Dezembro 2012 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

26 de dezembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , O Axé Através da Mediunidade , Livros de Umbanda , Mediunidade ,

O Axé Através da Mediunidade

O Axé Através da Mediunidade


Axé é o fluido cósmico universal. Tudo tem axé: os minerais, as matas, as folhas, os frutos, a terra, os rios, os mares, o ar, o fogo. Todos nós, seres vivos, animamos um corpo físico que é energia condensada, e que também pode ser definido como "uma usina de fluido animal" (um tipo específico de axé), pois estamos em constante metabolismo energético para a sustentação biológica da vida, que é amparada por um emaranhado de órgãos, nervos e músculos, os quais liberam, durante o trabalho de quebra de proteína realizado no interior de suas células, uma substância etéreo-física de que os mentores espirituais se utilizam em forma de ectoplasma.

Durante a manifestação mediúnica no terreiro, são liberadas grandes quantidades de ectoplasma, decorrentes do próprio metabolismo orgânico dos médiuns e da multiplicação celular realizada em nível de plasma sanguíneo (na verdade, uma variedade de axé). Portanto, estamos sempre produzindo novas matrizes celulares, e a cada sete anos, em média, temos um corpo físico "novo". Nossa fisiologia é sensível à produção de um manancial fluídico consistente e necessário, uma espécie de "combustível" indispensável às curas, desmanchos de magias e outras atividades espirituais que ocorrem nas sessões mediúnicas, inclusive as cirurgias astrais.

Essa força fluídica que em tudo está é da natureza universal, independentemente do nome que queiramos designá-la. Os orientais a definem como prana (Palavra de origem sânscrita. Traduzida textualmente quer dizer "sopro de vida", ou energia cósmica e dinâmica que vitaliza todas as coisas e todos os planos de atividade do espírito imortal. Onde se manifesta a vida, aí existe prana. Na matéria, o prana é a energia que edifica e coordena as moléculas físicas, ajustando-as de modo a compor as formas em todos os reinos (mineral, vegetal, animal e hominal). Sem prana, não haveria coesão molecular nem formação de um todo definido. Texto extraído da obra Elucidações do Além, do autor espiritual Ramatís, psicografado por Hercílio Maes, 11ª edição, cap. 18,Editora do Conhecimento. Limeira, SP, 2007).

Numa linguagem mais esotérica, é fruto de variações, no plano etéreo-físico, da energia primordial que sustenta o Cosmo, em maior ou menor nível de condensação, para se manifestar no meio materializado afim. Existe uma natural, permanente e constante permuta de axé entre os planos vibratórios e as dimensões. Liberam axé processos químicos do tipo: decomposição orgânica, evaporação, volatização e corrosão de certos elementos. É possível a liberação de axé do plano físico para o éter espiritual intencionalmente, por meio da queima de ervas e macerações, ou nas oferendas rituais com frutas, perfumes, água, bebidas e folhas.

O axé é importantíssimo para a realização de todos os trabalhos mediúnicos. Na umbanda, o método de movimentação dessa substância difere dos utilizados em outros cultos aos orixás, já que a mediunidade é sua ferramenta propulsora e condutora. É por meio da força mental do médium, potencializada pelos espíritos-guias, que são feitos os deslocamentos de axé-fluido-energia. Os elementos materiais também podem ser utilizados, e então funcionam como potentes condensadores energéticos. Mas não são indispensáveis, pois deve prevalecer o mediunismo, e precisam ser encarados como importantes elementos de apoio, sem que deles criemos uma dependência psicológica ritualística.

Entendemos que o equilíbrio na movimentação de axé se deve ao fato de que são utilizadas quantidades precisas e necessárias à caridade, não existindo excesso ou carência. Sejam os fluidos liberados pelos elementos materiais manipulados, ou pelo axé trazido pelos guias das matas e do plano astral, associado ao fornecido pelos médiuns, não há nenhum excesso. Há de se considerar que uma parcela da assistência é doadora natural de axé positivo, o que se dá em virtude da fé, da veneração e da confiança no congá e nos guias espirituais. Toda a movimentação de axé é potencializada pelos espíritos que atuam na umbanda, falangeiros dos orixás que têm o poder mental para deslocar o axé relacionado com cada orixá e seu sítio vibracional correspondente na natureza. Todos esses procedimentos de atração e movimentação de axé não são baseados em trocas, obrigações, barganhas, "toma lá da cá", e sim na caridade desinteressada. Falar em movimentação de axé sem citar exu é como andar de sapatos sem solas: um faz parte do outro. É exu, enquanto vibração, que desloca o axé entre os planos vibratórios; ele é o elemento dinâmico de comunicação dos orixás que se expressa quando o canal mediunidade é ativado.

