31 de março de 2016

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A Magia na Umbanda

A Magia na Umbanda
Magia nada mais é do que a manipulação de elementos e da energia neles contida. Como numa experiência alquímica, manipula-se esses elementos a fim de atingir um objetivo determinado, e não há nada de sobrenatural nisso. Sobrenatural seria aquilo impossível de se alcançar, já a manipulação mágica, sendo possível, é algo perfeitamente natural – o diferencial é que foge à compreensão convencional, o que a coloca à margem dos demais conhecimentos.

A arte da magia se faz presente em todas as civilizações conhecidas, desde as mesopotâmicas até as ameríndias, cada qual adaptando rituais e métodos de acordo com sua crença e cultura. Assim, a magia tem atravessado séculos, resistindo à perseguições e tentativas de minimizá-la ou então de classificá-la, de forma preconceituosa, como crendice popular. Mas na realidade, a crença na magia ultrapassa os limites das barreiras sociais e até culturais. Ao recorrer a simpatias, benzimentos, determinadas rezas, nada mais se está fazendo do que apelando para a magia.
Assim, é possível afirmar que a Umbanda é a síntese da magia, pois agrega elementos dos mais diversos povos: europeus, africanos e ameríndios – isso sem contar as correntes que tentam inserir novos elementos à sua liturgia. Então, a Umbanda é magística por excelência.
Entretanto, é sempre bom tomar o cuidado para não se deixar iludir e cair naquela crença infantil de que a magia é a solução para tudo. A Inteligência Universal certamente atua sobre o destino de cada um, só permitindo que aconteça aquilo que for de seu merecimento ou necessário ao seu aprimoramento espiritual. A função da magia, nesse caso, é fornecer “meios” para que os trabalhadores do Universo (que alguns chamam de anjos, outros de mentores, outros, simplesmente de “guias”) possam trabalhar e auxiliar os homens naquilo que necessitam.
Existem aqueles que, deslumbrados com aquilo que acreditam ser possível conseguir com a magia, ou ainda, desconhecendo as Leis que regem o Universo, passam a acreditar que tudo podem conseguir usando essa ferramenta, buscando atingir seus objetivos, não importando os meios. Tentam – e acreditam conseguir – burlar as Leis mais primordiais que existem. Muitas vezes conquistam um sucesso efêmero, o que os deixa ainda mais iludidos, já que não possuem a compreensão das dívidas que contraem ao tentar (em vão) ludibriar os olhos do Astral, que nada deixam de ver.
O uso da magia deve ser responsável. As Leis de Umbanda são severas, usar seus meios requer responsabilidade e maturidade e infelizmente não são todos que estão preparados para isso. Aceitar a magia que a vida realiza naturalmente, dia a dia, é um grande sinal de resignação e sabedoria, pois quem assim o faz, respeita aquilo que preparou para si, já que tudo é fruto do merecimento. 

Manipular energias e elementos com responsabilidade é um trabalho nobre, mas é para poucos, pois são poucos os que sabem fazer isso sem interferir nas Leis do Universo, que é é justo, como justa é a Umbanda, que caminha sempre à trilha das Leis de Deus.

Fonte: Umbanda em Debate






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28 de março de 2016

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A Doutrina de Umbanda - Por Ednay Melo


A Doutrina de Umbanda

Umbanda é uma religião monoteísta. Seu principal objetivo é despertar a consciência religiosa dos seus fiéis, proporcionando o religamento ao Criador Deus, Olorum, ou ao Sagrado, que é o verdadeiro sentido de todas as religiões. A sua Doutrina é de Amor e Caridade.

Uma das características da religião é a simplicidade, a Umbanda não alimenta vaidades nem ostentações de quaisquer espécies, principalmente entre médiuns e dirigentes. Outra característica da religião é a liberdade de escolha, sempre com respeito ao amadurecimento individual e ao livre arbítrio. A Umbanda não é proselitista.

A Umbanda incentiva o cultivo da autoestima e promove o autoconhecimento do ser humano como ser agente ativo da sua própria vida, capaz de melhorá-la sempre que desejar, e para isto a Umbanda o ampara e o estimula, fornecendo meios para alcançar os seus objetivos. É preciso saber que a Umbanda ajuda a quem quer ser ajudado e a quem se propõe em ajudar-se a si próprio.

