Março 2013 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

29 de março de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Quaresma e Páscoa , Umbanda ,

Quaresma e Páscoa

Quaresma e Páscoa

A Quaresma agregou-se à Umbanda por herança da época dos escravos, quando eram obrigados a esconder seu culto aos Orixás. Como nesta época não havia culto aos santos católicos, eles também evitavam o culto aos Orixás. 

No entanto, hoje somos todos livres, mas o período da Quaresma, reverberando os desmandos energéticos do carnaval, é uma época sem Lei no Mundo Espiritual, justamente quando os encarnados sentem mais necessidade de proteção. Sendo o terreiro um verdadeiro pronto-socorro espiritual, suas portas não devem ficar fechadas aos médiuns e assistentes.

Os preceitos católicos ainda estão muito arraigados no subconsciente da maioria dos seguidores da Umbanda. É inevitável que em quase todos os centros haja os votos de Feliz Páscoa, mais pela oportunidade do feriado, sendo é essencial que este período seja antes de tudo um momento para a reflexão.

Para nós, Jesus, na Força de Oxalá, estará sempre regendo a cada um, movendo-nos para a Caridade, para o Amor, para a Luz e a Evolução Espiritual. É um espírito Perfeito e Ascensionado, muito longe do sofrimento que ainda lembram e cultuam. É Força Maior, representante de Zambi, atuando junto aos outros Orixás. Jesus já ultrapassou há muito tempo seu sacrifício na Cruz. Já superou seu sofrimento quando encarnado, e para nós a representação de sua manifestação após seu desencarne, é o fundamento na crença da vida após a morte. Comemoramos este intercâmbio abençoado todos os dias, buscando as portas e os caminhos mais iluminados, tentando, nós próprios, superar nossos tropeços, nossas imperfeições.

Entristecer-se e guardar luto relembrando momentos de milênios atrás realmente não está dentro de nossa proposta umbandista. Longe de desrespeitar a crença de nossos irmãos de outras religiões. Apenas temos de conhecer o que é a Umbanda, seus preceitos, mensagens e propósitos.

Não existe para nós, restrição de carne, não há malhação de Judas, coelhinhos da Páscoa. Mas por outro lado, uma coisa é certa, a vibração da Terra se modifica muito no carnaval, e isso reverbera por muito tempo.

Devemos sim, lembrar os 40 (quarenta) dias em que Jesus passou no deserto, antes de iniciar sua vida pública, quando superou a grande prova, representada pelas provações, das falácias, as tentações de toda a espiritualidade voltada para o Mal, que se opunha ao seu Caminho e à Sua Luz. Podemos aproveitar e comemorar sim com nossos irmãos católicos, mas com outro olhar. A vitória do Espírito sobre as iniquidades, a superação, o exemplo que devemos seguir, pois todos passamos pelo mesmo deserto por onde andou Jesus. Até agora, somente ele conseguiu atravessá-lo incólume em uma só encarnação.

A Páscoa, como um momento de leveza e Fé, pode servir para o umbandista como um tempo do próprio renascimento, no recarregar as forças, no reciclar dos pensamentos e atitudes, num momento apropriado para a introspecção e oração, no Perdão sincero, na compreensão das dificuldades, momento de encontrarmos a chave da Paz, da Harmonia , da Caridade.

Vamos então manter todos os dias de nossas vidas, nossos Anjos de Guarda firmados na Luz da Fé, da Busca pela Verdade, pelo pensamento reto, buscando renovação a cada dia, e aprendermos com as lições, provas e expiações que necessitamos.

Ter devoção limitada às datas comemorativas não vai nos fazer melhores, mas sim o trabalho árduo, suor, sangue e lágrimas na estrada da vida, caindo, levantando, dando as mãos à quem precisa, tendo o verdadeiro Pai Maior em nossos corações, e só seremos dignos disso quando vibrarmos na Luz do entendimento, da superação, do renascimento constante, superando a inferioridade do Eu interno. Só assim conseguiremos ouvir a doce voz dos falangeiros dos Orixás e a Suprema Claridade do Mestre em nossa Alma, e aí, poderemos comemorar.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ 




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28 de março de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Páscoa na Visão Espírita , Estudos da Doutrina Espírita ,

Páscoa na Visão Espírita

Páscoa na Visão Espírita



Práticas Distantes
Orson Peter Carrara


Agora passou! Mas todo ano, a cena se repete. Chega a época dos feriados católicos da chamada "Semana Santa" e surgem as questões:
Como o Espiritismo encara a Páscoa;Sexta-feira Santa"?;
Qual o procedimento do espírita no chamado "Sábado de aleluia" e "Domingo de Páscoa"?;
Como fica a questão do "Senhor Morto"?

Sabe que chego a surpreender-me com as perguntas. Não quando surgem de novatos na Doutrina, mas quando surgem de velhos espíritas, condicionados ao hábito católico, que aliás, respeitamos muito. É importante destacar isso: o respeito que devemos às práticas católicas nesta época, desde à chamada época, por nossos irmãos denominada de quaresma, até às lembranças históricas, na maioria das cidades revividas, do sacrifício e ressurgimento de Jesus. Só que embora o respeito devido, nada temos com isso no sentido das práticas relacionadas com a data.

São práticas religiosas merecedoras de apreço e respeito, mas distantes da prática espírita. É claro que há todo o contexto histórico da questão, os hábitos milenares enraizados na mente popular, o condicionamento com datas e lembranças e a obrigação católica de adesão a tais práticas.

Para a Doutrina Espírita, não há a chamada "Semana Santa", nem tão pouco o "Sábado de aleluia" ou o "Domingo de Páscoa" (embora nossas crianças não consigam ficar sem o chocolate, pela forte influência da mídia no consumismo aproveitador da data) ou o "Senhor Morto". Trata-se de feriado e prática católica e portanto, não existem razões para adesão de qualquer tipo ou argumento a tais práticas. É absolutamente incoerente com a prática espírita o desejar de "Feliz Páscoa!", a comemoração de Páscoa em Centros Espíritas ou mesmo alteração da programação espírita nos Centros, em virtude de tais feriados católicos. E vejo a preocupação de expositores ou articulistas em abordar a questão, por força da data... Não há porque fazer-se programas de rádio específicos sobre o assunto, palestras sobre o tema ou publicar artigos em jornais só porque estamos na referida data. É óbvio que ao longo do ano, vez por outra, abordaremos a questão para esclarecimento ou estudo, mas sem prender-se à pressão e força da data.

Há uma influência católica muito intensa sobre a mente popular, com hábitos enraizados, a ponto de termos somente feriados católicos no Brasil, advindos de uma época de dominação católica sobre o país, realidade bem diferente da que se vive hoje. E os espíritas, afinados com outra proposta, a do Cristo Vivo, não têm porque apegar-se ou preocupar-se com tais questões.

Respeitemos nossos irmãos católicos, mas deixemo-los agir como queiram, sem o stress de esgotar explicações. Nossa Doutrina é livre e deve ser praticada livremente, sem qualquer tipo de vinculação com outras práticas. Com isso, ninguém está a desrespeitar o sacrifício do Mestre em prol da Humanidade. Preferimos sim ficar com seus exemplos, inclusive o da imortalidade, do que ficar a reviver a tragédia a que foi levado pela precipitação humana.

Inclusive temos o dever de transmitir às novas gerações a violência da malhação do Judas, prática destoante do perdão recomendado pelo Mestre, verdadeiro absurdo mantido por mera tradição, também incoerente com a prática espírita.

A mesma situação ocorre quando na chamada quaresma de nossos irmãos católicos, espíritas ficam preocupados em comer ou não comer carne, ou preocupados se isto pode ou não. Ora, ou somos espíritas ou não somos! Compara-se isso a indagar se no Carnaval os Centros devem ou não abrir as portas, em virtude do pesado clima que se forma???!!!... A Doutrina Espírita nada tem a ver com isso. São práticas de outras religiões, que repetimos respeitamos muito, mas não adotamos, sendo absolutamente incoerente com o espírita e prática dos Centros Espíritas, qualquer influência que modifique sua programação ou proposta de vida.

Esta abordagem está direcionada aos espíritas. Se algum irmão católico nos ler, esperamos nos compreenda o objetivo de argumentação da questão, internamente, para os próprios espíritas. Nada a opor ou qualquer atitude de crítica a práticas que julgamos extremamente importantes no entendimento católico e para as quais direcionamos nosso maior respeito e apreço.

