30 de janeiro de 2014

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Fazer o Bem sem Olhar a Quem

Fazer o Bem sem Olhar a Quem

O Terreiro também é uma escola, sim! E aprendemos mais com os desafios e ensinamos mais com os exemplos! A espiritualidade nunca nos deixa sem resposta: hoje me deparei com o texto abaixo do Marco Boeing e só tenho a acrescentar diante de uma conclusão bem particular que, vale a pena acreditar na dignidade humana mesmo quando todas as evidências mostram o contrário, porque no final, a consciência do dever cumprido supera todas as decepções! (Ednay Melo)

***


FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM.... 

Quantas vezes já ouvimos isto no terreiro, provavelmente nós mesmos já falamos.
Mas alguém já parou para pensar o quanto isto é difícil??
Muitas vezes recebemos nos terreiros pessoas que “não batem com o nosso santo”, ou que nos fizeram algo, que nos desagradaram em algum momento, e aí?

Como Umbandistas devemos fazer por elas nosso melhor, assim como faríamos com qualquer pessoa, pelo menos esta é a teoria, mas na pratica isto é difícil, somos humanos, temos qualidades e defeitos.

Penso que nestas horas deveríamos lembrar das palavras do Caboclo da 7 Encruzilhadas:

“ A UMBANDA É A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA A PRÁTICA DA CARIDADE”,

E neste caso tenho um entendimento particular:
É o nosso espírito quem deve se manifestar desta maneira, uma vez que nossos mentores, estão sempre a postos, sou eu quem deve deixar de lado naquele momento, sentimentos e aversões por aquela pessoa, e me doar intensa e completamente por ela, tal como faria por qualquer outra.

Acredito que quando nos deparamos com um caso assim, é a espiritualidade nos dando uma chance de entendermos e nos libertarmos de sentimentos nocivos.

Ao falar sobre isto estou assumindo que a prática é muito mais difícil que a teoria, estou entendendo que tenho muito que crescer, pois muitas vezes tenho dificuldade ainda em seguir a máxima do “FAZER O BEM, SEM OLHAR A QUEM...”

Marco Boeing




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29 de janeiro de 2014

Médiuns Curadores


Eis um assunto sempre alvo de polêmicas e em última análise também sempre beneficiando muita gente: os enfermos que são os maiores beneficiados. As polêmicas surgem em virtude do endeusamento de médiuns ou explorações de que são vítimas ou se permitem. O fato, porém, é que a faculdade de curar pela mediunidade existe e deve ser alvo de atento e cuidadoso estudo para evitar-se fraudes e uso indevido da notável capacidade de curar enfermidades através da intervenção dos espíritos.



E também há a questão das cirurgias espirituais sem anestesia, sem dor ou sangue e muitas vezes com cicatrização imediata. Ou o tema dos “benzimentos”, “leitura” das linhas das mãos, etc., etc. Assuntos interessantes estes. Mas o que a Doutrina diz destes fatos?

Busquemos algumas definições e transcrições das obras da Codificação:

a) “(...) Todos os fenômenos espíritas tem por princípio a existência da alma, sua sobrevivência ao corpo e suas manifestações. Sendo tais fenômenos baseados numa lei da natureza, nada têm de maravilhoso nem de sobrenatural, no sentido vulgar destes vocábulos. Muitos fatos só são considerados sobrenaturais porque se lhes desconhece as causas; assinando-lhe uma causa, o Espiritismo os faz entrar no domínio dos fenômenos naturais. Entre os fatos qualificados como sobrenaturais, há muitos cuja impossibilidade é demonstrada pelo Espiritismo, que os coloca entre as crenças supersticiosas. Posto que o Espiritismo reconheça em muitas crenças populares um fundo de verdade, de modo algum aceita a solidariedade de todas as histórias fantásticas, criadas pela imaginação. (...) (1)

b) “(...) O poder da fé recebe uma aplicação direta e especial na ação magnética; por ela o homem age sobre o fluido, agente universal, lhe modifica as qualidades e lhe dá uma impulsão, por assim dizer, irresistível. Por isso aquele que, a um grande poder fluídico normal junta uma fé ardente, pode, apenas pela vontade dirigida para o bem, operar esses fenômenos estranhos de cura e outros que, outrora, passariam por prodígios e que não são, todavia, senão as consequências de uma lei natural. (...) Mas o Cristo (...) mostrou (...) o que pode o homem quando tem fé, quer dizer, a vontade de querer(...) Ora, que eram esses milagres senão efeitos naturais cuja causa era desconhecida dos homens de então, mas que se explica em grande parte hoje, e que se compreenderá completamente pelo estudo do Espiritismo e do Magnetismo? (...) (2)

c) “(...) O Espiritismo e o Magnetismo nos dão a chave de uma infinidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu muitas fábulas, em que os fatos são exagerados pela imaginação. O conhecimento esclarecido dessas duas ciências, que se resumem numa só, mostrando a realidade das coisas e sua verdadeira causa, é o melhor preservativo contra as idéias supersticiosas, porque revela o que é impossível, o que está nas leis da Natureza e o que não passa de crença ridícula. (...)”(3)

E qual a definição de Magnetismo?

Magnetismo: designação comum às propriedades características dos campos de influência magnética das pessoas, dos animais e das coisas. Considera-se magnetismo a influência exercida por um indivíduo ou grupo de indivíduos na vontade ou na organização de outrem. Chamamos também magnetismo ao fenômeno oficialmente aceito e utilizado pela Ciência, que pertence à Física e se define como sendo a propriedade essencial do imã.(*)

Sem adentrar no domínio das leis materiais do magnetismo – que deixamos ao estudo da Física – pensemos na questão espiritual, baseando-nos nas transcrições acima.

O princípio é o mesmo: há uma atração, uma concentração de forças. Em curas e cirurgias sem anestesia, curas ou salvamentos inesperados em situações de extremo perigo ou nos inúmeros casos relatados ou não no início do artigo, existe a formação do que podemos designar de campo magnético. Trata-se da concentração de forças para determinado fim, alcançado de maneira consciente ou não, induzido ou assessorado por espíritos ou pela própria capacidade humana individual ou coletiva. Assim é que por força magnética, médiuns curam

Os fenômenos de origem mediúnica ou anímica prendem-se às qualidades da alma, esteja encarnada ou desencarnada. A potencialidade na produção de fenômenos conscientes ou inconscientes está no espírito, que alcançou este estágio através de seu esforço nas sucessivas reencarnações. Não há, portanto, nada de sobrenatural em fatos aparentemente inexplicáveis. Ficamos apenas na pendência de conhecer para julgar melhor. E neste caso considere-se que muitos fatos e fenômenos ainda escapam à compreensão humana.

O fato final, porém, é que os pensamentos, a potencialidade da alma alcançada pelo esforço e experiência determinam o ambiente próprio em que o ser se movimenta. Sua própria vontade persistente, suas conquistas anteriores possibilitam-lhe realizar ações ou provocar fenômenos – e aqui é importante repetir, consciente ou inconscientemente – nem sempre compreendidos, mas perfeitamente enquadrados nas Leis Naturais.

