Julho 2012 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

30 de julho de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , A Linha do Oriente e de Cura na Umbanda - Por Edmundo Pellizari , A Cura , Linhas Auxiliares na Umbanda ,

A Linha do Oriente e de Cura na Umbanda - Por Edmundo Pellizari



"A Linha do Oriente é parte da he­rança da Umbanda brasileira. Ela é com­posta por inúmeras entidades, classi­ficadas em sete falanges e majorita­riamente de origem oriental. Apesar dis­­so, muitos espíritos desta Linha po­dem apre­sentar-se como caboclos ou pretos velhos. 

O Caboclo Timbirí (ca­bo­clo japo­nęs) e Pai Jacó (Jacob do Ori­ente, um preto velho bastante ver­sado na Ca­bala Hebraica), săo os casos mais co­nhe­cidos. Hoje em dia, ganha força o cul­to do Caboclo Pena de Pa­văo, enti­dade que trabalha com as for­ças espiri­tuais divinas de origem indiana. 

Mas nem todos os espíritos săo ori­entais no sentido comum da palavra. Es­ta Linha procurou abri­gar as mais di­ver­sas entidades, que a princípio năo se encaixavam na matriz formadora do bra­sileiro (índio, portuguęs e afri­cano). 

A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradiçőes bu­­­distas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a fre­­qüentar a Umbanda e trouxeram se­us ances­trais e costumes mágicos. 

Antes destas datas, também era co­mum nesta Linha a presença dos que­ridos espíritos ciganos, que possuem ori­­­gem oriental. Mas tamanha foi a sim­patia do povo umbandista por estas en­­­tidades, que os espíritos criaram uma “Linha” independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensi­na­mentos. Hoje a influęncia do Povo Ci­gano cresce cada vez mais dentro da Umbanda. 

Existem muitas maneiras de classi­ficar esta Linha e este pequeno artigo, năo pretende colocar uma ordem na ma­neira dos umbandistas estudarem es­ta vertente de trabalho espiritual. Dei­xo a palavra final para os mais ve­lhos e sábios, desta belíssima e diver­sificada religiăo. Coloco aqui algumas instruçőes que colhi com adeptos e mé­diuns afinados com a Linha do Oriente. 

Namaste e Salve o Oriente! 


CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE: 

• Lugares preferidos para ofe­rendas: As entidades gostam de co­linas descampadas, praias desertas, jar­dins reservados (mas também rece­bem oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos). 

• Cores das velas: Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca. 

• Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto. 

• Tabaco: Fumo para ca­chimbo ou charuto.Tam­­bém utili­zam ci­gar­ro de cravo. 

• Ervas e Flores: Alfa­zema, todas as flores que sejam bran­cas, palmas ama­relas, mon­senhor branco, monse­nhor amarelo. 

• Essęncias: Alfazema, olíbano, ben­joim, mirra, sân­da­lo e tâmara. 

• Pedras: Citrino, quart­zo rutilado, topá­zio im­perial (citrino tor­nado ama­relo por aque­ci­men­to) e topá­zio. 

• Dia da semana recomen­dado para o culto e ofe­rendas semanais: Quinta-feira. 

• Lua recomendada (para oferenda mensal): Se­gundo dia do quarto min­guante ou primeiro dia da Lua Cheia. 

• Guias ou colares: Colar com cento e oito contas (108), sendo 54 brancas e 54 amarelas. Enfiar se­qüencial­mente uma branca e uma amarela. Fechar com firma branca. As enti­dades india­nas também utilizam o rosá­rio de sân­dalo ou tulasi de 108 con­tas (japa ma­la). Algumas criam suas pró­prias guias, se­gundo o mis­tério que trabalham. 

CLASSIFICAÇĂO DA LINHA DO ORIENTE 

Suas Falanges, Espíritos e Chefes: 

01 - Falange dos Indianos: 

Espíritos de antigos sacerdotes, mes­tres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos inte­gran­tes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartu. 

02 - Falange dos Árabes e Turcos: 

Espíritos de mouros, guerreiros nôma­des do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc... A maioria é mu­çulmana. Uma Legiăo está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da Umbanda a mis­teriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruę. 

03 - Falange dos Chineses, Mon­góis e outros Povos do Oriente: 

Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curio­sa­men­te, uma Legiăo está in­te­grada por es­pí­ri­tos de origem esquimó, que tra­balham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia ne­gra. Sob a chefia de Pai Ory do Oriente. 

04 - Falange dos Egípcios: 

Espíritos de antigos sacerdotes, sacer­dotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí. 

O5 - Falange dos Maias, Toltecas, Astecas e Incas: 

Espíritos de xamăs, chefes e guer­rei­ros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci. 

06 - Falange dos Europeus: 

Năo săo propriamente do Oriente, mas inte­gram esta Linha que é bas­tante sincrética. Espí­ri­­tos de sábios, ma­gos, mestres e velhos gue­rreiros de origem européia: romanos, gau­leses, ingleses, es­can­dinavos, etc. Sob a che­fia do Impe­rador Marcus I. 

07 - Falange dos Médicos e Sábios: 

Os espíritos desta Falange săo especiali­zados na arte da cura, que é integrada por médicos e tera­peutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimatéia. 


Mentores de Cura 

Quem São os Mentores de Cura 

Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. 

São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar. 

São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. São extremamente práticos, não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda. 

Para se ter uma ideia melhor, sua consulta seria o pólo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional. 

Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações. 

São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais. 

Métodos de Trabalho 

Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados, normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso esses espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma. 

Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual. 

Alguns deles são: 

1. Cirurgia Espiritual 

É realizada pelo mentor de cura incorporado ao médium. E envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc…). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões. 

2. Cirurgia Perispiritual 

É realizada diretamente no perispírito do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente, costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré determinados. 

3. Visita Espiritual 

É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc… 

4. Cromoterapia 

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizado para males de origem emocional. 

5. Fluidoterapia 

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no perispírito. 

6. Reiki 

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizada para males de origem emocional ou psíquica e para realinhamento de chacras. 

7. Homeopatia 

Indicada e receitada pelos mentores espirituais. As fórmulas são feitas normalmente por laboratório de manipulação homeopáticos. E devem ser tomados de acordo com o determinado. 

8. Outros 

Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais de Bach, cristaloterapia, chás, aromaterapia, acumpuntura, do-in, etc… 

Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral. 

OBS: Para o momento da visita espiritual e cirurgia espiritual: O paciente deverá vestir-se e deitar-se com roupas claras (de preferência branca); ficar num ambiente calmo, com pouca luz e colocar ao lado um copo d’água para ser bebida após o tratamento. 

Após a visita e a cirurgia, o paciente deverá manter-se em abstenção por mais 6 horas, para que a energia doada seja melhor absorvida. 

Como interagem com os médiuns 

* Incorporação 

É muito sutil e dificilmente inconsciente a incorporação dos mentores de cura. Muitas vezes atuam apenas na fala e só assumem o controle motor quando necessário. 

* Intuição 

Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrapalhe nas indicações dadas pelo mentor. 

* Psicografia (Receitistas) 

Funciona da mesma forma que a psicografia comum, mas os espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos. 

Equipes Espirituais 

Cirúrgicas 

São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc… Apnas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados a intervenção cirúrgica. 

De Oração 

Formadas normalmente por espíritos religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia geral do ambiente onde está o paciente, assim como dos encarnados que estam atuando junto ao mesmo. 

De Proteção

Quando o mal físico está associado a interferência de espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.

De Passes (passe espiritual) 

Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos assistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão. 

De Apoio 

Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas. 

O que curam e o que náo curam 

Males Físicos 

A maior parte dos males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, vícios e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto a órigem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontate e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico. 

Males Mentais 

Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia) são causados por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enchaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer podem ser provocados pela mente do pacinte, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos. 

Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto a necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras. 

Males Kármicos 

Os males kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina alternativa, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero. 

As doenças karmicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Eplepsia, Sindrome de Down, Más-Formações do corpo físico, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação. 

Nestes casos os mentores não podem (e nem deveriam) curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento. 

Males Espirituais 

São aqueles causados pela atuação dos espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego, etc. 

Ou seja os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre. 

Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio. 

A Sessão de Cura (O visível e o Invisível) 

Os Pacientes 

O paciente deverá abster-se de bebidas alcoólicas, café, cigarro, carnes de origem animal e sexo, 24 horas antes da consulta, da visita e da cirurgia espiritual. 

A Preparação 

Muito tempo antes dos portões da casa espiritual se abrirem ou dos médiuns chegarem, o ambiente destinado aos tratamentos já está sendo limpo e preparado. 

Os procedimentos começam com o isolamento da casa que é cercada por equipes de vigilantes espirituais (os exus), que impedem a entrada de espíritos perturbadores e fazem a limpeza fluídica dos encarnados que chegam. Caso seja nessessário, podem provocar até mesmo um mal estar ou utra situação de forma a afastar as pessoas que venham a casa espiritual com má intenção ou envolta em fluidos que possam perturbar os trabalhos. 

Logo após se procede a limpeza do ambiente interno da casa e em seguida há uma energização do ambiente. Em paralelo a isto, alguns espíritos trazem até o ambiente alguns fluidos extraídos da natureza, para serem utilizados posteriormente no tratamento dos pacientes. 

Em seguida a isso vão chegando a casa os mentores com suas equipes de trabalho de forma a se reunirem e fazerem o planejamento dos trabalhos a serem executados. 

Fora da casa espiritual, os médiuns que irão ser veículo dos mentores, devem estar se preparando física e mentalmente para os trabalhos, e já estão sendo magnetizados e preparados pelo plano espiritual de forma a terem maior sintonia com os mentores. 

Quando os médiuns chegam à casa, continuam sendo preparados pelas equipes espirituais. E enquanto cuidam do ritual (incensos, cristais, velas, etc.) vão entrando em sintonia com o plano espiritual. A preparação termina com a prece de abertura, onde o pensamento dos encarnados e desencarnados se une numa súplica ao Divino Médico para que ele interceda por todos. 

Após isso os mentores de cura se manifestam e dão sua mensagem individual para o início dos trabalhos. 

A Mesa 

A mesa da sessão de cura é composta por 3 ou 4 médiuns que devem se manter em concentração/oração durante todo o tempo em que estiverem compondo a mesa, e só devem romper a concentração após a partida de todos mentores que estiverem trabalhando. 

A mesa funciona como um ponto focal de energias, é através da mesa que chegam as energias e ordens de mais alto e são distribuídas às equipes. Por ser um local onde existe alta concentração/oração é o ponto para onde convergem as energias mais puras e mais sublimes da sessão de cura. Eventualmente, podem se manifestar à mesa algum mentor de cura, ou algum dos médiuns pode ser utilizado em alguma psicografia (por isso mesmo é interessante manter lápis e papel á mesa). 

Na mesa também fica a água a ser fluidificada e o nome de algumas pessoas que receberão irradiação. 

Os Médiuns 

Os médiuns que não estiverem trabalhando com seus mentores, compondo a mesa ou atuando como cambonos dos mentores devem manter o silêncio a concentração e a oração. 

Devem utilizar esse momento para permitir que seus próprios mentores os preparem para futuramente trabalharem com eles. E ter também consciência de que toda a energia positiva que estiverem atraindo para os trabalhos de cura através de sua concentração/oração estará sendo amplamente utilizada pelos mentores e pelas equipes de cura para levar a caridade a todos os que estiverem sendo tratados. 

O Encerramento 

No encerramento, os mentores de cura dão suas mensagens finais e partem. Neste momento os médiuns que compõem a mesa também podem romper a concentração. Todos os médiuns tomam da àgua fluidificada que está na mesa. E caso o digigente julgue conveniente, pode efetuar a leitura de alguma mensagem que porventura tenha sido psicografada. 

No plano espiritual, o trabalho ainda continua, com distribuição de serviço entre as equipes espirituais. Somente após a saída de todos os médiuns e com o encerramento dos trabalhos de cura no plano espiritual é que a corrente dos vigilantes (exus) se desfaz. Embora a casa continue sendo vigiada, apenas não de forma tão ostensiva. 


FALANGE DOS MÉDICOS E CURADORES

Linha de Cura

A Falange dos Médicos ou Curadores é a sétima hierarquia da Linha do Oriente. Comandada pelo sábio José de Arimatéia (Yosef Ha-Aramataiym em hebraico), um discípulo oculto do Mestre Jesus, ela agrupa inúmeros terapeutas do corpo e da alma.

Tradições ocultas nos contam que José, um rico membro do tribunal rabínico de Jerusalém, depois de conseguir um lugar para Jesus ser sepultado, viajou para o Ocidente trazendo o Santo Graal.

Ele teria aportado nas costas britânicas com alguns discípulos, salvando o objeto mais precioso do Cristianismo. José de Arimatéia, ao chegar onde hoje é a Inglaterra no ano de 36 D.C., encontrou lá os poderosos sacerdotes druidas e fez uma especial troca de ensinamentos e segredos esotéricos. 

Desde então, uma misteriosa escola nasceu e continuou pelos séculos. A Umbanda brasileira, legítima herdeira do esoterismo cristão, também trabalha espiritualmente com esta herança. 

A Linha do Oriente, que contém a Falange de José e a Falange dos Europeus demonstra esta riqueza admirável. 

A Falange dos Médicos do Astral é uma egrégora composta de centenas de trabalhadores espirituais. Na maioria das vezes, eles foram em suas últimas vidas, médicos, curandeiros, raizeiros, benzedores e rezadores. Este exército de caridade é classificado em sete agrupamentos ou Legiões (alguns as chamam de Povos). 

I - LEGIÃO DOS DOUTORES OU MÉDICOS:

Composta por doutores da medicina ocidental convencional ou homeopatas : Dr. André Luiz, Dr. Rodolfo de Almeida, Dr. João Correia, Dr. José Gregório Hernandéz, entre outros.

II – LEGIÃO DOS MÉDICOS ORIENTAIS:

Terapeutas orientais, especialistas em fitoterapia, acupuntura, massagem e nas principais disciplinas médicas tradicionais da Ásia: Ramatis, Mestre Agastyar, Babaji.

III – LEGIÃO DOS CURANDEIROS:

Curandeiros e Xamãs nativos das Américas, África e Oceania : caboclos e pretos velhos, feiticeiros tradicionais, alguns exus – como o Exu Curador, Seu Maramael.

IV – LEGIÃO DOS REZADORES:

Rezadores, benzedores e os praticantes da medicina religiosa ou espiritual. Aqui encontramos todo os que curavam pela imposição das mãos, fé e oração : Pai João Maria de Agostinho, Pai João de Camargo, Vó Nhá Chica, Mestre Philippe de Lyon, Abade Julio.

V – LEGIÃO DOS RAIZEIROS

Praticantes da medicina folclórica e mágica regional. São os mestres juremeiros brasileiros, os ervateiros ou chamarreiros das Américas e todos os especialistas na flora, fauna e minerais curativos: Dom Nicanor Ochoa, Mestre Inácio, Mestre Carlos de Oliveira, Mestre Rei Heron.

VI – LEGIÃO DOS CABALISTAS E ALQUIMISTAS:

Espíritos dos velhos cabalistas e alquimistas, conhecedores dos segredos das plantas e cristais : Pai Isaac da Fonseca (primeiro cabalista brasileiro), Nicolau Flamel, Paracel­sus, Pai Jacó.