Vemos com ternura a dedicação e a profunda fé católica que se mostram com toda sua força durante os feriados da chamada Semana Santa e é claro, nas demais atividades brasileiras que o Catolicismo desenvolve.

O objetivo da abordagem é direcionado aos espíritas que ainda guardam dúvidas sobre as três questões apresentadas no início do artigo. O Espiritismo encara a chamada Sexta-feira Santa como uma Sexta-feira normal, como todas as outras, embora reconhecendo a importância dela para os católicos. Também indica que não há procedimento algum para os dias desses feriados. E não há porque preocupar-se com o Senhor Morto, pois que Jesus vive e trabalha em prol da Humanidade.

E aqui, transcrevemos trecho do capítulo VIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no subtítulo VERDADEIRA PUREZA, MÃOS NÃO LAVADAS (página 117 - 107ª edição IDE): "O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus; ora, o homem não chega a Deus senão quando está perfeito; portanto, toda religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo; (...) A crença na eficácia dos sinais exteriores é nula se não impede que se cometam homicídios, adultérios, espoliações, calúnias e de fazer mal ao próximo em que quer que seja. Ela faz supersticiosos, hipócritas e fanáticos, mas não faz homens de bem. Não basta, pois, ter as aparências da pureza, é preciso antes de tudo ter a pureza de coração".

Não pensem os leitores que extraímos o trecho pensando nas práticas católicas em questão. Não! Pensamos em nós mesmos, os espíritas, que tantas vezes nos perdemos em ilusões, acreditando cegamente na assistência dos espíritos benfeitores, mas agindo com hipocrisia, fanatismo e pasmem, superstição .... quando não conhecemos devidamente os objetivos da Doutrina Espírita, que são, em última análise, a melhora moral do homem.

(Publicado no Boletim GEAE Número 390 de 02 de maio de 2000)



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27 de março de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Os Mandamentos de um Médium Umbandista , Mediunidade , Umbanda ,

Os Mandamentos de um Médium Umbandista

Os Mandamentos de um Médium Umbandista


01 – Amar a Olorum, aos Orixás e a Umbanda acima de todas as coisas e das outras religiões.



02 – Vestir a roupa branca e incorporar seus guias só no seu centro.


03 – Não ficar visitando outros centros em vão, ou seja, só por curiosidade.

04 – Se visitar um centro, entrar em silêncio, assistir aos trabalhos, tomar o passe e sair em silêncio.

05 – Não comentar ou criticar as práticas alheias, sejam elas do seu agrado ou não, concorde com elas ou não, porque elas não são as suas e sim, deles.

06 – Não fazer comentários desairosos sobre os cultos e trabalhos realizados em outros centros de Umbanda.

07 – Não copiar fundamentos alheios e manter-se fiel aos da Umbanda.

08 – Não profanar o que é sagrado e não sacralizar o que é profano.

09 – Cuidar da sua mediunidade e deixar a dos seus irmãos de fé, que os Pais ou Mães Espirituais e os guias deles cuidarão.

10 – Não emitir opiniões sobre o assunto religioso que não conhece em profundidade ou sobre o qual sequer conhece.

11 – Não imitar e não invejar os trabalhos e as forças espirituais dos seus irmãos de fé.

12 – Se, por alguma razão, não se sentir satisfeito no centro que está frequentando, peça licença para se afastar dos trabalhos, mas guarde só para você as razões do seu afastamento.

13 – Se saiu do centro que frequentava, não fique criticando-o ou ao seu dirigente porque, por certo tempo, tanto o centro quanto o seu dirigente lhe foram úteis e o ampararam.

14 – Não faça comentários sobre os trabalhos realizados no seu centro para pessoas que não o conhecem ou não participam do dia a dia dele e do que nele é realizado.

15 – Não fique procurando ou pondo defeitos em seus irmãos de fé, e sim, procure-os em si e tente livrar-se deles antes que descubram que não és o “ser perfeito” que aparentas ser.

16 – Lembre-se disso: - Todos possuem defeitos e imperfeições, mas cada um só deve cuidar dos seus.

17 – Trabalhe a favor e no benefício do crescimento do seu centro e no dos seus irmãos de corrente, que toda a corrente trabalhará no seu benefício e no das suas forças espirituais.

18 – Cada centro tem os seus fundamentos, e os do seu não são melhores ou mais poderosos que os dos outros. Apenas são diferentes!

19 – Faça a caridade, seja ela espiritual ou material, sem esperar nenhum tipo de recompensa, pois fazê-la esperando algo em troca não é caridade, e sim, é troca de benefícios.

20 – Se, o ato de auxiliar alguém caritativamente com o seu dom mediúnico e com a força dos seus Guias e dos seus Orixás não lhe for gratificante ou recompensador, pare enquanto é tempo, porque, de insatisfeitos e de exploradores do próximo, o inferno está cheio!

21 – Não fazer “Feitura de Santo” no Candomblé e continuar a falar em nome da Umbanda e se apresentar como umbandista.

22 – (Que outros irmãos de fé acrescentem aqui outras regras que acharem necessárias ao aperfeiçoamento doutrinário dos médiuns umbandistas)...

23 –...., etc..

Pai Rubens Saraceni



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26 de março de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Fechar na Quaresma? , Umbanda ,

Fechar na Quaresma?



Fechar na Quaresma?


A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário do que se pensa, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que espiritualidade maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar prepara para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar seus filhos de fé ou frequentadores. Atualmente, interromper os trabalhos do Templo na quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e que, se não temos o preto velho, o caboclo ou qualquer entidade que possa nos avisar do mal feito, estamos desprotegidos, descobertos, ou seja, nas mãos dos inimigos.

É preciso urgentemente esclarecer que a quaresma não é afro, é hebraico-europeia, e que já não é preciso se esconder de ninguém, pois nossa Constituição assegura o direito à liberdade de crença e os padres não podem mais nos queimar nas fogueiras da inquisição. Por isso vamos abrir nossos Templos de Umbanda na quaresma e cuidar com amor dos nossos filhos de fé.

Pai Ronaldo Linares




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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Quaresma - isso não te pertence, umbandista! , Umbanda ,

Quaresma - isso não te pertence, umbandista!



Quaresma - isso não te pertence, umbandista!


Com a aproximação da semana denominada de santa e o distanciamento do período monino, estamos completando o que os católicos chamam de Quaresma.



A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática segundos alguns, se consolidou no final do século III, tendo sido citado no 1° Concílio de Nicéia, no ano 325. Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, ressuscitado no Domingo de Páscoa.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O espírito da quaresma para os católicos deve ser como um retiro coletivo de quarenta dias, durante os quais a Igreja, propondo a seus fiéis o exemplo de Cristo em seu retiro no deserto, se prepara para a celebração das solenidades pascoais, com a purificação do coração, uma prática perfeita da vida cristã e uma atitude penitencial.

Este, portanto é o sentido religioso da Quaresma católica.

O período da quaresma, em termos de calendário, é definido pelo cálculo efetuado para o dia da Páscoa. O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio - um dos dois momentos em que o sol na sua órbita aparente (vista da Terra) cruza a linha do equador [Março e Setembro]). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas.

Em 325 d.C., o Concílio de Nicéia estabeleceu que a Páscoa ocorreria sempre no "primeiro domingo depois da primeira lua cheia que ocorre após o equinócio da primavera boreal". Mas essa regra baseava-se na suposição de que o equinócio da primavera (do hemisfério Norte, ou boreal) acontecia sempre no dia 21 de março.

Naquela época o calendário utilizado era o Juliano, instituído pelo Imperador Júlio César, e que embutia vários erros. Com o passar dos séculos, o equinócio da primavera se afastou do dia 21 de março, fazendo a Páscoa se deslocar pouco a pouco para o verão.

NO ANO DE 1582 O PAPA GREGÓRIO XIII, aconselhado pelos melhores astrônomos da época, decidiu fazer uma reforma no calendário. A partir de então, a Páscoa passou a ser determinada com base no movimento médio de uma lua fictícia (denominada de lua eclesiástica) e não do verdadeiro satélite.

O novo calendário gregoriano permite que essa lua cheia média venha a cair num dia diferente da lua cheia verdadeira ( definido pelas Tabelas Eclesiásticas).

A nova regra estabelece que a Páscoa cai sempre no 1° domingo após a lua cheia eclesiástica (13 dias após a lua nova eclesiástica), que ocorre após (ou no) equinócio da primavera eclesiástica (21 de março).

Isso faz com que a Páscoa nunca venha a ocorrer antes do dia 22 de março ou depois do dia 25 de abril. Repare que nem sempre a data coincide com aquela que seria obtida se sua definição seguisse critérios astronômicos reais.

