18 de janeiro de 2019

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É Preciso Estudar Umbanda

É preciso Estudar Umbanda

A Umbanda tem fundamento: é preciso estudar

Muitos médiuns relutam muito quando o assunto é estudo, leitura, aprendizado, alguns simplesmente acham que é chegar ali, colocar uma roupa branca, incorporar um espírito e está tudo certo, e muitos ainda acham que estão fazendo muito, como se estivessem fazendo um verdadeiro favor ao espírito de estar ali cedendo sua matéria.

O que muitos médiuns se esquecem é que eles também precisam se espiritualizar, se evangelizar e reformar, eles precisam alcançar sua evolução e LUZ PRÓPRIA. Um médium mal instruído, ele simplesmente acaba sendo um possível veículo para espíritos tão ignorantes espiritualmente quanto eles próprios, fora que, por não saberem as minucias que envolve a espiritualidade, mediunidade e por não saberem detectar um espírito idôneo de um que não seja, médiuns assim se colocam apenas como um marionete do espiritual onde toda e qualquer manifestação espiritual é verdadeira e idônea, não existe crivo por exemplo, lembrem-se SINTONIA E AFINIDADE: Se um suposto espírito vier e falar: "oh você vai fazer esse trabalho com o nome de tal fulana um trabalho de feitiçaria", se esse espírito se identificar como sendo um guia e uma entidade famosos, vamos colocar assim, o médium e até mesmo o consulente cegamente o faz, sem analisar o teor da mensagem e o objetivo de tal propósito, então muitos médiuns acabam virando joguetes de espíritos mistificadores, nefastos devido a sua própria cegueira espiritual ou mesmo displicência. E não se enganem tem MUITOS por ai nesse patamar.

“O guia tem que saber tudo, eu não preciso saber nada”

Para mim essa é uma das frases mais ignorantes que eu pude ouvir na minha vida, e denota uma falta de conhecimento absurdo ao que envolve espiritualidade e mediunidade.

Da mesma forma que um cirurgião não pode ensinar uma criança a operar, assim é comparado um guia e mentor para com seu médium, ele irá trazer seus conhecimentos a seu médium na medida e de acordo com a evolução e dedicação do mesmo em estar buscando seu próprio conhecimento. Lembrando que o guia age no mental e no psiquismo do médium. Fora que um médium instruído irá facilitar em muito o trabalho e atuação de seus mentores.

Infelizmente muitos médiuns quando chegam numa casa religiosa de Umbanda onde o estudo é exigido, simplesmente descartam, acham cansativo e moroso, fatos assim se comprovam em dias de palestras que muitos poucos médiuns as vezes participam e pior os que costumam faltar são os mais necessitados das mesmas. Para estar modificando esse quadro, muitos terreiros de Umbanda estão colocando como normativa e regra doutrinaria a obrigatoriedade dos médiuns estarem sim, participando das palestras e estudos doutrinários. Não haveria necessidade disso caso os médiuns conseguissem entender da urgência e prioridade em se praticar os estudos, e do seu próprio papel no que condiz a seriedade e comprometimento.

Gostaria de frisar que o ESTUDO não é mais importante do que a EXPERIÊNCIA DE CHÃO DE TERREIRO, mas hoje em dia um não sobrevive mais sem o outro, cabe ao médium fazer das duas uma DUPLA IMPLACÁVEL, para um trabalho sério e consciente espiritualmente falando. Fora que o estudo ajuda a colocar as máscaras no chão, e verdades antes aceitáveis ou mesmo fantasiosas são desmascaradas devido a inverdades. Mas infelizmente talvez esteja ai o grande dilema, se descobrir-se, mediunicamente falando, e constatar que muita coisa ali que está ocorrendo pode estar equivocada ou, pior, estar muito errada, principalmente no que diz respeito a posturas, doutrinas, espíritos. Com certeza é preciso coragem e brio, força de caráter para admitir que possa se estar errando.

Mas tenham certeza é melhor descobrir tarde do que nunca.

Por outro lado, muitos médiuns se queixam que procuram conhecimento em suas casas, mas que além de não terem, todas as suas perguntas nunca são respondidas e a frase mais costumeira vinda de dirigentes é: “… ainda não é tempo para você saber tal coisa..” ou simplesmente ignoram e dizem “… não está na hora…”, claro que tudo tem seu tempo, sua hora, seu aprendizado, mas NUNCA um dirigente deve deixar seu médium sem uma resposta, pelo menos explicar do porque não pode saber. Mas sabemos que em algumas situações essas respostas na realidade é mais um escape de uma pergunta onde não se sabe uma resposta.

O que acontece muito é que temos por ai, muitos cegos guiando cegos, dirigentes que não sabem nem para eles próprios. Muitos que a frase dita lá em cima era usualmente ouvidas de suas bocas. “… não preciso saber nada, meu guia sabe tudo…”. Realmente um guia e mentor sabe tudo, e tem plena consciência e responsabilidade de não dar conhecimento para quem não sabe lidar com ele. Para se ter conhecimento se faz necessário merecimento e sabedoria. E infelizmente tem muito dirigente ensinando e instruindo médiuns de forma equivocada e errada, e esses médiuns cedo ou mais tarde sofrem as consequências.

Muitas vezes o médium sem ter para onde correr, acaba ele por sua própria conta procurando conhecimento fora, onde na realidade deveria obtê-lo dentro de sua própria casa, e mais triste é ver médiuns sendo expulsos porque o dirigente após descobrir os tira do terreiro, porque se sente com o ego ferido, mas não consegue enxergar que ele negligenciou aquele filho.

Vejo muitos médiuns dizendo eu não gosto de ler, não gosto de palestras eteceteras e tals – TENHO PREGUIÇA. Mas engraçado que muitos desses mesmos médiuns, não podem ver uma notícia escandalizando alguém ou uma outra casa, ou um ibope negativo, ou uma futilidade, o texto pode ser enorme, eles leem tudo, participam, compartilham, a impressão que se dá é que o que não presta tem mais valor, é mais interessante. O nome disso é maledicência. E eles estão sendo na realidade maus com quem mesmo? Pensemos.

Médiuns, quando frisamos em vários contextos que um médium deve ter comprometimento e seriedade no que condiz a espiritualidade e mediunidade não estamos jogando palavras no ar, é para seu próprio bem, uma mediunidade desequilibrada, sem instrução é veículo fácil para obsessão e para ataques de alto teor de gravidade.

Mediunidade é coisa séria, para gente séria, lembram-se dessa frase?

Alguns médiuns simplesmente se limitam, é como se achassem incapacitados para aprender, e isso não é verdade basta ter força de vontade, principalmente de gostar do que faz. Na realidade quanto mais amor mas se quer saber sobre.

Concordo plenamente, se for para um médium praticar uma mediunidade sem instrução, anti doutrinária, antes que obtenha uma mediunidade desenfreada e desequilibrada é melhor que se abstenha da pratica da mesma mais ostensivamente falando.

Muitos estão médiuns, mas muitos poucos são medianeiros sérios e conscientes.’

Cristina Alves





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17 de janeiro de 2019

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O que são Orixás?

O que são Orixás?

Para nós, trabalhadores das diversas fraternidades, que acreditamos e confiamos em regentes espirituais, temos a crença que Deus dividiu seus fatores ou energias em diversas formas, dotando seus filhos ou espíritos, humanizando-os com seus atributos e instruindo-os para serem polos magnéticos e condensadores para parâmetros humanos, atribuímos muitas vezes aos Orixás nossos modos de ser, viver, comportar, pensar, agir, e por fim acreditar.

O Orixá está na natureza, mas não é apenas a natureza. São fatores de energia e pontos de fixação para a evolução humana e principalmente aos trabalhadores da seara espírita umbandista ou Candomblecista. Enfim... É mais uma benção de Deus.

O Umbandista deve buscar o equilíbrio de todas estas forças através da prática da caridade, do amor e respeito à natureza e às coisas de Deus. A Umbanda nos ampara e propõe trazer o equilíbrio destas forças para as nossas vidas, desta forma seus filhos serão sempre polos atrativos e condensadores dessa energia.

Trabalhar na Umbanda ou ser seguidor de seus ensinamentos e parâmetros ensina e demonstra aos seres humanos que tudo está sempre em completa mutação nada é estático ou imóvel, a evolução é continua e chama a todos para que caminhem, ao lado e através de seus enviados de luz, que sempre nos trazem palavras de consolo, amparo, força, esclarecimento, caridade e amor, e assim fazer ultrapassar as paredes físicas do terreiro de Umbanda a sua mensagem.

Sendo a Caridade o objetivo principal do médium Umbandista.

A Umbanda não se propõe a ser solução milagrosa para todos os problemas de ordem materiais criados por nós, mas propõe que, através da harmonização com as forças da natureza, encontremos amparo e alívio para os nossos problemas.

Essas forças da natureza estariam dentro de nós, nascemos já preparados para a nossa batalha ou desafios como muitos comentam, somos amparados por nossos senhores, ou seja, nossos Orixás que significa:

Ori....Coroa....Cabeça;
Xá....Senhor .....luz...

Poderíamos dizer que Orixá significa:

Senhor da Cabeça ou;
Senhor da Luz

Cada Orixá tem função específica e até as que são antagônicas se harmonizam frente as nossas necessidades, por Graça do Criador.

Todas as energias emanadas pelos Orixás estando em equilíbrio nos tornam pessoas melhores e facilitam a nossa passagem na Terra, por isso falei em benção de Deus, e também em manifestações básicas e harmônicas dos Orixás apesar de algumas manifestações serem antagônicas, mas no fundo complementares. Tudo isso justifica e explica, enfim, o porquê é fundamental o estarmos equilibrados aos sete planos divinos com seus respectivos Orixás, explica o porquê de não nos dedicarmos a um ou dois Orixás específicos apenas.

Dentro da Umbanda trazemos todos os Orixás para fazer parte de nossa vida, ou seja, a Fé, Lei, Justiça, Conhecimento, Evolução, Amor, Cura e por fim a Proteção, todas essas forças devem fazer parte da caminhada do médium Umbandista, todos temos a necessidade do amparo divino para conseguirmos a realização de nossos planos reencarnatórios.

Sendo Orixá a tradução mais evoluída do nosso sistema manifestado através das forças da natureza, não poderíamos, nós, termos a mais pura essência desses complexos etéreos. E sim a centelha desfocada que se reflete, manifesta e influencia o médium. Que vem traduzida e decodificada em uma linguagem compreensível para nós.

A formação do arquétipo de cada um depende do grau evolutivo do médium, e contribuições dadas a sua formação, tais como, nível de consciência de vida de acordo com sua visão espiritual; qualidade da aprendizagem feita de encarnação para encarnação; historicidade cultural nesta encarnação; formação familiar e serviços prestados à comunidade em forma de caridade.

Quanto mais o médium trabalha em função da sua melhoria como ser humano, maior e melhor é a qualidade da influência vinda das Egrégoras do astral, pertencentes aos regentes da coroa mediúnica, ou seja, menos impurezas ele absorverá, já que seus sentimentos se tornarão forte filtro.

A jornada de um trabalhador de luz terá algumas facilitadoras, porém não será nada fácil atingir o objetivo final, ele dependera e muito do comportamento dentro e fora do terreiro, porque a todo o momento seremos lembrados que para alcançarmos a luz e podermos fazer parte dela, temos que deixar para trás a força das trevas e negatividades dos planos inferiores que tão bem conhecemos.

