15 de dezembro de 2013

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Fotos dos Orixás Homenageados no Mês de Dezembro


E assim, com muita alegria e consciência do dever cumprido, encerramos o nosso ano...



Homenagem Orixás dezembro


Homenagem Orixás dezembro
Epa Babá nosso Pai Oxalá! Salve a sua grandeza e o seu amor por nós!



Homenagem Orixás dezembro
Eparrê nossa Mãe Iansã! Salve a sua perseverança a se refletir em nós!



Homenagem Orixás dezembro
Odô iá! Oh doce Iabá nossa Mãe Iemanjá! Salve a sua luz a nos direcionar!




Homenagem Orixás dezembro


Agradecidos estamos e sempre estaremos pela oportunidade de interagir com as energias sublimes dos nossos Divinos Orixás!

Agradecidos estamos a todos os que confiaram e se uniram a nós para expandir esta pequena centelha de luz a todos os necessitados!

Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos os que fazem a Família TULCA e a todos os que fazem a nossa grande família universal.

Ednay Melo



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13 de dezembro de 2013

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Salve o Dia 13 de Dezembro - Salve a Marujada!

Marinheiros

Marinheiros

Entidades que trabalham na linha das águas, os marinheiros chegam aos terreiros cambaleando como quem não se acostuma à terra firme. Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga grande com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão.

As giras de Marinheiros são bem alegres e descontraídas. Eles são espíritos alegres e cordiais que gostam de imitar os marujos nos tombadilhos dos navios em dias de tempestade. Na verdade, são seus magnetismos aquáticos que lhes dão a impressão de que o solo está se movendo sob seus pés, o que os obriga a se locomoverem para a frente e para trás. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas, são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e amigos. São verdadeiros curadores de alma e até das doenças físicas, afinal, devido às suas experiências em alto mar possuem muito conhecimento sobre a medicina popular.

Trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, seja do nosso interior ou do mundo que nos rodeia, se tivermos fé e confiança. Não vêm trazendo o peixe, mas ensinando seus filhos a pescar.

Fonte: Águas de Oxum



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12 de dezembro de 2013

Festa de Ibejada



-Uau...que lindo! Veja quanto balão colorido...E quantos amiguinhos tem aqui!!!

Os olhos da menina brilhavam ao entrar naquele ambiente onde fora conduzida durante o coma, por seu amigo protetor. Enquanto seu corpo inerte sobre o leito hospitalar, acoplado a vários aparelhos, mantinha uma vida quase artificial, em corpo espiritual foi retirada daquele ambiente triste, para que pudesse receber auxílio junto a um terreiro de Umbanda onde se realizava uma festa de Ibejada.

-Tio, quero aquele balão...me dá um pirulito? Posso tomar guaraná?

Milena, ali naquele local não aparentava mais a menina depressiva e triste que há vários dias adoecera e simplesmente desistiu de querer viver, por isso entrou em inanição, chegando ao coma. Cansada de maus tratos pela mãe adotiva e sem ter a quem se socorrer, resolveu que queria morrer quando ainda não tinha 6 anos de idade.

Agora Milena, entre as crianças encarnadas que se aglomeravam em meio aos Ibejis e todos aqueles doces e refrigerantes, sorria feliz. Estando em corpo espiritual, não podia ser vista pelos encarnados, porém ela percebia nitidamente, não só os médiuns que recebiam os espíritos chamados de Ibejis, como também os próprios espíritos acoplados a estes. Depois do primeiro instante de fascinação, a menina passou a observar cada um daqueles "amiguinhos" que se diferenciavam pela luz e beleza.

-Que menina linda vem nos visitar – falava Mariazinha, receptiva e sorridente.

-Oi, quem é você?

-Me chamo Mariazinha e gostaria de te ajudar. Me contaram que anda tristinha...querendo morrer.

-É...foi o tio que te contou?

-Também...

-Ah, amiguinha...agora eu não estou mais triste pois o tio me trouxe aqui onde tem muitas crianças, doces e todos esses balões...tem até bolo de aniversário. Eu nunca ganhei um, sabia?

Hum, então vou te servir um pedação deste bolo gostoso que tem o poder de devolver a alegria e o doce a todos os corações tristes e amargurados.

Milena agora se deliciava com o bolo ( cópia energética do existente no plano material) o que a levou a adormecer em corpo astral e, ali mesmo, no ambiente espiritual do terreiro, em departamento específico para estes tratamentos, foi levada a relembrar através de seu mental de vida pretérita onde plantou essa colheita dolorosa, bem como de seu comprometimento antes da atual reencarnação. Isso era possibilitado pelo fato de estar ali, naquele corpinho infantil, um velho espírito endividado com as Leis. Antiga freira, responsável por orfanato que acolhia órfãos, usou de sua autoridade e amargura para maltratar e por vezes escravizar as pobres crianças que eram a ela destinadas pela igreja.

De maneira amorosa, aquele espírito que se fazia também infantil durante a Ibejada, juntamente com o "tio"- protetor de Milena – agora a faziam relembrar bem como imantavam a nível cerebral essa lembrança que serviria para que, quando acordasse no corpo físico e pela necessidade de ressarcir as dívidas contraídas, sentisse mais alegria e vontade de viver, prosseguindo sua jornada encarnatória tão necessária para reajuste daquele espírito.

Enquanto a festa no terreiro prosseguia alegre, com os Ibejis curando e brincando com a meninada, Milena foi levada de volta ao seu corpo físico. Muitas coisas agora se diferenciavam a nível mental, emocional e energético que seriam repassadas ao seu corpo físico bastante debilitado. No dia seguinte, ao amanhecer as enfermeiras constataram que Milena recuperava seus sinais vitais, não necessitando mais ficar ligada aos aparelhos, para em breve já voltar a se alimentar e sorrir.

Sua saída do hospital era aguardada por uma "tia" do Conselho Tutelar que a levaria até um abrigo infantil. Sua mãe perdera a guarda da menina. De agora em diante, sua rotina seria assim, alternando-se entre algumas tentativas de adoção e sua volta aos abrigos, até que na adolescência um casal estrangeiro lhe possibilitaria a chance de ter um lar e se profissionalizar.

