga crença.

Quem proceder de outra forma não é ainda, um verdadeiro médium de Um­banda Sagrada, a mais ecumênica das religiões. Em seus templos manifestam-se espíritos trazendo ainda vibrantes as suas antigas forma­ções religiosas que lhes possibilitaram a ascensão es­piritual aos níveis superiores da luz.

Manifestam-se espíritos vindos de to­das as outras religiões e regiões do pla­neta. Uns são hindus, outros são ára­bes, outros são judeus, budistas, cris­tãos... e até índios brasileiros e negros africanos, os seus fundadores espiri­tuais.

Logo, dentro dos procedimentos re­co­mendados está o de absterem-se de qualquer crítica a outras religiões ou de alimentarem preconceitos religiosos mesquinhos.

Outro procedimento recomendado é respeitar os templos de todas as re­ligiões e seus espaços religiosos, pois, aquele que na respeita a casa alheia, não respeita a própria.

Se não consegue ver em um templo alheio uma morada de Deus, então não é digno de dizer que, no seu templo, Ele habita. Em verdade, onde as pes­soas se reúnem para louvar a Deus, Ele ali se estabelece e se manifesta, não importando que O invoquem com outros nomes que não o de "Olorum" ou "Zambi". Deus é único e os nomes que Lhe dão são apropriações humanas de Suas qualidades divinas manifestadas a todos o tempo todo. Afinal, Ele é tudo em Si mesmo e temos de invocá-Lo por um nome que mais nos fale ao coração, certo?

Outros procedimentos recomen­dados, e já bastante divulgados, são relativos às práticas rituais:

• Em dia de trabalhos mediúnicos, não se deve comer alimentos de difícil digestão ou ingerir bebidas alcoólicas, pois estas entorpecem a mente a anulam a percepção extra-sensorial, assim como abrem o campo mediúnico às vibrações negativas e estimulam o emocional dos médiuns;

• a mediunidade só deve ser desen­volvida com o recurso da concentração dos cantos rituais e dos atabaques, e nun­ca com o concurso de qualquer produto alucinó­geno, o qual cria delírios emocionais e animismos;

• médium desequilibra­do deve ser afas­tado do corpo mediúnico e enca­minhado para tratamento médico-psi­co­­lógico e es­piritual;

• médium alcoolizado, ainda que mi­ni­mamente, não deve realizar trabalhos práticos, ou deles partici­par;

• médium que não realizar a higiene espiritual e pessoal, tal como banho com ervas, firmar uma vela para o seu anjo da guarda, firmar sua esquerda e direi­ta, etc., não está apto a realizar um bom trabalho mediúnico. Nessa higiene pessoal inclui-se a bucal, pois não há coisa mais desagradável que um consu­lente ter que suportar o mau hálito de um médium relapso.;
• estar sempre vestido com roupas limpíssimas;

• portar-se com respeito e silêncio dentro das tendas – espaços consa­grados as divindades e aos rituais reli­gio­sos praticados dentro da Umbanda.

Texto extraído do livro "Código de Umbanda" - Rubens Saraceni - Editora Madras





Leia mais

4 de outubro de 2012

Não achamos o que nunca perdemos


Boa tarde ao meu povo de UMBANDA, boa tarde ao povo que assim como eu tem a fé em nossos Orixás e que tem orgulho de dizer que É UMBANDISTA!

Vinha pensando no que escrever aqui, que mensagem deixar para vocês, então comecei a refletir sobre a vida, sobre religião foi quando lembrei algo que li: “... depois que eu sai da Umbanda, eu sai do buraco que eu estava, encontrei Jesus e agora estou bem melhor...”
Pensei por algum tempo nessa frase e algumas perguntas me tocaram, a principal foi: “Como encontrar alguém que jamais devíamos ter perdido?”. Afinal, como depois de passar tempos pela nossa religião, alguém sai dela criticando? Será mesmo que a culpa de uma vida que não está dando certo está em nosso Pai Oxalá, nos sagrados Orixás ou na UMBANDA? Então pensei que a pergunta para essas pessoas deveria ser: “Como estaria minha vida, se eu não tivesse naquele momento difícil o amparo de nossos Orixás? “

Eu ainda sou capaz de tocar em um assunto ainda mais delicado...