Resumindo, em virtude da ressurreição de Jesus ter sido em um plenilúnio, logo após o equinócio de primavera, os membros do concílio determinaram:

1) Deveriam celebrar a Páscoa em um domingo;
2) Tal domingo, seria o 14o. dia da chamada Lua Pascal ou Lua Eclesiástica;
3) Lua Eclesiástica é a que o 14o. dia cai no equinócio da primavera ou imediatamente após;
4) O equinócio de primavera deveria ser impreterivelmente em 21 de março.

Obs.: Convém esclarecer que embora o equinócio eclesiástico, em rigor, não é o mesmo astrônomico, na época do concílio coincidiam.

Portanto, de acordo com o acertado no Concílio, a Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa e a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. O período da quaresma (40 dias), começa na quarta-feira de cinzas e se encerra na quarta-feira que antecede o Domingo de Páscoa. A quinta-feira santa (dia da Última Ceia), a sexta-feira da Paixão e o Sábado de Aleluia, são denominados de Tríudo Pascal.

Temos assim que a QUARESMA é um evento católico, tendo o seu período definido por uma convenção católica e adotado como tradição por católicos apostólicos romanos no mundo todo.

Em outras palavras, para deixarmos bem claro, em tudo e por tudo a QUARESMA é CATÓLICA.
Surge então a pergunta que não quer calar, por que nós umbandistas devemos considerar a Quaresma como um período, um evento etc. do nosso calendário religioso?

Thashamara, no seu excelente site - Reencontrando o Sagrado: A Umbanda na visão de um eterno Aprendiz - inicia um texto sobre esse tema (vide bibliografia) em que pergunta: "Quaresma é uma data da Umbanda?".

Em artigo do Jornal Umbanda Hoje (vide bibliografia), vemos a seguinte afirmação: "Sejamos sensatos. A Umbanda é religião cristã. É fato. Não significa, no entanto, que tenhamos de aplicar atos litúrgicos alienígenas à mesma."

Rodrigo Queiroz, no post intitulado - Quaresma na Umbanda e a Força do Sincretismo - publicado no seu blog levanta os seguintes questionamentos: "Afinal, o que é Quaresma? Bem, sabemos o que é quaresma, agora qual é a relação com a Umbanda? A Umbanda é uma religião genuína ou é uma vertente do catolicismo? A Umbanda deve reportar-se ao papado? São algumas questões que precisamos levantar." 

Nas listas de discussão na internet existiram diversas manifestações a favor e contra o respeito a Quaresma e todo o ciclo (Carnaval, Quaresma, Semana Santa).

Bom senso, respeito as crenças alheias e a força do sincretismo foram algumas das considerações levantadas para se conviver com a essa realidade que existe, tanto nos terreiros de Umbanda, como nos dos Cultos Afro-brasileiros. Tem terreiros, templos, casas, tendas etc., que não possuem ritos nesses dias. Tem outros que realizam cerimônias apropriadas para o período. Na Umbanda, algumas casas pregam que com determinadas falanges não se devem trabalhar, nas de culto afro-brasileiro já são os Orixás que estão ausentes nesse ciclo.

Enfim, muitas regras, muitos preceitos, muitas quizilas, muitos dogmas, mitos, lendas, muitas orações, penitências, jejuns, vias-sacras, rosários, novenas, terços e até missas assistidas. Por outro lado, muito coisa liberada pelo período neutro ou de ausência da proximidade dos Orixás e entidades espirituais, neste plano.

Particularmente, para mim é uma questão de lógica.

Logo, nada tem haver com as cerimônias, eventos, festas, comemorações, ritos e liturgias da Igreja Apostólica Romana.

Respeitar as demais religiões, faz parte da tolerância, ética e do bom conviver fraterno e religioso.

Aceitar as manifestações alienígenas, como bem descreve o artigo já citado, para contextualizar, explicar ou respaldar a realidade do sincretismo na Umbanda, é no mínimo continuar alimentando um estado de coisas, que não nos leva a lugar nenhum. Ao contrário, deixa-nos cada vez mais estáticos e parados neste eterna condição aparente de quase religião, de cultura periférica, folclórica, sincrética, que provoca uma percepção errônea de falta de originalidade, identidade e posicionamento.

Diante da riqueza das manifestações, tão confirmadas do mundo espiritual, que faz acontecer todos os dias nos terreiros de Umbanda, da profundidade dos ensinamentos ministrados pelas entidades espirituais e da necessidade emergente que temos de fazer valer o nosso espaço, como religião constituída que somos de fato, mas ainda não de direito, é que não podemos continuar a sermos arautos desta conivência e permissividade com o que definitivamente não nos pertence.

Busca pela pureza, essência, originalidade são sempre os termos que surgem para designar esta linha de raciocínio. Geralmente utilizadas para caracterizar de forma radical a quem propugna o distanciamento ao padrão vigente e aceito pela maioria.

Não, não é isto que eu proponho, mas vejo a necessidade de fazermos algo mediante a imensa quantidade de sobre-capas que o movimento umbandista se envolveu e se envolve.


Afinal somos UMBANDISTAS e não:

umbantólicos, umbandespíritas ou umbandequianos, umbandoreikianos, umbandoascensos, umbandowiccanos, umbandosóficos, umbandognósticos, umbandorosacruzes etc.

Diferença não é sincretismo e sobreposição. Tolerância não é conivência e permissividade.

Como já disse alguém: "Tudo pode ser lícito e permitido, mas nem tudo me convém".

A Umbanda é simples! Nós é que complicamos.

Pai Caio de Omulu



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22 de março de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Doutrinas Espiritualistas , Artigos Interessantes , Livros de Umbanda ,

Doutrinas Espiritualistas

Doutrinas Espiritualistas

Falar sobre todas as doutrinas espiritualistas existentes no mundo é tarefa dificílima, pois seu número é bastante elevado, o que exigiria muito espaço e tempo.

Como nosso trabalho limita-se apenas a apresentar alguns ensinos principais, mas resumidos, objetivando, dessa forma, facilitar mais àqueles que não dispõem de tempo e nem mesmo de muitas obras de consulta, é que resolvemos abordar um pouco de cada assunto que, sobremaneira, interessa aos que desejam formar cultura generalizada no campo espiritual.

Assim, considerando que as doutrinas espiritualistas, notadamente as da antiguidade, vêm trazer apreciável subsídio para o leitor no que diz respeito aos seus conhecimentos espirituais, é que achamos conveniente citar algumas dessas doutrinas, que serviram para o desenvolvimento dos chamados "iniciados" de antanho.

Quando falamos em iniciados, lembramo-nos logo de Moisés – o salvo das águas do rio Nilo – segundo narrativa bíblica.
Moisés fora educado na corte dos Faraós, tornando-se um grande iniciado daquele época. Seus livros, que constituem o chamado Pentateuco, deixam transparecer, claramente, que ele era dotado de grandes conhecimentos das ciências secretas, daquele tempo.

Ao que estamos informados, muitas eram as fontes de consulta de então, as quais teriam servido para aprimorar seu conhecimento no terreno da filosofia espiritualista, tornando-se, dessa forma, um dos grandes iniciados da época.

1 - Os Vedas

Não podemos precisar a data em que foram escritas estas obras, mas Souryo Shiddanto (em sânscrito "tratado do deus do sol"), obra de astronomia, cuja composição remonta, em sua parte mais antiga, ao século IV a.C., já nos fala dos Vedas.
Estas obras constituem a Bíblia da Índia e nelas encontramos preciosos ensinos espiritualistas, como a comunicabilidade dos espíritos, a reencarnação, a pluralidade dos mundos, além de sábios conselhos, muitos deles semelhantes aos que nos foram legados pelo Cristo.
Quanto à comunicabilidade dos espíritos, lemos nos Vedas que, no sacrifício do fogo, muito usado na antigüidade, compareciam os Espíritos denominadosAssouras, que no panteão indiano constituem divindades do mal, e os Pitris, que eram almas dos antepassados, e dele tomavam parte.
Como se vê, desde as mais remotas eras já se estabelecia a comunicação entre os dois mundos, dando prova, assim, da sobrevivência do Espírito após a morte do corpo físico.
Devemos citar, ainda, para maiores esclarecimentos, que os Vedas encerram preciosos ensinos no campo do amor e do perdão. O que se segue é um exemplo de sua sublimidade:
"Sê, para o teu inimigo, o que é a terra que devolve farta colheita ao lavrador que lhe rasga o seio. Sê, para aquele que te aflige, o que é o sândalo da floresta que perfuma o machado do lenhador que o corta."
Os ensinos da pluralidade das existências, ou seja, da reencarnação da alma, eram conservados na tradição oral dos cânticos védicos; foram divulgados somente após a compilação dos Vedas pelo sábio brâmane, Vyasa, cerca de 14 séculos a.C., e fixados definitivamente entre os séculos XII e XI, quando a escrita foi introduzida na Índia pela influência dos fenícios.

