26 de setembro de 2016

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Umbanda é Xamanismo

Umbanda é Xamanismo

Há tempo venho estudando o Xamanismo, procurando estabelecer pontos de semelhanças e diferenças com a Umbanda. Uma das questões que me direcionou a esse estudo e sempre fez despertar minha curiosidade por outras culturas religiosas e espiritualidades diversas é o fato de que na Umbanda se manifestam espíritos de origens diversas, desde um caboclo brasileiro, um escravo, um aborígene, um hindu, um inca ou egípcio.

Essas entidades que alcançaram, e agora se manifestam na Umbanda, não foram umbandistas em sua última encarnação, logo nos ensinam que é possível evoluir e ascender por meio de qualquer tradição, desde que encontre um caminho ético e uma proposta virtuosa. Querer conhecê-los a esses mentores de Umbanda, é mergulhar em universos diferentes e muito ricos cultural e espiritualmente. Essas incursões nos permitem dar conta de que há algo de incomum que permeia as várias culturas do sagrado, independente da complexidade ou evolução tecnológica que certo povo tenha em relação a outro.

As experiências de transcendência, a mística, o transe e o êxtase espiritual são inerentes ao ser humano, são antropológicos e encontrados em todos os lugares no espaço e no tempo. E da mesma forma encontraremos na Umbanda esses mesmos fenômenos que a liga e aproxima de todas as outras tradições. Esse algo em comum já fez muita gente pensar na existência de uma religião primeira e original da qual todas as outras seriam desdobramentos, enquanto evolução e degradação da raiz primeva. Assim surgiram muitas teorias cientificistas defendidas por cristãos, ocultistas, esotéricos e até umbandistas, que adotaram a idéia de aumbandã, que é uma forma adaptada do conceito de teosofia, ambos com a racionalização de um mito, o mito de uma religião pura, original, que permeia e está presente em todas as outras.

As experiências comuns em todas religiões são mais humanas que “religiosas”, mais espirituais que rituais, mais instintivas que metodológicas, mais pertencentes à sensibilidade que à técnica, muito mais poesia do que prosa. São experiência que vem de nossas entranhas, são viscerais, “humano, demasiado humano”, “existem desde que o mundo é mundo, desde que o homem é homem”, podemos assim buscá-las nas sociedades mais primitivas, antigas e simples.

Essas experiências em sua forma mais bruta (não lapidada), nos mais isolados e remotos grupos sociais que se tem notícia, em toda sua simplicidade em lidar com o transcendente, é o que se convencionou chamar de Xamanismo. No entanto, as mesmas “experiências xamânicas”, boa parte delas, se repetem em culturas mais complexas, consideradas mais evoluídas socialmente ou tecnologicamente falando.

O que é Xamanismo, afinal?


Mircea Eliada, um especialista no assunto, nos afirma que um xamã pode ser um feiticeiro, um mago ou sacerdote, mas nem todo feiticeiro, mago ou sacerdote é um xamã, inclusive definindo que em muitas tribos, o sacerdote-sacrificante coexiste, sem contar que todo chefe de família é também chefe do culto doméstico.

O xamã é o grande mestre do êxtase. Que tem por primeira definição desse fenômeno complexo, e possivelmente a menos arriscada: xamanismo = técnica do êxtase. E por êxtase aqui podemos entender “transe”, estado alterado de consciência.

O xamanismo é uma técnica arcaica de êxtase, ao mesmo tempo mística, magia e religião, no sentido amplo do termo.

Desde o início do século, os etnólogos se habituam a chamar como sinônimos os termos “xamã”, “medice-man”, feiticeiro e mago (em português poderíamos acrescentar a essa lista os termos “curandeiro” e “pajé” – nota da tradução da versão de 2002) para dotar certos indivíduos dotados de prestígio mágico-religioso encontrados em todas as sociedades “primitivas” (p15).

Vemos na obra de Eliade, na tradução para o português, a observação de que “poderíamos acrescentar a essa lista de xamanismo, os termos “curandeiro” e “pajé” ao lado de feiticeiro, mago e medice-man, o que nos leva à pajelança indígena e à pajelança cabocla e suas ramificações e encontros com a cultura afro e européia, a qual fez surgem um sem número de espiritualidades.

A pajelança indígena é um xamanismo realizado pelos diversos grupos indígenas, guardando suas semelhanças e diferenças, em sua pluralidade de práticas, sem no entanto nos ater a quaisquer peculiaridades, podemos dizer que no geral e no específico, seu conjunto de práticas é xamanismo indígena brasileiro.

A pajelança cabocla é aquela praticada por grupos populares que tiveram ou não contato com a pajelança indígena e que realizam práticas muito semelhantes, nas quais algus casos se verifica o praticante justificando a sua ação por meio da explicação de que incorpora o espírito de um pajé (indígena) e que é ele quem realiza a pajelança, na qual o médium em questão está em transe de incorporação.

