2019 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

22/09/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Homenagem aos Ibejis 2019 , Fotos ,

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Homenagem aos Ibejis 2019

Família Tulca em gira festiva em homenagem aos Ibejis, em 21/09/19





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17/09/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , O Poder das Pedras , Artigos Interessantes ,

O Poder das Pedras

O Poder das Pedras

Pedras e rochas são partes desta terra antes de qualquer outra forma de vida e elas têm presenciado a evolução deste planeta.

Há muito tempo a humanidade utiliza do reino mineral e é nele que estão as coisas mais valiosas e objetos de desejo para muitas pessoas como o ouro, a prata, o petróleo e as pedras preciosas.

As pedras têm o poder de receber e transmitir energia, por isso vêm sendo utilizadas pelas mais diferentes civilizações desde a antiguidade até os dias de hoje para curar, para proteção, para transmutar vibrações, para meditação, entre muitas outras coisas.

Elas possuem vibrações variadas de luz e som e no xamanismo norte americano são chamadas de Seres Pedra, pois são detentores dos registros da Mãe-Terra.

As pedras possuem um espírito, um talento e um poder específico.

Amplificam pensamentos, expandem a consciência, auxiliam nos processos de cura e protegem de energias negativas.

Na nossa Umbanda as pedras têm ligação com os Orixás e são colocadas nos altares, utilizadas na confecção de guias, instrumentos em trabalhos de energização e cura e até utilizadas pelos Guias Espirituais em seus trabalhos. Nada melhor do que agora conhecermos algumas dessa pedras e os benefícios que elas podem nos trazer, não é mesmo? Então vamos lá:

AMETISTA: para meditação, tranquilizar os pensamentos, acalmar e trazer a paz. Ensinar humildade abrindo a mente para vibrações superiores.

ÂMBAR: é uma resina fossilizada. Para depressão, dores corporais, melhora o humor, protege crianças. Deve ser sempre limpo após o uso.

ABALONE: é uma concha. Utilizar na cerimônia de purificação e limpeza, representando o elemento água.

ÁGUA-MARINHA: harmoniza ambientes, desbloqueia a comunicação, reduz o stress, estabelece ligação com a natureza, alegria nos relacionamentos.

AMAZONITA: reforça qualidades masculinas, acalma o sistema nervoso.

CORNALINA: conexão com a energia da Terra, traz segurança, abre caminho para o novo, aumenta a motivação, estimula pensamentos.

CRISOCOLA: é a pedra dos terapeutas holísticos. Alivia os medos, para parturientes, atenua as tristezas e raivas, equilibra emoções.

CRISOPRÁSIO: introspecção. Abre para novas situações, problemas mentais, acalma, torna as pessoas menos egoístas.

QUARTZO: reflete a pureza. É um coringa, usado para cura, para ampliação dos poderes xamânicos, é o mais utilizado nas suas diversas formas.

QUARTZO AZUL : aumenta o conhecimento sobre a espiritualidade

QUARTZO ROSA : é a pedra do amor incondicional. Acalma as mágoas, equilibra emoções, atrai o perdão, o amor próprio, auxilia nos traumas de infância.

QUARTZO FUMÊ : purifica chacra o básico. Aumenta a esperança, trabalha a aceitação, o desapego.

QUARTZO VERDE: para a cura física (principalmente para o coração). Traz prosperidade. É conhecido também como aventurina.

CITRINO: liga-se com o Sol. Criatividade, dissipa emoções negativas, clarifica pensamentos, estimula a consciência cósmica.

ESMERALDA: para equilíbrio físico, emocional e mental. Para sabedoria, aumenta a capacidade psíquica, reforça a imunidade, traz renascimento. Não se aconselha a usar com outras pedras.

GRANADA: informações de vidas passadas, paciência, amor e compaixão, coragem. Limpa pensamentos impuros

LÁPIS-LÁZULI: Para clarividência, intuição. Relaciona-se com a mente, paz, espiritualidade, iluminação, amplia o poder pessoal.

MALAQUITA: A preferida dos xamãs da África. É a pedra de cura. Para proteção, para as crianças dormirem em paz, relaxamento.

OBSIDIANA: ajuda a esquecer amores antigos, aguça as visões, ajuda a liberar raiva, ensina o desapego. Deve-se conhecer bem a pedra antes de usá-la.

PEDRA-DA-LUA: desperta o lado feminino, sensibilidade, conecta-se com o subconsciente, acalma as emoções, traz paz de espírito.

SODALITA: Para mudança de atitudes, equilibra o metabolismo, compreensão intelectual, equilíbrio yin e yang, fortalece a comunicação, desperta a terceira visão.

TURMALINA NEGRA: repele energias negativas.

FENACITA: trabalha com os chacras superiores. Conecta-se com energias angélicas.

MOLDAVITA: harmonização com o Eu Superior, ajuda a dar “ground” equilibrando corpo e mente.

OLHO DE TIGRE: protege do mau olhado e de todas as energias negativas. Ajuda a reconhecer nossos recursos internos e a usá-los para a realização dos nossos sonhos

Todas as pedras devem ser limpas e energizadas após o uso.

Para fazer a limpeza coloque-as em um recipiente com água e sal grosso por algumas horas e para fazer a energização coloque-as, pelo menos pelo mesmo tempo em que ficaram no sal grosso, em água corrente ou recebendo as energias do sol, da chuva, de plantas, pode também ser lavadas nos rios e cachoeiras .

Pedras pretas, ou pedras da noite, devem ser energizadas na terra ou à luz da lua.

Espero que aproveitem mais que a beleza, mas também o benefício energético das pedras.
Mônica Caraccio




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12/09/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Reflexão sobre os Sacramentos na Umbanda , Artigos Interessantes ,

Reflexão sobre os Sacramentos na Umbanda

Muitas pessoas ficam curiosas para saber se existem alguns sacramentos como batismo e casamento em religiões fora do Catolicismo, e muitas vezes por falta de informação, muitas bobagens são ditas e perpetuadas.

Na Umbanda, por exemplo, existem rituais cerimoniais relacionados ao casamento e ao batismo, e até mesmo muitos frequentadores da própria religião desconhecem a existência destes sacramentos na religião que seguem.

A verdade é que quer seja por motivos sociais ou históricos, muitos frequentadores da Umbanda buscam a oficialização destes sacramentos tão importantes em suas vidas em outras religiões, procurando, por exemplo, a própria igreja apostólica.

A união celebrada em uma Igreja, tem sua valia apenas dentro da própria. O documento que tem função social, a "certidão de casamento" e é reconhecido legalmente, só pode ser expedido por um cartório. Enquanto o documento religioso cumpre seu papel dentro da Doutrina escolhida.

O que precisa esclarecer é que os médiuns e membros da assistência, que vivem maritalmente mesmo sem as bênçãos da religião, não deixam de ser filhos da Casa. Não há pecado! Ninguém é obrigado aos sacramentos, a escolha é de cada um. A escolha é livre. Todos temos o livre arbítrio!

Mas cabe ao médium parar e refletir sobre a sua própria Fé.

O médium bate cabeça, faz trabalho na cachoeira, incorpora um Preto Velho, louva a magia das ervas, canta pro seu Orixá... Mas batiza o filho em outra Religião? Casa em outra Religião? Será que esse médium é mesmo Umbandista? Será que está na Doutrina certa? Será que sabe o valor de um sacramento?

Vale a reflexão.

Vale ressaltar a importância de todo trabalho mediúnico. A força e o reconhecimento da Umbanda como religião. A magia e todo glamour do simples e humilde.

Na Umbanda, a união é celebrada pela Entidade que abençoa, pelos presentes que emanam energia e por todos os Guias de Luz que vibram em sintonia pela harmonia e amor de todos.

Fonte: A Verdadeira Umbanda




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11/09/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , O Valor da Mediunidade , Mediunidade ,

O Valor da Mediunidade

Joaquim, um espírito recém-desencarnado, cuja vida na terra havia sido péssima, fez um requerimento aos mentores espirituais de planos mais elevados, rogando desesperadamente nova oportunidade para resgatar as dívidas contraídas na extinta existência corpórea. Era tão grande seu arrependimento e tanto o torturava a própria consciência que, ao pedido feito, suplicava novo corpo físico, em qualquer situação, qualquer tipo de existência, por pior que fosse: poderia vir louco, cego, aleijado, mudo, idiota, canceroso, leproso, morfético, fosse o que fosse, pouco lhe importaria. Submeter-se-ia com resignação, mas desejava encarnar-se de novo e para isso, suplicava de joelhos. Levado seu pedido ao alto, Deus, em sua infinita misericórdia, avaliou seus rogos, seus desejos, e atendeu-o; dar-lhe-ia oportunidade para reencarnar-se, porém, dizia a permissão, o filho pedinte não necessitava vir à terra com defeito físico, doença ou perturbações mentais. Apenas uma condição era-lhe imposta: nascesse, na terra, como homem normal, mas viria como médium e comprometer-se-ia a prestar a caridade quatro horas por semana, durante trinta anos, ou seja, dos vinte até os cinquenta anos. Feito isso, sua dívida estaria saldada. Joaquim, é claro, chorando de alegria, reencarnou-se.

Até vinte anos de idade, tudo foi normal. Daí em diante desabrochou-lhe a mediunidade. Passou então a frequentar um templo espírita, trabalhando duas horas na terça e duas horas no sábado. Assim, foi levando placidamente sua existência e até casou.

Voltemos ao plano espiritual. Quarenta anos depois do nascimento de Joaquim, os mentores espirituais depararam com outro irmão necessitado de socorros urgentes, para tanto, tinham de recorrer a um médium na terra, que fornecesse fluídos materiais para sintonizar com a vibração grosseira daquele espírito em desespero, a fim de ser aliviado nos sofrimentos morais, após a necessária doutrinação. Um dos mentores, então, lembrou-se do Joaquim, o irmão que fizera o requerimento pedindo para encarnar-se nas piores condições possíveis, mas que por bondade de Deus, apenas lhe fora imposta a faculdade mediúnica com a finalidade de ressarcir males semeados. Sim, o Joaquim era a pessoa indicada, porque deveria estar em plena atividade, já fortalecido em seu dom e ser-lhe-ia útil naquela emergência. Consultada sua ficha cármica, comprovaram o fato. Daí resolveram conduzir aquela alma sofredora até o médium para que sua mediunidade de incorporação, ajudasse o irmão aflito. E levaram-no até o centro, onde o médium compromissado deveria estar atuando, pois era um sábado, dia de sessão.

Chegando ao centro, os mentores viram outros médiuns, menos o Joaquim… um deles disse apreensivo: “talvez esteja doente… vamos até sua residência e apliquemos-lhe passes magnéticos para revitalizar-lhe, neutralizando algum mal-estar que por ventura tenha sido acometido”.

