Novembro 2012 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

30 de novembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , O Grande Caldeirão da Umbanda , Umbanda ,

O Grande Caldeirão da Umbanda


O Grande Caldeirão da Umbanda

É provável que todos já tenham ouvido a expressão: "O Brasil é um grande caldeirão". Talvez não tenhamos o mesmo requinte da culinária francesa, bastante tradicional, nem da japonesa, adaptada às suas condições regionais, mas no nosso "caldeirão" cabe uma grande feijoada, onde diversos elementos se misturam, ganhando um sabor especial - a digestão (entenda-se compreensão) desse prato pode ser um pouco pesada às vezes, mas certamente é apaixonante e paradoxalmente original ao mesmo tempo em que é universalista. No Brasil as coisas misturam-se tanto, que é possível estudar a culinária, a formação étnica e cultural, ao mesmo tempo em que tentamos entender a sua religiosidade. É um país onde as mais diversas denominações religiosas - desde a católica até a judaica - convivem numa paz quase absoluta. E curiosamente, a população, das mais variadas religiões existentes aqui acabam convergindo para um ponto: as crenças populares. Benzedeiras, mandingas, simpatias e patuás confundem-se com outras liturgias, que acabam recebendo o questionável rótulo de “autênticas” que a tradição histórica lhes permite. Pesquisas da Vox Populi mostram que 59% da população brasileira declara que acredita em reencarnação e que já viveu outras vidas, mas apenas 3% dessa mesma população se diz espírita. Paradoxo? Provavelmente não. Mais possivelmente trata-se de um traço cultural, fruto da miscigenação construída ao logo dos séculos. No entanto, tal constatação nos remete a outro questionamento. Esse espiritismo praticado no Brasil é realmente “puro” (no sentido de seguir de maneira ortodoxa a obra codificada por Kardec) ou apresenta também, em si, traços dessa nossa identidade cultural?

Não é novidade para ninguém que o espiritismo nasceu na França, onde possuía um caráter mais científico e filosófico do que religioso, mas hoje, ele é mais difundido aqui no Brasil do que em seu país de origem (sim, pesquisas mostram também que Alan Kardec é mais conhecido no Brasil do que no seu país de origem, e acredito que isso seja motivo de orgulho para nós). Mas por que então o espiritismo encontrou as portas abertas justamente no Brasil? Provavelmente o Brasil já possuía uma predisposição para as crenças reencarnacionistas (e espiritualistas em geral), já que uma gama dessa cultura foi trazida pelos negros que aqui aportaram como escravos. Encontramos então um ponto convergente aí. Certas ritualísticas, práticas como benzimentos, simpatias e similares, já tinham um campo no Brasil, o espiritismo veio então somar conhecimentos a uma cultura já bastante vasta e eclética. Isso significa que houve uma deturpação do espiritismo? Longe disso. O que houve foi um processo natural de adaptação cultural, que não somente as religiões, mas todos os hábitos, costumes, crenças, linguagem – cultura de um modo geral – passam dentro da construção de uma nova identidade sócio-cultural (lembremos que o Brasil ainda era jovem como país independente e mais ainda como República, portanto ainda estava “se conhecendo” como nação, e o positivismo – berço filosófico do espiritismo – era a palavra de ordem). Percebe-se então outro fenômeno que também ocorreu naturalmente: a universalização.

Hoje as coisas misturam-se nesse grande caldeirão. É muito comum seguidores da Umbanda definirem-se como espíritas. Trata-se de um erro conceitual? Cada qual terá a sua resposta e a partir dela saberá dizer se é ou não um erro, mas como mais uma manifestação dessa miscigenação, muitos insistirão naquela que melhor lhe aprouver e esse não é o tema da discussão. O que importa é a influência entre (e não sobre) o espiritismo e os cultos populares que já eram difundidos no Brasil. No início do século XX era muito comum se falar em “macumbas”, especialmente no Rio de Janeiro. Esses rituais que muitas vezes consistiam em oferendas entregues ao ar livre, já eram um protótipo do que viria a ser o que hoje chamamos de Umbanda. Paralelamente a isso, em 1908, dentro de uma casa espírita, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas, que oficializou a Umbanda (se ele “fundou” a Umbanda já é tema para outro debate).

Podemos encontrar mais uma constatação da existência desse caldeirão em um trecho do livro AFRICANISMO E ESPIRITISMO, de Deolindo Amorin em que ele diz que a Umbanda é muito mais parecida com o catolicismo do que com o Espiritismo, devido aos rituais, que segundo ele, não existem no Espiritismo. Percebe-se nas palavras do autor a tentativa clara de afastar a prática da Umbanda da Doutrina Espírita, mas é importante ler esse trecho sem emitir juízo de valores principalmente sobre nossos amigos espíritas, que são merecedores de todo nosso respeito. Deixemos os preconceitos de lado, fazendo uma análise onde se leva em conta o momento histórico no qual o documento foi escrito e a mentalidade da época – em especial da classe social e intelectual em que se encontra o autor, caso contrário toda forma de tentativa de estudo irá por água abaixo:

"Quando falamos em Espiritismo, saibam os leitores que nos referimos à codificação CIENTÍFICA, FILOSÓFICA e MORAL, de Allan Kardec, - a única com o privilégio de ostentar semelhante título! – que o mestre expôs numa série de obras notáveis, editoradas na França, no período de 1857 a 1869, e não a esse conglomerado de pajelanças e de rituais espalhafatosos, onde preponderam o mediunismo abastardado; em suma – ao carnaval de UMBANDA, difundido e praticado por aí em fora, sob o rótulo daquela luminosa esquematização espiritualista." (AMORIM, 1949: 5-7).