Como o axé é o sustentáculo da prática litúrgica umbandista, precisa ser regularmente realimentado, pois tudo o que entra sai, o que sobe desce, o que abre fecha, o que vitaliza se desvitaliza, para haver um perfeito equilíbrio magístico entre a dimensão concreta (física) e a rarefeita (espiritual). Sendo assim, mesmo que não manifestado pelo mecanismo da incorporação, pois existem terreiros que não permitem a manifestação dessa vibratória no psiquismo de seus médiuns, exu é o elo de ligação indispensável no ritual de umbanda. Por isso, não é necessário usar o axé do sangue nos trabalhos, hábito atávico que permanece em outros cultos, os quais respeitamos, sem emitir quaisquer julgamentos, pois não somos juízes de nenhuma religião, embora nossa consciência não aceite a prática de tais atos litúrgicos, mesmo com fins "sagrados".

Na umbanda, o aparelho mediúnico é o meio vitalizador do ciclo cósmico de movimentação do axé, retro-alimentando-o. Sendo usina viva de protoplasma sanguíneo (ectoplasma específico gerado a partir do citoplasma das células), a cada batida do seu coração a energia vital circula em sua aura, através do corpo etérico, repercutindo em extratos vibratórios nos corpos mais sutis, e volatilizando no plano astral. Assim, os espíritos mentores, quais pastores de ovelha tosquiando a lã nas quantidades exatas que se renovarão, apoiam-se nos médiuns que fornecem a energia vital indispensável aos trabalhos caritativos.

Entendemos que o amor dos guias espirituais, enviados dos orixás na prática da caridade umbandista, não combina com a imolação de um animal ou o sacrifício de uma vida para elaboração de uma oferenda votiva com a intenção de estabelecer o intercâmbio com o "divino", objetivando uma troca de axé, ou para atender pedidos pessoais acionados por trabalhos pagos.

Existem espíritos mistificadores, muitos dos quais fazendo-se passar por verdadeiros guias da umbanda, que pedem sacrifícios e comidas, a fim de vampirizar esses fluídos. Estes são dignos de amparo e socorro, que é o que fazem as falanges de umbanda.

Norberto Peixoto / Umbanda Pé no Chão - Editora do Conhecimento



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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Ética Mediúnica , Livros de Umbanda , Mediunidade ,

Ética Mediúnica

Ética Mediúnica
Por que certos médiuns em terreiros de cultos afro-brasileiros, após ingerir, quando incorporados, grande quantidade de bebida alcoólica, findo o transe mediúnico não apresentam sintomatologia de embriaguez?

Nos terreiros que adotam este tipo de comportamento por parte dos médiuns, é comum observar a ignorância total ou quase total das leis que regulam o equilíbrio energético, tanto no que tange ao delicado momento de intercâmbio mediúnico, quanto a respeito da estrutura do duplo etérico e do perispírito.

Quando há ingestão de álcool e a aproximação de espíritos que são vinculados a tal prática, em geral ocorre o fenômeno do vampirismo.

Nesse caso a vítima, isto é, o médium, pode ser preservado temporariamente de certos efeitos pela própria entidade que o vampiriza; afinal, ela não tem interesse de perder seu" copo vivo", que a mantém abastecida com certo teor de ectoplasma alterado pelas emanações etílicas.

O interesse do espírito que rouba as energias do médium deve-se ao fato de que tais emanações lhe proporcionam sensações semelhantes ás que tinha quando encarnado, ao fazer uso de substâncias tóxicas ou alcoólicas.

No entanto, convém observar que, se o médium não sente as conseqüências imediatas ou os efeitos tóxicos da bebida ingerida, é que seu duplo etérico, já viciado em tais emanações, sofreu um rompimento abrupto .

Também ocorre que, durante esse tipo de transe, o duplo se afasta da linha de equilíbrio que demarca os limites de sua atuação junto ao corpo físico- afastamento que acontece mais por impositivo de uma ação antinatural e forçada por parte da entidade , que deseja fazer uso dos fluidos do médium.