Verificada a ficha do centro, anotaram-lhe o endereço, para lá rumando. Antes, porém, deixaram o espírito angustiado entregue a outros médiuns daquele templo. Ao chegarem ao lar de Joaquim, encontraram-no. Lá estava ele deitado em uma rede, ocioso e indiferente, tomando uma cerveja. Surpresos, os mentores ainda ouviram a esposa do médium irresponsável perguntar-lhe por que não fora ao centro, pois era dia de sessão. O marido respondeu que fazia muito calor e ele já estava cansado de ficar horas e horas a atender irmãos que compareciam ao centro para aborrecê-lo…

Um dos mentores observou: “Não foi este que pediu para reencarnar-se como louco, cego, idiota, leproso, canceroso ou o que merecesse, desde que lhe fosse permitido reencarnar-se em novo corpo físico?… E Deus, na sua infinita benevolência, tão somente lhe impôs servir como médium, trabalhando quatro horas por semana, dos vinte aos cinquenta anos de idade… E só isso? Ele está agora com apenas quarenta de vida terrena!” É verdade, afirmou o outro e ambos tristes, compadecidos do irmão, se retiraram.

Adivinhem o que irá acontecer ao Joaquim, quando novamente regressar ao mundo dos espíritos?…

Aí está, meus irmãos, a responsabilidade do médium, reflitam e muito cuidado para não incidirem no mesmo erro do Joaquim.

Transcrevi esse texto de J.Edson Orphanake (Livro “Umbanda – Perguntas & Respostas) para que, como diz o autor, reflitamos sobre o valor da mediunidade.



Sim, é necessária muita reflexão e atitude quando nos percebemos ou nos entendemos MÉDIUNS.

A base para essa reflexão deve estar relacionada ao fato de que ninguém é médium por acaso. Há mistérios, compromissos, resgates, missão e um longo passado que não temos acesso nesse momento e nessa realidade, portanto, menosprezar ou achar que a mediunidade é simplesmente um dom, um acontecimentos, uma fatalidade, uma escolha, um desejo, uma vantagem ou desvantagem dessa encarnação, é um grande erro.

Um grande erro também é pensar que a não prática, que a falta de atitude ou de movimento a favor do desenvolvimento da mediunidade pessoal e do compromisso espiritual NÃO interferem no presente, no futuro, no outro, no entorno e ainda no plano espiritual. Dessa forma, pensamentos egocêntricos, em que o desejo e as escolhas pessoais prevalecem sobre o coletivo, só promove a própria dor.

Não posso deixar de compartilhar minha experiência junto a uma querida Entidade Espiritual que, muito antes de eu ter acesso a esse texto já a ouvia falar “quem escolheu, pediu e implorou para voltar como médium trabalhador foi você. Quem se comprometeu, combinou, acordou e jurou doação foi você. COMPROMISSO É COMPROMISSO! Assim agimos no Astral, assim agimos no plano material”.

Triste é que essa fala – mesmo com tantas facilidades atuais, com tantos estudos, livros, informações disponíveis – ainda é dita várias vezes, em quase todas as giras, para várias pessoas diferentes.

Mais triste ainda, é quando ela é dita várias vezes para a mesma pessoa.

Não tem jeito, é tudo muito simples, claro e lógico:

* Compromisso é compromisso;
* Ações provocam reações;
* O passado não se muda, mas o futuro, depende das escolhas do presente;
* Ser médium é a maior oportunidade que um ser tem para se transformar em um Ser Humano Melhor.
* Ser médium ativo, desenvolvido, comprometido, compromissado, equilibrado, coeso e coerente, é a MELHOR COISA que o passado pode nos proporcionar.

Mônica Caraccio



“Eu me sinto feliz de ser obstinadamente médium
Eu gosto de ser médium, gosto dessa palavra
Quero morrer médium
É tudo o que eu sempre quis ser…”
(Chico Xavier)



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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Não vá a Terreiros de Umbanda , Artigos Interessantes ,

Não vá a Terreiros de Umbanda

Escuta este conselho não vá a terreiros de Umbanda

Certo dia aproximei-me daquele terreiro de Umbanda, cheio de receio por tudo o que me diziam a respeito dos centros de Umbanda.

Mas a curiosidade era tanta que quando dei por conta já estava entrando e não foi possível mudar de ideia.

Uma voz que teimava em falar aos meus ouvidos dizia: "Tenha cuidado! Tenha cuidado!".

Afinal de contas, estava ignorando o conselho de um colega que dizia: "Não vá a centro de Umbanda!

Você vai ficar horrorizado com o que fazem lá".

Mas agora já era tarde, já tinha passado pela porta e uma senhora, com estranha bondade, convidou-me a entrar.

Atento a tudo e a todos me sentei na última fileira.

Pensei comigo: "aqui está bom, estou mais perto da porta, qualquer coisa saio em desabalada carreira que ninguém conseguira me segurar".

Logo comecei a prestar a atenção na palestra, pois a platéia estava atenta ao que dizia um senhor de meia idade.

Ele falava sobre coisas que eu não podia entender, ou talvez não quisesse, pois tinha receio.

Aos poucos fui me sentindo à vontade.

"Que estranho!" - pensei.

Há muito tempo que não me sentia tão bem.

Parecia que aquele pesado fardo que eu estava carregando tinha ficado mais leve.

As palavras, aos poucos foram me envolvendo aquele senhor falava de perdão, de caridade, de fazer bem ao próximo sem olhar a quem, e o mais incrível sem querer nada em troca e até de reforma íntima para ser feliz.

Falou e comentou de Jesus!

Após a palestra, fui convidado a entrar onde outras pessoas que após vim, a saber, que eram médiuns, estavam como em transe e neste momento uma senhora de meia idade me aplicou um passe, passava suavemente suas mãos a uns dois centímetros de minha cabeça e por todo o meu corpo e um alivio inesperado se fez, meus pensamentos antes em turbilhão começaram a tornar límpidos e bem mais claros.

Atento a tudo e a todos, por via das dúvidas também resolvi fazer uma prece, já que não fazia uma desde há muito tempo.

Após o termino do passe, ela com uma voz estranha um pouco rouca que destoava de sua aparência frágil e doce disse-me que a vida era sucessão de acertos e erros, que todos temos altos e baixos que não deveria me deixar abater pelo desanimo e nem ter medo de buscar a minha felicidade.

Confesso que sai daquele local esperançoso de um novo recomeço, prometi a mim mesmo que voltaria novamente para buscar uma explicação razoável sobre o acontecido naquela noite.

E assim fiz e novamente me aproximava daquela casa.

Isto foi a tantos anos atrás que já nem me lembro mais a data precisa, sei somente que realmente mudei, hoje sou uma pessoa diferente, continuo com problemas, ainda tenho dificuldades, meu dinheiro muitas vezes acaba assim que o recebo, mas sei que tudo tem o porquê de ser, consegui enfim um equilíbrio, hoje durmo tranquilo, raramente tenho pesadelos, ou insônia, mas confio nos guias e orixás que sempre me mostram novas perspectivas de melhora.

Hoje, quando me perguntam sobre essa escola de almas que frequento, eu brinco:

"Não vá a um centro de Umbanda!

Pois “você vai ficar impressionado com tantas coisas boas que acontecem lá”.

E se teimar mesmo assim a ir conhecer, tenha certeza que muito provavelmente você vai se apaixonar e nunca mais será o mesmo, isto ocorreu comigo e com muitas pessoas que conheço.

Saravá...

Roberley Meirelles




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08/09/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Homenagem aos Mestres 2019 , Fotos ,

Homenagem aos Mestres 2019

Salve os Mestres!
Sobonirê, Reis Malunguinho!

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Família Tulca em gira festiva em homenagem aos Mestres Juremeiros, em 07/09/19. Gratidão a todos pela presença e boas vibrações!



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18/08/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Homenagem aos Exus 2019 , Fotos ,

Homenagem aos Exus 2019

Homenagem aos Exus 2019

Homenagem aos Exus 2019

Família Tulca em gira festiva em homenagem aos Exus, na sede da Tulca em 17/08/19. Gratidão a todos pela presença e boas vibrações. Que os Exus protejam os vossos caminhos! Laroyê!



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13/08/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Um Guia não é Mais Forte do que o Outro , Linhas de Trabalho na Umbanda ,

Um Guia não é Mais Forte do que o Outro

Porque um Guia é mais forte, ou mais poderoso do que o outro?
Porque sinto uma força grande num Guia e em outro não?

Muitas vezes essa confusão se faz até porque na Umbanda se atua com varias linhas de trabalho, e isso por si só faz com que sejam diferentes as vibrações dos Guias. Pois uma linha de trabalho difere da outra em “funções”, magnetismos e vibrações, visto que cada linha de trabalho é regida por um mistério diferente.

A falta desse conhecimento leva muitas vezes ao principiante e não só, achar que um caboclo é mais forte que um boiadeiro, que este é mais forte que um baiano, ou um baiano é mais forte que um preto velho, e por aí vai.
Essa situação agrava-se quando falamos de Guias dentro da mesma linha de trabalho, pois para o leigo um caboclo é igual a outro, e não é bem assim.

Dentro das linhas de trabalho cada Guia “carrega” uma força única (grau) e diferente ao mesmo tempo.

Exemplo: Um caboclo de Xangô ira manifestar-se de uma forma diferente de um Caboclo de Oxóssi, ou de Ogum, ou de Oxalá, etc. O que quer dizer que seu magnetismo ou “força” terá uma característica diferente. O que não quer dizer de forma alguma que ele seja mais fraco ou mais forte que qualquer outro, apenas diferentes.

Não existe Guia mais forte ou poderoso do que o outro. Existe sim; Guias que atuam, ou trabalham em linhas de ação diferentes, e que dentro dessas linhas possuem qualidades, forças ou melhor, vamos assim dizer: funções diferentes, cada um com sua especialidade.

Por exemplo um Preto velho na Umbanda é um espírito que evoluiu e atingiu um certo patamar ou grau, o de Preto velho. Ou seja, ele possui o mesmo grau que todos os Pretos Velhos na Umbanda, que é um mistério, ou uma linha de trabalho regida por Pai Obaluaiê. Porém se todos os pretos velhos são regidos por esse amado Pai, ou outros Pais e Mães que os regem de forma particular, ou de forma individualizada.
Assim podemos encontrar Preto(a) velho(a) de Ogum, Oxóssi, Oxalá, Obaluaiê, Xangô, Nanã, Oxum, etc. Cada Orixá conferirá um magnetismo e um campo de ação diferente, o que não o tornará melhor, ou mais forte do que os outros. São individualidades diferentes atuando dentro de uma uniformidade: Preto velho.

Claro que na nossa compreensão, ou entendimento humano acabamos por atribuir a alguns fatores como fortes, ou mais poderosos, pois nossa compreensão de força, mistérios e poderes ainda é muito pequena.