A Linha das Crianças que atua na Umbanda, denominada de Ibejada , Yori ou Cosme e Damião é trazida ao plano terreno através da irradiação dos médiuns, pelos protetores que em forma plasmada de crianças e agindo como tal, se apresentam no terreiro brincando e distribuindo alegria aos consulentes. Espíritos portadores de grande sabedoria e elevação, através das brincadeiras infantis, possibilitam dessa maneira, que as pessoas afrouxem seu emocional, liberando para que eles atuam a nível energético. Oferecem doces que contém já a energia necessária e que vai agir, de certa forma, como um remédio.

Relembrando as palavras de Jesus: - Deixai vir a mim as criancinhas, pois delas é o reino dos céus – que nada mais significava do que a pureza de que se revestem ainda as crianças, tão necessária ao nosso aprendizado adulto. A sua facilidade natural em esquecer ofensas como também em manifestar suas emoções, sem máscaras.

Nas festas ou giras de Ibejada, além dos consulentes encarnados, a espiritualidade aproveita para trazer muitos outros em desdobramento do sono ou que se encontram em coma, para receber o auxílio a nível energético. Além ainda, do grande número de espíritos desencarnados e que se acham ainda adoentados, principalmente a nível emocional.

Portanto a festa é total e completa. Uma festa de alegria, de cura, de transformação. E assim, através de Mariazinhas, Joãozinhos, Cosmes e Douns, no meio de balas de côco e brincadeiras, nossos sábios protetores e guias nos permitem a ajuda evolutiva de que tanto carecemos.

Salve a Ibejada!

Contada por Vovó Benta.
Leni W.S - 2008
www.tuva.com.br






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10 de dezembro de 2013

A Prática Umbandista

Nessa caminhada evolutiva, estamos em constante intercâmbio com o plano espiritual, de onde recebemos influências de entidades amigas que nos auxiliam, ou de desafetos que procuram nos prejudicar.

Todos os seres encarnados no planeta são suscetíveis a essas influências e a maioria das religiões tem conhecimento disso, tanto que sempre se acreditou em anjos da guarda, em gênios do bem e do mal, demônios e outras crenças similares.

Algumas pessoas, contudo, possuem uma maior capacidade de estabelecer contato com os irmãos desencarnados, através da faculdade mediúnica, que pode se manifestar através da visão, da audição, da intuição, ou da psicofonia, vulgarmente conhecida como incorporação.

Na Umbanda, trabalhadores espirituais organizados em legiões distintas utilizam-se da faculdade mediúnica para comunicarem-se diretamente com os irmãos encarnados, trazendo aconselhamento, afastando espíritos menos esclarecidos voltados para o mal, aplicando passes energéticos, fazendo limpeza fluídica e produzindo cura de males físicos e espirituais.

Nesse trabalho, servem-se de uma simbologia que permite serem compreendidos e aceitos por quaisquer pessoas, independente de classe social, ou de nível sócio-cultural. Apresentando-se em roupagens simbólicas distribuem alento, consolo, esperança e paz a todos os que procuram os terreiros de Umbanda em busca de auxílio.

Com gestos característicos e um linguajar despojado, muitas vezes marcado pelo sotaque do caboclo ou do escravo, semeiam a caridade material e espiritual, sem nada pedir em troca, além da fé, da sinceridade de propósitos e da reforma íntima dos consulentes.

Essa é a prática da verdadeira Umbanda.

É preciso que se acentue sempre: em Umbanda não se fazem despachos, nem trabalhos para produzir o mal a quem que que seja; em Umbanda não se fazem amarrações para o amor, procurando aproximar pessoas artificialmente, nem trabalhos para destruir casamentos, ou relacionamentos de qualquer tipo; em Umbanda não se manipulam energias para trazer riqueza súbita a ninguém. Quem quer que assim proceda, está acumulando débitos para si e para os outros e, se assim procede usando o nome de umbandista, ou está equivocado, ou está mentindo.

Umbanda é luz, Umbanda é paz, Umbanda é amor, Umbanda é harmonia com Deus, com o semelhante, com a natureza e com o universo. Qualquer coisa que fuja disso, pode até usar o nome, mas, com absoluta certeza, NÃO É UMBANDA.

Autor desconhecido




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8 de dezembro de 2013

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Poema à Mãe Iemanjá



Iemanjá na Umbanda
O teu mar, fonte de poesias e de encanto, enaltece o espírito de quem sabe ouvir o cantarolar das suas ondas...
Grande provedor de alimentos que nosso Pai Maior nos presenteou...
Acolhe a todos nós como um grande útero universal, querida Mãe de todos nós...
Aquela que alimenta, que ampara, que cuida, que ensina, que afaga...
E que com a paciência de mãe, espera pelo crescimento espiritual de cada um...

Ajuda-me oh mãezinha, a compreender o fundamento maior do meu lugar no mundo, para que eu possa vencer as intempéries no caminho...
Para que eu possa continuar rumo ao Pai, apesar das pedras que me jogam a fim de que eu estacione...
Para que eu possa compreender e me fazer compreender pelos loucos e desvairados...

Mas acima de tudo, ajuda-me a vencer os meus próprios desafios...
De ser um ser humano melhor a cada dia e apesar de tudo...

Ensina-me que se é mais feliz ao agradecer do que pedir...

E neste momento de prece, entendo a grandiosa oportunidade de estar no mundo para progredir, que as alegrias são maiores do que as dores, pois se assim não fosse, tudo se perderia...

Agradeço a vida e tudo e todos que a torna mais feliz! A família, os amigos, a natureza, os Orixás, a espiritualidade que nos ampara em todas as horas e o amor de Deus! 

Que o teu reino sagrado, fonte de luz e amor, resplandeça sempre nos corações de quem tem fé e esperança...

