2019 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

20/11/2019

A Necessidade da Fé

Não basta os filhos simplesmente frequentarem uma casa de Umbanda se não acreditarem e entenderem o que ali esta se passando.

A Fé não é para os outros, mas para a própria alma. Não basta os filhos se dizerem Umbandistas se nela efetivamente não acreditarem. Ser Umbandista é antes de tudo crer na Umbanda.

Aqueles que a praticam e não creem, estão apenas indo a um templo, sem que ocorra a mudança que a Umbanda traz a vida dos filhos, que na prática é trazida ao dia a dia daqueles que são, realmente, Umbandistas.

É preciso ter fé. Não uma Fé cega e não esclarecida, mas a verdadeira Fé que realiza perguntas e quando obtêm as respostas as toma como certeza.

A Fé que é mais forte do que qualquer dissabor da vida, problema e dificuldade. A Fé que leva a prosseguir, mesmo que contra tudo e todos na certeza do caminho correto.

É necessário, pois, a existência da fé, para a prática da Umbanda.

Os filhos Umbandistas não devem seguir os fundamentos e as verdades da Umbanda apenas quando estão dentro das casas, mas sim em todos os atos de sua vida.

Ser Umbandista é fazer as escolhas dentro das verdades da Umbanda, respeitando as leis desta. É pedir auxilio sempre que preciso para as entidades. É entender que as dificuldades não são nunca em vão. É conseguir respeitar a crença dos outros sem deixar abalar a sua própria. Ser Umbandista é entender seus erros e o dos outros. É resgatar seus erros, dentro da grande Lei. Ser Umbandista é antes de tudo, crer.

A crença é absolutamente fundamental a qualquer filho Umbandista. Se não houver a Fé e a certeza nos conhecimentos Umbandistas e nas entidades a ela afeitas, não haverá a necessária firmeza quando os problemas se apresentarem mais difíceis e quando o caminho parecer se fechar.

Crer em momentos de felicidade e tranqüilidade é fácil, mas é preciso ter a certeza da fé. Porque se efetivamente ela não for forte poderá desaparecer quando as trilhas forem difíceis e os problemas, quase que completamente tomarem o futuro.

É então quando a Fé se fará mais necessária. E será tão fundamental quanto o ar que se respira, para que possa haver uma continuidade.

Porque somente aqueles que acreditam num todo maior, conseguem enxergar uma perda com maior facilidade, e perceber que , quando as tampas de caixões se fecham, outras já se abriram.

Somente aqueles que enxergam que acima de todos os interesses mesquinhos e mundanos existe um objetivo é que poderão se manter fiel a esse objetivo quando tudo mais parecer ruir à sua volta.

Filho, a Fé é a tabua que salva dos grandes desastres e que mantém corpo e alma na superfície. Portanto ela é não apenas necessária, mas fundamental para uma vida com tranquilidade e esperança.

Aqueles que em nada creem ou que não tem na força da Fé sua estrutura de vida, acabarão por serem derrotados pela visão de que nada, afinal, valerá à pena.

Que nem os melhores esforços serão recompensados se não com a morte. Porque cada dia de vida é um dia a menos na ampulheta do futuro. E se o futuro se encerrar em dificuldades, doença e velhice, então filhos em um momento ou em outro, inexistindo a fé, a tristeza e a falta de esperança se tornarão tão fortes e presentes que não haverá motivos para lutar.

Mas a Fé trará então, a percepção da necessidade das dificuldades ao ensinamento, a percepção da continuidade, da beleza da renovação que se fará presente em cada novo tombo e mais forte em cada dificuldade.

Porque filhos é quando então devem se socorrer das entidades e dos conhecimentos Umbandistas para poderem seguir em frente, e entender que não haverá outro meio de continuar se não ultrapassando os problemas e recomeçando a luta em cada amanhecer.

É isso que faz viva a esperança no amanha.

Importante, pois, que os filhos criem seus próprios filhos sob a luz e os ensinamentos da Umbanda desde a mais tenra idade.

Porque então para eles a Fé se fará tão natural quanto o dia amanhecer. Na força das entidades devem ser essas novas almas ensinadas, para que aprendam que se existe a dificuldade, também existe a recompensa.

Para que quando fatalmente enxergarem que a vida terá fim, que a velhice se fará presente, que aqueles que amam irão embora a algum momento, já saberão que tudo isso tem um motivo simples, que todos esses sofrimentos apenas renovam a esperança no amanhã.

Assim quando os filhos dos filhos precisarem buscar forças para continuar terão em seus conhecimentos a certeza da Fé e com ela a tranqüilidade de que toda a separação será apenas temporária, que toda a dor motivo possui e que toda a dificuldade deverá trazer aprendizado e crescimento.

Terão também a certeza de que poderão levantar de qualquer tombo, para recomeçar a caminhada, que haverá sempre uma entidade para ajudar aos que lutam e procuram o bem.

Então, mesmo na ausência dos pais terrenos, estarão confortados e em paz.

A Fé é a maior herança que se pode deixar. É necessário pois que as crianças possam frequentar as casas de Umbanda para aprenderem e para elas com a naturalidade da vida dada especial atenção porque, é nela que a certeza da Fé ira se fazer presente.

A Fé, filhos, também se pratica. Nos momentos de alegria ou de tristeza sempre devem questionar o motivo de tudo que se passa a volta e porque aqueles que estão ao lado ali se apresentam.

Também nas atitudes diárias, nas pequenas decisões a Fé igualmente deve se fazer presente. Sempre que houver uma escolha ela deverá ser tomada dentro da crença Umbandista na construção do bem.

E no dia a dia as entidades também estarão presente orientando os filhos, cabendo a esses se manterem sempre atentos as suas lições.

Pensem filhos quantas vezes as palavras sábias de um preto velho são ditas nos momentos mais difíceis? Quantas vezes os conselhos de um boiadeiro são fundamentais para desfazer às dúvidas no caminho?

E é assim que a Fé se constrói e se pratica, nas escolhas do dia a dia, no eco dos corações e na certeza que o final irá sempre ao encontro do bem.

Texto do livro "Umbanda para a Vida" - Roberto di Luca Melani e Samantha Sade






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18/11/2019

Como Melhor Aproveitar a Gira de Umbanda

No momento em que você entra no terreiro, a espiritualidade já está trabalhando por você. Um primeiro filtro de energia já é realizado: nem toda energia tem permissão para entrar. No plano astral, entre os diferentes seres que podem estar te acompanhando, acontece uma espécie de triagem. Alguns ficam do lado de fora, outros são encaminhados para tratamentos e, por fim, outra parcela te acompanhará para o atendimento com o guia.

Enquanto aguarda o início dos rituais, evite conversas desnecessárias e pensamentos negativos. Prefira o silêncio e a oração. Os guias já se fazem presentes. Muitas vezes, basta uma intuição para encontrar a solução de seus problemas. Porém, se estiver com a mente ocupada com futilidade e negatividade, dificilmente captará as inspirações da espiritualidade.

O descarrego e o passe já estão sendo ministrados, no próprio banco de espera. Esteja receptivo às vibrações elevadas. Lembre-se de que a espiritualidade é invisível aos olhos da carne, mas sentida no coração. E o terreiro é um espaço sagrado. Não é local para fofocas, intrigas, discussões, julgamentos e nem qualquer outro assunto de baixa moralidade.

Quando, enfim, iniciar-se os trabalhos, abra o coração. Vibre junto com os pontos cantados e o axé dos guias e Orixás. Cante, bata palma, dê a sua contribuição à energia da casa.

É verdadeiro o ditado “quem canta os males espantas". A música possui um alto poder de agir nas profundezas de nosso ser. É momento de prestigiar, agradecer, honrar a espiritualidade que nos ampara. Quando os pontos louvarem, por exemplo, a força de Ogum, permita que esta energia, através do toque dos tambores, do ritmo das palmas, e do axé das palavras, vibre em sua essência, trazendo todas as suas bênçãos. Ali mesmo as demandas podem ser quebradas, a força de vontade crescer e os caminhos se abrirem. O mesmo vale para todos os Orixás. Entenda que nenhum elemento do ritual está ali à toa, tudo possui o seu propósito e seu fundamento.

O bom atabaqueiro não é aquele que canta mais alto, nem o que bate mais forte nos tambores. Mas sim aquele que sabe, com harmonia, fazer o terreiro vibrar a força dos guias e Orixás. E o bom consulente e médium é aquele que sabe receber as bênçãos de toda esta espiritualidade.

Então vem a defumação. Através da queima de algumas ervas e resinas específicas, escolhidas pelo sacerdote da casa, as diferentes energias da natureza são liberadas do ambiente do terreiro. A defumação limpa, harmoniza e energiza nosso campo astral. Saiba que a força das folhas está na energia liberada, e não na fumaça que sai do turíbulo.

Digo isto pois vejo alguns que não se sentem satisfeito se a defumação não estiver em excesso e não tomarem um “banho” com a fumaça. É no plano astral que as bênçãos acontecem. Você não precisa fazer movimento nenhum, a não ser que este seja um fundamento da sua casa, basta apenas estar receptivo às boas energias. Como sempre dissemos, não se apegue àquilo que vê e toca, mas ao que sente.

E depois disso, temos, enfim, a grande oportunidade de conversarmos com as entidades. Que nunca esqueçamos quão maravilhosa é esta oportunidade de nos encontrarmos com os guias da Umbanda. Eles que já experimentaram as mais diversas peripécias da vida e atingiram níveis de sabedoria e iluminação ainda tão distantes de nós e dispõem-se, regularmente, a vir em Terra para nos instruir, proteger, fortalecer. E apesar de todos os conselhos e paciência deles, quantas vezes os filhos de Umbanda insistem em errar, a vibrar no negativo, a se voltar contra seus irmãos. E depois estes “filhos" dizem-se esquecidos pela espiritualidade, sem fé, quando eles mesmos não fizeram as suas partes.

Não desperdicem a oportunidade que possuem, pois é pela misericórdia de Deus que a Umbanda pode existir e fazer seus milagres na Terra. Quem pode dizer-se verdadeiramente merecedor de suas graças? Mas os guias compreendem a extensão da missão que carregam e é por amor a todos nós que fazem-se presentes no terreiro. Pelo estágio de evolução que já alcançaram, hoje eles poderiam habitar outros planos tão mais felizes que a Terra, mas optaram por fazer essa missão grandiosa em nosso planeta.

E apesar de toda luz e conhecimento que querem nos passar, são tantos os que apenas buscam dinheiro, relacionamento, casa, emprego, e outras coisas apenas materiais, isto quando não pedem, inutilmente, o mal do próximo. É triste isto. Sábio é aquele que sabe agradecer em vez de pedir. E maduro o que escuta em vez de lamentar e reclamar.