É pela aplicação desta fabulosa possibilidade que agem os espíritos protetores – na manipulação fluídica em favor do homem – utilizando-se dos próprios homens na produção de fenômenos inesperados ou direcionando inúmeros fatos que despertem o homem dessa sonolência espiritual em que muitos ainda nos vinculamos. É por esta lei que os afins se atraem, que um ambiente onde se reúnam pessoas amigas e simpáticas entre si provoca grande bem estar ou o oposto; é por ele que os sonhos se concretizam – cria-se um campo magnético que é alimentado pelo esforço diário e continuado para alcance desse sonho; é também, infelizmente, onde se engendram grandes tragédias – justamente pela força direcionada. Mas é também por ele, finalmente, entre tantas outras situações, que há permanente solidariedade entre os seres e os mundos, pois estamos todos ligados entre si – mesmo que a distâncias incomensuráveis – pois que filhos do mesmo Bondoso Pai de Amor, caminhamos para a felicidade e o progresso.

Allan Kardec na Revista Espírita (4) citou: “O Magnetismo preparou o caminho do Espiritismo, e os rápidos progressos desta última Doutrina são devidos, incontestavelmente, à vulgarização dos conhecimentos sobre o primeiro. Dos fenômenos do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas não há mais que um passo; sua conexão é tal que é, por assim dizer, impossível falar de um sem falar do outro.”

Isto tudo porque estamos imersos num permanente campo de forças que se concentram, atraem ou se dispersam por influência do pensamento, mas também regido pelas leis físicas do Universo, determinantes do equilíbrio deste em todas as áreas e conhecimentos. Basta ao homem aprofundar esse conhecimento. O leitor poderá encontrar muitas referências do Codificador em tão empolgante assunto. Em todas as obras da Codificação, bem como na Revista Espírita, há estudos e citações. É um assunto para vasta pesquisa que não se resume apenas nas leis físicas, mas tem alcance moral pelo uso que permite. São forças da alma que concentradas ou atraídas permitem a formação de um campo magnético que envolve lugares ou pessoas, com poder de ação nas diversas situações da vida humana.

Observemos o pensamento do Codificador, referindo-se aos fluidos espirituais: "(...) Quem quer que traga os pensamentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, animosidade, cupidez, falsidade, hipocrisia, murmuração, malevolência, numa palavra, pensamentos colhidos das más paixões, espalha em torno de si eflúvios fluídicos que reagem sobre os que o cercam. Ao contrário, na mesma assembléia em cada um só trouxe sentimentos de bondade, caridade, humildade, devotamento desinteressado, benevolência e amor ao próximo, o ar é impregnado de emanações salutares em meio às quais sente viver mais à vontade (...) Os fluidos espirituais representam um importante papel em todos os fenômenos espíritas, ou melhor, são o princípio mesmo desses fenômenos (...)" (5).

Sobre fluido magnético, expõe Kardec (6) "(...) Sabe-se que o fluido magnético ordinário pode dar a certas substâncias propriedades particulares ativas. (...) não há, pois, nada de admirar que possa modificar o estado de certos órgãos; mas compreendam igualmente que sua ação, mais ou menos salutar, deve depender de sua qualidade; daí as expressões ‘bom ou mau fluido; fluido agradável ou penoso’(...)".

A verdade é que os espíritos atuam sobre os fluidos, não manipulando-os como os homens, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Neste processo, eles imprimem direção, aglomeram ou combinam, ou dispersam; organizam aparências, formas, coloração. Isto tudo pela intenção ou pensamento, de forma consciente ou inconsciente. Aí está a origem das regiões umbralinas ou trevosas, das colônicas espirituais e a ação dos construtores celestes – na formação dos mundos ou na condução dos seres vivos –, das ocorrências de imagens plasmadas em reuniões mediúnicas para socorro de espíritos em desequilíbrio; também da proteção fluídica superior ou de verdadeiros cercos fluídicos organizados por obsessores. Também está aí a atmosfera espiritual de encarnados, a ocorrência do processo obsessivo ou os benefícios da fluidoterapia, etc. Como também as sensações de paz, harmonia, entusiasmo ou desânimo, mal estar, causados por influências espirituais. E até as modificações causadas no períspirito, como num espelho, das imagens criadas pela força do pensamento. Enquadram-se neles também as reflexões sobre vibrações à distância, curas, manifestações de fenômenos físicos (movimento de objetos e outros), vestuário dos espíritos e outros temas que se podem estudar inclusive no capítulo VIII de O Livro dos Médiuns: Laboratório do Mundo Invisível.

Especificamente sobre a mediunidade de cura, em O Livro dos Médiuns (capítulo XIV da segunda parte), nos itens 175 e 176, encontramos “(...) Diremos somente que esse gênero de mediunidade consiste principalmente no Dom que certas pessoas têm de curar pelo simples toque, pelo olhar, por um gesto mesmo, sem o socorro de nenhuma medicação. Dir-se-á, sem dúvida, que isso não é outra coisa do que o magnetismo. É evidente que o fluido magnético desempenha aqui um grande papel; mas, quando se examina este fenômeno com cuidado, pode-se reconhecer sem esforço que há alguma coisa a mais. (...) Todos os magnetizadores estão mais ou menos aptos a curar, se sabem portar-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea , e alguns a possuem mesmo sem jamais ter ouvido falar do magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que constitui a mediunidade, torna-se evidente em certas circunstâncias, sobretudo quando se considera que a maioria das pessoas que se pode com razão qualificar de médiuns curadores, recorre à prece, que é uma verdadeira evocação. (...)”. E mais adiante, as indagações:

“Podem-se considerar as pessoas dotadas do poder magnético como formando uma variedade de médiuns?

Disso não podeis duvidar.”

Na seqüência das indagações, eis trechos interessantes das respostas dos espíritos:

a) “(...) a potência magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela ação dos espíritos que chama em sua ajuda. Se tu magnetizas para curar, por exemplo, e evocas um bom espírito que se interessa por ti e pelo teu doente, ele aumenta tua força e tua vontade, dirige teu fluido e lhe dá qualidades necessárias”.

b) “(...) Os que magnetizam pelo bem são secundados pelos bons Espíritos. Todo homem que tem o desejo do bem os chama sem disso desconfiar. (...)” (7).

Para concluir, deixemos a palavra, em transcrição parcial, com O Espírito de Verdade, em O Livro dos Médiuns (7), capítulo XXXI, da segunda parte, na coletânea que Kardec agrupou com o título Dissertações Espíritas, cuja mensagem (é a XV) está sob título Sobre os Médiuns: “Todos os médiuns são incontestavelmente chamados a servir à causa do Espiritismo, na medida da sua faculdade, mas há bem poucos deles que não se deixam prender na armadilha do amor-próprio; é uma pedra de toque, que raramente não alcança seu efeito; do mesmo modo, com dificuldade encontrareis sobre cem médiuns, um, por ínfimo que seja, que não se tenha acreditado nos primeiros tempos de sua mediunidade, chamado a obter resultados superiores e predestinado a grandes missões. Os que sucumbem a essa vaidosa esperança, e seu número é grande, tornam-se presa inevitável de Espíritos obsessores, que não tardam em subjugá-los, adulando seu orgulho e prendendo-os pela sua fraqueza; (...) Que se persuadam de que, na esfera modesta e obscura onde estão colocados, podem prestar grandes serviços, ajudando a conversão dos incrédulos, ou dando consolações aos aflitos (...)”.

