Terreiro Perfeito?

Uma casa religiosa precisa, necessariamente, ser um local que proporciona paz, conforto, esperança; que inspire a busca incessante por felicidade, bem estar, alegria. Um local em que, ao pisarmos, sintamos o coração bater mais rápido, o braço arrepiar-se, a alma ficar mais leve.

Quando decidimos fazer parte de uma casa religiosa, o esperado é que encontremos um local que nos complete e que nos faça sentir bem. Se o local onde frequentamos nos proporciona outros tipos de emoções, especialmente se contrárias, então devemos repensar se estamos no local correto.

Encontraremos outros que também anseiam por esse sentimento de pertencimento e encontro do interno com o externo. Alguns virão, outros irão. Não sentiremos afinidade com todos e, às vezes, podemos mesmo sentir aversão por alguns.

Neste caso, o essencial é saber conviver com a diferença, respeitando os espaços de cada um e as funções assumidas. Podemos não gostar, por exemplo, de um determinado médium, mas precisamos saber diferenciá-lo da entidade com quem trabalha e devotar a ela todo apreço que dedicaríamos a qualquer outra ali.

Mas, talvez, estejamos esperando encontrar aquela casa, aquele grupo mediúnico, que seja perfeito. Que nada há para consertar, que está tudo pronto, acabado. Um local em que tudo funcione como deve funcionar, naturalmente, sem causar aborrecimentos de espécie alguma. Um local onde o amor flua plenamente entre todos os membros, que todos se deem bem, se visitem, estimem-se em abundância e tudo seja, sempre, um mar de rosas.

O problema é que tal local não existe. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, podemos ler que: a felicidade não é deste mundo, o que equivale a dizer que a perfeição não é deste mundo. Não encontraremos uma casa religiosa perfeita porque não somos perfeitos; se não somos perfeitos, como vamos esperar a perfeição dos outros que, como nós, igualmente buscam seu lugar ao sol?

Precisamos, sim, encontrar um local onde nos sintamos bem e onde possamos nos aplicar, desenvolver, trabalhar, servir, estabelecer laços de amizade e crescer, fazendo, igualmente, a nossa parte para que os demais também o consigam.

Por Casa de Preto Velho



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