Há muita sabedoria nas palavras dos guias. Há muita elevação nas energias que deles recebemos. Mais uma vez repetimos: não se apegue ao que vê. Nem sempre é preciso acender uma vela, ou realizar uma oferenda, acender um charuto, ou usar pólvora, ou qualquer outro elemento material. Muitas vezes, é suficiente um simples passe. Em outros momentos, uma simples conversa, ou uma simples oração.

É muito importante compreender que existem algumas dificuldades que somente podem ser superadas com a nossa transformação interior. E enquanto você não mudar, não vencer este defeito, o problema não se resolve, não importa quantos trabalhos você realizar. São as sombras que habitam nosso coração e bloqueiam nosso caminho. E para lidar com isso, não há atalhos. Deve-se encarar a si mesmo, aprofundar-se no autoconhecimento, e elevar o espírito.

Texto publicado por Umbanda é Conhecimento - Tugu Reis





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04/11/2019

Simplesmente Umbanda

A Umbanda não me proíbe de fazer nada, mas me instrui o porquê devo ou não fazer.

A Umbanda não abre meus caminhos, mas me mostra como posso abri-lo com minhas próprias forças.

A Umbanda não me deixa mais forte, Ela me mostra o quanto eu sou realmente forte.

A Umbanda não me consola, Ela me faz enxergar que sempre há irmãos mais necessitados de consolo do que eu.

A Umbanda não me purifica, Ela me ensina como andar sempre puro.

A Umbanda não me faz perfeito, mas me mostra como sou realmente para que eu possa melhorar como ser humano.

A Umbanda não me traz prosperidade, mas me mostra todas as ferramentas para que eu possa buscá-la.

A Umbanda não me faz uma pessoa melhor, mas me dá todas as condições para que eu possa melhorar por mim mesmo.

A Umbanda não faz muita coisa por mim, Ela me ensina que quando fazemos pelos outros, estamos fazendo a nós mesmos.

A Umbanda não tem vários deuses, o que ela tem são vários seres Divinos trabalhando a serviço de um só Deus.

A Umbanda não faz nada por ninguém, Ela ensina a muitos a fazerem o que puderem pelo bem de outros.

A Umbanda veio para ensinar à servir e não para se servirem Dela.

Simplesmente Umbanda!!

Autor desconhecido





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O Rito do Descalçamento

POR QUE TIRAMOS O CALÇADO AO ENTRARMOS NO TERREIRO???

O "rito de descalçamento" ou descalçar os pés ao aproximar-se de um lugar considerado santo tem registro em várias religiões ou filosofias iniciáticas.

A orientação de Pitágoras aos seus discípulos era expressa: que eles, ao realizarem as abluções (purificação por meio da água) e adorações no templo, o fizessem com os pés descalços para que o "pó mundano" não contaminasse o espaço sagrado, significando simbolicamente que as coisas mundanas não deviam ocupar a mente dos discípulos com preocupações. Os mulçumanos, ao executarem seus ritos devocionais, sempre deixam suas sandálias à porta das mesquitas.

Os druídas assim procediam, bem como os antigos incas dos altos andinos deixavam sempre seus sapatos à porta ao entrarem no magnífico templo consagrado à adoração ao Sol.

Tal hábito é, portanto, um símbolo de reverência.

E na Umbanda??

Este ato litúrgico não deve ser compreendido como gesto de humilhação ou submissão, mas sim como um ato de reverência respeitosa e rogativa discreta que traz inúmeros benefícios ao indivíduo, se encarado com humildade sincera, auxiliando-o na saúde física e psicológica. Pisar descalço no terreiro DESCARREGA as energias negativas.

Tocar a testa no congá ou no chão absorve magnetismo positivo imantado nesses locais pela irradiação da aura das entidades espirituais que comparecem em auxílio aos filhos da Terra.

Autor desconhecido




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Exu Ensina o Perdão

O PERDÃO, OS ERROS, A CULPA E A LIBERDADE.

O Senhor Guardião, um Exu da Capa Preta já me mostrou certa vez que o perdão é uma chave que abre todas as portas.

Como seria isso, se eu perdoo o outro que me machuca, que me trai, que assalta, que me magoa, que me agride? Não seria o perdão a chave da prisão desse outro e não da minha? Se assim for, sou eu a dona da liberdade daquele que erra para comigo e ele depende de mim para libertar-se.

Pois examinando bem a minha consciência, percebo que o perdão que me dão pelos meus erros não é condição suficiente para me libertar das culpas que carrego.

Exu, que chave é essa? De onde vem? É uma chave quase mágica, de poderes ilimitados, diz ele. Então ele me faz ver ao longo de minha vida, a força e o poder de cada perdão sincero que concedi.

O perdão me liberta das lembranças de todo mal que me foi feito, me limpa a alma. Retira de mim todo ódio, todo rancor, todo desejo de vingança. Deixa-me leve como uma pluma que flutua.

Olha, filha, ele diz. E eu olho as manchas que carrego em decorrência de meus atos que atentaram contra as leis supremas. A cada perdão concedido elas vão se enfraquecendo e já não me consome tanto a culpa que antes me açoitava o coração. Um peso vai sendo retirado das minhas costas a cada vez que decido deixar as cobranças com aquele que tem poder e autorização para isso.

Agora veja, criança, observa ele mais uma vez. E vai me mostrando a fila de cobradores que atordoada vai fazendo meia volta e retornando. A lei suprema não permitiu que eles me cobrassem daqueles erros que eu já fui capaz de perdoar. Respiro aliviada ao sentir que aquilo que me ligava a eles já não existe mais, meus últimos sentimentos de rancor vão se evaporando e no lugar deles sinto uma profunda compaixão até mesmo por estes que estavam a me cobrar e que um dia prejudiquei. Mas, estranho, não sinto mais culpa. Ela se foi...

Olho para esse guardião da longa capa preta e ele me diz; filha estenda os braços agora. Estendo os dois braços e vejo algemas aprisionando meus pulsos. Ele pega a chave do perdão que me havia mostrado pouco antes e abre as algemas. Para sempre? Eu pergunto, já sem conter as lágrimas. E ele responde; enquanto você tiver merecimento para carregar essa chave do perdão que conquistou, não haverá algemas ou portas que possam lhe prender. Poderá transitar por todos os lugares sem medo de que alguém venha a lhe cobrar por dívidas que hoje você é capaz de perdoar. Entende agora, filha?

Entendi Senhor Guardião, naquele dia, que o perdão que eu penso que concedo ao outro é a mim mesma que eu concedo. Perdoando o outro daquilo que me faz hoje eu perdoo a mim mesma pelo que fui capaz de fazer aos meus irmãos em tempos remotos, dos quais não me lembro mais...

Possa eu carregar essa chave por longos dias.
E possa eu contar essa história a outras pessoas, para que possam refletir sobre a sabedoria que encerram as palavras do Senhor Exu da Capa Preta.
Salve o Senhor e a sua banda!
Laroyê Exu!

Autoria Desconhecida


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27/10/2019

O Verdadeiro Médium Umbandista

O verdadeiro médium umbandista, não deixa de ser umbandista quando os atabaques do Terreiro silenciam. Ele continua vivenciando sua religião mesmo fora do templo sagrado. Pois sabe que é aqui fora que se deve pôr em prática todo o ensinamento dados pelos Guias na sessão.

O verdadeiro médium umbandista é aquele que se orgulha de sua religião. É aquele que não teme assumi-la publicamente ou ajudar aquele que precisa.

É aquele médium interessado, que sempre busca aprender mais, questionar mais, buscando compreender melhor como funciona sua religião e a espiritualidade.

O verdadeiro médium umbandista tem amor à sua casa religiosa. E isso porque entende que é nesse solo sagrado que seus Orixás e seus Guias se manifestam. Além disso é uma escola onde desenvolve sua mediunidade e aperfeiçoa sua moral. Busca auxiliá-la em tudo que precisa, tem zelo, tem capricho.

O verdadeiro médium umbandista programa sua vida incluindo os dias de trabalho, para que nenhum evento ocorra nesse dia. Pois trata-se de um dia sagrado. E quando chega o dia, o umbandista verdadeiro, desde o momento em que acorda, já está em sintonia com o astral superior. Isso porque sabe que os irmãos espirituais já estão agindo em seu Templo e em sua matéria. Precisa estar bem para socorrer aqueles que lá estarão precisando de auxílio.

O verdadeiro médium umbandista realmente acredita naquilo que professa. Sabe que a espiritualidade está em todos os lugares e tudo que faz é com fé e amor. Pois tem a certeza que os espíritos estão ali e irão, de alguma forma, auxiliá-lo, mesmo não sendo da maneira que ele esperava.

Não se desespera com as provações, com os contratempos, com as peripécias da vida, pois sabe que é nos momentos difíceis que realmente somos lapidados.

O verdadeiro médium umbandista precisa de firmeza interior. Sabe que alcançará através da humildade, do exercício do amor ao próximo e da caridade prestada sem pedir ou esperar nada em troca.

O verdadeiro médium umbandista sabe que a vaidade é porta escancarada para a entrada de espíritos trevosos que visam nos desviar do caminho.

Sabe também que não é o ingresso ou a permanência num Terreiro de Umbanda que fará com que sua vida “ande pra frente”. Ou que todos os problemas materiais se resolverão. Sabe que o mais importante é a conduta moral o seu desejo de evoluir.

O verdadeiro médium umbandista sabe que preceitos e oferendas não substituem a conduta moral correta. E muito menos a honestidade de propósitos, caridade e humildade!

Não há banho, trabalho, preparo, despacho, oferenda, amaci, que substitua um coração nobre, caridoso, honesto e sincero!

Raphael PH Alves




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14/10/2019

Melhorando a Sintonia com o Guia

Como melhorar a sintonia com meu guia e mentor?

Muitos médiuns me perguntam o que podem fazer para aumentar sua sintonia espiritual, como podem ajudar nos seus acoplamentos e assim por diante.

Quando ocorre o acoplamento espiritual de fato, o espírito do médium une-se com o espírito do seu guia, ele está ali, mas quem está atuando é o guia, tornando-se uma terceira energia. Algo notado e bem comum nos terreiros, podemos ver 3 falangeiros com o mesmo nome, trabalhando numa mesma gira, mas nunca serão idênticos e nem os mesmos espíritos atuando, devido ao fato deste processo de acoplamento espiritual, poderão até ter características e estereótipos afins devido a falange, mas sempre terão algo diferente que os distingue, porque muitas vezes um espírito vem com uma outra vibração. Ex. um caboclo de Oxossi, pode vir numa vibração de Ogum, então poderemos ver uma Cabocla Jacira na vibração de Oxum e outra na de Ogum, o que daria em seus estereótipos alguns pontos específicos de cada entidade, mas ambas trabalhando na chamada da Linha de Oxossi. Cada guia tem sua personalidade.