VII – LEGIÃO DOS SANTOS CURADORES:

Santos católicos celebrados como médicos, curandeiros ou especialistas na cura de alguma doença : Santa Luzia – olhos, Santa Ágata – seios, São Lazaro – doenças de pele, São Bento – envenenamentos."


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27 de julho de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Umbandas (parte II) , Umbanda ,

Umbandas (parte II)

Umbandas (parte II)


Antes de começar a escrever quero me caracterizar como um fã incondicional do Pai Etienne Sales do RJ, ser humano por que nutro a maior simpatia, embora nossos encontros pessoais se resumam a sua participação no 1° Seminário de Cidadania Umbandista, promovido pela FUEP - Federação Umbandista do Estado do PR, da qual estou presidente até 2013.



Feita essa preliminar, gostaria de contribuir na discussão, notadamente com relação a questão da Diversidade, propondo desde já o mote que deve nos guiar no século XXI: "Unidade na Diversidade".

É voz corrente, em nosso país, com fortes ligações com a Igreja Católica, que cada um de nós, embora feitos à imagem e semelhança divina, carrega diferentes características, tornando-nos únicos. Esse talvez seja o motivo para nos identificamos com essa ou aquela casa, com esse ou aquele Pai (Mãe) - de - Santo e com o seu jeito de tocar o trabalho, de onde vem a nossa opção por frequentar  esse ou aquele Terreiro. Mas, essa diversidade tão grande de ritos de trabalho nos remete à falta de unidade de ação, e essa é a grande dificuldade que sinto das pessoas entenderem a dita “diversidade”.

Acho que o Pai Etienne não expressou textualmente o seu ponto de vista, ou seja: aceitar não significa ter concordância, mas também não pode, por qualquer motivo ser empecilho para uma convivência pacífica e respeitosa, tampouco deve servir como negação ás atividades de frente única, como por exemplo: Se a caminhada contra a intolerância religiosa, realizada anualmente na orla carioca é importante para os umbandistas; então, todos temos que nos unir e centralizar todos os esforços para que isso seja atingido, independentemente de quem tenha sido a proposta, sem ciúmes ou paixões.

Por ora não é isso que acontece, a diversidade com uma gama infinita de ritos, nos leva também a um distanciamento que via-de-regra debilita a nossa ação frente aos atuais ataques, principalmente, de alguns pastores e fiéis das igrejas neo pentecostais, notadamente pela falta de um foro de discussões, debate e proposições, que possa transformar a nossa fragilidade atual e a nossa falta de organização e de unidade, em uma resposta única, articulada e objetiva.

Que fique claro que não podemos “pagar com a mesma moeda”, não se propões uma "guerra santa", pois temos que ter a clareza de que mais importante do que responder aos ataques, é termos formas e espaços para propagar a nossa Fé, desmistificando a crença e tornando transparentes as nossas ações .  
Temos que ter claro que o slogan “Unidade na Diversidade”, antes e acima de tudo propõe atividades que possam reverter no bem comum a toda a comunidade Umbandista. É como fazem as outras religiões, que embora tenham ritos diferentes, quando necessário, se juntam e criam as condições para atingir os seus objetivos.

Quando uma irmã ou irmão de fé não pode preencher uma ficha de emprego com a religião “Umbandista”, pois fatalmente ficará sem o emprego, estamos, todos sendo vítima de preconceito, e ele existe internamente também, pois uma mulher incorporar uma entidade masculina é considerado normal, mas o contrário, é motivo para a maior gama de comentários.

Enquanto aos padres da igreja católica ou missionários e pastores de outras religiões tem livre acesso a hospitais, presídios e etc., para propagar a sua fé e levar uma palavra de conforto e a nós não é permitido nem mesmo acesso aos nossos médiuns praticantes e assistentes.

Existem, no Brasil inteiro, centenas de ruas, praças e memoriais com nomes de todos os santos católicos, figuras religiosas, comemorando a imigração de outros povos que para cá vieram, e etc., mas quanto aos Orixás, vultos negros africanos, figuras das religiões Afro, não tem nenhum! E é inegável que estes também ajudaram a construir essa grande nação.

Nós somos discriminados sim e vítimas do preconceito de vários ativistas de religiões que disputam o mercado da Fé, e que para crescer, precisam destruir aqueles que concorrem no mesmo segmento.

Todos lembram do infeliz incidente envolvendo um bispo da IURD, que chutou a imagem de N. Sra. Da Aparecida, foi uma comoção nacional, no entretanto nós somos achincalhados todos os dias, e nada acontece...

Existem 16.000 ações de reparação moral contra a rede de TV do senhor Edir Macedo, mas, muitas emperradas ou sem análise no momento certo pela Justiça, por que não é do interesse contrariar  o poderio econômico.

As leis existem, é certo, mas sem querer assumir o papel de paladino dos fracos e oprimidos, acredito que tenhamos que forçar a barra para que elas sejam cumpridas, é sempre assim, o que vai determinar o efetivo emprego da legislação vigente é a força financeira ou política, como os umbandistas são hegemonicamente pobres, só sobrou a segunda alternativa.

Existe até dificuldade em encontrar um advogado, e tudo o que se faz na justiça depende de um, para se entrar com uma ação do tipo de criminalização de ofensas e reparação por dano moral.  

Nesse sentido, acredito que não possamos nem devamos esperar pela comemoração do 2° Centenário para nos unir, precisamos, isso sim, imediatamente criar aos condições para que o povo umbandista tenha a sua voz ouvida e respeitada.

Paulo Tharcicio Motta Vieira 






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26 de julho de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Umbandas , Umbanda ,

Umbandas

Umbandas

A diferença entre aquilo que eu quero como Umbanda e como são as coisas nas Umbandas.

Essa semana recebi um texto falando contra as diversas formas de Umbanda, como se houvesse apenas uma ou que fosse necessário seguir apenas uma forma, rito, doutrina.

Não se levou em consideração o processo de desenvolvimento que todas as religiões do mundo (Cristianismo, Budismo, Judaísmo ...) passaram e que é um processo natural: a transformação e a geração de ramificações dentro das religiões, passando a representar grandes conjuntos religiosos e não mais uma única religião que abraça a um todo de maneira uniforme.

Podemos ver isso com o simples exemplo do Cristianismo, que foi sofrendo cismas diversos e, passou da visão de uma única religião, para um grande conjunto religioso que, nos dias atuais, abraçam mais de 150 ramificações reconhecidas, fora as que são consideradas seitas. Como exemplo podemos citar: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Cristã Ortodoxa (Russa, Grega, Etíope), Igreja Copta, Igrejas Protestantes (divididas em históricas, Pentecostais e Neopentecostais) ...

Só no parágrafo acima já podemos ter uma ideia da diversidade de ramificações do Cristianismo, fora as crenças Cristãs não reconhecidas, por fazerem uma leitura reducionista ou relativista do Cristianismo (trabalham apenas com alguns princípios básicos), mas se consideram como Cristãs.

No caso da Umbanda ocorreu a mesma coisa. Nos idos de 1940 já existiam diversas formas de Umbanda e esse foi um dos motes do primeiro congresso, com a intenção de unificar, normatizar e formalizar uma única maneira de se fazer Umbanda, excluindo as outras formas, por achá-las atrasadas ou não evoluídas ou primitivas.

O interessante quando surgem esses textos de uniformização da Umbanda, se colocando de lado ou depreciando as outras formas existentes, é que, normalmente, o autor coloca aquilo que faz como Umbanda como sendo o norte que todos devem seguir. Só que ele esquece que aquela forma, rito, doutrina de Umbanda que ele tanto gosta é boa para ele, o completa, mas talvez não complete uma outra pessoa ou seus guias ou seus Orixás. A diversidade e a pluralidade das Umbandas permitem esse encontro, em que cada médium possa encontrar a forma de Umbanda que mais lhe preencha, e que seus guias possam aceitar e trabalhar.

Ao meu ver, essa posição é muito preconceituosa e ignorante, pois se houvesse uma única forma para a Umbanda (ritual, doutrinária, prática e espiritual) ela assim o seria. No entanto, se existem várias, e algumas já adotam um qualificativo após o nome Umbanda (Branca, Tradicional, de Preto-velho, de Caboclo, Esotérica ...) é para mostrar as pessoas o que se faz ali como Umbanda. É claro que isso acaba limitando pretensões de impor uma única forma, e, ao mesmo tempo, uma certa disputa entre aquelas que querem apenas dizer que fazem Umbanda, como meio de colocarem aquilo que praticam como uma referência para todos. Por isso o motivo de não adotarem ou de não reconhecerem aquilo que fazem como uma forma dentro de tantas que existem na Umbanda.

Em um momento em que as Umbandas, as casas de Umbanda (independente da forma / rito) são atacadas por correntes de outras religiões, nos desqualificando, invadindo e depredando nossas casas, ainda temos que conviver com o preconceito intra-religioso dentro das Umbandas. É estranho ler muitos textos em que dirigentes e até guias, falam de Umbanda como algo de grande luz, grande força, aberta a tudo e a todos, mas extremamente preconceituosa com outras formas, ritos e doutrinas.

Se queremos ter respeito de outras religiões, principalmente daquelas que nos desqualificam e nos perseguem, devemos primeiro cuidar de casa e nos respeitar mutuamente. Respeitar aquilo que o outro faz como Umbanda, mesmo que seja diferente da nossa, pois os mesmos fatores de diversidade e pluralidade que permitiram ao Cristianismo se desenvolver e se transformas em diversas sub-religiões, também permitiram a criação de diversas formas de Umbanda, não havendo, por mais que se queira impor, uma forma única e verdadeira.

Continuamos perdendo tempo nos depreciando, e nos desqualificando, quando precisamos nos unir, nos respeitar, caminhar de braços dados, para preservar para as gerações futuras essa nossa diversidade e para que alguma forma de Umbanda.

Da maira que as coisas andam, sejam inerentes aos que nos perseguem, ou a nós mesmos que nos perseguimos, não sei se teremos alguma Umbanda daqui a 50 anos. Se forças externas não nos massacrarem, nos mesmos (pela vaidade, ambição, soberba, mercado da fé, imposição doutrinária, falsas verdades ...) iremos nos destruir mutuamente em uma insana luta pelo poder ou de ser a verdadeira Umbanda.

Oh deixa a Umbanda melhorar,
Oh deixa a Umbanda melhorar,
Oh deixa a Umbanda melhorar, na força de Zamby,
Oh deixa a Umbanda melhorar.

Se queremos ser respeitados pelas outras religiões, necessitamos primeiro nos respeitar como Umbandistas, independente de nossa vertente rito doutrinária.

Etiene Sales





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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Incenso e Sal Grosso Realmente Funcionam , Ritualísticas ,

Incenso e Sal Grosso Realmente Funcionam

Incenso e Sal Grosso Realmente Funcionam
Na sabedoria popular, muito se fala sobre o poder dos incensos e do uso do sal grosso quando o assunto é energia dos ambientes. Mas será que esses simples elementos realmente são eficientes para harmonizar energeticamente tanto ambientes como pessoas? Ou será que estamos diante de pura crença sem fundamento científico ou funcional? A minha resposta: eles funcionam!

São realmente eficientes no que tange ao trabalho de equilibrar energias sutis.

Selecionei neste texto um apanhado de informações que coletei ao longo da minha vida, desde as experiências que tive como químico (minha formação acadêmica), como também terapeuta e professor de terapias holísticas. Além disso, no estudo o qual dediquei grande parte do meu tempo para construir a Fitoenergética*, também encontrei muitas vezes no meio do caminho da pesquisa, as intrigantes atuações dos incensos e sal grosso.

Mesmo defendendo a ideia de que o tema abaixo foi amplamente estudado para que essa definição fosse apresentada, ainda sim, sugiro que você mesmo teste e encontre as suas próprias conclusões.

SAL GROSSO: O sal grosso, quimicamente falando é NaCl, ou seja, a união do Cl (cloro) com o Na (sódio). No átomo de cloro temos um ânion (-) ou a partícula negativa. No átomo de sódio temos o cátion (+) ou a partícula positiva. Portanto, o positivo se liga ao negativo para formar uma molécula em equilíbrio.

Vemos essa visão na espiritualidade e nas filosofias orientais como o Taoísmo, por exemplo, onde o Tao que é o todo, o inefável, a presença maior, emana para o planeta Terra o Chi. O Chi da visão oriental tem seus correspondentes ocidentais conhecidos como magnetismo, fluído vital ou energia vital simplesmente. Ao longo da história da humanidade e em diversos povos, também recebeu nomes como quinta essência, mana, prana, entre outros. E o que isso tem haver com as propriedades do sal grosso? Tudo...

Quando o sal entra em contato com a água, os átomos de Na(+) e Cl(-) tendem a se separar para reagir com a água (H20). Nesse processo, naturalmente encontramos também a possibilidade de partículas negativas do ambiente, pessoa ou objeto, serem atraídas magneticamente para a parte do Na+ (sódio), ao passo que partículas carregadas positivamente serão atraídas para a parte do Cl - (cloro). Engana-se quem pensa que energia positiva em excesso é algo bom, pois o correto e harmônico é o equilíbrio, e por isso, o sal além de absorver a negatividade em excesso, também absorve a parte positiva que estiver em desequilíbrio.

Colocar um copo com água + sal grosso nos principais ambientes de uma casa, promoverá o ajuste da energia desses locais, entretanto, é bom que se saiba que este copo precisa ser trocado. Troca-se o copo com água e sal grosso sempre que este começar apresentar formação de uma casca de sal em sua borda. Nesse momento, joga-se o conteúdo do copo em esgoto normal, lava-se bem o copo e repete-se o processo. Mantenha os copos com água e sal grosso nos ambientes que quer harmonizar e você promoverá o efeito filtro de ambiente, o que nos ajuda muito na rotina diária, para mantermos a qualidade da energia de nossos lares. Use preferencialmente copos de vidro transparente, sempre preenchendo com água mineral ¾ do volume, ou seja, deixe o copo com uma margem vazia. Em um copo de 300 mL use de duas a três colheres de sal.

INCENSOS: poder do incenso é transcendental porque reúne múltiplos elementos que são muito eficientes na harmonização de um ambiente. Quando a vareta é queimada, múltiplos elementos entram em ação e atuam no ambiente, pessoa ou objeto que se deseja. Veja os principais elementos benéficos oferecidos na queima do incenso:

ELEMENTO FOGO: quando o incenso queima, a força do elemento fogo atua no ambiente contribuindo para a transmutação das energias desequilibradas do local. O elemento fogo tem a força de limpar as saturações atmosféricas condensadas já em níveis materiais. Sempre que os fluídos densos psíquicos já estão muito condensados, os grupos de elementais do fogo agem purificando as forças e devolvendo o reequilíbrio.

ELEMENTO AR E ÉTER: a queima do incenso, a fumaça liberada ao ar tem a propriedade de transitar entre a dimensão física (fumaça) e a dimensão extrafísica ( éter quinto elemento, que é o veículo pelo qual o ar transita). Essa capacidade permite que as propriedades do fogo, das resinas, óleos essenciais e ervas do incenso, atuem simultaneamente nas duas dimensões citadas, portanto trata-se de um agente de conexão, de transição ou comunicação.