Seja como for, em qualquer situação, mesmo disfarçada com máscara de bondade ou de realização da caridade, o médium sofrerá as conseqüências desse tipo de intercâmbio, que, de acordo com a persistência do hábito, poderá se danificar de forma definitiva.

Ocorrendo o rompimento da tela etérica devido ao uso de substâncias tóxicas que a violentam, dificilmente se poderá reconstituí-la na mesma encarnação.

Texto retirado do livro "Consciência " de Robson Pinheiro, ditado pelo espírito de Joseph Gleber.




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24 de dezembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Natal no Reino de Olorum , Umbanda ,

Natal no Reino de Olorum





Natal no Reino de Olorum



A humanidade estava perdendo a fé, o amor ao próximo estava cada vez mais distante, a natureza estava em total desiquilíbrio, o Divino Criador estava muito preocupado...

Decretou então que todos os Orixás viessem a sua presença urgente.

-O que faremos para que a harmonia, a paz, o amor, a fé sejam novamente morada nos corações de todo mundo?

Cada Orixá deu uma ideia magnânima, eu faço isso eu faço aquilo todas de impossível realização, e assim ficaram horas e horas discutindo, cada um falando que a sua ideia era melhor do que a do outro que o seu poder era maior e assim o tempo foi passando...

De repente a reunião foi interrompida por algazarras, gritos e risadas, acabavam de chegar várias divindades mágicas todas regidas por algum dos Orixás presentes, os Erês.

E foram logo dando a sua ideia - Pai Olorum que tal montarmos uma árvore de Natal.

Com vários presentes, brinquedo, doces, todos ficariam muito felizes...

Olorum pensou, pensou...- É essas crianças tem muita sabedoria mesmo, vamos enfeitar o Natal da humanidade, esta é uma ótima ideia.

O alvoroço voltou a predominar, os Orixás não concordavam, e indagavam entre si.

- Imaginem os seres humanos não sabem mais qual é o motivo da comemoração do dia 25 de dezembro, Papai Noel, então, nem se fala, árvore de Natal... todos riam muito...

Mas Olorum não se intimidou, e logo decretou que Odé, fosse buscar em suas matas, o mais lindo Pinheiro Natalino que encontrasse. Xangô muito desconfiado foi junto, usaria seus machados se fosse preciso. E assim foi feito.

Enfeitaram o pinheiro com laços, bolas coloridas, as mais lindas que já se viu. Fios de ouro, prata, diamantes... - Mas,,, a árvore de Natal lindíssima, imensa, brilhava muito, e sua beleza ofuscava os olhares de todos,,, mas,,, mesmo assim faltava algo...

Olorum conversou novamente com todos e decretou que todos se despojassem de algo bem precioso e colocassem aos pés do gigantesco pinheiro.

Bará deixou sua chave, Ogum, sua espada, Iansã deixou a tempestade, Xangô de pronto deixou seus machados, Odé e Otim deixaram seu arco e flecha, Obá, deixou suas navalhas, Ossanhe deixou sua cabaça que continha o segredo de todas as folhas, Xapanã seu xaxará, Oxum seu espelho, Yemanjá, seu abebé, e assim foi, várias nações de Orixás conhecidos, cultuados ou não, seres mágicos da natureza, deixaram também alguns presentes.

-Agora sim a árvore ficou bela!!!.- Falaram todos em conjunto.

Olorum por sua vez olhou,,, olhou,,, e reuniu todos mais uma vez

-Vocês só tem isso para dar? Olhem para dentro de si mesmos, e doem o melhor de cada um, com amor, carinho é disso que realmente a humanidade precisa.

Os Erês logo correram e subiram na árvore, colocaram várias bolas coloridas com alegria, brincadeiras e felicidade.

O Bará também não perdeu tempo, com a sua chave foi abrindo vários caminhos e pendurou na árvore.

Ogum pegou sua espada e imediatamente cortou vários males e também pendurou na árvore.

Iansã, com seus ventos, foi logo levando toda a maldade, injustiças, inimigos, egoísmos. E seus raios iluminavam a árvore como estrelas brilhantes.

Xangô, não quis ficar para traz, e logo foi fazendo vários decretos para que a justiça prevaleça sempre.