A última frase do parágrafo parcialmente transcrito define bem o papel dos médiuns curadores, instrumentos a serviço da grande obra de regeneração da humanidade, pois que a Providência Divina, ciente das fragilidades humanas, estando sempre atenta, envia com constância os Benfeitores e autênticos Missionários para amenizar tais fragilidades. Dentre eles, os médiuns curadores, que, para bem cumprirem seu mandato, necessitam dos instrumentos da prudência, do conhecimento e especialmente do amor ao próximo, razão maior da evolução.

Orson Peter Carrara

*Do livro Léxico Kardequiano, de L. Palhano Jr., editora CELD.; grifos nossos.

(1) Revista Espírita, de setembro de 1860 (vol. 9, ano III), Edit. Edicel, tradução de Júlio Abreu Filho. O mesmo artigo foi transcrito pelo Codificador para composição do capítulo II de O Livro dos Mëdiuns

(2) O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIX, itens 5 e 12 (páginas 245 e 250 da 107ª edição IDE-Araras-SP, tradução Salvador Gentile.

(3) O Livro dos Espíritos, comentário de Kardec à questão 555, 3ª edição FEESP, tradução J. Herculano Pires;

(4) Revista Espírita, de março de 1858 (ano I, vol. 3), Edit. Edicel, tradução de Júlio Abreu Filho.

(5) Revista Espírita, ano 1867, página 133, edição Edicel.

(6) Revista Espírita, ano 1864, página 8, edição Edicel

(7) 49a edição IDE, tradução Salvador Gentile, junho de 1999, Araras-SP.



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26 de janeiro de 2014

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Os Animais no Plano Espiritual

Os Animais no Plano Espiritual

Uma análise sobre como ocorre o processo evolutivo e reencarnatório no reino animal.

Por Dra. Irvênia Prada

Na literatura espírita, encontramos com bastante freqüência alusões a figuras de animais no plano espiritual. Por exemplo, Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o "dirigente das trevas" como sendo visto quase sempre montado em animais. Brota imediatamente em nossa mente a pergunta: Qual a natureza desses animais?

Também André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de "trenós" (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), e assim por diante.

Realmente, identificar a natureza dessas figuras de animais no plano espiritual não é tarefa fácil. Alguns casos são de mais direto entendimento.

Assim, em A Gênese lê-se que "o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avaro manejará o ouro..., um trabalhador o seu arado e seus bois... "

Esses bois, portanto, não são animais propriamente ditos, mas, criações fluídicas, formas-pensamento.

Em outras situações, em que são vistos animais ou sentido a sua presença, existe também a possibilidade de que sejam, mesmo, perispíritos de animais ou, se quisermos assim dizer, animais desencarnados.

Digo animais desencarnados mas, haveria ainda a hipótese de serem também animais encarnados, em "desdobramento" (viagem astral), estando então seu espírito e perispírito desprendidos do corpo físico, por exemplo, durante o sono. Mas, o espírito Alvaro esclareceu-nos, dentre muitas outras questões, que "os animais quando encarnados possuem raros desprendimentos espirituais, isso acontecendo apenas em casos de doenças, fase terminal da existência ou em casos excepcionais com a atuação dos espíritos, pois geralmente permanecem fortemente ligados à matéria". Esta possibilidade de explicação da presença de animais no plano espiritual, de modo particular os animais desencarnados, me parece lógica e portanto, aceitável.

O nosso prezado confrade Divaldo Pereira Franco contou-me, certa feita, que há alguns anos, esteve em determinada cidade brasileira, para uma conferência e, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. A anfitriã percebeu-lhe a reação:

- O que foi, Divaldo?

Foi o cachorro, mas está tudo bem!

Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!

- Tem sim, esse pastor aí!

- Divaldo, eu tive um cão da raça pastor alemão, mas ele morreu há um ano e meio!

E Divaldo concluiu: - era um cão espiritual!

Segundo o meu entendimento, é possível e até muito provável que esse cão desencarnado ainda estivesse por ali, no ambiente doméstico que o acolheu por muitos anos, tendo sua presença sido detectada pela mediunidade de Divaldo Franco.

Não posso deixar de referir, novamente, a obra magnífica Os Animais tem Alma?, de Ernesto Bozzano, que recomendo para leitura e aprendizado sobre o assunto, porque dos 130 casos descritos, de manifestações metapsíquicas envolvendo animais, muitos estão inseridos nesta categoria de fenômenos, ou seja, em que animais, pela atuação de seu perispírito são vistos e ouvidos ou sentido sua presença.

Herculano Pires também comenta a respeito de "casos impressionantes de materialização de animais, em sessões experimentais", em seu livro Mediunidade. Vida e Comunicação, do que se presume que esses animais se encontravam previamente na dimensão espiritual.

Uma terceira possibilidade que vejo, em relação à presença de figuras animais no plano espiritual é a de perispíritos humanos se encontrarem metamorfoseados em formas animais, sem contudo, perderem a sua condição de espíritos humanos, é claro! E o fenômeno que se conhece com o nome de zoantropia (zôo = animal e antropos, do grego = homen), do qual uma variedade é a licantropia (tycos, do grego = lobo).

Temos o relato de um caso de licantropia no livro Libertação, de André Luiz. O obsessor, desencarnado, encontra a sua "vítima", uma mulher, e conhecendo-lhe a fragilidade sustentada por um complexo de culpa, passa a acusá-la cruelmente, e conclui " - A sentença está lavrada por si mesma! Não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba... ". E assim, induzida hipnoticamente, sua própria mente vai comandando a metamorfose de seu perispírito que, aos poucos e gradativamente se modifica, assumindo por fim, a figura de uma loba. Diga-se de passagem, não foi o obsessor que diretamente transformou a sua figura humana, em loba. Foi ela mesma, ao aceitar a sugestão mental que partiu dele.

Afinidade e sintonia são o elementos básicos para o estabelecimento do "pensamento de aceitação ou adesão", conforme explica André Luiz em Mecanismos da Mediunidade.

E por falar em perispírito de animais, em A Evolução Anímica, Gabriel Delanne comenta (resumidamente), que na formação da criatura vivente, a vida não fornece como contingente senão a matéria irritável do protoplasma e nada se lhe encontra que indique o nascimento de um ser ou outro, de vez que a sua composição é sempre uma e única para todos. É o perispírito, que contém o desenho prévio e que conduzirá o novo organismo ao lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução.

A REENCARNAÇÃO

Em O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte questão que Kardec coloca aos espíritos: - O que é a alma (entenda-se humana) nos intervalos das encarnações?

R - "Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera".

Nas questões que se seguem, lemos também a expressão "estado errante".

Um dos significados da palavra errante, no dicionário de Caldas Aulete é "nômade, sem domicílio fixo", e de errar, é "vaguear" (errando ao acaso... ). Por sua vez, erraticidade, o mesmo que erratibilidade, quer dizer: "caráter do que é errático. (Espir.) Estado dos espíritos durante os intervalos de suas encarnações".

Bem, chegando aos animais, surge a natural curiosidade de se saber como o seu espírito se comporta na erraticidade, se é que para eles existe erraticidade.

No Livro dos Espíritos lemos "- A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem após a morte?

R - "Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O espírito do animal é classificado após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Bem, vamos por partes!

Algumas pessoas entendem, a partir desse texto, que os animais, assim que desencarnam, são prontamente reconduzidos à reencarnação.

A expressão "utilizado quase imediatamente" não necessariamente deve ter esse significado. O espírito do animal pode ser prontamente "utilizado "para uma infinidade de situações, dentre elas, inclusive, o reencarne, e então, em todas elas, "não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas".