ERVAS, RESINAS E ÓLEOS NATURAIS: as propriedades específicas desses elementos usados individualmente ou combinados oferecem as forças de suas essências energéticas altamente benéficas. Além disso, quando queimadas, emanam ao ambiente a energia potencial retida em suas estruturas durante todo o processo de surgimento na natureza, desde os primeiros segundos de vida no planeta Terra, quando surgiram como sementes ou semelhantes, até o momento de uso.

A FORMA CORRETA DE UTILIZAR UM INCENSO:

-Escolha o local do ambiente no qual deseja acender um incenso, que deve ser de boa qualidade. Evite incensos indianos que tenham mão-de-obra escrava envolvida. Providencie um incensário que dê segurança ao ritual, para não permitir que partes ainda incandescentes possam gerar um dano indesejável.

-Segure o incenso entre as suas duas mãos (ainda apagado). Coloque as mãos em prece na frente da testa com o incenso entre elas. Eleve seu pensamento ao alto colocando uma intenção positiva para a queima do incenso e respire fundo várias vezes. A intenção é a chave de tudo, faça com bastante concentração.

-Acenda o incenso e agradeça as bênçãos recebidas. Você poderá deixar o incenso fixo em algum lugar da casa, mas poderá também mover-se no interior do ambiente, levando consigo incenso aceso liberando sua fumaça e suas propriedades balsâmicas.

-Para aplicar as energias do incenso em uma pessoa, transite com o incenso aceso a distância de meio metro dela, e deixe que suavemente a fumaça obtida toque o todo o seu corpo. De preferência, solicite que a pessoa a ser incensada fique de pé com os braços bem abertos no formato de cruz. Ande ao redor da pessoa suavemente, segurando o incenso, liberando a fumaça e mantendo uma forte intenção positiva.

-Essas práticas promovem purificações muito intensas tanto em lares, ambientes e objetos quanto em pessoas, principalmente, de energias mentais e emocionais desarmônicas.

-Existem muitos incensos de qualidade no Brasil, poderia citar os nomes e marcas, mas prefiro dizer aquilo que acredito muito, escolha com a sua intuição e use com a sua intenção, esse é e sempre foi o segredo do bom uso.

Bruno Gimenes






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24 de julho de 2012

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Curso Básico sobre Mediunidade , Mediunidade ,

Curso Básico sobre Mediunidade

Curso Básico sobre Mediunidade

É inegável a contribuição da Doutrina Espírita para a compreensão de alguns conceitos espiritualistas. A mediunidade é faculdade inerente a todo ser humano, independente da religião.

Na Umbanda, observamos com maior frequência a mediunidade de incorporação, que é a comunicação do espírito através do "corpo" do médium, não que ele adentre o corpo como supõe o nome, o que é fisicamente impossível. Por isto que a Doutrina Espírita não utiliza este termo "incorporação" e sim "psicofonia", que é a comunicação através da fala, pois os espíritas são treinados, no desenvolvimento mediúnico, para receberem as comunicações apenas através do pensamento, para isto só a palavra é suficiente, para eles o médium "educado" é aquele que não movimenta o corpo para assumir as características do espírito.

A Umbanda é energia vibrante e em movimento. Nossos Guias utilizam seus médiuns ou "cavalos" de forma plena, ativam tantos chakras quantos forem necessários para uma comunicação completa. Os nossos Guias, em terra, não apenas falam, mas interagem conosco aplicando passes, fazendo magias e mirongas, dançam, cantam e riscam pontos, defumam o ambiente com seus pitos e cachimbos, falam, sorriem e, assim, nos beneficiam com o seu Axé.

Acima, utilizei o termo "cavalo" para designar "médium". É um termo comum para nós umbandistas e, certo dia, um espírita me chamou a atenção para este termo e disse que "um médium não pode ser denominado "cavalo" (em termo de animal irracional), pois um médium é um ser humano." Esta colocação mostra mais uma vez, a desinformação ou distorção de conceitos com relação à Umbanda. Respondi ao caro irmão, que o termo "cavalo" não se refere ao "símbolo cavalo" na atribuição de "ser irracional", mas sim ao "símbolo cavalo" na atribuição de "ser submisso" através da humildade e da fé, cedendo o seu corpo para a atuação espiritual, sendo uma ferramenta livre de preconceitos para o espírito praticar a sua caridade.

Segue abaixo um breve estudo sobre mediunidade segundo a Doutrina Espírita, que possamos selecionar o que é de real importância para nós umbandistas. Boa leitura!



CURSO BÁSICO SOBRE MEDIUNIDADE - SEGUNDO A DOUTRINA ESPÍRITA


I - Introdução

1 - ASPECTO GERAL:



A mediunidade é faculdade inerente à própria vida e, com todas as suas deficiências e grandezas, acertos e desacertos, são qual o dom da visão comum, peculiar a. todas as criaturas. (l) Como instrumentação da vida, surge em toda a parte. O lavrador é o médium da colheita, a planta é o médium da frutificação e a flor é o médium do perfume. Em todos os lugares, damos e recebemos, filtrando os recursos que nos cercam e moldando-lhes a manifestação, segundo as nossas possibilidades. (2)

Desse modo, possuímos no artífice o médium de preciosas utilidades, no escultor o médium da obra-prima, nos varredores das vias públicas valiosos médiuns da limpeza., no juiz o médium das leis. Todos os homens em suas atividades, profissões e associações são instrumentos das forças a que se devotam, atraindo os elementos invisíveis que os rodeiam, conforme a natureza dos sentimentos e idéias de que se nutrem.O homem e a mulher, abraçando o matrimônio por escola de amor e trabalho, honrando o vínculo dos compromissos que assumem perante a harmonia universal, nele se transformam em médiuns da própria vida, responsabilizando-se pela materialização,a longo prazo, dos amigos e dos adversários de ontem, convertidos no santuário doméstico em filhos e irmãos.Além do lar, será difícil identificar uma região onde a mediunidade seja mais espontânea e mais pura...(2)

2 - CONCEITO DOUTRINÁRIO:

Kardec define:

MEDIUNIDADE: Faculdade dos médiuns.

MÉDIUNS : (do latim - médium, meio, intermediário) pessoa que pode servir de intermediária entre os dois planos da vida, ou seja , entre os ESPÍRITOS e os HOMENS (3)

Segundo André Luiz, mediunidade é o atributo de homem encarnado, para corresponder-se com o homem liberado do corpo físico. (1)

Embora aceitos em sentido mais amplo por vários autores em nossos estudos, conceituaremos, de um modo geral, os FENÔMENOS MEDIÚNICOS como aqueles que se reconhecem uma causa extrafísica, supraterrestre, isto é, fora da esfera de nossa existência física, portanto, FENÔMENOS ESPÍRITICOS, pois, se processam com a intervenção dos espíritos desencarnados.

3 - REFERÊNCIAS:

(1) “Evolução em Dois Mundos” - FEB - GB1959

(2) “Nos Domínios daMediunidade” - FEB - 2ª edição.

(3) “O Livro dos Médiuns” - FEB 29ª edição.

II - Natureza da Mediunidade
1 - INTRODUÇÃO:

“Todos os homens são médiuns, todos tem um espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-los” (1)

“Organizamos turmas compactas de aprendizes para a reencarnação. Médiuns e doutrinadores saem daqui às centenas, anualmente”.(2)

“Ninguém pode avançar livremente para o amanhã sem solver os compromissos de ontem. Por este motivo, Pedro traz consigo aflitiva mediunidade de provação. É da Lei que ninguém se emancipe sem pagar o que deve”.(3)
2 - CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A NATUREZA:

Fácil observar-se que a mediunidade, embora una em sua essência (faculdade que permite ao homem encarnado entrar em relação com os espíritos), não o é quanto a sua natureza, ou razão de ser; variando de indivíduo para indivíduo.

Assim, destacamos:

- MEDIUNIDADE PRÓPRIA OU NATURAL - Edgard Armond a define: “À medida que evolui e se moraliza, o indivíduo adquire faculdade psíquica e aumenta conseqüentemente sua percepção espiritual. A isso denominamos mediunidade natural. (4)”.

- MEDIUNIDADE DE PROVA OU TRABALHO - Faculdade oferecida ao indivíduo, em caráter precário, como uma tarefa a desenvolver, quando encarnado, com vistas à sua melhoria espiritual e a de seus semelhantes.

Preparado adredemente no plano espiritual, o médium, ao reencarnar tem, no exercício mediúnico, abençoada oportunidade de trabalho.

- MEDIUNIDADE DE EXPIAÇÃO - Há determinadas pessoas compromissadas grandemente em virtude do mau uso de seu livre-arbítrio anterior (em passadas existências), a sensibilidade psíquica aguçada é imposta ao médium como oportunidade para ressarcimento de seus atos menos felizes do pretérito com vistas à sua libertação futura.

Esta mediunidade se manifesta à revelia da criatura e comumente lhe causa sofrimentos aos quais não se pode furtar.

A sua forma de manifestação mais comum é a obsessão que pode atingir até o estagio de subjugação.

- MÉDIUNS MISSIONÁRIOS - Convém lembrar que, além dos aspectos acima referidos, excepcionalmente podemos encontrar médiuns que são verdadeiramente missionários do plano espiritual, entre os homens, os quais, pelos seus elevados dotes morais e espirituais, se tornam, a título de testemunho, em instrumentos da vontade Divina, em favor da humanidade.
3 - ASPECTOS DA MEDIUNIDADE PRÓPRIA OU NATURAL:

A sensibilidade mediúnica oriunda do trabalho perseverante do espírito é resultado de seu próprio esforço.

Como toda conquista espiritual, demanda perseverança e seu aperfeiçoamento se faz através das reencarnações, seguidas de idêntico empenho no plano espiritual.

Conquistada essa sensibilidade, transforma-se num atributo do espírito - patrimônio intransferível de sua individualidade.

Isenta dos percalços naturais, inerentes às provas e expiações, a sensibilidade psíquica conquistada é de caráter definitivo.O seu exercício não acarreta sofrimentos e permite o intercâmbio espontâneo com as entidades espirituais, sem necessidade do trabalho mediúnico de caráter obrigatório.

Por estar ao alcance de todos, paulatinamente, caminhamos para a conquista deste atributo, através do qual contaremos com maiores recursos de identificação com o plano espiritual.

A expressão fenomênica característica das demais manifestações mediúnicas cede lugar a INTUIÇÃO pura e simples e as incursões da alma no plano extra-físico.

A sua característica principal é, portanto, a INTUIÇÃO.
4 - ASPECTOS DA MEDIUNIDADE DE PROVA OU TRABALHO:

A sensibilidade mediúnica é concedida como uma oportunidade de trabalho para a criatura.

Conferida em caráter transitório, por empréstimo, segundo programação no plano espiritual, antes do reencarne do médium, pode ser suspensa por iniciativa da própria espiritualidade, consoante o uso que dela fizer.

Seu despertar é quase sempre cercado de recursos alertadores, com vistas à segura orientação do médium.

Respeitado o livre-arbítrio do médium, este pode ou não atender ao compromisso assumido na espiritualidade. Dispondo-se ao exercício mediúnico, além do aprendizado natural e excelente oportunidade de serviço, conta o médium com possibilidades de reajustar-se frente aos problemas de seu passado. Recusando-se ao trabalho, no entanto, normalmente, retorna ao plano espiritual mais compromissado, em virtude do menosprezo da oportunidade que lhe foi concedida.
5 - ASPECTOS DA MEDIUNIDADE DE EXPIAÇÃO:

A sensibilidade mediúnica é imposta ao médium para reajustes necessários, determinados pelos seus atos menos dignos do passado de culpas.Manifesta-se independente da vontade atual do médium e muitas vezes à sua própria revelia. Pelo seu caráter expiatório, pode cercar-se de determinados sofrimentos físico-psíquicos, que serão amenizados, ou mesmo eliminados pela perseverança do seu portador no trabalho mediúnico, dentro da seara cristã.

Independente de qualquer iniciativa visando ao seu desenvolvimento, a mediunidade surge, nem sempre branda, às vezes, violentamente, surpreendendo o próprio médium e aqueles que o cercam.

Tão logo surja esta manifestação, deve o médium ingressar numa reunião de EDUCAÇÃO MEDIÚNICA para melhor capacitar-se no devido controle de suas faculdades, com vistas ao seu exercício cristão.

Comumente manifesta-se sob o aspecto de obsessão e, se o médium não busca os recursos evangélico-doutrinários indispensáveis a sua auto-educação, pode cair nas tramas da subjugação .
6 - REFERÊNCIAS:

(1) “O Livro dos Médiuns” - FEB - 29ª edição - Rio de Janeiro

(2) “Os Mensageiros” - FEB - 4ª edição - Rio de Janeiro.

(3) “Nos Domínios da Mediunidade” - FEB - 2ª edição - Rio de Janeiro.

(4) “Mediunidade” - LAKE - 9ª edição - São Paulo.

III - Espírito, Corpo, Perispírito
1 - Deus - Espírito - Matéria - Fluido Cósmico:

Para melhor compreensão do fenômeno mediúnico, é importante se estabeleça a interdependência entre o corpo, o perispírito e o Espírito.Para tanto, imprescindível aceitemos seguramente a existência e sobrevivência deste.

Allan Kardec afirma: Antes de travarmos qualquer discussão espírita importa indaguemos se o nosso interlocutor conta com esta base:
CRER EM DEUS
CRER NA IMORTALIDADE DA ALMA
CRER NA SOBREVIVÊNCIA DA VIDA APÓS A MORTE

Sem isso seria tão inútil ir além, com querer demonstrar as propriedades da luz a um cego que não a admitisse. (1)

Assim sendo, relembremos, com a Doutrina Espírita:

DEUS - Inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.Nosso pai e criador.

ESPÍRITO - Princípio inteligente do universo.O elemento espiritual individualizado constitui os seres chamados ESPÍRITOS; do mesmo modo que o elemento material individualizado constitui os diversos corpos da natureza, orgânicos e inorgânicos.

MATÉRIA - Princípio que dá origem e formação aos corpos.Instrumento de que se serve o Espírito e sobre o qual ao mesmo tempo exerce a sua ação.

FLUIDO CÓSMICO - Desempenha papel de intermediário entre o espírito e a matéria, propriamente ditas, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer diretamente ação sobre ela.

É fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conhecemos uma parte mínima.Este fluido universal, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio, sem o qual, a matéria estaria em perpétuo estado de desagregação e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá. (2)

Abstraindo-se o Espírito, tudo o que existe no Universo é oriundo do fluido cósmico, não só o princípio material, quanto as leis que o regulam, tudo nele se alicerça.O fluido magnético e o fluido vital são apenas algumas das inúmeras modificações do fluido cósmico.

Pela sua característica de extrema maneabilidade e variadas funções, podemos dizer que se a matéria é manipulada pelo homem, as criaturas fluídicas são elaboradas mentalmente pelos Espíritos (encarnados ou desencarnados), uma vez que o fluido obedece ao seu comando mental.

André Luiz assim o conceitua: “O Fluido cósmico é o plasma divino, hausto do criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Neste elemento primordial vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano”. (3)
2 - CORPO - ESPÍRITO - PERISPÍRITO:

Quando encarnado, o homem constitui-se de:

CORPO FÍSICO- Componente material análogo ao dos animais.
É, ao mesmo tempo, invólucro e instrumento de que se serve o Espírito.
De vida efêmera, sujeita-se às transformações da matéria.
À medida que o Espírito adquire novas aptidões, pelas reencarnações, utiliza-se de corpos físicos mais aperfeiçoados, condizentes com suas novas necessidades.

