Julho 2017 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

26 de julho de 2017

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Nanã Buruquê - Por Ednay Melo


SALVE O DIA 26 DE JULHO!
SALUBA NANÃ!

Nanã Buruquê - Por Ednay Melo

(...) Nanã é Orixá que tem como reinos ou pontos de força as águas paradas e naturais do planeta, como os lagos. O lago remete ao arquétipo de calmaria, principal característica desta Orixá. Por ser Orixá que representa a idade avançada e ser Orixá das águas, água que na terra é o princípio, o planeta iniciou a sua formação na água, bem como a formação do ser humano e outros animais, água que é imprescindível para a manutenção da vida, por estes e outros motivos aliados à sabedoria típica dos mais velhos onde se constata a majestade de Mãe Nanã, ela é respeitada e a ela cabe o lugar de Matrona da Umbanda. Mãe amorosa e paciente, benevolente, que transmuta energias dinâmicas e agitadas em energias lentas e muito equilibradas, levando à paz, ao equilíbrio e à mansuetude (...)

Trecho retirado do livro "Umbanda Luz e Caridade - Ednay Melo" - Cap. 3



À venda no Clube de Autores









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24 de julho de 2017

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Comprometimento no Terreiro

Comprometimento no Terreiro


Todo dirigente deseja ter uma corrente fiel, harmônica e cúmplice. E de fato para que isso aconteça, devem ser valorizados os ensinamentos através de sua doutrina, além de incentivadas virtudes como compromisso e comprometimento.

Compromisso e comprometimento é a mesma coisa?

Não, mas é verdade que ambos nos levam a tomar uma posição.

Compromisso significa assumir deveres, respeito, horário, atividades e regras. Assim ao assumir o compromisso de ingressar em uma gira, concordamos em assumir integralmente suas normas e regras.

Comprometimento é a identificação e motivação, é um laço moral com um trabalho, uma causa ou um ideal. Estar comprometidos com uma gira nos levará a despender esforços imensos em prol dela, sem maiores queixas, pois haverá sempre fortes motivos para fazê-lo.
Médiuns comprometidos terão muito mais facilidade em assumir e honrar seus compromissos perante a Umbanda e seus dirigentes.

Que tal nos comprometermos mais ainda com nossa Religião, honrando e respeitando seus dirigentes e guias, seus irmãos de fé, assistência e principalmente o compromisso assumido com seu Pai de Cabeça e Dirigente na feitura do Amací?

Pai Jussaro


***

Dia desses ouvi um papo muito interessante sobre nós, integrantes de um terreiro ou centro espírita. O senhor que tecia o monólogo o estava utilizando para dar uma pequena bronca nos trabalhadores do centro, mas vou escrever aqui o que me tocou e o que acho que tem tudo a ver com quem está caminhando dentro dessa vida de contato com a espiritualidade.

Ele falava sobre comprometimento. Falava, na verdade, sobre a responsabilidade que temos que adquirir do momento em que assumimos a farda, ou do momento em que passamos a entender a vida por esse aspecto. Comprometimento com as pequenas coisas, com tudo que nos cerca e que, na maioria das vezes, tendemos a deixar de lado.

O centro funciona devido a várias coisas que fazemos acontecer. O trabalho é aberto depois de estar com vários pormenores prontos, dando condições a todos trabalharem. E um desses pormenores é a limpeza do local. Sei que, para nós, parece mais importante estar lá, cuidando dos apetrechos dos guias, das firmezas, das tronqueiras. Claro, isso também é muito importante, mas para o terreiro funcionar corretamente, cumprir sua função, é preciso que tenhamos assistentes, pessoas que vão até lá para serem ajudados. Dependemos tanto deles quanto dos guias e não é à toa que um centro sério sempre vive cheio. Agora, imaginem vocês recepcionar essas pessoas tão especiais, que estão lá para encontrar um auxílio, em uma casa suja, desorganizada. Esse é o primeiro comprometimento que devemos ter: deixar o local o mais organizado, limpo e bem apresentável possível. Tendemos a esquecer disso e, no afã do início, onde tudo é bonito, nos responsabilizarmos com essa pequena coisa e, depois, quando a empolgação passa, simplesmente deixamos de lado. A magia está nos pequenos fazeres e esse é um deles. Um altar mal tradado só pode atrair más forças. E esse altar é você mesmo.