Agora, trazendo essa reflexão para a Umbanda, temos por parte dos caboclos que incorporam nos adeptos (médiuns) trabalhos mediúnicos que podem perfeitamente se qualificar como pajelança, em muitos casos a justificativa de que se manifesta um caboclo que em vida (em uma das tantas encarnações) foi um pajé e que agora volta para continuar seu trabalho junto ao médium de Umbanda como uma missão assumida. Com relação a essa explicação podemos dizer que aqui quem realiza o xamanismo é o espírito, no entanto, a um observador externo, fora dos conceitos teológicos e doutrinários, o que se vê é aquele homem ou mulher exercendo uma prática xamânica, na qual suas explicações sobre mediunidade e incorporação de espíritos são simples observações do que acontece com ele, o médium, enquanto se realiza o processo que tem em si todas as características xamânicas. Está incorporado de um espírito indígena, pajé e xamã, e nesse momento está realizando xamanismo, pois o médium em sua constituição física está ali presente, seja consciente ou não desse fato. Se faz uma cura, essa se realizou por meio dele, a se fizer alguma bobagem, a culpa é dele também.

Ao incorporar um caboclo que trabalhe com práticas xamâncias, posso não me tornar um caboclo, posso não me sentir um xamã, mas de fato estou sendo o veículo dessa prática que está acontecendo por meu intermédio, estou praticando xamanismo em parceria com uma força, inteligência, uma outra consciência que toma a frente de meu mental e que identifico como caboclo, uma entidade (espírito) manifestante da qual me considero apenas um instrumento, mas que de fato está em mim, realizando a prática xamânica.

Talvez por esse e outros aspectos, o professor de teologia Edmundo Pellizari afirma que “a Umbanda é uma poderosa pajelança urbana”, o que podemos, por associação, expressar como “a Umbanda é um poderoso xamanismo urbano”; não apenas um xamanismo, mas xamanismo, mas também xamanismo em algumas de suas expressões.

Alexandre Cumino
Fontes consultados: ELIADE, Micea. O Xamanismo e as Técnicas Arcaicas do Êxtase. São Paulo. Ed. Martins Fontes, 2002. – CUMINO, Alexandre. História da Umbanda. São Paulo, Editora Madras, 2010.





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25 de setembro de 2016

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Descobrindo o Conhecimento Sagrado

Descobrindo o Conhecimento Sagrado


Quando nos conectamos com a Árvore Sagrada imediatamente estamos nos abrindo à descoberta do conhecimento antigo e suas revelações. A primeira revelação se dá em torno da unidade.

Unidade

Todas as coisas no Universo estão interligadas. Nada existe por si só, isoladamente. Tudo, o que quer que seja, está inter-relacionado. Alcançar a sabedoria é justamente ter a habilidade de ver e entender a simplicidade desta inter-relação e conexão de todas as coisas, aceitando-as como elas são.Como tudo faz parte de um Todo, não podemos entender este Uno simplesmente desencaixando as suas partes. O verdadeiro conhecimento revela que só é possível entender as coisas se conseguimos compreender a forma como elas estão conectadas às demais, lembrando que as partes não podem ser dissociadas do Todo. A ruptura é a perda da harmonia e a quebra do sincronismo do movimento do Universo.

"Cabe ao homem compreender que o solo fértil, onde tudo que se
planta dá pode secar; que o chão que dá frutos e flores pode dar ervas
daninhas; que a caça (escassa) se dispersa, e a terra da fartura pode se
transformar na terra da penúria, da fome, da destruição. O homem precisa
entender que de sua boa convivência com a natureza depende sua
subsistência, por isto não deve matar um animal se não for se alimentar
dele, não deve arrancar uma folha sem necessidade, não deve abrir
caminhos na floresta por onde jamais passará. O ser humano precisa
entender que a destruição da natureza é a sua própria destruição, pois a
sua essência é a natureza: a sua origem e o seu fim."
Pai Cido de Òsun Eyin,
"Candomblé a Panela do Segredo", obra cilada.


Mudança

Toda a Criação vive um estado de constante mudança. Nada na natureza é imutável, nada resiste à mudança que ocorre em ciclos e padrões e não por acaso ou acidentalmente. Ela obedece a um princípio de transformação necessária à manutenção do equilíbrio e da harmonia do Cosmo. Observe-se a mudança das Estações, dos ventos, das marés e as transformações físicas visíveis pelas quais passa o ser humano que, após a gestação, nasce, cresce, vive e depois morre para renascer no mundo espiritual.

As plantas crescem, fazem surgir os botões dos quais nascem as flores que após um tempo de vida fenecem, não sem antes beija-flores, abelhas e morcegos as polinizarem e espalharem suas sementes para a continuidade e proliferação das espécies; e os frutos das árvores que brotam, amadurecem e, quando não colhidos, caem, servindo de alimentos para os animais, até que tornam a gerar novas árvores a partir de suas sementes, processo que se perpetua nos reinos de todos os seres vivos.