O médium de Umbanda é preparado para o trabalho assistencial se utilizando dos meios energéticos da natureza a fim de estar em constante processo de limpeza e fortalecimento dos seus chakras. Porém, o imprescindível para o fortalecimento do médium umbandista é manter uma vida regrada, é ser humilde e ao mesmo tempo perseverante em vencer os seus próprios desafios, com respeito às Leis Divinas e às leis dos homens.

Os princípios básicos da Umbanda são: (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 1 - Ednay Melo


umbanda-ednay
À venda no Clube de Autores








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27 de março de 2016

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Símbolos na Umbanda

Símbolos na Umbanda
Não é raro as pessoas me perguntarem o que significam determinados símbolos e riscos e acredito que esse deva ser um assunto que traz duvida ou mesmo curiosidade a muitas pessoas. Como os símbolos fazem parte da nossa Umbanda e de nossos trabalhos trago hoje para vocês o significado de alguns deles. Saibam que este assunto, além de belo e interessante, é muito vasto e vai além do que está colocado neste artigo. Espero que vocês não parem por aqui e que esse aprendizado sirva como início de muito estudo e conhecimento. Aproveitem!!

O CÍRCULO representa o espírito puro, simboliza o Criador, a consciência humana reconhecendo a eternidade, o Universo e a perfeição. É um símbolo universal de unidade, totalidade e infinito. Já um PONTO representa o ser Supremo, a energia concentrada. A CRUZ é o símbolo que representa a fé e a submissão ao Sagrado, a LINHA HORIZONTAL representa o corpo, a matéria – é o lado mundano – e a LINHA VERTICAL representa a alma em busca do retorno ao Criador – é o lado Divino. LINHAS SINUOSAS representam a vibração do mar, a regeneração e os mistérios da vida.

O QUADRADO representa os quatro elementos: terra, fogo, água e ar e o TRIÂNGULO representa a força Divina, a trindade Pai, Filho e Espírito Santo ou Olorum, Oxalá e Ifá.

O ARCO e FLECHA é a força espiritual, energia e potência, a ESPADA representa a alma em busca do Criador, a luta do trabalho, o guerreiro e o CORAÇÃO representa almas em posições equilibradas, o amor e a doçura.

As estrelas são o símbolo da verdade, do espírito e da esperança. A ESTRELA DE QUATRO PONTASse assemelha a uma cruz e nos remete ao nascimento de Jesus e principalmente à finalidade da sua vinda: o amor incondicional. A ESTRELA DE CINCO PONTAS ou Pentagrama é um símbolo poderoso de proteção e equilíbrio. Cada uma de suas pontas representa um dos quatro elementos manifestados – Fogo, Ar, Água e Terra – mais o elemento unificador: o Espírito.

O Hexagrama ou ESTRELA DE SEIS PONTAS é formada por dois triângulos e representa todas as Forças do Espaço em equilíbrio. É um símbolo potente que retrata o macrocosmo – Deus, o Universo ou Energias mais altas – em equilíbrio com o microcosmo – a raça humana, a Terra ou Energias Evidentes. A ESTRELA DE SETE PONTAS ou Septagrama é um símbolo de integração e tão mística quanto o número de suas pontas. Representa a inteligência oculta, é associado aos sete planetas da astrologia clássica e a outros sistemas do Sete, tal como os chacras do Hinduísmo. A ESTRELA BRANCA representa a luz dos espíritos e a ESTRELA GUIA (com cauda) é o símbolo da capacidade de acompanhamento.

Mônica Caraccio

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Os Quatro Elementos na Umbanda








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20 de março de 2016

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Mensagem de Pai Tomé

Mensagem de Pai Tomé


MENSAGEM DE PAI TOMÉ SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL

Diante do caos político em que se encontra esta Nação, trago humildemente uma mensagem aos filhos de fé.

Esta onda de ódio e de discórdia que assola o País é obra de mentes invigilantes e endurecidas na prática obscura do mal.

Esta situação de caos é obra do homem, que Deus Nosso Senhor permitiu como forma de testar o amadurecimento evolutivo de cada um. Testar a capacidade de discernimento e lucidez para distinguir o Bem do mal, o certo do errado, o justo do injusto.