É fundamental ressaltar que esse trecho reflete a opinião de UM AUTOR EM ESPECIAL e jamais de toda a comunidade espírita. Mas percebe-se claramente que há uma tentativa de não identificar o Espiritismo com a Umbanda, e sim com o catolicismo (assim como os católicos se esforçam para identificar a Umbanda com o espiritismo – haja caldeirão). Por outro lado, não podemos esquecer a influência dos cultos indígenas, que foram preservados principalmente em algumas partes das regiões Norte e Nordeste do Brasil e que acabaram incorporados aos rituais de Umbanda e à própria identidade nacional (o uso terapêutico e magístico de ervas é o exemplo mais clássico da existência dessa tradição). Embora menos falados, não há como desprezar também o Catimbó, o Xangô (não o orixá, mas o culto) de Pernambuco, o Batuque do Sul – e isso porque nem citei o Candomblé e sua gigantesca influência. Somos então uma nação caldeirão, ou, para ser mais modernos, um liquidificador, onde ritos, crenças e filosofias se uniram e se misturaram, formando, no imaginário coletivo, uma unidade, que na teoria não existe, mas é praticada constantemente (quem nunca viu um católico procurando uma benzedeira?).

Na verdade esse é um texto que mais confunde do que explica – e essa é a intenção, pois da dúvida pode nascer um bom debate – mas construir a nossa própria história (nesse caso, em especial da Umbanda) é entender um pouco de si mesmo, de seu povo, de sua nação e formação. É um trabalho árduo, para o qual eu talvez não tenha competência e preparo, mas creio ser importante lançar uma primeira semente para uma troca de idéias amigável, onde cada qual pode contribuir com a informação que possui, concordando, discordando, acrescentando e corrigindo.

Saravá a Umbanda.

Douglas Fersan







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28 de novembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Os Elementais , Artigos Interessantes ,

Os Elementais



os elementais na umbanda



Para o célebre alquimista medieval Paracelso, da mesma maneira que a natureza 
visível é habitada por um número infinito de seres, a contraparte invisível e espiritual 
da natureza é habitada por uma hoste de seres peculiares - aos quais ele deu o nome 
de elementais e que posteriormente foram chamados espíritos da natureza. 

Paracelso dividiu essa população dos elementos em quatro grupos distintos: gnomos 
(habitantes do aspecto energético da terra), ondinas (habitantes do aspecto energético 
da água), silfos (habitantes do ar) e salamandras (do fogo). Ele afirmava que eram 
criaturas realmente vivas, muito semelhantes ao ser humano na forma, e que 
habitavam seus próprios mundos, invisíveis para nós porque os sentidos 
subdesenvolvidos, degenerados, dos homens eram incapazes de funcionar para além 
das limitações dos elementos mais densos. 

De acordo com Paracelso, os elementais não seriam nem criaturas espirituais nem 
materiais, embora compostos de uma substância que pode ser chamada de Éter. Em 
suma, esses seres ocupariam um lugar entre os homens e os espíritos. Por essa razão 
também não seriam imortais, mas quando morressem simplesmente se desintegrariam, 
voltando ao elemento do qual originalmente tinham se individualizado. Segundo ele, 
os elementais compostos do éter terrestre são os que vivem menos; os do ar, os que 
vivem mais. A duração média de vida fica entre os 300 e 1.000 anos. Muitos afirmam 
erroneamente que tais criaturas sejam incapazes de desenvolvimento espiritual. Já na 
doutrina gnóstica se diz que dentro de cada elemental, não importa seu grau evolutivo 
dentro do Raio Elemental, possui uma Essência Espiritual, uma Chispa Divina, tão 
divina quanto a Essência humana. 

As civilizações da Grécia, de Roma, do Egito, da China e da Índia acreditavam 
implicitamente em sátiros, espíritos e duendes. Elas povoavam o mar com sereias, os 
rios e as fontes com ninfas, o ar com fadas, o fogo com lares e penates, a terra com 
faunos, dríades e hamadríades. Esses espíritos da natureza eram tidos em alta conta, e 
a eles eram dedicadas oferendas. Ocasionalmente, dependendo das condições atmosféricas ou da sensibilidade do devoto, eles se tornam visíveis. Bom número de 
autoridades é de opinião que muitos dos deuses cultuados pelos pagãos eram na 
verdade esses habitantes dos reinos mais sutis da natureza, pois acreditava-se que 
muitos desses invisíveis eram de estatura imponente e maneiras majestosas. Os gregos 
chamavam alguns desses elementais de daemon, especialmente os das ordens mais 
altas, e os cultuavam. 