ESPÍRITO- Alma ou componente imaterial.
O progresso é a sua condição normal e a perfeição a meta a que se destina.
Imortal, preexiste e subsiste ao corpo físico que lhe serve de instrumento.
Retornando ao Plano Espiritual, após o desencarne, conserva a sua individualidade, preparando-se para novas metas em sua ascensão evolutiva.

PERISPÍRITO- Envoltório fluídico de que se serve o Espírito em suas manifestações extra-físicas.
Semi-material, participa ao mesmo tempo da matéria pela sua origem e da espiritualidade pela sua natureza etérea.
Corpo espiritual que durante a reencarnação serve de elo entre o corpo físico e o Espírito.
3 - O PERISPÍRITO:

O perispírito, ou corpo fluídico, também conhecido como corpo astral, psicossoma, corpo celeste e outras denominações, é o corpo de que se serve o Espírito como veículo de sua manifestação no Plano Espiritual e como intermediário entre o corpo e o espírito quando encarnado.

Para melhor entendimento do perispírito, analisaremos este assunto sob os seguintes prismas: constituição, função, apresentação e propriedades.

CONSTITUIÇÃO
De natureza sutil, o perispírito é constituído do FLUIDO UNIVERSAL inerente ao globo em que estagia, razão porque não é idêntico em todos os mundos.
Sua natureza está em relação direta com o grau de adiantamento moral do Espírito; daí decorre que o mesmo se modifica e se aprimora com o progresso moral que conquiste.
Enquanto as entidades superiores formam o seu perispírito com os fluidos mais etéreos do plano em que estagiam, as inferiores formam dos fluidos mais densos, ou grosseiros, pelo que, seu perispírito chega a confundir-se, na aparência com o corpo físico.

FUNÇÃO
O Espírito pela sua essência é um ser abstrato, que não pode exercer ação direta sobre a matéria bruta.Precisa de um elemento intermediário (fluido universal), daí a necessidade do envoltório fluídico - o perispírito.
O perispírito faz do Espírito um ser definido, tornando-o capaz de atuar sobre a matéria tangível.É, assim, o traço de união entre o Espírito e a matéria.
Quando encarnado, o Espírito se vale do perispírito para atuar sobre o corpo e sobre o meio ambiente e, por seu intermédio, recebe sensações dos mesmos.
Despojado do corpo físico, pela desencarnação, o Espírito permanece com o perispírito, veículo de sua manifestação no Plano Espiritual.

APRESENTAÇÃO
O perispírito toma a forma que o Espírito queira.
Atuando sobre os fluidos espirituais, por meio do pensamento, e da vontade, os Espíritos imprimem a esses fluidos tal ou qual direção:Aglomeram-nos, combinam ou dispersam, forma conjuntos de aparência, forma e cor determinadas.
Essas transformações, obedecendo a vontade do Espírito, permitem-lhe ter ou apresentar-se com a forma que mais lhe agrade.Podendo, num dado momento, alterar sua aparência instantaneamente.
Essas transformações podem ser o resultado de uma intenção ou o produto de um pensamento inconsciente.Se num ambiente o Espírito apresenta-se com a aparência de sua última existência, pode, inconscientemente, modificar-se no recinto; algo, ou alguém o faz recordar-se de uma precedente reencarnação.Tão logo desliga o seu pensamento do passado, retorna à aparência atual.

PROPRIEDADES
Um Espírito pode, portanto, apresentar-se ao médium com a aparência de uma existência remota (vestuário ou outros sinais característicos da época, inclusive cicatrizes, etc), embora isto não signifique que ele conserve normalmente essa aparência, mas sim a de vidas posteriores (geralmente a última experiência na Terra).
Mesmo um Espírito apenas intelectualmente desenvolvido, embora moralmente atrasado, pode apresentar-se ao médium sob a aparência que deseje (pela disposição do seu pensamento), até mesmo de uma outra entidade, num processo de mistificação espiritual.
Normalmente, no entanto, o perispírito retrata a condição íntima do Espírito, razão pela qual, premido por um estado consciencial de culpa, este se apresenta portando inibições, defeitos, aleijões, ou problemas outros, dos quais, embora o desejasse, não se pode furtar.
4 - REFERÊNCIAS:

(1) “O Livro dos Médiuns” - FEB - Rio de Janeiro - 29ª edição.

(2) “O Livro dos Espíritos” - FEB - Rio de Janeiro - 30ª edição.

(3) “Evolução em Dois Mundos” - FEB - Rio de Janeiro - 1ª edição.

(4) “A Gênese Segundo o Espiritismo” - FEB - Rio de Janeiro - 9ª edição.

IV - Da Identificação dos Espíritos
1 - INTRODUÇÃO:

“Amados não creiais a todo o Espírito, mas provai se os Espíritos são de Deus”.

(I João 4:1)

“No que respeita às instruções gerais que nos trazem os Espíritos, o mais é o ensino que nos proporcionam e não o nome sob o qual se apresentam”.

ALLAN KARDEC

“Se a individualidade do espírito pode nos ser indiferente, o mesmo não se dá quanto às suas qualidades.

É bom ou mau o Espírito que se comunica? Eis a questão.”ALLAN KARDEC
2 - LÓGICA, BOM SENSO, RAZÃO:

A identificação do Espírito pelo nome não deve constituir preocupação do médium ou dos freqüentadores da reunião, pois, o mais importante é o teor dos ensinos que nos transmitem, seja qual for o nome ou a forma sob a qual de apresente o comunicante.

Devemos considerar que, se o Espírito pode imprimir ao seu perispírito a forma que queira, este poderá apresentar-se sob a aparência de outra entidade, ou para infundir maior confiança ao médium, ou com o fim deliberado de enganar.

O mesmo se dá quanto ao nome com o qual se comunica, pois, nenhuma referência dispomos para comprovar a sua autenticidade, senão o teor de sua mensagem, condizente ou não com o nome indicado.

Será prudente, portanto, frente a qualquer comunicante, ainda que se apresente como é ou um dos guias da reunião, analisar rigorosamente o teor da comunicação, aceitando apenas e exclusivamente, aquilo que esteja dentro da lógica, do bom senso e da razão.
3 - DA LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS:

A respeito da identificação dos Espíritos transcrevemos algumas recomendações de “O Livros dos Médiuns”, para nossa meditação.

DA LINGUAGEM DOS ESPÍRITOS

“A linguagem dos Espíritos está sempre em relação com o grau de elevação a que já tenham chegado.”

“Apreciam-se os Espíritos pela linguagem que usam e pelas suas ações. Estas se traduzem pelos sentimentos que eles inspiram e pelos conselhos que dão”.


A linguagem dos Espíritos Elevados é sempre idêntica senão quanto à forma, pelo menos quanto ao fundo.Os pensamentos são os mesmos, em qualquer tempo e em todo o lugar.

*

Não se deve julgar da qualidade do Espírito pela forma material, nem pela correção de estilo.É preciso sondar-lhe o íntimo, analisar-lhe as palavras, pesá-las friamente, maduramente e sem prevenção.

*

Os bons Espíritos só dizem o que sabem; calam-se ou confessam a sua ignorância sobre o que não sabem.

*

Os bons espíritos são muito escrupulosos no tocante às atitudes que hajam de aconselhar.

Nunca, qualquer que seja o caso, deixam de objetivar um fim sério e eminentemente útil.

*

Os bons Espíritos só prescrevem o bem.Nunca ordenam; não se impõem, aconselham e, se não são escutados, retiram-se.

*

Os bons Espíritos não lisonjeiam; aprovam o bem feito, mas sempre com reserva.

*

PARA JULGAR OS ESPÍRITOS, COMO PARA JULGAR OS HOMENS É PRECISO, PRIMEIRO, QUE CADA UM SAIBA JULGAR-SE A SI MESMO.

A dos Espíritos inferiores ou vulgares sempre algo refletem das paixões humanas.

*

Qualquer ofensa à lógica, à razão e à ponderação não pode deixar dúvida sobre a sua procedência, seja qual for o nome com que ostente o Espírito.

Deve-se desconfiar dos Espíritos que com muita facilidade se apresentam, dando nomes extremamente venerados, e não aceitar o que dizem, senão com muita reserva.

*

Reconhecem-se os Espíritos levianos pela facilidade em que predizem o futuro e precisam fatos materiais que não nos é dado ter conhecimento.

*

Qualquer recomendação que se afaste da linha reta do bom senso, ou das leis imutáveis da Natureza, denuncia um Espírito atrasado e, portanto, pouco merecedor de confiança.

*

Máxima nenhuma, nenhum conselho que se não conforme estritamente com a pura caridade evangélica pode ser obra de bons Espíritos.

*

Os conhecimentos de que alguns Espíritos se enfeitam, às vezes, com uma espécie de ostentação, não constituem sinal de superioridade deles.

A inalterável pureza dos sentimentos é, para esse respeito, a verdadeira pedra de toque.

*

SE NÃO FÔSSEIS IMPERFEITOS, NÃO TERÍEIS EM TORNO DE VÓS SENÃO BONS ESPÍRITOS; SE FORDES ENGANADOS DE VÓS MESMOS VOS DEVEIS QUEIXAR.

4 - APARÊNCIA:

Podendo alguns Espíritos enganar pela linguagem de que usam, segue-se que também podem, aos olhos de um médium vidente, tomar uma falsa aparência?

Isso se dá, porém, mais dificilmente.O médium vidente pode ver Espíritos levianos e mentirosos, como outros os ouvem, ou escrevem sob influência deles.Podem os Espíritos levianos aproveitar-se dessa disposição, para o enganar, por meio de falsas aparências; isso depende das qualidades do Espírito do próprio médium.(“O Livro dos Médiuns”)
5 - ESTADO VIBRACIONAL:

Muitos médiuns reconhecem os bons e os maus Espíritos pela impressão agradável ou penosa que experimentam à aproximação deles.Perguntamos se a impressão desagradável, a agitação convulsiva, o mal-estar são sempre indícios da má natureza dos Espíritos que se manifestam.

O médium experimenta as sensações do estado em que se encontra o Espírito que dele se aproxima.Quando ditoso, o Espírito é tranqüilo, leve, refletido; quando feliz, é agitado, febril, e essa agitação se transmite naturalmente ao sistema nervoso do médium.Em suma, dá-se o que se dá com o homem na terra: O bom é calmo, tranqüilo; o mau está constantemente agitado. (“O Livro dos Médiuns”).

Concluímos que a maneira mais segura de se identificar a natureza do Espírito é pelo teor de sua linguagem, falada ou escrita, mediante os conceitos que nos trazem.Tanto quanto, ao se aproximar de um médium, o Espírito pode por ele ser analisado, através do seu estado vibracional, ou seja, das sensações agradáveis ou desagradáveis que o Espírito infunde ao médium.
6 - REFERÊNCIAS:

“O LIVRO DOS MÉDIUNS” - FEB - Rio de Janeiro - 29ª edição.

“O NOVO TESTAMENTO” - Trad. João Ferreira de Almeida - IBB - Rio de janeiro.

V - Mecanismos das Comunicações
1 - INTRODUÇÃO:

“A mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos”.(1)

“Em mediunidade não podemos olvidar o problema da sintonia”.(1)

“No socorro espiritual, os benfeitores e amigos das esferas superiores, tanto quanto os companheiros encarnados, quais o diretor da reunião e seus assessores que manejam o verbo educativo, funcionam lembrando autoridades competentes no trabalho curativo, mas o médium é o enfermo convidado a controlar o doente, quanto lhe seja possível, impedindo, a este último, manifestações tumultuárias e palavras obscenas”.(3)
2 - PROCESSO MENTAL:

Para que um Espírito se comunique é mister se estabeleça a sintonia da mente encarnada com a desencarnada.

Esse mecanismo das comunicações espíritas, mecanismo básico que se desdobra, todavia, em nuanças infinitas, de acordo com o tipo de mediunidade, estado psíquico dos agentes - ativo e passivo - valores espirituais, etc.

Sintonizando o comunicante com o medianeiro, o pensamento do primeiro se exterioriza através do campo físico do segundo, em forma de mensagem grafada ou audível.

Na incorporação (psicofonia), o médium cede o corpo ao comunicante, mas, de acordo com os seus próprios recursos, pode comandar a comunicação, fiscalizando os pensamentos, disciplinando os gestos e controlando o vocabulário do Espírito.

O pensamento do Espírito, antes de chegar ao cérebro físico do médium, passa pelo cérebro perispirítico, resultando disso a propriedade que tem o medianeiro, em tese, de fazer ou não fazer o que entidade pretende.(ref. 2 - Cap. IX e X).
3 - SINTONIA (VIBRAÇÕES COMPENSADAS):

Sintonia significa, em definição mais ampla, entendimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equivalência.

Sintonia é, portanto, um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando naturalmente, a base de vibrações.

Duas pessoas sintonizadas estarão, evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas, havendo, entre elas, uma ponte magnética a vinculá-las, imantando-as profundamente.

Estarão respirando na mesma faixa, intimamente associadas:

SINTONIA, RESSONÂNCIA, VIBRAÇÕES COMPENSADASSábiosIdeais superiores, Assuntos transcendentesCiência, Filosofia, Religião, etc
ÍndiosObjetivos vulgares Assuntos triviaisCaça, Lutas, Pesca, presentes, etc.
Árvoresmaior vitalidade melhor produçãoPermuta dos princípios germinativos, quando colocadas entre companheiras da mesma espécie

Quanto mais evoluído o ser, mais acelerado o estado vibratório.

Assim sendo, em face das constantes modificações vibratórias verificar-se-á sempre, em todos os comunicados, o imperativo da redução ou do aumento das vibrações para que eles se dêem com maior fidelidade.

Se esta lei de afinidade comanda inteiramente os fenômenos psíquicos, não há dificuldade em compreendermos porque as entidades luminosas ou iluminadas são compelidas a reduzir o seu tom vibratório a fim de, tornando mais densos os seus perispíritos, serem observadas pelos Espíritos menos evolvidos.Do mesmo modo, graduam o pensamento e densificam o perispírito, quando desejam transmitir as comunicações, inspirar os dirigentes de trabalhos mediúnicos ou os pregadores e expositores do Evangelho e da Doutrina.(2)

André Luiz em “Nos Domínios Da Mediunidade” (cap V) descreve:

"Nesse instante, o irmão Clementino pousou a destra na fronte do amigo que comandava a assembléia, mostrando-se-nos MAIS HUMANIZADO, QUASE OBSCURO”.

O benfeitor espiritual, que ora nos dirige - acentuou nosso instrutor - afigura-se-nos mais pesado porque amorteceu o elevado tom vibratório em que respira habitualmente, descendo a posição de Raul, tanto quanto lhe é possível, para benefício do trabalho começante.”

Léon Denis afirma:

“... o Espírito, libertado pela morte, se impregna de matéria sutil e atenua suas radiações próprias, a fim de entrar em uníssono com o médium”.