Vamos lá, responda a essa questão:

Quando você médium vai receber alguém especial em sua casa, o que primeiramente te passa na cabeça? Provavelmente você pensaria em lhe receber da melhor forma possível, com um sorriso, boa comida, a casa limpinha, com conforto, uma boa música tudo que pudesse lhe proporcionar conforto. Pois bem, está ai o primeiro passo, vamos manter a casa (O CORPO) em ordem, tirar as sujeitas, deixar tudo perfumado e bonito.

*Para você médium é imprescindível manter a matéria limpa, com seus banhos de descarrego, banhos que harmonizam os chakras, tudo em dia, para que o seu corpo esteja purificado, energizado, limpo, para que aquele espírito quando vier se sinta familiarizado, se sinta em casa, confortável entre amigos, que tenha a mesma sintonia energética que você. Os nossos chakras quando harmonizados agem como verdadeiros faróis que guiam os espíritos até você.

Só uma observação importante a sintonia do astral superior não desce até a nossa, lembre-se como uma estação de rádio nós é que temos que nos sintonizar a deles. Temos que estar o máximo afinados. Nesse aspecto as intenções e pensamentos devem estar de acordo com os objetivos da egregora da corrente astral.

Para isso o médium tem que se vigiar quanto a posturas durante aquele dia, ter tomado seu banho de ervas, firmado seu anjo da guarda. Lembrem-se vocês são os anfitriões os bons modos diz: RECEBAM DA MELHOR FORMA, A CASA É SUA.

Nossos guias muitas vezes já estão a nos vigiar muito antes da hora da gira, eles sabem de suas tarefas e responsabilidades, na realidade quem as negligência muitas vezes somos nós os médiuns. Por isso atenção.

Imaginem você entrando como visitante numa casa toda suja, impregnada de gente mal educada, grosseira, como você se sentiria? Muito mal, não é mesmo? os guias também, a grande diferença, o que não é bom para um pode ser de gosto e arregalo da vida para outros, e assim são os espíritos negativos que se alimentam e vampirizam e gostam dessa baderna toda. Entram sentam, puxam uma cadeira, e bora tomar um gorozinho, comer uma carne, tudo de boas, as custas do tolo anfitrião que abriu a casa para a malandragem. O pobre médium se torna ai um marionete nas mãos de espíritos negativos e zombadores.

Mas um dia o dono da casa, pode se cansar de toda aquela farra, que está lhe desgastando, lhe trazendo prejuízos e buscar ajuda. E nesses casos nada melhor que a polícia do astral para solucionar e tirar esses abusados da casa. Os guias e mentores eles enfrentam, mas eles muitas vezes esperam o chamado, esperam o grito de socorro verdadeiro, sincero, está ali a redenção. Mas como todos bons emergentes sabem puxar a orelha quando preciso, porque os filhos tem que se conscientizar de suas responsabilidades, além do mais lidar com o espiritualidade nunca foi fácil e nem brincadeira.

A sintonia com seu guia, começa dias antes do momento da gira, os guias e mentores ficam atentos a posturas, comportamentos, pensamentos e tudo ali está sendo pesado cuidadosamente para ser avaliado como aquele médium irá chegar no dia do trabalho e até que ponto ele está absorvendo as lições dadas pelos seus mentores. Muitas vezes quando enxergam o pupilo meio desajustado, desequilibrado, utilizam por sinais, intuições, tipo:

“…oh fulano não esqueça vá tomar seu banho de descarrego/defesa..”

“…oh tal atitude não é legal falta poucas horas para o trabalho, é bom maneirar ai na bebida, na paquera, etc…”.

Avisos esses vindos muitas vezes pelas bocas de outras pessoas que são intuídas para isso. Mas muitas vezes o médium simplesmente não quer entender, não quer ouvir, ele quer bagunçar, irresponsavelmente vai todo desgrenhado e sujo para a gira, e chegando lá o resultado não tinha como ser diferente algo deu errado, e os colegas de trupe apareceram. Observem como poderia ter sido evitado caso aquele médium tivesse feito seus cuidados com esmero. Muito poderia ser resguardado, inclusive toda harmonia e segurança espiritual da casa, que em certos ataques pode ficar comprometida.

É amigos, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Mas não é só isso, não adianta o médium chegar no terreiro impecável, se chegando na casa religiosa, colocar tudo a perder, com más posturas, como falação, fofocas, intrigas, invejas, ciúmes, querendo escolher a vítima do dia para puxar o tapete.

O famoso cobra engolindo cobra.

Pode ter certeza coisa boa também não irá se sintonizar. O médium quando chega no terreiro deveria se resguardar, falar pouco, se preparar em silêncio, e ir se preparando para quando o convidado especial chegar, tudo esteja a seu gosto e preferência. Mas não é isso que acontece, é um que fala da vida do irmão, é outra que fica comentando da roupa da irmã porque é nova e a dela é velha, é o ciúme que não permite ver novos irmãos e irmãs no santo com bons olhos. Novamente o que tinha ido bem, caiu em frangalhos. Percebem como é minucioso, pois é não é fácil, mas é simples, basta cada um cuidar do seu. Observem que não é fácil manter uma gira equilibrada, quando vemos nos bastidores parece tudo fácil mas não é. Assumir a responsabilidade e o papel nesse consenso é de suma importância, tanto para os médiuns quanto para os dirigentes.

Terreiro é família é elo é corrente, um elo está fraco?

Se não consertado ele estoura a corrente. Pensemos.

Numa família um ajuda o outro, um se responsabiliza em amparar o outro. Pelo menos deveria ser assim.

Tem médiuns que quando chegam em ordem, começam a se preocupar com consciência, quando vou chegar na semi-inconsciência, quando vou ficar inconsciente será que vai demorar, trava uma verdadeira batalha, mas de fato muitas vezes é puro ego é para provar alguma coisa para o irmão do lado do que por cuidado e esmero. Tem médium que é tão inseguro que ele força a barra, ele quer ficar, chegar na tal inconsciência que ele coloca na cabeça, trejeitos tipo: não vou abrir os olhos porque se eu olhar para o meu irmão vou ficar com medo dele achar que não estou com guia, outros travam tudo não saem do lugar, outros colocam os pés pelas mãos, estes é algo sério, porque correm o risco de tão anímicos provocarem uma mistificação, e ai a coisa se complica, porque além de serem vítimas de sua própria precipitação passa a ser joguete fácil na mão de espíritos mistificadores. Por isso moderação e disciplina.

Médiuns esqueçam um pouco ok, essa coisa de consciência ou não, como numa escola deixem-se passar por etapas, sem querer passar de ano, sem ter aprendido no mínimo o ABC.

Caros médiuns não se cobrem tanto, parem de achar que tem que provar algo para alguém, você tem que provar para você mesmo, ali é você e seu guia, uma parceria, como se fosse um namoro, tem que ter confiança, entregue-se a essa segunda energia, e deixe-se levar pela terceira que se torna. O bom médium é aquele que se torna um instrumento afinado e se deixa tocar pelo músico experiente. Lembrando que como um instrumento tem afinação para sair uma boa música o médium carece de doutrina.

Muita oração, muito ouvido atento e observação, sem pressa, quem tem pressa como cru, e no que condiz a mediunidade come sangrando e dá uma baita dor de barriga. E na duvida sempre pergunte, o melhor médium é aquele que veste a camisa do mandato que lhe foi confiado e busca.

Entendam a consciência é como um carro (corpo), você é o passageiro e o guia o motorista Ok?

Vocês saem para uma viagem bem agradável, que poderá ocorrer 3 percursos:

O primeiro: Você está ligado em tudo, olhando em tudo, mas o nosso motorista (guia), está ali te acompanhando e tomando conta da estrada. Neste estágio: Você está CONSCIENTE.

No segundo: Depois de horas de viagem, aquela agitação do começo cede lugar para uma canseira gostosa, e você em alguns momentos cochila e em outros acorda. Nesse estágio: Você está SEMI-INCONSCIENTE.

No terceiro: Você com plena confiança no motorista, você adormece tranquilamente, porque sabe que logo chegara e o motorista é bom e você confia plenamente nele no volante.

Mas nunca tente tomar o volante da mão dele, ele é habilitado você não.

Mas observem em todos os estágios o guia estava ali presente.

Médium consulte seu dirigente ele saberá orientar com mais primor as ervas adequadas para seu aprimoramento de acordo com a raiz e tradição de sua casa. E vai chegar o tempo que você irá descobrir maneiras de melhorar sua canalização, com estudo, comprometimento, ao ponto delas se tornarem tão partes de você que não terá mais dificuldades, tudo será natural.

Na frente só a meta e a missão a ser cumprida – DA FÉ, DO AMOR E DA CARIDADE.

Lembrem-se médiuns muita calma, cada médium tem seu tempo para seu despertar consciencial, e quanto mais aconteça melhor será, mediunidade não deve ser forçada. Respeite seus dons, cada um nessa seara linda que chama Umbanda é uma flor única.

Axé.

Cristina Alves




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01/10/2019

Umbanda é Ferramenta Divina para Alcançar a Todos

As sínteses históricas são, amiúde, arbitrárias. Aliás, o que não é diferente no nosso espiritualismo de terreiro, já que, pela vontade de muitos, a Umbanda em determinados “terreiros” tomou rumos contrários ao ideal Divino de salvação. Onde existem possibilidades de ganhos, há ainda, infelizmente, possibilidades maiores de destruição pela ganância. Ela, portanto, atende a uma exigência que temos por marco orientador, que nos ajudam a entender a nós mesmos e nossa própria história. Vamos fazer então, uma espécie de leitura de cego, captando somente pontos relevantes, baseando nossas considerações apenas naqueles trabalhadores que veem a Umbanda como ferramenta Divina para o bem, examinando apenas os tarefeiros sérios dessa filosofia.

A Umbanda é um ser vivo, pulsa e se transforma, muda e cresce, serve e acolhe. Grandes símbolos, ritos e mitos dão corpo a esta experiência, o que assustou o espiritismo iniciante de 1908. Era difícil ao espírita mais entendido da época, aceitar a imagem de um Caboclo projetando o Divino, era completamente inconcebível acreditar que um negro velho, que há poucos anos era escravo (13 de maio de 1888), serviçal, surrado e sujo, estar ali, manifestando conhecimento, aconselhando, ajudando os necessitados. Despertando o seguinte questionamento em mentes tão embotadas: Como podem Espíritos tão inferiores ajudar alguém? Esse era o discurso daquela época; esse ainda é o discurso. Não entendo como o espiritismo tão cheio de conhecimento, possua uma visão tão estreita sobre os trabalhos umbandistas. Alias visão que eu também possuía, antes de conhecer a Umbanda em essência.