Introdução ao Mundo dos Elementais     

Em sânscrito, Deva significa "Ser Brilhante". Essa palavra deu origem ao termo Deus, 
Divindade. Devas são os seres elementais evoluídos encarregados da dinamização de 
grandes áreas como: mares, florestas, cadeias de montanhas, grandes árvores, tendo a 
seu encargo a instrução de seres menores no trabalho da natureza. No Ocidente são 
chamados de Anjos Elementais ou Regentes da Natureza. 

Segundo os místicos e sensitivos os Elementais são constituídos de uma matéria 
luminosa etérea (um tênue material autoluminoso) e sua forma se apresenta 
semelhante à humana. As variações de sua consciência evolutiva , produzem 
mudanças na coloração e luminosidade e até interfere na sua própria forma. 

Elementais da Terra 

São os Gnomos (responsáveis pelo reino mineral ) e Duendes (responsáveis pelo reino 
vegetal ). 
O domicílio dos elementais da terra são as matas fechadas, rochas e ás margens das 
lagoas. Como os seus corpos são feitos de substância etérea fina. Geralmente possuem 
suas moradias dentro da terra, próximas à superfície. Vivem em casas e devido á sua 
constituição etérea têm a faculdade de atravessar árvores , rochas , portas e janelas 
fechadas. 

Cuidam com carinho das flores e plantas, árvores e arbustos alegrando-se a cada flor 
que desabrocha. O tamanho dos gnomos varia entre 40 e 100 centímetros. Sua 
aparência assemelha-se muito à dos humanos mais rústicos. Eles adoram, como todos 
os seres da natureza, imitar os afazeres dos humanos. 
Alguns dos Regentes supremos deste Reino Etérico da Terra são: Gob, Arbarman, 
Kitichi, Brahma. 

Elementais da Água 

Ondinas (do mar e da água doce), Ninfas (da Água doce) , Sereias e Tritões (do altomar). 

Ondinas: Vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas próximo a lagoas e nos 
pingos de chuva. Trabalham na água doce e salgada . Têm o poder de retirar das águas 
a energia que lhe dá luminosidade, o que permite ao homem, por muitas vezes, 
percebê-los em forma de um leve "facho de luz" sobre a superfície da água. 

Sereias: São elementais conhecidos como metade mulher e metade peixe, desde os tempos antigos correm lendas de que têm o poder de encantar e hipnotizar o homem 
com seu canto. Trabalham nas profundezas dos mares e oceanos e vêm à sua 
superfície quase sempre. 

Ninfas: São elementais que se assemelham às ondinas, porém um pouco menores, e 
têm seu hábitat nas águas doces. Apresentam-se geralmente com tons azulados e, 
assim, as ondinas emitem luminosidade. A diferença básica entre uma e outra 
encontra-se na docilidade e beleza das ninfas, que parecem "voar" levitando sobre as 
águas em um balé singular. 
Alguns dos Regentes Elementais são: Nicksa, Varuna, Narayana. 

Elementais do Ar 

Os Silfos e as Sílfides são, dentre os elementais, os que mais se aproximam da 
concepção que geralmente fazemos dos anjos e fadas. Eles correspondem à força 
criadora do ar (que é fonte de toda energia vital ). A mais suave das brisas, assim 
como o mais violento dos furacões e tempestades, são resultado de seu trabalho. Nem 
todos os silfos trabalham e vivem obrigatoriamente na atmosfera. Muitos possuem 
elevada inteligência e trabalham para criar o ar e correntes atmosféricas adequadas à 
vida na Terra. Os Silfos servem no domínio dos céus e das nuvens, e são responsáveis 
pela circulação e purificação do ar. São capazes de expandir e contrair seus corpos 
quando necessário ao seu trabalho. 
Gurus-Devas deste Reino Etérico do Ar: Parvati, Mikael, Ehecatle 

Elementais do Fogo 

As Salamandras, ou Espíritos do fogo, vivem no éter atenuado. Sem elas, o fogo 
material não pode existir. Elas reinam no fogo com o poder de transformar e 
desencadear nossas emoções. As Salamandras, segundo os especialistas, parecem 
bolas de fogo e que podem atingir até seis metros de altura. Suas expressões, quando 
percebidas, são aparentemente rígidas e severas. Dentro de todas as formas, estes 
seres adquirem formas capazes de desenvolver pensamentos e emoções. Esta 
capacidade derivou do contato direto com o homem e da presença deles em seu 
cotidiano. Por tal motivo, as salamandras desenvolveram forças positivas, capazes de 
bloquear vibrações negativas ou não produtivas, permitindo um clima de bem-estar ao 
homem. Só não nos contatam mais devido a nosso lamentável estado mental. 
Seus Mestres Regentes são: Samael, Agni, Rudra. 



Transcrito da Revista Allan Kardec:

Divaldo Franco responde sobre os elementais, fadas, duendes, gnomos, silfos, elfos, 
sátiros, etc 

- Existem os chamados Espíritos elementais ou Espíritos da Natureza? 
Divaldo P. Franco – Sim, existem os espíritos que contribuem em favor do 
desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas eles foram 
conhecidos, identificando-se através de nomenclatura variada, fazendo parte 
mitológica dos povos e tornando-se alguns deles ‘deuses’ , que se faziam temer ou 
amar. 

- Qual é o estágio evolutivo desses espíritos? 
DPF – Alguns são de elevada categoria e comandam os menos evoluídos, que se lhes 
submetem docilmente, elaborando em favor do progresso pessoal e geral, na condição 
de auxiliares daqueles que presidem aos fenômenos da Natureza. 