É este movimento de transformação constante que atinge toda Criação que faz o carbono tornar-se, em um determinado momento, precioso diamante, e o silício cristal de quartzo. Quando temos dificuldade para ver, ou não conseguimos ver como uma mudança que se processa em nós está conectada às outras coisas é porque o nosso ponto de defesa — a situação de onde vemos a mudança — está limitando a nossa habilidade de enxergar claramente. Isso se deve ao nível de apego que mantemos.

Ver e Não-ver

O mundo físico é real e o mundo espiritual também. Os dois são aspectos de uma realidade, embora cada um possua suas próprias leis. No entanto, como tudo está inter-relacionado, a violação das leis de um destes planos pode afetar o outro. Assim, entende-se por uma vida equilibrada aquela que honra ambas as dimensões da realidade. Não só o que pode ser visto é real, mas também é realidade o que existe de forma não-material, como os sonhos, visões, ideais e ensinamentos espirituais. Tudo isto integra a dimensão espiritual do desenvolvimento humano que está relacionado à capacidade de aceitar essas dimensões como reflexão, ou na forma de representação simbólica, do desconhecido ou potencial irrealizado para lazer ou ser algo mais ou diferente do que somos. O não-ver é reconhecer que toda semente tem uma vigorosa árvore no seu interior e que os dons que cada pessoa possui, e foram doados e colocados no seu interior pelo Criador, são como frutos "escondidos" no interior da árvore, pois, se cortada em milhares de pedaços, nenhum fruto será encontrado. Mas os frutos estão ali e, nas condições corretas, se revelam em todo seu esplendor de sabor e beleza.

Respeito

Cada vez que o Avô Sol levantar clareando o novo dia e a cada anoitecer, agradeça ao Criador por todas as coisas que lhe são ofertadas e a oportunidade de experienciá-las. Os sioux saúdam a cada dia agradecendo: "Grande Espírito, Você me deu a graça e o direito de viver mais um dia. Agradeço esta nova oportunidade e prometo que vou tentar fazer e dar o melhor de mim".

Agradeça pelos outros a oportunidade que eles lhe dão de crescer pelas lições que lhe trazem diariamente. Considere seus pensamentos e ações a cada dia e busque a coragem e a força para se tornar uma pessoa melhor. Lembre-se: uma coisa boa deve servir e ser útil não só para uma pessoa, mas trazer benefício para todos.

Trate todos os seres humanos — independentemente de serem crianças, jovens, adultos ou anciões de qualquer cor ou raça — e todas as coisas vivas com respeito durante todo o tempo. Mostrar respeito é uma lei básica da vida.

Respeitar é honrar ou estimar alguém, tratando-o com reverência.

Respeitar a si mesmo é o passo inicial para aprender a honrar a sabedoria dos anciões, dos pais e dos mestres. Para tanto, esforce-se para ser sempre verdadeiro consigo mesmo em qualquer que seja a situação.

Trate a Mãe Terra e tudo que existe nela com o mais profundo respeito, revelando, nos seus atos, o carinho e honra que os filhos devem à mãe. Agindo assim você se manterá próximo do Grande Espírito e também será honrado cada vez que demonstrar respeito pelos seus semelhantes, dedicar parte dos seus esforços pelo bem comum e aceitar as responsabilidades pelas suas atitudes. Veja o estranho não como estrangeiro, mas como membro da família humana e o trate com respeito, consideração e amabilidade.

"Todas as raças e tribos do mundo são como as diferentes cores de flores de um campo. Todas são igualmente belas", ensina um ancião Cherokee.

A felicidade sorri para aqueles que se dedicam a servir. Ser útil ao seu irmão e a todas as suas relações é um dos caminhos para o crescimento espiritual e um dos propósitos pelo qual o ser humano foi criado.

O homem deve ser moderado e buscar o equilíbrio em todas as situações de sua vida, conhecendo as coisas que lhe servem e as que não lhe são úteis. Para tanto, deve ouvir e seguir sempre a guiança do seu coração, da oração, dos sonhos e das visões. Mas não despreza, nunca, o conselho do amigo, do sábio e do ancião.

Artes Xamânicas





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Livro: Magia Xamânica

Magia Xamânica


Caminhada de Cura 

Os povos indígenas interpretam a cura como uma conseqüência da relação harmônica do homem com a natureza. A cura, nesta ótica, não significa a supressão imediata dos sintomas ou a resolução, instantânea, dos desequilíbrios que provocaram a desconexão do homem com o Todo sagrado e universal.

Ela pode ser até o simples reconhecimento dos potenciais internos de transformação de cada um, mas, com certeza, representa sempre uma nova oportunidade. Curar-se é desapegar-se do medo. 

Aliás, o contraponto do amor não é o ódio, mas o medo que nos impede de nos entregarmos de forma plena e inteira, de deixarmos fluir o ciclo da vida e das relações. Em todas as tradições xamânicas os processos de cura se realizam por meio de desapego, perdão, liberação e amor.