Assim quando vemos uma irradiação, ou manifestação de Pai Ogum, Orixá da milícia celeste, dos campos de batalha, etc. Ele nos passa uma vibração de um destemido guerreiro, pronto para enfrentar qualquer batalha. Diferente de quando vemos uma irradiação ou manifestação de Pai Oxalá, Orixá da paz, da fé, da serenidade, do perdão. Sua energia é sentida por nós de maneira diferente, e quando não temos essa compreensão, é bem provável que sejamos capazes de “confundir as coisas” e achar que a energia de Pai Ogum é mais “forte”.
Ela não é mais forte, ela possui características diferentes da de Pai Oxalá, apenas nossa questão de julgamento ou percepção credita ter mais força a vibração ordenadora de Pai Ogum que a congregadora de Pai Oxalá.
E o mesmo acontece com todas as linhas de trabalho e magnetismo dos Orixás.

Esse problema complica, quando um assistente acostumado a passar por uma entidade, ou por um mesmo médium, sempre tentando resolver algum tipo de problema, e que por algum motivo, ele passa por um outro Guia, ou outro médium que o ajuda da mesma forma que o outro, só que desta vez o problema se resolve.
– “Olha, passa por este Guia que ele é mais forte que o outro!” afirmam.
– Como assim?!
O outro Guia veio trabalhando, auxiliando, ajudando na questão já algum tempo, será que se esqueceu disso?
É mesma coisa de eu pedir para um amigo preparar para mim a massa de um bolo, e depois eu só a coloco no forno e dizer que meu bolo é melhor que o dele. Claro que eu tive meu mérito, afinal fui eu que untei a forma, coloquei no forno, e esperei o momento certo para tirar, mas e ele? Será que não teve mérito nenhum?
Não é assim, ele preparou quase tudo, eu apenas terminei, foi um trabalho de equipe. Como é, aliás sempre feito na Umbanda. Nenhum Guia trabalha sozinho, os próprios Guias ensinam que ninguém é auto-suficiente e que todos necessitam de todos, pois só assim compreenderemos melhor o processo de inter-ajuda, de irmandade, tão fortemente pregada pela Umbanda e que nos ajudará a crescer, evoluir, melhorar e nos fortificar.

Fonte: Lendas de Aruanda


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12/08/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Os Benefícios da Influência dos Orixás e Guias , Umbanda ,

Os Benefícios da Influência dos Orixás e Guias

Benefício da incorporação ou do transe mediúnico de Umbanda:

Para algumas pessoas parece até estranho falar de benefícios mediúnicos, visto que muitos possuem problemas ou dificuldades com a sua mediunidade e ainda não conseguiram ver ou encontrar alguma benesse nessa sua característica.

Então antes de explicar isso vou lembrar uma frase do Irmão X (Humberto de Campos) psicografada por Chico Xavier:

“Mediunidade é sintonia. Cada mente recebe segundo a extensão da onda de sentimento que lhe é própria.” (Irmão X)
Ou seja, cada mente funciona como uma grande antena emissora e receptora dos sinais que se assemelham. Onde cada um de nós através de um padrão próprio atrai energias e espíritos semelhantes às ondas vibratórias irradiadas de nossa mente. Por nossa mente entendemos: nossas crenças, pensamentos, emoções, sentimentos, ou simplesmente comportamento.

Então, aquele que ainda não conseguiu se beneficiar de sua mediunidade é porque ainda não conseguiu de fato compreender e perceber que essa característica é uma via, uma ferramenta de evolução, de transformação e melhoria do ser.

“Médium, não é aquele que balança o corpo e sente alguma coisa, médium é aquele que através do seu próprio bem, faz o bem.” (Calunga)

Aqui entra a Umbandoterapia.

Umbanda é uma religião, e como religião sua principal ação é realizar a conexão de seu adepto com o sagrado. Essa conexão se dá através da evolução consciencial do ser, e para isso a única via é ensinar, fazer e praticar o bem. Qualquer coisa que fuja a esse princípio básico, me desculpem, mas não é Umbanda.

Ao contrário de que alguns pregam, os espíritos Guias de Umbanda são seres de alto grau de evolução, pois são espíritos que conseguiram um estatuto espiritual e serem integrados nas correntes de Luz dos Sagrados Orixás. E o contato com esses espíritos é extremamente salutar para os médiuns e assistência que não apenas podem se beneficiar de seus trabalhos, de seus conselhos, mas também de seus magnetismos.

Assim como cada Orixá (divindade) possui um magnetismo próprio, cada Linha de Umbanda também, pois as mesmas “tomam” emprestadas para si as características dos seus regentes de linha.

Não vou entrar aqui no magnetismo individual de cada Guia, porque se por aí fossemos o assunto não teria mais fim, mas sim no padrão genérico de cada linha de trabalho de Umbanda.

Cada vez que utilizamos de nossas características espirituais e mediúnicas para algum trabalho, um pouco daquele magnetismo, daquela vibração fica impregnada em nosso campo mediúnico gerando em nós uma influência espiritual, psíquica e emocional.

Ou seja, no caso da Umbanda, dentro de nossa característica mediúnica incorporamos o Sagrado, seja através dos Orixás, seja através dos Guias de Lei integrados em suas falanges. Então essa ação cria uma força de condução que nos influencia no sentido de desenvolvermos em nós certas qualidades.

A medida que vamos desenvolvendo-as, vamos nos transformando, nos curando de nossos vícios de comportamento que trazem problemas e dissabores em nosso dia-a-dia.

O interessante é notar que esse magnetismo influencia a todos que estão a volta do médium e não apenas a ele, ou pelo menos a todos aqueles que estão em sintonia com o trabalho e com o propósito de se melhorar.

Porque digo isso?

Quantas vezes, eu já escutei dos médiuns e frequentadores de nossa casa: “ Nossa na hora que o Orixá ou o Guia chegou a energia mudou!” Ou: “Eu não estava a me sentir muito bem, mas foi só o Orixá ou Guia incorporar e já me senti melhor.”

Como também já escutei: “ Não senti nada!”

Claro que quando falamos desses exemplos dentro de uma mesma situação, eles tem a ver com a conexão dos médiuns e consulentes com os trabalhos que estão a ser executados.

Tanto os médiuns de uma corrente como a assistência precisam entender que o trabalho espiritual, energético e magnético gerado dentro de uma gira de umbanda não se limita apenas ao momento em que você está a ser orientado pelas entidades Guias de Umbanda.

Essa ação se inicia muitas vezes antes dos inícios dos trabalhos, como permanecem durante o trabalho e continuam após o término dele.

Me lembro ainda adolescente de escutar do Guia: “Fio, o trabalhador é meu, mas o pensador é seu.” E do tempo que eu levei para atinar para o que o Guia me queria dizer, e a mensagem era tão simples: não adiantava eu pedir auxílio seja lá para o que for se eu não me colocava em sintonia mental e comportamental com o que ele estava a pedir. Pois só eu estando em real sintonia eu tinha melhores condições de ser beneficiado pelo trabalho.

Assim, tendo explicado a importância do magnetismo mediúnico como forma de crescimento, vou expor de forma sintética os benefícios ou a influência das vibrações dos Orixás e das Linhas de Trabalho de Umbanda no campo mediúnico, energético, psíquico e emocional dos médiuns e dos consulentes:


Orixás

Oxalá – Magnetiza a fé, a confiança, o positivismo.

Logunã – Fortalece a religiosidade, a mediunidade, conduz o crescimento espiritual.

Oxum – Fortalece o emocional, o amor-próprio, o amor e integração na vida.

Oxumaré – Dilui as mágoas, as tristezas, rejuvenesce o ânimo e alegria.

Oxóssi – Expande as capacidades mentais, intelectuais e mediúnica, favorece a confiança, a coragem e o direcionamento.

Obá – Concentra a mente, traz firmeza, segurança e confiança.

Xangô – Auxilia o equilíbrio psíquico e emocional, favorece a racionalidade.

Egunitá – Purifica os excessos emocionais, energiza nossa mente e traz equilíbrio.

Ogum – Ordena os pensamentos e os comportamentos, fortalece a personalidade, traz paz e segurança.

Iansã – Direciona e ordena os comportamentos e caminhos, gera movimento e ação.

Obaluayê – Traz calma, paciência, sabedoria, transmutação padrões e situações.

Nanã – Limpa, purifica e decanta emoções viciadas, traz serenidade, tranquilidade e sabedoria.

Iemanjá – Cria, gera amor, felicidade, satisfação e vontade de viver.

Omolu – Traz sustentação, firmeza e segurança na vida.


Linhas de Trabalho

Caboclo – Traz força, firmeza, impulso, coragem e determinação…

Preto velho – Traz tranquilidade, serenidade, brandura, paciência e auxilia nossa capacidade reflexiva…

Baiano – Traz energia, direcionamento, capacidade de mudança, de despertar para novas soluções…

Boiadeiro – Traz confiança, coragem e humildade para aceitar o presente e libertarmo-nos do passado…

Marinheiro – Traz uma energia que nos auxilia na purificação emocional psíquica e energética…

Cigano – Traz uma energia de liberdade, desimpedimento que nos permite crescer e prosperar…

Criança – Traz uma energia que dissolve, dilui e desbloqueia padrões e traumas de nossa criança interior, renova nosso ânimo e alegria…

Zé Pilintra – Traz confiança, flexibilidade e visão abrangente da vida…

Exu – Traz vitalidade e potencia a nossas qualidades ao mesmo tempo que nos revela nossas fragilidades.

Pombagira – Traz estimulo, vontade, leveza, satisfação e força para vivermos com dignidade.

Fonte: Lendas de Aruanda




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11/08/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Cuidado Quando Pedir Justiça a Xangô , Artigos Interessantes ,

Cuidado Quando Pedir Justiça a Xangô

Cuidado Quando Pedir Justiça a Xangô

Não há necessidade de pedir a Xangô a justiça, Ele a fará sempre mesmo que você não peça ajuda a Ele. Na realidade evite pedir justiça, se você pedir a justiça, tenha certeza que Ele atenderá o seu pedido, mas como qualquer ser humano você tem em seu passado alguma coisa da qual se envergonha e Xangô também vai ver os seus erros e lhe dará também, ao mesmo tempo, o seu pagamento por suas obras.

Você se sente injustiçado? Então aguarde, Xangô fará a justiça por você, sem que exista a necessidade de pedir coisa alguma a Ele; mas se pedir, prepare-se, você também receberá o seu pagamento.

Se o assunto é ligado a lei e aos seus processos e você possui a verdade ao seu lado, pode recorrer a Ele com toda a garantia de vitória, mas só proceda desta forma se tiver à verdade ao seu lado, porque se você é o errado na questão, tenha certeza que Ele vai puni-lo.

A justiça de Xangô é baseada em leis Divinas, leis que têm origem Divina e não pode ser manipulada pelos homens, seja sábio.