- Então eles são submetidos hierarquicamente a outra ordem mais elevada de 
Espíritos? 
DPF – De acordo com o papel que desempenham, de maior ou menor inteligência, 
tornam-se responsáveis por inúmeros fenômenos ou contribuem para que os mesmos 
aconteçam. Os que se fixam nas ocorrências inferiores, mais materiais, são, portanto, 
pela própria atividade que desempenham, mais atrasados submetidos aos de grande 
elevação, que os comandam e orientam. 

- Estes Espíritos se apresentam com formas definidas, como por exemplo fadas, 
duendes, gnomos, silfos, elfos, sátiros, etc? 
DPF – Alguns deles, senão a grande maioria dos menos evoluídos, que ainda não 
tiveram reencarnações na Terra, apresentam-se, não raro, com formas especiais, 
pequena dimensão, o que deu origem aos diversos nomes nas sociedades mitológicas 
do passado. Acreditamos pessoalmente, por experiências mediúnicas, que alguns 
vivem o Período Intermediários entre as formas primitivas e hominais, preparando-se 
para futuras reencarnações humanas. 

- Quer dizer que já passaram ou passam, como nós, Espíritos humanos, por ciclos 
evolutivos, reencarnações? 
DPF – A reencarnação é lei da Vida através de cujo processo o psiquismo adquire 
sabedoria e ‘desvela o seu Deus interno’. Na questão no. 538 de O Livro dos 
Espíritos, Allan Kardec interroga: “Formam categoria especial no mundo espírita os 
Espíritos que presidem os fenômenos da Natureza? Serão seres à parte ou Espíritos 
que foram encarnados como nós?” E os Benfeitores da Humanidade responderam: 
“Que foram ou que serão”. 

- Algum dia serão ou já foram homens terrestres? 
DPF – Os mais elevados já viveram na Terra, onde desenvolveram grandes aptidões. 
Os outros, menos evoluídos, reencarnar-se-ão na Terra ou outros mundos, após se 
desincumbirem de deveres que os credenciem moral e intelectualmente, avançando 
sempre, porque a perfeição é meta que a todos os seres está destinada. 

- O elementais são autóctones ou vieram de outros planetas? 
DPF – Pessoalmente acreditamos que um numero imenso teve sua origem na Terra e 
outros vieram de diferentes mundos, a fim de contribuírem com o progresso do nosso 
planeta. 

- Que tarefas executam? 
DPF – Inumeráveis. Protegem os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para 
acontecimentos diversos: tempestades, chuvas, maremotos, terremotos... interferindo 
nos fenômenos “normais” da Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais 
que operam em nome de Deus, que “não exerce ação direta sobre a matéria. Ele 
encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos”, como 
responderam os Venerandos Guias a Kardec, na questão 536-b de “O Livro dos 
Espíritos”. 

- Todos eles sabem manipular conscientemente os fluidos da Natureza? 
DPF – Nem todos. Somente os condutores sabem o que fazem e para o que fazem, 
quando atuam nos elementos da Natureza. Os mais atrasados “oferecem utilidade ao 
conjunto” não suspeitando sequer que são “Instrumentos de Deus”. 

- Nós não os vemos normalmente. Isto significa que não se revestem de matéria 
densa? 
DPF – O conceito de matéria na atualidade, é muito amplo. A sua “invisibilidade” aos 
olhos humanos, a algum indivíduo, demonstra que sejam constituídos de maneira 
equivalente aos demais espíritos da Criação. Encontram-se em determinada fase de 
desenvolvimento, que são perceptíveis somente aos médiuns, as pessoas de percepção 
especial, qual ocorre também com os Espíritos Nobres, que não são detectados por 
qualquer pessoa destituída de faculdade mediúnica. 

-   Qual é o habitat natural desses Espíritos? 
DPF – A erraticidade, o mundo dos Espíritos , pertencendo a uma classe própria e, 
portanto, vivendo em regiões compatíveis ao seu grau de evolução. “Misturam-se” aos 
homens e vivem, na grande maioria, na própria Natureza, que lhes serve de espaço 
especial. 

- Uma das grandes preocupações da humanidade, atualmente, é a preservação do 
equilíbrio ecológico. Qual a atitude ou providência que tomam quando a Natureza é 
desrespeitada pelos homens? 
DPF – Quando na infância do desenvolvimento, susceptíveis às reações mais 
primitivas, tornam-se agressivos e revoltados. À medida que evoluem, fazem-se 
benignos e se apiedam dos adversários da vida em qualquer forma pela qual esta se 
expressa. Assim, inspiram a proteção à Natureza, o desenvolvimento de recursos que 
a preservem, , a sua utilização nobre em favor da vida em geral, em suma, “fazem 
pela Natureza o que gostariam que cada qual fizesse por si mesmo”.