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 3 - Ednay Melo

À venda no Clube de Autores







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6 de dezembro de 2013

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Os Caboclos na Lição de Pai João

Os Caboclos na Lição de Pai João

“-Pois é, meu filho, mas como você veio em busca de conhecimento, Pai João gosta muito disso e aproveita para falar a respeito dessas e de outras coisas importantes. É preciso formar uma ideia mais ampla sobre a diversidade de espíritos que trabalham em nosso planeta. Examine, por exemplo, o caso dos caboclos. As entidades espirituais que se manifestam tanto em seus médiuns quanto no plano astral com a vestimenta de caboclo não foram obrigatoriamente índios ou selvagens em sua última encarnação. Muito pelo contrário.

Grande número dos espíritos que adotam a característica de caboclo tiveram seu caráter firme forjado em templos do passado, principalmente entre as civilizações incas e astecas, entre outras. Tal como ocorre com os pais-velhos, possuem íntima ligação com certas energias da natureza, tanto quanto com a cultura da qual procedem.



Em virtude desse fato, preferem estampar a imagem de um índio, de um sertanejo ou de um bandeirante em sua vestimenta espiritual, em sua aparência. Daí se pode entender porque alguns caboclos são recrutados para trabalhar ao lado de grandes luminares da espiritualidade, que foram sábios em sua última existência. Além de tudo isso, a forma astral do caboclo também traz um simbolismo. Representa a jovialidade, energia, destemor e valentia, bem como capacidade de transformação e progresso. É a representação do jovem guerreiro, daquele que tem a característica de mudar o panorama, de enfrentar os desafios da existência e modificar as situações menos favoráveis em outras mais nobres.

-Então os caboclos também foram iniciados em outras civilizações, como os pais-velhos?

-Não se pode generalizar, meu filho. Especialmente se considerarmos que, na umbanda e em certos cultos de transição, observa-se uma variedade de seres espirituais a que muitos dão o nome de caboclos.

Antes de continuar com as explicações, é preciso dizer que este pai-velho está lhe dando apenas um ponto de vista a respeito da variedade de manifestações.

O que estou lhe falando não é consenso nem mesmo entre os representantes da umbanda. No entanto, é sob esse ponto de vista que nego-velho quer conduzir seu olhar.

Assim sendo, dentro da variedade a que me referi, temos os chamados caboclos índios. Eles integram imensa legião de trabalhadores, guardiões, baluartes da lei e da ordem, combatentes que são das falanges do mal. Como verdadeiros caças, saem pelo umbral afora em tarefas de defesa e disciplina, temidos que são por muitos espíritos das trevas.

Na umbanda e em outras expressões de espiritualidade, são comuns outros tipos, tais como os boiadeiros. Especialistas em desobsessões, coletivas e individuais, investem contra as bases das sombras e destroem as fortalezas do astral inferior. Dotados de grande magnetismo, são respeitados e temidos pelas entidades do mal, sobretudo pelos marginais ou quiumbas, tão comuns em ambientes que oferecem grande perigo aos encarnados.

Após breve intervalo, para que o interlocutor pudesse assimilar o que dizia, Pai João prosseguiu:

-Como já lhe disse, nego-velho está dando uma explicação baseada não na teologia umbandista, mas na realidade cultural mais próxima da que você está habituado, meu filho. Certamente encontrará outros pontos de vista sobre esse assunto entre os representantes da umbanda e do candomblé. Porém nego-velho, neste momento, não tem por objetivo religião e doutrina, mas a descrição da realidade espiritual que transcende as interpretações religiosas. -Entendo, meu pai. Se julgar apropriado conceder mais informações, estou aberto a ouvir e estudar.

-Pois bem, meu filho, - retomou Pai João calmamente. – Ainda sobre a forma espiritual adotada por alguns espíritos, alguns caboclos adotam não a forma de índios, mas do marinheiro. De alguém que viveu junto às águas, ao mar, portanto trabalhando com emoções, inclusive por ter vivenciado os tremendos desafios que envolvem a navegação: desde tormentas e fenômenos climáticos até a solidão dos meses e anos singrando pelos mares, longe da família e dos seus.

Na umbanda, bem como em alguns candomblés que recebem sua influência, chama-se freqüentemente de marinheiro aquele espírito que lidera falanges acostumadas a lidar com o sentimento e as emoções e que atuam no contato com o elemento água – que remete à suavidade e ao amor e auxilia na libertação de vinculações magnéticas. Quando se pretende fazer uma limpeza energética com suavidade, o elemento água é o mais indicado, liberando fortes emoções que anuviam a visão espiritual dos filhos. É lógico concluir que quem teve experiência reencarnatórias junto ao elemento água pode ser bastante eficaz nessa tarefa. Era muita informação para aquele homem reservado, que não queria se expor perante os presentes. Era ele um representante do espiritismo e, por essa razão, não desejava, ao menos até aquele momento, ser identificado numa tenda onde a manifestação mediúnica ocorria segundo parâmetros diferentes daqueles com os quais se familiarizava.

Entendo isso o preto-velho vez ou outra dava um tempo para ele refletir e depois de um suspiro, uma pausa, continuava.

- Os chamados quimbandeiros constituem outra espécie de caboclo. Sua especialidade é enfrentar os magos negros e seus dirigidos nos campos de batalha do umbral e da subcrosta. Gostam de estar à frente das demandas que ocorrem na esfera astral, muitas vezes nem sequer percebidas pelos médiuns. Como se fossem generais guerreiros, trabalham para a defesa, porém com ênfase em limitar e cercear a ação das trevas, o que muitas vezes, os leva a afirmar que transitam entre o bem e o mal. Além, é claro, do fato de que conhecem em profundidade as artimanhas dos seres da escuridão.

Não há dúvida, meu filho, de que nego-velho está procurando usar a linguagem mais espírita possível para que possa entender os diversos perfis e especialidades daqueles seres que trabalham na vibração da umbanda, em suas variadas manifestações e interpretações.