2 - Krishna

Continuando nosso estudo em torno de algumas doutrinas espiritualistas da antigüidade, devemos lembrar o grande pensador brâmane, Krishna, que foi o inspirador das crenças dos indus. Através de sua doutrina, verificamos que a imortalidade da alma, as vidas sucessivas, a lei de causa e efeito, faziam parte dos seus ensinos.
A doutrina de Krishna se contém inteirinha no Bhagavad-Gita, que é um dos hinos do Mahabhárata e, por sinal, a mais bela e profunda mensagem de filosofia que nos legou a antigüidade.
"O corpo – dizia ele – envoltório da alma que aí faz sua morada, é uma coisa finita; porém a alma que o habita é imortal, imponderável e eterna".
Esses ensinos nos mostram a imortalidade da alma como princípio básico, e que a vida do corpo é transitória.
"Todo renascimento, feliz ou desgraçado, é uma conseqüência das obras praticadas em vidas anteriores."
Aí está patente a lei de causa e efeito. Colhemos o fruto oriundo da semente que lançamos.
Com referência à reencarnação, dizia ele:
"Tanto eu como vós temos tido vários nascimentos. Os meus, só de mim são conhecidos, porém vós nem mesmo os vossos conheceis."
Ao que parece, Krishna, em decorrência de sua evolução, lembrava-se das encarnações pretéritas.
Ainda, sobre reencarnação, devemos citar mais este ensinamento:
"Como a gente tira do corpo as roupas usadas e as substitui por outras novas e melhores, assim, também, o habitante do corpo (Espírito), tendo abandonado a velha morada mortal, entra em outra nova e recém-preparada para ele."
Sobre a moral, pregava Krishna:
"Os males com que afligimos o próximo nos perseguem, assim como a sombra segue o corpo."
"As obras inspiradas pelo amor dos nossos semelhantes são as que mais pesarão na balança celeste."
"O homem virtuoso é semelhante a uma árvore gigantesca, cuja sombra benéfica permite frescura e vida às plantas que a cercam".
"Se convives com os bons, teus exemplos serão inúteis; não temas habitar entre os maus para os reconduzir ao bem."
São ensinamentos que muito se assemelham aos de Jesus, porquanto fora Krishna um de seus enviados.

3 - Buda

Outro missionário que veio ao mundo para trazer ensinos de amor e de perdão foi Buda, cujo nome verdadeiro era Gautama Sáquia Muni (Gautama é o nome étnico e designa o clã a que pertencia Buda. Quanto a Sáquia Muni designa "o santo oriundo dos Sáquias" – família de guerreiros).
Buda viveu cerca de 600 anos a.C. Renunciou às grandezas, à vida faustosa para isolar-se nas florestas, às margens dos grandes rios asiáticos, em profunda meditação e estudo, durante sete anos, reaparecendo, depois, para pregar a necessidade de se praticar o bem, porque "o bem – dizia ele – é o fim supremo da natureza."
Sobre reencarnação disse:
"O que é que julgais, ó discípulos, seja maior: a água do vasto oceano, ou as lágrimas que vertestes, quando, na longa jornada, errastes ao acaso, de renascimento em renascimento, unidos àquilo que odiastes, separados daquilo que amastes? Uma vida curta, uma vida longa, um estado mórbido, uma boa saúde, o poder, a fraqueza, a fortuna, a pobreza, a ciência, a ignorância... tudo isso depende de atos cometidos em anteriores existências."
"As almas não penetram no ‘mundo das formas’ senão para trabalhar no complemento da sua obra de aperfeiçoamento e elevação. Podem realizar isso pelos Upanichades e completá-lo pelo Purana ou amor."
(Os Upanishades são tratados de mística hindu, que se reportam aos Vedas, especialmente ao Yadjur-Veda).
"A ciência e o amor são dois fatores essenciais do Universo. Enquanto não os adquirir, o ser está condenado a prosseguir na série de reencarnações terrestres."
Sobre os males decorrentes da ignorância, devemos citar este outro ensino, que está sempre atualizado:
"A ignorância é o mal soberano de que decorrem o sofrimento e a miséria humana. O conhecimento é o principal meio para se adquirir a elevação da vida material e espiritual."
É interessante notar haver Buda colocado o conhecimento como base da elevação espiritual, o que atesta a importância dada, já naquela época, ao estudo das ciências da alma e, conseqüentemente, do princípio das coisas, para a realização desse desiderato.
Podíamos falar ainda mais sobre este grande missionário, mas, dada a exigüidade de espaço, limitamo-nos, apenas, a estas citações, concluindo com a afirmativa de que a doutrina de Buda é toda de amor e caridade, oferecendo, assim, profunda analogia com os ensinos legados por Jesus.
Devemos lembrar, também, de três outras figuras importantes no mundo Oriental, que foram Lao-Tseu, Mêncio e Confúcio.
O primeiro, apresenta o Livro da Razão Suprema, estabelecendo elevados princípios morais; o segundo, em seu Tratado de Moral, concita os homens à boa conduta, e, o terceiro, trouxe a grande máxima: – "Não façais aos outros o que não quereis que eles vos façam."