Um caso de Umbanda:

Certa noite no final de um trabalho de gira de desenvolvimento, o Caboclo Arranca Toco riscou no chão o ponto de um caboclo da linha de Xangô conhecido por nós como Caboclo Treme Terra e dentro desse ponto colocou uma pedra.

Nessa ocasião, informou a todos da corrente que aquela noite seria a noite da justiça, que ele iria pedir ao seu irmão da linha de Xangô, que intercedesse por todos nós no sentido de buscar a justiça contra todos aqueles que haviam nos traído.

Para fazer o pedido, era simples, qualquer médium poderia se dirigir ao ponto, segurar a pedra nas mãos e mentalmente pedir a Xangô a justiça sobre o que se julgava injustiçado.

Perguntou então a corrente, quem gostaria de ser o primeiro a pedir justiça. Os médiuns mais velhos, conhecedores do rígido caráter do Caboclo Arranca Toco, ficaram quietos em seus lugares, porque sabiam que vinha desse episódio um grande puxão de orelha.

Uma das iniciantes que não o conhecia bem, disse ao caboclo: - Eu quero ser a primeira!

Dirigiu-se ao ponto e quando ia tocar na pedra, o caboclo segurou sua mão impedindo que ela tocasse na pedra e lhe disse o seguinte:

- Filha, se você tocar nessa pedra, você estará traçando o seu infortúnio futuro!

O caboclo nos deu a lição de que não existe a necessidade de pedir justiça a Xangô, Ele a fará mesmo que você não peça. 

Explicou ainda que todos que pedem por justiça, na realidade querem a vingança. Se desejam a punição do próximo, é porque alimentam prazer pela possibilidade do castigo que será aplicado em outra pessoa.

O passado não pode mais ser mudado, se algo ruim aconteceu no passado envolvendo você e outras pessoas, tenha certeza que todos desejariam voltar no tempo e corrigir os seus erros. Isso, porém, não pode ser feito. Desta forma, perdoe as ofensas e as traições. Se você é realmente umbandista, você tem a obrigação moral de perdoar qualquer ofensa.

Você foi traído, foi injustiçado, foi roubado, ou lhe fizeram coisas que o magoaram, esqueça-as; confie em Deus, em Xangô e em seus amigos espirituais, porque eles farão justiça por você.

Jamais peça a Xangô a punição de outra pessoa, porque nesse caso você não quer justiça, você quer vingança, sentimento nada típico de um médium ou de um seguidor umbandista.

Em relação aos canalhas, exploradores da fé alheia, matreiros e vagabundos da espiritualidade, de Xangô só temos uma coisa a lhes dizer:

- Com o tempo eles irão conhecê-lo e também conhecerão a dureza e a imparcialidade de suas leis, tenham a certeza disso!

Fonte: Nuss


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09/08/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Orixá e o Silêncio , Artigos Interessantes ,

Orixá e o Silêncio

Cadê ? 
Onde está?
Rezo, oro, canto e louvo.
E nada
Simplesmente nada.
Nem uma resposta, nem um auxílio.
Pra que a fé, se nada muda?
Pedi a Orixá e nada aconteceu.
Faço tudo certo.

Dou flores,comidas, velas e o meu clamor.
Mas parece que nada é suficiente para eles.
Penso em desistir
Em mudar de religião.
Ou então não crer em mais nada...

Mas ai é nesse momento que Orixá me responde:
Do que adianta tantas velas acesas?
Se sua fé já está apagada?

Do que adianta pedir, pedir, pedir.
E nunca agradecer?

Do que adianta desistir da sua religião.
Se sem fé religião alguma não lhe ajudará?

Filhos e filhas....
Não esperamos que vocês nos compreendam.
Só esperamos que vocês confiem!

Querem força?
Lhes trarei oportunidade de vocês aprenderem a serem fortes!

Querem emprego?
Lhes darei a oportunidade de vocês correrem atrás e conquistarem seus objetivos!

Querem amor?
Lhes trarei a oportunidade de vocês aprenderem a amar a si e aos outros!

Viver para ORIXÁ não é ter uma vida na bandeja.
Com tudo pronto.
Tudo perfeito.

Viver para Orixá é aprender a viver a vida como ela é .
Com altos, baixos, dores, perdas, alegrias, tristezas e vitórias.

Não é uma vida fácil.
Mas é uma vida verdadeira.

Autoria desconhecida





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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Para ser um Bom Médium , Mediunidade ,

Para ser um Bom Médium

Há médiuns que são mais evoluídos que outros e esse fato se dá porque cada um tem seu estágio de evolução individualizado e diferenciado, e isso deve ser respeitado sem que sejam emitidos pareceres, criticas e julgamentos. E, que fique muito claro que o médium bom verdadeiramente, não é aquele que se comunica facilmente com o plano espiritual, mas sim aquele que a sua conduta moral mais se assemelha aos espíritos evoluídos na prática do bem.

Para que os espíritos desencarnados se manifestem e operem com suas obras e feitos, imprescindível será a presença do médium em equilíbrio, eis que este é o que servirá de intermediário entre o visível e o invisível, entre a Terra e os demais planos, e a ele caberá a doação de fluidos energéticos para que ocorra a comunicação e os fenômenos entre encarnados e desencarnados.

Logo, cabe ao médium Orar e Vigiar, esse é o primeiro degrau da escada que dará acesso ao início do desenvolvimento, pois somente assim será possível manter-se o equilíbrio em pensamentos e atitudes, assim estará conectado e vibrando positivamente, atraindo para si e para todo seu entorno energias boas e espíritos benévolos. Mais importante que se afinizar com as energias superiores, é o desenvolvimento das suas qualidades pessoais e a reforma íntima diária, afinal, somos seres em constante aperfeiçoamento e desenvolvimento.

Sabedores que a imperfeição humana é latente nos habitantes deste plano, devemos como médiuns equilibrados cuidarmos só, e somente só, de nossas vidas, eis que somos espíritos individuais, e na escola da vida, somente nós podemos passar pelas provas, nossos pais, filhos, amigos e parentes não fazem nossas provas da vida, nem mesmo as escolares, e não aprendem por nós. Somos individuais, aceitemos esta condição de sermos por nós e para nós, sem que com isto sejamos egoístas, tenhamos a humildade de entender o que está sendo posto, e assim poderemos subir o segundo degrau para o início do desenvolvimento.

O terceiro degrau é alcançado quando nós médiuns conseguimos nos abster dos julgamentos e comentários acerca dos comportamentos individuais de cada indivíduo, entendamos que não devemos nos preocupar com a vida e com os atos alheios, nem valorá-los, deixemos de julgar nosso próximo, devemos ter em mente que a hipocrisia de se ter a perfeição deve ser afastada, até porque o planeta é de provas e expiações, e necessária é a imperfeição humana para que haja a evolução e para que você como médium, instrumento, poder auxiliar seu próximo, pense e reflita: se não existir o problema, não haverá aprendizado, e não haverá a possibilidade de haver o auxílio espiritual, aceite e deixe de lado o preconceito, de raça, cor, opção sexual, estilo de vida, uso de vícios, e quaisquer outros, pois que cada um está no seu momento, entenda e aceite que este julgamento não cabe ao médium equilibrado, julgue-se e esqueça de falar do próximo, se assim fizer, estará no topo do entendimento para não interferir na comunicação espiritual e será um bom médium.

Fonte: Arte Folk



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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Lição de Exu , Artigos Interessantes ,

Lição de Exu

Uma vez um homem muito distinto chegou no terreiro para passar na consulta .

Era gira de Exu e ele queria conversar de igual pra igual. Achava que falar com Preto Velho e Índio era coisa de gente atrasada.

Já chegou com uma bonita garrafa de Whisky e uma caixa de charutos pra "Agradar" o "Camarada" - se gabava todo.

Chegou sua vez, sentou na frente do Exu e logo soltou um Saravá como se fossem amigos a muitos anos.

Sr. Capa Preta muito cordial, mas não com cara de muitos amigos respondeu boa noite e indagou o que o homem fazia ali:

- Sabe, eu já frequento muitos terreiros, sou empresário , e até tenho um Exu que me acompanha.... Ihhhhhh quando ele encosta em mim eu bebo ! Bebo que nem vejo o que faço... Pois então eu quero uma ajuda "pros negócios" que andam meio fracos... Eu fui em outro terreiro mais achei o trabalho devagar não deu muito resultado...

Sr. Capa Preta, deu uma risada sarcástica e prosseguiu a conversa:

- Pois bem homem... Eu estou bêbado ? Embriagado ? Sem saber o que faço ?

- Hããã ... Não me parece - respondeu o homem

- Essa garrafa de bebida que você trouxe ?

- Ahhh é um agrado pra você, se não estiver bêbado é uma boa oportunidade não acha rs ? Whisky bom, envelhecido, só bebo o melhor ... E tem charutos também, não comprei esses de macumba não, comprei cubano ... Só fumo o melhor!

- Pois então - respondeu Sr.Capa Preta - Se eu estivesse bêbado, sem saber o que faço teria crédito minha conversa ?

-Se você me encontrasse na rua bêbado, fumando um charuto "cubano" atrás da rua você me pediria um conselho ?

O homem coçou a cabeça confuso ...

- Pois então Exu não é pinga, confusão, perturbação. Eu manipulo a bebida, o cigarro para espargir as larvas astrais, quebrar o que está enfeitiçado. Esse negócio de "Meu Exu" beber, e fazer trapalhadas é coisa de médium mal instruído, de gente que não conhece sua religião, de gente que põe desculpas nos seus vícios e coloca toda a culpa em nossa legião.

O homem estava envergonhado, mas Sr. Capa Preta prosseguiu:

- Essa culpa eu não carrego, meus desmandos já paguei e estou pagando, agora pagar pelos desmandos do povo da Terra, isso não vai dar não ! Exu não ataca ninguém, agimos dentro da Lei Maior e sempre guiamos para o caminho melhor, o caminho do Bem.... O resto é invenção de quem não tem o que fazer...

- Mil desculpas pela minha ignorância ! - respondeu o homem.

- Quer melhorar seu negócio ?

- Sim ! É o que eu mais quero ! - disse o homem

-Pois então trate de parar de beber, principalmente durantes as reuniões, pra pelo menos saber o que está fazendo. Se você parar de comprar essa bebida cara vai sobrar mais dinheiro no fim do mês e vai dar para levar sua mulher e filhos pra passear. E boa noite ! E boa Sorte ! - Concluiu Sr. Capa Preta.

O homem respondeu o boa noite e saiu envergonhado com a garrafa embaixo do braço e os charutos no bolso.

Algum tempo depois ele voltou para agradecer, disse que tinha parado de beber e que seus negócios e família iam muito bem.

Sr. Capa Preta limitou-se em dizer:

-Isso, é isso que um Exu faz !!!

Laroyê Sr. Capa Preta !