Conclui-se, das palavras do filósofo francês, que os Espíritos dispõem de recursos para reduzir ou elevar o tom vibratório, da seguinte forma;
Para reduzir o seu próprio padrão vibratório, o Espírito superior impregna-se de matéria sutil colhida no próprio ambiente.
Para elevar o tom vibratório do médium, o Espírito encontra na própria concentração ou transe, daquele, os meios de ativar as vibrações. (2)
4 - RESPONSABILIDADE DO MÉDIUM NAS COMUNICAÇÕES:

Comumente o médium se deixa sugestionar pelos Espíritos rebeldes ou menos esclarecidos e sob a sua influência, extravasam no campo físico, suas impressões de desequilíbrio de que o comunicante se faz portador.

Isto se verifica quase sempre com o médium que ignora a sua responsabilidade na manifestação mediúnica, quando não o faz julgando que a “encenação” provocada pelo irmão sofredor é indício de autenticidade da “incorporação” do Espírito.

Qualquer que seja o motivo que leva o médium a permitir este excesso, sem qualquer controle de sua parte, denota que ele, embora detentor de faculdades psíquicas, ainda não se compenetrou de suas responsabilidades e não se dedica ao estudo doutrinário e aperfeiçoamento evangélico, indispensável ao melhor desempenho de sua tarefa.

Quanto à conduta do médium, André Luiz nos recomenda:

“Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível, respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimento de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos”.

O medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz portador.”(Ref. 4, Cap IV)

Conscientes de que o pensamento do Espírito, antes de chegar ao cérebro do médium, passa pelo seu cérebro perispíritico, fácil compreender que o médium pode e deve “policiar” as sugestões do comunicante, permitindo que seja externado apenas o necessário para o esclarecimento e orientação do Espírito, por parte do dirigente da reunião.

É compreensível que o Espírito em desequilíbrio, sugira ao médium: gritos, contorções, batimentos de mãos e pés ou outros gestos violentos, no entanto, cabe ao medianeiro, opor a estas sugestões, atitudes moderadas e equilibradas, as quais, coibindo a violência do comunicante, funcionam à guisa de alerta para o próprio Espírito, facilitando assim o esforço para sua orientação.

Por isso, em uma mesma reunião, com um mesmo Espírito se comunicando através de dois médiuns distintos, pode se verificar o seguinte:

Encontra-se no primeiro médium um instrumento afim com o seu estado íntimo, não só dará expansão as suas atitudes menos edificantes quanto, dificilmente assimilará os recursos esclarecedores que o dirigente busque lhe endereçar.Se, ao contrário, aproxima-se de um médium espiritualizado, à sua simples aproximação, já é auxiliado, pois este irradia, naturalmente, vibrações de paz e harmonia com que o envolve beneficamente.A tarefa do dirigente, nesse caso, é grandemente facilitada pela condição íntima do médium.

Lembremos mais uma vez André Luiz:

“Ainda mesmo um médium absolutamente sonâmbulo, incapaz de guardar lembranças posteriores ao socorro efetuado, semi-desligado de seus implementos físicos, dispõe de recursos para governar os sentidos corpóreos de que o Espírito comunicante se utiliza, capacitando-se, por isso, com o auxílio dos instrutores espirituais, a controlar devidamente as manifestações”.

Não se diga que isso é impossível. Desobsessão é obra de reequilíbrio, refazimento, nunca de agitação e teatralidade.

Nesse sentido, vale recordar que há médium de incorporação normal, e médium ainda obsidiado.E, sempre que o médium, dessa ou daquela espécie, se mostre obsidiado, necessita de socorro espiritual, através de esclarecimento, emparelhando-se com as entidades perturbadas carecentes de auxílio.

Realmente, em casos determinados, o medianeiro da psicofonia não pode governar todos os impulsos destrambelhados da inteligência desencarnada que se comunica na reunião, como nem sempre o enfermeiro logra impedir todas as extravagâncias da pessoa acamada; contudo, mesmo nessas ocasiões especiais, o médium integrado em suas responsabilidades dispõe de recursos para cooperar no socorro espiritual em andamento, reduzindo as inconveniências ao mínimo.” (Ref. 3, Cap 43)

Encerramos com Martins Peralva, concitando-nos à auto-evangelização:

“Os médiuns, portanto, que desejam, sinceramente, enriquecer o coração com tesouros da fé, a fim de ampliarem os recursos de servir ao Mestre na seara do bem, não podem nem devem perder de vista o fator auto-aperfeiçoamento”.

Não podem, de forma alguma, deixar de nutrir-se com o alimento evangélico, tornando-se humildes e bons, devotados e convictos, a fim de que os modestos encargos mediúnicos de hoje sejam, amanhã, transformados em sublimes e redentoras tarefas, sob o augusto patrocínio do Divino Mestre, que nos afirmou ser o “Pão da Vida” e a “Luz do Mundo”.

Abnegação por perseverança, no trabalho mediúnico, mantém o servidor em condições de sintonizar, de modo permanente, com Espíritos Superiores, permutando, assim, com as forças do bem as divinas vibrações do amor e da sabedoria.

Estabelecida, pois, esta comunhão do medianeiro com os prepostos do senhor, a prática mediúnica se constituirá, com reais benefícios para o médium e o agrupamento onde serve, legítima sementeira de fraternidade e socorro.

(Ref. 2, Cap. IV)
5 - REFERÊNCIAS:

(1) “Nos Domínios Da Mediunidade” - FEB - 2ª edição - Rio de Janeiro.

(2) “Estudando a Mediunidade” - FEB - 4ª edição - Rio de Janeiro.

(3) “Desobsessão” - FEB - 1ª edição - Rio de Janeiro.

(4) “Conduta Espírita” - FEB - 1ª edição - Rio de Janeiro.

VI - Classificação Mediúnica

(Segundo a aptidão do médium)
1 - EFEITOS FÍSICOS:

Mediunidade em que se observam os fenômenos objetivos e, por isso, perceptíveis pelos sentidos físicos.

Os médiuns de efeitos físicos, segundo Kardec, podem ser:
Facultativos - O que tem consciência da sua mediunidade e se presta à produção dos fenômenos por ato de sua própria vontade;
Involuntário ou natural - Nenhuma consciência tem dessas faculdades psíquicas, servindo muitas vezes, de instrumento dos fenômenos, a seu mau grado. (Ref. 1, Cap. XIV).

O médium de efeitos físicos, durante a produção dos fenômenos, pode permanecer em estado de transe, ou completamente desperto.

Os fenômenos de efeitos físicos mais comuns são:
LEVITAÇÃO: Quando pessoas ou objetos são erguidos no ar, sem interferência de recursos materiais objetivos;
TRANSPORTE: Quando objetos são levantados e deslocados de uma parte para outra, dentro do mesmo local ou trazidos de locais distantes;
TIPTOLOGIA: Comunicação dos Espíritos - valendo-se do alfabeto ou qualquer outro sinal convencionado - por meio de movimento de objetos ou através de pancadas.


O Espírito responderá às perguntas formuladas, valendo-se de um código estabelecido anteriormente.

Por exemplo:
Uma pancada significa sim; duas pancadas, não.
Uma pancada corresponde a letra A; duas pancadas correspondem à letra B, etc.;
As letras do alfabeto são dispostas sobre uma mesa e os Espíritos conduzem um determinado objeto que, percorrendo as várias letras, forma palavras e frases inteiras.

A tiptologia, portanto, pode ser obtida de maneira muito variada, a critério dos responsáveis pela experiência.

É muita conhecida, nesse caso, a experiência com o copo;
MATERIALIZAÇÃO: Manifestação dos Espíritos, através da criação de formas ou efeitos físicos.A materialização se desdobra em nuances variadas - sinais luminosos ligeiros ou intensos, ruídos, odores e a materialização propriamente dita, desde apenas determinadas partes do corpo até a completa materialização da entidade espiritual que se comunica.


Para a materialização, os Espíritos manipulam e conjugam três elementos essenciais:
Fluidos inerentes à Espiritualidade;
Fluidos inerentes ao médium e demais participantes da reunião;
Fluidos retirados da natureza, especialmente da água e das plantas.
VOZ DIRETA ou PNEUMATOFONIA - Comunicação oral do Espírito, diretamente, através de um aparelho vocal fluídico, manipulado pela espiritualidade.Nesse caso, os presentes registram apenas a voz dos Espíritos.
ESCRITA DIRETA OU PNEUMATOGRAFIA - Comunicação dos Espíritos, através da escrita direta, isto é, sem concurso físico do médium.


A mensagem é grafada pelos Espíritos e, para tanto, nem o próprio lápis é indispensável.
DESDOBRAMENTO (bicorporeidade) - Exteriorização do perispírito do médium que, afastado do corpo carnal - ao qual se liga pelo cordão fluídico - se manifesta materializado em local próximo ou distante.


O desdobramento pode assumir outras características, as quais, necessariamente, não se enquadram na categoria de efeitos físicos.

Por exemplo:O Espírito do médium, afastado do corpo, pode se fazer notar em outro local, através da vidência de um segundo médium.(Ref. 3, Cap. XII.)
2 - SENSITIVOS OU IMPRESSIONÁVEIS:

São aqueles cuja mediunidade se manifesta através de uma sensação física experimentada pelo médium, à aproximação do espírito.Assim, o médium impressionável, ainda que não ouça ou veja um Espírito, sente a sua presença pelas reações em seu organismo .

Do teor dessas reações, pode o médium deduzir a condição do Espírito:Rebelde, perseguidor, evoluído, dócil, etc.

Com o exercício, o médium chega a identificar, individualmente, os Espíritos, à sua simples aproximação.(Ref. 1, Cap. XIV)
3 - AUDITIVOS:

O médium audiente ouve vozes proferidas pelos Espíritos ou sons por eles produzidos, bem como, sons da própria natureza, que escapam à percepção da audição normal.

Por ser fenômeno de natureza psíquica, é fácil compreender-se que a audição se verifica no órgão perispíritico do médium, por isso, independe de sua audição física. (Ref. 3, Cap IX)
4 - VIDÊNCIA:

Faculdade mediante a qual o médium percebe, pela visão hiperfísica, os Espíritos desencarnados ou não, bem como situações ou paisagens do plano espiritual.Pode-se classificar em:
VIDÊNCIA AMBIENTE OU LOCAL - quando o médium percebe o ambiente espiritual em que se encontra, registrando fatos que ali mesmo se desdobram ou então, quadros, sinais e símbolos projetados mentalmente por Espíritos com os quais esteja em sintonia.
VIDÊNCIA NO ESPAÇO - O médium vê cenas, sinais ou símbolos em pontos distantes do local em que se encontra.
VIDÊNCIA NO TEMPO - O médium vê cenas, representando fatos a ocorrer (visão profética) ou fatos passados em outros tempos (visão rememorativa).
PSICOMETRIA - Forma especial de vidência que se caracteriza pelo desenvolvimento, no campo mediúnico, de uma série de visões de coisas passadas, desde que, posto em presença do médium um objeto qualquer ligado àquelas cenas.Essa percepção se verifica em vista de tais objetos se acharem impregnados de influências pessoais dos seus possuidores ou dos locais onde se encontravam.
5 - FALANTES OU PSICOFÔNICOS:

Os médiuns falantes ou psicofônicos transmitem, pela palavra falada, a comunicação do Espírito.

É uma das formas de mediunidade mais comuns no intercâmbio mediúnico e é freqüentemente denominada de “incorporação”.

O médium psicofônico pode ser:
CONSCIENTE - O Espírito comunicante transmite telepaticamente, às vezes de grandes distâncias, as suas idéias ao médium, que as retrata aos encarnados com as suas próprias expressões.
SEMICONSCIENTE - Estabelecida a sintonia, ou equilíbrio vibratório, o Espírito comunicante, através do perispírito do médium, entra em contato com este, passando a atuar sobre o campo da fala e outros centros motores do médium.


Não há afastamento acentuado do Espírito do médium e este não perde a consciência ou conhecimento do que se passa.

Sujeita-se, espontaneamente, à influência do Espírito comunicante, mas o controla devidamente, podendo reagir a qualquer momento a essa influência, pela própria vontade.

O Espírito, apesar de não ter domínio completo sobre o médium, pode expressar com mais fidelidade as suas idéias, do que no caso anterior.

Na psicofonia semiconsciente, o comunicante é a ação, mas o médium personifica a vontade. (Ref. 3, Cap. XI)
INCONSCIENTE - Também denominada psicofonia sonambúlica, se processa com o afastamento do Espírito do médium de seu corpo.


O comunicante utiliza-se mais livremente dos implementos físicos do medianeiro, pelo que a sua comunicação é mais fiel e isenta de “interpretações” por parte do médium.É comum, nesse caso, observada a afinidade, o Espírito retratar também, com maior ou menor nitidez, o tom de voz, as maneiras e até mesmo o seu aspecto físico característico.

Se o comunicante é um Espírito de inteira confiança do médium, este se afasta, tranqüilamente, cedendo-lhe o campo somático, como que entrega um instrumento valioso às mãos de um artista emérito que o valoriza.

Quando, no entanto, o irmão que se manifesta se entrega à rebeldia ou perversidade, o médium, embora afastado do corpo, age na condição de um enfermeiro vigilante que cuida do doente necessitado.Esse controle é pacífico, porque a mente superior subordina as que lhe situam à retaguarda nos domínios do Espírito.

Quando se trata de uma entidade intelectualmente superior ao médium, porém, degenerada ou perversa, a fiscalização corre por conta dos mentores espirituais do trabalho mediúnico.

Se a psicofonia inconsciente ou sonambúlica se manifesta em um médium desequilibrado - sem méritos morais - ou irresponsável, pode conduzi-lo à subjugação (possessão), sempre nociva e que, por isso, apenas se evidencia integral nos obsessos que renderam às forças vampirizantes.
6 - SONAMBÚLICOS:

No sonambulismo vemos duas ordens de fenômenos:
O sonâmbulo, propriamente dito, que age sob a influência de seu próprio Espírito.


É a sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe fora dos limites dos sentidos.

Suas idéias são, em geral, mais justas do que no estado normal;; seus conhecimentos mais dilatados, porque tem livre a alma.
O médium sonambúlico, ao contrário, é um instrumento passivo e o que diz não vem de si mesmo.


Enquanto o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento, o médium exprime o de outrem; confabula com os Espíritos e nos transmite os seus pensamentos. (Ref. 1, Cap. XIV.)

Médium sonambúlico, portanto, é aquele que, em estado de transe, se desprende do corpo e, nessa condição de “liberdade”, nos descreve o que vê, o que sente e ouve no plano Espiritual.

Esta mediunidade é denominada por André Luiz como DESDOBRAMENTO e assim é também classificada por diversos autores. (Ref. 2, Cap. XI.)
7 - CURADORES:

A mediunidade de cura é a capacidade que certos médiuns possuem de provocar reações reparadoras de tecidos e órgãos de corpo humano, inclusive os oriundos de influenciação Espiritual.

Nesse campo é muito difundida a prática de “passes” individuais ou coletivos, existindo dois tipos, assim discriminados:
Passe ministrado com os recursos magnéticos do próprio médium;
Passe ministrado com recursos magnéticos hauridos, no momento, do Plano Espiritual.

No primeiro caso, o médium transmite ao doente suas próprias energias fluídicas, operando assim, um simples trabalho de magnetização.No segundo, com a presença do médium servindo de polarizador, um Espírito desencarnado faz sobre o doente a aplicação, canalizando para ele os fluidos reparadores. (Ref. 3, Caps. XII e XX).