Somos importantes para Deus e os Orixás, mas também somos importantes para as trevas ou escuridão, devido ao magnetismo humano. Somente nós, seres humanos, temos a energia capaz de abrir alguns campos espirituais que se chama ectoplasma, através dessa energia invisível aos olhares dos homens, muitas formas e pensamentos são alimentadas ou mesmo curadas nos planos espirituais, por isto devemos sempre estar vigilantes sobre a nossa capacidade e dedicação ao bem.

Somos importantes de verdade, Deus nos quer ao seu lado sempre, nos envia seus guerreiros e guerreiras para que possamos vencer a nossa batalha particular, o resultado desta guerra dependerá única e exclusivamente dos nossos desejos e querer.

Roberley Meirelles





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Quem foi meu Guia?

Quem foi meu Guia?

Durante nosso desenvolvimento mediúnico tudo é novidade, e cada avanço é comemorado como uma etapa superada pelo médium. Dentre estes avanços, um dos mais esperados com certeza é quando seus guias começam a revelar seus nomes simbólicos.

No início, as primeiras reações são de dúvida. “Será que é mesmo esse o nome do meu guia ou estou mistificando?” é uma pergunta comum no início da nossa jornada, porém, superadas estas dúvidas, o médium logo corre atrás de todas as informações possíveis sobre o nome recebido, e com a internet não é muito difícil encontrar todo o tipo de informação sobre qualquer falange do astral, o que não necessariamente é algo positivo.

Depois de procurar por imagens relacionadas a essa entidade, inevitavelmente o médium busca por uma história sobre seu guia, quem foi ele em sua última encarnação ou porque ele veio a assumir esse nome, e é neste ponto que muitos atrapalhos podem acontecer, inclusive vindo a prejudicar o desenvolvimento deste médium.

Se você pesquisar pelo nome de uma entidade no google, certamente encontrará diversas histórias diferentes sobre a mesma. Algumas delas remetem a história contata por algum trabalhador em específico desta falange e outras são apenas estórias bonitas criadas pela mente de algum encarnado para ilustrar os trabalhos dos falangeiros. Em todos os casos, nunca teremos certeza se elas realmente aconteceram, e, com certeza, nenhuma diz respeito ao guia que lhe acompanha.

O que infelizmente acontece em alguns casos é que, após lerem tais histórias, alguns médiuns acabam adotando-as como verdade e direcionando a postura da sua incorporação de acordo com as características descritas nelas, e é aí que vemos uma série de absurdos relativos ao comportamento da entidade quando incorporada, vestimentas, acessórios e etc., sem contar os casos onde, por ler que a entidade X foi o espírito famoso Y, o médium acaba levado pelo seu ego por incorporar uma celebridade histórica.

Por esse e outros motivos é que os nomes simbólicos adotados pelas entidades de umbanda, além de identificar seu campo de atuação, servem também para ocultar a identidade do espírito que ali atua, pois seu intuito agora é prestar a caridade independente de quem ele tenha sido em uma outra vida.

O que pesa aqui é a interação direta do médium com a sua entidade, que possibilita ao mesmo conhecer aos poucos este espírito que trabalha ao seu lado, suas características e a história dele em particular. Conforme o avanço do seu desenvolvimento, seu guia mesmo lhe contará ou mostrará alguma de suas encarnações que ele considera mais significantes dentro do seu processo evolutivo, a qual ele adotou como referência para o seu estado atual ou, em alguns casos, uma das encarnações em que vocês dois possam ter estado juntos, ou mesmo contar apenas uma história que ele julgue que a moral servirá para o aprendizado no momento atual do médium ou de quem a ouvi-la.

Utilize as ferramentas e o conhecimento disponíveis a seu favor e não para seu desequilíbrio, e acima de tudo, confie nos seus guias e busque diretamente com eles as informações a seu respeito. Troque a mistificação e a necessidade de se enquadrar a um arquétipo pela confiança e fé nos trabalhos dos seus guias. Não é porque o Caboclo de outro médium que tem o mesmo nome que o seu se comporta do jeito X ou atua na linha Y que o seu tem que se comportar igual.

Há muito mais mistérios na atuação dos guias e linhas de trabalho do que acreditamos saber ou ter codificado. Na Umbanda não cabem os padrões e as pasteurizações, seja nas doutrinas, incorporações ou atuações de cada falange. Liberte-se da necessidade de enquadramento e entregue seu mental ao astral.

Peterson Danda





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16 de janeiro de 2019

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Assistência no Terreiro de Umbanda


Assistência no Terreiro de Umbanda

Quando vamos a um terreiro de umbanda procurar por ajuda espiritual, ou quando somos indicados, encaminhados, ou por curiosidade e até mesmo para visitar, em geral ficamos impressionados e curiosos com o andamento das atividades que serão ou estão sendo desenvolvidas. A umbanda traz uma impressão e imagem lúdica que nos envolve, que é atrativa, que vai desde o som do atabaque, que nos recorda algo muito familiar como as batidas do nosso próprio coração e o pulsar de nossa vida: ora corrida, ora estressada ou calma nos causando identificação imediata. Cercada de cores, velas, defumador até o brado de um Caboclo e o estalar de dedos de um Preto velho ou o balançar de seu rosário, que nos lembra de nossa casa, lugar de aconchego, onde podemos ter o mesmo rosário na cabeceira de nossa cama. Todo este ambiente visivelmente atrativo ou pitoresco pela grande quantidade de informação e representação que possui esconde-e-revela o místico, o que está para acontecer, o segredo da busca e descobre o véu da razão e/ou do sofrimento, oferecendo consolo, edificação (afirmação e confirmação dos objetivos) e ainda exortação, que se expressam pelas linhas de trabalho do dia e a qual o indivíduo que procurou foi atraído ou se afinizou. Como dizia um grande homem de DEUS: “… assim como a alma busca a DEUS, muito mais DEUS procura a alma para a esta se revelar”.

Interessante é notar que os instantes antes da consulta ou do passe envolvem uma mistura de tensão, angústia, confiança e esperança, que se separam e voltam a se misturar, com perguntas que trazem respostas como: o que esta encoberto se revelará? a trégua da luta chegará ao fim?, ganharei mais fôlego e força para ir em frente?, ou a tão sonhada palavra “BASTA este tempo acabou” será pronunciada pela entidade que me atenderá? Esta gama de emoções, sentimentos, pensamentos e situações que se passam no coração e na mente se retratam na postura e comportamento de quem aguarda sua hora de atendimento.

Fundamental para a assistência nesta hora é que mantenha sua postura orante, evite conversar, evite uso de eletrônicos, ou de qualquer coisa que tire sua atenção, pois será um grande encontro, um encontro com o divino, e por isto é necessário ter foco, ser pedinte e insistente, como a mulher que ao muito insistir como disse o mestre Jesus em seu evangelho teve seu pedido atendido. Estaremos falando com os mensageiros de Deus, e por este motivo devemos trazer “tudo” para a consulta ou para a gira, trazer “tudo o que somos”, usar de sinceridade, verdade e expor nossas feridas sem medo, com a confiança de que a Deus tudo é possível!

Ao buscarmos esta sintonia com Deus durante a sessão, ou durante a espera para o atendimento, os guias que cuidam da casa e de seus trabalhos se aproximarão de nós e contribuirão na realização do propósito de Deus a nosso respeito, segundo a abertura de nossos corações. Nosso papel quanto assistência é se abrir a energia que flui através do trabalho espiritual que esta sendo realizado naquele ambiente, pois este tem objetivos, de modo a estar em sintonia, colaborando para que esta mesma energia flua em nós e que a finalidade da ação espiritual seja cumprida. A cada trabalho espiritual desenvolvido nos terreiros, sessões, consultas, passes e outros, as sementes do reino de Deus são lançadas em nós ou regadas em nossos corações, de modo que quando começam a crescer seus frutos, podemos perceber o quanto nos tornamos diferentes, ou as pessoas que nos cercam sinalizam através de seus comentários que estamos melhores do que antes.

Por este motivo, a assistência contribui muito com a gira, pois no astral os mestres e guias sabem quem irão atender e a assistência deve estar ciente de que falará com guias espirituais, seres tão evoluídos ao ponto de atendê-los, inclusive nas entre linhas, há relatos e histórias de grandes mestres como Ramatis e Saint-Germain que se configuraram em outra roupagem, ou seja, plasmaram e mudaram suas formas de apresentação e ainda hoje atendem no banquinho dizendo que são pretos velhos, por exemplo. Por isto deve ocorrer uma atitude respeitosa da assistência com as entidades espirituais, respeito que vai desde a forma de se vestir para ir ao terreiro receber a consulta, se comportar durante a gira ou consulta, pois devemos usar diplomacia e o bom senso de saber o que nos cabe usar a cada hora e de acordo com o ambiente que frequentamos.

Outro ponto que cabe destacar é que alguns terreiros de umbanda usam de preleção ou de alguma pequena palestra de evangelização, que ocorre antes dos atendimentos, utilizando como base o evangelho ou leituras espirituais visando sensibilizar os participantes (encarnados e desencarnados), pois todos estamos em evolução, e todo instante é tempo de mudança e de nos voltarmos para DEUS.

O importante é que ocorra uma mudança interior em nossas vidas, ou uma decisão de procurar este caminho de mudança, pois qualquer jornada neste mundo, quando encarnados necessita de ajustes e reparos, nunca estamos preparados o suficiente para afirmarmos que já somos iluminados.

Mais um aspecto que cabe considerar é que diante destes maravilhosos mestres que nos atendem, que trazem roupagens diferentes, estes mensageiros de DEUS agem de diferentes maneiras na hora da consulta. Não tenhamos medo de suas atitudes, pois nunca fugirão do respeito e caridade (amor em atos concretos) que podem se expressar por meio de toques, orações, preces, passes, receitas, sons, palavras e recomendações, uma vez que no concreto da vida nos abrem portais internos para que enxerguemos e acessemos as respostas que necessitamos e queremos. Na verdade, estas respostas estão dentro de nós, fruto da presença de DEUS em nós, que em nós habita e que NUNCA se esgota em nos cumular de seus bens e amor.

Não tenhamos medo de ouvir o que não nos agrada, pois de verdade, na essência já sabemos, mas em alguns momentos preferimos o caminho da auto-sabotagem, das ilusões, das paixões gustativas (sejam essas expressas nas mais variadas formas de prazer sensível), da lei do menor esforço, ou de sempre culpar o outro e ainda de viver fugindo de assumir posturas e posicionamentos na vida. Este “conflito” nos faz tocar nosso nada e visualizar nossa sombra e então depender de DEUS e dizer a Ele ilumina-me!

Vale ainda ressaltar concluindo esta reflexão sobre dois tópicos muito importantes: um a passagem bíblica que afirma “de graça recebestes, de graça dai” (Mateus, 10), ou seja, a beleza da gratuidade divina, pois temos livre acesso a Deus através do contato com seus mensageiros de luz, que ocorre de graça e “de grátis”. Nossos guias e mentores não nos cobram nada por seus serviços e orientações, apenas despertar, consciência, entendimento e responsabilidade de sabermos com quem estamos nos envolvendo, com o DIVINO, com eles que são mestres de luz.

Em segundo, a presença da assistência no terreiro e os frutos da realização de DEUS que estas pessoas apresentam em suas vidas, também podem funcionar como um termômetro do terreiro e da vida de fé do corpo mediúnico. Pois, irá expressar o amor sincero vivido pelo mesmo dentro e fora do terreiro, e deve ser mantido pelos membros da casa através da adoção de rituais, preces e orações, cultivando a presença do divino, além do momento da gira; pela disponibilidade e atenção dispensada as pessoas que se afinizam pela casa de caridade, nos dias de trabalho espiritual; pela fidelidade vivida pelo corpo mediúnico aos preceitos e direção espiritual, que são fornecidas pelo terreiro; pelo esforço do desapego na orientação dos indivíduos, que procuram auxilio espiritual no terreiro, pois não somos “donos da verdade” e “ninguém nos pertence”; e ainda, pelo estudo constante e a busca de DEUS, fonte de todo bem!

