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Mostrando postagens de Março, 2013

Quaresma e Páscoa

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A Quaresma agregou-se à Umbanda por herança da época dos escravos, quando eram obrigados a esconder seu culto aos Orixás. Como nesta época não havia culto aos santos católicos, eles também evitavam o culto aos Orixás. 
No entanto, hoje somos todos livres, mas o período da Quaresma, reverberando os desmandos energéticos do carnaval, é uma época sem Lei no Mundo Espiritual, justamente quando os encarnados sentem mais necessidade de proteção. Sendo o terreiro um verdadeiro pronto-socorro espiritual, suas portas não devem ficar fechadas aos médiuns e assistentes.

Os preceitos católicos ainda estão muito arraigados no subconsciente da maioria dos seguidores da Umbanda. É inevitável que em quase todos os centros haja os votos de Feliz Páscoa, mais pela oportunidade do feriado, sendo é essencial que este período seja antes de tudo um momento para a reflexão.

Para nós, Jesus, na Força de Oxalá, estará sempre regendo a cada um, movendo-nos para a Caridade, para o Amor, para a Luz e a Evolução …

Páscoa na Visão Espírita

Práticas Distantes Orson Peter Carrara
Agora passou! Mas todo ano, a cena se repete. Chega a época dos feriados católicos da chamada "Semana Santa" e surgem as questões:

Como o Espiritismo encara a Páscoa;Sexta-feira Santa"?;

Qual o procedimento do espírita no chamado "Sábado de aleluia" e "Domingo de Páscoa"?;

Como fica a questão do "Senhor Morto"?

Sabe que chego a surpreender-me com as perguntas. Não quando surgem de novatos na Doutrina, mas quando surgem de velhos espíritas, condicionados ao hábito católico, que aliás, respeitamos muito. É importante destacar isso: o respeito que devemos às práticas católicas nesta época, desde à chamada época, por nossos irmãos denominada de quaresma, até às lembranças históricas, na maioria das cidades revividas, do sacrifício e ressurgimento de Jesus. Só que embora o respeito devido, nada temos com isso no sentido das práticas relacionadas com a data.

São práticas religiosas merecedoras de apreço e res…

Os Mandamentos de um Médium Umbandista

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01 – Amar a Olorum, aos Orixás e a Umbanda acima de todas as coisas e das outras religiões.


02 – Vestir a roupa branca e incorporar seus guias só no seu centro.

03 – Não ficar visitando outros centros em vão, ou seja, só por curiosidade.
04 – Se visitar um centro, entrar em silêncio, assistir aos trabalhos, tomar o passe e sair em silêncio.
05 – Não comentar ou criticar as práticas alheias, sejam elas do seu agrado ou não, concorde com elas ou não, porque elas não são as suas e sim, deles.
06 – Não fazer comentários desairosos sobre os cultos e trabalhos realizados em outros centros de Umbanda.
07 – Não copiar fundamentos alheios e manter-se fiel aos da Umbanda.
08 – Não profanar o que é sagrado e não sacralizar o que é profano.
09 – Cuidar da sua mediunidade e deixar a dos seus irmãos de fé, que os Pais ou Mães Espirituais e os guias deles cuidarão.
10 – Não emitir opiniões sobre o assunto religioso que não conhece em profundidade ou sobre o qual sequer conhece.
11 – Não imitar e não i…

Fechar na Quaresma?

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A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário do que se pensa, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que espiritualidade maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar prepara para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar seus filhos de fé ou frequentadores. Atualmente, interromper os trabalhos do Templo na quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e que, se não temos o preto velho, o caboclo ou qualquer entidade que possa nos avisar do mal feito, estamos desprotegidos, descobertos, ou seja, nas mãos dos inimigos.
É preciso urgentemente esclarecer que a quaresma não é afro, é hebraico-europeia, e que já não é preciso se esconder de ninguém, pois nossa Constituição assegura o direito à liberdade de crença e os padres não podem mais nos queimar nas fogueiras…

Quaresma - isso não te pertence, umbandista!

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Com a aproximação da semana denominada de santa e o distanciamento do período monino, estamos completando o que os católicos chamam de Quaresma.


A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática segundos alguns, se consolidou no final do século III, tendo sido citado no 1° Concílio de Nicéia, no ano 325. Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, ressuscitado no Domingo de Páscoa.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma est…

Doutrinas Espiritualistas

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Falar sobre todas as doutrinas espiritualistas existentes no mundo é tarefa dificílima, pois seu número é bastante elevado, o que exigiria muito espaço e tempo.

Como nosso trabalho limita-se apenas a apresentar alguns ensinos principais, mas resumidos, objetivando, dessa forma, facilitar mais àqueles que não dispõem de tempo e nem mesmo de muitas obras de consulta, é que resolvemos abordar um pouco de cada assunto que, sobremaneira, interessa aos que desejam formar cultura generalizada no campo espiritual.

Assim, considerando que as doutrinas espiritualistas, notadamente as da antiguidade, vêm trazer apreciável subsídio para o leitor no que diz respeito aos seus conhecimentos espirituais, é que achamos conveniente citar algumas dessas doutrinas, que serviram para o desenvolvimento dos chamados "iniciados" de antanho.