A oportunidade de mudanças internas e externas está lançada, o livre arbítrio é respeitado em todas as circunstâncias, devendo-se assumir as suas consequências sem eximir-se de suas responsabilidades, tão pouco acusando ao seu próximo pelas possíveis vicissitudes que venha a sofrer. 

A responsabilidade é de cada um e de todos e para que a paz se estabeleça é necessário extinguir o ódio, o egoísmo, a inveja, a ganância e a deslealdade, que turvam o pensamento e precipitam ações insensatas.

Em nome do meu povo em Aruanda peço aos filhos desta Nação que, diante de vossas convicções, respeitem e amem o vosso semelhante, assim como Nosso Senhor Jesus Cristo respeitou e amou até os que O crucificaram. Somente com respeito e amor é que a Pátria do Evangelho, vossa terra, vosso chão, continuará firme em seus propósitos redentores. 

Pai Tomé de Angola - Médium Ednay Melo (Mensagem proferida em Gira pública na Tenda de Umbanda Luz e Caridade, no dia 19-03-2016)






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15 de março de 2016

O Perigo da Imaturidade Mediúnica - Fascinação


“É comum o filho ainda iniciante na Umbanda, na espiritualidade, que ele confunda seus pensamentos, suas ideias e sua imaginação com uma comunicação espiritual. Isso se deve a imaturidade mediúnica em conjunto com uma grande pressa de se desenvolver. Ele começa a “escutar”, “ver” suas entidades muito antes delas se apresentarem e ele as senti-las de fato. Os Guias de Umbanda são Guias de Lei e não se manifestam a qualquer hora e muito menos em qualquer lugar sem um propósito realmente aceitável. É preciso ter atenção nesse tipo de comportamento por parte dos filhos da casa.”
Pai António


Como é difícil separar a mente, a imaginação de uma comunicação espiritual real. Eu mesmo levei anos para perceber essa diferença, e mesmo assim, foram os Guias da casa que frequentava na época que me ensinaram e confirmaram a diferença.

A inspiração, a intuição, o instinto e a imaginação são coisas diferentes.

Muitas vezes o iniciante na Umbanda, motivado pelo entusiasmo de querer logo incorporar, de ver, de escutar, de se comunicar com seus Guias, ou até mesmo atender a consulência, esquece-se de um ensinamento básico: “a presa é inimiga da perfeição.” E em vez de seguir a diretiva básica, estabelecida pela grande maioria dos Templos de Umbanda de não incorporar fora do seu terreiro, procura a seu modo buscar os meios de o fazê-lo.

Essa diretiva, ao contrário do que muitos pensam, não é uma forma de controle, mas sim um cuidado, uma responsabilidade do dirigente que lhe recomenda em outras palavras: “não force o seu desenvolvimento, não se apresse, tudo tem hora e lugar.”

Mas infelizmente é comum que de vez enquanto apareça um iniciante apressado e começa a forçar a comunicação, ou a incorporação dos seus Guias em sua casa e a qualquer hora, isso não quando em qualquer lugar.

Sua pressa, sua imaturidade, sua inexperiência, a sua falta de firmeza e de preparo adequado fazem com que se torne um alvo fácil de espíritos embusteiros que se divertem com a credulidade quase que infantil do médium, isso quando não são outros os interesses por de trás das ações.

Os espíritos Guias têm suas ocupações e não estão ao nosso lado como babás, governando nossos hábitos, atos e ações. Eles só se aproximam de nós e nos inspiram quando realmente se faz necessário.

Por isso é necessário o médium ter atenção quando essas comunicações começam a ocorrer fora de hora e de local adequado; assim como ao teor das comunicações, caso contrário o médium corre o risco de ficar fascinado[1].

A fascinação é um tipo de obsessão, vou até dizer que de certa forma é até natural e que todos nós estamos passíveis à ela. Normalmente esse processo faz com que o médium creia que tudo que ele faz, pensa, idealiza, imagina ou até mesmo escuta é inspirado por seus Guias é o mais certo ou o melhor. Gerando assim um grande obstáculo para o seu desenvolvimento e um possível desequilíbrio para o grupo.