Dennis de Carvalho


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A Assistência no Terreiro






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A Oportunidade do Médium

A Oportunidade do Médium

Trabalho como médium de Umbanda há alguns anos e, até hoje, não me acostumo com a confusão que existe em função das entidades usarem nosso corpo. O preto velho vem, trabalha e, como é de sua característica, comove com sua doçura e candura. Aquela entidade se torna importante para as pessoas que ele atende. Torna-se o vovô dos contos de fada, que nos dá colo e carinho e, quando precisamos, sempre tem um jeitinho meigo de colocar nossos pés no chão. Aprendemos a amar. Quando percebemos, já tomou conta dos nossos corações.

O Caboclo desce com seu brado e encanta com sua beleza e sua força. Todos os respeitam por tudo que ele representa. Uma entidade em completa comunhão com a natureza e com a vida. Mostrando-nos em que seres humanos devemos nos tornar. É um espelho de como se deve agir.

A criança, com sua pureza de coração e suas brincadeiras, é a prova viva que existem sim espíritos que amam somente por amar. Fazem “arte” e alegram nossos corações com travessuras juvenis. São verdadeiros doutores, que trazem dignidade ao espírito com sua simplicidade e curam as chagas abertas em nossos corações.

O Exu, aquele que é tão polêmico entre os que não o compreendem, verdadeiro guardião, amigo leal que trabalha no cumprimento da lei de Deus. Guerreiros do astral, estão sempre olhando e intervindo por nós. São os verdadeiros anjos da guarda. Ajudam-nos no progresso e nos dão força para nos reerguermos nas quedas. Todos podem te abandonar, o mundo pode ser cruel e te tirar tudo, mas ele sempre estará ao seu lado. Amigo querido, o que seria das nossas vidas sem eles?

E são tantos outros, que provavelmente um texto viraria um livro. Malandros, baianos, boiadeiros, marujos, ciganos, orientais, etc. Cada um com sua característica, com uma história, com um carinho especial. Palavras não conseguem descrever a real participação que estes guias têm na vida de seus “filhos”.

Sabendo disso tudo, que digo que não me acostumo com a confusão que existe quando o guia vai e ficamos apenas nós, os “cavalos”. Quem dera se eu fosse uma pontinha de cada um deles. Mesmo estudando muito, presenciando atendimentos como um telespectador que somos nós médiuns, ainda hoje me surpreendo com as palavras ditas por eles. O problema é que quando o consulente, que ama aquela entidade, chega perto de você, confundindo com o guia que há alguns minutos recebeu, ele se decepciona, pois logicamente ainda temos muita estrada pela frente para chegar perto do que eles alcançaram. Por isso médiuns, que o estudo tem de ser constante e o aprendizado eterno, mas com afinco de sempre tentar mais e mais sermos pessoas melhores.

Devemos isso a esses guias que se utilizam de nós para realizar este trabalho. Devemos isso ao consulente que vai buscar consolo para suas dores em nossa casa, confiando e amando. Devemos isso a esta religião que nos acolhe de braços abertos.

O médium de Umbanda tem que estar sintonizado com os ensinamentos dos guias que ele incorpora. Não é sem motivo que seu corpo se faz templo para a passagem dessas entidades de tamanha iluminação. O médium deve ser um livro onde os ensinamentos ficam registrados e a forma de lermos todos esse saber se faz nas obras que esse médium constrói e no exemplo que ele se torna aos outros.

Ser médium não é só sentar no toco e servir de marionete. Ser médium é muito mais que isso. Quem aprende a ser um verdadeiro médium se torna um verdadeiro umbandista e um verdadeiro cristão. Ser médium não é um dever e sim uma oportunidade. Só quem é médium de verdade sabe da dádiva que é estar neste contexto. Estamos sentados no “camarote vip” da espiritualidade, bebendo a água mais cristalina nessa fonte antes de todos.

Então, meus irmãos, abracem essa oportunidade com todo amor e dedicação para que todos saibam a satisfação e a honra que é estar neste lugar privilegiado.

Fonte: Médium de Umbanda




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Os Guias nos Veem como Somos

Os Guias nos Veem como Somos

Sabe aquela pessoa que dá a impressão de fazer tudo errado?

Ela é folgada, preguiçosa, fala mal de todo mundo, falta no trabalho à toa, só vê o lado ruim das coisas, enfim, aquele irmão que a maioria faz questão de se afastar.

Bom, um belo dia você chega no terreiro, recebe seu guia, sente aquela energia maravilhosa e, quando menos espera, seu primeiro consulente é aquele irmão de quem você prefere ficar afastado.

Se você for inconsciente não há problema algum, afinal você não vai se lembrar, agora se for consciente, ou semi-consciente, vai sentir aquele “ai senhor, justo comigo?!”.

Sim meus queridos, apesar de estarmos ali, na força do guia, totalmente voltados pra caridade, nos policiando para sermos melhores, ainda somos humanos e, muitas vezes, julgamos sem perceber.

Bom, daí o filho chega e o guia dá aquele abraço apertado e gostoso nele. Nisso você sente que o filho está cheirando a bebida e lá vai você julgando de novo.

O passe corre tranquilo. O guia, na sua infinita sabedoria, ama aquele filho. Não importa se ele já roubou, se trata mal todo mundo ou se chuta o cachorro.

Aquele filho, que pra você é o exemplo do que não fazer e, ao invés de tentar aprender com os erros do seu irmão, você simplesmente se afasta dele, é o filho mais lindo pro seu guia.

Sabe por quê? Porque enquanto ele estiver ali, na frente do guia, procurando ajuda, é porque lá no fundo existe amor. Um amor escondido, que leva esse filho até o seu guia a pedir ajuda sem nem ele mesmo saber o que está fazendo ali.

Os guias não enxergam aquilo que somos por fora, eles enxergam aquilo que está dentro de nós. E apesar de muitas vezes acharmos que esse ou aquele irmão já se perdeu, os guias nunca desistem da gente. Porque eles são a face de Deus mais próxima de nós. E Deus nunca abandona.

Então, da próxima vez que você achar que pode julgar alguém que pede ajuda, lembre-se de que cada um está num estágio de evolução. Cada um de nós, inclusive você, precisa aprender a evoluir a cada dia. E Deus nos concede essa evolução, esse aprendizado, através de caminhos que nos parecem tortos porque não são os caminhos convencionais, mas sim caminhos de extrema provação e dificuldade.

E vocês podem ter absoluta certeza que o Guia do filho que você julgou está sempre com ele. Mesmo quando o guia não pode mover uma palha em prol do filho, porque a caridade só pode ser feita quando a pessoa se deixa ser ajudada, o Guia está ali, pra chorar conosco, do nosso lado, dando seu ombro amigo, seu abraço de luz pra nos consolar.

E de repente, quando menos esperamos, a vida começa a ficar colorida, as coisas começam a dar certo, as provações começam a ser mais brandas. Aquele irmão “torto” começa a ter benefícios na vida, apesar de toda a grosseria, de todos os erros. E você pode pensar “puxa, eu aqui, fazendo a caridade e ele, que só trata todo mundo mal, consegue um emprego melhor, mais dinheiro, mais tranquilidade”. É meus amigos, aquele irmão tão “torto”, através do amor do guia que você incorpora, vai se deixando levar, sem perceber, para a luz. E a melhoria na vida dele é só um estímulo pra que ele consiga cumprir suas provações até o fim e não desista de tentar se melhorar.

Os guias, apesar de todas as máscaras que usamos no dia a dia, nos enxergam como somos. Não adianta se disfarçar de bonzinho, caridoso, gentil, se lá no fundo você for diferente. Assim como não adianta usar máscaras de “malvados” pra ocultar o amor que existe em nossos corações, e que os guias, na sua infinita sabedoria, sabem procurar e achar lá no fundo.

Ana Lídia



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15 de janeiro de 2019

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Simplesmente Afaste-se

Simplesmente Afaste-se

Para nós médiuns, um dos testes mais difíceis no dia a dia diz respeito a situações em que de repente nos vemos atuando no drama pessoal de certas pessoas (de baixa energia), um papel ao qual não nos candidatamos. Se elas costumam se queixar cronicamente, nós nos tornamos seus simpatizantes (mesmo que por educação) ou seus conselheiros, o que é pior. Há os casos em que nos atacam, com raiva, discordando das orientações recebidas, especialmente quando indicamos que estão se colocando como vítimas e que a lamúria não leva a lugar algum. Seja qual for o jogo, estamos desperdiçando um tempo e energia valiosos com a frustração e ou raiva do outro.

Ajudar o próximo não é sofrer junto.

Com a experiência dos anos, aprendemos uma solução simples para as pessoas sobre as quais a razão parece não exercer nenhum efeito. Afastar-se delas – não com raiva ou medo, e sim com neutralidade.

Se você se sentir receoso ou culpado por se afastar, lembre-se de que ao recusar-se, sem julgamentos, a permitir que essas pessoas drenem sua energia ou o arrastem em direção ao buraco negro da vida delas, você não estará sendo covarde, esquivo ou insensível, e sim corajoso, sábio e piedoso.

Se alguém estiver lhe causando uma frustração desnecessária, não tente lutar ou raciocinar. Simplesmente afaste-se do campo de força negativo dessa pessoa. Caso você seja obrigado a permanecer no mesmo aposento que ela em casa ou no trabalho, mesmo assim você pode erguer um escudo mental de proteção.

Sorria e não diga absolutamente nada ou declare, com calma e firmeza: "Não creio que possa falar com você neste momento." Retome então tranquilamente suas atividades. A pessoa poderá não gostar da mensagem, mas sem dúvida a receberá.

Não devemos ter medo de desagradar e nem tampouco precisamos ser simpáticos a todos que nos chegam. Não permita ser influenciado ou intimidado pela negatividade. Sempre podemos nos afastar.

Especialmente aos médiuns, procurem ter mecanismos de defesa e não fiquem "disponíveis" para as vítimas do mundo, nem tentem ajeitar a vida de todos. Defendam-se não se expondo. Mantenham-se energeticamente "blindados" e disponíveis para o trabalho mediúnico, que tem dia e horário certo para os sofredores do corpo e da alma.

MUITO IMPORTANTE: NÃO OFEREÇAM AJUDA ESPIRITUAL A NINGUÉM, DEIXEM QUE PEÇAM. ESTE É UM MECANISMO SIMPLES DE PROTEÇÃO. QUANDO VOCÊ OFERECE, ESTÁ SE EXPONDO, POIS O OUTRO PODE ESTAR ACEITANDO SÓ POR EDUCAÇÃO.

Fonte: Templo de Umbanda Caboclo Tupinambá




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Incorporação Fora do Terreiro

Incorporação Fora do Terreiro

Fico triste quando observo os dramas vívidos por pessoas de boa fé, mas de pouco ou quase nenhum conhecimento sobre os mecanismos da mediunidade, por falta de leitura ou pesquisa edificante, e que se arvoram nas práticas da fenomenologia do transe quase sempre induzidos a realizarem incorporações particulares, fora do ambiente do terreiro, por um familiar ou "amigo" desavisado, sob o pretexto da "caridade", caridade esta que normalmente visa questões ingênuas, curiosidades frívolas ou questões sem nenhuma urgência.