Quando falamos em iniciados, lembramo-nos logo de Moisés – o salvo das águas do rio Nilo – segundo narrativa bíblica.
Moisés fora educado na corte dos Faraós, torna…

Vampirismo e Parasitismo

Vampiros humanos com presas afiadas e ávidos por sangue pertencem mais ao reino da ficção. Mas há um tipo de vampirismo bem mais comum e corriqueiro: aquele em que se encontram desde criaturas encarnadas a desencarnados parasitas que sugam, mesmo inconscientemente, energias vitais de suas vítimas, num processo que causa danos físicos e até mesmo a morte.
Vejamos como vê o fenômeno o abalizado médico e instrutor desencarnado André Luiz:
“Sem nos referirmos aos morcegos sugadores, o vampiro, entre os homens, é o fantasma dos mortos, que se retira do sepulcro, alta noite, para alimentar-se do sangue dos vivos. Não sei quem é o autor de semelhante definição, mas, no fundo, não está errada. Apenas cumpre considerar que, entre nós, vampiro é toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo…

Médium e Exu

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Muitas vezes ele funciona como um espelho, refletindo em seu comportamento os defeitos e qualidades de seu médium.

Não estamos falando aqui de mistificação nem animismo e sim de um comportamento em que pela convivência um exterioriza qualidades e defeitos do outro.

Apesar de Exu ter opinião própria e manifesta em linguagem simples e direta de forma que todos entendam. É ele a entidade mais próxima a nossa realidade e anseios materiais.

Quando o médium começa a se desenvolver costuma ouvir que há a necessidade de doutrinar seu Exu.

É natural que o médium não tenha doutrina no inicio de sua jornada espiritual e Exu exterioriza isso em seu comportamento, após boa doutrinação da entidade veremos a necessidade de doutrina também para o médium que acaba de chegar na casa.

Durante o desenvolvimento mediúnico é ainda natural que o Exu se apresente pedindo sua oferenda, pois sua força é potencializadora e vitalizadora da mediunidade.

Este mesmo médium que está iniciando na Umbanda encontra tod…

A Intervenção dos Espíritos

O Homem é um pequeno mundo que tem como diretor o Espírito e como dirigido o corpo.
O homem é formado por matéria e espírito.
O Espírito é o ser principal, a razão, a inteligência; o corpo é envoltório de matéria que reveste, temporariamente, o espírito para o cumprimento de sua missão na Terra e a execução do trabalho necessário à sua evolução, ao seu adiantamento.
O corpo, usado, se destrói, o espírito sobrevive à sua destruição. O corpo sem o espírito não é senão matéria. O espírito sem corpo reentra no mundo espiritual de onde saiu para o reencarne.
Ensina o Espiritismo que os homens que viveram na Terra, ao deixarem o corpo físico através da morte, continuam a viver em um outro plano, chamado mundo espiritual. Quando passam para este plano da vida, levam consigo o que tiverem acumulado de virtudes e defeitos, todos, adquiridos durante a existência material, ou seja, a encarnação. Os homens bons trazem consigo a caridade que praticavam, a paz de espírito e a benevolência. Vivem e…

Comportamento Visual Umbandista

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Salve irmãos na Fé em Oxalá...

Quando sentei para escrever este texto me veio à mente a frase: “A primeira impressão é a que fica!”. Por isso intitulei este texto como comportamento visual umbandista.
Parto do principio, que somos observados noite e dia por irmãos de outras religiões e por simpatizantes da Umbanda, daí vem meu questionamento.
A Umbanda não tem papas para redigir uma norma ou um dono para estabelecer princípios, pois cada casa é um ponto de referência para quem busca auxílio espiritual ou até mesmo a paz almejada dentro de uma religião nova.
A importância de se apresentar bem, a uma sociedade ecumênica é apresentar o seu cartão de visita! Sim, o seu cartão de visita.
Em diversas igrejas protestantes, o traje social é considerado apresentar-se da melhor forma diante de Deus.
A Umbanda não tem um uniforme definido a não ser a cor branca, porém todos os médiuns são responsáveis pela apresentação da Umbanda, seja onde estiver representando sua religiosidade o mínimo a fazer…

Mecanismo do Encosto - Por Ednay Melo

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(...) O termo "encosto" é sinônimo de “obsessão”. O espírito é atraído pelo pensamento e muitas vezes se acopla ao perispírito do indivíduo emitindo e intensificando as mesmas formas-pensamentos em sua aura, forma-se uma simbiose de difícil separação e, se este processo perdura ao longo da vida, corre-se o risco da pessoa vir a desencarnar se houver a tentativa de separar um do outro, pois a identificação é tão intensa que um não consegue sobreviver sem o outro. A mente encarnada entregue aos vícios, à futilidade de ideais, à inveja, cobiça, cólera, vaidade e aos prazeres desenfreados da carne, atrai todos os espíritos nesta mesma vibração. A partir daí o sofrimento é visível, com o desequilíbrio do corpo físico, mental e espiritual (...) 
Trecho do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 8 - Ednay Melo

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