4 - Sócrates e Platão

Sócrates, como o Cristo, nada escreveu. O que sabemos, hoje, a respeito de sua doutrina, foi escrito por Platão, seu discípulo. Morreu condenado a tomar cicuta, por haver atacado as crenças da época e colocado a virtude acima da hipocrisia. Combateu, de corpo e alma, os preconceitos religiosos como o fez Jesus, a quem os fariseus também acusaram de corromper o povo.
Como nosso objetivo principal é trazer, através destas páginas, um pouco de conhecimento, não só do Espiritismo, mas também de mais algumas doutrinas espiritualistas, que nos foram legadas por aqueles que antecederam o Cristo, não podemos deixar de inserir, aqui, alguns tópicos da doutrina de Sócrates e Platão, que servirão para mostrar a grande semelhança com os ensinos que nos dão os Espíritos.
Vejamos:
"O homem é uma alma encarnada. Antes da sua encarnação, existia unida aos tipos primordiais, às idéias do verdadeiro, do bem e do belo; separa-se deles encarnando, e, recordando seu passado, é mais ou menos atormentada pelo desejo de voltar a ele."
Aqui vemos a distinção entre o espírito e a matéria, o que nos mostra o princípio da preexistência da alma antes de reencarnar, guardando intuição do mundo espiritual. Está, desta forma, bem expressa a reencarnação.
E, continuando, vamos citar vários outros trechos desta doutrina, que servem para aclarar nosso espírito na compreensão de que há um grande paralelo entre ela, a do Cristo e o Espiritismo, embora seja esta mais completa, mas, de qualquer forma, Sócrates e Platão, no dizer de Kardec, pressentiram a idéia cristã através de seus escritos.
"A alma – diziam eles – se transvia e perturba, quando se serve do corpo para considerar qualquer objeto; tem vertigem como se estivesse ébria, porque se prende a coisas que estão, por sua natureza, sujeitas a mudanças; ao passo que, quando contempla sua própria essência, dirige-se para o que é puro, eterno, imortal, e, sendo ela dessa natureza, permanece aí ligada, por tanto tempo quanto possa. Cessam, então, os seus transviamentos, pois está unida ao que é imutável e a esse estado da alma é que se chama sabedoria."
"Após a morte, o gênio (daimon, demônio), que nos fora designado durante a vida, leva-nos a um lugar onde se reúnem todos os que têm de ser conduzidos ao Hades, para serem julgados. As almas, depois de haverem estado no Hades o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida em múltiplos e longos períodos."
"Os demônios ocupam o espaço que separa o céu da terra; constituem o laço que une o Grande Todo a si mesmo. Não entrando nunca a divindade em comunicação direta com o homem, é por intermédio dos demônios que os deuses entram em contato e se entretêm com eles, quer durante a vigília, quer durante o sono."
"A preocupação constante do filósofo é a de tomar o maior cuidado com a alma, menos pelo que respeita a esta vida, que não dura mais que um instante, do que tendo em vista a eternidade. Desde que a alma é imortal, não será prudente viver visando à eternidade?"
"Se a alma é imaterial, tem que passar, após esta vida, a um mundo igualmente invisível e imaterial, do mesmo modo que o corpo, decompondo-se, volta à matéria. Muito importa no entanto distinguir bem a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se alimente, como Deus, de ciência e pensamentos, da alma mais ou menos maculada de impurezas materiais, que a impedem de elevar-se para o divino e a retém nos lugares da sua estada na terra."
"Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, da alma e dos vícios. Aquele que guarnecer a alma, não de ornamentos estranhos, mas com os que lhes são próprios, só esse poderá aguardar tranqüilamente a hora da sua partida para o outro mundo."
"O corpo conserva bem impressos os vestígios dos cuidados de que foi objeto e dos acidentes que sofre. Dá-se o mesmo com a alma. Quando despida do corpo, ela guarda evidentes os traços de seu caráter, de suas afeições e as marcas que lhe deixaram todos os atos de sua vida. Assim, a maior desgraça que pode acontecer ao homem é ir para outro mundo com a alma carregada de crimes. Vês, Cálicles, que nem tu, nem Pólux, nem Górgias podereis provar que devamos levar outra vida que nos seja útil quando estejamos do outro lado. De tantas opiniões diversas, a única que permanece inabalável é a que mais vale receber do que cometer uma injustiça e que, acima de tudo, devemos cuidar, não de parecer, mas de ser homem de bem."
"De duas uma: ou a morte é uma destruição absoluta, ou é passagem da alma para outro lugar. Se tudo tem que se extinguir, a morte será como uma dessas raras noites que passamos sem sonho e sem nenhuma consciência de nós mesmos. Porém, se a morte é apenas uma mudança de morada, a passagem para o lugar onde os mortos se têm de reunir, que felicidade a de encontrarmos lá aqueles a quem conhecemos! O meu maior prazer seria examinar de perto os habitantes dessa outra morada e de distinguir lá, como aqui, os que são dignos dos que se julgam tais e não o são. Mas, é tempo de nos separarmos, eu para morrer, vós para viverdes,"
"Nunca se deve retribuir com outra injustiça, nem fazer mal a ninguém, seja qual for o dano que nos hajam causado. Poucos, no entanto, serão os que admitem este princípio e os que se desentenderem a tal respeito nada farão mais, sem dúvida, do que votarem uns aos outros mútuo desprezo."
"É pelos frutos que se conhece a árvore. Toda ação deve ser qualificada pelo que produz: qualificá-la de má, quando dela provenha o mal; de boa, quando dê origem ao bem."
"A riqueza é um grande perigo. Todo homem que ama a riqueza não ama a si mesmo, nem ao que é seu; ama a uma coisa que lhe é ainda estranha do que o que lhe pertence."
"É disposição natural em todos nós a de nos apercebermos muito menos dos nossos defeitos, do que nos de outrem."
"Se os médicos são mal sucedidos, tratando da maior parte das moléstias, é que tratam do corpo sem tratarem da alma. Ora, não se achando o todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passa bem."
"Todos os homens, a partir da infância, muito mais fazem de mal do que de bem."
Conforme acabamos de ver, estes ensinos, que foram difundidos quase quinhentos anos antes do Cristo, encerram grandes verdades que, no século XIX, foram confirmadas pelo Consolador Prometido, personificado na Doutrina Espírita, a qual representa, há mais de um século, o Cristianismo Redivivo.



Da diferença entre Espiritismo e Espiritualismo

É muito comum afirmar-se que ser espiritualista é a mesma coisa que ser espírita ou espiritista. Aqueles que assim pensam dão prova de que desconhecem os fundamentos da Doutrina Espírita. Há outros que, ao serem interrogados sobre a religião a que pertencem, embora sejam espíritas militantes, vacilam e dão esta resposta: Sou espiritualista.
De duas uma: ou respondem assim porque desconhecem a diferença que há entre a Doutrina Espírita e as doutrinas espiritualistas, ou porque temem confessar a qualidade de espírita convicto. Acham que, afirmando serem espiritualistas, eximem-se de quaisquer responsabilidades, no tocante à religião, diante da sociedade a que pertencem. É a isto que se chama "covardia moral".
É preciso que se saiba que "todo espírita é necessariamente espiritualista, mas nem todos os espiritualistas são espíritas".
Embora seja a Doutrina Espírita uma doutrina espiritualista, por excelência, é necessário fazer-se distinção das demais correntes espiritualistas.
Para exemplo, tomemos a Umbanda, seita muito divulgada no Brasil.
Será a Umbanda doutrina espiritualista?
Sim, é doutrina espiritualista, porquanto estabelece a comunicação entre os vivos e os chamados mortos, admitindo, conseqüentemente, a sobrevivência do Espírito após a morte do corpo físico; admite sua evolução através das vidas sucessivas e crê no resgate, pela dor, das faltas cometidas em existências anteriores.
Por essas características, não há dúvida alguma tratar-se a Umbanda de uma doutrina essencialmente espiritualista. Mas, por outro lado, será ela Doutrina Espírita ou Espiritismo?
Não. A Umbanda não pode ser considerada Doutrina Espírita porque admite cerimônias litúrgicas, entre elas a do casamento e a do batizado; é litólatra, porque adota nos seus trabalhos imagens dos chamados "santos" (a palavra litólatra vem de litolatria, que é a adoração das pedras), e é também fitólatra, porque faz uso de ervas para defumações, além de outros ritos (a palavra fitólatra vem do grego phyton "planta"; o segundo elemento, latra, provém do verbo grego latrein"adorar"). Mas o Espiritismo não tem ritos de espécie alguma.
Como se vê, por estas observações ficou demonstrada a diferença existente entre a Doutrina Espírita e uma das doutrinas espiritualistas, que é a Umbanda, doutrina esta que tem, face aos seus dogmas e ritos, bastante afinidade com o Catolicismo, também considerado espiritualista, porque admite a existência de Deus e de entidades espirituais que sobrevivem após a desencarnação.

Do livro: "ABC do Espiritismo" - Victor Ribas Carneiro






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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Vampirismo e Parasitismo , Obsessões ,

Vampirismo e Parasitismo




Vampiros humanos com presas afiadas e ávidos por sangue pertencem mais ao reino da ficção. Mas há um tipo de vampirismo bem mais comum e corriqueiro: aquele em que se encontram desde criaturas encarnadas a desencarnados parasitas que sugam, mesmo inconscientemente, energias vitais de suas vítimas, num processo que causa danos físicos e até mesmo a morte.

Vejamos como vê o fenômeno o abalizado médico e instrutor desencarnado André Luiz:

“Sem nos referirmos aos morcegos sugadores, o vampiro, entre os homens, é o fantasma dos mortos, que se retira do sepulcro, alta noite, para alimentar-se do sangue dos vivos. Não sei quem é o autor de semelhante definição, mas, no fundo, não está errada. Apenas cumpre considerar que, entre nós, vampiro é toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens”.

Todos os espíritos inferiores, ociosos e primários, podem vampirizar ou parasitar mortos e vivos.

Em biologia, “parasitismo” é o fenômeno pelo qual um ser vivo extrai direta e necessariamente de outro ser vivo (denominado hospedeiro) os materiais indispensáveis para a formação e construção de seu próprio protoplasma (O conteúdo celular vivo, formado principalmente de citoplasma e núcleo)”. O hospedeiro sofre as conseqüências do parasitismo em graus variáveis, podendo até morrer. O parasitismo é largamente difundido entre os seres vivos, animais e vegetais. Grande é o número deles que vive à custa de outros, da mesma espécie ou de espécies diferentes.

No parasitismo, como no vampirismo, há a sucção de energias alheias. Mas a diferença está na intensidade da ação nefasta, determinada pela consciência e crueldade com que é praticada. O parasita de modo geral provoca prejuízos mais brandos, porque costuma não saber o que está fazendo. Já o vampiro propriamente dito tem plena consciência do que pratica, e nunca poupa um vampirizado.

No mundo espiritual o fenômeno varia apenas no processo de extração das energias do hospedeiro. Há, como na definição biológica, a dependência do espírito parasita: ele se especializou de tal modo (e durante tanto tempo) em viver às custas de outro, que perdeu toda a possibilidade de sobreviver por seus próprios meios.