Entendo que os animais, sendo conduzidos por espíritos humanos, não dispõem de tempo livre, digamos assim, para se relacionarem com outras criaturas, ou fazer o que quiserem, a seu bel-prazer mas, sim da maneira como decidiram seus orientadores. Aliás, é o que sugere o texto em foco "O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade".

Em O Livro dos Médiuns, Kardec trata da possibilidade da evocação de animais e pergunta aos espíritos: "- Pode-se evocar o Espírito de um animal?". R: "- O princípio inteligente, que animava um animal, fica em estado latente após a sua morte. Os espíritos encarregados deste trabalho, imediatamente o utilizam para animar outros seres, através das quais continuará o processo de sua elaboração. Assim, no mundo dos espíritos, não há espíritos errantes de animais, mas somente espíritos humanos..." Herculano Pires, tradutor da obra, faz a seguinte chamada em rodapé: Espíritos errantes são os que aguardavam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo fixado ainda em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não tem essa condição. Ler na Revista Espírita n° 7 de julho/ 1860, as comunicações do espírito Charlet e a crítica de Kardec a respeito.

Apesar da colocação dos espíritos ter sido taxativa, de que não há espíritos errantes de animais, os fatos falam ao contrário. Se assim fosse, isto é, se não existissem animais (desencarnados) no plano espiritual, como explicaríamos tantos relatos? Como explicaríamos a existência dos chamados "espíritos da natureza?".

Ernesto Bozzano, em Os animais têm alma? refere, dentre os 130 casos de fenômenos supranormais com animais, dezenas de episódios com aparição de bichos em lugares assombrados, com materialização e visão com identificação de fantasmas de animais mortos.

Novamente, em O Livro dos Espíritos, lemos "Nos mundos superiores, a reencarnação é quase imediata". Se é assim a reencarnação dos espíritos mais evoluídos, seria até de se esperar que os espíritos de animais, sendo mais primitivos, demorassem mais tempo para voltar à matéria. Entretanto, nada conheço de conclusivo sobre esta questão.

ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.

Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz - zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.

Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.

Tendo sido perguntado se os animais têm "anjo da guarda", Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.

Concluindo, podemos dizer que para os animais é discutível se existe o estado errante ou de erraticidade. Eu, particularmente, estou propensa a aceitar que esse estado existe, sim, para os animais, se o entendermos como "o estado dos espíritos durante os intervalos das encarnações".

Se esses intervalos são curtos ou longos, não se sabe exatamente. Penso que existem situações das mais variadas possíveis, face à grandeza da biodiversidade animal, devendo, portanto, acontecer tanto reencarnes imediatos, quanto mais ou menos tardios.

Por outro lado, existe ainda, a consideração feita de que o espírito errante pensa e age por sua livre vontade, além de ter consciência de si mesmo, o que não aconteceria em relação aos animais.

Mas, isso não aconteceria até mesmo com espíritos humanos em determinadas e graves condições de alienação mental, como é o caso dos "ovóides", a exemplo do que refere André Luiz, no livro Libertação.

A rigor, nesta abordagem, teríamos que condicionar o conceito de erraticidade, não apenas ao fato do espírito (humano ou animal) estar desencarnado - vivenciando, portanto, o intervalo entre duas encarnações - como também às suas condições mentais do momento.

Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si." - Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos".

E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.

Extraído do livro: A questão espiritual dos animais

TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU

Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.

A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período. Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.

Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.

O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.

Como o livro foi escrito?

Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar.

As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.

O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?

Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.

Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal... Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.

Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?

O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.

Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.

Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.

Os animais reencarnam?

Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.

Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?

O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.

Como é aplicada a homeopatia para animais?

No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.

O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso.

Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.

Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento.

Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.

E os próximos livros?

Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.

Entrevista realizada por Érika Silveira

(Extraído da Revista Cristã de espiritismo nº 29, páginas 54-59)

Vídeo com história emocionante de Chico e sua cadela Boneca:


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24 de janeiro de 2014

Conselhos aos Médiuns


1º - Conserve sua saúde psíquica, vigiando seu aspecto moral:

a) não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.;
b) não fale mal de ninguém, pois não é juiz e, via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos;
c) não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, mais, muito mais do que o de seu irmão, aparelho também;
d) não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente...
Dê paz ao seu protetor, no astral, deixando de falar tanto no seu nome...
Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade, pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho” sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas;
e) quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e sobretudo, de caridade pura, para com o próximo.

2º - Não mantenha convivência com pessoas más, viciadas ou invejosas, maldizentes, etc. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura, dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela. Assim:

a) faça todo o bem que puder, sem visar recompensa;
b) tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento: confie e espere;
c) faça recolhimentos diários, pelo menos de meia hora, a fim de meditar sobre suas ações;
d) não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise;
e) não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência;
f) lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo — o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você.

3º - Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada:

a) não abuse de carnes, fumo, álcool ou quaisquer excitantes;
b) no dia da sessão, não use carne, café ou qualquer excitante mais de uma vez;
c) de véspera e após a sessão, não tenha contato sexual;
d) todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando... pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual.


Fonte: "Lições de Umbanda" / W.W. da Matta e Silva



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23 de janeiro de 2014

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O Sabor da Caminhada


O Sabor da Caminhada


A vida parece muitas vezes difícil.


Eu sei! E você ainda diz, meu filho, que a vida é dura...

Pai-velho lhe fala com todo o carinho que essa dureza da vida é só aparência, pois, se a vida lhe parece dura, é porque você é mole.

O vencedor na vida é aquele que não abandona a jornada e prossegue confiante, superando os obstáculos.

Numa corrida, o atleta encontra naturalmente os desafios a vencer e muitas barreiras que exigem mais disposição, firmeza e coragem.

Nenhuma vitória é conquistada sem lutas.

Se você adotou uma ideia, uma doutrina ou filosofia, não espere que as coisas sejam fáceis para você.

Surgirão dificuldades, que servirão de teste para averiguar sua competência e seus valores.

Se você empreende um negócio, não seja imaturo a ponto de pensar que tudo será como um mar de rosas.

Como todo ser humano, você só atingirá a tranquilidade após o esforço da conquista.

Sem aqueles espinhos, sem as pedras e desafios ou as sinuosidades do caminho, não aprenderíamos o valor das experiências, nem teríamos noção da grandeza da vitória.

Enfim, sem os obstáculos, meu filho, ninguém conseguiria saborear a vida e o viver.

Aprenda a viver e caminhar, a sentir o sabor do percurso, e quem sabe você não perceberá a beleza da paisagem?

Não espere a vitória plena a fim de se alegrar, de se descontrair ou usufruir as coisas boas.

Aproveite a caminhada e aprecie a beleza ao seu redor durante a jornada.

A viagem rumo à vitória é mais saborosa em seu percurso que na linha de chegada.

Se lhe parecem difíceis os dias e você se encontra ligado ao trabalho nobre e ao compromisso com o Alto, imagine como seria, então, caso você estivesse desligado da fonte sublime que alimenta sua alma.

Honre, portanto, a oportunidade que Deus lhe concedeu e, aprendendo a ampliar seus próprios limites, prossiga fiel ao chamado divino.

A sua felicidade é permanecer conectado à seiva viva do amor.

Pense nisso e reavalie suas decisões.