Por estarem ligadas à vibração e à atmosfera cultural – e não a rótulos religiosos -, essas mesmas entidades também militam nos centros espíritas, caso encontrem abertura dos médiuns e dirigentes. Ainda que, em certas ocasiões, optemos por nos apresentar em outra roupagem fluídica, conforme seja conveniente ao trabalho e tenhamos condições para tal.

Texto extraído do livro “Corpo Fechado”- Robson Pinheiro





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5 de dezembro de 2013

Para o Médium Refletir


Tenho muito dó de quem pensa que a Umbanda é um mar de rosas e que todos nossos problemas serão resolvidos a partir do momento em que colocarmos a roupa branca. Muito pelo contrário, a Umbanda, quando aceita de coração e incorporada à nossa vida, nos leva a ficar cara a cara com nossas deficiências e falhas, escancarando nossos sentimentos e apurando nossas verdades. Um verdadeiro vendaval de mudanças internas nos arrasta e transforma nosso intimo preparando-o para o bom exercício religioso tornando-nos pessoas melhores e mais centradas.

Deixa-nos mais fortes e tolerantes, mais sensíveis e piedosos, mas os problemas acumulados em nossa existência somente serão resolvidos com firmeza, determinação e o uso sapiente do livre arbítrio, inerente a todos os seres humanos, nunca pelos meandros ou facilidades de nossa religião, por mais que isso seja apregoado por uma imensa turba de aproveitadores da boa fé alheia.

O mau uso dos mistérios astrais, a exigência demasiada com nossos orixás e entidades, a falta de humildade, ou pior ainda, a falsa humildade, colocarão o médium em seu devido lugar, o ostracismo mediúnico.

A Umbanda não foi criada para satisfazer desejos pecaminosos e sonhos grandiloquentes nem para destruir nossos inimigos com trabalhos mirabolantes à base de velas pretas, farofa, ou sei-lá-mais-o-quê, tão propagados em sites, blogs ou mesmo terreiros “especializados” nas mazelas caprichosas de maus seguidores.

O bom trabalhador umbandista deve, acima de tudo, manter a atitude de fé, compaixão, respeito e caridade proposta pela lei de Oxalá, nunca fazer julgamentos apressados muito menos pedir o que não poderá ser dado. Esse conjunto de atitudes aplicado em sua vida religiosa fará com que o grande médium desabroche em plenitude e você descobrirá encantado, que esse grande médium, até então escondido, é você!

Autor desconhecido





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4 de dezembro de 2013

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Salve o dia 04 de Dezembro! Eparrê Iansã!


Iansã na Umbanda


Sagrada Mãe Iansã, eu não sei rezar, não sei fazer clamores e muito menos escrever direito, mas eu venho aqui, de coração falar com a senhora... venho pedir... pra variar... isso eu sei fazer minha mãe, pedir... venho falar, reclamar, questionar... sou displicente, sou humano, e sei fazer tudo isso.


Eu queria trazer flores para a senhora, mas escolhi plantá-las e convidá-la para que venha me ver cuidar delas enquanto meu canto é levado pelo vento.



Como um filho rebelde, resolvi sair do caminho só pra chamar a atenção, e quando a senhora me colocar de volta nele, eu possa senti-la me tocando, mesmo que seja pelo fio da sua sagrada espada.


Peço mãe dos meus caminhos, que seus raios iluminem as estradas à minha volta, para que eu tome as melhores direções.

Peço que quando o escuro tomar conta dos meus olhos, a senhora me guie pelo som do brandir de sua espada. E nas batalhas onde eu não enxergar meus opositores, seus ventos assoprem nos meus ouvidos o que preciso saber, e me coloque no lugar certo para eu me esquivar dos seus golpes traiçoeiros.

Peço merecer seu amor de guerreira, o carinho de sua espada que extirpa o que não me serve para nada. E peço também entender os porquês do que me é bom ou não.
Mãe de um amor guerreiro, não precisa me responder nada em palavras, mesmo porque eu não aprendi a ouvi-las. 

Só me permita senti-la na força dos ventos, e tenha certeza, saberei que a senhora está comigo. Se eu merecer, eu peço minha mãe, que nunca me perca dos seus divinos olhos, porque sabendo que sou olhado pela senhora, não me sinto sozinho.

Eu não sei rezar minha mãe, eu só sei chamar.

Sou eu Mãe Iansã, sou eu que chamo a senhora no seu dia... sou eu que chamo a senhora nos meus dias. Salve o silêncio do raio, salve o estrondo do trovão... e salve o poder da ventania.

Adriano Camargo Erveiro



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30 de novembro de 2013

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Receita de Magia Cigana para o Ano Novo - Cigana Esmeralda / Ednay Melo



Magia cigana



Ano Novo se aproxima e, nesta época, a tradição é fazer simpatias para atrair a boa sorte!

A pedidos dos irmãos e amigos da nossa Tenda, repasso ao nosso Blog a Magia Cigana indicada pela Cigana Esmeralda na nossa gira de hoje:


Material:

  • 2 litros de água do mar (peça licença à Iemanjá para retirar a água)
  • Folhas de louro
  • Erva doce
  • Cravo da índia
  • Canela em pau
  • Salsa
  • Cedro
  • Arroz
  • prato branco
  • Varas de incenso a escolher: sândalo, alfazema, alecrim ou lavanda (na quantidade dos aposentos da sua casa)
  • 1 vela colorida (exceto a cor preta)

Modo de fazer:

  • No dia 30 de dezembro aguar a residência com a água do mar, percorrendo os aposentos de trás para frente, pedir que este procedimento faça a limpeza espiritual do ambiente.
  • Logo após, arrumar no prato branco, em forma de triângulo, os elementos acima (um pouco de cada), fazendo 3 molhos , de forma que as varas de incenso sejam distribuídas ao lado desses molhos pelo lado de fora do triângulo.
  • Firmar o ponto no centro do prato e pedir a Santa Sara Kali que consagre estes elementos com a força cigana, trazendo paz, saúde e prosperidade para o ano que se inicia.
  • Quando a vela terminar de queimar, transfira os elementos para outro recipiente (exceto os incensos) e ponha água quente em cima e abafe.
  • No dia 31 de dezembro, coe estes elementos da água que já deve estar fria. Após o último banho de higiene do dia, derrame a água consagrada sobre o corpo, do pescoço para baixo, mentalizando a boa sorte que deseja.
  • Quando estiver próximo da hora de romper o ano, acenda os incensos em cada aposento da residência, sempre mentalizando a paz, alegria, harmonia e prosperidade para você e toda a família.