Nos bancos de estudo kardecista, aprendemos que o Espírito não regride. Por assim dizer, entendemos que somente os mais preparados, intelectualmente falando, chegam a patamares mais iluminados no plano Astral, alias o que é uma verdade. Entretanto, como lembra Emmanuel (lição 121 de "Palavras de Vida Eterna"), não devemos ficar só na cultura em sentido único. Para a evolução espiritual são necessárias as duas asas: sabedoria e amor; inteligência e sentimento; teoria e prática. Pedro (II Pedro, 1: 6), sabiamente, já advertia que não bastava ficar na ciência, ou seja, só no conhecimento. Necessário juntar ao saber a piedade, o amor. Juntar ao conhecimento a sobriedade, moderar apetites e paixões. Saber suportar as dificuldades sem se queixar, procurando mitigar, ou remediar, os sofrimentos do próximo. Hoje diríamos: conhecer é importante, porém, o conhecimento sem pratica é vazio, sem sentido. Devemos é claro desenvolver a inteligência, somando a praticar da caridade, amor em ação, como dizia Paulo.

Foi nesse contraste que me deparei na Umbanda: Ela tem amor de sobra, mas pouco conhecimento. Com isso não estou afirmando que nosso espiritualismo de terreiro é exclusivamente constituído de pessoas iletradas, não é isso. O conhecimento em questão é aquele ensinado pela vida, pelos evangelhos, aquele que deixa claro que dicção não tem nada a ver com evolução. Conceito errado que trouxe dos bancos de estudos espíritas. E qual não foi minha decepção, quando vi a Luz de DEUS espargida das frases erradas de um baiano; quando ouvi conselhos de perdão em meio às cacoépias cometidas por um pai velho; ou ainda, a alegria espalhada nos corações chorosos, misturados aos pleonasmos ditos pelos erês. Confesso que ainda não consegui decifrar esse enigma, não sei ao certo o motivo desses Espíritos se utilizarem de arquétipos tão primitivos para realizarem suas tarefas. Mas, será que o efeito seria o mesmo se no lugar de um desses personagens estivesse um médico, um poeta, um escritor, um advogado? Acho que não! Será que não é mais uma vez DEUS mostrando sua força? Ensinando-nos humildade, dizendo de uma forma muito simples que ele é equidistante de todos nós? Que ELE pode realizar maravilhas pelas mãos de um erudito, ou daquele considerado caído por muitos?

Foi assim que se projetaram em meu intimo as imagens do Divino umbandista. Não um DEUS modificado por interesses religiosos como num falso panteísmo, ou ainda, pela ganância desmedida dos velhacos da fé sem raciocínio, que não enxergam além do próprio bolso, aproveitando-se dos infelizes e ineptos sofredores, que entregam suas vidas a esses “mercadores da cura”, que vendem a salvação, sem dar-se conta que eles próprios estão criando seus “infernos”, que inevitavelmente terão que habitá-los ao deixar suas vestes carnais. Mas por Espíritos refletindo a imagem sagrada do PAI em tarefa de salvação incondicional e, amor altruísta, montando, como num quebra-cabeça, sob os mais diversos nomes essa santificada imagem de um amor imensurável e destituído de interesses.

Outro ponto relevante da abençoada fé umbandista foi-me dito por uma baiana em trabalho recente: “A Umbanda é para os fortes”. Em alguns aspectos isso é bem positivo, já que, seus trabalhadores constituirão exército forte, e sempre pronto para batalha. Porém, há um fator desconfortante, essa situação acaba criando uma certeza excessiva em seus médiuns, que podem desenvolver uma autoconfiança muito perigosa. Humildemente entendo que devemos confiar, não há dúvida, mas compreendendo que nós médiuns somos porteiras abertas, captando a todo o momento aquilo que vibra ao nosso derredor, se não houver equilíbrio, estudo e empenho, seremos alvo constantes dos obsessores de plantão.

É comum ouvir na Umbanda: “não necessito aprender nada, é o guia quem trabalha”. Ledo engano, lamentavelmente as pessoas se esquecem que a comunicação se dá pela junção de fluídos, sintonia das irradiações. Onde as consciências se plugam, e passam a transmitir e receber, como os telefones celulares, suas mensagens. Tudo é mensagem nas comunicações: seja na psicografia; ou na incorporação de terreiro, recebemos uma ordem, e nosso cérebro, que já está condicionado a respeitá-la, executa, porém conforme seus arquivos, suas informações. Nosso cérebro é, portanto, um receptor e decodificador dessas mensagens, executando-as conforme aquilo que temos guardados em nossos arquivos perispírituais. Por esse motivo devemos nos preparar para as tarefas mediúnicas através do estudo, assim oferecemos uma base de conhecimento, que será explorada pelos bem-feitores espirituais.

Finalizando, o médium consciente de suas obrigações e missão, deve impreterivelmente buscar o burilamento espiritual, e o aprimoramento da razão, o conhecimento. Assim facilitará a comunicação, e a compreensão das mensagens recebidas do astral, e o trabalho fluirá em conformidade com o propósito de salvação pregado pelo Mestre Jesus, nosso Pai Oxalá.

Axé para quem é de axé!
Um Operário.




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22/09/2019

Homenagem aos Ibejis 2019

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Família Tulca em gira festiva em homenagem aos Ibejis, em 21/09/19





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17/09/2019

O Poder das Pedras

O Poder das Pedras

Pedras e rochas são partes desta terra antes de qualquer outra forma de vida e elas têm presenciado a evolução deste planeta.

Há muito tempo a humanidade utiliza do reino mineral e é nele que estão as coisas mais valiosas e objetos de desejo para muitas pessoas como o ouro, a prata, o petróleo e as pedras preciosas.

As pedras têm o poder de receber e transmitir energia, por isso vêm sendo utilizadas pelas mais diferentes civilizações desde a antiguidade até os dias de hoje para curar, para proteção, para transmutar vibrações, para meditação, entre muitas outras coisas.

Elas possuem vibrações variadas de luz e som e no xamanismo norte americano são chamadas de Seres Pedra, pois são detentores dos registros da Mãe-Terra.

As pedras possuem um espírito, um talento e um poder específico.

Amplificam pensamentos, expandem a consciência, auxiliam nos processos de cura e protegem de energias negativas.

Na nossa Umbanda as pedras têm ligação com os Orixás e são colocadas nos altares, utilizadas na confecção de guias, instrumentos em trabalhos de energização e cura e até utilizadas pelos Guias Espirituais em seus trabalhos. Nada melhor do que agora conhecermos algumas dessa pedras e os benefícios que elas podem nos trazer, não é mesmo? Então vamos lá:

AMETISTA: para meditação, tranquilizar os pensamentos, acalmar e trazer a paz. Ensinar humildade abrindo a mente para vibrações superiores.

ÂMBAR: é uma resina fossilizada. Para depressão, dores corporais, melhora o humor, protege crianças. Deve ser sempre limpo após o uso.

ABALONE: é uma concha. Utilizar na cerimônia de purificação e limpeza, representando o elemento água.

ÁGUA-MARINHA: harmoniza ambientes, desbloqueia a comunicação, reduz o stress, estabelece ligação com a natureza, alegria nos relacionamentos.

AMAZONITA: reforça qualidades masculinas, acalma o sistema nervoso.

CORNALINA: conexão com a energia da Terra, traz segurança, abre caminho para o novo, aumenta a motivação, estimula pensamentos.

CRISOCOLA: é a pedra dos terapeutas holísticos. Alivia os medos, para parturientes, atenua as tristezas e raivas, equilibra emoções.

CRISOPRÁSIO: introspecção. Abre para novas situações, problemas mentais, acalma, torna as pessoas menos egoístas.

QUARTZO: reflete a pureza. É um coringa, usado para cura, para ampliação dos poderes xamânicos, é o mais utilizado nas suas diversas formas.

QUARTZO AZUL : aumenta o conhecimento sobre a espiritualidade

QUARTZO ROSA : é a pedra do amor incondicional. Acalma as mágoas, equilibra emoções, atrai o perdão, o amor próprio, auxilia nos traumas de infância.

QUARTZO FUMÊ : purifica chacra o básico. Aumenta a esperança, trabalha a aceitação, o desapego.

QUARTZO VERDE: para a cura física (principalmente para o coração). Traz prosperidade. É conhecido também como aventurina.

CITRINO: liga-se com o Sol. Criatividade, dissipa emoções negativas, clarifica pensamentos, estimula a consciência cósmica.

ESMERALDA: para equilíbrio físico, emocional e mental. Para sabedoria, aumenta a capacidade psíquica, reforça a imunidade, traz renascimento. Não se aconselha a usar com outras pedras.

GRANADA: informações de vidas passadas, paciência, amor e compaixão, coragem. Limpa pensamentos impuros

LÁPIS-LÁZULI: Para clarividência, intuição. Relaciona-se com a mente, paz, espiritualidade, iluminação, amplia o poder pessoal.

MALAQUITA: A preferida dos xamãs da África. É a pedra de cura. Para proteção, para as crianças dormirem em paz, relaxamento.

OBSIDIANA: ajuda a esquecer amores antigos, aguça as visões, ajuda a liberar raiva, ensina o desapego. Deve-se conhecer bem a pedra antes de usá-la.

PEDRA-DA-LUA: desperta o lado feminino, sensibilidade, conecta-se com o subconsciente, acalma as emoções, traz paz de espírito.

SODALITA: Para mudança de atitudes, equilibra o metabolismo, compreensão intelectual, equilíbrio yin e yang, fortalece a comunicação, desperta a terceira visão.

TURMALINA NEGRA: repele energias negativas.

FENACITA: trabalha com os chacras superiores. Conecta-se com energias angélicas.

MOLDAVITA: harmonização com o Eu Superior, ajuda a dar “ground” equilibrando corpo e mente.

OLHO DE TIGRE: protege do mau olhado e de todas as energias negativas. Ajuda a reconhecer nossos recursos internos e a usá-los para a realização dos nossos sonhos

Todas as pedras devem ser limpas e energizadas após o uso.

Para fazer a limpeza coloque-as em um recipiente com água e sal grosso por algumas horas e para fazer a energização coloque-as, pelo menos pelo mesmo tempo em que ficaram no sal grosso, em água corrente ou recebendo as energias do sol, da chuva, de plantas, pode também ser lavadas nos rios e cachoeiras .

Pedras pretas, ou pedras da noite, devem ser energizadas na terra ou à luz da lua.

Espero que aproveitem mais que a beleza, mas também o benefício energético das pedras.
Mônica Caraccio




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12/09/2019

Reflexão sobre os Sacramentos na Umbanda

Muitas pessoas ficam curiosas para saber se existem alguns sacramentos como batismo e casamento em religiões fora do Catolicismo, e muitas vezes por falta de informação, muitas bobagens são ditas e perpetuadas.

Na Umbanda, por exemplo, existem rituais cerimoniais relacionados ao casamento e ao batismo, e até mesmo muitos frequentadores da própria religião desconhecem a existência destes sacramentos na religião que seguem.

A verdade é que quer seja por motivos sociais ou históricos, muitos frequentadores da Umbanda buscam a oficialização destes sacramentos tão importantes em suas vidas em outras religiões, procurando, por exemplo, a própria igreja apostólica.