Pai João de Aruanda / Robson Pinheiro



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22 de janeiro de 2014

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A Umbanda é de Todos, Nem Todos São da Umbanda

A Umbanda é de Todos, Nem Todos São da Umbanda

Esta obra de Ytaçuan, discípulo do Grande Mestre W. W. da Matta e Silva, traz sábias mensagens dos grandes enviados do astral, que, utilizando as roupagens de caboclo, pais-velhos e crianças nos abençoam com raios de paz, harmonia e sabedoria. Cada uma dessas maravilhosas mensagens nos envolve e serena o nosso mental, tal qual bálsamo de alegria para os nossos espíritos angustiados pelo dia-a-dia das lides terrenas. São essas mesmas entidades que, nas giras de caridade, reconfortam-nos através do passe fluídico ou de uma palavra amiga, que vem, por seu médium, trazer-nos os ensinamentos da umbanda, a Senhora da Luz Velada, mostrando um outro ângulo da proto-síntese cósmica que abrange os quatro pilares do conhecimento humano, que são a religião, a filosofia, a ciência e a arte.


***


Um dia, hão de chegar, altivos e de peito impune, pessoas a dizer-lhes: sou umbandista, tenho fé em Oxalá, tenho mediunidade… com altivez e força tal que chegarão a lhe impressionar.

Mas quando olhar bem seu semblante, você o verá opaco, translúcido e sem o calor de um verdadeiro entusiasta e batalhador em prol da mediunidade umbandista.

A Umbanda é uma corrente para todos, mas nem todos se dedicam a ela como deveriam. O verdadeiro umbandista sente, vive, respira, se alimenta espiritualmente nela. Não com fanatismo, mas sim com dedicação aflorada no fundo d’alma.

Ser umbandista é difícil por ser muito fácil; é só ser simples, honesto e verdadeiro.

Não batam no peito e digam ser umbandistas de verdade, mas procurem demonstrar com trabalho, luta, dedicação e, principalmente, emoção de estar trabalhando nessa corrente.

Eu lhe garanto que a recompensa será só sua.

Falange Protetora

(Trecho do livro “Umbanda é Luz” de Wilson T. Rivas)


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20 de janeiro de 2014

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Médium em Desenvolvimento. Onde está a minha coroa?



umbanda


Em alguns terreiros de Umbanda é comum a confirmação ao trabalho de um médium em desenvolvimento através do ritual conhecido pelo nome de Coroação. Já outros terreiros usam o ritual do Amaci (lavagem da cabeça com ervas específicas) como ato confirmatório da preparação ao serviço mediúnico daquele que por alguns meses ou anos frequentou a corrente e participou das giras de desenvolvimento. Já outros terreiros sequer utilizam algum ritual preparatório.

Os chefes verificam a incorporação e o teor de algumas mensagens das entidades incorporadas e depois enviam o médium para o trabalho na corrente. Tais procedimentos, entretanto, variam de uma casa para outra. Como não há nenhuma determinação geral e única, cada agrupamento de umbandistas pratica aquilo que aprenderam com seus pais ou mães de santo e perpetuam o ritual em seus templos.

A coroação do médium não se restringe a apenas uma lavagem de cabeça com ervas aromáticas, ou raspagem, ou cortes, ou quaisquer outros rituais meramente externos de demonstração pública. Considerando todas as etapas do processo de preparação, o médium em desenvolvimento não perde seu tempo em interrogações inoportunas ao Dirigente ou ao Guia-Chefe pelo dia em que será finalmente coroado.

A espera é salutar, mas a pressa torna o aprendizado deficiente. A ansiedade, a intemperança e a impaciência são entraves para um saudável processo de aprendizado e um manuseio firme e seguro do seu instrumento de trabalho, a mediunidade. Uma corrente de Umbanda é composta basicamente de médiuns em preparação, médiuns preparados e Guias Espirituais. O preparo do médium que irá servir de instrumento dos Mentores Espirituais da Umbanda é etapa importante para o bom e seguro trabalho de uma corrente umbandista.

Essa preparação engloba tantos passos que grande parte dos médiuns em desenvolvimento desistem do serviço sacerdotal que iriam desempenhar. O fato é que muitos não aprenderam a controlar seus impulsos e gostariam de já estar “trabalhando” com seus Guias. Acreditam que somente o fato de sentir “uma vibração” intensa das Entidades já é suficiente para ouvir o consulente, aplicar-lhe passes e rezas, receitar obrigações, oferendas e banhos ou realizar trabalhos de desmanches de magia – serviço muito perigoso, mas comum nos terreiros de Umbanda.Os médiuns em preparação, ou em desenvolvimento, desconhecem algumas nuances da mediunidade que podem ser prejudiciais a si mesmos e até mesmo a todo o corpo mediúnico. Não têm a percepção de que a mediunidade pode ser-lhes útil ou poderá se transformar num grande trampolim colocado à beira de um precipício.

Tal a necessidade do preparo acompanhado de perto pelo Guia-Chefe e sob os olhos sempre atentos do Dirigente Espiritual do Terreiro.O médium que age pelo impulso é comparável àquele discípulo que mereceu várias vezes as reprimendas de Jesus Cristo, tamanha era sua impulsividade. Por impulso, Pedro arrancou a orelha de um soldado. Noutra ocasião, o mesmo Pedro que antes havia sido corrigido por Jesus exclamou que iria para a cruz no lugar do Mestre. Também por impulso, o apóstolo respondeu a Jesus, logo depois da Ressurreição, que o amava. O indivíduo que usa a mediunidade sem o devido preparo é como o homem que empunha a espada sem o treino da habilidade: fatalmente alguém sairá ferido no fim das contas.Pedro teve que aprender a controlar os impulsos e, acima de tudo, a ser paciente.

A paciência é uma virtude que deve ser cultivada por todo aquele que deseja servir à Espiritualidade Maior.O primeiro passo que o postulante ao exercício mediúnico deve dar, a partir da real compreensão do chamado realizado pelos Mentores da Corrente Astral da Umbanda é o abandono dos velhos costumes por uma promessa de grandes resultados futuros.

Assim como Pedro abandonou a rede que consertava e iniciou uma trajetória de aprendizado contínuo, o médium em desenvolvimento literalmente lança ao chão os velhos dogmas e as concepções errôneas acerca da vida espiritual, da caridade e do seu papel na vida comum.As palavras ”é necessário ao homem nascer de novo” implicam em deixar para trás todas as amarras do velho homem que todos levam consigo para as correntes mediúnicas, sejam em formas de pensamentos, atitudes ou visões do exterior.

É preciso deixar para trás alguns conceitos que outrora cultivou com tanto afinco e sem resultado concreto, tal como a crença em condenações eternas, ou o temor a um Deus vingativo e cruel, ou a unicidade da existência, ou ainda a religiosa supremacia de uma única raça e a demonização de irmãos e amigos desencarnados. Conceitos que afastam o médium de sua importância no intercâmbio espiritual e o lança a um mundo materialista e obscuro.

A próxima etapa nesse vagaroso processo de aprendizado é a caminhada diária e constante, sempre guiado pelo Mestre e Amigo. Pedro, assim como os demais discípulos, precisou caminhar ao lado de homens que mal conhecia. Alguns deles até mesmo eram mal-vistos pela tradição religiosa da época. E, nessa caminhada diária, muitas coisas viu e ouviu do Mestre Nazareno. Nas idas e vindas pelas terras da Judéia, Pedro atravessou um longo estágio de aprendizado.