A prática isolada do transe, fora do ambiente preparado espiritualmente e com direção espiritual para tanto, expõe o médium e o consulente as possibilidades malévolas de espíritos mentirosos, enganadores e até mesmo obsessores astrais.

O fato é lastimável porque além de contaminar a aura do medianeiro e o ambiente doméstico onde é praticado, pode causar constrangimentos de grande monta, visto que raramente o transe se dá de maneira completa podendo deixar o médium a mercê de suas próprias opiniões.

O mais dramático é que normalmente o médium é induzido a tanto tocado na vaidade com insistências do tipo: "seu guia é lindo e poderoso", ou ainda, "você já nasceu pronto e não precisa dar satisfações a ninguém para fazer a caridade".

Enfim, estas questões são cada dia mais corriqueiras e trazem consequências que na maioria das vezes são de difíceis soluções, atingindo quase sempre o sistema neurológico e psíquico do praticante.

Em questão de espiritualidade é preciso disciplina, orientação e responsabilidade pessoal, além da necessidade de "testar os espíritos para ver se são de Deus", pois as aparências enganam e trazem efeitos terríveis.

Em outras palavras, médium coerente e com conhecimento de causa NÃO faz incorporação particular a domicílio, mas sim indica o necessitado para uma sessão no ambiente correto que é a casa de religião...asé.

Pai Mozart de Iemanjá





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Como Reconhecer um Verdadeiro Mestre Espiritual

Como Reconhecer um Verdadeiro Mestre Espiritual

Para alguns discípulos, encontrar o seu Mestre é encontrar uma mãe que aceita trazê-lo nove meses no ventre para fazê-lo nascer no mundo espiritual. E, depois de nascer, isto é, desperto, os seus olhos descobrem a beleza da Criação, os seus ouvidos ouvem a palavra divina, a sua boca saboreia alimentos celestes, os seus pés levam-no aos diferentes lugares do espaço para fazer o bem e as suas mãos aprendem a criar no mundo sutil da alma.

Muito poucas pessoas sabem o que é realmente um Mestre. Algumas leram livros que contam histórias inverossímeis: que um Mestre é perfeito, onisciente, onipotente.... que ele não tem necessidade de comer, nem de beber, nem de dormir... que ele está ao abrigo de todas as tentações e, sobretudo, que passa o seu tempo a fazer milagres, como no livro de Spalding: "A Vida dos Mestres".

Quantas pessoas não ficaram exultantes com este livro sem suspeitarem de que contém imensas histórias sem fundamento. É verdade que os grandes Mestres têm poderes excepcionais, mas não os utilizam para fazer prodígios diante de gente embasbacada. Aparecer e desaparecer, caminhar sobre as águas, voar no espaço, materializar festins, atravessar as chamas de um incêndio, fazer aparecer casas... mesmo que seja capaz de fazê-lo, um verdadeiro Mestre não o fará, pois assistir a tais espetáculos não ajuda os humanos a transformarem-se...

Um Mestre - é necessário que você o saiba - é feito como todos os outros homens: tem os mesmos órgãos, que o fazem sentir as mesmas necessidades e os mesmos desejos. E se lhe cortar um pedaço de carne, verá que seu sangue correrá e que a sua cor é vermelha como o de toda a gente! A diferença está em que a consciência de um Mestre é muito mais vasta do que a da maioria dos homens: ele tem um ideal, pontos de vista superiores e, sobretudo, conseguiu um perfeito domínio sobre si próprio. Evidentemente, para tal é necessário imenso tempo e um trabalho gigantesco, e por isso ninguém pode tornar-se Mestre numa só encarnação.

Se você encontrar um Mestre, tenha consciência de que todas as qualidades e virtudes que ele manifesta não foram adquiridas apenas nesta vida. Não, ele teve que trabalhar durante séculos, milênios até, e, como as qualidades que adquirimos pelo nosso próprio trabalho não desaparecem no momento em que temos de deixar a terra, quando regressa ele traz de novo essas qualidades. Assim, de encarnação em encarnação, ele vai adquirindo sempre novos elementos espirituais até ao dia em que torna-se um verdadeiro condutor da luz e das virtudes divinas.

Infelizmente, há também seres que se preparam durante séculos para se tornarem condutores do mal; são os mestres da magia negra. O ser humano é livre de escolher o bem e o mal. É claro que, quando escolhe o mal, mesmo que a Inteligência Cósmica o deixe continuar durante um certo tempo, ele acabará sempre por ser aniquilado, dado que, pelo seu comportamento, se opõe à ordem universal. Mas, à partida, o ser humano tem a hipótese de escolher. Enquanto vivo, é livre de se determinar num sentido ou no outro.

Alguns seres, muito raros, apesar desta liberdade que lhes é concedida, permanecem definitivamente determinados. Os grandes Iniciados, por exemplo, determinaram-se para a luz e para o amor. Alguns, é certo, caíram, mas a maioria deles permaneceram espíritos de luz. E, aliás, quanto mais tempo passa, menor é a possibilidade de mudarem de direção, pois, graças ao seu trabalho espiritual, eles foram conseguindo transformar, divinizar, a matéria do seu corpo e esta tornou-se como que um metal inoxidável, ouro puro.

Contudo, enquanto um ser não chega a este estado de evolução, é sempre possível ele mudar de direção, e existem casos na História em que magos brancos tornaram-se magos negros.

Pergunte como é possível alguém tornar-se um mago negro... Na realidade, é muito fácil, mesmo para você: basta dar vazão à sua natureza inferior. Se transgredir continuamente as leis da bondade, da justiça e do amor, tentando obter êxito à custa dos outros, tentando derrotá-los, destruí-los, só poderá tornar-se um mago negro. É simples, é claro. Muitos imaginam que, para alguém se tornar um mago negro, é necessário que um mestre diabólico lhe ensine a arte dos encantamentos e dos esconjuros maléficos. Isso pode acontecer, mas, para alguém colocar-se ao serviço do mal, não é absolutamente necessário ter um mestre; sem instrutor, sem receita, sem nada, qualquer um pode tornar-se um mago negro se deixar-se guiar demasiado pela sua natureza inferior. E o mesmo se passa com um homem que só pense em ajudar e em esclarecer os outros: mesmo que não tenha um Mestre para o instruir, estará a caminho de tornar-se um mago branco.

Na realidade, cada ser humano tem um Mestre, e se não for um Mestre visível, será um Mestre invisível. Os criminosos têm, no mundo invisível, um mestre que não cessa de aconselhá-los a prejudicar os outros. E mesmo que eles digam:

"Nós, um mestre? Nunca!", devem ficar a saber, estes cegos, que têm um mestre cujos conselhos perniciosos seguem dia e noite.

É evidente que, quando eu lhe falo de Mestres, refiro-me sempre aos verdadeiros grandes Mestres espirituais, aos magos brancos. Sei bem que se dá este título de Mestre a muitos artesãos para se mostrar que são excelentes na sua profissão e também aos notários, aos magistrados, aos artistas, etc... É uma maneira de ver as coisas e eu não lhes recuso este título. Mas, você deve saber que um verdadeiro Mestre, no sentido espiritual do termo, é um ser que, em primeiro lugar, conhece as verdades essenciais; não aquilo que os homens escreveram, criaram ou contaram, mas o essencial segundo a Ciência Cósmica.

Em segundo lugar, um Mestre deve ter tido a vontade de dominar, dirigir e controlar tudo em si, e realizado essa vontade. Por último, esta ciência e este domínio que ele adquiriu devem servir apenas para manifestar todas as qualidades e virtudes do amor desinteressado.

É pelo seu desinteresse que reconhecerá um verdadeiro Mestre. Cada Mestre vem à terra para nela manifestar uma qualidade particular: há, portanto, Mestres da sabedoria, Mestres do amor, ou da força, ou da pureza... Mas todos os verdadeiros grandes Mestres têm, obrigatoriamente, uma qualidade em comum: o desinteresse.

Há tantos impostores e charlatães dispostos a aproveitarem-se da ingenuidade dos humanos!

Limitaram-se a ler livrecos de ciências ocultas, muitas vezes escritos por ignorantes, e pronto! Passam a apresentar-se em todo o lado como grandes Mestres. Não trazem consigo qualquer sinal de que o Céu os reconheceu como tal; foram eles próprios que se declararam Mestres e acreditam que isso chega.

E os outros, em vez de estudarem um pouco um ser destes para ver como ele se comporta, seguem-no de olhos fechados. Ele irá enganá-los, despojá-los, subjugá-los, mas eles não se darão conta. Bom, é magnífico, eis pelo menos um ser inteligente! Os outros é que são estúpidos. Porque não procuraram saber de onde é que ele vem, como vive, quem foi seu Mestre, quem o enviou?... Ah, não, não, é inútil colocar essa questão; desde que ele lhes prometa iniciá-los em três dias - a troco de alguns milhares de dólares, é claro - acreditam nele.

Têm pressa, compreende? A iniciação não deve durar mais do que três dias. O mundo está cheio de gente desta, de burlões, de vigaristas, que se aproveitam da ingenuidade e da estupidez dos outros. Mas eles, pelo menos, são inteligentes!

Não nego que essas pessoas possam ter alguns poderes - qualquer um, desde que se exercite, pode obter certos poderes -, mas a questão está em saber como os empregam e em que sentido. É a esse respeito que o Céu se pronuncia. O Céu não se preocupa com os meios que possui, mas com o uso que deles faça. O que conta para o Céu não é sua ciência, nem sua clarividência, nem seus poderes, mas seu desinteresse. Você pode ter a ciência, a clarividência e os poderes, mas enquanto não for desinteressado, mesmo que os humanos o reconheçam como Mestre, o Céu não o reconhecerá.

A desgraça dos humanos é a sua falta de discernimento: ao encontrarem um verdadeiro Mestre, desinteressado, desconfiarão, mas seguirão o primeiro indivíduo que apareça e lhes lance poeira para os olhos, apresentando-se como Mestre. Na realidade, um verdadeiro Mestre, nunca lhe dirá que é um Mestre, nunca; ele deixará senti-lo e compreendê-lo, não tem pressa de ser reconhecido. Um falso Mestre, pelo contrário, a partir do momento em que decretou que é um Mestre, tem somente uma ideia: impôr-se aos outros.

Acabei de receber uma carta de um homem que acreditou ser capaz de tornar-se um guia espiritual: escreveu-me para contar as suas dificuldades e as suas angústias. Evidentemente, era de esperar. Por que motivo se pôs ele a enganar as pessoas com a pretensão de guiá-las, enquanto ele próprio não estava em condições de fazê-lo? Mas os humanos são assim, julgam-se capazes de guiar os outros antes de terem adquirido as virtudes necessárias: a sabedoria, o amor, a pureza, a força, o desinteresse. Não! Enquanto não se tiver recebido ordem de um ser superior para assumir a esmagadora tarefa de guiar os humanos, é muito perigoso, para quem quer que seja, querer desempenhar este papel.

Eu gostaria muito de ajudar este homem, porque vejo que ele é muito infeliz e nem sabe porquê. Imaginou que bastava ler alguns livros de ciências ocultas e pôs-se a evocar as forças poderosas do mundo invisível para as utilizar, sem ter aprendido previamente a entrar em harmonia com elas. Pois bem, quando assim é, essas forças vingam-se e dizem:

"Porque procura servir-se de nós para satisfazer os seus caprichos? Nós não queremos submeter-nos a você. É fraco e ignorante e merece uma boa lição."