"Para encontrar uma forma de cura especial, que pudesse responder a um desafio ou a um problema pessoal, nossos ancestrais caminhavam com freqüência pelas florestas ou sobre os rochedos das montanhas em busca de indicações ou sinais que pudessem auxiliá-los na cura e na sua busca de Sabedoria. Esta Caminhada de Cura constituía um meio de restabelecer os laços com os seus Guias, ou Ajudantes de Cura. Mesmo em nosso mundo agitado de hoje é possível encontrar este Caminho de Cura, se o buscador se dispuser a ler e a entender os sinais da natureza." (Jamie Sams, in Sacred Path Cards: The Discovery of Self through Native Teachings).

Um dos instrumentos de cura usados pelos povos indígenas do Norte e do Sul é a Roda de Medicina, também chamada de Elo Sagrado. Armada a Roda, estabelece-se um ritual de poder no qual são utilizadas as energias das Quatro Direções, dos animais-totens, das pedras e cristais, dos quatro elementos (Terra, Água, Fogo e Ar) e toda uma vasta simbologia que nos conecta com as forças cósmicas da Criação e da Cura. 

Na Roda de Medicina — uma antiga e poderosa representação do Universo —, podemos identificar o poder dos símbolos e da necessidade de estarmos conectados e harmonizados com todas as demais manifestações de vida existentes no Planeta: os seres alados, os quatro pernas, os rastejadores, os seres das águas, o povo-em-pé, o povo pedra, o povo nuvem...

O que nos permite manter a conexão com toda a família planetária é a nossa intuição. E é por meio dela que alcançamos o dom da cura para nossas vidas, utilizando este poder pessoal e os recursos da imaginação. Ou seja, a capacidade de acessar as outras realidades, além desta que vivemos diariamente na nossa vida de cidadãos comuns.

O poder de cura está dentro de nós. Se buscamos o silencio, o estado de meditação, se procuramos nos ouvir e conseguimos escutar a nossa alma (aqui entendida como Animal de Poder, a energia responsável pela manutenção do corpo físico, da saúde e do bem-estar), saberemos o que é preciso fazer para deflagrar o processo de cura que necessitamos neste ou naquele momento. Quando não nos sentimos fortes o suficiente para agir, podemos buscar o auxílio de um curador para que, por meio de rituais, nos devolva (como pode acontecer nos casos de debilidade extrema) ou nos auxilie a reencontrar o espírito do nosso animal, possibilitando-nos a condição de reagirmos para que, assim, possamos realizar a nossa própria Caminhada de Cura.

"As Criaturas vivas possuem suas próprias mensagens de Cura e estão dispostas a partilhá-las com todos aqueles que se dispuserem a aprender a sua linguagem. Hail-lo-way-ain — a linguagem do Amor, na língua Seneca — é a forma pela qual Todos os Nossos Parentes se comunicam conosco. É pela Hail-lo-way-ain que nossos corações podem sentir as respostas recebidas do Caminho da Sabedoria e que o processo de Cura pode começar a se manifestar." (Jamie Sams, obra citada).

Os verdadeiros curadores reconhecem e sabem que o poder do amor é a mais poderosa energia de cura que o ser humano pode acessar com facilidade, pois está dentro de cada um. O curador, em muitas tradições, é definido como aquele que estende os braços do amor e está atento ao que tem coração e significado. O coração, para muitos povos nativos, é a ponte de ligação entre o Pai Céu e a Mãe Terra, além de ser o caldeirão alquímico onde se misturam emoção e pensamento e se transmutam sentimentos.

A cura também envolve "o princípio da reciprocidade, a capacidade de igualmente dar e receber, e a capacidade de vincular-se. Para mantermos nossa saúde e bem-estar necessitamos manter o equilíbrio entre crescer e receber e reconhecer quando um dos pólos está mais desenvolvido que o outro (...) O princípio da reciprocidade monitora o equilíbrio existente entre nossa natureza de amor e de saúde", pondera a antropóloga Angeles Arrien, Ph.D., na sua obra The Four-fold Way — Waiking the Paths of the Warrioi; Teacliet; Healer and Visionary.

Todo processo de cura passa, necessariamente, pelo coração. Quer seja do curador ou do curando. Sem isso, é impossível acessar as forças curadoras e curativas que o Universo disponibiliza para nós. Sem um coração íntegro e limpo é impossível encontrar a cura ou auxiliar no processo curativo de outrem, pois curare penetrar um momento transcendente e atemporal no qual se experimenta o Poder Divino. E este poder se expressa e se manifesta na capacidade de amar e entender as nossas relações com tudo que é vivo e não-vivo na Criação.

O curador verdadeiro é aquele que consegue expressar o ser em toda sua plenitude e que aprendeu a importância do "curar a si mesmo" no caminho da responsabilidade sobre si, compreendendo seus limites e responsabilidades, reconhecendo que é parte do Todo e, portanto, co-responsável pela doença ou cura do planeta e seus habitantes.