Lembre-se que esse tipo de ação se sustenta por uma linha de afinidade, e é um aviso de que é algo está mal na consciência, no emocional, na crença do médium. O grande problema é que normalmente esse médium não está receptivo a nenhum tipo de ação que esteja contrária a sua crença e aos seus pensamentos.

Assim fica um aviso: dificilmente encontramos um Guia de Umbanda que determine o que você deve ou não fazer. Normalmente, eles o aconselham, mas não decidem por nós.

Muito cuidado quando você começa a “escutar” demais seus Guias. Não que eles não possam estar ao seu lado e lhe inspirarem, até podem, mas tenha atenção do que valeu de fato a comunicação.

Se o conselho foi realmente útil, ou serviu apenas para matar a sua curiosidade? Se serviu apenas para confirmar suas ideias, porque era isso que você realmente que queria escutar. Se serviu só para leva-lo a ficar orgulhoso, vaidoso com sua capacidade? Ou serviu apenas para inspira-lhe falsos saberes, desconfianças e até mesmo conflitos.
Estas são algumas ações bastante comuns nesse tipo de comunicação.

Esteja atento, pois não são apenas os médiuns iniciantes que são alvos desses espíritos embusteiros, mas também médiuns e dirigentes mais experientes, que se comprazem quando em momentos de desatenção envolvem suas vítimas com seus falsos poderes, saberes e ideias, muitas vezes fazendo-se passar por Guias de Lei.

Paz e Luz

Heldney Cals
[1] Fascinação é uma ilusão produzida pela ação direta de um espirito negativado sobre o pensamento de um médium e que de, de certa forma “paralisa” o seu raciocínio e acaba por manipular os seus pensamentos, sentimentos e emoções.

O médium fascinado não acredita que está a ser enganado, pois o espirito fascinador possui a arte de lhe inspirar total confiança. Com isso impede o médium de ver o embuste a qual foi envolvido e de compreender o absurdo do que muitas vezes fala ou escreve, por mais que esses absurdos saltem à vista de todos. Nessa ilusão o espirito pode levar o médium alvo de seu propósito nefasto a aceitar doutrinas e teorias falsas e até mesmo estranhas ao senso comum como se fossem a única expressão da verdade. Isso quando não fazem o médium sentir-se deslocado do corpo mediúnico, onde antes ele se sentia tão bem; a achar-se merecedor de atenção especial; a achar-se melhor que os outros; de se ver como um missionário; como alvo constante de magias; etc.

Fonte: Lendas de Aruanda



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14 de março de 2016

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Defumação na Umbanda

Defumação na Umbanda
Nenhuma ação de limpeza ambiental é mais completa que uma boa defumação pois o ar concentrado de energias elementais entra e penetra em todos os cantos e brechas da casa envolvendo as paredes, o teto, o chão, os móveis, enfim, tudo. Além disso a defumação também descarrega o corpo mediúnico das pessoas e sutiliza suas vibrações tornando-as receptivas às energias de ordem positiva fazendo, assim, com que a comunicação com o Plano Astral Superior se torne mais fácil e em perfeita harmonia. Tudo isso facilita a imantação positiva que as Entidades de Luz irradiam sobre o nosso corpo físico, irradiação esta capaz de eliminar as doenças de fundo espiritual e material.

É comum o uso religioso das defumações pelos Sacerdotes pois um Terreiro, um Centro, um Templo e até uma Igreja são locais onde as pessoas vão para descarregar seus emocionais. Chegam da rua com pensamentos negativos, vibrações pesadas, sentimentos rancorosos e o forte magnetismo existente nesses recintos desagrega os acúmulos das auras das pessoas que ficam retidos no interior desses locais religiosos. Então a defumação torna-se necessária e até obrigatória pois ela visa purificar o ambiente e dissipar as condensações ali acumuladas, sem contar que quando queimamos incensos naturais nossos pensamentos ficam claros e de alguma maneira estamos agradecendo à Mãe Terra pelo ar fresco e ajudando a clarear o pensamento individual e planetário.