Como não podia deixar de ser, posto agora o contido no Livro dos Espíritos acerca do assunto:

Ação dos Espíritos nos fenômenos da Natureza 

536. São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim providencial, 
os grandes fenômenos da Natureza, os que se consideram como perturbação dos 
elementos? 
"Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus." 
a) - Objetivam sempre o homem esses fenômenos? 
"Às vezes têm, como imediata razão de ser, o homem. Na maioria dos casos, 
entretanto, têm por único motivo o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das 
forças físicas da Natureza." 
b) - Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária, nisto 
como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem ação sobre a matéria e que 
são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão 
certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir? 
"Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus não exerce ação direta 
sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos 
mundos." 
537. A mitologia dos antigos se fundava inteiramente em idéias espíritas, com a única 
diferença de que consideravam os Espíritos como divindades. Representavam esses 
deuses ou esses Espíritos com atribuições especiais. Assim, uns eram encarregados 
dos ventos, outros do raio, outros de presidir ao fenômeno da vegetação, etc. 
Semelhante crença é totalmente destituída de fundamento? 
"Tão pouco destituída é de fundamento, que ainda está muito aquém da verdade." 
a) - Poderá então haver Espíritos que habitem o interior da Terra e presidam aos 
fenômenos geológicos? 
"Tais Espíritos não habitam positivamente a Terra. Presidem aos fenômenos e os 
dirigem de acordo com as atribuições que têm. Dia virá em que recebereis a 
explicação de todos esses fenômenos e os compreendereis melhor." 
538. Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem aos 
fenômenos da Natureza? Serão seres à parte, ou Espíritos que foram encarnados como 
nós? 
"Que foram ou que o serão." 
a) - Pertencem esses Espíritos às ordens superiores ou às inferiores da hierarquia 
espírita? 
"Isso é conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que 
desempenhem. Uns mandam, outros executam. Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens." 
539. A produção de certos fenômenos, das tempestades, por exemplo, é obra de um só 
Espírito, ou muitos se reúnem, formando grandes massas, para produzi-los? 
"Reúnem-se em massas inumeráveis." 
540. Os Espíritos que exercem ação nos fenômenos da Natureza operam com 
conhecimento de causa, usando do livre-arbítrio, ou por efeito de instintivo ou 
irrefletido impulso? 
"Uns sim, outros não. Estabeleçamos uma comparação. Considera essas miríades de 
animais que, pouco a pouco, fazem emergir do mar ilhas e arquipélagos. Julgas que 
não há aí um fim providencial e que essa transformação da superfície do globo não 
seja necessária à harmonia geral? Entretanto, são animais de ínfima ordem que 
executam essas obras, provendo às suas necessidades e sem suspeitarem de que são 
instrumentos de Deus. Pois bem, do mesmo modo, os Espíritos mais atrasados 
oferecem utilidade ao conjunto. 
Enquanto se ensaiam para a vida, antes que tenham plena consciência de seus atos e 
estejam no gozo pleno do livre-arbítrio, atuam em certos fenômenos, de que 
inconscientemente se constituem os agentes. Primeiramente, executam. Mais tarde, 
quando suas inteligências já houverem alcançado um certo desenvolvimento, 
ordenarão e dirigirão as coisas do mundo material. Depois, poderão dirigir as do 
mundo moral. É assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o 
átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de 
harmonia, que o vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto!" 
559. Também desempenham função útil no Universo os Espíritos inferiores e 
imperfeitos? 
"Todos têm deveres a cumprir. Para a construção de um edifício, não concorre tanto o 
último dos serventes de pedreiro, como o arquiteto?" 





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19 de novembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Pra fazer a caridade! , Mediunidade , Umbanda ,

Pra fazer a caridade!

Pra fazer a caridade!


Uma breve lição sobre a relação médium x mediunidade praticada





É praxe! Semanalmente abarcam centenas de pessoas nos terreiros com a intenção de desenvolver a mediunidade.

Dia destes um indivíduo em consulta perguntou ao Caboclo que lhe atendia:

- “Caboclo, preciso desenvolver a mediunidade, posso fazer isso aqui?”

O rapaz não conhecia o terreiro, era sua primeira visita, o Sr. Caboclo retrucou:

- Sim filho, pode sim, antes nos responda algumas perguntas simples e saberemos quando e onde iniciará seu desenvolvimento mediúnico.

- Pois sim Caboclo, qual a dúvida?

- Filho, sabe o que é mediunidade?

O rapaz esboçou surpresa em suas feições, pensou rapidamente e prosseguiu:

- Sei Caboclo, é a capacidade de incorporar os guias espirituais.

- Ah sim meu filho, entendo, mas devo dizer que isso não é mediunidade, ao menos não é bem isso que o Caboclo está perguntando, vou tentar ser mais claro. Você sabe para que serve a mediunidade?

- Sei sim, para fazer a caridade!

- Hmmm, e o filho quer desenvolver a mediunidade pra quê?

- Para fazer a caridade, ajudar as pessoas.

- Sei, sei… E porque o filho quer ajudar as pessoas?

O rapaz ficou pálido e sem graça arriscou:

- Para evoluir meu pai, porque esse é o caminho da luz.

- Que luz meu filho?

- Oras meu pai! A luz espiritual, como a vossa!

- Hmmm, como o filho imagina que seja o desenvolvimento mediúnico?

- Bem, já vi algumas vezes, vou vir de branco e vou girar até incorporar, mas já aproveitando, quero dizer que tenho receio de girar, não vou conseguir me concentrar, então prefiro que me deixem concentrando, assim será mais fácil.