Desta maneira o curador ajuda a quem o procura a enxergar seus bloqueios e ver a potencialidade que possui de transmutá-los. É função do xamã estimular o "doente" a mudar o seu padrão sutil, abrindo-se para a cura verdadeira que inclui compreensão, vontade e aceitação.

O princípio da cura prega a necessidade de harmonia, equilíbrio, para se alcançar o bem-estar. Tudo aquilo que ajude o ser humano a se harmonizar com as demais manifestações de vida no Planeta, permita a sua integração com o ecossistema e auxilie no processo de adaptação dos corpos físico, emocional, mental e espiritual representa uma medicina.

Os xamãs possuem quatro medicinas principais: cura, acesso a conhecimento novo ou perdido, desenvolvimento do poder, profecia ou predições. Apesar de terem conhecimentos de todas elas, costumam concentrar-se em uma a fim de conhecê-la mais a fundo.

Cada processo de transmutação e cada curador traz a sua medicina própria. E todos os nativos se referem a medicina como o conjunto de elementos desse processo e a forma como eles são utilizados por determinado xamã.

Derval Gramacho / Victória Gramacho


  
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23 de setembro de 2016

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Mais Elogios e Menos Críticas

Mais Elogios e Menos Críticas

Um dia uma professora escreveu assim no quadro:

9x1=7
9x2 =18
9x3 =27
9x4 =36
9x5 =45
9x6 =54
9x7 =63
9x8 =72
9x9 =81
9x10=90

Na sala não faltou piadas porque ela tinha errado o 9x1= 7, sendo que a resposta certa é número 9... 

Todo mundo rindo da cara dela, ela esperou todo mundo se calar, aí falou:

É assim que vc é visto no mundo. Errei de propósito pra mostrar a vocês como o mundo se comporta diante de algum erro seu. NINGUÉM te elogiou por ter acertado nove vezes, NINGUÉM te viu acertando e te deu os parabéns, mas TODO MUNDO te crucificou, falou mal de você, riu da tua cara, zombou porque você errou apenas UMA RESPOSTA.

Moral da história:

Devemos aprender a valorizar as pessoas pelos acertos, têm pessoas que acertam muito mais do que erram, e acabam sendo julgadas por apenas UM erro, e não são valorizadas pelos outros NOVE acertos.

Reflita: Isso serve pra muita gente.

Mais elogios e menos críticas.


Por Marcus Fábio Fontenelle






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21 de setembro de 2016

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Teorizar a Umbanda

Teorizar a Umbanda

A Umbanda não é uma religião de muitas teorias, e sim, uma religião dinâmica, onde este dinamismo advém de uma praticidade vivida no dia-a-dia dos cultos. Não tem como formalizar um estudo umbandista através dos livros ou demais, pois, ao teorizar a Umbanda, cada um o faz dentro de sua prática e vivência, discernindo cada gesto e trabalho dos guias espirituais que convivem, para jogar isto numa teorização. Dentro disso, percebe-se que os guias espirituais trabalham todos dentro de uma mesma hierarquia, é aonde faz casar alguma teoria com a outra, pois, se a teoria de alguém estiver muito fora de cogitação dos padrões umbandistas, então se levanta a suspeita de teoria formalizada na base de inverdades.

Cada guia espiritual que atua na Umbanda traz consigo uma individualidade da qual deposita dentro da formalização dos cultos umbandistas, e esta individualidade traz uma complexidade imensa, onde envolve a característica do guia, a atuação do mesmo perante os preceitos individuais de seu veículo (médium) e do templo, onde envolve o tipo de trabalho espiritual, lugar e tempo deste trabalho, envolve atuação deste guia em sua posição espiritual (falanges e linhas) e outros demais detalhes. Isto porque me referi a um só guia, agora coloquem a mesma questão para todos os guias que atuam na Umbanda, pois é! Todos esses guias juntos e os seus mais minuciosos detalhes, ainda somando com uma cosmogonia que envolve a Criação e os Orixás, formam toda a teoria da Umbanda, uma teoria sem começo, meio e fim, ou melhor, com os três se encontrando aleatoriamente. E ainda tem gente que diz ter codificado a Umbanda (?).

O caminho na Umbanda é árduo, pois é uma entrega sem receber e esperar nada em troca daqueles que lhe fora ofertado a caridade, mas o cotidiano nos cultos umbandistas é simples, porque os guias espirituais nos trazem os preceitos prontos para serem feitos, popularmente dizendo, nos trazem‘’mastigados’’. Por este motivo, o culto se torna dinâmico e simples: os guias espirituais nos passam os preceitos, onde cumprimos com os fundamentos relacionados aos mesmos. Um dirigente espiritual tem o dever de compreender e saber a fundo sobre esses preceitos repassados pelos guias espirituais, mas muitos filhos de Umbanda não têm este dever, por isso muitos seguem somente pela fé e a simplicidade, ou melhor, pelo dinamismo do culto. 