A união celebrada em uma Igreja, tem sua valia apenas dentro da própria. O documento que tem função social, a "certidão de casamento" e é reconhecido legalmente, só pode ser expedido por um cartório. Enquanto o documento religioso cumpre seu papel dentro da Doutrina escolhida.

O que precisa esclarecer é que os médiuns e membros da assistência, que vivem maritalmente mesmo sem as bênçãos da religião, não deixam de ser filhos da Casa. Não há pecado! Ninguém é obrigado aos sacramentos, a escolha é de cada um. A escolha é livre. Todos temos o livre arbítrio!

Mas cabe ao médium parar e refletir sobre a sua própria Fé.

O médium bate cabeça, faz trabalho na cachoeira, incorpora um Preto Velho, louva a magia das ervas, canta pro seu Orixá... Mas batiza o filho em outra Religião? Casa em outra Religião? Será que esse médium é mesmo Umbandista? Será que está na Doutrina certa? Será que sabe o valor de um sacramento?

Vale a reflexão.

Vale ressaltar a importância de todo trabalho mediúnico. A força e o reconhecimento da Umbanda como religião. A magia e todo glamour do simples e humilde.

Na Umbanda, a união é celebrada pela Entidade que abençoa, pelos presentes que emanam energia e por todos os Guias de Luz que vibram em sintonia pela harmonia e amor de todos.

Fonte: A Verdadeira Umbanda




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11/09/2019

O Valor da Mediunidade

Joaquim, um espírito recém-desencarnado, cuja vida na terra havia sido péssima, fez um requerimento aos mentores espirituais de planos mais elevados, rogando desesperadamente nova oportunidade para resgatar as dívidas contraídas na extinta existência corpórea. Era tão grande seu arrependimento e tanto o torturava a própria consciência que, ao pedido feito, suplicava novo corpo físico, em qualquer situação, qualquer tipo de existência, por pior que fosse: poderia vir louco, cego, aleijado, mudo, idiota, canceroso, leproso, morfético, fosse o que fosse, pouco lhe importaria. Submeter-se-ia com resignação, mas desejava encarnar-se de novo e para isso, suplicava de joelhos. Levado seu pedido ao alto, Deus, em sua infinita misericórdia, avaliou seus rogos, seus desejos, e atendeu-o; dar-lhe-ia oportunidade para reencarnar-se, porém, dizia a permissão, o filho pedinte não necessitava vir à terra com defeito físico, doença ou perturbações mentais. Apenas uma condição era-lhe imposta: nascesse, na terra, como homem normal, mas viria como médium e comprometer-se-ia a prestar a caridade quatro horas por semana, durante trinta anos, ou seja, dos vinte até os cinquenta anos. Feito isso, sua dívida estaria saldada. Joaquim, é claro, chorando de alegria, reencarnou-se.

Até vinte anos de idade, tudo foi normal. Daí em diante desabrochou-lhe a mediunidade. Passou então a frequentar um templo espírita, trabalhando duas horas na terça e duas horas no sábado. Assim, foi levando placidamente sua existência e até casou.

Voltemos ao plano espiritual. Quarenta anos depois do nascimento de Joaquim, os mentores espirituais depararam com outro irmão necessitado de socorros urgentes, para tanto, tinham de recorrer a um médium na terra, que fornecesse fluídos materiais para sintonizar com a vibração grosseira daquele espírito em desespero, a fim de ser aliviado nos sofrimentos morais, após a necessária doutrinação. Um dos mentores, então, lembrou-se do Joaquim, o irmão que fizera o requerimento pedindo para encarnar-se nas piores condições possíveis, mas que por bondade de Deus, apenas lhe fora imposta a faculdade mediúnica com a finalidade de ressarcir males semeados. Sim, o Joaquim era a pessoa indicada, porque deveria estar em plena atividade, já fortalecido em seu dom e ser-lhe-ia útil naquela emergência. Consultada sua ficha cármica, comprovaram o fato. Daí resolveram conduzir aquela alma sofredora até o médium para que sua mediunidade de incorporação, ajudasse o irmão aflito. E levaram-no até o centro, onde o médium compromissado deveria estar atuando, pois era um sábado, dia de sessão.

Chegando ao centro, os mentores viram outros médiuns, menos o Joaquim… um deles disse apreensivo: “talvez esteja doente… vamos até sua residência e apliquemos-lhe passes magnéticos para revitalizar-lhe, neutralizando algum mal-estar que por ventura tenha sido acometido”.

Verificada a ficha do centro, anotaram-lhe o endereço, para lá rumando. Antes, porém, deixaram o espírito angustiado entregue a outros médiuns daquele templo. Ao chegarem ao lar de Joaquim, encontraram-no. Lá estava ele deitado em uma rede, ocioso e indiferente, tomando uma cerveja. Surpresos, os mentores ainda ouviram a esposa do médium irresponsável perguntar-lhe por que não fora ao centro, pois era dia de sessão. O marido respondeu que fazia muito calor e ele já estava cansado de ficar horas e horas a atender irmãos que compareciam ao centro para aborrecê-lo…

Um dos mentores observou: “Não foi este que pediu para reencarnar-se como louco, cego, idiota, leproso, canceroso ou o que merecesse, desde que lhe fosse permitido reencarnar-se em novo corpo físico?… E Deus, na sua infinita benevolência, tão somente lhe impôs servir como médium, trabalhando quatro horas por semana, dos vinte aos cinquenta anos de idade… E só isso? Ele está agora com apenas quarenta de vida terrena!” É verdade, afirmou o outro e ambos tristes, compadecidos do irmão, se retiraram.

Adivinhem o que irá acontecer ao Joaquim, quando novamente regressar ao mundo dos espíritos?…

Aí está, meus irmãos, a responsabilidade do médium, reflitam e muito cuidado para não incidirem no mesmo erro do Joaquim.

Transcrevi esse texto de J.Edson Orphanake (Livro “Umbanda – Perguntas & Respostas) para que, como diz o autor, reflitamos sobre o valor da mediunidade.



Sim, é necessária muita reflexão e atitude quando nos percebemos ou nos entendemos MÉDIUNS.

A base para essa reflexão deve estar relacionada ao fato de que ninguém é médium por acaso. Há mistérios, compromissos, resgates, missão e um longo passado que não temos acesso nesse momento e nessa realidade, portanto, menosprezar ou achar que a mediunidade é simplesmente um dom, um acontecimentos, uma fatalidade, uma escolha, um desejo, uma vantagem ou desvantagem dessa encarnação, é um grande erro.

Um grande erro também é pensar que a não prática, que a falta de atitude ou de movimento a favor do desenvolvimento da mediunidade pessoal e do compromisso espiritual NÃO interferem no presente, no futuro, no outro, no entorno e ainda no plano espiritual. Dessa forma, pensamentos egocêntricos, em que o desejo e as escolhas pessoais prevalecem sobre o coletivo, só promove a própria dor.

Não posso deixar de compartilhar minha experiência junto a uma querida Entidade Espiritual que, muito antes de eu ter acesso a esse texto já a ouvia falar “quem escolheu, pediu e implorou para voltar como médium trabalhador foi você. Quem se comprometeu, combinou, acordou e jurou doação foi você. COMPROMISSO É COMPROMISSO! Assim agimos no Astral, assim agimos no plano material”.

Triste é que essa fala – mesmo com tantas facilidades atuais, com tantos estudos, livros, informações disponíveis – ainda é dita várias vezes, em quase todas as giras, para várias pessoas diferentes.

Mais triste ainda, é quando ela é dita várias vezes para a mesma pessoa.

Não tem jeito, é tudo muito simples, claro e lógico:

* Compromisso é compromisso;
* Ações provocam reações;
* O passado não se muda, mas o futuro, depende das escolhas do presente;
* Ser médium é a maior oportunidade que um ser tem para se transformar em um Ser Humano Melhor.
* Ser médium ativo, desenvolvido, comprometido, compromissado, equilibrado, coeso e coerente, é a MELHOR COISA que o passado pode nos proporcionar.

Mônica Caraccio



“Eu me sinto feliz de ser obstinadamente médium
Eu gosto de ser médium, gosto dessa palavra
Quero morrer médium
É tudo o que eu sempre quis ser…”
(Chico Xavier)



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Não vá a Terreiros de Umbanda

Escuta este conselho não vá a terreiros de Umbanda

Certo dia aproximei-me daquele terreiro de Umbanda, cheio de receio por tudo o que me diziam a respeito dos centros de Umbanda.

Mas a curiosidade era tanta que quando dei por conta já estava entrando e não foi possível mudar de ideia.

Uma voz que teimava em falar aos meus ouvidos dizia: "Tenha cuidado! Tenha cuidado!".

Afinal de contas, estava ignorando o conselho de um colega que dizia: "Não vá a centro de Umbanda!

Você vai ficar horrorizado com o que fazem lá".

Mas agora já era tarde, já tinha passado pela porta e uma senhora, com estranha bondade, convidou-me a entrar.

Atento a tudo e a todos me sentei na última fileira.

Pensei comigo: "aqui está bom, estou mais perto da porta, qualquer coisa saio em desabalada carreira que ninguém conseguira me segurar".

Logo comecei a prestar a atenção na palestra, pois a platéia estava atenta ao que dizia um senhor de meia idade.

Ele falava sobre coisas que eu não podia entender, ou talvez não quisesse, pois tinha receio.

Aos poucos fui me sentindo à vontade.

"Que estranho!" - pensei.

Há muito tempo que não me sentia tão bem.

Parecia que aquele pesado fardo que eu estava carregando tinha ficado mais leve.

As palavras, aos poucos foram me envolvendo aquele senhor falava de perdão, de caridade, de fazer bem ao próximo sem olhar a quem, e o mais incrível sem querer nada em troca e até de reforma íntima para ser feliz.

Falou e comentou de Jesus!

Após a palestra, fui convidado a entrar onde outras pessoas que após vim, a saber, que eram médiuns, estavam como em transe e neste momento uma senhora de meia idade me aplicou um passe, passava suavemente suas mãos a uns dois centímetros de minha cabeça e por todo o meu corpo e um alivio inesperado se fez, meus pensamentos antes em turbilhão começaram a tornar límpidos e bem mais claros.

Atento a tudo e a todos, por via das dúvidas também resolvi fazer uma prece, já que não fazia uma desde há muito tempo.

Após o termino do passe, ela com uma voz estranha um pouco rouca que destoava de sua aparência frágil e doce disse-me que a vida era sucessão de acertos e erros, que todos temos altos e baixos que não deveria me deixar abater pelo desanimo e nem ter medo de buscar a minha felicidade.

Confesso que sai daquele local esperançoso de um novo recomeço, prometi a mim mesmo que voltaria novamente para buscar uma explicação razoável sobre o acontecido naquela noite.

E assim fiz e novamente me aproximava daquela casa.