Fonte: Cantinho São Francisco de Assis


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04/08/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Homenagem a Omulu 2019 , Fotos ,

Homenagem a Omulu 2019

Homenagem a Omulu 2019

Homenagem Tulca a Omulu

Homenagem ao Orixá Omulu

Nossa Homenagem ao Pai Omulu

Família Tulca em Gira festiva, em 03/08/19, saravando este grande Orixá! Gratidão a todos pela presença e boas vibrações! Que Pai Omulu os conceda felizes transformações em suas vidas! Atotô!





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30/07/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Nossos Umbigos , Mediunidade ,

Nossos Umbigos

O terreiro de Umbanda, como um hospital de almas ou pronto socorro emergencial, recebe nos dias de sessão ou "gira" uma quantidade razoável de encarnados, mas somente os espíritos desencarnados que lá trabalham, é que podem vislumbrar a imensidão de desencarnados que se movimentam no ambiente, em busca de ajuda. Ordenados e amparados por seus tutores, chegam estropiados e com aparência assustadora, uma vez que em sua maioria representam aqueles que cansaram ou esgotaram suas forças, na vida andarilha do pós-morte do corpo físico.

Voltam a pátria espiritual e dela não tem conhecimento e sem noção da continuidade da vida, quando não, desconhecem até mesmo sua condição de espírito desencarnado e por isso continuam a sentir os desejos, ambições, gostos e dores da vida física e nesse caminho, definham suas energias.

Quando conseguem alcançar algum vislumbre de consciência de sua realidade, permitem a ajuda dos benfeitores que os encaminham a algum local sagrado, onde medianeiros encarnados possam ajudá-los através do choque anímico, permitindo o total desligamento da matéria. Neste momento os chamados Centros Espíritas e de Umbanda, tornam-se "oásis" em seus desertos e como pontes entre os céu e a terra, permitem a passagem de volta à casa.

Naquela noite chuvosa e fria, a maioria dos médiuns daquele terreiro, ressentidos pela dificuldade de deixarem o conforto dos lares, faltaram ao trabalho espiritual e o dirigente preocupado com o atendimento dos doentes que se apinhavam no espaço que dia-a-dia se tornava pequeno, ajoelhou-se em frente ao congá, assumindo sua tristeza diante dos Guias espirituais. Deixou correr duas lágrimas para aliviar seu peito angustiado. Pensou em como fora seu dia e nas atribulações a que já deveria estar acostumado, mas que agora pesavam mais pela saúde que já lhe faltava. Nas dificuldades financeiras, no aluguel da casa que já vencera e nos tantos atrapalhos que ocorreram em seu ambiente de trabalho naquele dia. Sem contar na visita que viera de longe e que deixara em casa esperando pela sua volta do terreiro. Nada disso o impediu de fazer uma prece no final do dia, de tomar seu banho de ervas e seguir a pé até o terreiro, enfrentando a distância e o temporal que se fazia.

Sentia-se feliz em cumprir sua tarefa mediúnica, mas como havia assumido abrir um "hospital de almas", juntamente com outros irmãos que se responsabilizaram perante a espiritualidade em servir à caridade pelo menos nos dias de atendimento ao público, sabia que sozinho pouco podia fazer.

Pedindo perdão aos guias pela sua tristeza e talvez incompreensão em ver os descaso dos médiuns, que a menor dificuldade, escolhiam cuidar dos próprios umbigos à servir aos necessitados, solicitou que se redobrasse no plano espiritual a ajuda e que ninguém saísse dali sem receber amparo.

Olhando a imagem de Oxalá que mesmo ofuscada pelas lágrimas, irradiava sua luz azulada, sentiu que algo maior do que a lamparina aos pés da figura, agora brilhava. Era uma energia em forma de fios dourados que se distribuíam, a partir do coração do Cristo e que cobriam os poucos médiuns que oravam silenciosos, compartilhando daquele momento, entendendo a tristeza do dirigente.

Agindo como um bálsamo sobre todos, iniciaram a abertura dos trabalhos com a alegria costumeira. Quando o dirigente espiritual se fez presente através de seu aparelho, transmitiu segurança a corrente, com palavras amorosas e firmes e nesse instante, falangeiros de todas as correntes da Umbanda ali "baixaram" e utilizando de todos os recursos existentes no mundo espiritual, usaram ao máximo a capacidade de cada médium disponível, ampliando-lhes a percepção e irradiação energética, o que valeu de um trabalho eficiente e rápido.

Harmoniosamente, os trabalhos encerraram-se no horário costumeiro e todos os necessitados foram atendidos.

Desdobrados em corpo astral, dois observadores descontentes com o final feliz, esbravejavam do lado de fora daquele terreiro. Sua programação e intenso trabalho para desviar os médiuns da casa naquela noite, no intuito de enfraquecer a corrente e consequentemente, infiltrarem suas "entidades" no meio dela, havia falhado. Teriam que redobrar esforços na próxima investida.

Quando as luzes se apagaram e a porta do terreiro fechou, esvaziando-se a casa material, no plano espiritual, organizava-se o ambiente energético para logo mais receber os mesmos médiuns, agora desdobrados pelo sono.

Passava da meia noite no horário terreno e os médiuns, agora em corpo de energia voltavam ao mesmo local do qual a pouco haviam saído. Os aguardavam, silenciosos ouvindo um mantra sagrado, seus benfeitores espirituais. Tudo estava muito limpo e perfumado por ervas e flores. Um a um, ao adentrar, era conduzido a uma treliça de folhas verdes e convidado a deitar-se, recebendo ali um banho de energias revigorantes. Quando todos já se encontravam prontos, seguiram em caravana para os hospitais do astral e lá, como verdadeiros enfermeiros, auxiliaram por horas a fio a tantos espíritos que horas antes haviam estado com eles no terreiro e recebido os primeiros socorros.

No final da noite, o canto de Oxum os chamava para lavarem a "alma" em sua cachoeira e assim o fizeram, para somente depois retornar aos seus corpos físicos que se permitia descansar no leito.

-Vó Benta, mas e aqueles médiuns que faltaram ao terreiro naquela noite, perderam de viver tudo isso?

-Nem todos zi fio! Nem todos! Dois ou três deles, faltaram por necessidades extremas e não por desleixo e assim sendo, se propuseram antes de dormir, auxiliar o mundo espiritual e por isso foram convidados a fazer parte da caravana.

- E aqueles que mesmo não tendo comparecido por preguiça, se ofereceram para auxiliar durante o sono, não foram aceitos?

-A preguiça, bem como qualquer outro vício, é um atributo do ego e não do espírito, mas que reflete neste. Perdem-se grandes e valiosas oportunidades a todo instante pela insensatez de ouvirmos o ego e suas exigências. O tempo, zi fio, é oportunidade sagrada e dele se faz o que bem quer cada um. O minuto passado, não retorna mais, pois o tempo renova-se constantemente. O amanhã nos dirá o que fizemos no ontem e esse tempo que virá é nosso desconhecido, por isso não sabemos se nele ainda estaremos por aqui servindo ou se em algum lugar, clamando por ajuda de outros que poderão alegar não ter tempo para nós, pois precisam cuidar de seus umbigos.

Assim é a vida, zi fio. Contínua troca!

Vovó Benta - Leni W. Saviscki



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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , O Representante dos Guias , Mediunidade ,

O Representante dos Guias

Se você acredita que o médium é apenas uma responsabilidade no dia da gira... você não entendeu nada do que é ser médium de Umbanda.

É muito simples no dia da gira, vestir o branco, colocar suas guias, ficar em silencio e incorporar... na verdade acho isso até robótico.

Vejo muitos filhos de Umbanda se vangloriando em ter um Orixá, dizendo sou Filho de Ogum, sou Filha de Yansa, sou Filho de Xango... tenho Pai João, Caboclo Arranca Toco, Peito de Aço... meu Exu é esse e muitos mais. Não que eu seja contra esta estima pelos guias, sou completamente a favor do Amor por Eles, acredito que tem que ter orgulho de dizer, “esse é o Meu Guia”. Mas para dizer isso, precisa existir responsabilidade, maturidade e muita dedicação. O médium é o representante encarnado dos guias, ele é quem vai mostrar e provar que reconhece e aprende os valores que Seus Guias lhe trazem e ser a manifestação Deles em terra. Isso não se mostra incorporado, se mostra no dia a dia, em casa, na família, no trabalho.

Pergunto então:

Você representa os seus guias!?

Quando lá do alto o Caboclo te olha ele diz: Esse é o meu filho!

Os seus guias tem orgulho de você?

Já dizia, "Umbanda é Coisa séria para gente séria". (Caboclo Mirim).

As atitudes morais de um médium são extremamente importantes. O que diria um Preto Velho de um médium fofoqueiro, o que diria um Exu de um médium mentiroso?

Nós, médiuns, filhos de Orixás, devemos ter a responsabilidade de carregar seres tão grandiosos em nossas coroas. Não dá mais para cair nesta conversinha que o guia é o guia e o médium é o médium. Estamos em uma busca juntos, médium e guia, existe um porquê, existe um motivo, e precisamos ser cada dia mais o que Eles esperam de nós.

Repito, Umbanda é para poucos, pois poucos entenderão que viver a Umbanda está além dos olhares.

Queiram se vestir dos guias, incorporar a verdade da vida, ser honesto e justo, para que possam se ajoelhar para Xangô e agradecer ao Pai Ogum!

Umbanda de Raiz



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26/07/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Médium Indisciplinado , Mediunidade ,

Médium Indisciplinado

Quando um consulente, durante uma Gira, é atendido por um Guia, aquele é um momento mágico; muitas vezes, esclarecedor, divisor de águas e decisório na vida da pessoa. E é assim que tem que ser: ISSO É UMBANDA - ajuda, amparo e orientação!

No atendimento, a pessoa enxerga aquela incorporação como a materialização da Umbanda. Para ela, o Guia é o representante da religião e o que ele fala ou faz é reflexo do que é a Umbanda.

Essa visão pode se tornar deturpada na medida em que o consulente desconhece a possibilidade do médium desequilibrado intervir na incorporação e vai embora da Gira com uma impressão errada da nossa religião.

Dentre os vários mitos em torno da incorporação dos Guias, há um que se destaca pelo potencial de influenciar negativamente o consulente em relação ao seu conceito do que é a Umbanda: Guias bravos, estúpidos, secos, mal educados, tratando mal todo mundo!

Meu entendimento é que todo Guia, para conquistar o grau de Guia, passou por muito estudo, muito trabalho, muita vivência, onde adquiriu muita sabedoria. Na minha visão, os Guias são espíritos de irmãos mais velhos e realmente muito mais evoluídos do que nós.

Como é que alguém que adquiriu maturidade e equilíbrio pode ser estúpido e mal educado? Como assim?