O segredo da defumação por parte das entidades espirituais que utilizam os cachimbos, os charutos e até cigarros são variados e dependem do caso em questão. É importante que fique bem claro que as entidades não fumam, isso quer dizer que não são viciadas nem viciam o médium como muitos pensam. Eles apenas utilizam o charuto, por exemplo, como elemento concentrador vegetal do fumo acompanhado do seu sopro que pode ser quente, frio, desagregador, harmonizador ….. mas isso tudo é assunto para um outro artigo !

Infelizmente incensos comerciais raramente contêm resinas ou óleos naturais pois são feitos com essência sintética e derivados de petróleo que na verdade não trazem benefício algum. Portanto, para fazer uma boa defumação é preciso um turíbulo cheio de carvão em brasa sobre o qual vai se derramando ervas secas e resinas. Todas as janelas e portas deverão ser fechadas deixando apenas uma aberta para a saída de “todo o mal”. Manuseie seu defumador de maneira que a fumaça aromática envolva tudo: todas as pessoas da sua casa, os móveis, os armários (abrindo suas portas), as camas (embaixo e em cima), não esquecendo dos animais de estimação. É importante fazer a defumação sempre em oração podendo também cantar, afinal quem canta os males espanta! É sempre recomendado que as pessoas da casa tomem um banho de ervas depois da defumação afinal não basta somente limpar o ambiente temos que limpar também o nosso campo áurico.

Alguns pequenos exemplos de ervas que podem ser usadas nas defumações (sempre secas):

Limpeza: casca de alho ou cebola, orégano, arruda, guiné, quebra demanda
Prosperidade: canela, folhas ou grãos torrados de café, eucalipto, colorau
Harmonia: anis estrelado, camomila, alecrim, alfazema, sálvia
Meditação: sândalo, mirra, olibano, sangue de dragão

Mônica Caraccio






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6 de março de 2016

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30 Traços de um Empata ou Sensitivo


O que é um empata?
Bem, não tem nada a ver com jogos ou desporto que terminam sem vencedor.
Ser um empata significa em ter a capacidade de perceber e ser afetado pelas energias de outras pessoas e ter uma capacidade inata de sentir e perceber intuitivamente outros. A sua vida é inconscientemente influenciada pelos desejos dos outros, desejos, pensamentos e estados de espírito. Ser um empata é muito mais do que ser altamente sensível e não está limitado apenas às emoções.Pessoas mais sensitivas podem perceber sensibilidades físicas e impulsos espirituais, bem como apenas saber as motivações e intenções de outras pessoas. Ou tu és um empata ou tu não és. Não é uma característica que é aprendida. Tu estás sempre aberto, por assim dizer, para processar os sentimentos e a energia de outras pessoas, o que significa que tu realmente sente, e em muitos casos, assumes as emoções dos outros. Muitos sensitivos experimentam coisas como fadiga crônica, sensibilidades ambientais, ou dores inexplicáveis ​​e dores diárias. Estas são coisas mais propensas a ser atribuídas a influências externas e não tanto a ti mesmo. Essencialmente, tu andas neste mundo com todo a energia do karma acumulado, as emoções e a energia dos outros.
As pessoas sensitivas são muitas vezes empreendedores tranquilos. Elas podem levar um tempo para lidar com um elogio embora sejam eles que estão mais inclinados a identificar e expressar os atributos positivos dos outros . Elas são altamente expressivas em todas as áreas de ligação emocional e falam abertamente e muito francamente. Elas podem ter alguns problemas para falar sobre os seus próprios sentimentos, se alguém se disponibiliza para ouvir (independentemente de quanto eles escutam os outros).
No entanto, elas podem ser exatamente o oposto: recatadas e aparentemente sem resposta, a maior parte do tempo. Elas podem até parecer ignorantes. Algumas são muito boas a “bloquear” os outros e isso nem sempre é uma coisa má, pelo menos para o empata aprender a gerir uma enxurrada de emoções dos outros, bem como os seus próprios sentimentos.
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1 de março de 2016

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Umbanda - Uma Religião Para Todos

Umbanda - Uma Religião Para Todos


A Umbanda é uma religião livre de preconceitos e acessível a todos, sem qualquer tipo de distinção. Para conhecê-la, basta abrir o coração.