Esta sucção energética que ocorre em variados níveis de intensidade trata-se de um processo natural, a que nos expomos diariamente, na maioria das vezes sem nos apercebermos do quanto isso nos é prejudicial. Por transitarem livremente, à parte da matéria física, as ondas energéticas se impõem como invasoras sutis. No caminho contrário, se esvaem de nosso corpo, levando com elas nosso ânimo, alegria, otimismo, tornando-nos vítimas desses sugadores naturais que se abastecem de nossa força vital, às vezes até sem a mínima intenção de prejudicar quem quer que seja.

É comum sentirmos a presença desses sugadores ao entrarmos num ambiente: bocejos constantes, apatia e distração injustificados são sinais claros de que estamos sendo vampirizados. Acontece a todo instante, em todo lugar: no escritório, numa loja, no nosso próprio lar, etc.

Outros sintomas característicos de sucção energética são descritos como: a impressão repentina de sentir um frio interno, mesmo que a temperatura ambiente esteja elevada; a sensação de ser aspirado de dentro do corpo para um vazio interior, principalmente através dos pontos dos sete chacras fundamentais com destaque para o básico, o cardíaco e o laríngeo. Também se manifesta como um processo de auto-hipnose, com uma certa aquiescência do vampirizado, fenômeno muito comum entre pessoas que se amam profundamente. Se ocorrer durante o sono a vítima não costuma acordar tão logo.

Em planos astrais inferiores, homens desencarnados e degradados espiritualmente, chegam a assumir a forma de enormes morcegos, em conseqüência da longa viciação. Criaturas perigosas, de freqüência vibratória muito baixa, predadores por excelência, essas criaturas habitam cavernas do astral inferior. Estes vampirizam por que querem, e sabem o que querem. Muitas vezes agem por ordem de régulos das trevas, que os usam com objetivos malignos para prejudicar e aniquilar pessoas.


Extraído de: 

Espírito/Matéria: Novos Horizontes Para a Medicina José Lacerda de Azevedo - Ed. Porto Alegre: Pallotii, 1999; Coleção Planeta - Parapsicologia Nº 02 

Ed. Três, 1996; Missionários da Luz - Francisco C. Xavier - ditato pelo Espírito André Luiz - FEB.


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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Médium e Exu , Mediunidade ,

Médium e Exu


Médium e Exu

Muitas vezes ele funciona como um espelho, refletindo em seu comportamento os defeitos e qualidades de seu médium.

Não estamos falando aqui de mistificação nem animismo e sim de um comportamento em que pela convivência um exterioriza qualidades e defeitos do outro.

Apesar de Exu ter opinião própria e manifesta em linguagem simples e direta de forma que todos entendam. É ele a entidade mais próxima a nossa realidade e anseios materiais.

Quando o médium começa a se desenvolver costuma ouvir que há a necessidade de doutrinar seu Exu.

É natural que o médium não tenha doutrina no inicio de sua jornada espiritual e Exu exterioriza isso em seu comportamento, após boa doutrinação da entidade veremos a necessidade de doutrina também para o médium que acaba de chegar na casa.

Durante o desenvolvimento mediúnico é ainda natural que o Exu se apresente pedindo sua oferenda, pois sua força é potencializadora e vitalizadora da mediunidade.

Este mesmo médium que está iniciando na Umbanda encontra todo um universo novo aos seus olhos e Exu costuma ser algo intrigante e fascinante ao mesmo tempo; quando não uma entidade, força, que assusta um pouco os que não o conhecem.

A questão é: Enquanto o médium estiver preocupado com a doutrina de “seu” exu estará também doutrinando-se, subconscientemente!

Devemos, sim, estar atentos quando nos deparamos com entidades de esquerda sem doutrina, muitas vezes estão chamando nossa atenção a seu médium para que tomemos uma atitude doutrinária em relação a ambos.

Tudo isso é bem diferente de um obsessor ou quiumba, trazido por transporte, que normalmente tem comportamento rude e agressivo. Falamos aqui do Exu de lei que acompanha o médium como entidade de trabalho na esquerda.

Não devemos subestimar exu, achando que é entidade sem luz desprovida de evolução, observando apenas um aspecto externo e superficial, pois quando vamos com a farinha ele já voltou com a farofa, devemos sim ficar atentos com o que nos dizem nas entrelinhas ou o que querem nos passar, quando não podem ou não se sentem a vontade para revelar.

Quanto ao que pode revelar, pergunte a ele sobre seu médium e o comportamento do mesmo e verá que Exu é o primeiro a apontar os defeitos de seu “cavalo” e isto está ainda dentro da qualidade especular de Exu.

No desenvolvimento mediúnico é ele um elemento de muita importância, pois dá força e potencializa as faculdades mediúnicas, não é difícil encontrarmos exu pedindo para ser oferendado logo no inicio da vida mediúnica.

Em uma casa de luz, em um terreiro de umbanda de fato, exu não aceitará trabalhos de ordem negativa a favor de futilidades ou egoísmos. Veremos exu trabalhando com seriedade e em sintonia com as entidades da direita, ou seja não virá em terra para contrariar todo um trabalho de doutrina realizado por caboclos e pretos velhos. Encontraremos até exus dando consultas, limpando e descarregando consulentes, fazendo desobsessão e outras coisas mais dentro do mesmo objetivo e até dando bons conselhos aos que a ele procuram.

Por tudo isso somos gratos a exu e Pomba gira por trabalharem conosco a favor da luz, e afirmamos muito do que se fala de exu e pomba-gira ligado a magia negativa, nós desconhecemos, sabemos que muitos tentam se passar por exu, mas aí já não é mais Umbanda.

Umbanda acima de tudo é Amor e Caridade, exu não deve vir em terra para dar o contra no trabalho de direita.

Texto extraído do JUS-JORNAL DE UMBANDA SAGRADA






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13 de março de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , A Intervenção dos Espíritos , Estudos da Doutrina Espírita ,

A Intervenção dos Espíritos




A Intervenção dos Espíritos


O Homem é um pequeno mundo que tem como diretor o Espírito e como dirigido o corpo.

O homem é formado por matéria e espírito.

O Espírito é o ser principal, a razão, a inteligência; o corpo é envoltório de matéria que reveste, temporariamente, o espírito para o cumprimento de sua missão na Terra e a execução do trabalho necessário à sua evolução, ao seu adiantamento.

O corpo, usado, se destrói, o espírito sobrevive à sua destruição. O corpo sem o espírito não é senão matéria. O espírito sem corpo reentra no mundo espiritual de onde saiu para o reencarne.

Ensina o Espiritismo que os homens que viveram na Terra, ao deixarem o corpo físico através da morte, continuam a viver em um outro plano, chamado mundo espiritual. Quando passam para este plano da vida, levam consigo o que tiverem acumulado de virtudes e defeitos, todos, adquiridos durante a existência material, ou seja, a encarnação. Os homens bons trazem consigo a caridade que praticavam, a paz de espírito e a benevolência. Vivem em lugar feliz e trabalham constantemente pelo progresso do Planeta.

Já os homens que, quando encarnados viveram nas sendas do mal, levam para o plano espiritual as más tendências. Continuam suas atividades perniciosas, inspirando-nos todos os vícios e defeitos a que ainda estão apegados. Estes são os que podemos chamar de espíritos maus, nocivos, pois que são absolutamente perniciosos. Não podemos atribuir a Deus estas ações, pois que não se admitiria esta consciência da divindade. Uma concepção de divindade punitiva, carrasco, cruel, tende hoje a desaparecer por que todos, pelo menos os que já temos uma noção dos ensinamentos dos espíritos, sabemos que Deus é bom e justo. Assim, jamais ele estaria envolvido com ações más, perversas ou de qualquer meio ilícito e nocivo.

A maioria dos espíritos que povoam a terra, tanto no estado errante, desencarnados, quanto os encarnados, compõe-se de espíritos imperfeitos, que fazem mais o mal que o bem. Daí a predominância do mal na Terra.

Temos, portanto, o mundo corporal, composto de espíritos encarnados, e o mundo espiritual, composto de espíritos desencarnados.

O homem, por ser composto de matéria, está ligado a Terra; e o Espírito, por sua natureza fluídica, está em toda parte, percorre distâncias enormes com a rapidez do pensamento.

A morte do corpo é a ruptura dos laços que unem corpo a espírito.