EFEITOS FÍSICOS - Também no campo de Efeitos Físicos, comumente, encontramos médiuns que se dedicam às curas, realizando alguns, inclusive, operações de natureza extra-física, em doentes tidos como incuráveis, cujos resultados benéficos são imediatos, contrariando, desse modo, todo o prognóstico da ciência terrena.
8 - PSICOGRAFIA:

Faculdade mediúnica, através da qual os Espíritos se comunicam pela escrita manual.

Os médiuns psicógrafos se classificam em:
MÉDIUM MECÂNICO - Quando o Espírito atua sobre os centro motores do médium, impulsionando diretamente a sua mão.Esta se move sem interrupção e sem embargo do médium, enquanto o Espírito tem alguma coisa que dizer.


Nesta circunstância, o que caracteriza o fenômeno é que o médium não tem a menor consciência de que escreve.
MÉDIUM INTUITIVO - O Espírito não atua sobre a mão para fazê-la escrever; atua sobre o Espírito do médium que, percebendo seu pensamento, transcreve-o no papel.


Nessa circunstância, não há inteira passividade; o médium recebe o pensamento do Espírito e o transmite.Tendo, portanto, consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento.

A idéia nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e essa pode estar mesmo fora dos limites dos conhecimentos e da capacidade do médium.

Enquanto o papel do médium mecânico é o de uma máquina o médium intuitivo age como um intérprete.Para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, para traduzi-lo fielmente.
MÉDIUM SEMI-MECÂNICO - No médium mecânico o movimento da mão independe da vontade; no médium intuitivo esse movimento é voluntário.O médium semi-mecânico participa dos dois gêneros:Sente que à sua mão é dada uma impulsão, mas, ao mesmo tempo, tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam.


Assim, no médium mecânico, o pensamento vem depois do ato da escrita; no intuitivo o pensamento precede a escrita e no semi-mecânico o pensamento acompanha a escrita. (Ref. 1, Cap. XV.)
9 - POLIGLOTAS:

Médiuns que, no estado de transe, possuem a capacidade de se exprimirem em línguas estranhas às suas próprias, embora no estado normal não conheçam estas línguas.

Essa mediunidade é denominada XENOGLOSSIA e tem causa no recolhimento de valores intelectuais do passado, os quais repousam na subconsciência do médium.Só pode ser o médium poliglota aquele que já conheceu, noutros tempos, o idioma pelo qual se expressa durante o transe. (Ref. 4, Cap. XXXVIII.)
10 - PRESSENTIMENTOS:

Os médiuns de pressentimentos ou proféticos são pessoas que, em dadas circunstâncias, têm uma intuição vaga de coisas vulgares que ocorrerão ou, permitindo-o a Espiritualidade, têm a revelação de coisas futuras de interesse geral e são incumbidos de dá-las a conhecer aos homens, para sua instrução.

As profecias se circunscrevem às linhas mestras da evolução humana, pelo que é fácil de ser entendida por nós o seu mecanismo, pois, quem já percorreu o caminho, pode retornar atrás e alertar aos da retaguarda sobre seus percalços.

No que diz respeito ao campo individual, pode um Espírito falar a respeito de determinadas provas programadas pela própria pessoa antes da reencarnação.

Seja, no entanto, no plano geral ou no plano individual, as profecias são sempre relativas, já que, detendo a criatura o “livre-arbítrio” poderá em qualquer época, consoante a sua vontade, modificar as circunstâncias de sua vida, imprimindo-lhe novos rumos e, portanto, alterar os prognósticos que naturalmente se cumpririam se não fosse a sua deliberação.
11 - INTUIÇÃO:

Faculdade que permite ao homem receber, no seu íntimo, as inspirações e sugestões da Espiritualidade.

Desenvolve-se por não ter caráter fenomênico, à medida que a criatura se espiritualiza.

Para a intuição pura, portanto, todos nós caminhamos, constituindo a sua conquista um patrimônio da criatura espiritualizada.
12 - REFERÊNCIAS:

1 - Kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. FEB - GB

2 - Luiz, André - “Nos Domínios da Mediunidade”- 2ª Ed. FEB - GB

3 - Armond, Edgard - “Mediunidade”- 9ª Ed. LAKE - SP

4 - Peralva, José Martins - “Estudando a Mediunidade” - 4ª Ed. FEB - GB

VII - A Casa Mental
1 - AS TRÊS PARTES DA MENTE: (Ref. 2)

Precisamos avaliar corretamente a natureza dos nossos instintos e apetites básicos, a fim de que, melhor equipados, possamos controlá-los.

O mundo, neste particular, está em débito para Com Sigmund Freud, o descobridor da Psicanálise, em virtude de ter sido ele o primeiro homem a passar a mente humana pelos raios X com êxito, descrevendo seus complicados trabalhos.

De acordo com sua teoria, a mente está dividida em três partes:
O inconsciente;
O consciente;
A consciência.

Freud deu a estas três partes da mente nomes técnicos específicos, chamando: O inconsciente de ID; o consciente de EGO e a consciência de superego.
2 - A CASA CONSTRUÍDA POR FREUD: (Ref. 2)

Se fizermos uma idéia de que a mente é uma pequena casa, poderíamos chamar o inconsciente de porão - andar subterrâneo; o consciente de andar principal, parte da casa onde realmente vivemos e nos entretemos, e a consciência - censor moral, a polícia, seria o sótão.

É lógico presumirmos que o porão não é tão limpo ou não está tão em ordem como a parte de cima.Na maioria das casas o porão torna-se um lugar para despejo, onde se armazena quantidade de velharias e, ao mesmo tempo, onde se localiza o sistema de abastecimento de toda a casa.
3 - O SISTEMA NERVOSO É A CASA DE FREUD: (Ref. 1, pág. 42.)

No sistema nervoso, temos o cérebro inicial, repositório dos movimentos instintivos e sede das atividades subconscientes; figuremo-lo como sendo o porão de sua individualidade, onde arquivamos todas as experiências e registramos os menores fatos da vida.Na região do córtex motor, zona intermediária entre os lobos frontais e os nervos, temos o cérebro desenvolvido, consubstanciando as energias motoras de que se serve a nossa mente para as manifestações imprescindíveis no atual momento evolutivo do nosso modo de ser.

Nos planos dos lobos frontais, silenciosos ainda para a investigação científica do mundo, jazem materiais de ordem sublime, que conquistaremos gradualmente, no esforço de ascensão, representando a parte mais nobre de nosso organismo divino em evolução.

Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente.Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas.Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares; no primeiro situamos a “residência de nossos impulsos automáticos”, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o “domicílio das conquistas atuais”, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos “a casa das noções superiores”, indicando as eminências que nos cumpre atingir.
4 - REFERÊNCIAS:

1 - “No Mundo Maior”- Cap.. III - André Luiz - FEB - GB - 1962.

2 - “Ajuda-te pela Psiquiatria” - Frank S. Caprio - IBRASA - São Paulo - 1959.

VIII - Reflexo Condicionado
1 - CONCEITUAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

Há reflexos que nascem com o indivíduo, e se transmitem, invariáveis, através das gerações: O do tremor de frio, o da deglutição, o do piscar, por exemplo.Podem desaparecer com a idade, ou só se manifestam em determinadas épocas da vida; mas sempre reaparecem, na geração seguinte, com o mesmo tipo, observando a mesma cronologia.Os reflexos exclusivamente medulares, bulbares e cerebelosos, estão nesta categoria e receberam a designação de reflexos incondicionados, ou congênitos.

Ao lado dos reflexos incondicionados, cada animal, individualmente, apresenta um grande número de atividades reflexas particulares, que não se encontram, necessariamente, em todos os seres da mesma espécie.Os cães, em geral, segregam saliva quando lhes coloca alimento na boca: Esta secreção é um reflexo incondicionado, ou congênito.Mas certo cão pode segregar saliva quando vê o homem que o costuma alimentar, ou o prato em que lhe trazem comida:A secreção será agora um reflexo adquirido ou condicionado.

O estudo experimental dos reflexos condicionados deve-se ao fisiologista russo contemporâneo I.P. Pavlov (1849-1936).Para tornar mais fácil, e ao mesmo tempo, rigorosamente objetiva a observação do fenômeno, Pavlov investigou sobretudo o reflexo salivar do cão, depois de haver praticado no animal uma fístula que comunicava uma das parótidas ou das sub-maxilares com o exterior, trazendo para a superfície cutânea a extremidade do respectivo canal excretor.A saliva que goteja é recolhida num tubo de vidro preso ao canal.Torna-se assim possível notar a marcha do fenômeno e medir a sua intensidade contando o número de gotas por minuto.Aliás, a contagem de laboratório executada por Pavlov é hoje feita automaticamente, por dispositivo elétrico.

As conclusões básicas das experiências de Pavlov são as seguintes:
Quando se introduz subitamente alimento na boca do cão, aparece, um os dois segundos depois, o fluxo salivar.A secreção é neste caso, ocasionada pelas propriedades físicas e químicas de alimento, atuando sobre os receptores nervosos da mucosa bucal.A secreção assim determinada é um reflexo congênito, encontrado em todos os cães, sem dependência com o aprendizado anterior.
Faça-se a mesma experiência, de introduzir alimento na boca do cão; mas, de cada vez, combine-se com o estímulo natural um impulso qualquer, indiferente, como, por exemplo, as pancadas de um metrônomo.Ao fim de alguns dias de repetição, o estímulo indiferente, o estímulo sinal, como diz Pavlov, adquire a propriedade de, por si só, provocar a secreção salivar.Basta que o cão ouça o metrônomo, para que imediatamente a glândula salivar se ponha em atividade.O fenômeno toma nome de reflexo condicionado, ou adquirido, não observado em todos os cães, mas unicamente nos que sofrem prévio aprendizado.
2 - REFERÊNCIAS:

1 - No Mundo Maior - Caps. III, IV e VII - André Luiz - FEB - GB, 1962.

2 - Novo Testamento - Mateus 26:41

3 - Almeida Júnior, A.- Elementos de Anatomia e Fisiologia Humanas - Companhia Editora Nacional - São Paulo, 1958.

4 - Orieux, M. - Everaere, M - Leite, João d’Andrade - O Homem - Ed. Liceu - GB - 1967.

5 - Kahn, Fritz - O Corpo Humano - Ed.Civilização Brasileira S/A - GH - 1962.

IX - Influência Moral do Médium

“O desenvolvimento da mediunidade guarda relação com o desenvolvimento moral dos médiuns ?”.

- Não; a faculdade propriamente dita se radica no organismo; independe do moral.O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom, ou mau, conforme as qualidade do médium”. (Ref. 1, Cap. XX - 226).
1 - AFINIDADE:

Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral.Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta influência não se pode verificar, se não havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é, lícito dizer-se, afinidade.A alma exerce sobre o espírito livre uma espécie de atração, ou repulsão, conforme o grau de semelhança existente entre eles.Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam.Se o médium é vicioso, em torno dele se vem grupar espíritos inferiores, sempre prontos a tomar lugar dos bons Espíritos evocados.As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: A bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais.Os defeitos que os afastam são: O orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria. (Ref. 1 - Cap. XX - 227).

Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao acesso dos maus Espíritos.A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma.O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora esta imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de Espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se e mais de um se viu humilhado por amaríssimas decepções. (Ref. 1. Cap. XX - 228).

A par disso, ponhamos em evidência o quadro do médium verdadeiramente bom, daquele em quem se pode confiar.Supor-lhe-emos, antes de tudo, uma grandíssima facilidade de execução, que permita se comuniquem livremente os Espíritos, sem encontrarem qualquer obstáculo material.Isto posto, o que mais importa considerar é de que natureza são os Espíritos que habitualmente o assistem, para o que não nos devemos ater aos nomes, porém à linguagem.Jamais deverá ele perder de vista que a simpatia, que lhe dispensam os bons Espíritos, estará na razão direta de seus esforços por afastar os maus.Persuadido de que a sua faculdade é um dom que só lhe foi outorgado para o bem, de nenhum modo procura prevalecer-se dela, nem apresentá-la como demonstração de mérito seu.Aceita as boas comunicações, que lhe são transmitidas, como uma graça, de que lhe cumpre tornar-se cada vez mais digno, pela sua bondade, pela sua benevolência e pela sua modéstia.O primeiro se orgulha de suas relações com os Espíritos superiores; este outro se humilha, por se considerar sempre abaixo desse favor. (Ref. 1, Cap. XX - 229).
2 - MÉDIUM PERFEITO:

“Sempre se há dito que a mediunidade é um dom de Deus, uma graça, um favor.Por que, então, não constitui privilégio dos homens de bem e porque se vêem pessoas indignas que a possuem no mais alto grau e que dela usam mal ?”.

Todas as faculdades são favores pelos quais deve a criatura render graças a Deus, pois que homens hão privados delas.Podereis igualmente perguntar porque concede Deus vista magnífica a malfeitores, destreza a gatunos, eloqüência aos que dela se servem para dizer coisas nocivas.O mesmo se dá com a mediunidade.Se há pessoas indignas que a possuem, é que disso precisam mais do que as outras, para se melhorarem”.

“Os médiuns, que fazem mau uso das suas faculdades, que não se servem delas para o bem, ou que não as aproveitam para se instruírem, sofrerão as conseqüências dessa falta ?

- Se delas fizerem mau uso, serão punidos duplamente, porque têm um meio de mais se esclarecerem e o não aproveitam. Aquele que vê claro e tropeça é mais censurável do que o cego que cai no fosso.”

“Há médiuns aos quais, espontaneamente e quase constantemente, são dadas comunicações sobre o mesmo assunto, sobre certas questões morais, por exemplo, sobre determinados defeitos.Terá isso algum fim ?”.

- Tem, e esse fim é esclarecê-los de certos defeitos.Por isso é que uns falarão continuamente do orgulho, a outros, da caridade.É que só a saciedade lhes poderá abrir, afinal, os olhos.Não há médium que faça mau uso da sua faculdade, por ambição ou interesse, que a comprometa por causa de um defeito capital, como o orgulho, o egoísmo, a leviandade, etc.E que, de tempos a tempos, não receba admoestações dos Espíritos.O pior é que as mais das vezes, eles não as tomam como dirigidas a si próprias”.

“Será absolutamente impossível as obtenham boas comunicações por um médium imperfeito ?”.

- Um médium imperfeito pode algumas vezes obter boas coisas, porque, se dispões de uma bela faculdade, não é raro que os bons Espíritos se sirvam dele, à falta de outro, em circunstâncias especiais; porém, isso só acontece momentaneamente, porquanto, desde que os Espíritos encontrem um que mais lhe convenha, dão preferência a este”.

“Qual o médium que se poderia qualificar de perfeito ?”.

- Perfeito, ah! Bem sabes que a perfeição não existe na Terra, sem o que não estaríeis nela.Dize, portanto, bom médium, e já é muito, por isso que eles são raros.Médium perfeito seria aquele contra o qual os maus Espíritos jamais ousariam uma tentativa de enganá-lo.O melhor é aquele que, simpatizando somente com bons Espíritos, tem sido o menos enganado”.

“Se ele só com os bons Espíritos simpatiza, como permitem estes que seja enganado ?”.

Os bons Espíritos permitem, às vezes, que isso aconteça com os melhores médiuns, para lhes exercitar a ponderação e para lhes ensinar a discernir o verdadeiro do falso.Depois, por muito bom que seja, um médium jamais é tão perfeito, que não possa ser atacado por algum lado fraco.Isso lhe deve servir de lição.As falsas comunicações, que de tempos em tempos ele recebe, são avisos para que não se considere infalível e não se ensoberbeça”.