Quantos pretensos ocultistas não têm sequer um verdadeiro conhecimento das leis do mundo espiritual! Pode crer: eles leram alguns livros e, sem se prepararem, querem fazer figuras aos olhos de alguns discípulos, realizando prodígios perante eles. Pois bem, não é assim que se deve fazer.

Para se assumir o papel de guia espiritual, é necessário ter-se recebido um diploma, pois no mundo espiritual também se recebem diplomas. Os diplomas que existem no plano físico têm a sua correspondência no plano espiritual, à imagem do qual o plano físico foi criado. Os espíritos luminosos que nos enviaram à terra observam-nos, medem-nos e, se vêem que fizemos esforços, que conseguimos dominar-nos e corrigir alguns dos nossos defeitos, dão-nos o diploma. E onde está esse diploma? Não será um papel, que pode ser apagado ou destruído. É como um selo que se imprime no nosso rosto e em todo o nosso corpo, para mostrar que obtivemos vitórias sobre nós próprios. Talvez os humanos não vejam isso, mas todos os espíritos da natureza, todos os espíritos luminosos, o vêem, mesmo de longe, e então obedecem-nos e ajudam-nos.

Sim, para se ter o direito de executar certas tarefas no plano espiritual, é necessário obter também a aprovação de certos seres, e não pense que é fácil.

Muitas pessoas acham que os estudos necessários para se obter o diploma de educador ou de professor são muito demorados e difíceis. Mas isso não é nada, nada mesmo, comparado com as condições que têm que ser preenchidas por aqueles que querem ensinar aos discípulos as verdades da ciência iniciática.

Eu fico sempre espantado ao ver a ignorância e a ingenuidade das pessoas perante esta questão: todas, ou quase todas, crêem que estão à altura de poder usar o título de Mestre, imaginam que ele caiu assim do céu, já perfeito, sem Ter realizado o mínimo esforço.

Pois bem, você não encontrará criatura alguma que tenha vindo perfeita à terra. Quer a mostrem, quer a escondam, todos têm a fraqueza, ou mesmo várias.

Até os grandes Iniciados têm pelo menos uma fraqueza; por vezes é o medo, outras vezes o orgulho, ou a avareza, ou até a sensualidade. Mas a superioridade de um Iniciado advém-lhe, em primeiro lugar, de ele estar consciente dessa fraqueza e, em segundo lugar, do fato de empregar todos os meios para triunfar sobre ela.

Qualquer ser, independentemente da elevação do seu espírito, ao encarnar na terra, recebe dos pais como herança uma matéria mais ou menos defeituosa que deverá transformar, o que conseguirá graças às suas qualidades e virtudes.

E, quando o consegue, alcança uma elevação ainda maior, porque foi capaz de transformar uma matéria bruta em uma matéria elaborada de que poderá servir-se para o seu trabalho. É, pois, nos Iniciados que se descobre verdadeiramente a força do espírito, pois eles conseguem dominar tudo, ao passo que a maioria dos humanos arrasta consigo, durante toda a vida, defeitos que não consegue vencer.

No entanto, também é necessário que se saiba que um Iniciado vem à terra trazendo com ele as qualidades sobre as quais trabalhou nas encarnações precedentes. Graças a essas qualidades, ele afasta-se instintivamente do mau caminho e direciona-se, pelo contrário, para atividades construtivas, luminosas. Mesmo que não se lembre de nada, ele é impelido, sem se aperceber, a caminhar na mesma direção que seguiu no passado. Pela minha parte, durante muito tempo não tive qualquer lembrança das minhas encarnações, mas nasci nesta vida com marcas, registros, que me impeliram em uma determinada direção.

Omraam Mikhael Aivanhov

Extraído do livro "O que é um Mestre Espiritual?", Ed. Prosvecta





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13 de janeiro de 2019

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O Trabalho do Guia Através do Médium Consciente


O Trabalho do Guia Através do Médium Consciente

Chegou a hora do seu guia trabalhar com o passe, responder às perguntas daqueles filhos que se prostram à sua frente, e aí meus amigos, como agir?

Muitos nem esperam esse momento chegar, o dirigente julga o momento e muitas vezes pega o filho desprevenido e aí meus amigos: COMEÇA A PELEJA!

Não adianta que não ouvirão vozes dos seus mentores, não chegará a dita voz soprando em seu ouvido o que deve falar ao assistente que está em sua frente, não meus amados, vão surgindo ideias e situações misturando-se a com a mensagem do mentor e a sua cabeça, aí está um grande desafio, aprender a diferenciar o que é da sua cabeça e o que é da entidade, esse é um processo extremamente pessoal, tem médiuns que demoram dois, três meses, outros levam anos, outros ainda mesmo depois de dez anos de Umbanda, ainda se confundem, é extremamente complicado determinar um prazo correto para o processo. Serei bem sincero a vocês, é uma fase extremamente fatigante, onerosa, muitos abandonam a Umbanda nessa fase por não quererem discernir esse louco processo que todos passamos por isso. A incerteza toma conta de cada segundo da sua incorporação, é terrível! Rs

No começo é complicado mesmo, é bem complicado identificar quando é um aviso do seu mentor e quando é imaginação de sua própria mente, mas insistam, vocês chegam lá.

No começo da incorporação você terá solavancos, o guia deve se acoplar ao seu processo vibratório, e como ele está em um patamar diferente do nosso, ocorre essa acoplagem abrupta causando um solavanco no corpo, uma coisa que eu odiava ouvir no meu processo de desenvolvimento mediúnico é: “ – Vem devagar, sem machucar o cavalo, pega o cavalo direito.

Isso é uma falácia, o processo é extremamente o inverso, é oneroso ao mentor espiritual a acoplagem, e assim como a metamorfose da lagarta para a borboleta é um processo custoso, também é custoso a equivalência vibratória aceitável para o processo de psicofonia (ou incorporação, como queiram).

O Guia não tem e nem terá a intenção de te machucar, o solavanco não é porque ele vem te machucar e sim você que precisa se adequar a um patamar aceitável para o encaixe vibratório das duas vibrações, do jeito que muitos dirigentes falam, com o perdão da palavra, parece que os mentores espirituais são imbecis e não sabem o que fazem.

Mas voltando ao processo da incorporação consciente, apenas com o tempo vai ocorrendo essa acoplagem e as energias vão se afinizando, portanto meus irmãos, é extremamente natural o sentimento de constrangimento, de vulnerabilidade, o demasiado receio de estar fingindo e a preocupação constante com o comentário dos outros irmãos da corrente.

Muitos médiuns iniciantes também sentem-se confortáveis com a incorporação apenas quando é evocado pelo guia do dirigente ou qualquer outro responsável, ou seja, quando o mentor esfumaça com o fumo, como o passe fluídico ou até mesmo com outros métodos de facilitação da incorporação, mas chega um momento que temos que parar de em engatinhar e andarmos com as próprias pernas.

Não se esqueçam do animismo, isso é extremamente normal também durante o desenvolvimento, sim, é natural “copiarmos” o que as entidades dos mais velhos fazem, porque é nossa zona de conforto, por isso, nessa fase, somos totalmente presos a paradigmas e outros processos imitadores, seja uma saudação, um grito de guerra, uma chegada ou até mesmo algum trejeito de incorporação. Depois que vão adquirindo a confiança, vai mudando, muitas vezes o guia te pega de um jeito mais ameno mesmo, hoje o caboclo que eu trabalho dá um salto, antes ele mal pulava.

Sim, os bebês não imitam seus pais? Estamos nascendo para a mediunidade, então vamos copiar o que está ao nosso redor até criarmos nossa própria personalidade e desprendimento no assunto, não?

O outro processo complicado é deixar que o influxo espiritual do mentor tome conta, eu tento deixar a mente extremamente livre, quando vou vacilar no pensamento, penso na lua ou no sol, penso no mar, que são pontos estratégicos de força espiritual.

Quando você se torna um médium mais intuitivo, tanto faz você ou o guia falando, pois o acontecimento ou o fato é certo, vai muito do treinamento e dedicação do médium nesse processo.

Também é muito comum o guia perguntar algumas coisas no começo para o assistente, e depois de algumas perguntas, o médium toma confiança e deixa o guia engrenar ajudando, aconselhando e fazendo pequenas previsões. Mesmo porque é extremamente complicado para o mentor passar informações para o médium inseguro, lembrem-se sempre, somos extremamente ativos no processo da psicofonia (ou incorporação, como queiram), a incorporação (ou psicofonia) é de nossa total responsabilidade e não o contrário.

Um fator que vai acelerar demais o processo, é quando algo que o guia de vocês falarem e acontecer, sim, sem querermos ser hipócritas, mas isso dá uma bela massageada em nosso ego e o incentivo necessário para seguir em frente, o segundo item que auxilia nesse processo de confiança, é quando durante a consulta ele falar algo que o assistente na hora vai consentir e confirmar que aquilo é verossímil, esses são dois fatores que AJUDAM EXACERBADAMENTE no processo de desenvolvimento mediúnico e consequentemente na confiança na psicofonia de vocês, isso também é relativo, depende do desenvolvimento do médium, das suas faculdades inerentes e consequentemente de sua seriedade e dedicação no processo, não é como uma escola que a cada ano você passa de série, tem pessoas que mudam de degrau em semanas, outros em meses e outros em anos, como disse, depende única e exclusivamente de vocês.

Existirão médiuns melhores sim, existirão aqueles guias que quando chegam, param a casa, e não digo no quesito “show de danças”, “show de piadas”, não, digo no quesito liderança, clareza nas explicações, daqueles que vão no íntimo de suas aflições, que falará com a sua alma, sim, ainda existem médiuns que são capazes de trazer isso à tona, são raros e antes que me perguntem: NÃO PRECISAM SER INCONSCIENTES!!! [RISOS]. Um outro fato, o guia vai pegar um pouco da sua personalidade e do seu aprendizado, obviamente, é difícil apagar na mediunidade consciente todo o traço de sua personalidade, alguma coisa ou outra vai “vazar”, isso vocês perceberão com guias que querem brigar, que querem exaltar uma graça, que querem mostrar que fazem e acontecem, ou seja, guias vaidosos tem muito a ver com o médium e nesse processo, digo com total veemência que é o médium “passando a FRENTE”. E só para enfatizar, NUNCA USEM SEUS GUIAS PARA FALAREM COISAS QUE NÃO POSSUEM CORAGEM DE DIZER, NUNCA!

Sejam bons recipientes aos seus mentores espirituais, estudem, preparem-se, eu diria que a Umbanda se torna uma religião demasiadamente complexa devido a todos esses transtornos que passamos durante o desenvolvimento, e confesso meus irmãos, nem todos conseguem passar, nem todos conseguem dar uma boa comunicação e isso não é culpa dos mentores, nunca!

Esses posts sobre o começo é mais uma referência para que não se sintam sozinhos, muitas vezes não temos coragem de desabafar esses problemas com receio de colocarem à prova nossos guias, a confiança de nossa incorporação, então aqui é o espaço para tirarem as suas dúvidas no ANONIMATO, muitas vezes essa falta de fé é um grande obstáculo e impede muitas vezes de um médium brilhante trilhar esse caminho, justamente pelas dúvidas, vergonha e até medo que encontramos em nosso caminho.

Mas não temam, isso é mais comum que imaginam, acontece aos milhares e eu diria com total propriedade que acontece esses mesmos fatos com 99% dos médiuns.

Neófito da Luz



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A Dança na Umbanda

A Dança na Umbanda

Lembramo-nos de uma conversa com um companheiro de nosso cazuá, o qual lembrava-se naquele instante de um ensinamento passado a ele por nossa mãe-de-santo há muitos anos: A força do Guia está na mente do médium.