Isto foi a tantos anos atrás que já nem me lembro mais a data precisa, sei somente que realmente mudei, hoje sou uma pessoa diferente, continuo com problemas, ainda tenho dificuldades, meu dinheiro muitas vezes acaba assim que o recebo, mas sei que tudo tem o porquê de ser, consegui enfim um equilíbrio, hoje durmo tranquilo, raramente tenho pesadelos, ou insônia, mas confio nos guias e orixás que sempre me mostram novas perspectivas de melhora.

Hoje, quando me perguntam sobre essa escola de almas que frequento, eu brinco:

"Não vá a um centro de Umbanda!

Pois “você vai ficar impressionado com tantas coisas boas que acontecem lá”.

E se teimar mesmo assim a ir conhecer, tenha certeza que muito provavelmente você vai se apaixonar e nunca mais será o mesmo, isto ocorreu comigo e com muitas pessoas que conheço.

Saravá...

Roberley Meirelles




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08/09/2019

Homenagem aos Mestres 2019

Salve os Mestres!
Sobonirê, Reis Malunguinho!

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Homenagem aos Mestres 2019

Família Tulca em gira festiva em homenagem aos Mestres Juremeiros, em 07/09/19. Gratidão a todos pela presença e boas vibrações!



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18/08/2019

Homenagem aos Exus 2019

Homenagem aos Exus 2019

Homenagem aos Exus 2019

Família Tulca em gira festiva em homenagem aos Exus, na sede da Tulca em 17/08/19. Gratidão a todos pela presença e boas vibrações. Que os Exus protejam os vossos caminhos! Laroyê!



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13/08/2019

Um Guia não é Mais Forte do que o Outro

Porque um Guia é mais forte, ou mais poderoso do que o outro?
Porque sinto uma força grande num Guia e em outro não?

Muitas vezes essa confusão se faz até porque na Umbanda se atua com varias linhas de trabalho, e isso por si só faz com que sejam diferentes as vibrações dos Guias. Pois uma linha de trabalho difere da outra em “funções”, magnetismos e vibrações, visto que cada linha de trabalho é regida por um mistério diferente.

A falta desse conhecimento leva muitas vezes ao principiante e não só, achar que um caboclo é mais forte que um boiadeiro, que este é mais forte que um baiano, ou um baiano é mais forte que um preto velho, e por aí vai.
Essa situação agrava-se quando falamos de Guias dentro da mesma linha de trabalho, pois para o leigo um caboclo é igual a outro, e não é bem assim.

Dentro das linhas de trabalho cada Guia “carrega” uma força única (grau) e diferente ao mesmo tempo.

Exemplo: Um caboclo de Xangô ira manifestar-se de uma forma diferente de um Caboclo de Oxóssi, ou de Ogum, ou de Oxalá, etc. O que quer dizer que seu magnetismo ou “força” terá uma característica diferente. O que não quer dizer de forma alguma que ele seja mais fraco ou mais forte que qualquer outro, apenas diferentes.

Não existe Guia mais forte ou poderoso do que o outro. Existe sim; Guias que atuam, ou trabalham em linhas de ação diferentes, e que dentro dessas linhas possuem qualidades, forças ou melhor, vamos assim dizer: funções diferentes, cada um com sua especialidade.

Por exemplo um Preto velho na Umbanda é um espírito que evoluiu e atingiu um certo patamar ou grau, o de Preto velho. Ou seja, ele possui o mesmo grau que todos os Pretos Velhos na Umbanda, que é um mistério, ou uma linha de trabalho regida por Pai Obaluaiê. Porém se todos os pretos velhos são regidos por esse amado Pai, ou outros Pais e Mães que os regem de forma particular, ou de forma individualizada.
Assim podemos encontrar Preto(a) velho(a) de Ogum, Oxóssi, Oxalá, Obaluaiê, Xangô, Nanã, Oxum, etc. Cada Orixá conferirá um magnetismo e um campo de ação diferente, o que não o tornará melhor, ou mais forte do que os outros. São individualidades diferentes atuando dentro de uma uniformidade: Preto velho.

Claro que na nossa compreensão, ou entendimento humano acabamos por atribuir a alguns fatores como fortes, ou mais poderosos, pois nossa compreensão de força, mistérios e poderes ainda é muito pequena.

Assim quando vemos uma irradiação, ou manifestação de Pai Ogum, Orixá da milícia celeste, dos campos de batalha, etc. Ele nos passa uma vibração de um destemido guerreiro, pronto para enfrentar qualquer batalha. Diferente de quando vemos uma irradiação ou manifestação de Pai Oxalá, Orixá da paz, da fé, da serenidade, do perdão. Sua energia é sentida por nós de maneira diferente, e quando não temos essa compreensão, é bem provável que sejamos capazes de “confundir as coisas” e achar que a energia de Pai Ogum é mais “forte”.
Ela não é mais forte, ela possui características diferentes da de Pai Oxalá, apenas nossa questão de julgamento ou percepção credita ter mais força a vibração ordenadora de Pai Ogum que a congregadora de Pai Oxalá.
E o mesmo acontece com todas as linhas de trabalho e magnetismo dos Orixás.

Esse problema complica, quando um assistente acostumado a passar por uma entidade, ou por um mesmo médium, sempre tentando resolver algum tipo de problema, e que por algum motivo, ele passa por um outro Guia, ou outro médium que o ajuda da mesma forma que o outro, só que desta vez o problema se resolve.
– “Olha, passa por este Guia que ele é mais forte que o outro!” afirmam.
– Como assim?!
O outro Guia veio trabalhando, auxiliando, ajudando na questão já algum tempo, será que se esqueceu disso?
É mesma coisa de eu pedir para um amigo preparar para mim a massa de um bolo, e depois eu só a coloco no forno e dizer que meu bolo é melhor que o dele. Claro que eu tive meu mérito, afinal fui eu que untei a forma, coloquei no forno, e esperei o momento certo para tirar, mas e ele? Será que não teve mérito nenhum?
Não é assim, ele preparou quase tudo, eu apenas terminei, foi um trabalho de equipe. Como é, aliás sempre feito na Umbanda. Nenhum Guia trabalha sozinho, os próprios Guias ensinam que ninguém é auto-suficiente e que todos necessitam de todos, pois só assim compreenderemos melhor o processo de inter-ajuda, de irmandade, tão fortemente pregada pela Umbanda e que nos ajudará a crescer, evoluir, melhorar e nos fortificar.

Fonte: Lendas de Aruanda


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12/08/2019

Os Benefícios da Influência dos Orixás e Guias

Benefício da incorporação ou do transe mediúnico de Umbanda:

Para algumas pessoas parece até estranho falar de benefícios mediúnicos, visto que muitos possuem problemas ou dificuldades com a sua mediunidade e ainda não conseguiram ver ou encontrar alguma benesse nessa sua característica.

Então antes de explicar isso vou lembrar uma frase do Irmão X (Humberto de Campos) psicografada por Chico Xavier:

“Mediunidade é sintonia. Cada mente recebe segundo a extensão da onda de sentimento que lhe é própria.” (Irmão X)
Ou seja, cada mente funciona como uma grande antena emissora e receptora dos sinais que se assemelham. Onde cada um de nós através de um padrão próprio atrai energias e espíritos semelhantes às ondas vibratórias irradiadas de nossa mente. Por nossa mente entendemos: nossas crenças, pensamentos, emoções, sentimentos, ou simplesmente comportamento.

Então, aquele que ainda não conseguiu se beneficiar de sua mediunidade é porque ainda não conseguiu de fato compreender e perceber que essa característica é uma via, uma ferramenta de evolução, de transformação e melhoria do ser.

“Médium, não é aquele que balança o corpo e sente alguma coisa, médium é aquele que através do seu próprio bem, faz o bem.” (Calunga)

Aqui entra a Umbandoterapia.

Umbanda é uma religião, e como religião sua principal ação é realizar a conexão de seu adepto com o sagrado. Essa conexão se dá através da evolução consciencial do ser, e para isso a única via é ensinar, fazer e praticar o bem. Qualquer coisa que fuja a esse princípio básico, me desculpem, mas não é Umbanda.

Ao contrário de que alguns pregam, os espíritos Guias de Umbanda são seres de alto grau de evolução, pois são espíritos que conseguiram um estatuto espiritual e serem integrados nas correntes de Luz dos Sagrados Orixás. E o contato com esses espíritos é extremamente salutar para os médiuns e assistência que não apenas podem se beneficiar de seus trabalhos, de seus conselhos, mas também de seus magnetismos.

Assim como cada Orixá (divindade) possui um magnetismo próprio, cada Linha de Umbanda também, pois as mesmas “tomam” emprestadas para si as características dos seus regentes de linha.

Não vou entrar aqui no magnetismo individual de cada Guia, porque se por aí fossemos o assunto não teria mais fim, mas sim no padrão genérico de cada linha de trabalho de Umbanda.

Cada vez que utilizamos de nossas características espirituais e mediúnicas para algum trabalho, um pouco daquele magnetismo, daquela vibração fica impregnada em nosso campo mediúnico gerando em nós uma influência espiritual, psíquica e emocional.

Ou seja, no caso da Umbanda, dentro de nossa característica mediúnica incorporamos o Sagrado, seja através dos Orixás, seja através dos Guias de Lei integrados em suas falanges. Então essa ação cria uma força de condução que nos influencia no sentido de desenvolvermos em nós certas qualidades.

A medida que vamos desenvolvendo-as, vamos nos transformando, nos curando de nossos vícios de comportamento que trazem problemas e dissabores em nosso dia-a-dia.

O interessante é notar que esse magnetismo influencia a todos que estão a volta do médium e não apenas a ele, ou pelo menos a todos aqueles que estão em sintonia com o trabalho e com o propósito de se melhorar.

Porque digo isso?

Quantas vezes, eu já escutei dos médiuns e frequentadores de nossa casa: “ Nossa na hora que o Orixá ou o Guia chegou a energia mudou!” Ou: “Eu não estava a me sentir muito bem, mas foi só o Orixá ou Guia incorporar e já me senti melhor.”

Como também já escutei: “ Não senti nada!”

Claro que quando falamos desses exemplos dentro de uma mesma situação, eles tem a ver com a conexão dos médiuns e consulentes com os trabalhos que estão a ser executados.

Tanto os médiuns de uma corrente como a assistência precisam entender que o trabalho espiritual, energético e magnético gerado dentro de uma gira de umbanda não se limita apenas ao momento em que você está a ser orientado pelas entidades Guias de Umbanda.

Essa ação se inicia muitas vezes antes dos inícios dos trabalhos, como permanecem durante o trabalho e continuam após o término dele.

Me lembro ainda adolescente de escutar do Guia: “Fio, o trabalhador é meu, mas o pensador é seu.” E do tempo que eu levei para atinar para o que o Guia me queria dizer, e a mensagem era tão simples: não adiantava eu pedir auxílio seja lá para o que for se eu não me colocava em sintonia mental e comportamental com o que ele estava a pedir. Pois só eu estando em real sintonia eu tinha melhores condições de ser beneficiado pelo trabalho.