O rapaz já falava como se fosse parte do grupo. O Caboclo interrompeu e disparou:

- Meu filho, que tipo de problemas você imagina que pode ter ao desenvolver a mediunidade?

- Acho que nenhum!? Por quê? Terei problemas?

- Depende.

- Como assim?

- Depende do que o filho escolher.

- Não estou entendendo.

O Caboclo silenciou, olhou para o Congá, baforou do seu charuto no corpo do rapaz, fechou os olhos, parecia estar orando, respirou fundo, olhou fundo nos olhos do rapaz e ensinou:

- Meu filho, você é mais um dentre milhares que se utilizam de discursos prontos, respostas decoradas, ambições estranhas e ansiedade para sentir-se melhor que os outros, o que é pior, via mediunidade.

Chegará o inevitável dia do seu desenvolvimento mediúnico, e Caboclo deseja que chegue, onde quer que seja.

Mas este Caboclo deseja mais ainda: que o filho tenha respostas verdadeiras, que encontre de uma forma pessoal o motivo real para o exercício mediúnico.

O filho precisa saber que mediunidade não é entretenimento, não é uma atividade que preenche apenas um espaço vazio da sua agenda.

O primeiro passo para o desenvolvimento mediúnico é o compromisso em buscar o autoconhecimento, é meditar muito, orar mais um tanto e ter a certeza de que quer assumir um compromisso do qual todos os demais compromissos na vida sejam secundários diante seus compromissos espirituais.

É preciso que saiba muito bem o que significa comprometimento, dedicação e respeito á tudo e a todos.

Estude bastante sobre esta religião que quer seguir, pois se não a compreender, jamais sentir-se-á compreendido pelos diferentes.

Considere que caridade não é dar passe, descarregar ou qualquer coisa que seja feito incorporado, saiba que esta é a nossa caridade, não sua, você médium e religioso tem nas incorporações e o que acontece a partir dela apenas uma consequência da fé e da mediunidade. Sua caridade deverá ser outras iniciativas e não ocultas em nossas incorporações.

Também lembre-se que ninguém ajuda ninguém se ao menos não esteja preocupado em se ajudar primeiro, em lapidar-se e aprimorar-se, antes de pretender ser fonte é preciso ser abastecido.

Você terá preceitos a seguir, então sua rotina de hoje já não será a mesma, o que você comeu hoje, se estivesse do lado de cá já não seria permitido.

Observe seus vícios e aceite que se ensina e ajuda mais pelo exemplo do que por boa vontade, se és um indivíduo rendido aos vícios da matéria, mesmo tendo plena consciência dos males, então busque livrar-se destes grilhões antes de pretender ser alguém que vá libertar os outros.

Ter mediunidade prática não te faz melhor do que ninguém, apenas reforça que você tem mais responsabilidade com o mundo, então não será por meio da mediunidade que poderá extravasar questões de carências mal resolvidas na infância.

Este caboclo poderia prosseguir com muitas outras considerações, mas vejo que o filho já entendeu, então Caboclo pergunta:

- O filho quer começar o desenvolvimento quando mesmo?!

Desconcertado, pensativo e visivelmente desapontado o rapaz responde:

- Meu Pai, desenvolverei quando ao menos conseguir praticar uma de suas ponderações, desculpe-me pelo tempo que lhe tomei, vou pensar sobre isso tudo.

- Não se desculpe meu filho, isso é o que o Caboclo veio fazer, amamos isso que fazemos, esta é a nossa oportunidade de fazer a caridade, se consigo te ajudar, isso me alegra. Mas meu médium não, ele apenas está no transe aprendendo com isso tudo e exercitando sua religiosidade, entendeu?

- Sim meu pai, acho que entendi!

- Então fique em paz e na luz meu filho, se for da sua vontade e dos Orixás, nos veremos mais adiante.

O rapaz agradeceu o Caboclo e emocionado retirou-se do terreiro, voltaria nas próximas semanas e talvez em alguns meses ou anos, ele sentiria o chamado, pela vontade Maior e não pessoal.

Este breve relato, é um fato e nos traz um alerta importante sobre a maneira que nos relacionamos com a mediunidade, então responda: qual é a sua maneira???

Rodrigo Queiroz





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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Você pratica uma "boa Umbanda"? , Umbanda ,

Você pratica uma "boa Umbanda"?

Você pratica uma "boa Umbanda"?

No dia em que são realizadas as giras na sua casa de Umbanda, você procura, horas antes, amenizar seus pensamentos, afastando os negativos e todas as mágoas e rancores, ou dá valor a esses sentimentos, como faz no dia-a-dia?


Horas antes, você procura alimentar-se de maneira mais frugal e sadia ou entrega-se aos prazeres do exagero da comida e da bebida, afinal ainda faltam algumas horas para a gira começar?

Antes de sair de casa você cuida de seu corpo e de seu espírito, higienizando a ambos, ou vai de qualquer forma? Tem uma roupa branca que usa exclusivamente para essa ocasião ou faz uso dela durante a semana também?

Ao cruzar a porta do terreiro deixa para trás os problemas que o afligiram durante a semana, afinal esse é seu momento de doação, ou carrega esses problemas e sentimentos inerentes a eles para dividir, ainda que involuntariamente, com os seus irmãos-de-fé, que fatalmente terão que dividir esse fardo com você (afinal numa gira de Umbanda as energias são compartilhadas)?