O movimento rítmico é a linguagem fundamental para expressarmos aquilo que experienciamos interiormente e cujo significado encontra-se além da razão. Aquilo que não pode ser expresso somente por palavras, encontra um profundo sentido e expressão na dança ritualística.

Essa realidade da manifestação espiritual na Umbanda reside em experiências as mais remotas, que temos vivenciado desde nossas primeiras encarnações como seres humanos neste planeta Terra.

Cremos que as primeiras práticas religiosas surgem do contato direto que os homens primitivos encarnados tiveram com os Espíritos e com fenômenos co-relacionados a estas experiências transcendentes. A repetição destas experiências afixou-se em nossas estruturas inconscientes, as quais compartilhamos coletivamente (inconsciente coletivo).

A dança está, portanto, diretamente relacionada a cultura, a religião e a arte.

A palavra Reigen, ou dança em roda, é vista como herança dos ancestrais. Langer diz que "a dança em círculo realmente simboliza uma das realidades mais importantes da vida dos homens primitivos - o reino sagrado, o círculo mágico. O Reigen, enquanto forma de dança não tem nada a ver com o saltitar espontâneo; preenche uma função sagrada da dança - divide a esfera da santidade da esfera da existencia profana. Dessa maneira, ele cria o palco da dança, que se centraliza naturalmente no altar ou seu equivalente - o toten, o sacerdote, o fogo - ou talvez o urso abatido ou o chefe morto a ser consagrado" (Langer, apud Fatima 2001).

A dança ritualística corresponde a uma oração corporal, a prece em movimento. No entanto, durante a ascenção do Cristianismo na cultura ocidental, o corpo foi desconsiderado e visto como instrumento de pecado, merecendo, portanto, o repúdio. Por exemplo: entre os anos 465 e 1453 da era cristã, o ato da dança era considerado pecado gravíssimo perante a Igreja.

Assim, na cultura cristã, a prece passou a ser somente falada, pensada, mentalizada, tornando-se um ato mais abstrato e individualista.

Segundo cremos, a execução da dança ritual serve como instrumento de harmonização do indivíduo com o Cosmo, reordenando em si as forças do universo, reintegrando-as em nós mesmos.

A oração corporal, expressa pela dança ritual, coloca a prece em movimento, promovendo a harmonia entre espírito - mente - corpo, canalizando as energias transcendentes, advindas do mundo espiritual, e externando-as na dimensão material.

Sendo assim, sentir, pensar e agir, se tornam em movimento ritual (Fatima, 2001)

"O movimento sempre foi empregado com dois propósitos distintos: a consecução de valores tangíveis em todos os tipos de trabalho, e a abordagem de valores intangíveis na prece e na adoração. Ocorrem os mesmos movimentos corporais tanto no trabalho quanto na veneração religiosa, conquanto difira na sua significação em ambas as instâncias" (Laban, apud Fatima, 2001).

Na Umbanda, o fenômeno mediúnico consolida-se no movimento. Este, por sua vez, ocorre na dança ritualística, pela qual o médium comunica corporalmente seu estado de transe e deixa transparecer "o outro" espiritual que naquele momento apodera-se, mesmo que parcialmente, de sua mente.

"A dança, por isso, não é apenas a transparência do divino, assim como uma janela aberta, uma vista para o divino. A dança também não é uma viva imagem reminescente - a dança é, em tempo e espaço, um signo, um acontecimento visível, uma forma cinética para o invisível" (Wosien, apud Fatima 2001).

Hanna afirma que "dançar pode levar a estados alterados de consciência (que mudam os padrões fisiológicos na frequencia das ondas cerebrais, na adrenalina e no açucar do sangue) e, em consequencia, à alteração da ação social"(Hanna, apud Fatima 2001).

Isso implica que o médium, utilizando-se da dança ritual, perca o controle sobre si mesmo. O que é natural, pois para que possa haver o contato mediúnico, ou seja, para que a mente do médium possa ser acessada por outra mente (a do Guia), é necessário que por instantes este perca o controle sobre si mesmo.

Na dança ritual o médium libera a irradiação da energia espiritual de seu Guia, por meio da expressão mental manifesta no corpo. O Círculo feito durante a dança (em volta de si mesmo e em volta do centro imaginário do terreiro) afasta tudo o que se refere à consciência objetiva e individual do médium, concentrando ali somente o que há de espiritual e divino em si. Neste momento, tudo o que pertence a esta vida sai de cena para emergir do mais inconsciente do médium a sua realidade plena e espiritual, em união com o sagrado, o divino, o seu Orixá.

Fazendo uma analogia, o movimento circular, característica geral da dança ritualística, simboliza o arquétipo junguiano do Self (centro e totalidade da personalidade humana). O círculo possui uma propriedade simbólica de perfeição, ausência de divisão, homogeneidade (Almeida, 2005).

Na verdade, são quatro os símbolos fundamentais e universais: círculo, quadrado, cruz e centro.

O centro, além de ser um dos símbolos fundamentais, aparece na liturgia sempre associado a um dos outros símbolos, devido a idéia de movimento expressa por essa conjunção centro-eixo, presente na estrutura dos demais símbolos (cruz, círculo e quadrado).

Assim é que nas danças circulares sagradas, os movimentos rituais dão-se em relação a um centro disposto no local, geralmente simbolizado por um ou mais elementos tais como: vela, fita, imagem, símbolo cabalístico (ponto riscado, no caso da umbanda) ou a cruz. Tais elementos dispostos no centro do terreiro, têm a função referencial de conjução entre o terreno e o divino, espiritual e material, o "axis mundi" (ponto de ligação entre a Terra e o Céu).

Ao longo do transe, as entidades manifestadas pelos médiuns, executam danças e gestos que caracterizam e exprimem símbolos arquetípicos de caráter numinoso, como identificação da espiritualidade umbandista, como sejam os movimentos circulares ou em forma de cruz, as representações feitas (geralmemte com as mãos) simbolizando flechas, espadas, lanças, espelhos, pentes, laços, etc.

Sachs fala das danças medicinais xamânicas. Nestas práticas, o doente era colocado no centro do círculo, e o xamãn, médico, curandeiro, dirigia a dança circular, até que os dançarinos entrassem em êxtase, até que subjugassem aquele espírito da enfermidade que tomava aquele corpo doente, o afastassem, ou o possuindo em si mesmo (no sentido da possessão) pudessem vencê-lo (Almeida, 2005).

Aqui está um dos grandes sentidos de trabalhos de ordem espiritual, visando a cura (física, psíquica e espiritual) muitas vezes empregados pelos nossos Caboclos, principalmente, em nossas giras. A corrente mediúnica é mobilizada a trabalhar com seus guias, pela dança ritualística, em torno de um enfermo (geralmente posto ao centro ou a frente do conga) sob o qual serão direcionadas as irradiações dos Orixás e do qual serão retiradas e dispersas as negatividades de várias ordens.

A dança ritual também foca a atenção aos pés, conectando-nos com a Terra. O pé é o símbolo de nossa força, pois é ele quem nos mantém eretos. Pelos pés inicia-se o enraizamento de nossa vida psíquica, corpórea e espiritual (Almeida, 2005).

O médium em transe mantém os pés sempre em ligação com o chão, simbolizando a ligação com a Terra, a ancestralidade (os pés descalços relembram as danças dos Negros e dos Indígenas Brasileiros). O corpo do médium neste momento simboliza a memória coletiva de um povo e a tradição da cultura Umbandista.

A prática da dança ritualística de maneira ordenada e efetuada com conhecimento ocasiona uma condição de saúde mental, valoriza a imagem corporal do indivíduo e coloca-o em uma condição de relacionamento saudável consigo mesmo e com a coletividade.

Havíamos colocado uma perspectiva a respeito do princípio de Individualidade do ser humano, a qual manifesta-se pela multicorporeidade, ou seja, na existência de não só um, mas vários corpos. Estes corpos sutis são portadores de movimento/vibração, sendo que estes, ao movimentarem-se de maneira harmoniosa, promovem a homeostase, a condição de saúde (mental, emocional e física).

A dança ritual estabiliza estas estruturas, integrando-as com o corpo físico, abrindo campo para os estados alterados de consciência (estados superiores de consciência) em forma de transe mediúnico, conforme já havíamos salientado.

A essência da dança é holistica (Fatima, 2001), ou seja ela integra aspectos sociais, espirituais e cósmicos. Por conta disso, utilizamo-nos do movimento para expressarmos nossas tradições; o contato com o mundo espiritual; a alteração da consciência.

O sentido de irmos para dentro de nós, fazendo emergir a luz divina de nossa realidade mais essencial, porta pela qual "passam", de Aruanda para a Terra, os nossos Guias e Protetores, está em razão de podermos encontrar sempre, no fundo de nosso ser, a grandiosidade do Orixá que vive dentro de nós e possamos compartilhar com a vida os resultados desta busca, pela beleza e pela musicalidade de nossas práticas espirituais, profundas em sabedoria e sensibilidade.

Gregorio Lucio



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Falanges na Umbanda


Falanges na Umbanda

Para entender o significado da palavra "falange", basta olharmos no dicionário, o qual diz que falange é o mesmo que legião, agrupamento de tropas organizadas. Visto isso podemos dizer que as falanges na Umbanda são agrupamentos de espíritos, sistematicamente organizados pela cúpula criadora da Umbanda Astral. Podemos dizer que dentro das falanges da Umbanda, existem hierarquias referentes a tipos vibracionais, áreas de atuação do espírito, grau evolutivo, experiência adquirida, dentre outros, cabe ainda salientar que essa organização espiritual não é de feitio somente da Umbanda, e sim de toda a espiritualidade, que do lado de lá trabalham como um todo, cada um em suas especialidades.

Como nosso objetivo principal é tratar da espiritualidade perante a Umbanda, cabe informar que as falanges que aparecem na nossa morada do Pai são atribuídas as linhas de trabalho existentes e também aos Orixás. Não podemos confundir por exemplo, a Linha de Pretos Velhos com Falange de Pretos Velhos, ou seja, a Linha de trabalho é referente ao grau alcançado pela evolução do espírito, que nela pode exercer a sua especialidade, onde esta especialidade é especificada dentro das falanges, por exemplo, um espírito que trabalha na Linha de Pretos Velhos e tem grande conhecimento em magia e quebra de feitiços poderá vir a trabalhar na Falange do Preto Velho Rei Congo, se apresentando como tal.

Algumas falanges (lembrando que não são todas deste modo), são criadas através do merecimento de certos espíritos, que após desempenhar muitos e muitos anos seu trabalho em outras falanges, só que com uma peculiaridade própria, a espiritualidade proporciona o presente e uma função de maior responsabilidade para este espírito, criando assim uma falange que estará sobre os seus cuidados e responsabilidades. Nesta falange se encontrarão assim, espíritos que se assemelham as funções e vibrações desta falange. Lembrando que para o espírito receber esta dádiva ele já possui extensa bagagem espiritual e grau evolutivo.

Compreendendo este modo hierárquico que a espiritualidade se organiza, podemos dizer que dentro de uma falange temos o chefe e criador da mesma, este responsável por todos os trabalhos desempenhados pelos obreiros que atuam nesta, temos os chefes de grupos de falanges, que são responsáveis pela coordenação de um grupo que trabalha na mesma falange, mas de menor patente e experiência, assim este chefe tomará conta e informará os resultados do grupo qual ele comanda ao criador da falange.