Porém, para aqueles que queiram entender todos esses preceitos e os fundamentos a fundo, vão ser obrigados a ter um bom discernimento perante eles, pois um descuido, ou uma interpretação errada, pode distorcer todo um sentido do preceito que trará controversas da religião num todo. Por isso, para teorizar a Umbanda, deve-se ter muito cuidado e muita responsabilidade, tentar colocar as palavras de forma lúcida e principalmente, não querer mexer em algo que já está formalizado pela espiritualidade, saber que as palavras diante a teoria serão complexas, mas a prática desta teoria é simples, basta que esta prática seja guiada realmente por guias espirituais, e saber acima de tudo, que fundamento é algo que não se enquadra em teorias, somente no chão consagrado pelos guias espirituais, o templo. 

A Umbanda é a única religião simples, mas ao ser explicada e especulada, se torna uma das mais complexas que existe, justamente porque sua espiritualidade além do vínculo ritualístico ou religioso abrange um universo infinito.
Umbanda é uma religião para ser tocada com a alma e não com as mãos, a partir do momento que a alma sente a Umbanda, a religião já estará bem explanada perante quaisquer incógnitas.

Carlos Pavão




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18 de setembro de 2016

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Homenagem Tulca aos Ibejis 2016


Saravá Ibejis!!! Onibejada!!!

Salve o dia 27 de setembro, dia das Crianças na Umbanda!!! 
Que esta falange de luz e força abençoe o resgate da criança interior de cada um!
Axé com pureza e alegria no caminho de todos, hoje e sempre!
Agradecemos a participação e o carinho de todos para fazermos esta linda festa!

Família Tulca em Gira Festiva em homenagem aos Ibejis, no dia 17/09/16

Homenagem Tulca ao Ibejis 2016

Homenagem Tulca ao Ibejis 2016

Homenagem Tulca ao Ibejis 2016

Homenagem Tulca ao Ibejis 2016

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Homenagem Tulca ao Ibejis 2016

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Homenagem Tulca ao Ibejis 2016

Homenagem Tulca ao Ibejis 2016

Homenagem Tulca ao Ibejis 2016










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14 de setembro de 2016

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Família Espiritual na Umbanda / Por Ednay Melo

Família Espiritual


Família Espiritual na Umbanda

Ao abraçarmos uma religião com fé e com o coração, nos deteremos aqui a nossa religião de Umbanda, sentimos plenitude espiritual e muitas alegrias ao percebermos que temos de fato e de direito uma família espiritual.

Mas o que é família espiritual na Umbanda? Os que formam a corrente mediúnica? Todos os que professam da mesma fé na mesma Casa? Todos os que professam da mesma fé em toda uma região demográfica? Todos os umbandistas entre si?

Nos deteremos aqui somente aos encarnados, porque os Guias são nossa família onde quer que estejamos, mesmo fora de uma religião, mesmo que não os conheçamos, mesmo para os de outras religiões que não os consideram ou mesmo não os admitem em suas vidas.

Traremos, a princípio, o conceito de Família Espiritual dado por Jesus, no Evangelho de Mateus, capítulo 12, versículos 46 a 50:

“Enquanto ele ainda falava à multidão, a mãe e os irmãos dele estavam de fora, procurando falar-lhe. E alguém disse-lhe: ‘Olha, tua mãe e teus irmãos estão lá fora e procuram falar-te’. Mas ele respondeu ao que lhe falava: ‘Quem é minha mãe e quem são meus irmãos’? E estendendo a mão para seus discípulos, disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos; porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe!’”

Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, no Capítulo XIV de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, assim analisa esta passagem evangélica:

“Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. (Cap. IV, nº 13.)

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo aos seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

“No espaço, os Espíritos formam grupos ou famílias, entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam uns aos outros. (...) Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento”.

Pelas passagens acima, fácil se conclui que a família espiritual é constituída por espíritos afins, ligados pelos laços superiores dos sentimentos, que só o coração sabe perceber (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 1 - Ednay Melo


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À venda no Clube de Autores








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13 de setembro de 2016

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Livro: O Cavaleiro da Estrela Guia