Como foi o comportamento da pessoa o tempo que frequentava uma tenda de UMBANDA? Colocar roupa branca e carregar guias não é ser Umbandista, o tempo que passamos no terreiro é curto, o que importa é nossa postura todos os dias. Será que levamos em nosso coração todos os dias a FÉ, o AMOR e a CARIDADE? Essa é a bandeira da UMBANDA, mas certamente se encaixa em qualquer religião. Sermos caridosos com nossos irmãos, sermos gentis e cordiais, nos mantermos sempre com o coração puro e a postura correta nos fazem pessoas melhores, não é apenas a máxima de uma religião.

Como é possível alguém dizer que saiu de uma religião e encontrou Jesus em outra? Para encontrar é necessário ter perdido. Eu nunca perdi Jesus, nunca perdi a fé, nunca perdi a crença. Quem achou quando saiu, é porque perdeu, e esse não é o intuito. Não deveria ser. A fé está em carregar em nosso coração uma força superior que nos guia, que nos ampara, isso é fé!

As portas da minha casa, da nossa religião está sempre aberta, como de qualquer templo seja qual for o rito, deveria estar. Mas vamos ter sempre em nosso coração que precisamos ter humildade para reconhecer o que foi nossa fé, sem esnobar como se não fizesse parte da própria história daqueles que seguiram para outro caminho. Nao tem problema trocar, tentar novas possibilidades, mas tenhamos respeito como a religião que lhe amparou, tenha respeito com a religião do seu irmão, não mais irmão de fé mas irmão que compartilha o mesmo mundo que você.

Estamos em pleno século XXI o homem visitou o espaço, viaja de um continente pra outro em horas, fala com outro por telas de computador, e nós ainda temos preconceito religioso?
Eu aceito a minha fé, eu tenho orgulho de cada guia que eu carrego no meu pescoço, eu honro o solo sagrado que eu piso para incorporar as entidades, bato cabeça no altar sagrado para os Orixás, sou guiada por Pai Oxalá e protegida pelos Exus.

Salve nosso Pai Oxalá bendito, Laroyê todos os Exus.

Diga sim sou Umbandista!

Com carinho

Babá Dirce





Leia mais

2 de outubro de 2012

Perispírito e "Corpos Espirituais"

Aura, duplo etéreo, corpo astral, corpo mental, plexos, chakras, centros de força


ALLAN KARDEC
(1804 - 1869)

No dia 13/04/02 uma internauta, psicóloga, dirigiu-nos três perguntas básicas, uma delas já foi respondida neste site. Vamos a agora a uma outra questão, disse ela:
"(...) Por fim, a questão dos corpos espirituais. Estudando Yoga, Rudolf Stainer, 'Mãos de Luz', vejo tantas referências aos corpos ou camadas que temos e que a meu entender seriam o próprio perispírito mais detalhado. André Luiz também fala sobre corpos etéricos, astrais, etc. Como fica isso?
O Dr. falou em seu artigo que é só perispírito, mas e as outras fontes de informação? Não as vejo em desacordo com a Doutrina, mas complementares. O que o Sr. acha?
(...) Quando o Sr. tiver um tempinho, escreva-me sobres estas questões, e se já escreveu me diga onde encontrar seus textos.
Abraço e admiração."
ROSELENE PEREIRA DOS SANTOS
Cuiabá - MT

Respondemos preliminarmente à internauta. Pois bem, no dia 25/04/02 recebemos o seguinte mail de outra internauta, jornalista:
"Dr. Iso, socorrrrrrrrrrro, preciso de sua ajuda novamente.
Quantos corpos temos afinal? Estou fazendo a maior confusão e não chegando a conclusão alguma para dar uma aula sobre Cremação e desligamento. Quando puder, por favor, responda-me se puder (e se quiser, é claro).
1. Que é aura?
2. O que é duplo etéreo?
3. O que é corpo astral?
4. o que é corpo mental?
5. Onde ficam os plexos?
6. E os chakras?
7. E os centros de força?
Acho que não há definição clara na doutrina Espírita sobre isso tudo... Estou confusa.
8. Nas aparições, quem aparece: o "corpo" do perispírito ou o tal do "duplo etéreo", que é do corpo físico?
9. E nas materializações?
10. E nas bilocações?

Obrigada, abraço (estou adorando seus artigos...., pela clareza, principalmente).
ELIANA FERRER HADDAD
São Paulo - SP

Respondemos preliminarmente à Sra. ELIANA e desenvolveremos melhor o assunto, agora...