As responsabilidades adquiridas, mesmo com a contribuição mensal, com a compra de materiais, com a aquisição de flores, ervas ou qualquer outra coisa, faz parte do ritual. E como poderemos ser bons médiuns se nem isso conseguirmos cumprir?

Vale lembrar que a magia é uma reunião de pequenos atos. Atos esses que devem estar em nosso inconsciente como marcas de nascença e isso só acontece com a prática, com a observação das pequenas coisas. E a magia só acontece quando o material está em ordem. Se não conseguimos nem nos responsabilizar com o material, quem dirá com o mágico, com o espiritual?

Artefolk






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16 de julho de 2017

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Homenagem à Oxum 2017


SALVE O DIA 16 DE JULHO!
ORAYEYÊO!

Homenagem à Oxum 2017

 Homenagem à Oxum 2017

 Homenagem à Oxum 2017

Homenagem à Oxum 2017

Homenagem à Oxum 2017

 Família Tulca no saravá à Mamãe Oxum e no aniversário de 06 anos da nossa Tenda, em 15/07/17 na sede da Tulca, que venham mais 06 anos com muita luz e caridade! Agradecidos pela presença carinhosa de todos! 



Oração à Mãe Oxum

Mãe das águas doces e cristalinas, Mamãe Oxum, tens o amor de mãe e a pureza das meninas...

Bela Orixá da luz dourada, que ilumina o meu caminho e aquieta o meu coração para que eu alcance a serenidade da tua vibração divina...

O criador a ti confiou a propagação da virtude mais perfeita: o Amor que é o princípio das conquistas santas que engrandecem a alma...

O teu canto através da cachoeira nos induz a reflexão de que tudo é passageiro, como tuas águas que passam, mas que deixam pelo caminho o benefício de matar a sede da terra, fazendo crescer as mais belas flores...

Que saibamos seguir o teu exemplo, doce mãezinha, para que nossa rápida passagem por este mundo deixe a marca do amor que tu nos ensina, acolhendo a todos que de nós necessite, doar pela felicidade íntima de doar sempre e jamais fazer uma troca, pelo que tudo se perderia...

Agradeço-te todo o amor que me cerca, de todas as dimensões e auxilia-me para que os olhos do meu espírito reconheçam todos os seres como irmãos da nossa família universal, que Oxalá abençoa através dos teus gestos!

(Trecho retirado do livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 3 - Ednay Melo)




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7 de julho de 2017

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Xamanismo

Xamanismo


Nos primórdios da humanidade, não havia fronteiras entre ciência, arte e religião. Tudo se fundia em uma única busca: conhecer as forças da natureza e saber usá-las em benefício do homem. Esse era o domínio do xamã, figura tribal que exercia múltiplas funções – de sacerdote e curandeiro, pesquisador do poder de cura das plantas, a músico e poeta, narrador e guardião dos mitos e histórias do seu povo. O termo original saman vem justamente do verbo “conhecer” na língua siberiana manchu-tungus, significando “aquele que conhece” ou, simplesmente, “feiticeiro”. Em português (ou melhor, tupi), o exato equivalente seria “pajé”. A definição clássica de xamanismo – “técnicas arcaicas de êxtase” – pertence ao filósofo romeno Mircea Eliade (1907-1986), especialista em História das Religiões e um dos vários estudiosos que ficaram impressionados com o modo como as práticas xamânicas se reproduziam identicamente entre nativos de regiões tão distantes quanto Sibéria, Austrália e Amazônia.