O Cavaleiro da Estrela Guia

O Cavaleiro da Estrela Guia - O Início da Saga é uma psicografia de Rubens Saraceni, inspirada por Pai Benedito de Aruanda, repleta de conhecimentos, beleza e emoção. Neste livro, é contada a história de Simas de Almoeda, ou o Cavaleiro da Estrela Guia, homem perseguido por uma terrível história e por um implacável sentimento de culpa, apesar de suas ações e realizações maravilhosas. Por meio do desenrolar desta narrativa, vários ensinamentos a respeito da realidade do outro lado da vida são revelados, dando ao leitor a exata dimensão dos atos humanos, colocando-o diante de situações que expressam os conflitos do homem do novo milênio, tais como religião, fé, riqueza, poder, alma. Simas de Almoeda foi um juiz da Inquisição, que em sua existência terrena julgava o próximo de acordo com as leis humanas e que, de repente, viu-se diante do tribunal divino, sendo julgado por um juiz implacável: a sua própria consciência. Sua sentença: o tormento. Não se espante se, sem ao menos esperar, você se encontrar às lágrimas diante desta narrativa que mostra o início da saga deste Cavaleiro da Estrela Guia dos negros africanos trazidos como escravos para o Brasil, em meados do século XVII. Não deixe de acompanhar a seqüência desta história emocionante no próximo volume desta obra: O Cavaleiro da Estrela Guia - A Saga Continua.

Resumo: Trata-se de um romance mediúnico umbandista, que conta a saga de Simas de Amoeda, um ex-juiz da Inquisição que, por ingenuidade, levou seu pai à morte na fogueira e que, a partir dessa decepção, saiu pelo mundo vindo aportar no Brasil, onde conheceu João de Mina, um velho negro escravo, a quem chamou de Pagé Negro, e que lhe ensinou sobre os Orixás. Viveu com negros e índios, aprendendo com o Pajé Anhanguara o poder das ervas. Sua missão: proteger índios e negros da ganância dos portugueses. Em suas andanças, foi agraciado por Iemanjá (Inaê Iabá) com uma poderosa e mágica estrela do mar.

Comentário: Pai Benedito de Aruanda, através da mediunidade de Rubens Saraceni, nos brindou com um livro fascinante, repleto de ensinamentos, que prende a atenção do começo ao fim. Uma verdadeira obra-prima espiritualista!



O Cavaleiro da Estrela Guia

Trechos:
No trecho abaixo, Saraceni nos revela onde estão os padres e bispos católicos que participaram da vergonhosa Inquisição, que tanto maculou a imagem da Igreja Católica. Muitos retornaram ao corpo físico - através da reencarnação - mantendo suas características egoístas, mercantilistas e sádicas e estão agora no comando de religiões protestantes ( a meu ver, especialmente nas denominações pentecostais e neopentecostais), combatendo a mediunidade - que é e sempre vai ser uma ameaça para seus anseios de poder e ganância - e impondo a "Palavra de Deus", muitas vezes de forma distorcida, com interpretações equivocadas da Bíblia e às custas de dízimos exorbitantes. "Quem tem olhos de ver, que veja"

Hoje, os padres negros já vestem outras "batinas". Os perseguidores de pessoas possuidoras de dons naturais estão localizadas num ramo dissidente da Igreja Católica, que é o protestantismo. Os ecos dos juizes da Inquisição que defendiam os seus interesses e ambições pessoais através das trombetas da Santa Igreja Católica, ainda são ouvidos nas vozes dos "pastores" que sufocam os dons naturais comuns a todos os seres humanos,invocando-os como manifestações do demônio.Hoje, 1994, ano de um século em que o homem alcança fronteira dantes nunca imaginadas pelo conhecimento humano, ainda somos obrigados a ouvir as vozes inquisidoras a sufocar tais dons, pois eles são, tal como naquela época, uma ameaça às suas religiões mercantilistas. Esses dons, ou faculdades, não podem ser mercantilizados, sob risco de o seu doador, que é Deus, retirá-los de imediato do escolhido,impedindo-o de manifestá-los entre os homens. Eles não precisam de nada mais que uma doutrinação para que se tornem uma ação maravilhosa aos olhos dos que ousam vê-los.Por isso, ora são sufocados por padres, ora por pastores e ora por governantes, uma vez que tais dons mostram o lado divino dos seres humanos, aquilo que liberta a alma das amarras mercantis daqueles que falam de Deus, mas cobram dízimos dos seus ouvintes.Talvez seja porque falam de Deus, e não em nome de Deus, que cobram tão caro dos seus ouvintes.O valor que se cobra não é apenas em espécie, não fica só nos valores materiais. Eles exigem uma submissão total às suas interpretações do que seja a vontade de Deus. Sim, hoje, ontem e amanhã sempre haverá os que lutarão com meios materiais para imporem suas "idéias" sobre o que seja a vontade de Deus, mas também haverá aqueles que darão sustentação às manifestações dos dons naturais dos seres humanos

Já neste outro trecho, temos um diálogo entre Simas e Inaê Iabá:

Você também chora. Por que chora, filha? De onde você é, quem é você? -Eu sou uma serva do meu Amo e Senhor. -E quem é ele? -Ele é o maior Pescador que eu conheço. Pesca em todos os mares,às vezes Ele traz uns peixes para eu limpar. Meu trabalho é limpá-los e cuidar para que não venham a se estragar, senão não servirão de alimento. Se isto acontece, Ele não diz nada para me repreender,pois é muito compreensivo, mas eu sinto que Ele fica triste com minha falha (...) Quem é você, bondosa criatura, que sabe como consolar os aflitos?Não é uma limpadora de peixes, eu sei que não é. - Eu sou aquela que limpa os peixes que devem servir de alimento a seus semelhantes. Devo dar-lhes força para continuarem suas caminhadas na terra. Eu purifico e fortaleço aos guerreiros que lutam com as armas divinas. Eu sou serva obediente do Criador de tudo e de todos. Porque não abres os olhos para ver quem sou,Cavaleiro da minha Estrela? Você é o meu Cavaleiro da Estrela da Guia.