“Quais as condições necessárias para que a palavra dos Espíritos superiores nos chegue isenta de qualquer alteração?”.

- Querer o bem; repulsar o egoísmo e o orgulho.Ambas essas coisas são necessárias”. (Ref. 1, Cap. XX - 226)
3 - REPELIR DEZ VERDADES A ACEITAR UMA FALSIDADE:

Desde que uma opinião nova venha a ser expedida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crivo da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem.É melhor repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.Efetivamente, sobre essa teoria podereis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre a areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas claras e logicamente, mais tarde um fato brutal ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade.” (Ref. 1, Cap. XX - 230)
4 - REFERÊNCIAS:

1 - Kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. - FEB - GB.

X - Da Influência do Meio

“O meio em que se acha o médium exerce alguma influência nas manifestações?”.

- Todos os Espíritos que cercam o médium o auxiliam, para o bem ou para o mal.” (Ref. 1, Cap. XXI - 231)
1 - COMUNICAÇÕES ESPELHANDO AS IDÉIAS PRESENTES:

“Os Espíritos superiores procuram encaminhar para uma corrente de idéias sérias as reuniões fúteis ?”.

- Os Espíritos superiores não vão às reuniões onde sabem que a presença deles é inútil.Nos meios pouco instruídos, mas onde há sinceridade, de boa mente vamos, ainda mesmo que aí só encontremos instrumentos medíocres.Não vamos, porém, aos meios instruídos onde domina a ironia.Em tais meios , é necessário se fale aos ouvidos e aos olhos:Esse o papel dos Espíritos batedores e zombeteiros.Convém que aqueles que se orgulham da sua ciência sejam humilhados pelos Espíritos menos instruídos e menos adiantados.

“Aos Espíritos inferiores é interditado o acesso às reuniões sérias ?

- Não, algumas vezes lhes é permitido assistir a elas, a fim de aproveitarem os ensinos que vos são dados Ref. 1, Cap. XII - 231).”

“Partindo desse princípio, suponhamos uma reunião de homens levianos, inconseqüentes, ocupados com seus prazeres; quais serão os Espíritos que preferencialmente os cercarão ?”

- Não serão, de certo, os Espíritos superiores, do mesmo modo que não seriam os nossos sábios e filósofos os que iriam passar o seu tempo em semelhante lugar.Assim, onde quer que haja uma reunião de homens, há igualmente em torno deles uma assembléia oculta, que simpatiza com suas qualidades e seus defeitos, feita abstração completa de toda a idéia de evocação.Admitamos agora que tais homens tenham a possibilidade de se comunicarem com seres do mundo invisível, por meio de um intérprete, isto é, por meio de um médium; quais serão os que lhes responderão o chamado ?Evidentemente, os que os estão rodeando de muito perto, à espreita de uma ocasião de se comunicarem.Se numa assembléia fútil, chamarem um Espírito superior, este poderá vir e até proferir algumas palavras poderosas, como um bom [pastor que acode ao chamamento de suas ovelhas desgarradas.Porém, desde que não se veja compreendido nem ouvido, retire-se, como em seu lugar o faria qualquer de nós, ficando os outros com o campo livre.”(Ref. 1, Cap. XXI - 232)

“Quando as comunicações concordam com a opinião dos assistentes, não é que essa opinião se reflita no Espírito do médium como num espelho; é que com os assistentes estão Espíritos que lhes são simpáticos, para o bem, tanto para o mal, e que abundam nos seus modos de ver.Prova-o o fato de que, se tiverdes a força de atrair outros Espíritos, que não os vos cercam, o mesmo médium usará linguagem absolutamente diversa e dirá coisas muito distanciadas das vossas idéias e das vossas convicções.

Em resumo: As condições dos meios serão tanto melhores quanto mais homogeneidade houver para o bem, mais sentimento puros e elevados, mais desejo sincero de instrução, sem idéias preconcebidas”. (Ref. 1, Cap. XXI - 233)

“É preciso, portanto, que (os médiuns) somente freqüentem sessões onde encontrem ambientes verdadeiramente espiritualizados, onde imperem as forças boas e onde as más, quando se apresentarem, possam ser dominadas.

E sessões desta natureza só podem existir onde haja, da parte de seus dirigentes, um objetivo elevado a atingir, fora do personalismo e da influência de interesses materiais, onde os dirigentes estejam integrados na realização de um programa elaborado e executado em conjunto com entidades espirituais de hierarquia elevada.”

Sem espiritualidade não se consegue isso; sem evangelho não se consegue espiritualidade e sem propósito firme e perseverante de reforma moral não se realiza o evangelho. (Ref. 2, Pág. 84)
2 - SUPERAÇÃO DE OBSTÁCULOS NATURAIS:

“Precisa, por outro lado (o médium), criar um ambiente doméstico favorável, pacífico, fugindo às discussões estéreis e desentendimentos, e sofrer as contrariedades inevitáveis com paciência e tolerância evangélicas.

Como pai, como irmão ou como filho, mas, sobretudo, como esposo, deve viver em seu lar como um exemplo vivo de pacificação, de acomodação, de conselho e de boa vontade.Não esqueça que, em sua qualidade de médium de prova, ainda não desenvolvido, ou melhor educado, representa sempre uma porta aberta a influências perniciosas de caráter inferior que, por seu intermédio, comumente atingem os indivíduos com quem convive.

E, quanto à sua vida social, deve exercer seus deveres com rigor e honestidade, guardando-se, porém, de se deixar contaminar pelas influências malévolas naturais dos meios em que se põem em contato indivíduos de toda espécie, sem homogeneidade de pensamentos, crenças, educação e sentimentos”. (Ref. 2, Pág. 102)

“Na série de obstáculos que, em muitas ocasiões, parecem inteligentemente determinados a lhe entravarem o passo, repontam os mais imprevistos contratempos à frente do servidor da desobsessão.

Uma criança cai, explodindo em choro...

Desaparece a chave de uma porta...

Um recado chega, de imprevisto, suscitando preocupações...

Alguém chama para solicitar um favor...

Certo familiar se queixa de dores súbitas...

Colapso do sistema de condução...

Dificuldades de trânsito...

O colaborador do serviço de socorro aos desencarnados sofredores não pode hesitar.Providencie, de imediato, as soluções razoáveis para esses pequeninos problemas e siga ao encontro das obrigações espirituais que o aguardam, lembrando-se de que mesmo as festas de natureza familiar, quais sejam as comemorações de aniversário ou os júbilos por determinados eventos domésticos, não devem ser categorizados à conta de obstrução”. (Ref. 3, Cap. VII)
3 - HOMOGENEIDADE DE PENSAMENTOS:

“O capítulo “mandato mediúnico” dá-nos margem para verificarmos a extensão do auxílio dispensado ao médium investido de tal encargo.Mesmo nos ambientes heterogêneos, onde os pensamentos inadequados poderiam influenciá-lo levando-o a equívocos, a proteção se faz de modo eficiente e sumamente confortador.

Além do seu próprio equilíbrio, autodefesa decorrente das virtudes que exornam a sua pessoa, tais como as referidas anteriormente e consideradas essenciais ao mandato mediúnico, trabalha o médium dentro de uma faixa magnética que o liga ao responsável pela obra de que está incumbido, segundo verificamos nas palavras a seguir transcritas:Entre Dona Ambrosina e Gabriel destacava-se agora extensa faixa elástica de luz azulínea, e amigos espirituais, prestos na solidariedade, nela entravam e, um a um, tomavam o braço da medianeira, depois de lhe influenciarem os centros corticais, atendendo, tanto quanto possível. Aos problemas ali expostos”.

Essa faixa de luz - partindo do irmão Gabriel e envolvendo inteiramente a médium - tem a finalidade de defendê-la contra a avalanche de formas-pensamentos dos encarnados e dos desencarnados menos esclarecidos, os quais, em sua generalidade, carreiam aflitivos problemas e dolorosas inquietudes.

Nenhuma interferência ao receituário, graças a essa barreira magnética que a sua condição de médium no exercício do mandato e a magnitude da tarefa justificam plenamente.

“Ao que tem, mais lhe será dado” - afirmou o Mestre Divino.

Os pensamentos de má vontade, de vingança e revolta, bem assim os de curiosidade, não conseguem perturbar a tarefa do médium que, no espírito de sacrifício e no devotamento do bem, se edificou em definitivo.

Bondade, discrição, discernimento, perseverança e sacrifício somam, na contabilidade do Céu, proteção e ajuda”. (Ref. 4, Cap. XXV)

“Não podemos entender serviço mediúnico sem noção de responsabilidade individual”.

É inconcebível se promova o intercâmbio com a Espiritualidade sem que haja, da parte de cada um e de todos, em conjunto, aquela nota de respeito e veneração que nos faz servir, “espiritualmente ajoelhados”, às tarefas mediúnicas.

Os amigos Espirituais consagram tanto respeito ao setor mediúnico que o assistente Áulus, ao se dirigir para sala de reuniões, teve as seguintes palavras que, de maneira expressiva, e singular, traduzem a maneira como encaram o serviço:

“Vemos aqui o salão consagrado aos ensinamentos públicos.Todavia, o núcleo que buscamos (sala de sessões mediúnicas), jaz em reduto íntimo, assim o coração dentro do corpo”.

E, referindo-se à preparação dos encarnados, antes do início dos trabalhos, reporta-se a:

“Quinze minutos de prece, quando não sejam de palestra ou leitura com elevadas bases morais”.

Não se justifica, realmente, que antes das reuniões, demorem-se os encarnados em conversações inteiramente estranhas às suas finalidades.Não se justificam a conversação inadequada e o ambiente impregnado de fumo, numa ostensiva desatenção a respeitáveis entidades e num desapreço aos irmãos sofredores trazidos aos centros afins de que, em ambiente purificado, sejam superiormente atendidos.

Há grupos em que os encarnados se comprazem, inclusive, em palestras desaconselháveis que estimulam paixões, tais como, política, negócios e alusões a companheiros ausentes, numa prova indiscutível de que não colaboram para que os recintos reservados às tarefas espirituais adquiram a feição de templos iluminativos.

Salientando o sentimento de responsabilidade dos dez companheiros do grupo visitado, Áulus esclarece:

“Sabem que não devem abordar o mundo espiritual sem a atitude nobre e digna que lhes outorgará a possibilidade de atrair companhias edificantes, e, por este motivo, não comparecem aqui sem trazer ao campo que lhes é invisível as sementes do melhor que possuem”.

Tendo Jesus Cristo afirmado que estaria sempre, “onde duas ou três pessoas se reunissem em seu nome”, estamos convictos de que, onde o trabalho se realizar sob a inspiração de seu amor, num palacete ou num casebre, a Sua Presença se fará por meio de iluminados mensageiros.” (Ref. 4 - Cap. XXXII)
4 - REFERÊNCIAS:

1 - Kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. -FEB - GB

2 - Armond, Edgard - “Mediunidade”- 9ª Ed. LAXE - SP.

3 - Luiz, André - “Desobsessão”- 1ª Ed. - FEB - GB

4 - Martins Peralva, José - “Estudando a Mediunidade” - 4ª Ed. - FEB - GB

XI - Educação Mediúnica

“A educação mediúnica tem, pois, duas etapas bem definidas:A primeira é o treinamento, em si mesmo, das faculdades mediúnicas que possuírem, e a segunda é a utilização dessas faculdades no campo da propagação e do esclarecimento evangélico”. (Ref. 1, Pág. 85)
1 - ORIENTAÇÃO DOUTRINÁRIA:

A maioria dos médiuns que buscam as reuniões mediúnicas, em função de suas faculdades, trazem consigo a mediunidade de “provas e expiações” e, comumente, não dispõem de base suficiente para sua condução segura neste complexo terreno do exercício mediúnico.

É necessário, portanto, que lhe seja oferecido, em primeiro lugar, uma eficiente orientação doutrinária.O médium não pode exercer bem a tarefa de intermediária entre os Espíritos e os homens quando não tem, nem ao menos, conhecimentos elementares do plano espiritual, das Leis que o regem e de suas relações com o plano corpóreo.

É indispensável que o médium leia, estude e se oriente, freqüentando reuniões especializadas, e ainda busque esclarecer-se doutrinariamente, com aqueles que dirigem trabalhos mediúnicos e, portanto, contam com maiores recursos e mais vivência neste setor.

O estudo da Doutrina Espírita deve, pois, preceder ao exercício mediúnico, uma vez que, sem aquele, o médium dificilmente poderá se beneficiar das luzes que o Espiritismo oferece às criaturas, na sua feição de processo libertador de consciências, conduzindo a visão do homem a horizontes mais altos da vida.

Havendo essa disposição, o médium buscará, inicialmente, o conhecimento dos princípios básicos ou fundamentais da Doutrina que lhe darão uma exata visão do seu conjunto.“O Livro dos Espíritos”, estudado ordenadamente nos oferece esse conhecimento.

Paralelamente ao estudo da filosofia espírita e de seus princípios básicos, o médium estudará a mediunidade, propriamente dita, tomando conhecimento das Leis que regem o intercâmbio entre os Espíritos e os homens.Quanto mais conhecimento o médium possuir da questão mediúnica, melhor possibilidade terá de atender, equilibradamente, a sua tarefa de medianeiro entre os dois planos da vida.
2 - ROTEIRO EVANGÉLICO:

Não basta ao médium apenas se inteirar acerca da Doutrina Espírita e das questões mediúnicas.A fim de atender bem ao mandato que lhe foi confiado pela Espiritualidade, é necessário entregar-se à prática evangélica para que o seu trabalho produza benefícios para si e para a humanidade.

“Com o evangelho no coração e a Doutrina Espírita no entendimento, podemos, sem dúvida, promover o bem-estar físico e psíquico, de quantos realmente interessados na própria renovação, se tornarem objeto de nossas criações mentais.

E o que será não menos importante e fundamental:Consolidaremos o próprio equilíbrio interior, correspondendo, assim, à confiança daqueles que, na Espiritualidade mais Alta, aguarda a migalha da nossa boa vontade”. (Ref. 2)
3 - EXERCÍCIOS PSÍQUICOS:

Atendida a etapa anterior, o medianeiro buscará uma reunião de “educação mediúnica”, cujos trabalhos se desenvolvem em duas partes:Estudos concernentes à mediunidade e, exercícios psíquicos, quando os médiuns presentes, por alguns minutos, entregam-se à concentração, durante a qual irão exercitando as suas faculdades mediúnicas e buscando o aprimoramento da sensibilidade psíquica.A condução destes exercícios estará, naturalmente, a critério do dirigente da reunião que instruirá os médiuns durante os mesmos.
4 - REFERÊNCIAS:

1 - Armond, Edgard - “Mediunidade” - 9ª Ed. LAKE - SP.