A principal delas, como destaca Eliade, é entrar em transe – por meio de ritmos repetitivos tocados em tambores ou de substâncias psicoativas encontradas em fungos ou vegetais. Nesse estado alterado de consciência, o xamã seria capaz de realizar o chamado “vôo mágico”: desprender-se do próprio corpo para viajar a outros planos do universo, para o além. “Nesses mundos – alguns celestiais, outros subterrâneos –, ele vai resgatar almas perdidas. Isso porque, na crença desses povos, quando alguém está doente é porque sua alma está perdida”, diz o antropólogo Robin Wright, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Outro traço comum às diversas tradições xamânicas é trabalhar com “espíritos aliados” – tanto de seus ancestrais, quanto de bichos selvagens e ervas medicinais. São os chamados animais e plantas de poder, que o ajudam a viajar por outras dimensões e a curar males físicos e psicológicos, além de conduzir rituais que propiciem a caça e a fertilidade da natureza.


O mistério das cavernas

Pinturas pré-históricas sinalizam o nascimento simultâneo da arte e do xamanismo

Muitos historiadores, arqueólogos e antropólogos acreditam que a origem do xamanismo está na Europa do final da Idade da Pedra, entre 30 000 e 20 000 anos atrás. A evidência principal estaria nas magníficas pinturas rupestres encontradas em cavernas da Espanha e da França. A maioria delas representa animais como cavalos, bisões e cervos, provavelmente com a intenção simbólica e ritualística de propiciar a caça, fazendo um pacto com os espíritos desses bichos. Mas a imagem mais enigmática de todas é a figura acima, pintada na parede da caverna de Trois Frères, no sul da França: uma criatura semi-humana, batizada de Feiticeiro Dançarino, com orelhas de lobo, chifres de veado, rabo de cavalo e patas de urso. Há duas interpretações para ela. Para alguns estudiosos, trata-se do registro mais antigo da união de um xamã com seus animais de poder.

Outros acreditam que seja uma entidade sobrenatural: o Grande Espírito da caça e da fertilidade animal. As primeiras esculturas e instrumentos musicais (tambores e flautas feitas de ossos), são da mesma época, reforçando a tese de que os xamãs foram os criadores não só das artes visuais, como da música e da poesia lírica.



Há crenças xamânicas em todas as culturas, da Sibéria à floresta Amazônica. Elas usam a natureza para abrir o caminho espiritual que leva a Deus


“Tome, caballero”, disse a velha índia ao jornalista americano Terence McKenna. Era 1981 e a cena se passava numa cidadezinha remota, em plena selva peruana. McKenna segurou o pequeno copo de barro, ignorou a aparência repugnante da bebida dentro dele e sorveu o líquido devagar. Em pouco tempo, seus lábios estavam adormecidos. Sentiu sono e cerrou os olhos. Depois de alguns minutos, uma luz se acendeu dentro do cérebro – e ele enxergou um caudaloso rio feito de fachos de luz. “Não sei o que vi, mas parecia Deus”, confessou o jornalista, que mais tarde escreveria o livro Food of the Gods – A Radical History of Drugs, Plants and Human Evolution (“Alimento dos Deuses – Uma História Radical de Drogas, Plantas e Evolução Humana”, inédito no Brasil).

A experiência mística descrita acima é típica de um ritual xamânico. Parece coisa de índio da Amazônia, não? E é mesmo, mas não só de índio. Segundo a Encyclopedia of Religion and Nature (“Enciclopédia de Religião e Natureza”, sem tradução para o português), o xamanismo está presente em todas as culturas. “Existem xamãs na África, na Sibéria, no Extremo Oriente, nas Américas… Em todo lugar”, diz o antropólogo americano Michael Harner, criador da Fundação para Estudos Xamânicos, na Califórnia, EUA.