Assim, tendo explicado a importância do magnetismo mediúnico como forma de crescimento, vou expor de forma sintética os benefícios ou a influência das vibrações dos Orixás e das Linhas de Trabalho de Umbanda no campo mediúnico, energético, psíquico e emocional dos médiuns e dos consulentes:


Orixás

Oxalá – Magnetiza a fé, a confiança, o positivismo.

Logunã – Fortalece a religiosidade, a mediunidade, conduz o crescimento espiritual.

Oxum – Fortalece o emocional, o amor-próprio, o amor e integração na vida.

Oxumaré – Dilui as mágoas, as tristezas, rejuvenesce o ânimo e alegria.

Oxóssi – Expande as capacidades mentais, intelectuais e mediúnica, favorece a confiança, a coragem e o direcionamento.

Obá – Concentra a mente, traz firmeza, segurança e confiança.

Xangô – Auxilia o equilíbrio psíquico e emocional, favorece a racionalidade.

Egunitá – Purifica os excessos emocionais, energiza nossa mente e traz equilíbrio.

Ogum – Ordena os pensamentos e os comportamentos, fortalece a personalidade, traz paz e segurança.

Iansã – Direciona e ordena os comportamentos e caminhos, gera movimento e ação.

Obaluayê – Traz calma, paciência, sabedoria, transmutação padrões e situações.

Nanã – Limpa, purifica e decanta emoções viciadas, traz serenidade, tranquilidade e sabedoria.

Iemanjá – Cria, gera amor, felicidade, satisfação e vontade de viver.

Omolu – Traz sustentação, firmeza e segurança na vida.


Linhas de Trabalho

Caboclo – Traz força, firmeza, impulso, coragem e determinação…

Preto velho – Traz tranquilidade, serenidade, brandura, paciência e auxilia nossa capacidade reflexiva…

Baiano – Traz energia, direcionamento, capacidade de mudança, de despertar para novas soluções…

Boiadeiro – Traz confiança, coragem e humildade para aceitar o presente e libertarmo-nos do passado…

Marinheiro – Traz uma energia que nos auxilia na purificação emocional psíquica e energética…

Cigano – Traz uma energia de liberdade, desimpedimento que nos permite crescer e prosperar…

Criança – Traz uma energia que dissolve, dilui e desbloqueia padrões e traumas de nossa criança interior, renova nosso ânimo e alegria…

Zé Pilintra – Traz confiança, flexibilidade e visão abrangente da vida…

Exu – Traz vitalidade e potencia a nossas qualidades ao mesmo tempo que nos revela nossas fragilidades.

Pombagira – Traz estimulo, vontade, leveza, satisfação e força para vivermos com dignidade.

Fonte: Lendas de Aruanda




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11/08/2019

Cuidado Quando Pedir Justiça a Xangô

Cuidado Quando Pedir Justiça a Xangô

Não há necessidade de pedir a Xangô a justiça, Ele a fará sempre mesmo que você não peça ajuda a Ele. Na realidade evite pedir justiça, se você pedir a justiça, tenha certeza que Ele atenderá o seu pedido, mas como qualquer ser humano você tem em seu passado alguma coisa da qual se envergonha e Xangô também vai ver os seus erros e lhe dará também, ao mesmo tempo, o seu pagamento por suas obras.

Você se sente injustiçado? Então aguarde, Xangô fará a justiça por você, sem que exista a necessidade de pedir coisa alguma a Ele; mas se pedir, prepare-se, você também receberá o seu pagamento.

Se o assunto é ligado a lei e aos seus processos e você possui a verdade ao seu lado, pode recorrer a Ele com toda a garantia de vitória, mas só proceda desta forma se tiver à verdade ao seu lado, porque se você é o errado na questão, tenha certeza que Ele vai puni-lo.

A justiça de Xangô é baseada em leis Divinas, leis que têm origem Divina e não pode ser manipulada pelos homens, seja sábio.


Um caso de Umbanda:

Certa noite no final de um trabalho de gira de desenvolvimento, o Caboclo Arranca Toco riscou no chão o ponto de um caboclo da linha de Xangô conhecido por nós como Caboclo Treme Terra e dentro desse ponto colocou uma pedra.

Nessa ocasião, informou a todos da corrente que aquela noite seria a noite da justiça, que ele iria pedir ao seu irmão da linha de Xangô, que intercedesse por todos nós no sentido de buscar a justiça contra todos aqueles que haviam nos traído.

Para fazer o pedido, era simples, qualquer médium poderia se dirigir ao ponto, segurar a pedra nas mãos e mentalmente pedir a Xangô a justiça sobre o que se julgava injustiçado.

Perguntou então a corrente, quem gostaria de ser o primeiro a pedir justiça. Os médiuns mais velhos, conhecedores do rígido caráter do Caboclo Arranca Toco, ficaram quietos em seus lugares, porque sabiam que vinha desse episódio um grande puxão de orelha.

Uma das iniciantes que não o conhecia bem, disse ao caboclo: - Eu quero ser a primeira!

Dirigiu-se ao ponto e quando ia tocar na pedra, o caboclo segurou sua mão impedindo que ela tocasse na pedra e lhe disse o seguinte:

- Filha, se você tocar nessa pedra, você estará traçando o seu infortúnio futuro!

O caboclo nos deu a lição de que não existe a necessidade de pedir justiça a Xangô, Ele a fará mesmo que você não peça. 

Explicou ainda que todos que pedem por justiça, na realidade querem a vingança. Se desejam a punição do próximo, é porque alimentam prazer pela possibilidade do castigo que será aplicado em outra pessoa.

O passado não pode mais ser mudado, se algo ruim aconteceu no passado envolvendo você e outras pessoas, tenha certeza que todos desejariam voltar no tempo e corrigir os seus erros. Isso, porém, não pode ser feito. Desta forma, perdoe as ofensas e as traições. Se você é realmente umbandista, você tem a obrigação moral de perdoar qualquer ofensa.

Você foi traído, foi injustiçado, foi roubado, ou lhe fizeram coisas que o magoaram, esqueça-as; confie em Deus, em Xangô e em seus amigos espirituais, porque eles farão justiça por você.

Jamais peça a Xangô a punição de outra pessoa, porque nesse caso você não quer justiça, você quer vingança, sentimento nada típico de um médium ou de um seguidor umbandista.

Em relação aos canalhas, exploradores da fé alheia, matreiros e vagabundos da espiritualidade, de Xangô só temos uma coisa a lhes dizer:

- Com o tempo eles irão conhecê-lo e também conhecerão a dureza e a imparcialidade de suas leis, tenham a certeza disso!

Fonte: Nuss


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09/08/2019

Orixá e o Silêncio

Cadê ? 
Onde está?
Rezo, oro, canto e louvo.
E nada
Simplesmente nada.
Nem uma resposta, nem um auxílio.
Pra que a fé, se nada muda?
Pedi a Orixá e nada aconteceu.
Faço tudo certo.

Dou flores,comidas, velas e o meu clamor.
Mas parece que nada é suficiente para eles.
Penso em desistir
Em mudar de religião.
Ou então não crer em mais nada...

Mas ai é nesse momento que Orixá me responde:
Do que adianta tantas velas acesas?
Se sua fé já está apagada?

Do que adianta pedir, pedir, pedir.
E nunca agradecer?

Do que adianta desistir da sua religião.
Se sem fé religião alguma não lhe ajudará?

Filhos e filhas....
Não esperamos que vocês nos compreendam.
Só esperamos que vocês confiem!

Querem força?
Lhes trarei oportunidade de vocês aprenderem a serem fortes!

Querem emprego?
Lhes darei a oportunidade de vocês correrem atrás e conquistarem seus objetivos!

Querem amor?
Lhes trarei a oportunidade de vocês aprenderem a amar a si e aos outros!

Viver para ORIXÁ não é ter uma vida na bandeja.
Com tudo pronto.
Tudo perfeito.

Viver para Orixá é aprender a viver a vida como ela é .
Com altos, baixos, dores, perdas, alegrias, tristezas e vitórias.

Não é uma vida fácil.
Mas é uma vida verdadeira.

Autoria desconhecida





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Para ser um Bom Médium

Há médiuns que são mais evoluídos que outros e esse fato se dá porque cada um tem seu estágio de evolução individualizado e diferenciado, e isso deve ser respeitado sem que sejam emitidos pareceres, criticas e julgamentos. E, que fique muito claro que o médium bom verdadeiramente, não é aquele que se comunica facilmente com o plano espiritual, mas sim aquele que a sua conduta moral mais se assemelha aos espíritos evoluídos na prática do bem.

Para que os espíritos desencarnados se manifestem e operem com suas obras e feitos, imprescindível será a presença do médium em equilíbrio, eis que este é o que servirá de intermediário entre o visível e o invisível, entre a Terra e os demais planos, e a ele caberá a doação de fluidos energéticos para que ocorra a comunicação e os fenômenos entre encarnados e desencarnados.

Logo, cabe ao médium Orar e Vigiar, esse é o primeiro degrau da escada que dará acesso ao início do desenvolvimento, pois somente assim será possível manter-se o equilíbrio em pensamentos e atitudes, assim estará conectado e vibrando positivamente, atraindo para si e para todo seu entorno energias boas e espíritos benévolos. Mais importante que se afinizar com as energias superiores, é o desenvolvimento das suas qualidades pessoais e a reforma íntima diária, afinal, somos seres em constante aperfeiçoamento e desenvolvimento.

Sabedores que a imperfeição humana é latente nos habitantes deste plano, devemos como médiuns equilibrados cuidarmos só, e somente só, de nossas vidas, eis que somos espíritos individuais, e na escola da vida, somente nós podemos passar pelas provas, nossos pais, filhos, amigos e parentes não fazem nossas provas da vida, nem mesmo as escolares, e não aprendem por nós. Somos individuais, aceitemos esta condição de sermos por nós e para nós, sem que com isto sejamos egoístas, tenhamos a humildade de entender o que está sendo posto, e assim poderemos subir o segundo degrau para o início do desenvolvimento.

O terceiro degrau é alcançado quando nós médiuns conseguimos nos abster dos julgamentos e comentários acerca dos comportamentos individuais de cada indivíduo, entendamos que não devemos nos preocupar com a vida e com os atos alheios, nem valorá-los, deixemos de julgar nosso próximo, devemos ter em mente que a hipocrisia de se ter a perfeição deve ser afastada, até porque o planeta é de provas e expiações, e necessária é a imperfeição humana para que haja a evolução e para que você como médium, instrumento, poder auxiliar seu próximo, pense e reflita: se não existir o problema, não haverá aprendizado, e não haverá a possibilidade de haver o auxílio espiritual, aceite e deixe de lado o preconceito, de raça, cor, opção sexual, estilo de vida, uso de vícios, e quaisquer outros, pois que cada um está no seu momento, entenda e aceite que este julgamento não cabe ao médium equilibrado, julgue-se e esqueça de falar do próximo, se assim fizer, estará no topo do entendimento para não interferir na comunicação espiritual e será um bom médium.