O médium em preparação carece de um tempo para assimilar todas as coisas que ouvirá do Guia Espiritual e todas as informações são dosadas diariamente. Não se aprende tudo em um único dia ou em um único mês. É preciso tempo e observação constante de tudo o que estará vivenciando ao longo dos meses. Há que compreender também as diferentes opiniões e modos de agir dos seus irmãos de corrente.

O desenvolvimento envolve, ainda que dolorosamente, a aceitação das diferenças comportamentais, ideológicas, religiosas, sociais e morais de co-participantes dos rituais umbandistas. Mesmo que tenha um pouco mais de conhecimento, não deverá se colocar acima dos demais como o senhor da verdade apontando-lhes as falhas e os tropeços da caminhada.A oração constante, a busca pela essência divina e o esforço por uma vida espiritual mais elevada devem estar no trabalho individual de preparação ao serviço mediúnico nos terreiros de Umbanda. Para obter grandes e preciosas inspirações dos Mentores de Aruanda, o médium em desenvolvimento colocar-se-á em humilde posição de alma necessitada e buscará a força necessária através de horas de conexão com o Plano Superior.

Assim, terá experiência suficiente para discernir entre a comunicação de um Guia Superior ou a ardilosa verborragia de uma Entidade embusteira.A confirmação para o trabalho mediúnico chegará no tempo certo, não sem antes a verdadeira compreensão do ministério repetido várias vezes dentro de si. Como fez o discípulo quando interpelado pelo Cristo sobre o seu amor incondicional.

Após a confirmação íntima de sua responsabilidade como médium a serviço da Espiritualidade Maior, virá do Alto o poder necessário para desempenhar o trabalho corretamente. É quando descem da Corrente Astral as irradiações poderosas dos Orixás que formam as Sete Linhas de Umbanda. A partir daí, o médium poderá ter sua “coroa” confirmada pelo Guia Chefe e pelos seus próprios Mentores.

Julio Cezar Gomes Pinto



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Trabalhadores de Umbanda



trabalhadores de umbanda


Quem já não sentiu vontade de desistir de tudo?

Quem não se viu diante de tantas dificuldades e tantos problemas em sua vida e não quis deixar a Religião em segundo plano?

E naquelas horas em que trabalhamos o dia inteiro e, cansados, queremos ficar em casa?
E aquela festa de aniversário ou casamento bem no dia da Gira?
Amigos e parentes que fazem de tudo para você desistir dos seus propósitos dentro da religião?
Se a pessoa está trabalhando não vai à gira por causa do trabalho, o que é compreensível, se está desempregado é porque não tem dinheiro para ir até o templo...
Se eu for colocar todas as coisas que nos levam a não ir ao terreiro, será uma lista extensa...
A fé e a determinação deve ser uma constante na vida dos trabalhadores de Umbanda, pois tudo pode nos levar a desistir de ir naquele dia que poderia ser especial pelo simples fato de ir, afinal só de ficar duas ou três horas louvando Deus apesar de ser pouco é especial e mágico ao mesmo tempo.
O compromisso não é diretamente com o dirigente espiritual, mas sim com sua espiritualidade e com as pessoas que buscam ajuda e conselho dos Mestres do Astral, os nossos amados Guias Espirituais.
Sabemos sempre pedir, pedir e pedir e muitas das vezes recebemos, mas na hora de doar espera-se que esteja sempre presente de corpo e alma para ajudar.
É hora dos trabalhadores da Seara Bendita de Pai Oxalá começarem a repensar seus valores diante da sua missão dentro da Umbanda e encarar com mais seriedade o trabalho de Socorro Espiritual.
Lembrem-se: - Antes você pertencia à assistência e procurava ajuda, hoje você é o socorrista e existem tantos outros precisando de ti.
Devem sim viver a vida de forma plena com alegria de estar com os parentes, amigos, colegas. Mas não devemos nos esquecer dos irmãos e irmãs que precisam de abraço acolhedor e ao mesmo tempo curador, para que somente assim alcance sua evolução espiritual.

COLÉGIO DE UMBANDA
Inspirado por Pai João das Almas


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Salve o Dia 20 de Janeiro: Okê Arô Oxossi!



Oxossi na Umbanda

Quem manda na mata é Oxossi
Oxossi é caçador
Oxossi é caçador
Ouvi meu Pai assobiar
Ele mandou chamar
É na Aruanda êêê
É na Aruanda aaa
Seu caçador da Umbanda
Este Caçador do dia e da noite, esse Amado Pai, muitas moradas assim Ele têm, essas são os corações de seus filhos. Guerreiro de uma única Flecha, que provém o Alimento a seus Filhos, um verdadeiro Caçador de Almas, e com sua única flecha alcança todos os corações de uma só vez, reúne seus Filhos e os Filhos de seus Irmãos Orixás em uma só homenagem, esta não direcionada a Ele próprio, nem a seus Irmãos, nem a seus Filhos e Filhos de seus Irmãos, e sim à Umbanda.
Nesse momento Sagrado todos os Terreiros estão em Festa, falam uma só Língua, um só Culto, apenas a louvar o nome do Caçador, este Orixá que mais traduz a nossa Querida Umbanda, através de suas Matas, este Orixá que de seus Filhos e dos Filhos de seus Irmãos só nos roga um único pedido, PROTEGEI A MÃE NATUREZA, pensai-vos da forma para ser pensado, pois a Mãe Natureza, é a Morada desse e de todos Orixás. Que a Flecha do Caçador possa atingir seu objetivo, que essa Flecha possa chegar aos corações de todos Umbandistas, No clamor desse dia possamos nós entender o que é o Habitat de cada Orixá, e que esses sem a Mãe Natureza, deixarão de existir, tal como a vida humana e todas as criaturas desse lindo Planeta.
Oxossi das Matas nos manda toda sua glória, seu amor e paz, e mais uma vez roga a todos Filhos de Umbanda, Proteção a MÃE NATUREZA, tal como Ele vos protege, sejamos todos nós agradecidos pelas glórias alcançadas, zelando apenas pelo que Deus em sua Infinita Bondade, nos doou, sejamos caridosos para com nossa Mãe Natureza, sejamos felizes pela proteção dos Orixás, sejamos apenas Filhos de Umbanda, dentro todas as suas Leis. Levemos a todos a mensagem dos Orixás de Umbanda.
Rufem os Tambores, pois hoje é dia do Caçador de Almas, alegria em seus corações, hoje é o dia do Caçador de uma única Flecha, o Caçador do dia e da noite, Pai de todos os Caboclos, hoje é o dia de nosso PAI OXÓSSI!
Okê Arô Meu Pai!
Bambi o Clime!
Okê Arô todos os Caboclos, a Macaia está em Festa, Aruanda rende-se ao verde, para homenagear o grande Guerreiro de Zambí!
Deus Salve a Umbanda!
Deus Salve a Mãe Natureza!
Deus Salve Oxossi!
Deus Salve todos os Filhos de Umbanda!
Apenas mais um filho de Oxossi
Alex de Oxóssi




PRECE A OXOSSI

Oh caçador! Guerreiro de uma única flecha. Rei das Matas, Rei da Umbanda. Pai da Inspiração e da Esperança, dai-me as bênçãos da prosperidade e inspira-me os pensamentos do bem.
Ajuda-me no sustento da minha fé; a fim que possa cumprir com minhas obrigações e meus deveres neste mundo.
Indica-me com sua flecha sagrada os verdadeiros caminhos da prosperidade.