Alucinógeno não: enteógeno

A neurologia e a psiquiatria, entre outros ramos da ciência moderna, são cautelosas – para dizer o mínimo – ao analisar a natureza dos efeitos provocados por substâncias como a ayahuasca (bebida preparada com plantas amazônicas) ou a mescalina (feita a partir de um cacto mexicano). Mas isso não tira o fascínio da coisa. Nas palavras do romeno Mircea Eliade, autor de Tratado de História das Religiões (Editora Martins Fontes), o xamanismo é a técnica arcaica da busca do êxtase. “Ao contemplar a natureza, o homem primordial perguntava-se se não havia um espírito sagrado por trás dela”, diz o inglês Phil Hine, especialista em práticas xamânicas e ocultismo. “Ele intuía a existência de um elo sagrado entre o exterior natural e o interior humano – uma face visível do espírito.”

Para criar uma ponte entre Deus e o ser humano, os xamãs se valem de diversos meios: jejuns, meditação, retiros espirituais , entre muitos outros. O mais poderoso, no entanto, sempre foi a ingestão de substâncias vegetais. Alucinógenas? A maioria dos usuários não gosta desse adjetivo. O termo correto seria “enteógeno”, já que a ingestão acontece em rituais religiosos e se presta a estabelecer uma conexão com o sagrado. O movimento ganhou nome – vegetalismo – e está representado no Brasil por várias organizações, entre as quais se destacam Santo Daime, União do Vegetal e Natureza Divina.

Revista Superinteressante




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3 de julho de 2017

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Azeite de Dendê


Azeite de Dendê


Muitos filhos perguntam - o que é o Azeite de Dendê? - Para que serve? segue um texto muito simples e objetivo que responde a estas perguntas.

Produzido a partir do fruto da palmeira conhecida como dendezeiro é originário da Costa Ocidental da África, mais precisamente do Golfo da Guiné, sendo encontrado desde Senegal até Angola. O dendezeiro é conhecido também como palmeira de óleo africana, aavora, palma de guiné, palmeira dendém, coqueiro de dendê e dendem (em Angola). Chega a 15 m de altura, seus frutos são de cor alaranjada e a semente ocupa totalmente o fruto.

As primeiras sementes de dendezeiro foram trazidas para o Brasil há mais de 3 séculos pelos escravos africanos e se adaptaram bem ao clima tropical. Câmara Cascudo afirma que “como era costume na África, rara seria a iguaria negra sem a participação do azeite de dendê”, assim, juntamente com outras iguarias importantes como as bananas, os quiabos, os inhames, o coco e as especiarias como a erva doce, o gergelim e algumas pimentas, veio o dendê, tornando-se indispensável na culinária afro-brasileira.

O óleo de dendê é fonte natural de vitamina E e é riquíssimo em vitamina A. Tem 21 vezes mais vitamina A que a laranja, 400 vezes mais que o tomate e 14 vezes mais que a cenoura, por isso é tão vermelho. Quando o azeite é aquecido a vitamina A é destruída e o óleo fica branco. O rendimento do dendê é muito grande, produz 10 vezes mais óleo que a soja, 4 vezes mais que o amendoim e 2 vezes mais que o coco. Faz muito bem à saúde, afirmam os especialistas. Da amêndoa de seu fruto se extrai um óleo usado em cosmética, na fabricação de chocolate substituindo a manteiga de cacau e ainda é utilizado na indústria de maioneses e margarinas.

No Candomblé a palmeira de dendê é uma árvore Sagrada, seu óleo é muito utilizado nas Comidas de Orixás e o coquinho é usado em um dos Oráculos de Ifá.

Na Umbanda representa a SABEDORIA ANCESTRAL trazida pelos negros da África. Representa FORÇA, ENERGIA , VIDA , SABOR e FEITIÇO. O azeite dendê tem a característica de “erva quente”, ou seja, tem energia agressiva , ativa e quando aquecido torna-se mais agitado, portanto precisa ser usado com critério.

Utilizamos o óleo de dendê nas oferendas, principalmente para a Esquerda, com a função de desagregar qualquer tipo de carga ou energia negativa. Com os coquinhos de dendê pode-se fazer guias que, após serem imantadas e consagradas pelos baianos, boiadeiros e até pelos caboclos, se tornarão fantásticos instrumentos de trabalho e de proteção, pois são símbolos da Sabedoria trazida dos negros africanos.

Mônica Caraccio





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