Fonte: Arte Folk



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Lição de Exu

Uma vez um homem muito distinto chegou no terreiro para passar na consulta .

Era gira de Exu e ele queria conversar de igual pra igual. Achava que falar com Preto Velho e Índio era coisa de gente atrasada.

Já chegou com uma bonita garrafa de Whisky e uma caixa de charutos pra "Agradar" o "Camarada" - se gabava todo.

Chegou sua vez, sentou na frente do Exu e logo soltou um Saravá como se fossem amigos a muitos anos.

Sr. Capa Preta muito cordial, mas não com cara de muitos amigos respondeu boa noite e indagou o que o homem fazia ali:

- Sabe, eu já frequento muitos terreiros, sou empresário , e até tenho um Exu que me acompanha.... Ihhhhhh quando ele encosta em mim eu bebo ! Bebo que nem vejo o que faço... Pois então eu quero uma ajuda "pros negócios" que andam meio fracos... Eu fui em outro terreiro mais achei o trabalho devagar não deu muito resultado...

Sr. Capa Preta, deu uma risada sarcástica e prosseguiu a conversa:

- Pois bem homem... Eu estou bêbado ? Embriagado ? Sem saber o que faço ?

- Hããã ... Não me parece - respondeu o homem

- Essa garrafa de bebida que você trouxe ?

- Ahhh é um agrado pra você, se não estiver bêbado é uma boa oportunidade não acha rs ? Whisky bom, envelhecido, só bebo o melhor ... E tem charutos também, não comprei esses de macumba não, comprei cubano ... Só fumo o melhor!

- Pois então - respondeu Sr.Capa Preta - Se eu estivesse bêbado, sem saber o que faço teria crédito minha conversa ?

-Se você me encontrasse na rua bêbado, fumando um charuto "cubano" atrás da rua você me pediria um conselho ?

O homem coçou a cabeça confuso ...

- Pois então Exu não é pinga, confusão, perturbação. Eu manipulo a bebida, o cigarro para espargir as larvas astrais, quebrar o que está enfeitiçado. Esse negócio de "Meu Exu" beber, e fazer trapalhadas é coisa de médium mal instruído, de gente que não conhece sua religião, de gente que põe desculpas nos seus vícios e coloca toda a culpa em nossa legião.

O homem estava envergonhado, mas Sr. Capa Preta prosseguiu:

- Essa culpa eu não carrego, meus desmandos já paguei e estou pagando, agora pagar pelos desmandos do povo da Terra, isso não vai dar não ! Exu não ataca ninguém, agimos dentro da Lei Maior e sempre guiamos para o caminho melhor, o caminho do Bem.... O resto é invenção de quem não tem o que fazer...

- Mil desculpas pela minha ignorância ! - respondeu o homem.

- Quer melhorar seu negócio ?

- Sim ! É o que eu mais quero ! - disse o homem

-Pois então trate de parar de beber, principalmente durantes as reuniões, pra pelo menos saber o que está fazendo. Se você parar de comprar essa bebida cara vai sobrar mais dinheiro no fim do mês e vai dar para levar sua mulher e filhos pra passear. E boa noite ! E boa Sorte ! - Concluiu Sr. Capa Preta.

O homem respondeu o boa noite e saiu envergonhado com a garrafa embaixo do braço e os charutos no bolso.

Algum tempo depois ele voltou para agradecer, disse que tinha parado de beber e que seus negócios e família iam muito bem.

Sr. Capa Preta limitou-se em dizer:

-Isso, é isso que um Exu faz !!!

Laroyê Sr. Capa Preta !

Fonte: Cantinho São Francisco de Assis


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04/08/2019

Homenagem a Omulu 2019

Homenagem a Omulu 2019

Homenagem Tulca a Omulu

Homenagem ao Orixá Omulu

Nossa Homenagem ao Pai Omulu

Família Tulca em Gira festiva, em 03/08/19, saravando este grande Orixá! Gratidão a todos pela presença e boas vibrações! Que Pai Omulu os conceda felizes transformações em suas vidas! Atotô!





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30/07/2019

Nossos Umbigos

O terreiro de Umbanda, como um hospital de almas ou pronto socorro emergencial, recebe nos dias de sessão ou "gira" uma quantidade razoável de encarnados, mas somente os espíritos desencarnados que lá trabalham, é que podem vislumbrar a imensidão de desencarnados que se movimentam no ambiente, em busca de ajuda. Ordenados e amparados por seus tutores, chegam estropiados e com aparência assustadora, uma vez que em sua maioria representam aqueles que cansaram ou esgotaram suas forças, na vida andarilha do pós-morte do corpo físico.

Voltam a pátria espiritual e dela não tem conhecimento e sem noção da continuidade da vida, quando não, desconhecem até mesmo sua condição de espírito desencarnado e por isso continuam a sentir os desejos, ambições, gostos e dores da vida física e nesse caminho, definham suas energias.

Quando conseguem alcançar algum vislumbre de consciência de sua realidade, permitem a ajuda dos benfeitores que os encaminham a algum local sagrado, onde medianeiros encarnados possam ajudá-los através do choque anímico, permitindo o total desligamento da matéria. Neste momento os chamados Centros Espíritas e de Umbanda, tornam-se "oásis" em seus desertos e como pontes entre os céu e a terra, permitem a passagem de volta à casa.

Naquela noite chuvosa e fria, a maioria dos médiuns daquele terreiro, ressentidos pela dificuldade de deixarem o conforto dos lares, faltaram ao trabalho espiritual e o dirigente preocupado com o atendimento dos doentes que se apinhavam no espaço que dia-a-dia se tornava pequeno, ajoelhou-se em frente ao congá, assumindo sua tristeza diante dos Guias espirituais. Deixou correr duas lágrimas para aliviar seu peito angustiado. Pensou em como fora seu dia e nas atribulações a que já deveria estar acostumado, mas que agora pesavam mais pela saúde que já lhe faltava. Nas dificuldades financeiras, no aluguel da casa que já vencera e nos tantos atrapalhos que ocorreram em seu ambiente de trabalho naquele dia. Sem contar na visita que viera de longe e que deixara em casa esperando pela sua volta do terreiro. Nada disso o impediu de fazer uma prece no final do dia, de tomar seu banho de ervas e seguir a pé até o terreiro, enfrentando a distância e o temporal que se fazia.

Sentia-se feliz em cumprir sua tarefa mediúnica, mas como havia assumido abrir um "hospital de almas", juntamente com outros irmãos que se responsabilizaram perante a espiritualidade em servir à caridade pelo menos nos dias de atendimento ao público, sabia que sozinho pouco podia fazer.

Pedindo perdão aos guias pela sua tristeza e talvez incompreensão em ver os descaso dos médiuns, que a menor dificuldade, escolhiam cuidar dos próprios umbigos à servir aos necessitados, solicitou que se redobrasse no plano espiritual a ajuda e que ninguém saísse dali sem receber amparo.

Olhando a imagem de Oxalá que mesmo ofuscada pelas lágrimas, irradiava sua luz azulada, sentiu que algo maior do que a lamparina aos pés da figura, agora brilhava. Era uma energia em forma de fios dourados que se distribuíam, a partir do coração do Cristo e que cobriam os poucos médiuns que oravam silenciosos, compartilhando daquele momento, entendendo a tristeza do dirigente.

Agindo como um bálsamo sobre todos, iniciaram a abertura dos trabalhos com a alegria costumeira. Quando o dirigente espiritual se fez presente através de seu aparelho, transmitiu segurança a corrente, com palavras amorosas e firmes e nesse instante, falangeiros de todas as correntes da Umbanda ali "baixaram" e utilizando de todos os recursos existentes no mundo espiritual, usaram ao máximo a capacidade de cada médium disponível, ampliando-lhes a percepção e irradiação energética, o que valeu de um trabalho eficiente e rápido.

Harmoniosamente, os trabalhos encerraram-se no horário costumeiro e todos os necessitados foram atendidos.

Desdobrados em corpo astral, dois observadores descontentes com o final feliz, esbravejavam do lado de fora daquele terreiro. Sua programação e intenso trabalho para desviar os médiuns da casa naquela noite, no intuito de enfraquecer a corrente e consequentemente, infiltrarem suas "entidades" no meio dela, havia falhado. Teriam que redobrar esforços na próxima investida.

Quando as luzes se apagaram e a porta do terreiro fechou, esvaziando-se a casa material, no plano espiritual, organizava-se o ambiente energético para logo mais receber os mesmos médiuns, agora desdobrados pelo sono.

Passava da meia noite no horário terreno e os médiuns, agora em corpo de energia voltavam ao mesmo local do qual a pouco haviam saído. Os aguardavam, silenciosos ouvindo um mantra sagrado, seus benfeitores espirituais. Tudo estava muito limpo e perfumado por ervas e flores. Um a um, ao adentrar, era conduzido a uma treliça de folhas verdes e convidado a deitar-se, recebendo ali um banho de energias revigorantes. Quando todos já se encontravam prontos, seguiram em caravana para os hospitais do astral e lá, como verdadeiros enfermeiros, auxiliaram por horas a fio a tantos espíritos que horas antes haviam estado com eles no terreiro e recebido os primeiros socorros.

No final da noite, o canto de Oxum os chamava para lavarem a "alma" em sua cachoeira e assim o fizeram, para somente depois retornar aos seus corpos físicos que se permitia descansar no leito.

-Vó Benta, mas e aqueles médiuns que faltaram ao terreiro naquela noite, perderam de viver tudo isso?

-Nem todos zi fio! Nem todos! Dois ou três deles, faltaram por necessidades extremas e não por desleixo e assim sendo, se propuseram antes de dormir, auxiliar o mundo espiritual e por isso foram convidados a fazer parte da caravana.

- E aqueles que mesmo não tendo comparecido por preguiça, se ofereceram para auxiliar durante o sono, não foram aceitos?

-A preguiça, bem como qualquer outro vício, é um atributo do ego e não do espírito, mas que reflete neste. Perdem-se grandes e valiosas oportunidades a todo instante pela insensatez de ouvirmos o ego e suas exigências. O tempo, zi fio, é oportunidade sagrada e dele se faz o que bem quer cada um. O minuto passado, não retorna mais, pois o tempo renova-se constantemente. O amanhã nos dirá o que fizemos no ontem e esse tempo que virá é nosso desconhecido, por isso não sabemos se nele ainda estaremos por aqui servindo ou se em algum lugar, clamando por ajuda de outros que poderão alegar não ter tempo para nós, pois precisam cuidar de seus umbigos.

Assim é a vida, zi fio. Contínua troca!

Vovó Benta - Leni W. Saviscki



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