Feliz Ano Novo com muito axé cigano! Optchá!

Cigana Esmeralda / Médium: Ednay Melo



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29 de novembro de 2013

Não Confunda o Médium com a Entidade


É muito comum ver esse tipo de confusão sendo feita pelos consulentes, pessoas que vão ali no terreiro para conversar com as entidades, pedir conselhos ou apenas ouvir uma palavra de conforto pois, várias vezes, elas fixam em suas cabeças a imagem do médium (que está com o corpo ali presente) proferindo aquelas palavras de conforto ou dando sábios conselhos sem sequer notar que quem na verdade está falando (ou deveria estar) é a entidade que está (ou deveria estar) ali trabalhando.

Há casos em que o consulente que esteve presente em alguma sessão no terreiro encontra um médium no meio da rua e resolve, sabe-se lá por qual motivo, pedir-lhe conselhos ali mesmo ou até mesmo contar uma longa história de sua vida, achando que ali, no meio da rua, o médium vai poder lhe ajudar da mesma forma que o ajudou quando estava em transe mediúnico no terreiro.

É de fundamental importância que se tenha consciência que quando você vai a algum terreiro e conversa com uma entidade o médium está ali apenas como um canal de comunicação e não é ele (ou não deveria ser) que está proferindo aquelas palavras e, por mais que você se apegue à imagem do médium, você não estava conversando realmente com ele. Portanto, se você quer algum conselho, espere até a próxima sessão e vá até o terreiro para conversar com alguma das entidades, não ache que o médium está sempre com pensamentos positivos o suficiente para lhe dar um bom conselho. Médiuns são pessoas comuns e, como tal, tem sua vida e seus próprios problemas. Lá no terreiro é outra história, ele está ali disposto a deixar seus problemas de lado e permitir que as entidades venham para, quem sabe, resolver os problemas de outras pessoas.

Como diz o sábio ditado, “quando um não quer, dois não brigam” e isso é válido também para os médiuns que são abordados por pessoas no meio da rua que pedem insistentemente por algum conselho ou, com a desculpa de “apenas conversar”, tentam conseguir uma consulta fora de hora, em local inapropriado ou até mesmo com assuntos completamente alheios ao conhecimento do médium. O pior é que em alguns casos, o médium tentando dar uma de bom samaritano, acaba caindo na conversa e começa a dar conselhos e pitacos na vida de uma pessoa e esquece daquele outro velho ditado que diz que “se conselho fosse bom, não se dava, vendia”.

O perigo de sair dando conselho à revelia é que, vai que o conselho que você deu ali na maior das boas intenções acabou por desencadear uma série de acontecimentos que fugiram completamente ao controle tanto do seu “novo amigo” quanto ao seu próprio controle, se é que alguém alguma vez teve qualquer tipo de controle sobre os acontecimentos. Quando acontece algo deste tipo, você acaba manchando o seu nome, o nome do seu terreiro (claro, porque quando acontece algo de ruim a culpa é do terreiro que não presta, mesmo que o conselho não tenha saído diretamente lá de dentro) e, é aí que vem a pior parte, acaba manchando também o nome da entidade pois quando o fulano foi no terreiro, foi aconselhado por determinada entidade e, quando te encontrou no meio da rua e veio lhe pedir conselhos, na verdade estava querendo ouvir um conselho da entidade e vai, sem sombra de dúvidas, achar que é a entidade que a está aconselhando novamente.

Outro grande perigo para os médiuns é quando, em sua cabeça, ele começa a se confundir com a entidade que está ali trabalhando e começa a achar que ele deve interferir no que está sendo dito. Se você é um médium consciente (e imagino que muitos sejam) concentre-se ao máximo possível para que você nunca interfira no que a entidade está falando e se você sentir que algo não está certo ou que a entidade “se afastou” muito de você, é melhor parar a consulta e falar que a entidade foi embora, mesmo que seja no meio de uma conversa, vai ser muito melhor para você e para a pessoa que está ali se consultando. Volte a se concentrar, peça auxílio para o dirigente da casa ou algum outro médium com mais experiência para que a entidade volte e possa continuar a conversa com o consulente ou apenas para que ela (a entidade) fique ali energizando o seu corpo para que haja novamente o equilíbrio. Nunca tente continuar a conversa caso você sinta que a entidade não está mais ali ou “se afastou” muito.

Há também os que acabam desenvolvendo amizade ou contato mais próximo com algum consulente. Não é nenhum crime ter amizade por alguém, acontece que é muito importante, desde o início, que fique bem claro que uma coisa é a entidade dentro do terreiro, outra coisa é o médium, a pessoa que serve de canal para a entidade.

Jornal Nacional da Umbanda





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28 de novembro de 2013

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Alecrim - Pesquisado por Ednay Melo


Alecrim - Pesquisado por Ednay Melo


Nome Científico: Rosmarinus officinalis

Nomes Populares: Alecrim, Alecrim-da-horta, Alecrim-de-cheiro, Alecrim-de-jardim, Alecrim-rosmarinho, Alecrim-rosmarino, Alecrinzeiro, Erva-da-graça, Libanotis, Rosmarino

Família: Lamiaceae

Categoria: Arbustos, Ervas Condimentares, Medicinal,Plantas Hortícolas

Clima: Continental, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical,Tropical

Origem: Europa

Altura: 0.6 a 0.9 metros, 0.9 a 1.2 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene





O alecrim é uma espécie arbustiva, muito ramificada, que pode alcançar 1,5 metros de altura. Seu nome científico Rosmarinus significa em latim “orvalho que vem do mar”, essa denominação foi dada pelos romanos devido ao aroma da planta, que vegetava espontaneamente em regiões litorâneas.