Odé e Otim trouxeram muita fartura, moradias, saúde, abertura de bons negócios.

Obá, por sua vez cortou todas as maldades e maus pensamentos.

Ossãem abriu a cabaça dos poderes e as ervas medicinais espalharam-se como uma magia divina.

Xapanâ deixou o poder de cura da alma e do espírito.

Oxum trouxe o amor, comunhão, a afetividade e o dom da recepção.

Yemanjá, teve um pouco de trabalho, mas conseguiu trazer toda a essência de seu mar e ondas, por segundos a árvore ficou completamente iluminada e coberta de pérolas de paz e harmonia, suas águas emanavam o mais puro carinho de mãe.

Oxalá estava em missão importante, pois Olorum havia solicitado que ele fosse muito longe. lá nos fundos dos corações de toda a humanidade e procurasse a fé, que está sendo perdida.

Vencedor Oxalá veio com os presentes mais pesados e raros para a árvore, todos os Orixás o ajudaram a carregar e energizar tudo.

Ele trouxe a fé, a religiosidade, o otimismo e a perseverança.

Olorum logo colocou a fé no pico mais alto da árvore, e, então o pai da criação lançou sobre a árvore, todo o seu poder mágico, energizando e abençoando todos os seus filhos.

Agora sim, o Natal voltará a ser o mesmo, temos tudo que precisamos, se não tivermos procure dentro do seu coração e com certeza sua árvore de Natal brilhará como nunca e estará bem iluminada por todas as Divindades do Grande Pai Olorum..

Quando for enfeitar a sua árvore, faça como os Orixás, procure dentro de si, o melhor, e, realmente entendam, qual o sentido e o significado do dia 25 de dezembro.


Um Feliz Natal e muito Axé para todos!


Autor desconhecido



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13 de dezembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Pai Oxalá - Por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Livro Umbanda Luz e Caridade / Ednay Melo , Livros de Umbanda , Umbanda ,

Pai Oxalá - Por Ednay Melo




Pai Oxalá

Dia da semana: domingo – dia do Astro Sol

Data comemorativa: 25 de dezembro

Sincretismo: Jesus Cristo

Cor: branco

Ervas: mirra, tapete de oxalá, alecrim e outras.

Frutas: pera, melão, coco verde e outras.

Flores: Lírios brancos e todas as flores brancas, exceto rosas.

Pontos de Força: Campos abertos

Elemento: ar

Pedra: quartzo transparente

Símbolo: cajado de alumínio

Saudação: Epa Babá! – Significa: Salve a honrosa presença do Pai!

Astro: Sol – Astro Rei. O Sol está ligado ao arquétipo de realeza, grandeza, luz, equilíbrio de todos os planetas e sustentação da vida.

Deuses na mitologia greco-romana: Hélio para os gregos e Apolo para os romanos.


Oxalá na Umbanda é sincretizado com Jesus Cristo, mas não é o próprio Jesus Cristo. Assemelha-se a Ele devido a força energética altamente sutil e sagrada que O caracteriza, bem como devido ao arquétipo de perfeição e de realeza que Ele representa. A diferença principal entre ambos é que Jesus é espírito altamente evoluído e Oxalá não é espírito, é uma das qualidades de Deus, assim como são todos os Orixás. O cérebro humano é treinado para entender a linguagem dos sinais e das formas, como o uso das palavras e imagens, daí pode-se entender Oxalá utilizando a imagem de Jesus que a Igreja Católica introduziu, ou a que nós mesmos possamos ter criado, o que importa é nos ligarmos a Ele através da fé. Na Umbanda ele é o segundo a ser louvado, mas que isto não seja uma regra, pois Ele é a mais perfeita representação de Deus, podendo-se louvar somente a Ele e naturalmente as emanações energéticas da prece são encaminhadas também ao Pai Olorum (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 2 - Ednay Melo

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8 de dezembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Dia 08 de dezembro - Salve Iemanjá , Orixás na Umbanda ,

Dia 08 de dezembro - Salve Iemanjá



Odoiá!