Os Espíritos são criados simples e ignorantes, mas com aptidões para tudo conhecer e progredir, dependendo de seu livre arbítrio, de seu próprio trabalho, razão porque tantos somos diferentes uns dos outros. Em nossas reencarnações sucessivas, através do livre arbítrio, da própria vontade. Uns realizam mais rapidamente suas necessidades de progresso, cumprindo as leis naturais, as leis morais da vida, adquirindo uma maior gama de conhecimentos e aprendizado.Outros, também em razão de seu livre arbítrio, vivem “adiando” suas necessidades de trabalho e vivência de melhoramento espiritual-moral, deixando tudo para depois, o que lhes é permitido, entretanto não é recomendável. Desta forma, uns evoluem mais rapidamente e outros permanecem na ignorância por mais tempo.

A falta de vigilância, certamente, é um dos fatores mais sérios e que mais nos atrasam a caminhada, pois que na maior parte das vezes, esta invigilância é que nos faz permitir as influenciações negativas daqueles espíritos errantes que estão procurando apenas uma brecha, uma passagem, uma ação ou pensamento, para se utilizarem de nós e assim satisfazer suas necessidades maléficas.

A felicidade está na razão do progresso alcançado. Os que deixam para depois, adiando a prática do bem, da caridade, do trabalho, do amor ao próximo e as demais leis divinas ou naturais, estes, certamente são mais infelizes e se mantêm na ignorância por mais tempo.

Aí já podemos entender, perfeitamente, o porquê de embora criados simples e ignorantes, uns já se adiantaram no progresso e outros estão ainda muito atrasados.

A compreensão da influência que os Espíritos Desencarnados exercem sobre os Espíritos Encarnados, passa, inicialmente pelo entendimento de que há espíritos mais e menos evoluídos.

Sabemos que estamos constantemente rodeados por Espíritos que nos vêem, ouvem e conhecem nossos pensamentos e até nossos desejos mais íntimos. Quando nos acreditamos sós sempre estamos acompanhados por Espíritos e, com freqüência, somos influenciados por eles através de nosso pensamento.

A interação que existe entre encarnados e desencarnados, muito especialmente daqueles que praticam o mal, é nítida e não nos deixa dúvidas de sua existência.

Já na Bíblia, em Mt.16. 15-17, Jesus pergunta: -“Vós quem dizeis quem eu sou?”

Pedro responde:- “Tu és o Cristo, o Filho de Deus”.

Para esta resposta Pedro entrou em sintonia com o mundo espiritual, mais precisamente com Deus, como esclarece Jesus no Vs. 17 quando diz:

-“Tu não revelaste a carne e o sangue, mas meu Pai que está nos céus”.

Ainda em Mateus, 16.21-23, pouco tempo depois, o mesmo Pedro teve a influenciação espiritual dos maus espírito e Jesus o repreendeu dizendo “Para traz Satanás”. Pedro que recebera há pouco a influência de Deus, por não saber discernir a informação do bem ou do mal, tinha a propensão de ligar-se com o inimigo pois que ainda não havia sido treinado para discernir entre as influenciações boas ou más.

Kardec, ao perguntar para os Espíritos Superiores se poderíamos ser influenciados pelos espíritos, e se eles influem diretamente em nossos pensamentos lhe foi respondido:

-“A sua influência é muito maior do que supondes, porque muito freqüentemente são eles que vos dirigem.”

Estas orientações nos calreiam o porquê que tantas vezes temos pensamentos duplos e contraditórios, mistura entre o nosso próprio pensamento e o do Espírito que está junto a nós. Estas distorções de pensamentos não nos são aparentes. Não percebemos nem sabemos exatamente distingui-los, mas sempre nos deixamos influenciar por sugestões que vão de encontro aos nossos anseios mais profundos.

Todos temos, desde o nosso nascimento, a proteção de espíritos amigos que nos guardam e procuram nos influenciar de forma positiva, sempre levando à pratica das leis morais de Cristo. Em contrapartida os espíritos pouco evoluídos, malévolos, os que não estão ligados às boas ações, ficam sempre prontos a aproveitar nossas más tendências, nossas más inclinações, para nos incentivar mais, nos influenciando sempre e mais para o mal.

Está claro, portanto, que nossos pensamentos dirigidos para o bem, para o bom, geralmente nos remetem a níveis também bons de energia, o que nos faz sintonizar com espíritos de semelhantes, e, sempre que lhes acatamos as sugestões, temos uma vida equilibrada e feliz; assim como nossos maus pensamentos atraem espíritos menos evoluídos e que nos influenciarão de forma negativa.

Pensamentos e prática do mal, tristezas, angústias, egoísmo, malícia, maledicência, todas estas atitudes de comportamento e pensamento de pouco ou nenhum proveito moral, nos fazem atrair espíritos que nos instigam e sugerem ações e pensamentos piores, nos incentivam a pensamentos menos nobres, a ações ilegítimas, porque são eles Espíritos inferiores, levianos, plenos de inveja e ódio, resultado, justamente, de suas imperfeições, procurando sempre nos fazer assemelhar a eles, induzindo-nos a proferir palavras e a concretizar atos contrários às leis cristãs para que possamos ficar absolutamente sintonizados com eles e cada vez mais à sua mercê.

Normalmente podemos ter a percepção do conselho íntimo de um Espírito. A isto chamamos de pressentimento. As advertências que sentimos ao estarmos prestes a praticar um ato desvairado, impróprio e inadequado à boa conduta, são avisos de nossos protetores para nos auxiliarem em nosso crescimento e evolução espiritual. Muitas e muitas vezes não damos atenção a estes avisos, sejam pressentimentos ou quando, obstados de acatar as orientações que nos querem passar, utilizam-se de outras pessoas, de amigos ou companheiros para poderem fazer chegar até nós a palavra de sua advertência.

Nas leis da vida observamos que os iguais se atraem, assim, os bons pensamentos atraem os bons Espíritos e os maus pensamentos, obviamente, atraem os espíritos imperfeitos.

Ao observarmos detidamente nossos sentimentos podemos observar que sempre que temos sentimentos de angústia, ansiedade indefinida ou mesmo satisfação ou insatisfação interior sem causa conhecida, estamos tendo a comunicação inconsciente de espíritos ou até mesmo entrando em contato com eles durante o sono.

É, no descanso do corpo físico, o Espírito desprende-se e aproveita para retomar parcialmente sua relativa liberdade, permanecendo ligado ao corpo físico por um cordão fluídico/energético. Dependendo de seus interesses e evolução poderá aproveitar estes momentos para visitar outras esferas espirituais onde terá oportunidade de aprender e trocar idéias com seres que, com ele, se afinizam. Pode, também, visitar amigos que estão no plano físico ou no plano espiritual. Se forem Espíritos excessivamente apegados a matéria, poderão buscar ambientes mundanos para se satisfazerem.

Se, ao despertar sentimos paz e alegria, é que estivemos em boas companhias, mas se acordamos de mau humor, cansados e oprimidos, é porque estivemos com Espíritos ignorantes.

Como escolher a companhia que teremos durante o sono? Seria possível evitar a ida a lugares sombrios ou juntar-se aos espíritos nocivos e viciosos?

Sim, a terapêutica é tão simples quanto difícil de ser seguida por todos.

Devemos ter como hábito, antes de dormir, orar a Deus e aos bons Espíritos para que, durante o sono, nossa Alma possa estar em sintonia com os planos elevados da Criação.

Mas como poderemos nos libertar da influência dos espíritos imperfeitos?

A prece é antídoto aos maus pensamentos, às más ações, às comunicações desastrosas.

Desta forma, a receita mais fácil de ser dada mas bastante difícil de ser seguida: é a execução de boas ações; a oração que nos eleva o padrão vibratório, rompendo a sintonia que temos com os espíritos imperfeitos, colocando-nos em harmonia com espíritos mais evoluídos; o constante bom pensamento evitando sempre, e até mesmo reprimindo, os pensamentos que nos sugerem o mal, a discórdia e que estimulem as paixões, sobretudo as que exaltem nosso orgulho. A humildade é um trunfo, a caridade uma arma.

Jesus sabiamente introduziu na oração que nos ensinou:

“Senhor, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.

São constante as “justificativas” que escutamos perante as intempéries da vida:

- “Não pratico o mal, não faço mal a ninguém”;

Estes deixam de praticar também, com freqüência, o bem, não cumprindo com a caridade tão eficaz ao aprimoramento nesta existência. A inércia não justifica, pois sem fazer o mal também não praticam o bem. O egoísmo falando mais alto. A decadência, males, doenças, drogas etc., não fazem mal apenas a nós mesmos, mas envolvem todos os que nos querem bem, família e amigos, sendo necessária que seja exercida a caridade a nós mesmos para, só assim, dizer: “eu não pratico o mal a ninguém”, “eu nada fiz para merecer isto” pois quando nada se faz, faz-se muito, e mal, deixando os espíritos inferiores dominarem nossa vida.