As hastes do alecrim são lenhosas e as folhas são filiformes, pequenas e sempre verdes na parte superior e esbranquiçadas no verso, com pêlos finos e curtos. As flores são axilares e podem ser azuis, brancas, roxas ou róseas. Floresce durante o ano todo. São muitas as variedades de alecrim, com porte maiores ou menores e cores diferentes de folhas e flores. Toda a planta desprende um odor que se assemelha muito ao do incenso.

O alecrim é indispensável nos jardins mediterrâneos. E podemos plantar variedades arbustivas que servem inclusive para topiaria ou variedades com porte herbáceo, para canteiros e bordaduras. É uma planta extremamente útil, pois têm vocação medicinal, religiosa e culinária. Pode ser acrescentado fresco ou seco à pratos de frango, porco, cordeiro, cabrito, vitela e caça, além de aromatizar óleos, sopas, sucos, etc.

Para que serve o Alecrim

O alecrim serve para o tratamento de depressão leve, fadiga, dor de cabeça, enxaqueca, má digestão, gases, tosse, sinusite, bronquite, problemas de concentração, fortalece a memória, gastrite e úlcera estomacal, artrite, artrose, reumatismo, cistite, menstruação irregular, cólica menstrual, tensão pré-mentrual (TPM).

Propriedades do alecrim

O alecrim possui propriedades fortificante; estimulante, anti-inflamatória; antiviral; antibacteriana, anti-reumática, diurética, aromática, antioxidante, digestiva e pode ser usado como remédio caseiro para tratamento de má digestão e reumatismo. Com o alecrim pode-se preparar um ótimo suco de ervas para cólicas menstruais.

Modo de uso do alecrim

As partes usadas do alecrim são: As folhas e flores.

Chá de alecrim: Utilizar uma colher (de chá ) de folhas verdes ou secas de alecrim para cada 250 ml de água fervente. Juntar os ingredientes numa panela e deixar descansar por 10 minutos. Em seguida coar e beber ainda morno. O chá de alecrim deve ser tomado 2 a 4 vezes.

Inalação com alecrim: Utilizar 2 colheres (de sopa) de folhas e flores secas de alecrim para 500 ml de água fervente. Juntar os ingredientes e deixar descansar por 10 minutos com a panela tampada. Em seguida colocar a panela sobre um lugar seguro, uma toalha sobre a cabeça e inspirar o vapor pelo nariz e soltar pela boca. É importante fazer a inalação com alecrim e evitar o contato com corrente de ar fria para tratamento de bronquite e sinusite.​

Como tempero: Acrescentar as folhas ou um ramo de alecrim no preparo de carnes ou batatas assadas, por exemplo.

Efeito colateral do alecrim

O uso de doses elevadas de alecrim pode causar irritação gastrointestinal e dor nos rins.

Contraindicações do alecrim

O alecrim é contraindicado em caso de gravidez, problemas da próstata e gastroenterite. Deve ser evitado à noite por prejudicar o sono.

Suas folhas finas e seus ramos também são usados para obtenção de um óleo essencial usado na fabricação de produtos de higiene e beleza. Também é cultivado como planta ornamental, tendo cultivares de flores que são brancas ou de algumas tonalidades de rosa, azul ou violeta.


Alecrim - Pesquisado por Ednay Melo
O alecrim é um arbusto lenhoso que, dependendo do cultivar, pode crescer até 1,5 m ou mais de altura - imagem original: Natalie Maynor  


Clima

O alecrim prefere clima subtropical, mas pode ser cultivado em várias condições de clima e temperatura. A planta pode ou não suportar invernos frios, dependendo do cultivar e do desenvolvimento da planta (plantas maiores são geralmente mais resistentes do que plantas pequenas e jovens).

Luminosidade

O alecrim deve receber luz solar direta ao menos por algumas horas diariamente.

Solo

O solo deve ser bem drenado e leve. A planta cresce melhor em solos calcários de pH neutro ou pH levemente alcalino (pH 7 a 7,8), mas é tolerante quanto ao pH e o tipo de solo. O alecrim tem mais aroma e sabor quando cultivado em solos pobres em nutrientes, e que não retêm muito a água.

Irrigação

Irrigue com frequência para que o solo seja mantido levemente úmido enquanto as plantas são jovens. Quando as plantas estiverem bem desenvolvidas, a irrigação deve ser esparsa, permitindo que o solo seque levemente entre as irrigações. O alecrim é bastante resistente a períodos de seca.

Alecrim - Pesquisado por Ednay Melo
Alecrim recém-germinado - imagem original: missellyrh 


Plantio

O alecrim pode ser cultivado a partir de sementes ou por estaquia. As sementes podem ser plantadas em sementeiras, pequenos vasos e outros contêineres. A germinação das sementes pode ser demorada e as plantas podem levar até três anos para se tornarem completamente desenvolvidas. As mudas de alecrim são transplantadas quando têm de 15 a 20 cm de altura.

O plantio por estaquia é feito cortando ramos com cerca de 15 cm de comprimento. Plante os ramos em vasos ou outros recipientes, deixados em local bem iluminado, mas sem luz solar direta. O solo deve ser mantido bem úmido até o enraizamento, que leva de três a quatro semanas. Após o enraizamento as mudas devem receber luz solar direta. As mudas são transplantadas para o local definitivo cerca de um ano depois em regiões onde o inverno é frio, mas podem ser transplantadas cerca de 1 ou dois meses após o enraizamento das mudas em regiões onde o inverno é ameno. As plantas jovens não devem ficar expostas a temperaturas muito baixas em seu primeiro ano de vida.

O espaçamento entre as plantas pode ser geralmente de 80 cm, mas pode variar com o cultivar e as condições de cultivo.