Normalmente as entidades que se apresentam com o numero sete no nome, por exemplo, Capa preta da sete encruzilhadas, são chefes de agrupamentos de espíritos que atuam na sua falange. Ainda podemos ver a divisão de especialidades dentro da própria falange, caracterizando assim uma sub-falange, por exemplo, os Pretos Velhos que se apresentam como Pai Chico da Calunga, estão dentro da falange do Pai Chico, mas por apresentarem o sobrenome da Calunga, mostra que o trabalho desempenhado por ele, é feito com as almas, ou seja, espíritos na transição do mundo físico para o espiritual, que se diferencia do trabalho desempenhado pelo Pai Chico de Aruanda, que tem o caráter mais doutrinário, esclarecedor do que se diz respeito ao evangelho de Cristo.

Sob esta ótica, podemos compreender como é possível existirem diversas entidades se identificando com o mesmo nome, em diversas casas, no mesmo horário, muitas vezes no mesmo terreiro, espalhados pelo país inteiro, e por que não pelo mundo.

Fonte: Luz na Umbanda




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A Cura nos Terreiros Umbandistas

A Cura nos Terreiros Umbandistas

A umbanda vem recebendo um reconhecimento privilegiado nos campos de cura, a eficácia dos trabalhos terapêuticos na casas umbandistas vem exercendo grande impacto sobre as correntes espiritualistas; Até alguns centros kardecistas dos quais ainda exerciam certo tipo de preconceito contra o culto umbandista, vem fazendo apologia às praticas terapêuticas umbandistas.

Muitos são os fatores responsáveis por esse êxito nas práticas de cura umbandistas, um dos que não devemos nunca menosprezar, é o ectoplasma, uma fonte de energia do corpo espiritual facilmente manipulável e maleável existente em todos nós.

Muitos dos passes e simples terapias são resolvidos através da doação do ectoplasma, é claro que isso é apenas um dos métodos utilizados pelos médiuns e mentores dentro da liturgia umbandista. Também temos a cura através da imposição das mãos, onde somos condutores de energia do prana (Fluxo de energia disperso no Cósmico segundo os hindus) e através das mãos, direcionamos a energia até o ponto enfermo.

Como a Umbanda é universalista, e a cada dia que passa médiuns das mais diferentes doutrinas e mentores dos mais variados cantos do globo, atuam de uma forma íntegra e diferencial, a mediunidade evoluiu com o passar dos tempos, o conhecimento está próximo a todos e com isso, novas linhas de trabalho na Umbanda surgem para suprir a deficiência que talvez, um dia, tínhamos.

Existe até guias que utilizam princípios do reiki, e já presenciei um médium que não sabia de nada sobre a filosofia e o seu caboclo realizou um excelente trabalho, temos também o caso de um exu que fazia cirurgias espirituais e assim, com o vasto conhecimento existente no Universo, a Umbanda vem atuando sobre várias vertentes.

Em meu ponto de vista, devemos isso principalmente à Grande Vibração de Oxossi que atua na cura e de Omulu que atua na transmutação, sob essa egrégora, os mentores vêm exercendo papel fundamental para a diminuição das aflições dos irmãos da Terra, com os médiuns também evoluindo, possibilita-se uma integração singular entre médium e guia. A Mediunidade semiconsciente e consciente também é um dos grandes fatores, ocorre uma simbiose ímpar, o guia aprendendo e utilizando as faculdades inerentes do médium e o médium aprendendo com o guia atuando em uma troca fantástica de energia e conhecimento.

Também não devemos esquecer de nossas sagradas folhas, nossas miraculosas ervas que atuam como catalisadores para as mais variadas patologias existentes no campo físico e espiritual, ótimas para limpeza, para a cura e até atuando como condensador de energia para a queima de larvas e miasmas astrais. Com tudo isso, meu pensamento é rapidamente remetido à Perfeição Divina, tudo temos na Natureza, e a Umbanda antes de tudo, é o culto à Natureza, a todas as energias provenientes do Universo, e atuam em cada canto da vibração sutil dessa energia, as cachoeiras, as matas, os mares, entre outros vários. Até mesmo no cemitério, que é o campo santo da transmutação, o portal das almas.

O que mais me impressiona nesse Universalismo Umbandista, são os diferentes graus de conhecimento que cada guia traz, o conhecimento dos caboclos não são somente aqueles que se perderam no tempo, são aqueles também que foram rememorados nos dias hodiernos, as práticas ditas ancestrais, arcaicas ou primitivas, voltam a ocupar ênfase no dia de hoje, estamos vivendo uma era maravilhosa de resgate, com isso, a saúde mental será o prisma de tudo isso.

É a cura através da Magia, da simbiose energética, dos conhecimentos antigos orientais, é a Umbanda trazendo a evolução, provando que não temos somente um corpo físico, que quando curamos nosso corpo espiritual, nosso perispírito, estamos também curando ou evitando que um malefício se alastre também no corpo físico.

Percebe-se que na Umbanda temos um arsenal de técnicas para suprir as enfermidades dos adeptos que ali adentram, e isso ocorre nas mais variadas linhas, Sr. Chico Preto sempre com seus remédios, através da magia de sua fumaça e seus banhos para lá de esquisitos, sempre de cabeça, vem também obtendo grande êxito nos processos terapêuticos. A Linha de ciganos trazendo seus conhecimentos que perduraram os séculos através de suas inigualáveis magias. Os sábios preto-velhos que trouxeram sua ciência oriunda do continente africano, miscigenada com o poder das ervas brasileiras, entre outras grandes correntes das sete linhas da Umbanda, cada qual com sua característica e sua ciência.

E devemos agradecer a essa perfeição Cósmica da qual estamos sempre sofrendo influência, e dessas maravilhosas vibrações que damos o nome de orixás, sob tais auspícios, nós médiuns com o auxílio do conhecimento de outro orbe, dos guias e mentores, conseguimos gradativamente infiltrar-nos ainda mais nessa gama de conhecimento existente no Cósmico e no corpo espiritual de cada consulente necessitado de ajuda.

Enfim… Uma série de fatores contribuiu para o grande êxito das curas nos nossos amados terreiros, e como sempre, pregando a humildade e o culto e respeito à natureza, galgaremos com grande sucesso, as escadas inerentes à nossa evolução espiritual.

E vale lembrar, também é muito importante um médium consciente de suas obrigações e que dedique seu tempo aos estudos, quanto mais rica é a cabeça do médium, maior sua serventia para o trabalho dos guias de luz.

Neófito da Luz



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Ibejis ou Erês

ibejis na umbanda

As Entidades Espirituais que incorporam em nossos terreiros de Umbanda com o arquétipo infantil e que formam a Linhas das Crianças, Erês ou Ibejada são representantes da alegria, da sinceridade, da inocência e de tudo que é puro, no entanto, essa Linha, e toda sua potência, é pouco conhecida pelos próprios umbandistas que, na maioria das vezes, só as veem como crianças peraltas ou submissas. Consequentemente os trabalhos religiosos com essa Linha ficam cada vez mais distantes dos terreiros ou ainda ligadas somente ao sentido da festa, das guloseimas, da bagunça e da extravagância em todos os sentidos.

Na realidade essas Entidades são Seres Espirituais mestres nos conceitos do Bem e do Puro e muito ajudam para evolução moral dos médiuns ensinando que a única forma de se levar vantagem é sendo puro, como é a criança, também não admitem a mentira nem a maldade. Os filhos de Ogum, como também são conhecidos, têm a presença mais alegre da Umbanda, trazendo sempre renovações e esperança, reforçando a natureza pura e ingênua dos seres humanos. É a linha que mais cativa as pessoas pelo ar inocente que traz na face do médium.

Saiba que é brincando e rindo que efetuam maravilhosos trabalhos de descarga fluídica, aliás, é no sacudir dos braços e pernas que atiram seus fluidos naturais afastando, assim, espíritos de baixa vibração que estejam prejudicando as pessoas. Com esses movimentos também desagregam energias densas enraizadas no corpo astral e áurico que proporcionam doenças no corpo e na alma.

A fala com as ‘Crianças’ é sempre cheia de brincadeiras e de “ingenuidade”, no entanto são profundas, sábias e altamente reveladoras, mesmo porque o que mais estimulam em nós é o autoconhecimento. Além disso, uma das suas maiores capacidades é nos fazer rir e é nesse riso contagiante que “eles” curam nossas amarguras.

As ‘Crianças’ gostam de sentar no chão, junto à terra, fonte de energia transmutadora e curadora, suas preces são cantadas em melodias alegres fazendo referência a Papai e Mamãe do Céu e em mantos sagrados. Seus pontos riscados são curtos e bastante cruzados pela Flecha, Coração, Chave e Raiz … são verdadeiros Magos Naturais. Quem já não ouviu a frase: “O que os Filhos das Trevas fazem, qualquer criança desfaz. O que a criança faz (no sentido do Bem, é claro) ninguém desfaz ou interfere”.

A festa das Crianças na Umbanda, conhecida como Festa de São Cosme, Damião e Doun, tem duração de um mês, iniciando em 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando em 25 de outubro (Crispim e Crispiniano).

Aproveite o dia, a energia, a vibração e todo o entusiasmo dessas maravilhosas Entidades, dê uma pausa para pensar, abrir o coração e entenda, embora de forma simples e pura, as profundas e sábias mensagens desses verdadeiros SÁBIOS – Senhores da Pureza Cósmica. Aproveite também e determine algo especial para você. Determine que seu lado infantil e puro sempre influencie suas decisões e seus relacionamentos.

E, se for à uma festa de Cosme e Damião em um Terreiro de Umbanda, aproveite ao máximo a oportunidade e todos os ensinamentos e leve para casa, além dos doces e bolos, o exemplo de alegria dessa encantadora falange de Yori!

Mônica Caraccio





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9 de janeiro de 2019

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A Magia

A Magia

As palavras "magia", alquimia, transmutação, feitiçaria e correlatas, exercem um certo fascínio nas pessoas, acreditando, muitas vezes, que teriam o poder manipulando "poções mágicas", caldeirões, varinhas, etc., e que o seu uso numa determinada hora, numa determinada caverna, obteriam os resultados desejados. As vezes, não consigo conter o sorriso, quando alguns "esquisotéricos" se orgulham ou são idolatrados por "produzirem chuva".

Transmutar energias para movimentar o ar, expandir o fogo, contrair a água e coerir a terra é fácil, pois são magias que se processam externamente, manipulando-se "coisas concretas" e de fácil acesso. Agora, difícil mesmo é realizar a magia "interior", onde você trabalha com as "coisas abstratas", procurando transmutar a ira em paciência, a leviandade em firmeza, o receio em esperança, a soberba em humildade, a luxúria em castidade, o arrebatamento em prudência e o egoísmo em generosidade.

Têm-se que compreender que, na maioria das vezes, os grandes conflitos e "demandas" são interiores ou sejam, nós mesmos criamos o emaranhados de situações que ficam pululando em nossos pensamentos, sentimentos e, por decorrência, nas nossas ações.

O material aqui descrito, facilitará a busca e o encontro daquela paz interior, que todos necessitam e muitos anseiam.

Num primeiro momento, considerando distâncias, tempo e templos, você poderá dentro da linha justa, concretizar o que busca, mas cabe o alerta da simplicidade: com os preceitos/trabalhos aqui propostos, ao invés de manipular as energias etérea, eólica, ígnea, hídrica e telúrica, terá condições de irradiar, mover, expandir, conduzir e coerir, na sua essência e forma e na busca do auto-conhecimento, a fortaleza, o respeito, o entendimento, a sabedoria, a pureza, o conselho e justiça, que traduzem os atributos dos Orixás.