"Corpo" e corpos espirituais.

A Sra. ROSELENE citou um livro de Ioga em que há referência a "corpos espirituais". Certamente toda a literatura daIoga faz referências a tais "corpos". Mas, perguntamos: Ioga é Espiritismo? Quando surgiu a prática da Ioga? Tal método para atingir-se o completo domínio do corpo e do psiquismo é utilizado desde a mais remota Antigüidade pelosioguis. A Ioga faz parte dos rituais daqueles que professam o hinduísmo, portanto, não há nenhuma semelhança com a filosofia espírita !
A internauta diz que ANDRÉ LUIZ também se refere aos "corpos espirituais", o que é verdadeiro, mas não só ele, EDGARD ARMOND também fazia um sincretismo religioso das doutrinas orientalistas com o Espiritismo. A internauta assevera que não vê um desacordo com a Doutrina Espírita e que seriam informações "complementares" da Doutrina... Seriam então um avanço da Doutrina ? Acreditamos que não, para nós é um retrocesso. Senão, vejamos:
Se os tais "corpos espirituais" já eram "conhecidos" desde a mais remota Antigüidade, pelos indianos e se fossem algo importante, por que os Espíritos Superiores não teriam feito a menor menção na Codificação, que se iniciou em 1857, através de O Livro dos Espíritos (OLE) de ALLAN KARDEC e em qualquer outra obra de KARDEC, inclusive nos 12 volumes da Revue Spirite?! Portanto, não consideramos um avanço doutrinário e, além disso, KARDEC fez perquirições neste sentido, vejamos o que disse a Espiritualidade Superior:
Na questão 95 de OLE, KARDEC pergunta se o perispírito teria "formas determinadas", eis a resposta: "-- Sim, uma forma ao arbítrio do espírito(...)" (o grifo é nosso). Portanto, o "corpo" espiritual depende do livre-arbítrio, da vontade do Espírito, isto é, a sua forma é plástica.
Na resposta à questão 146 de OLE a Espiritualidade Superior pronuncia-se dizendo que a alma não tem uma sede determinada ou circunscrita, no entanto, em vários livros ditos espíritas, dizem que a sede da alma estaria localizada na glândula pineal e que os chamados centros de força (dos chakras) carreariam a energia do plexo da região lombo-sacra para o cérebro, onde está a pineal !!... E quando escrevíamos este texto, ouvimos numa emissora espírita do Rio de Janeiro, confrades afirmarem que a glândula pineal seria a responsável pela mediunidade das pessoas. Ou seja, afirmam tolices, sem nenhuma base científica!...
KARDEC fez um comentário sobre a resposta à questão 88-A de OLE: "Representa-se ordinariamente o gênios como uma flama ou uma estrela na fronte. É essa uma alegoria, que lembra a natureza essencial dos Espíritos. Colocam-se no alto da cabeça, por ser ali que se encontra a sede da inteligência".
Para não nos alongarmos muito, vejamos a pergunta 146-A de OLE, que é bem clara para o que estamos argumentando:
"Que pensar da opinião dos que situam a alma num centro vital?
Eis parte da resposta: "-- (...) os que a situam naquilo que consideram centro da vitalidade, aconfundem com o fluido ou princípio vital".
Enfim, a Espiritualidade Maior teve várias oportunidades para se manifestar sobre os "corpos espirituais" e não o fizeram! Seria porque era prematura a informação, como advoga o Espírito RAMATÍS? Acreditamos que não, pois os "corpos espirituais", repetimos, já eram citados na mais remota Antigüidade e, curiosamente, é o próprio RAMATÍS quem o afirma:
"Aliás, as noções, os aspectos e os estudos que vos parecem inéditos sobre a anatomia e fisiologia do perispírito, não constitui novidade, pois trata-se de motivo e ensinamentos conhecidos há muitos séculos por todas as escolas iniciáticas do mundo (...). Os Vedas há 4000 anos já ensinavam as minúcias do corpo mentalcorpo astral e o duplo etérico com o sistema de 'chacras', enquanto Hermés Trimegisto, o iniciado do Egito já o fazia à luz dos templos de Ra". - os grifos são nossos - (HERCÍLIO MAES. Elucidações do Além. Pelo espírito RAMATÍS. Liv. Freitas Bastos S. A ., 5 ed., Rio de Janeiro, p. 71).
Assim, tais conceitos místico-ocultistas serviram de base para a doutrina Rosa-Cruz, Teosofia, Esoterismo, Ioga, etc. Portanto, são estranhos ao Espiritismo, que é uma doutrina embasada na Ciência e não em concepções místico-religiosas orientalistas, plenas de superstições como a da "vaca sagrada", por exemplo; como já dissemos alhures. Nada temos contra elas, mas não as confundamos com a Doutrina dos Espíritos.
Bem, passemos às respostas mais específicas das indagações da jornalista ELIANA FERRER HADDAD:

Que é AURA, DUPLO ETÉREO e CORPO ASTRAL ?