O alecrim pode ser cultivado em jardineiras e vasos de tamanho médio ou grande, mas geralmente não se desenvolve tanto quanto os cultivados no solo.

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e recursos.


Alecrim - Pesquisado por Ednay Melo
O alecrim pode ser cultivado em vasos - imagem original:Maja Dumat  



Colheita

A colheita do alecrim para uso doméstico pode começar a partir de 90 dias após o plantio. Contudo, o ideal é que a colheita ocorra apenas a partir do segundo ou terceiro ano de cultivo, retirando-se no máximo metade dos ramos para não prejudicar muito as plantas.

O alecrim é uma planta perene e pode produzir bem por mais de dez anos.


História : Os gregos a denominavam "flor por excelência", e dela se serviam para entretecer suas coroas, com as quais cobriam a cabeça por ocasião de certas festas.

Em alguns lugares costuma-se misturar o alecrim com galhos de buxo na cerimónia do benzimento das palmas no Domingo de Ramos.

Em Roma figurava, juntamente com o cipreste, no culto aos mortos. É uma planta que desde tempos imemoriais tem sido objeto de muitas lendas. O verdor de suas fiastes com muitas folhas era considerado como um símbolo de imortalidade.

No norte da França dizem que existe o costume de se colocar um ramo de alecrim nas mãos do defunto e depois plantá-lo sobre o seu túmulo.

Muita gente ainda se recorda da canção infantil que dizia: "Eu desci ao jardim para colher alecrim."

O alecrim é uma especiaria amplamente utilizada; A tradição dita que o alecrim apenas crescerá em jardins aonde a mulher é a "chefe da casa." A planta foi usada na medicina tradicional por suas propriedades adstringentes, tónicas, carminativas, antiespas-módicas, emenagogas e diaforéticas. Os extratos e o óleo volátil foram usados para promover o fluxo menstrual, e como abortivos.

As propriedades do alecrim são conhecidas desde a mais remota antiguidade. Hipócrates já a recomendava assim como Dioscóride e os médicos árabes. Sua voga foi extraordinária na Idade Média e Renascença. O alcoolato de alecrim tornou-se famoso com o nome de "água da rainha da Hungria" e fez furor na corte de Luís XIV. Era o medicamento preferido de Madame de Sevigné. O remédio teria sido inventado pela rainha Elizabeth (filha de Wladislas Lokietak, rei da Polónia), que nasceu em 1306 e desposou em 1320 Charles-Robert d'Anjou, rei da Hungria, morto em 1381. Esta água curava a gota e a paralisia.


Alecrim na mitologia e religião

Para os gregos e romanos, era uma planta sagrada: presente dos deuses. Segundo a lenda, foi colocada ao redor de Afrodite/Vênus quando ela emergiu do mar em sua concha. Os gregos, utilizavam o chá e um pequeno ramo entre os cabelos para melhorar a memória e ampliar a capacidade de estudo.

Pelas suas propriedades em relação a recordação, foi amplamente utilizada em matrimonios e funerais. Simbolizava a fidelidade pela lembrança dos votos feitos no dia do casamento. Nos enterros era plantado em cima da sepultura ou queimado junto com o corpo do falecido. Também acreditavam que o cheio forte do alecrim espantava as doenças.

Existe um mito que diz: quando fugiu para o Egito, Nossa Senhora, mãe de Jesus teria sentado na sombra de um pé de alecrim para amamentar, pendurando seu manto no arbusto. Quando ela o retirou, as flores não estavam mais brancas, mas tinham adquirido o azul de sua vestes.

O uso de alecrim como incenso, se perde na história. Atualmente, óleo de alecrim é usado Igreja Ortodoxa Grega para unção dos fiéis. 

Uso medicinal do Alecrim

Os usos medicinais são muitos e conhecidos desde tempos imemoráveis. Egípcios, árabes, gregos e romanos conheciam bem as propriedades da planta. Hipócrates, pai da medicina, receitava para os males do fígado. Poderoso antisséptico, é um dos principais ingredientes do vinagre dos quatro ladrões.

Devolve as energias para pessoas cansadas e desanimadas, atuando como tônico: físico, mental e cardiaco (ajuda na circulação sanguínea). É ótimo para dores, pois tem efeito analgésico, antiinflamatório e anti-reumático. Atua muito bem em caso de tendinites, dores e cãibras. É um excelente anti-depressivo.

Ajuda a combater os gases intestinais, colesterol e azia, é digestivo, antioxidante, antidiabético e depurativo, atua limpando o fígado, a vesícula e os rins. Para as mulheres, ajuda a fazer a menstruação descer, limpando o útero, logo, não é recomendado para grávidas. É antiasmático, adstringente e antigripal.

O pó das folhas ou o óleo essencial, é um poderoso antisséptico e cicatrizante, para ser usado em feridas, cortes ou queimaduras, especialmente para diabéticos.

Formas de uso: chás, pó, tintura e unguentos.

Cuidados: deve ser evitado por grávidas, cardíacos, hipertensos e epiléticos. Consulte sempre um médico ou profissional habilitado.


USO RITUALÍSTICO:

Erva que vibra na irradiação dos Orixás Oxossi, Iemanjá e Oxalá. Em forma de banho e defumador é indicada para limpeza e reequilíbrio energético.

Ednay Melo


Fontes de Pesquisa:
http://www.ervassagradas.com.br
http://www.plantasquecuram.com.br
http://www.jardineiro.net
http://www.tuasaude.com
http://www.hortas.info
Adaptação Ednay Melo



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27 de novembro de 2013

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Dirigente de Umbanda - Carma ou Mérito


Dirigente de Umbanda - Carma ou Mérito

PERGUNTA: A incumbência de dirigente de Umbanda, como denominam popularmente de Pai ou Mãe de terreiro, é carma ou mérito?

Nega véia costuma dizer que a maioria dos presentes que ganhamos tem o papel do pacote mais bonito do que o conteúdo. E esse é um deles. O médium que recebe da espiritualidade a missão de dirigir um agrupamento de outros médiuns, o faz, em primeiro lugar por necessidade de evolução e em segundo lugar porque possui a confiança daqueles que lhe dão tal incumbência.