Antes, porém, esforçando-me em compreender a Umbanda em seu dogma, poderá parecer pretensão ou mesmo intransigência, visto não realizar ou mesmo não concordar com algumas práticas, que por deturpação, desinformação, ignorância ou mesmo dolo, alguns querem travesti-la de Umbanda. Sinto-me impelido a conduzir a voz à um punhado de Umbandistas, que em determinados momentos, devido a nossa natureza humana, ficam incomodados em ouvir acusações vãs e comentários agressivos, sobre determinadas práticas, que por não terem sustentação ou mesmo consistência, são impingidas ao Movimento Umbandista da atualidade.

São necessários alguns esclarecimentos às práticas inerentes à Sagrada Corrente Astral de Umbanda, pois são chegados novos tempos, onde algumas só têm aceite em planos astrais, sob a minha ótica, não muito iluminados. E, por estar comprometido em orientar àqueles, que não têm o necessário esclarecimento e estão "vagando" por "terreiros", alerto para evitarem sucumbir perante algumas hordas não muito nobres... Assim: Não se praticam ações que fujam ao bom senso; Não se questionam as origens das pessoas, em quaisquer sentidos: filosófico, étnico, religioso, social, econômico, político...; Não se impressionam ou mesmo não se assustam as pessoas que por ventura não estejam dentro desta ótica; Não se estimulam ou mesmo não levam as pessoas à exposições constrangedoras ou mesmo ridículas, na realização de preceitos; Não se realizam preceitos em locais inadequados; Não se praticam, inclusive questiono de forma veemente, quaisquer atividades que possam prejudicar as pessoas; E, não se agride o meio ambiente, pois temos de ser cônscios da necessidade de preservação dos sítios naturais (praias, cachoeiras, matas, rios, lagos e campinas, etc.), não só pelo fato de serem centros energéticos e sagrados, mas também absolutamente necessários à vida.

Em determinados momentos da vida, especialmente quando nos lançamos nos grandes desafios ou quando surgem obstáculos, por algum motivo muitos se acham sozinhos ou abandonados, ampliando aquilo que se interpõe à nossa frente, desestimulando transformar os nossos sonhos, quer sejam espirituais e materiais, em realizações. Magia "é ação da vontade" A realidade é que, por motivos vários, sentimo-nos solitários, entretanto, "Papai-do-Céu", através da Confraria dos Espíritos Ancestrais, manifesta-se em nós, ou seja, a força está com você ou melhor, está em você. Basta! Talvez, haja apenas a necessidade realizarmos pequenos estímulos para que percebamos.

A magia é única, ela está no todo. A determinação da magia como sendo branca ou negra, boa ou má, dependerá única e exclusivamente do direcionamento dado por cada um (Vontade). A magia pode ser ritualizada ou íntima, e poderá ser encontrada no ar, no fogo, na água e na terra, cabendo apenas a utilização inteligente, visando a sua aplicação adequada, em benefício próprio e de terceiros, buscando aquelas forças interiores, visto que ao fazermos algo para o bem, o "universo conspira a favor".

Quando se pratica magia, deseja-se que sejamos envolvidos pelas energias das Vibrações Originais (Orixás), bem como tenham-se reforçados os seus atributos e ações positivas e aliviadas as ações negativas. Por sua vez, quando se aborda a magia, temos de considerar que suas formas são interdependentes, ou sejam, utilizamos os nossos recursos físicos e abstratos, conscientes e inconscientes de modo a aplicar nossas habilidades mentais, visuais, auditivas, olfativas, degustativas e de tato.

Bom, para não ficarmos no pleonasmo, pois magia pressupõe movimento, poderia denominá-la de ritual, ação, magia, ... denominemos esta magia, como sendo o exercício da transformação porque nos induz a uma atividade dinâmica para mudança, bem com a utilização de recursos físicos. Sabemos, pois, se realizarmos ações por motivos considerados justos, com certeza, os estímulos necessários e adequados ocorrerão.

Ter conhecimento sobre Magia, implica em se ter poderes pessoais de ação e reação no plano astral, com ou sem a participação de antagonistas ou sejam, entidades espirituais.

Por sua vez, alguns aspectos devem ser levados em consideração, visto que ao movimentarem-se "Forças Sutis", para uso próprio ou de terceiros, deve-se levar em consideração o que é passível de merecimento, positivo ou negativo. Ações deletérias podem até surtir efeitos, entretanto ficarão registradas em "nossos arquivos kármicos", para cobrança no presente ou no futuro, desta ou de outra vida.

Thashamara







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Por Que a Umbanda não Resolve o Meu Caso?

Por Que a Umbanda não Resolve o Meu Caso?
MEUS PROBLEMAS x MINHA AUTOCRÍTICA:
Por que as Entidades da Umbanda não resolvem o meu caso?

Entra ano, sai ano, e a experiência que vamos adquirindo enquanto praticantes da Umbanda nos permite constatar que a maior parte dos problemas que são levados aos nossos templos continua inalterada. Os maridos ainda precisam ser “amarrados”, os filhos estão cada vez mais rebeldes, o dinheiro é cada vez mais insuficiente para pagar as contas, e dúzias de encostos permanecem assombrando pobres almas inocentes. Será que os Pretos-Velhos, Caboclos e Crianças não estão dando conta do recado? Já não se fazem mais Exus como antigamente? Ou será que estamos diante de uma massa de “fieis” cada vez mais omissa às suas próprias obrigações éticas, sociais e familiares?

Há mais de século, os Mentores Espirituais que acorrem aos nossos templos nos alertam para a necessidade de decompormos o cerne de nossos problemas sob a luz da autocrítica. Pois muitos obstáculos adquirem ares de insolubilidade pelo fato de não admitirmos que eles florescem à revelia de uma análise centrada naquilo que NÓS poderíamos ter feito para resolvê-los. Bom seria se levássemos à presença de uma Entidade mediunicamente manifestada apenas dúvidas relacionadas às nossas próprias fraquezas, ou, quem sabe, desabafos que não estivessem tão camuflados pela negação em admitir nossas falhas. Entretanto, o panorama é desalentador, pois décadas transcorrem e continuamos com a confortável sensação de poder terceirizar a causa íntima de nossos tormentos. E haja vela e magia para que tanta crise seja resolvida!



A verdade é que os ditames comportamentais de nossa sociedade também estão influenciando a noção de responsabilidade que deveríamos ter, mormente perante o enfrentamento dos nossos óbices existenciais. Certa vez ouvi uma irmã de fé dizer que noventa por cento dos problemas trazidos aos terreiros seriam resolvidos em um divã, e não por “força de pemba”. Análise corretíssima, infelizmente! Pois vejamos: Em plena era do telefone celular, dos bate-papos virtuais, das formas de comunicação que possibilitam uma interação interpessoal cada vez mais fácil e objetiva, ainda assistimos pessoas que se esquivam de qualquer entendimento verbal com o alvo de seus sentimentos amorosos. Pessoas tomadas, quem sabe, por um misto de timidez, egoísmo, depressão e amor platônico, que simplesmente não se julgam competentes para conversar, discutir a relação, ou investigar as reais intenções de seus pretendentes. Onde essa frustração é despejada? Muitas vezes, aos pés de um Preto-Velho, Caboclo, Criança ou Exu. Aí, como se estivéssemos em um call center qualquer, solicitamos à Entidade uma intervenção astral sobre o problema, para que o “ser amado” volte logo, como num passe de mágica, se possível bem docinho e amarradinho. E como bem ensina a regra capitalista, nos dispomos até a pagar pelo “serviço” feito.


Outro problema comumente trazido aos Gongás da Umbanda reflete a dificuldade que temos em educar nossos descendentes. Mais uma vez, obliteramos nossa parcela de culpa, que na maioria dos casos é ilustrada pelo binômio filhos rebeldes = pais complicados, e defendemos que a insubordinação de um filho está exclusivamente atrelada a “influências espirituais”. Tudo acaba sendo jogado “na conta” de espíritos obsessores, quando, na verdade, salta aos olhos a evidência de uma educação defeituosa, eivada de mimos exagerados, superproteção, negligência e/ou indisciplina. Resta às Entidades de Umbanda a tarefa de consertar essa situação? Obviamente que não!


Também não poderíamos deixar de discorrer acerca de um problema que quase sempre é levado ao conhecimento de nossos imperturbáveis Mentores Espirituais: a falta de dinheiro. Diamantino Fernandes Trindade vaticina nesse sentido com uma maestria lacônica: “Nenhum trabalho para atrair dinheiro surtirá efeito se você gastar mais do que ganha.” No século do consumismo leviano e desenfreado, quem pode afirmar que está à salvo da mania de perseguir aquisições supérfluas? Quantos telefones celulares você comprou nos últimos trinta e seis meses? Quantas vezes você pensou em tomar um empréstimo, simplesmente para obter algo que “estava na moda”? Quantos desejos pululam em nosso âmago, impulsionados por apelos culturais estritamente superficiais? Será que o dinheiro realmente está faltando, ou o que falta mesmo é um planejamento financeiro em nossa rotina de gastos? Mais uma vez, levamos atribulações criadas pelos nossos desequilíbrios aos pés dos Orixás, como se estes tivessem o poder de tudo resolver, à revelia de nosso livre-arbítrio... Plantamos mal, semeamos pior, mas queremos colher o melhor possível.


Por último, mas não menos recrudescente, flutua o imbróglio dos “encostos” – esses capetinhas danados que sempre fecham os nossos caminhos e perturbam gratuitamente o sucesso da nossa inocente jornada terrena. Por muitas vezes, nós os responsabilizamos por outros problemas já comentados: falta de dinheiro, namorado, ou a rebeldia de filhos, parentes e amigos. Na contrapartida dessa rotulação endêmica, já ouvi um Exu assertivar que os casos de obsessão clássica – aqueles que eram comuns há cinqüenta anos atrás, de um desencarnado perturbado sobre um encarnado incauto – são cada vez mais raros de serem observados. Isso porque NÓS estamos assumindo a dianteira nessa questão, ou melhor, estamos abrindo nossas portas mentoastrais para que obsessões e obsessores possam nos dominar. O convite está partindo de nossas mentes “inocentes”, frágeis a ponto de culpabilizar o “Reino das Trevas” pelo MEU alcoolismo, ou de acusar uma alma penada pela MINHA tendência ao sensualismo exacerbado. Problemas de caráter? Não os tenho! São os meus “encostos” que colocam esses espinhos em minha personalidade!Vamos nos enganando, na medida em que enormes falanges de assediadores “astrais” vão crescendo em nossas cabeças auto-obsedadas!


Enfim, enquanto não soubermos mensurar a nossa parcela de culpa nessas situações que levamos ao conhecimento de Entidades mediunicamente manifestadas, estaremos fadados a sair de um Terreiro de Umbanda sem perspectiva de resolução para os nossos problemas. Nenhuma “magia” pode quebrar aquilo que nasce do nosso livre-arbítrio e floresce em nossa resoluta vontade de agir egoisticamente. Ainda assim, abnegados Pretos-Velhos, Caboclos e Erês estão sempre a nos indicar a solução: o caminho do autoconhecimento como fonte única de libertação plena. Caminho de difícil persecução, pois desafia a todo instante a vaidade e o comodismo que cultivamos. Mas caminho essencial para que tenhamos condições de empreender a tão falada Reforma Íntima, e sorver plenamente todo o poder dessa assistência espiritual trazida pelo Evangelho Cristão, redivivo no Astral de Umbanda.

Lembre-se: se a sua autocrítica é menor do que seus problemas, seus problemas certamente são bem maiores do que você pensa!

Luciano Martins Leite




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