Madras Editora
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9 de setembro de 2016

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As Relações da Umbanda com a Biomedicina

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"A Umbanda guia os seus consulentes na busca de um melhor-estar e um melhor-viver, mobiliza e combina conhecimentos, práticas e possibilidades de recursos oriundos dos universos médicos, profanos e religiosos, aos quais tem acesso e dos quais incorpora e acumula elementos explicativos e terapêuticos.

Os médiuns umbandistas são terapeutas "construtores de um pluralismo que abrange o que parece a outros contradições", "vão-e-vêm entre as várias fontes de conhecimentos dos quais dispõem" e "pulam as fronteiras entre técnicas ou entre teorias e elaboram no dia-a-dia as práticas híbridas".

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4 de setembro de 2016

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Homenagem Tulca aos Mestres Juremeiros 2016

Salve os Mestres Juremeiros na Umbanda!

Ontem a nossa Gira foi de festa e de alegria, de força e luz! 

Saravá a jurema dos Mestres é experimentar a força que a Jurema tem!

Os pontos cantados soam como uma explosão energética e dinâmica que ativa corpo, mente e espírito! É impossível estar passivo, todos mergulham nesta vibração de luzes e bençãos!

Só temos a agradecer a presença destes amados guerreiros em nossa Casa e em nossas vidas!

Especialmente ao Mestre Malunguinho, Chefe de falange em nossa Casa, nossa eterna gratidão!

Sobonirê Reis Malunguinho!

Com muito axé a todos! Com muita gratidão a todos que compareceram e contribuíram com suas presenças, carinho e fé.

Salve o dia 18 de setembro! Dia dos Mestres Juremeiros na nossa Umbanda!

Homenagem Tulca aos Mestres Juremeiros 2016

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2 de setembro de 2016

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O Que é Trabalho Feito?

O Que é Trabalho Feito?

É comum a pessoa numa consulta ou numa conversa com um guia ouvir dizer dele que tem “trabalho feito”. Quando ouvimos esta afirmação normalmente pensamos logo que alguém se submeteu a rituais nos quais uma outra pessoa voluntariamente realizou, pensamos logo em trabalhos de magia negra com fins maléficos, para nós.

É bom termos como conhecimento que muitas vezes uma indicação desta necessita de maiores explicações, e pode constituir fonte de descrédito para o médium e para o guia, porque nem tudo que é “trabalho feito” é feito por outra pessoa. Vamos tentar explicar como isto funciona.

Naturalmente este termo, “trabalho feito”, engloba também trabalho de magia negra, mas a visão de um guia, muitas vezes, não explica como a entidade maléfica foi colocada ali ou até mesmo criada. O Guia, simplesmente constata companhia não positiva. E nós é que deduzimos que foi por magia negra, ou seja, a famosa “macumba”.

O queremos dizer é que trabalho feito, nem sempre significa alguém ir numa encruzilhada ou num cemitério, depositar oferendas a uma entidade e pedir mal a alguém.

Com pensamentos negativos, criamos, às vezes, até inconscientemente do que fazemos, elementais que nos obsedam. Muitos dos “demônios” que nos cercam são fruto do nosso próprio pensamento. E pensar, com efeito, é um trabalho feito! E são esses elementais criados por nós mesmos que o Guia verifica estarem em nossa companhia, ou seja, criados ou atraídos por nós mesmos.

Vamos, portanto também compreender melhor, o que uma linguagem simples às vezes trás.

Em síntese, o que se tentou dizer é que quando ouvirmos o termo “trabalho feito”, ele não significa apenas que alguém praticou magia negra contra outrem, mas que pode ter sido gerado, atraído ou mesmo criado pela própria vítima.

Diversos fatores influenciam nisto, um deles é que a pessoa simplesmente “cisma” que alguém fez “macumba” contra ela, pois as coisas na sua vida material não andam bem, e assim acaba realmente “fazendo um trabalho” contra ela mesma, ou seja, de tanto “cismar” acaba mesmo atraindo más companhias que começam a sugar as energias da pessoa fazendo o que já estava ruim ficar pior.

Portanto, cuidado também com seus pensamentos. Nem tudo, ou quase nada do que nos acontece é “macumba mandada ou trabalho feito”. Quando estamos nesta condição é porque abrimos a guarda, ou seja, entramos em sintonia com o astral inferior, permitindo assim a sua atuação.

Iassan Pery







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