OKÊ, ARÔ!
BAMBI Ô CLIM
OXOSSI.


***


Oração a São Sebastião



Deus onipotente, que conheceis a nossa enfermidade, fraqueza, agonia, ânsia e tribulações desta vida, fazei que a todos nos valha a intercessão de São Sebastião seu glorioso mártir e protetor dos cristãos. 

Oração Saúde:

São Sebastião, meu intercessor ,vós que sofrestes os ferimentos e recebestes no corpo as flechas da indiferença e da vingança ,sofrendo vil e infamante processo, pela gloria de Nosso Senhor Jesus Cristo, dignai-vos a interceder para que possa obter do Altíssimo a graça de (citar aqui a graça desejada), e ainda a graça da salvação da minha alma para vossa maior gloria. 
Honra e gloria vos renderei em todos os dias de minha vida Amem. 
Saravá Oxossi, Salve meu pai!









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19 de janeiro de 2014

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HOMENAGEM TULCA AO ORIXÁ OXOSSI

Homenagem Tulca ao Orixá Oxossi
TULCA em Gira festiva - 18 de janeiro 2014

"Meu Pai Oxossi!
Vós que recebestes de Oxalá o domínio das matas, de onde tiramos o oxigênio necessário à manutenção de nossas vidas durante a passagem terrena, inundai os nossos organismos com a vossa energia para a cura de nossos males!
Vós que sois o protetor dos Caboclos, dai-lhes a vossa força, para que possam nos transmitir toda a pujança, a coragem necessária pra suportarmos as dificuldades a serem superadas!
Dai-nos paz de espírito, a sabedoria para que possamos compreender a perdoar aqueles que procuram nossos Centros, nosso Guias, nossos Protetores, apenas por simples curiosidade, sem trazerem dentro de si um mínimo da Fé.
Dai-nos paciência para suportar aqueles que se julgam os únicos com problemas e desejam merecer das Entidades todo o tempo e atenção possível, esquecendo-se de outros irmãos mais necessitados!
Dai-nos tranqüilidade para superarmos todas as ingratidões, todas as calúnias!
Dai-nos coragem para transmitir uma palavra de alento e conforto àqueles que sofrem de enfermidades para as quais, na matéria, não há cura!
Dai-nos força para repelir aqueles que desejam vinganças e querem a todo custo magoar seus semelhantes!
Dai-nos, enfim, a Vossa proteção e a certeza de que quando um Caboclo, num gesto de humildade, baixar até nós, ali estará a Vossa vibração!"

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16 de janeiro de 2014

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História da Encarnação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no Brasil


História da Encarnação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no Brasil

Esta história chegou até nós, da T.E.F.L., há muitos anos através de uma entidade – um caboclo de Oxossi – enviado do Caboclo das Sete Encruzilhadas, cujo médium não temos informação se ainda está encarnado.

Inicialmente, uma rápida explicação quanto à confusão que alguns irmãos fazem, porque o Caboclo das Sete Encruzilhadas e o Exu Rei das Sete Encruzilhadas, são entidades que possuem nomes semelhantes (são quase homônimos), porém trata-se de espíritos distintos, cada um deles trabalhando espiritualmente em seu nível vibratório. Ambos prestam grandes serviços para a melhoria e desenvolvimento dos espíritos encarnados. Ambos estão em constante evolução, mas não existe qualquer relação de dependência entre eles.

Ao que se tem informação, é que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, é um espírito muito antigo, já encarnado ao tempo da vinda do MESTRE JESUS à Terra e que na roda das suas encarnações, jamais apareceu no nível em que trabalham os nossos “compadres” Exus, como alguns, face a semelhança de alguns nomes, tentam explicar.

Ao tempo do Brasil colônia, mais precisamente no Estado do Rio de Janeiro, em uma localidade às margens do Rio Paraíba do Sul, chamada hoje de Barra do Piraí, precisamente neste local, o rio atingia uma grande largura e o seu leito tomava um aspecto sinuoso, ali existia uma fazenda de diversas culturas, entre as quais e em maior escala, a do café e da cana-de-açúcar. Tal propriedade, era administrada por uma família portuguesa, que ao contrário de outras existentes nas proximidades, ali não era exigido o braço escravo. Os negros que lá trabalhavam, recebiam além da casa e alimentação, uma remuneração em moeda, por isso era a propriedade mais próspera do local, isto graças à forma de administração adotada por seus proprietários. Próximo dali, vivia uma tribo de índios da Nação Tupi Guarany, com os quais os fazendeiros mantinham um excelente relacionamento.

O chefe da tribo, era moço e possuía uma razoável cultura, pois fora alfabetizado na capital, apaixonou-se por uma das filhas do fazendeiro, que correspondeu ao seu afeto vindo a casar-se com ele, contrariando os costumes de ambas as comunidades. Após a união, ela engravidou, tendo que viajar à capital do Rio de Janeiro, para tratamento médico, demorou-se algum tempo e ao regressar recebeu uma horrível notícia: que um grupo de índios estranhos na localidade, de surpresa, tentou invadir a fazenda para saqueá-la, os fazendeiros pediram socorro e os guerreiros Tupi Guarany, vieram, mas não puderam impedir que os pais da moça e seus irmãos fossem mortos. Na batalha, o chefe Tupi Guarany, seu marido, ficou gravemente ferido, vindo também a falecer em consequência.
Ao todo, sete pessoas foram assassinadas pela tribo invasora. E todos foram sepultados, em uma ilha situada no Rio Paraíba do Sul, dentro da fazenda. E a moça grávida, única remanescente da família de fazendeiros, ia todas as tardes rezar na ilha, junto à sete cruzes que demarcavam os locais onde seus pais, irmãos e esposo foram sepultados. Porém, em uma dessas tardes, em que rezava junto ao túmulo do esposo, sentiu-se em trabalho de parto e ali mesmo deu à luz a um menino, seu filho com o chefe Tupi Guarani, cujo corpo estava naquele local sepultado.
O menino cresceu cercado do imenso carinho de sua mãe e recebeu ensinamento proveniente de duas culturas: a cristã adotada por sua mãe e a outra orientada pelo pajé da tribo de seu pai. Estudou na Capital do Estado e posteriormente na Corte, recebendo instrução superior de Direito. Como advogado teve intensa atividade profissional em defesa de escravos nos Tribunais do Rio de Janeiro, que eram acusados de crimes pelos senhores escravagistas. Na qualidade de chefe de sua comunidade indígena, disfarçadamente, invadia as fazendas de regime escravo, libertando os cativos e colocando-os em local seguro. Na verdade ninguém conseguia identificar o chefe que comandava o grupo indígena libertador de escravos, ora ele se apresentava com o aspecto físico de indivíduo alto, ora baixo, as vezes gordo e outras vezes magro, cada ataque era comandado por uma pessoa diferente e assim ele conseguia se manter no anonimato, consequente a dupla personalidade. O seu verdadeiro nome era CABOCLO DAS SETE CRUZES ILHADAS, por ter nascido no local onde existiam sete cruzes em uma ilha, porém o povo por corruptela o chamava de CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, nome que ele adotou humildemente, até mesmo em sua vida espiritual. Tal nome ficou fixado pelo povo escravo, que o adorava, e quando o grupo surgia na estrada eles cantavam uma toada que tinha a seguinte letra:

Lá vem, lá vem, bem longe na estrada
Lá vem, lá vem, o Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Após ter desencarnado voltou através da mediunidade de Zélio Fernandino de Moraes, em novembro de 1908, como espírito mensageiro, colocando as bases da UMBANDA no Rio de Janeiro.