Vamos falar daqueles que receberam a missão do plano espiritual, traçado feito antes de sua encarnação na terra e não daqueles dirigentes "feitos" em cursos.

Tarefa mediúnica das mais difíceis e que exige dedicação total daquele espírito reencarnado, além de dose extrema de paciência, perseverança, humildade e amor. Mas ao mesmo tempo, exige dele também pulso firme e forte personalidade para impossibilitar que sua colheita seja prejudicada pela invasão das pestes.

A dificuldade de cumprir a tarefa de dirigente sempre se acentua dentro do terreiro, com os médiuns e muito pouco na caridade com o povo.

Todo médium de tarefa, é um ser encarnado para curar seu espírito endividado e o terreiro é o hospital onde vai se internar por um longo tempo de sua vida na terra. Sabemos que a maioria dos pacientes são impacientes, não é mesmo? E aí é que complica!

O dirigente também não deixa de ser um doente que além de se tratar, agora pode estagiar ajudando aos médiuns de sua corrente "hospitalar".

Isso não o coloca como um semi-deus perfeito do qual não se admitem mais erros, muito menos como alguém que tudo pode, em qualquer hora e em qualquer situação. Dele será exigido posturas mais firmes bem como entendimento mais apurado. Ele deverá se aprimorar constantemente com estudo e reforma íntima, exigindo da corrente igual compromisso.

Tais posturas serão necessárias em função do tamanho de sua responsabilidade e dentre elas está a de cortar o mal pela raiz, priorizando sempre a corrente como um todo, sem privilégios a quem quer que seja.

Ao assumir tal posto diante da espiritualidade, antes de reencarnar, já estará consciente de que sua vida não será "comum" e que certamente terá que abdicar de muitas coisas materiais, em favor do lado espiritual.

O termo Pai e Mãe agraciam o médium com a postura de se colocar como tal, amparando, educando e auxiliando a corrente como verdadeiros filhos de seu coração.

Tarefa mais difícil ainda, pois esses "filhos" não vieram de seu ventre e não nasceram ontem. São adultos, viciados e com personalidade formada. Cada um com seus egos aflorados, com suas necessidades de reformulação e o fato de portarem a mediunidade, já os qualifica como devedores em potencial. E certamente, reeducar um adulto é muito mais difícil do que educar uma criança. É pepino torto.

Observo nos terreiros por onde ando que muito se exige do dirigente e muito pouco se retribui. Falta nos médiuns, desde respeito até aquilo que os deveria mover dentro da corrente, que é amor. Humildade então, meus filhos, é coisa rara.

Nega véia costuma dizer que criança que se cria como bibelô, como tal vai quebrar quando adulto. Todo aquele que não teve rédea firme na infância para domar suas más tendências, vai chegar no terreiro e expô-las de modo a perturbar a ordem do lugar. Hora e vez de impor as leis que regem a Casa, independente do que possa pensar a respeito disso, o médium em questão. Se mesmo indisciplinado, tiver algo de humildade, vai receber o chamamento como aprendizado e ali vai crescer, mas se pelo contrário, além da indisciplina prevalecer nele a arrogância e o orgulho, acolherá como ofensa e infelizmente, o remédio é amargo para essa doença.

A tarefa é tão árdua que muitos desistem na metade da caminhada, outros se corrompem, mas, ainda bem que uma grande maioria volta à casa com sua coroa iluminada pela luz do dever cumprido e a estes, o mérito de conseguir dar um salto em sua evolução.

Por Vovó Benta – Psicografia Leni W. Saviscki


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26 de novembro de 2013

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A Cura por um Preto Velho


A Cura por um Preto Velho
A cura do corpo depende de se curar primeiro a alma,
Pois só remédio não resolve pra quem não conhece a calma...
Aflição e desespero semeiam a insatisfação:
Um coração aflito acolhe a dor e a revolta
E mesmo que o Sol brilhe, ele nada enxerga à sua volta...
A cabeça é tomada de angústia,
Não há pensamento bom;
Da maldade nasce a crença negativa
Que lança raízes dentro do Ser
E a Luz que mora nele não se consegue mais ver...
De repente ―é o que parece―, a vida fica ruim:
Nada serve, nada vale, é um sofrimento sem fim...
Quando se adoece na alma, é preciso muita calma...
Fazer o caminho da volta, pra alcançar a Redenção:
Abandonar a ilusãosair da escuridão que se formou,
Clareando o entendimento na Luz que Zâmbi emanou.
Lembrar que é filho de Zâmbi,
O Pai que nos criou por Amor,
E amar a si mesmo sem rejeição,
Pois olhar-se com respeito é contemplar a Criação...
Ver a Luz dentro de si,
Ficar consciente,
Pra compreender o instante que passa,
Pois tudo passa...
Não vale perder-se da alma, não vale adoecer!...
Mais vale buscar pela calma, pra sentir e perceber
Que os muros de dentro não bastam,
Que é preciso buscar a Luz por inteiro
―Por fora e por dentro―,
Porque tudo é Um, tudo é Zâmbi!...
Quem se fecha, porém, se afasta e fica à parte,
Entregue à própria sortenos caminhos que traçou
Ecomo ilha, não percebe o Todo:
Não percebe o “nós”, fica vazio e sem rumo,
Perdido num mar de tempestades,
Como um navio batido por ventos sombrios...
Abandonar essa trilha de dor e de solidão,
Eis a resposta segura pra se ter a libertação:
Acordar e fazer brilhar a própria Luz
―De dentro pra fora―
E abrir com Amor, sem esforço ou lamento,
Um caminho de retorno da Luz,
Pra que a Luz de Zâmbi possa vir
―Por fora e por dentro―
Preencher nossos vazios...
É assim que acontece a cura
E toda a dor vai-se embora...
(Preto-Velho Pai Joaquim do Congo, 11/4/2012.)  

Fonte: Sete Porteiras

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