Há aqueles Guias “incorporados” que só sabem dar bronca, criticar, julgar e condenar. Daí, o consulente sai da Gira muito pior do que chegou; mais triste, mais culpado, mais nervoso e, muitas vezes, com raiva da Casa, do Guia e da Umbanda. E sai falando mal por aí e nunca mais volta. E dou toda razão, pois eu faria o mesmo se estivesse buscando ajuda e recebesse pedradas!

Até os cambones evitam trabalhar com esses Guias, pois muitas vezes são mal tratados com palavras ríspidas, autoritárias e humilhantes.

Que fique muito claro uma coisa: ISSO NÃO É UMBANDA - isso é médium em animismo, colocando para fora toda sua revolta, raiva e stress que estava acumulado, contido e abafado dentro dele e explodiu na incorporação.

Uma coisa é ter um Guia específico que é mais direto, mais sério, mais disciplinador. Outra coisa é ter a maioria (ou todos) os seus Guias apresentando-se com raiva e revolta dos nossos erros e limitações encarnadas.

Caridade também é compreensão, compaixão, tolerância, paciência, incentivo e esperança - e o Guia sabe disso melhor que ninguém!

O Guia, que é calmo, equilibrado, tem discernimento e nutre por nós um amor incondicional, olha para seu médium com o carinho e a tristeza do pai que vê seu filho doente da alma.

Mas ele continua vindo e incorporando assim mesmo, pois é refletindo o íntimo de seu filho que talvez ele o desperte para os desequilíbrios de sua vida que estão se materializando durante a incorporação. E, consciente de si mesmo, esse médium busque ajuda para mudar e melhorar.

Você, médium que incorpora e dá consultas em seu terreiro, faça uma auto-análise, faça uma reflexão de seus Guias e o comportamento deles e meça onde termina o seu ego desequilibrado e onde começa a sabedoria e o amor do Guia durante as incorporações.

Texto publicado no Jornal de Umbanda Sagrada em Agosto de 2014




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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Os Trabalhos em um Terreiro de Umbanda , Umbanda ,

Os Trabalhos em um Terreiro de Umbanda

O QUE ACONTECE NO PLANO INVISÍVEL DURANTE OS TRABALHOS NUM TERREIRO DE UMBANDA?

Geralmente, a pessoa que procura um terreiro de Umbanda para receber um passe energético ou orientação do plano espiritual chega em desequilíbrio emocional, mental, quando não com distúrbios no corpo físico, e, por sintonia, traz consigo espíritos desencarnados que estão vibrando no mesmo diapasão. O auxílio espiritual inicia-se no momento em que o consulente entra no terreiro.

Já no portão de entrada encontramos, a postos, os Exus que farão a triagem dos espíritos desencarnados, acompanhantes do consulente. Essa triagem separará os desencarnados conforme o seu momento consciencial, de merecimento e grau de maldade, liberando para alguns a entrada ao templo, enquanto, para outros, a permissão será vetada, ficando esses últimos retidos na tronqueira – assentamentos dos Exus.

A reclusão será por um determinado tempo e, após esse período, serão encaminhados a outros locais, conforme determinação do Alto.

Para que o terreiro tenha o amparo dos espíritos benfeitores, é de máxima importância que haja disciplina, organização e respeito, bases essas onde serão firmados todos os trabalhos. Para tanto, é essencial um horário predeterminado para iniciar e terminar os trabalhos, bem como um ritual que organizará as tarefas, sejam elas mediúnicas ou relativas à assistência; respeito entre os médiuns trabalhadores e à hierarquia; ausência ou controle de fofocas, melindres ou qualquer outro tipo de desarmonia nos relacionamentos.

Consequentemente, a sessão de caridade no plano físico terá horário de término, ao passo que, na sua contraparte invisível, os trabalhos de socorro continuarão adentrando a noite. Geralmente, nessa segunda parte dos atendimentos, a espiritualidade solicita a presença de alguns médiuns que, em desdobramento natural do sono físico, ajudarão nas tarefas de socorro, fornecendo o ectoplasma necessário.

Do livro Ensinamentos Básicos de Umbanda - Lizete Chaves e Daisy Mutti



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22/07/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Preceito Umbandista , Ritualísticas ,

Preceito Umbandista

“... Umbanda tem fundamento. É preciso estudar.”

Assim como nas demais religiões, a Umbanda é composta de rituais e procedimentos necessários para a execução de um bom trabalho de atendimento e para melhor preparo de seus trabalhadores independente da função que realize dentro do terreiro.

Vamos falar do preceito, é um ritual de preparo do médium feito às vésperas do atendimento em si e no dia da gira, seja ele médium de incorporação, cambone, curimbeiro, etc.

Primeiramente, qual o significado da palavra preceito?

Preceito é uma palavra que vem do latim praeceptus que significa ordem, regra, norma, condição. Pode dizer respeito a uma doutrina, mandamento ou ensinamento. Pode ser as bases de uma religião.

No catolicismo, os fiéis fazem preceito no período da semana santa, os evangélicos também realizam um preceito no período da sua santa ceia e assim por diante.

Na Umbanda, o preceito é realizado na véspera e no dia da gira.

O preceito consiste em realizar uma limpeza e resguardo de energias puras no corpo do médium. E durante esse dia, o médium faz refeições leves; não come carnes; não mantém relações sexuais; não ingere álcool e evita ao máximo situações de estresse e nervosismo.

Mas, por quê?

- A carne que consumimos vem de animais mortos em abatedouros e a carne traz consigo todo o sofrimento daquele animal e isso interfere negativamente na energia do médium

- Refeições pesadas tendem a demorar a ser digeridas e durante esse processo causa a famosa moleza no corpo e isso interfere na disposição do médium.

- Álcool como todos sabem, altera o estado psicológico do indivíduo e, portanto, altera a disposição e atenção do médium.

- No sexo há troca de energias com a outra pessoa e há também um gasto excessivo da energia do próprio médium.

- Estresse/nervoso altera o psicológico e o estado emocional do médium e, dessa forma, recomenda-se que o médium esteja em paz consigo mesmo, equilibrado e em paz com seus irmãos e demais pessoas que o cercam.

Evitando todas essas situações o médium purifica seu corpo de dentro pra fora e acumula a energia que os guias necessitam para execução do trabalho.

Enfim, o preceito é um ritual umbandista, tem fundamento e o médium deve respeitá-lo e realizá-lo com amor. Todavia, a partir do momento em que dedicar-se à sua religião for um sacrifico realizado por obrigação, é aconselhável submeter-se a uma autoanálise a fim de saber se este é o caminho que te faz feliz.

Mas, meus irmãos, apenas uma observação e deixemos a hipocrisia de lado e usemos bastante o bom-senso:

O preceito é um ato de purificação e resguardo de força e não adianta nada o médium se entupir de carne e cachaça a semana inteira, viver uma vida sexualmente compulsiva e ainda ser aquela pessoa intragável ou que vive em desavença com os outros. Daí, chega a véspera da gira, o ser parece que virou um santo e chega no terreiro o próprio cordeiro imaculado.

Peraí, né?!

A semana tem 7 dias, o preceito dependendo da casa pode ser de 12h, 24h ou mais horas e aí o cidadão acha que 1 diazinho é suficiente para limpar seu corpo e concentrar sua energia. Ou o que é pior, enquanto está dentro do terreiro trata todos com muito amor, porém é só sair portão a fora se transforma ou retorna-se ao estado original de um sujeito desagradável e sem amor.

Cabe até um conselho que é bom sim e pra quem é bom entendedor, tem um valor maior que muitos tesouros:

Somos umbandistas, irmãos. Nossa religião prega o amor, a caridade, a humildade, a sabedoria. Mas, não viemos prontos e ao passar a conhecer a religião mais a fundo, percebemos que há muita coisa que precisamos eliminar em nós mesmos e muito a melhorar no nosso interior. É a famosa reforma íntima que é realizada dia a dia progressivamente.

A Umbanda é linda, irmãos e fascinante e precisa ser absorvida e integrada em nosso modo de vida. Não é fanatismo, é viver de acordo com o que se dissemina.

Vamos então mostrar ao mundo o quão é linda através dos nossos gestos e atitudes.

Axé, irmãozinhos de fé!

Saravá Umbanda!

Centro de Umbanda Iemanjá e Ogum Beira Mar




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21/07/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Homenagem à Oxum 2019 , Fotos ,

Homenagem à Oxum 2019

Homenagem à Oxum 2019

Oxum 2019

Oxum na Tulca 2019

Gira festiva em homenagem à Orixá Oxum, no dia 20/07/19, na sede da Tulca. Gratidão a todos pela presença e boas vibrações! Que Oxum os abençoe abundantemente! Orayêyêo!






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16/07/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , O Orixá e o Silêncio , Artigos Interessantes ,

O Orixá e o Silêncio

Cadê? Onde está? Rezo, oro, canto e louvo e nada.
Simplesmente nada, nem uma resposta, nem um auxílio.
Pra que a fé, se nada muda?

Pedi ao Orixá e nada aconteceu...
Faço tudo certo. Dou flores, comidas, velas e o meu clamor, mas parece que nada é suficiente para ele. Penso em desistir, em mudar de religião, ou então não crer em mais nada.

Mas aí, é nesse momento que Orixá me responde:

Do que adianta tantas velas acesas?
Se sua fé, já está apagada?

Do que adianta pedir, pedir, pedir...
E nunca agradecer ?

Do que adianta desistir da sua religião...
Pois sem fé, religião alguma lhe ajudará.

Filho, não esperamos que você nos compreenda...
Só esperamos que você confie!

Queres força? Lhe trarei oportunidade de você aprender a ser forte!
Queres emprego ? Lhe darei a oportunidade de você correr atrás e conquistar seus objetivos!
Querer amor? Lhe trarei a oportunidade de você aprender a amar a si e aos outros!

Viver para Orixá é ter um aprendizado constante todos os dias.

Viver para Orixá é aprender a viver a vida, como ela é:

Com altos

Baixos

Dores

Alegrias

Perdas

E vitórias

Não é uma vida fácil. Mais é uma vida verdadeira!

Autor desconhecido





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Terreiro Perfeito?

Uma casa religiosa precisa, necessariamente, ser um local que proporciona paz, conforto, esperança; que inspire a busca incessante por felicidade, bem estar, alegria. Um local em que, ao pisarmos, sintamos o coração bater mais rápido, o braço arrepiar-se, a alma ficar mais leve.

Quando decidimos fazer parte de uma casa religiosa, o esperado é que encontremos um local que nos complete e que nos faça sentir bem. Se o local onde frequentamos nos proporciona outros tipos de emoções, especialmente se contrárias, então devemos repensar se estamos no local correto.

Encontraremos outros que também anseiam por esse sentimento de pertencimento e encontro do interno com o externo. Alguns virão, outros irão. Não sentiremos afinidade com todos e, às vezes, podemos mesmo sentir aversão por alguns.