Não raro, alguns irmãos crêem que qualquer evento desagradável é punição divina ou pagamento de dívidas do passado. Esta não é uma verdade tão absoluta assim. Na generalidade, através de nosso livre arbítrio, “escolher agir contra as leis, contra a caridade o amor e ao bem” é-nos permitido, entretanto nos acarretam influenciações desastrosas pois que se nos aproximam de espíritos imperfeitos, sedentos do mal e as intempéries, não raro, são conseqüências destas nossas más ações e das influenciações que nos permitimos por nossos pensamentos ou atos. Caracterizando-se uma ação má, reverter-se-á, ao seu agente, acontecimentos tristes e desastrosos. Resultado de nossa invigilância.

Os espíritos adiantados podem receber a tarefa de estarem junto a nós para proteger-nos. A estes Espíritos denominamos de Espírito Protetor, Bom Espírito, Bom Gênio, Anjo Guardião.

Todos nós temos um Espírito protetor que procura guiar-nos para o bom caminho, sustentar nossa coragem e nos conduzir, ou tentar conduzir, nas provas da vida. Este Espírito protetor nos assiste deste o nosso nascimento e segue-nos até depois de nossa morte e mesmo em várias existências corpóreas a fim de que consigamos abstrairmo-nos do mal e prosseguir com nossa evolução espiritual. Ocorre que nem sempre o protegido aceita a ajuda. Reage e age de forma rebelde, não aceitando suas vibrações e sugestões positivas, provocando assim o afastamento do espírito protetor que, respeita o livre arbítrio, mas retorna tão logo seja chamado. Este Anjo Guardião alegra-se com os bons feitos de seu protegido, mas também se entristece quando o vê sem querer seguir-lhe os conselhos e introduz-se pelas veredas contrárias ao bem.

A influência que os Espíritos exercem sobre nós é bastante grande. Observe-se a própria vida sob o aspecto moral. São perceptíveis as interferências. Podemos ilustrar a idéia contando um caso de um homem que saca de um revólver e atira em outro que está seu próximo. Surpreendentemente e quase que incompreensivelmente o tiro passa de raspão, mas não pega, o que aconteceu, como explicar este erro podendo-se dizer impossível? No caso relatado acima podemos observar a interferência espiritual tanto de um espírito de pouca evolução, inferior, como também a interferência incisiva de um espírito superior, de grande valor moral que entendeu que não poderia deixar que acontecesse a execução daquele ato desvairado e contrário a Lei de Deus. O espírito inferior sugere o tiro, mas, ao lado dele, está também o espírito elevado que, desvia o projétil ou ofusca-lhe a visão, de forma que evita assim o assassinato. A interferência dos espíritos é sempre motivada pelo amor ou pelo ódio. Quando é movida pelo amor temos a ajuda, o auxílio, e quando movida pelo ódio temos a inveja e o prazer do mal pelo mal. Sempre que sentimos a presença de um espírito malévolo temos que orar, e orar muito, para que ele seja perdoado e afastado de nós e pedir sempre pela proteção de nossos Anjos Guardiões para que não nos deixem de auxiliar agradecendo a constante ajuda.

Há casos, ainda, que espíritos encarnados, por livre arbítrio pretendem fazer o mal e evocam o auxílio de espíritos inferiores para que lhes ajudem na tarefa, mas esquecem-se estes, que a prática da má ação tem reação imediata, pois aquele que pede ajuda para o mal é obrigado a fazer o mal para quem o ajudou, é obrigado a “servir” aquele que o ajudou, pois sempre precisam de alguém para executar o mal que eles pretendem cometer. Desta forma podemos entender o que na linguagem comum freqüentemente chamamos de “pacto com o demônio”, que nada mais é que a ajuda recíproca entre espíritos encarnado e desencarnado para a execução de ações contrárias às Leis Morais.

Neste nosso pequeno estudo sobre a interferência dos espíritos desencarnados aos encarnados, não poderemos deixar de citar, de fazer referência, às Bênçãos e maldições, se fazendo necessário entender seu alcance e sua valia, para bem compreender os ensinamentos dos Espíritos.

Desta forma podemos entender que sempre que proferimos ou temos um pensamento de benção é imperativo o benefício do abençoado que deles aproveitará, sempre segundo seu merecimento, razão porque tantas vezes não entendemos o tempo que leva para que consigamos obter êxito em nosso intento. Nosso pensamento é dignificante e abençoa. Mas a intensidade do aproveitamento depende do merecimento do favorecido, da aceitação deste e até mesmo do pensamento positivo para a, recepção da bênção. Já os pensamentos de maldição atingem ocasionalmente as pessoas que estão afastadas de seus protetores e isoladas em sua materialidade, ficando sujeitas às maldições que, aliás, sempre são prejudiciais, bem mais prejudiciais, a quem as formula.

Podemos observar que o esforço próprio é absolutamente necessário a todos os caminhos evolutivos e ninguém aprende ou evolui se não souber aproveitar o concurso dos Benfeitores Espirituais. Entretanto, como dependemos, e muito, do auxílio dos amigos espirituais, não podendo esquecer que a Providência Divina é de infinita bondade e extrema misericórdia e funciona através de sublimes mensageiros.

Sejamos, pois maleáveis e fiéis ao executarmos nossas idéias, abrindo nossa percepção aos espíritos elevados, para que lhes seja mais fácil o cumprimento de seu papel, no progresso e na felicidade das criaturas, perseguindo um só objetivo qual seja o de tornar-nos, hoje, um pouco melhor que ontem e, amanhã, menos imperfeitos que hoje.

Queiramos ou não, estamos numa batalha e nos tornamos vencedores na medida em que nos enchemos de Cristo, do Poder de Seu Espírito, do exercício do Evangelho de Jesus, cultivando amizades sadias, vigiando, orando e ajudando ao próximo para que possamos sempre mais e mais nos aperfeiçoar e receber as orientações de nossos Anjos da Guarda ou de outros espíritos que nosso Mestre nos tenha permitido pressentir, agindo com empenho em favor da retificação moral, no caminho do progresso e ficando alerta, para que espíritos impuros e pouco evoluídos não nos possam influenciar, mas sim e sempre, possamos entender e aceitar todas as que sejam de espíritos adiantados e que possa nos auxiliar na caminhada e no exercício do amor que Cristo nos veio ensinar.

Vera Meira Bestene



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8 de março de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Comportamento Visual Umbandista , Umbanda ,

Comportamento Visual Umbandista


Comportamento Visual Umbandista


Salve irmãos na Fé em Oxalá...


Quando sentei para escrever este texto me veio à mente a frase: “A primeira impressão é a que fica!”. Por isso intitulei este texto como comportamento visual umbandista.

Parto do principio, que somos observados noite e dia por irmãos de outras religiões e por simpatizantes da Umbanda, daí vem meu questionamento.

A Umbanda não tem papas para redigir uma norma ou um dono para estabelecer princípios, pois cada casa é um ponto de referência para quem busca auxílio espiritual ou até mesmo a paz almejada dentro de uma religião nova.

A importância de se apresentar bem, a uma sociedade ecumênica é apresentar o seu cartão de visita! Sim, o seu cartão de visita.

Em diversas igrejas protestantes, o traje social é considerado apresentar-se da melhor forma diante de Deus.

A Umbanda não tem um uniforme definido a não ser a cor branca, porém todos os médiuns são responsáveis pela apresentação da Umbanda, seja onde estiver representando sua religiosidade o mínimo a fazer é apresentar-se dignamente diante de Pai Olorum e dos Sagrados Orixás. Devemos recomendar aos médiuns não se apresentarem com camisetas regata, bermudas, calças curtas, roupas intimas de cor escura, roupas transparentes, roupas decotadas, justas e qualquer forma visual que possa denegrir nossa religião. Também devemos recomendar a disciplina durante os trabalhos, os consulentes nos observam muito mais do que nós mesmos e basta uma apresentação imprópria para sermos alvo de injúrias.

Os sacerdotes devem exigir a disciplina de seus médiuns, seja comportamental ou visual. Pois estamos apresentando a Umbanda para quem não conhece.

Acredito que muitas vezes, simpatizantes ao se depararem com uma indisciplina comportamental ou visual acabam se afastando de nossa religião.

Cada médium é co-responsável em conjunto com seu sacerdote por uma apresentação digna em público, pois “A primeira impressão é a que fica”.


Paulo Ludogero


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