Texto extraído do livro "Umbanda Brasileira – Um século de História"
Autor: Diamantino Fernandes Trindade (Hanamatan)


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15 de janeiro de 2014

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Qual a Diferença Entre Perispírito, Aura e Duplo Etérico?

Qual a Diferença Entre Perispírito, Aura e Duplo Etérico?


Este é um assunto amplo, uma vez que estes termos sofrem interpretações diferentes, dependendo do autor e do contexto. Buscaremos dar uma resposta simplificada:



Perispírito: é o conjunto energético (fluídico) que atua como intermediário entre o espírito (o ser inteligente e imaterial) e a matéria grosseira e pesada (corpo físico). É tido, pela sua composição e funções, como um "corpo espiritual" ou seja, um envoltório semi-material do espirito (pois as energias são mais sutis que a matéria). Dentre suas principais funções destaca-se a ligação com o corpo físico e a morfologia espiritual.




Duplo etérico: Denominado por alguns como corpo vital, ou campo vital, é um conjunto de energias mais materializadas, cuja função básica é a ligação do perispírito ao corpo físico, provendo vitalidade a este. Na literatura espírita muitas vezes é citado e confundido com o fluido vital ou principio vital, quando na realidade o fluido vital é um dos componentes do duplo etérico.


Aura: é um nome genérico para as irradiações energéticas que ocorrem a partir do espirito. O perispírito irradia, o duplo etérico irradia e o corpo físico também irradia. Este conjunto de irradiações é geralmente denominado aura. Alguns autores acreditam que a aura captada pelas fotos Kirlian se referem as irradiações do duplo etérico+corpo físico e não do perispírito. Os clarividentes geralmente conseguem perceber a aura dos indivíduos, que aparecem na forma de irradiações coloridas variáveis e em movimento incessante (como uma chama acesa, numa analogia). O espirito Andre Luiz em algumas obras denomina a aura de "halo vital".

Fonte: CVDEE

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14 de janeiro de 2014

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A Mediunidade como Pilar


A Mediunidade como Pilar


A Umbanda é diferente do Candomblé, apesar de ambos cultuarem os Orixás. A diferença principal é a mediunidade. Na Umbanda, os médiuns recebem os espíritos de seres humanos que passaram pela Terra e atingiram um certo grau de evolução. São os espíritos dos nossos ancestrais, reverenciados na Umbanda porém tratados como eguns no Candomblé, não sendo permitida sua presença nos barracões ou roças que seguem realmente as tradições das nações ketu, jeje ou angola. No Candomblé, quem se manifesta nos iniciados são os Orixás, considerados como divindades ou forças divinizadas da natureza. Existem até algumas lendas que falam da passagem dos orixás pela Terra na forma humana, como Xangô quando ele foi o rei de Oyó, Obá e Oyá suas esposas etc. Mas essas estórias se referem a um tempo mítico. Já a mediunidade com espíritos dos ancestrais é o pilar do sistema religioso da Umbanda.

Algumas pessoas acreditam que as entidades que se manifestam na Umbanda são espíritos comuns de pessoas que desencarnaram mais ou menos recentemente. Para esses adeptos, o trabalho na mediunidade favorece a evolução tanto do médium quanto da entidade. No entendimento da Umbanda Esotérica, conforme as obras de W. W. da Matta e Silva, os mentores de Umbanda não são espíritos quaisquer. Na verdade são espíritos muito antigos, ancestrais da humanidade inteira que por misericórdia divina se manifestam nas formas adaptadas de Caboclos, Pretos-velhos, Crianças e Exus. Vêm com a missão de trazer as vibrações dos Orixás, os espíritos de Deus, sob o comando do Cristo Jesus. São, portanto, ordenados de cima para baixo através das hierarquias celestes e não dependem dos humanos encarnados para seguirem suas vias evolutivas.

De qualquer modo, para ser um médium de verdade é preciso ter uma preparação especial. É preciso estar muito bem estruturado do ponto de vista energético, emocional, moral e de consciência para suportar ser o mediador da interação entre o plano espiritual e o plano material. Não é fácil. Mesmo pessoas que encarnaram com a missão de serem médiuns, que tiveram os chacras e o corpo astral estruturados antes do reencarne para esse contato mediúnico se desgastam facilmente e não conseguem manter seu mediunato por um longo período. E se não se cuidarem, acabam a carreira mediúnica dando incorporações vacilantes, consultas atravessadas e até servindo de ponte para o baixo astral que os utiliza como intermediários para obsessores e quiumbas travestidos de entidades de Umbanda. Muitos terreiros terminam assim, com a mediunidade do pai ou da mãe de santo corrompida e com a presença de entidades negativas infiltradas, levando aos desmandos do sexo, álcool e dinheiro.

É possível entender o risco que envolve o trabalho mediúnico na Umbanda. Se observarmos o kardecismo, por exemplo, veremos que as comunicações são feitas por mentores que são espíritos de um grau vibratório próximo ao de nós encarnados. Não existe uma grande diferença entre o médium e seu mentor espiritual. Também os desencarnados não-mentores que se apresentam são pessoas comuns, mães, filhos, pais, avós dos consulentes que transmitem suas mensagens por meio da psicografia ou da psicofonia. Existem ainda os obsessores cujas influências negativas são resolvidas por meio de passes e de doutrinação. Na maior parte são espíritos sofredores, perdidos no umbral que se associam a encarnados com os quais têm alguma conexão kármica ou vibratória. O trabalho do Espiritismo é de suma importância e atende a uma plêiade de espíritos situados nas esferas espirituais próximas do plano terrestre.

Na Umbanda, temos uma diferença maior entre o médium e as entidades atuantes. Os espíritos ancestrais vêm de esferas elevadas, com os conhecimentos necessários para trabalhar na magia, mexer no karma dos consulentes e lidar com espíritos obsessores mais graves. Se o médium não está bem preparado e sintonizado com seu guia, os trabalhos podem não ocorrer como deveriam e o primeiro a sentir os impactos será ele mesmo, pois as cargas negativas ficarão no terreiro e no campo astral do médium. Como já dissemos, os quiumbas que são combatidos pelos caboclos, pretos-velhos e exus são espíritos enquistados no mal, conscientes de suas ações negativas e muitas vezes conhecedores da magia negra e das artimanhas necessárias para atingir a fraqueza dos seres humanos. Tais espíritos não são convencidos com doutrinações, eles sabem o que fazem e porque o fazem. Nesse embate entre a Luz e as sombras, o médium é o grande instrumento e o ambiente astral do terreiro é o campo de batalha. Claro que as demandas acontecem no plano astral, mas o ponto de sustentação física é o templo.

Por esses motivos, ser médium de Umbanda é uma tarefa árdua que requer um espírito indômito, uma persistência hercúlea e um burilamento moral contínuo para não sucumbir aos perigos e tentações. O conhecimento metódico e a iniciação são armas importantíssimas para quem quer se aventurar nesse campo. A manutenção zelosa do contato com seus mentores é imperativa. 


Autor desconhecido



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