Neste caso, o essencial é saber conviver com a diferença, respeitando os espaços de cada um e as funções assumidas. Podemos não gostar, por exemplo, de um determinado médium, mas precisamos saber diferenciá-lo da entidade com quem trabalha e devotar a ela todo apreço que dedicaríamos a qualquer outra ali.

Mas, talvez, estejamos esperando encontrar aquela casa, aquele grupo mediúnico, que seja perfeito. Que nada há para consertar, que está tudo pronto, acabado. Um local em que tudo funcione como deve funcionar, naturalmente, sem causar aborrecimentos de espécie alguma. Um local onde o amor flua plenamente entre todos os membros, que todos se deem bem, se visitem, estimem-se em abundância e tudo seja, sempre, um mar de rosas.

O problema é que tal local não existe. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, podemos ler que: a felicidade não é deste mundo, o que equivale a dizer que a perfeição não é deste mundo. Não encontraremos uma casa religiosa perfeita porque não somos perfeitos; se não somos perfeitos, como vamos esperar a perfeição dos outros que, como nós, igualmente buscam seu lugar ao sol?

Precisamos, sim, encontrar um local onde nos sintamos bem e onde possamos nos aplicar, desenvolver, trabalhar, servir, estabelecer laços de amizade e crescer, fazendo, igualmente, a nossa parte para que os demais também o consigam.

Por Casa de Preto Velho



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Desabafo de uma Macumbeira

1. Eu sei que macumba é o nome de uma árvore da qual se faz um instrumento de percussão com o mesmo nome, e que por consequência, macumbeiro seria quem toca o instrumento “macumba”. Também sei que este é um termo amplamente usado pejorativamente para designar trabalhos decorrentes de religiões afro-brasileiras, ou os denominados “despachos”. Mas uso aqui o termo “macumbeira” de propósito, pra quebrarmos de vez esse preconceito tolo. Vou pra macumba, faço macumba, e isso não tem nada de mal. Não prejudico as pessoas, não amarro ninguém, sou a favor do amor e da felicidade. Talvez você, que use esse termo com a intenção de denegrir alguém, seja o tipo de pessoa que fere, machuca e maltrata os outros. Eu não sou.

2. Eu acredito num Deus único. Às vezes o chamo de Olorum, às vezes de Zambi, ou ainda de Pai Maior, de Criador Onipotente, de Nosso Pai. Às vezes o chamo simplesmente de Deus. Se você acha que o Deus da sua religião é diferente do da minha, quem acredita que existe mais de um Deus é você e não eu.

3. Eu não idolatro imagens. Não acho que a imagem que eu tenho no meu terreiro ou na minha casa é a própria divindade. Não sou idiota. Seria o mesmo que dizer que ao beijar uma foto, eu pense que estou beijando a própria pessoa. Não menospreze a minha inteligência.

4. Considero os Orixás como qualidades divinas, irradiações do Pai todo poderoso, que minha religião usa respeitosamente e didaticamente para que entendamos como essas manifestações atuam em nossas vidas. Não é fácil entender isso. Vá estudar a respeito, e quem sabe um dia possamos conversar de igual pra igual.

5. Se você acredita que alguém está passando por algum problema na vida (seja financeiro, de relacionamento ou de saúde) pelo simples fato de ser umbandista, então provavelmente você é uma pessoa milionária, que nunca sofreu nenhuma desilusão e nunca ficou (nem ficará) doente. Se não é o seu caso, nada justifica um pensamento tão absurdo como este. Reveja seus conceitos.

6. A minha religião não cultua o demônio e só faz o bem. Se você conheceu alguém que se denominava umbandista e era do mal, saiba que isso é do indivíduo e não da religião. Do mesmo modo, há padres promíscuos, pastores usurpadores, espíritas soberbos que não são capazes de doutrinar nem seus demônios internos, quanto mais os dos outros. Gente ruim há em todo o canto. Não culpemos a religião pelas maldades do ser humano.

7. Sei que isso é óbvio, mas quero deixar claro que a Umbanda é uma parte importante da minha vida, mas ninguém precisa ser umbandista pra ser meu amigo. O que precisa é me respeitar e respeitar a minha religião. O fato de não acreditar nas mesmas coisas que eu não interfere em nossa amizade, desde que haja um respeito mútuo. Se minhas publicações em redes sociais o agridem, faça a gentileza de me excluir. Se minha religião o incomoda a ponto de você não conseguir conter a sua língua, favor me excluir também da sua vida. Está aí um cordão energético que não faço a menor questão de manter.

8. Se você sentir que algumas dessas palavras foram direcionadas a você, espero de verdade que elas toquem fundo o seu coração e lhe façam refletir.

9. Umbanda não é um balcão de negócios. Eu levo a sério a minha religião. Mas fique tranquilo: se um dia você precisar, pode procurar um Terreiro, pois não discriminamos ninguém. Com certeza você será bem atendido. Só prepare-se: as entidades falam o que você precisa ouvir, não necessariamente o que você quer escutar.

10. Independente da opinião de uns e outros, tento fazer a minha parte da melhor maneira possível. Às vezes erro, pois não sou perfeita. Mas estou firme em minha caminhada. A maioria dos críticos ácidos estão bem distantes da sua. Fica a dica.

Pra finalizar, agradeço por lerem meu desabafo. E a todos, independente da religião, desejo paz e luz na caminhada.

Erica Camarotto


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08/07/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Dificuldade de Convivência no Terreiro , Mediunidade , Umbanda ,

Dificuldade de Convivência no Terreiro

Seu compromisso é com os guias

A mediunidade é uma missão que foi firmada no astral antes mesmo de você encarnar, é um compromisso seu com a espiritualidade superior. Não é à toa que você nasceu médium, não foi para agradar ninguém e nem para receber a aprovação alheia.

O principal motivo hoje da saída das pessoas dos terreiros em que se encontram é problemas de relacionamento com outras pessoas, seja com o Pai de Santo ou alguém da hierarquia, seja com os irmãos da corrente.

Dentro da mesma casa, há filhos das mais diferentes convicções. Formam-se grupos de acordo com as afinidades de cada um, as chamadas infelizes “panelinhas". E lamentavelmente, um grupo rivaliza com o outro. Somado a isso, há muita vaidade, ego, ciúmes, fofocas, desejo de diferenciação dos outros.

E quando o médium encontra toda esta situação, desanima-se com o terreiro, e muitas vezes, com a Umbanda como um todo. Ele esquece que não está ali pelas pessoas, mas para cumprir seu compromisso com os guias.

A missão da Umbanda é a prática da caridade, e somente esta. Embora no convívio regular com os outros médiuns formamos laços de amizade, passando até mesmo a considerar alguns como familiares, o objetivo não é que todos sejam seu amigo. Estamos ali para auxiliar o próximo.

No entanto, para que uma casa esteja fortalecida, para assegurar que a corrente esteja firme, é preciso união. A fim de obter isso, não é necessário que todos gostem uns dos outros a tal ponto de chamarem-se de melhores amigos, mas o respeito deve fazer-se presente.

Os médiuns fiquem sempre cientes que o terreiro é um lugar sagrado, e por isso, deixem as diferenças de lado durante o ritual. Vençam o próprio ego e saibam trabalhar como uma equipe, uma corrente forte. Lembrem, vocês estão numa religião para evoluir espiritualmente

Lamentavelmente, há situações em que são necessárias medidas mais duras diante de comportamentos inadequados dentro do terreiro, mas isto cabe ao dirigente da casa averiguar. Caso você identifique alguma atitude que considere incorreta, conte ao Sacerdote de sua casa. Não inicie discussões, nem espalhe fofocas, muito menos interrompa sua caminhada na Umbanda. Lembre-se de que Xangô é justo.

A longo prazo, as picuinhas, intrigas e melindres causam mais sofrimento do que manter a postura de humildade e simplicidade. Estamos todos em aprendizado espiritual. Em qualquer agrupamento humano que enfrentaremos, seja no trabalho, família, política, escola ou outros locais religiosos, encontramos problemas semelhantes.

A postura mais efetiva é ser o exemplo. Ter uma postura correta e disciplinada. As palavras pouco têm poder de mudar os outros. Quando você aponta o dedo para o defeitos alheio, a tendência é que a pessoa se feche e fique na defensiva. Mas se esta pessoa te vê como um modelo de conduta correta e disciplinada, ela sente-se inspirada.

Todo mundo sabe as lições básicas: não falar mal dos outros, não espalhar fofocas, não julgar os irmãos. E principalmente, abandonar a arrogância. Ninguém é dono da verdade. A humildade e simplicidade são as melhores respostas para qualquer situação.

Quando você por os pés no terreiro, chame para sua mente o motivo de você estar ali. Não é pelos outros, mas pelos guias que te acompanham, pelo compromisso que você firmou com a espiritualidade, pela missão divina que a Umbanda é portadora.

TUANO




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07/07/2019

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Trazer o seu Amor de Volta

Trazer o seu Amor de Volta

RITUAL INFALÍVEL

Hoje vou ensinar a você um ritual para trazer a pessoa amada de volta, uma das coisas mais pedidas para mim e para diversos Umbandistas, então finalmente vou disponibilizar isso para você.

Para fazer este ritual você vai precisar de:
  • 1 Espelho
  • 1 Taça de Champanhe
  • 1 Maçã
Com tudo em mãos vamos a prática do ritual:

Durante 7 dias da semana você vai realizar este procedimento ao acordar e ao dormir. Procure um espelho, pode ser do seu quarto, sala ou banheiro, fique de frente para ele, olha bem profundamente para você, repare em todos os detalhes de seu rosto, cabelo e corpo, faça isso por alguns instantes de maneira bem profunda e então diga: "Eu sou lindo(a), eu me amo, eu sou feito(a) de Luz, eu me amo". Pronto, neste momento você já está trazendo de volta a pessoa Amada, que não é nada mais e nada menos do que você mesmo.

Na Umbanda não existe esse papo de trazer outra pessoa de volta, isso é egoísmo e destrói a sua vida e da outra pessoa também. Você deve se amar para só então poder amar outra pessoa. Se amar acima de tudo, se cuidar, dar a você o seu valor. O maior amor que podemos ter é de nós mesmos, sem amor próprio você tem baixa autoestima, você tem ciúmes, inveja e insegurança.

Aprenda a todos os dias se amar. Ah, o champanhe? Para você celebrar sua vida e suas conquistas, suas vitórias, tudo que é importante para você. E a maçã? Bem a maçã é para você ter uma vida mais saudável né?! Do que adianta trabalhar a autoestima e não trabalhar a saúde.

Umbanda é Amor, Respeito, é Evolução e não um balcão de desejos desequilibrados para você usar a seu bel prazer. Aprenda a se amar.