Vejamos o que afirmaram no livro "Experiências Psíquicas Além da Cortina-de-Ferro" as jornalistas e pesquisadoras americanas SHEILA OSTRANDER e LYNN SCHOEDER:
"Existe um corpo astral, um corpo energético, cópia do corpo físico do ser humano? Durante séculos, videntes, escritores, clarividentes, assim como antigas filosofias e religiões se referiram a um corpo invisível que todos possuímos. Ele tem sido chamado através dos séculos de corpo sutil, corpo astral, corpo etérico, corpo fluídico, corpo Beta, corpo equivalente, corpo pré-físico, para citarmos alguns de seus nomes" - os grifos são nossos - (op. cit., Edit. Cultrix, 1989, p. 232).
Portanto, Sra. ELIANA, para nós perispírito, "corpo astral" e "duplo etéreo" são uma e mesma coisa...
Mais adiante, dizem as pesquisadoras americanas:
"Consoante alguns médiuns, esse duplo humano é maior do que o corpo físico e a aura ou luz que se vê em forma de radiação à volta do corpo é simplesmente a borda externa do duplo humano" - os grifos são nossos - (op. cit., p. 233). Enfim, Srs. internautas, estamos citando o pensamento de cientistas americanas, sérias; e isso é concordante com a Doutrina dos Espíritos, que diz em resposta à questão 420 de OLE:
"O Espírito não está encerrado no corpo como numa caixa; ele irradia em todo o seu redor (...) ".
Ora, o termo aura, do latim auraae foi utilizado por VIRGÍLIO no ano 29 antes de Cristo (29 a .C.), no sentido figurado, poético, de brilhocintilação. Portanto, o termo não tinha nada de científico, por isso, talvez, KARDEC não o tenha utilizado, nem a Espiritualidade Superior.
Em resumo, o duplo etéreo, o corpo astral, ou perispírito manifesta-se ao médium vidente completamente; ou, incompletamente, ao redor do corpo físico, como aura.
Em 1949, o casal russo KIRLIAN fotografou o que seria a aura de plantas e dedos humanos. Já em 1968, admitiu-se que a aura seria o corpo bioplasmático (um novo estado da matéria - o plasma), descoberto pelos cientistas russos da Universidade de Kirov. Falou-se, também, que ocorreriam irradiações em corpos materiais inorgânicos, como rochas, moedas, etc., isto é, não-vivos... O que parece é que os achados do casal KIRLIAN foram aproveitados por pessoa inescrupulosas, que ainda existem em barraquinhas de Shoppings do Brasil; ou foram mal interpretados, pois aenergia bioplasmática seria o oxigênio que respiramos que converte alguns de seus elétrons excedentes em um certoquantum para o corpo energético, essa foi a tese da Universidade de Casaquia. Portanto, é ponto certo que uma rocha ou uma moeda não respiram, será que tal processo dar-se-ia na borda externa dos objetos materiais? É possível, mas parece-nos inegável que o corpo bioplasmático seria a prova científica oficial da existência do perispírito, descrito pela Ciência Espírita 111 anos antes...


Enfim, estamos no campo da Ciência, agora passemos à especulações orientalistas e do sincretismo...

Duplo etéreo, corpo mental, corpo astral

As concepções orientalistas, antigas, baseavam-se no número, cabalístico, 7(sete). Assim, DEUS fez o mundo em seis dias e descansou no 7.º ; há 7 cores no espectro solar; 7 selos, 7 céus na visão do Apocalipse de JOÃO, etc., etc., e, enfim, 7 chakras ou centros de forças etéricas, que seriam, segundo RAMATÍS, "Os 7(sete) invólucros do Universo ou de Brahma segundo dizem os orientais: Prana, a vitalidade; Manas, o princípio inteligente ou a Mente; o Éter, oFogo, o Ar, a Água e a Terra".
Porém, RAMATÍS, "para resumir, para melhor entendimento" dividiu o assunto assim:
- Espírito - a centelha ou a Luz imortal sem forma;
- Perispírito - que abrangeria o corpo mental, que serve para pensar; o corpo astral, que manifesta as emoções, os desejos e os sentimentos; o duplo etérico, com o sistema de chakras ou centros de forças etéricas, isto é, o corpo transitório do éter-físico e situado entre o perispírito e o corpo físico, o qual se dissolve depois da morte do homem;
- Corpo físico.