Iemanjá na Umbanda




Oração à Iemanjá:

"Mãe Iemanjá, derramai vossos poderosos fluídos sobre todos nós. Que vossa misericórdia continue a se estender sobre todos os reinos. Que os fracos sejam protegidos pelos vossos braços e que os humildes sejam enaltecidos pelo ruído do mar. Que os orgulhosos percam a arrogância e sintam como é bom ser bom, porque a maldade só nos torna pequenos perante o vosso reino, Senhora. Que os doentes recebam de vós, minha Santa Rainha, a cura para todos os males, através das emanações e de vossas vibrações e que nós sejamos purificados em vossas sagradas águas. Que a força do vosso reino seja para nós um escudo contra as más influências dos seres inferiores, pois ainda somos crianças no reino em que vivemos e mal o conhecemos. Que o vosso sagrado manto agasalhe todos os necessitados e traga o vosso calor de Santa Mãe, que vós sois. Senhora, tende piedade de tantos que, como eu, vos invocamos neste momento sublime. Atendei-nos em nossos pedidos, Mamãe, e para tanto deixamos nossas suplicas na sétima onda do vosso mar." 
Assim seja.



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6 de dezembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Marinheiros na Umbanda - Por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Linhas Auxiliares na Umbanda , Livro Umbanda Luz e Caridade / Ednay Melo , Livros de Umbanda ,

Marinheiros na Umbanda - Por Ednay Melo

Marinheiros na Umbanda
Linha dos Marinheiros 

A linha auxiliar dos Marinheiros na Umbanda é composta por espíritos que trabalham pela caridade, que podem ter sido marinheiros ou não em outras encarnações. É o arquétipo do homem corajoso e destemido, que não se intimida com as tempestades sobre o seu campo de ação, que sabe utilizar de estratégias para controlar os maus tempos.

A Linha dos Marinheiros é regida pela Orixá Iemanjá, Rainha do Mar, que direciona, sustenta e ampara os espíritos que trabalham sob a irradiação da maior potência energética do planeta, considerando que este é composto mais de água do que de terra.

Esta Linha é também conhecida como "Povo da Água" porque pode ser regida também pelas Orixás Oxum e Nanã em menor proporção do que Iemanjá. Dependerá da necessidade do trabalho dos Marinheiros diante destas três forças (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 4 - Ednay Melo

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4 de dezembro de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Vaidade e Mediunidade , Mediunidade ,

Vaidade e Mediunidade

Vaidade e Mediunidade

A Umbanda, por não possuir uma codificação doutrinária que "padronize" seus rituais, usos e costumes litúrgicos no intercâmbio mediúnico, abriga um grande número de seguidores e adeptos.

Assim como vai esclarecendo, confortando, promovendo a reforma íntima e evangelizando através das consultas individuais e assistência espiritual do Plano Astral Superior, dando alento a todos os necessitados independente das crenças individuais, ao mesmo tempo sofre os desmandos de alguns filhos de fé umbandista que se deixam envolver pelo astral inferior e acabam praticando uma falsa Umbanda:
com vaidade, ganho financeiro, oferendas descabidas e sacrifícios de animais.

Os médiuns vaidosos são os mais visados pelos ataques das sombras, sempre dispostos a atender aqueles que se encontram com o ego exaltado.

Pela característica das manifestações mediúnicas na Umbanda, é exigido dos médiuns um esforço contínuo no sentido de manterem a humildade, eis que não existe Guia mais "forte" do que outro, pois os critérios que levam à concretização dos pedidos dos consulentes independem do nome da entidade que assiste o medianeiro, da sua hierarquia espiritual ou se estão mais ou menos "incorporados" no "cavalo".

O que leva a brisa benfazeja para os que buscam a Umbanda para a cura, o alento espiritual, e até algumas questões que envolvam auxílio das falanges benfeitoras no campo material, é nada mais que o merecimento, associado ao respeito do livre arbítrio de todas as criaturas.

Essa é a maior dificuldade dos médiuns:

-discernir as fronteiras tênues do que intermediam com o Astral – se é adequado dentro das leis de equilíbrio e de causalidade que regem o carma de todos os seres.
-A ambição atiçada pelo ganho fácil e seguidamente provocada pelos elogios dos consulentes, que procuram agradar os médiuns em troca de favores, trabalhos milagrosos e toda sorte de ajuda que envolve as situações comezinhas da vida material, é como a ferrugem que lentamente e sem maiores esforços corrói fina ourivesaria.

Trecho do livro Jardim dos Orixás / Norberto Peixoto / Ramatis




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