O preconceito decorre sempre da ignorância. Quando conhecemos a razão, o objetivo e o fundamento de alguma coisa, ela se desvenda aos nossos olhos e nos revela a sua essência, e aí estamos em condições de compreender. Depois que compreendemos algo, só continuamos no preconceito se quisermos. Se nos interessar.

Muitos dizem que compreendem, mas não aceitam. Se não aceitam, é porque, realmente, não compreendem. Entendem com a razão, como se somassem 2 + 2. Mas se esse entendimento não passa pelo coração, o resultado é uma equação fria e impessoal, onde a resposta surge mais da lógica das aparências do que propriamente da percepção da natureza das coisas.

Assim é com a Umbanda, a religião brasileira por excelência e que sempre foi alvo de todo tipo de preconceito. Muito se tem falado a respeito desse culto e de seus rituais e, através dos anos, a Umbanda sofreu (e sofre ainda hoje) ataques veementes por parte daqueles que não conseguem ainda se desapegar de velhos conceitos.

Se acreditarmos que tudo na vida tem um porquê, veremos que a Umbanda também tem os seus motivos. Afinal, Deus é onipresente, e ninguém há de se atribuir o privilégio de ser exclusivo na transmissão de Sua mensagem, que é a mensagem do amor. Não só a Umbanda, como qualquer prática religiosa voltada para o bem e o cultivo dos verdadeiros valores do espírito, está apta a transmitir a palavra de Deus.

Antigamente, tratava-se a Umbanda como religião dos pobres e ignorantes, daqueles que, sem conhecimento ou cultura, buscavam uma saída milagrosa para seus problemas e aflições. Sem validação científica ou mesmo religiosa, a Umbanda era vista como uma prática fetichista que oferecia uma solução baseada mais na indução do que na efetiva resolução das dificuldades. Em troca de agrados, o interessado poderia obter uma graça ou benesse. E, se conseguia um efeito positivo, isso nada mais era do que mera coincidência ou resultado de práticas mais seguras, como tratamentos médicos, por exemplo.

Nada disso é totalmente errado. A Umbanda é, efetivamente, uma religião de pobres e ignorantes. Mas é também de doutores e ricos, de brancos e negros, de homens e mulheres, de enfermos e sãos, de hetero e homossexuais… é, enfim, uma religião para todos.

Porque a Umbanda desconhece o preconceito e as diferenças sociais. Nela, há espaço para todo tipo de gente, para todo aquele que esteja em busca do autoconhecimento e de uma vida melhor. Sem abandonar a essência da doutrina de Jesus, adota práticas que vieram dos negros e dos índios, numa clara demonstração de que todos estamos em busca da mesma verdade divina.

Porque tudo, em realidade, é uma coisa só. Deus não criou religiões nem fez qualquer distinção entre as que foram criadas pelo homem. É o próprio homem quem estabelece essas diferenças, julgando agradar a Deus mais do que o seu irmão, quando, na verdade, a única coisa que agrada a Deus é a prática constante do amor.

Do amor decorrem a amizade, o respeito, a compreensão, a caridade, a harmonia e outros tantos sentimentos nobres. Então, estaremos em equilíbrio com as forças divinas sempre que imbuídos dessas qualidades. Não importa que religião professemos: espírita, protestante, budista, umbandista, católica, ou religião alguma… O que realmente tem importância é com o quanto de amor estamos dispostos a contribuir para a melhora do mundo. Essa é a verdadeira religião, a única que pode nos religar a Deus.

Por isso, devemos nos despir do preconceito e nos permitir conhecer e respeitar todo tipo de religião. Todas têm alguma coisa de bom. Podem não ser a mais condizente com os nossos anseios ou com a nossa inteligência, ou com a nossa sensibilidade. Mas atendem aos anseios, à inteligência e à sensibilidade de alguém, e quem somos nós para dizer que o que sentimos é onde está a razão? Sem críticas, preconceitos ou idéias pré-concebidas, todos temos a lucrar com novos conceitos e novos valores, que, na maioria das vezes, falam direto ao nosso coração.

Que aqueles que ainda não conhecem a Umbanda possam desanuviar suas mentes e se permitir conhecer as suas práticas e os seus fundamentos. Esta é uma religião que não discrimina, não julga e recebe todos de braços abertos, como irmãos, filhos e amigos.

Mônica de Castro




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