Você adentra o terreiro preocupado em solucionar os seus problemas pessoais ou pensando em praticar a caridade àqueles que esperam pacientemente na assistência?

Você entende que, numa gira de Umbanda, mesmo que não lhe sobre tempo para pedir ajuda às entidades para solucionar as suas questões particulares, você está colaborando com a sua própria evolução pelo simples fato de estar presente e servindo ao Divino e aos necessitados?

No congá você enxerga meras imagens de gesso ou pontos que emanam energias que você deve absorver a fim de realizar um bom trabalho?

Enquanto são tocados os pontos, você fecha seus olhos concentrando-se nos orixás e entidades que estão sendo chamados ou fica preocupado com o tempo que está correndo e os afazeres ou prazeres materiais que teve que deixar para participar da gira?

Você presta atenção nas roupas dos seus irmãos-de-fé, se elas são curtas ou extravagantes demais, ou cuida para que a sua alma esteja alva como deveria para aquele momento?

Em contrapartida, faz proveito da incorporação das entidades para extravasar seu ego, usando roupas esdrúxulas e exageradas, bem como para ingerir álcool e fumo em demasia, que no lugar de agradar as entidades, as expõem ao ridículo (bem como a si mesmo)?

Você faz do silêncio uma prece ou aproveita os momentos em que ele deveria reinar para conversar com os irmãos-de-fé sobre assuntos corriqueiros ou até mesmo fofocas e maledicências? Permite que a sua língua seja maior que a sua fé ou a sua dedicação à Umbanda?

Costuma dizer que as entidades ou orixás são seus – “meu Ogun”, “meu caboclo” – e acredita que você é quem realiza o auxílio aos necessitados ou tem consciência de que é um mero instrumento da espiritualidade a serviço do bem?

Olha os consulentes com certo desdém quando eles relatam um problema que para você é banal, mas que para eles pode ser o mais grave do mundo?

Diz a todos que não lembra de absolutamente nada enquanto cede seu corpo às entidades, quando na verdade possui a chamada “mediunidade consciente”?

Usa o bom nome da Umbanda e das entidades para amedrontar seus desafetos, denegrindo a imagem de nossa religião, já tão injustiçada perante a sociedade?

Alguma vez já simulou estar incorporando uma determinada entidade para dizer a alguém coisas que não teria coragem de dizer sem usar esse subterfúgio? 

Já usou a sua mediunidade para obter favores pessoais, materiais e financeiros?
O que você sente quando a gira termina e você vai para casa? 

A satisfação por ter cumprido o seu dever auxiliando a sua própria evolução e ao próximo, ou sente-se revoltado porque algum médium brilhou mais que você ou demorou demais atendendo aos consulentes, atrasando o encerramento dos trabalhos?

Responda a essas perguntas com sinceridade e saberá se você pratica uma “boa Umbanda”. Lembre-se que nenhum de nós é perfeito, mas trilhamos o caminho da Umbanda a fim de minimizar as nossas imperfeições, e não para acentuá-las.

Douglas Fersan



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14 de novembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Egrégora - Por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Livros de Umbanda ,

Egrégora - Por Ednay Melo

Egrégora


Egrégora

Egrégora é o conjunto de formas-pensamento direcionados para um determinado objetivo. No plano astral, mais próximo do plano material, vibram pensamentos e emoções de encarnados e desencarnados e através dos nossos chakras, que são transmissores e receptores eletromagnéticos, estamos em constante ressonância com as vibrações do nosso exterior. Então, pensamentos, emoções e intenções afetam diretamente as pessoas através desta ressonância. Podemos interagir no plano espiritual através da vontade e do pensamento, da mesma forma que interagimos no mundo físico através dos sentidos.

As formas-pensamento tornam-se mais poderosas quando duas ou mais pessoas se reúnem em torno de um único objetivo e quanto maior a concentração, maior a atuação da egrégora. Na Umbanda, esta concentração pode ser adquirida através do ritual, isto é, através da repetição de um comportamento direcionado para um objetivo.

A egrégora estabelecida dá vazão à mente intuitiva, é comum, por exemplo, mais de uma pessoa ter o mesmo pensamento ou a mesma ideia sem terem trocado palavras. Quanto maior a ritualística, a concentração e a emoção, maior e mais forte é a egrégora. A energia da egrégora auxilia a causa para a qual o grupo trabalha (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 1 - Ednay Melo

À venda no Clube de Autores







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11 de novembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Ciganos na Umbanda , Linhas Auxiliares na Umbanda , Livros de Umbanda ,

Ciganos na Umbanda

ciganos na umbanda

“Eu vi um formoso Cigano
Sentado na beira do Rio
Com seus cabelos negros
E os olhos cor de anil
Quando eu me aproximava o cigano me chamou
Com seus dados nas mãos 
O cigano me falou 
Seus caminhos estão abertos 
Na saúde, na paz e amor, 
Foi se despedindo e me abençoou 
Eu não sou daqui, mas vou levar saudades, 
Eu sou o Cigano Pablo, lá das Três Trindades.”

Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda, e “carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.

Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.


O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.

A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização doutrinária. Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.


Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas. Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.

Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.

Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs. O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.


Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais. Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.

Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também. É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.

Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento. Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.


É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos. Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.

Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.




Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal. Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce. E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.

Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.

As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos.


Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.

É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”

Trecho extraído do livro “Rituais e Mistérios do Povo Cigano" / Nelson Pires Filho


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8 de novembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Oferendas no Ritual Umbandista , Ritualísticas ,

Oferendas no Ritual Umbandista

Oferendas no ritual Umbandista!
Psicografado por Géro Maita


Pergunta: Qual a finalidade das oferendas dentro do ritual Umbandista?


Baiano José: Sei que minha resposta vai desapontar a muitos irmãos e irmãs que direcionam sua mediunidade dentro da lei de Umbanda, mas em pleno século XXI fica inaceitável ainda acreditarmos que velas, frutas, panos e flores possam fazer o resultado acontecer por si só, sem a necessidade de uma reforma intima e uma fé balizada na proposta de Jesus em nossas vidas.

As oferendas em sua origem Africana diferem e muito do objetivo que hoje são direcionadas, lá temos o negro que devido a época em que se encontrava oferecia aos Orixás o que tinha de melhor dentro de sua casa. Tomemos como exemplo quando vamos receber visitas em nossa casa, sempre gostamos de oferecer o que temos de melhor e nesta localidade o negro oferecia o que não lhe faltava a mesa, ai vemos o fundamento da "comida" dentro do ritual Umbanda, originando a festa comemorativa do OLUBAJÉ.

Nos dias atuais com uma gama de informações que nos chegam através dos meios de comunicação como: Sites, mídia televisiva, livros de diversos autores etc... Ainda encontramos irmãos e irmãs sujando cachoeiras, praias, campos, matas etc... Levando a estes locais "comida" para conseguir sucesso financeiro, amor, saúde, paz e harmonia, dons que compete a cada um busca-los através do empenho e da atitude de progresso e isso não compete a este ou aquele Orixá cuja finalidade na natureza como essência divina é bem diferente do que infelizmente ainda presenciamos nas "casas de santo", "terreiros" e "santuários".

Santo não come meus filhos, por que não existe matéria carnal para isso! A ativação do elemento vegetal pode ser feita mentalmente através de uma prece com fé e devoção. Tomemos como exemplo se um de meus irmãos ou irmãs desejam fazer uma oferenda a Oxum em uma cachoeira, podem se dirigir a mesma levando flores que deverão ser plantadas ato este que preserva, não choca e mantem a atitude de respeito para esta força denominada Orixá. Após o plantio, podemos entoar de forma singela um cântico para Oxum e com fé e devoção fazermos nossa oração que lhes asseguro meus irmãos e irmãs será escutada da mesma forma.

Hoje cometem-se excessos em nome da Umbanda e os mesmos mais servem de "muleta vibratória" do que "fundamento doutrinário".
Não adianta nos dirigirmos a um ponto onde se concentra esta ou aquela força de Orixá, para sujarmos e poluirmos este santuário natural. O ato de oferendar a inicio impressiona pelas cores, formas e essências que compõem uma oferenda, mas vale lembrar que isso vai apodrecer com o tempo, gerando náuseas, asco e infelizmente criticas classificando a Umbanda como "manifestação de baixo espiritismo!"

Não temos intenção de ofender aqueles que acreditam que o sabonete e o Manjar para Yemanjá vai lhes trazer algo, isso é uma questão doutrinária em que muitos ainda necessitam desta "muleta" para desenvolverem sua fé e fortalecerem sua crença.

Se, portanto, quando fordes depor vossa oferenda no altar, vos lembrardes de que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vós, - deixai a vossa dádiva junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois, então, voltai a oferecê-la. - (S. MATEUS, cap. V, vv. 23 e 24.) 8. Quando diz: "Ide reconciliar-vos com o vosso irmão, antes de depordes a vossa oferenda no altar", Jesus ensina que o sacrifício mais agradável ao Senhor é o que o homem faça do seu próprio ressentimento; que, antes de se apresentar para ser por ele perdoado, precisa o homem haver perdoado e reparado o agravo que tenha feito a algum de seus irmãos. Só então a sua oferenda será bem aceita, porque virá de um coração expungido de todo e qualquer pensamento mau. Ele materializou o preceito, porque os judeus ofereciam sacrifícios materiais; cumpria--lhe conformar suas palavras aos usos ainda em voga. O cristão não oferece dons materiais, pois que espiritualizou o sacrifício. Com isso, porém, o preceito ainda mais força ganha. Ele oferece sua alma a Deus e essa alma tem de ser purificada. Entrando no templo do Senhor, deve ele deixar fora todo sentimento de ódio e de animosidade, todo mau pensamento contra seu irmão. Só então os anjos levarão sua prece aos pés do Eterno. Eis aí o que ensina Jesus por estas palavras: "Deixai a vossa oferenda junto do altar e ide primeiro reconciliar-vos com o vosso irmão, se quiserdes ser agradável ao Senhor." 
O Evangelho segundo o espiritismo - Editora FEB

A Umbanda meus irmãos e irmãs passa por um momento de espiritualização e religião sem espiritualização é só um amontoado de dogmas!



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