Plexos, Chakras e centros de forças

Os plexos são constituídos pelo nosso sistema nervoso autônomo ou vegetativo e neles haveria, digamos assim,centrais irradiantes, os chamados centros de forças, os chakras ou rodas. Citemos os 7 (sete) centros de forçasou chakras, que para EDGARD ARMOND seriam 8 (oito):
1- Centro coronário (no alto da cabeça);
2- Centro cerebral (na região frontal da cabeça);
3- Centro laríngeo (no pescoço);
4- Centro cardíaco (na região precordial);
5- Centro esplênico ( na região do baço);
6- Centro gástrico (na região do estômago);
7- Centro genésico (no baixo ventre).
E EDGARD ARMOND e outros acrescentam:
8- Centro básico (na base da coluna espinhal).
Admitem os que comungam a crença nos "centros de forças" que eles estariam localizados no "duplo etérico". A Sra. ELIANA pergunta se nas aparições quem apareceria se o "corpo" do perispírito ou o tal "duplo etéreo". Cremos que, pelo desenvolvimento que fizemos, parece claro que duplo etéreo e perispírito são uma e mesma coisa. E nasmaterializações e bilocações? Quem apareceria? A Doutrina Espírita mostra que o perispírito pode tornar-se tangível, como nas materializações, nos agêneres. Já os novidadeiros, pseudocientistas, afirmam que o "duplo etérico" , aquele que ficaria entre o corpo físico e o perispírito, seria o responsável pelas materializações. Nada científica esta afirmação, simples elucubração, gratuita... Além disso, caberia então a pergunta: se o duplo etéreo desapareceria com a morte física, os centros de forças aí localizados também se destruiriam?!...
A propósito da referência da psicóloga ROSELENE sobre a Ioga, gostaríamos de citar que segundo um indiano, grandes iogues conseguiriam até controlar a respiração a tal ponto que se manteriam, como alguns faquires, embaixo da terra por meses e haveria pelo menos um deles tendo a "idade de 400 anos" (PAUL BRUNTON. A Índia Secreta. Edit. Pensamento, São Paulo, 1996, p. 88). Acredite quem quiser!... Nunca fomos à Índia, mas não vejo nenhuma base científica nisso! Aliás, não é a parada respiratória um indício de que a força vital, ou uma "força sutil" abandonou o corpo - temos inúmeros exemplos de pessoas que sobreviveram após tempo mais ou menos longo de parada respiratória.
Veja bem o Sr. internauta que não estamos nos propondo a questionar a religião indiana, queremos citar alguns aspectos demonstrativos da sua falta de cientificidade em oposição à Ciência Espírita.
Concluindo, gostaríamos de repetir palavras sábias de J. HERCULANO PIRES sobre aquelas pessoas que se dizem médiuns videntes e que seriam capazes de ler a "aura" humana:
"(...) Não há, até o momento, nenhum meio científico de se verificar objetivamente os graus de percepção mediúnica ou o grau de espiritualidade de uma pessoa. Além disso, o vidente que examina a aura de alguém, sofre as mesmas variações de instabilidade psico-orgânica e emocionais". (J. HERCULANO PIRES. Mediunidade (vida e comunicação). Cap. XIII, EDICEL, São Paulo, p. 111).
Por tudo isso, permita-nos os internautas dois conselhos, que não são nossos; o primeiro é de PAULO DE TARSO em sua 1.ª Epístola aos Tessalonicenses: "Discerni tudo e ficai com o que é bom." (1 Ts 5,21) e o segundo conselho é de JOÃO, o Evangelista em sua 1.ª Epístola: "Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo" (1 João 4,1).

Iso Jorge Teixeira
Psiquiatra. Livre-Docente de Psicopatologia e Psiquiatria da Faculdade de
Ciências Médicas (FCM) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).







Leia mais
Topo