Por phalves



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Mensagem de Pai João

Sem Exigências

Atentem para as mensagens que Deus está enviando para vocês, meus filhos. Em geral Deus nos fala sem palavras, e a sabedoria é transmitida sem a articulação da voz, mas somente com a experiência. Pai-velho já falou outras vezes do período de provas coletivas que a humanidade está enfrentando, e os agrupamentos religiosos, as casas espíritas serão ventiladas e visitadas com momentos graves, que representam este fogo renovador. Mas não esperem sair anjos forjados na fornalha da fé. Sairemos mais experientes após as lutas individuais e coletivas, só isso.

Não deem tanto valor e ouvido às intrigas, meus filhos; deixem de lado as fofocas e não valorizem tanto os conflitos desencadeados entre os irmãos. Vocês precisam confiar mais, ocupar mais o tempo de vocês com algo produtivo. Dar ouvido a conversas que não elevam, ou a intrigas, é como ficar parado no tempo, vendo a banda passar. E quando a banda do desequilíbrio passa, forma-se o bloco dos obsedados.

Vamos dar ouvidos a Jesus, meus filhos, ao trabalho. Sejamos a estação terminal da fofoca, do ciúme, da inveja e da intriga. Vocês já viram gente ocupada ter tempo para intrigas?

Nosso compromisso é com Jesus e com o bem. Ninguém espere encontrar companheiros perfeitos ou trabalhadores evangelizados. O que temos, na verdade, meus filhos, são instrumentos, ferramentas de trabalho que estão sendo lapidadas e preparadas à medida que são utilizadas na tarefa. Nada nem ninguém está acabado, pronto ou perfeito. Trabalhamos com vocês e os amamos da forma como se encontram. Não exigimos nem mesmo a transformação moral. Nós a incentivamos, mas sabemos respeitar cada um, o grau de maturidade espiritual de meus filhos. Não exigimos de vocês nada, porque quem ama não exige, apenas ama. Muito menos exigimos perfeição, uma vez que nós mesmos temos muito ainda a resolver dentro de nós.

Quando alguém exige de algum companheiro uma conduta perfeita, disciplinar, aquele que faz a exigência coloca-se na obrigação de se portar conforme o esperado do outro. Não temos aqui ninguém nessa condição, de perfeição. Nem os mentores que assistem vocês têm esse grau todo de adiantamento que vocês atribuem a eles. Estamos todos em processo de aprendizado, e convém usar de compreensão para com os companheiros que caminham junto de cada um.

Não importa o tanto que você errou ou julga errar, o importante é que a gente continue junto, procurando acertar.

Muitos abandonam o trabalho com medo de se contaminar; afastam-se da tarefa, criticando, então, aqueles com os quais dividiu a caminhada. Onde a amizade, meus filhos? Onde a cumplicidade das almas em evolução? Onde está, nessa atitude, a marca do amor? Permaneçamos juntos, apesar dos erros nossos e dos nossos companheiros, de vez que, se aqui estamos unidos e reunidos, é por necessidade de estabelecermos parceria, de acertarmos nossas diferenças.

A amizade verdadeira é dom de Deus. Se nós não desenvolvermos essa amizade entre nós e a compreensão advinda dela, meus filhos, não seremos dignos de ser chamados trabalhadores do Cristo. Ser irmão e amigo é estar presente tanto na alegria quanto na dor, nas dificuldades quanto nos acertos.

Ser amigo é compartilhar.

Ignoremos os espinhos, porque, sobre eles, as rosas desabrocham com perfume que inebria nossas almas. Fixemos o olhar nas flores, nos frutos, no lado bom de cada companheiro e saibamos valorizar aquilo que cada um traz de melhor em si.

Enfim, meus filhos, prossigamos unidos, embora não fundidos. Trabalhemos pela fraternidade, mas respeitemos a diversidade de formas e pensamentos. Alguém pensar diferente da gente não transforma a pessoa em inimiga do bem – que pretensão seria a nossa... Ninguém é robô para pensar e raciocinar tudinho igual. Graças a Deus há diversidade na criação; senão, meus filhos, a vida seria um tédio.

Incentivemos a caminhada, o desenvolvimento do raciocínio, mesmo que não pensemos igual e discordemos das ideias. Deus valoriza cada detalhe, e a completude é feita de pequenas partes.

Ame, compreenda e perdoe. Você não sabe em que situação estará amanhã e que porção da compreensão alheia você demandará.


Trecho do Livro "Sabedoria de Preto Velho - Robson Pinheiro"



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30/06/2019

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Mediunidade - Compromisso ou Missão? , Mediunidade ,

Mediunidade - Compromisso ou Missão?

A literatura espírita ensina que, quando o espírito, ainda na erraticidade – isto é, vivendo no mundo dos espíritos –, opta por assumir uma nova reencarnação, geralmente assim o faz visando um mais amplo resgate de suas dívidas, bem como um maior desenvolvimento emocional, moral e espiritual. Para tanto, pode dispor da assistência da Colônia espiritual à qual esteja vinculado, nessa passagem da erraticidade para o mundo material.

Mas, quando esse reencarna com a programação de ser “médium”, o amparo da Colônia espiritual pode ser ainda mais intensivo e extensivo, visto que seus amigos espirituais e mentores, na medida do possível, buscarão sempre inspirá-lo às atividades mais apropriadas, para que o desabrochar de sua mediunidade e o desenvolver de suas tarefas garantam o fiel cumprimento dos propósitos planejados inicialmente.

Entretanto, consciente desse fato, convém que o indivíduo médium não se considere credor de uma “proteção especial” ou investido de uma “missão extraordinária”, porque, via de regra, a mediunidade é um compromisso que ele mesmo assumiu perante si mesmo e perante aqueles que o tutelam.

Segundo considerações de Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, todos os indivíduos são médiuns. Porém, sem deixar de cumprir com os seus deveres de ordem material, aqueles que nascem com tarefas específicas a desempenhar nesse sentido têm por encargo beneficiar dezenas, centenas e até milhares de pessoas, por meio das mensagens superiores de que se faz portador e das atitudes de dignidade e firmeza de caráter, de benevolência e fraternidade, de espiritualidade e superioridade de valores que exemplifica.

O Espírito Odilon Fernandes deixa considerações importantes sobre o assunto:

Todos os médiuns têm uma missão a cumprir e toda missão é importante.

A missão do médium, seja qual for o seu grau de mediunidade, é a de ser intérprete dos Espíritos, mantendo acesa a chama da fé na Imortalidade.

Ninguém se habilita a uma tarefa – digamos – maior, se não desempenha com dedicação os encargos considerados menores.

Os médiuns investidos de missão especial, geralmente não têm consciência definida sobre o trabalho que lhes cumpre desempenhar.

(...) Os verdadeiros missionários fogem ao elogio e reconhecem a sua pequenez ante a magnitude da causa a que servem.

(...) Os médiuns devem limitar-se a cumprir o seu papel, empenhando nisso o melhor de seus esforços, conscientes de que estarão sendo os maiores beneficiados, consoante a máxima evangélica: “É mais bem-aventurado dar que receber”.

Ninguém se queixe de suas lutas.

A mediunidade é um caminho para os Cimos, mas não é o único.

Outros companheiros, noutros setores das atividades humanas, estão fazendo mais e melhor, sem serem médiuns...

O que destaca a mediunidade é a direção que se lhe dá.

Os alicerces de uma casa, embora estejam enterrados, é que lhe garantem as estruturas.

Médiuns existem que passam pela Terra quase que em completo anonimato, mas ante os olhos de Deus são verdadeiros missionários do Bem.

Outros estão sempre em evidência, todavia assemelham-se, infelizmente, às flores artificiais: são belas, enfeitam o ambiente, mas não têm perfume...

Dessas palavras, podemos afirmar que, mais importante que ser médium é ser bom. Se o médium não age por amor e não pratica a benevolência com desprendimento e devotamento, o dom mediúnico pouco lhe valerá perante a própria existência e a sua imortalidade.

O medianeiro – e o espírita de uma maneira geral – é uma pessoa como as demais. O que os diferencia, se é que algo os diferencia, é uma mais dilatada responsabilidade pelos conhecimentos adquiridos, principalmente quanto aos mecanismos da lei de causa e efeito e, consequentemente, um maior dever em servir. Assim, a mediunidade lhe representa uma abençoada oportunidade de trabalho e de reforma interior, porque, geralmente, suas dívidas são bastante grandes frente às leis divinas. Mas, ao se conscientizar de suas limitações, mais facilmente se consagrará à sua incumbência de forma consciente e responsável, ao passo que, convencido acerca de suas habilidades, com a mesma facilidade se exporá a sérios desequilíbrios, complicando-se ainda mais perante si mesmo.

No entanto, ao lado de possíveis esforços e lutas, mediunidade é também muita alegria. O medianeiro que serve com simplicidade, que não reclama da rotina das reuniões, que não reivindica atenção especial, que não se melindra e que honra com os seus compromissos, experimenta um júbilo íntimo tão intenso, que o galgar de planos mais elevados de sensibilidade e emoção se torna uma realidade constante.

Como que a complementar as palavras de Fernandes, o Espírito Hammed ressalta:

A mediunidade é fenômeno inerente ao processo evolutivo; faz parte da condição natural de todos os seres humanos. Não se pode impedi-la, pois seu desenvolvimento vai continuar independentemente de nossos medos, ilusões e incredulidade.

(...) A mediunidade está intimamente ligada à vocação, aptidão, realização, criatividade, espontaneidade, e desvinculada de qualquer obrigação ou pressão autoimposta.

(...) Não devemos forçar a eclosão das faculdades extrassensoriais. Mas podemos oferecer condições apropriadas para que venham a aflorar de forma espontânea e equilibrada.

Obrigação pode ser conceituada como tudo aquilo que nos é imposto ou forçado. Obrigar-se a algo ou a alguém implica ser governado pela expressão ilusória “deveria”.

“Devo desenvolver a mediunidade” equivale a dizer “não quero, mas sou obrigado a desenvolver”. Não somos obrigados a nada!

Mesmo quando realizamos algo significativo, se somente pensarmos nele como compromisso ou trabalho, sem o necessário gosto e motivação, alguma coisa estará errada conosco. Por mais que concretizemos feitos edificantes envolvidos por motivos sinceros, se sua realização não for feita com prazer/vocação, sentiremos mais esforço e imposição do que felicidade e conforto. Ninguém deve viver e trabalhar sem contentamento.

Deus não dá encargos e incumbências às criaturas, mas coloca nelas vocações ou predisposições inatas. Os dons espirituais são capacidades inerentes da alma. Vocação é um talento a ser exercido de uma forma exclusivamente nossa. A maneira como identificamos ou entendemos as nossas forças psíquicas determinará a produção mediúnica que teremos.

(...) A mediunidade se transforma em crescimento e amadurecimento espiritual quando for exercida com prazer e compreendida em termos de espontaneidade e predisposição natural.

Silvia Helena Visnadi Pessenda





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