2 - Peralva, José Martins - “Estudando a Mediunidade” - 4ª Ed. - FEB - GB

XII - Exercício Mediúnico
1 - CONDIÇÕES FÍSICAS: Idade - Saúde - Equilíbrio Psíquico

“Todavia o que ressalta com clareza das respostas acima é que não se deve forçar o desenvolvimento dessas faculdades nas crianças, quando não é espontânea, e que, em todos os casos se deve proceder com grande circunspeção, não convindo nem excitá-las, nem animá-las nas pessoas débeis.Do seu exercício cumpre afastar, por todos os meios possíveis as que apresentam sintomas, ainda que mínimos, de excentricidade nas idéias, ou de enfraquecimento das faculdades mentais...”(Ref. 1, Pág. 221)

Sabemos que a faculdade mediúnica, em si, independe da condição física do médium.Assim, poderá manifestar-se, com imensa intensidade, tanto no homem, quanto na mulher, na criança quanto no adulto ou na pessoa de avançada idade.Do mesmo modo, o estado orgânico também não apresenta qualquer obstáculo para o fenômeno mediúnico, podendo este se manifestar (aliás é muito comum) na pessoa enferma física ou psiquicamente.

Essa espontaneidade não justifica, no entanto, que a criatura, em qualquer circunstância, venha indiscriminadamente entrega-se ao exercício mediúnico.Deve, ao contrário, prevalecer o bom senso que nos indicará o roteiro certo a seguir.

Uma criança, por exemplo, pelo simples fato de, espontaneamente ser um excelente sensitivo, não pode trabalhar mediunicamente, sem sérios riscos para si própria.O exercício destas funções pode causar sobreexcitação ao seu psiquismo e, independente disto, falta-lhe a experiência e amadurecimento imprescindíveis para um trabalho de tal envergadura.

Uma pessoa muito idosa, da mesma maneira, poderá sentir dificuldade para atender regularmente a esta sacrificial tarefa, pois sua própria constituição física oferece obstáculos, mormente, quando se trata da mediunidade psicofônica, no trato com irmãos desencarnados em desequilíbrio.

O enfermo, por outro lado, também deverá se abster da prática mediúnica, que pode lhe acarretar dispêndio de energias, prejudicial ao seu organismo.

Assim, pois, o médium amadurecido mental e psiquicamente, buscará se valer das suas possibilidades físicas e boa disposição orgânica, atendendo perseverantemente à nobre tarefa, consoante a recomendação evangélica:Caminhai enquanto tendes a luz do dia.
2 - PREPARAÇÃO CONSTANTE: Alimentação - emoções - atitudes

“Nos problemas de intercâmbio com a Esfera superior, antes do progresso medianímico, há que considerar o aprimoramento da personalidade para melhor ajustar-se à obra de perfeição geral”

“Antes de nos mediunizarmos, amemos e eduquemo-nos.Somente assim recebemos das ordenações de mais alto o verdadeiro poder de ajudar.” (Ref. 4, pág. 137)

O serviço mediúnico não se restringe à freqüência do medianeiro às reuniões práticas do Espiritismo, antes, exigi-lhe um esforço constante de preparação interior, através do qual poderá se apresentar ao trabalho, na posição de instrumento fiel à Divina Vontade.Emoções equilibradas, atitudes dignas e elevadas, alimentação adequada, mormenteos dias das reuniões, são fatores imprescindíveis para manter o médium na condição de servidor útil à Espiritualidade Maior.

ALIMENTAÇÃO: A esse respeito, transcrevemos a seguinte página:

“A alimentação, durante as horas que precedem o serviço de intercâmbio espiritual, será leve.

Nada de empanturrar-se o companheiro com viandas desnecessárias.Estômago cheio, cérebro inábil.

A digestão laboriosa consome grande parcela de energia, impedindo a função mais clara e mais ampla do pensamento, que exige segurança e leveza para exprimir-se nas atividades da desobsessão.

Aconselháveis os pratos ligeiros e as quantidades mínimas, crendo-nos dispensados de qualquer anotação em torno da propriedade do álcool, acrescendo observar que os amigos ainda necessitados do uso do fumo e da carne, do café e dos temperos excitantes, estão convidados a lhes reduzirem o uso, durante o dia determinado para a reunião, quando não lhes seja possível a abstenção total, compreendendo-se que a posição ideal será sempre a do participante dos trabalhos que transpõe a porta do templo sem quaisquer problemas alusivo à digestão”. (Ref. 3, Cap. II)

EMOÇÕES E ATITUDES

A disciplina de nossas atitudes e emoções também deve merecer a melhor atenção, pois, que, durante toda a semana se nutre de emoções menos edificantes e entrega-se a atitudes não recomendáveis, não pode esperar que, no horário destinado ao intercâmbio mediúnico venha “milagrosamente” modificar seu tônus vibracional ou hálito mental, ao contrário, o ato de entregar-se à concentração, buscando alhear-se das interferências exteriores, faz com que, naturalmente, aflore na sua mente, os pensamentos e anseios que normalmente acalenta em seu íntimo.

Toda vigilância, portanto, é indispensável por parte do medianeiro, especialmente, nos dias destinados às reuniões.

“No dia marcado para as tarefas de desobsessão, os integrantes da equipe precisam, a rigor, cultivar atitude mental digna, desde cedo.Ao despertar pela manhã, o dirigente, os assessores da orientação, os médiuns incorporadores, os companheiros da sustentação ou mesmo aqueles que serão visitas ocasionais no grupo, devem elevar o nível do pensamento, seja orando ou acolhendo idéias de natureza superior.Intenções e palavras puras, atitudes e ações limpas.Evitar deliberadamente rusgas e discussões, sustentando paciência e serenidade, acima de quaisquer transtornos que sobrevenham durante o dia.Trata-se de preparação adequada a assunto grava:A assistência a desencarnados menos felizes, com a supervisão de instrutores da Vida Espiritual.

Imaginem-se os companheiros no lugar dos Espíritos necessitados de socorro e compreenderão a responsabilidade que assumem.Cada componente do conjunto é peça importante no mecanismo do serviço.Todo grupo é instrumentação.” (Ref. 3, Cap. I)
3 - PREDISPOSIÇÃO EVANGÉLICA: Auto-educação

“Onde a luz definitiva para a vitória do apostolado mediúnico ?

- Essa claridade divina está no Evangelho de Jesus, com o qual o missionário deve estar plenamente identificado para a realização sagrada da sua tarefa.O médium sem Evangelho pode fornecer as mais elevadas informações ao quadro das filosofias e ciências fragmentárias da Terra; pode ser um profissional de renome, um agente de experiências do invisível, mas não poderá ser um apóstolo pelo coração.Só a aplicação com o Divino Mestre prepara no íntimo do trabalhador a fibra da iluminação para o amor, e da resistência contra as energias destruidoras, porque o médium evangelizado sabe cultivar a humildade no amor ao trabalho de cada dia, na tolerância esclarecida, no esforço educativo de si mesmo, na dignificação da vida, sabendo, igualmente, levantar-se para a defesa da sua tarefa de amor, defendendo a verdade sem transigir com os princípios no momento oportuno.

O apostolado mediúnico, portanto, não se constitui tão somente da movimentação das energias psíquicas em suas expressões fenomênicas e mecânicas, porque exige o trabalho e o sacrifício do coração, onde a luz da comprovação e da referência é a que nasce do entendimento e da aplicação com Jesus Cristo.” (Ref. 2, pág. 411)
4 - SEGURANÇA COM NOÇÃO DE RESPONSABILIDADE - Local para o exercício mediúnico - prudência - simplicidade.

No atendimento da tarefa mediúnica, guardemos segurança íntima, com noção de responsabilidade; nada de receios, quando nos predispomos ao trabalho com o Senhor, visando o reerguimento espiritual nosso e o auxílio aos que se aproximam de nós.

Estejamos certos de que não podemos nos afastar do caminho que nos foi destinado, sem sérios prejuízos para nós próprios.Todos temos compromissos do passado e precisamos aproveitar ao máximo as oportunidades que o Senhor nos concede, atendendo de boa vontade ao trabalho que nos é peculiar.

O estudo metódico torna-nos mais conscientes de nossas próprias necessidades, colocando-nos em melhores condições para o trabalho.

Busquemos, ainda, no esforço constante, o arejamento mental e a vivência dos ensinamentos cristãos, exemplificando o Evangelho e teremos a ajuda indispensável para que o nosso empreendimento na Divina Seara alcance o êxito desejado.

Local para o trabalho - prudência - Simplicidade

“Médiuns que trabalham isoladamente.”

Assim o fazem, geralmente, porque se atribuem com mediunidade educada.

Que é “Mediunidade Educada” ?
Incorporar nos momentos adequados.
Conservar posições corretas.
Controlar expressões verbais.
Conter impulsos para gritar, derrubar móveis e objetos, etc.

Motivos que levam o médium ao trabalho isolado:
Impulso, bem intencionado, para o bem.
Desejo de angariar simpatias.
Alegação que não encontra ambiente propício.
Superestimação da própria faculdade.

Há médiuns que:
Consideram o poder de sua faculdade acima do ambiente e das circunstâncias.

Estão sujeitos a sérios perigos:
Médiuns que confiam cegamente em si mesmo, excluindo ou desprezando:
O estudo evangélico-doutrinário;
o bom senso;
a lógica;
os conselhos dos companheiros.

Um Espírito cruel e violento pode:
Subjugar o médium e provocar tumulto e confusão.

Fatores que, em tese:
Podem levar Espíritos inferiorizados a se apossarem do médium:
Estado psíquico do médium;
Condições do ambiente;
Desarmonia vibracional dos dois campos, o espiritual e o material, ou humano.

No templo espírita:
Há avançados recursos de amparo Espiritual, tais como:
Proteção dos amigos espirituais;
Colaboração dos companheiros responsáveis pela tarefa, no plano físico;
Harmonia vibratória.

Resumo:
Quando o médium for chamado a socorrer alguém, fora do Centro Espírita, em caráter de excepcionalidade, deve fazê-lo assistido por companheiros de confiança.” (Ref. 5)
5 - REFERÊNCIAS:

1 - kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. - FEB - GB

2 - Emmanuel - “O Consolador” - 2ª Ed. - FEB - GB

3 - Luiz, André - “Desobsessão” - 1ª Ed. - FEB - GB

4 - Emmanuel - “Roteiro” - 2ª Ed. - FEB - GB

5 - Peralva, José Martins -Trabalho apresentado e aprovado no simpósio sobre mediunidade, realizada pela Liga Espírita da Guanabara de 12 a 19 de abril de 1970.

XIII - Animismo
1 - CLASSIFICAÇÃO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS SEGUNDO AKSAKOF.

Aksacof, no século passado, admitiu um tríplice determinismo para os fenômenos mediúnicos, perfeitamente válido à luz dos conhecimentos atuais.
Fenômenos explicáveis unicamente pelas funções clássicas da subconsciência e que, portanto, se situam nos domínios da psicologia - personismo (Aksacof), fenômenos subliminais (Myers), automatismo psicológico (Janet).
Fenômenos explicáveis pelo que hoje denominamos funções Psi ou, como diziam os metapsiquistas, “as faculdades supranormais da subconsciência”.


Aksacof reuniu-os sob a denominação de animismo, porque, na realidade, indicam que existe no homem um sistema não físico, uma alma.Infelizmente, a palavra tem várias acepções.Aplica-se à doutrina de Stahl que vê na alma o princípio da vida orgânica; significa a tendência a atribuir vida anímica a todas as coisas, inclusive objetos “inanimados” - como fazem as crianças e os povos primitivos - ou, ainda, a “crença segundo a qual a natureza é regida por almas, espíritos, ou vontades análogas à vontade humana” (Cuvillier - Pequeno vocabulário da língua filosófica”.)

O animismo, no sentido que lhe deu o sábio russo, é a terra própria da atual parapsicologia.
“Fenômenos de personismo e de animismo na aparência, porém reconhecem uma causa extra-mediúnica, supraterrestre, isto é, fora da esfera de nossa existência”.

Adsakof - “Animismo e Espiritismo”.) Allan Kardec criou a palavra espiritismo para designar os fenômenos desta natureza e suas implicações filosófico-religiosas.(Ref. 1)
2 - EXPLICAÇÃO NEUROFISILÓGICA:

Grosseiramente, diríamos que o cérebro humano possui duas partes distintas no que se refere à sua atuação durante o fenômeno mediúnico.A primeira delas é o subcórtex representado pela substância branca existente no interior do cérebro, e a segunda é o córtex, representado pela substância cinzenta, que envolve aanterior formando uma membrana de alguns milímetros de espessura.No córtex existem por sua vez, duas partes bem configuradas, a anterior, conhecida como lobos frontais e uma outra que compreende todo córtex restante.São chamadas respectivamente córtex frontal e córtex extrafrontal.

Através do estudo de várias questões - ausência de diferenciação cortical nas crianças, psicocirurgias, evolução do cérebro dos animais, etc.- os cientistas chegaram à conclusão que o subcórtex e duas partes do córtex desempenham tarefas definidas e específicas no mecanismo da estruturação mental.

“Em síntese, eis, segundo Pavlov os aspectos básicos de nossa estrutura mental:
Atividade subcortical, representada pelos reflexos incondicionados, inatos(atividades fisiológicas, instintos, emoções).
Atividade cortical, que corresponde aos reflexos condicionados ou adquiridos e desenvolve-se em dois sistemas:

Primeiro sistema de sinalização: Comum aos animais e ao homem, responsável pelo pensamento figurativo, isto é, feito de imagens, concretas e particulares - os sinais da realidade.O primeiro sistema tem como substrato anatômico todo o córtex situado fora das áreas frontais e está em conexão direta com as vias aferentes que relacionam o cérebro com o mundo exterior.É a origem dos reflexos condicionados propriamente ditos.
Segundo sistema de sinalização: Característico da espécie humana e resultante do desenvolvimento da linguagem, conjunto de “sinais de sinais” que possibilitam o pensamento abstrato.Afirma Pavlov, citando seu predecessor Sctchenov, que “os pensamentos são reflexos cujas manifestações exteriores estão inibidas”. Os lobos frontais, onde se encontram os centros motores da palavra, são, principalmente, áreas de associação (áreas pré-frontais) e representam a base estrutural do segundo sistema. (ref. 1)

Em outras palavras, ainda de uma forma um tanto genérica, poderíamos admitir, sob o ponto de vista reencarnacionista, que ao subcórtex corresponde o arquivo de nossas existências pretéritas e ao córtex, em particular ao extrafrontal, corresponde o arquivo dapresente existência.O fato de as crianças serem descorticadas, parece vir a favor de tal hipótese, pois desta forma, o cérebro perispiritual teria plasmado durante a gestação, apenas o subcórtex, retratando nele somente a parte de seu acervo que se torna necessária ao espírito durante esta última existência.
3 - O MECANISMO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS:

Conjugando-se a classificação de Aksacof com a hipótese neurofisiológica aventada no item anterior teríamos:
Os fenômenos mediúnicos personímicos ocorrem quando são feitas consultas ao córtex, ou seja, ao arquivo da existência presente.Nesta ocasião são trazidos até à mesa mediúnicos fatos pertencentes à última encarnação do próprio médium.
Os fenômenos mediúnicos anímicos ocorrem quando a parte consultada é o subcórtex ou o que eqüivale a dizer, o arquivo das existências pretéritas.Os acontecimentos que desta feita são relembrados pertencem ainda ao Espírito do médium, apenas acontecerem em vidas anteriores.
Os fenômenos mediúnicos espíriticos ocorrem, só quando existe uma causa extramediúnica, ou seja, alheia ao médium.Nesta hipótese, haveria não só a consulta aos arquivos do próprio espírito do médium, mas também, a participação, direta ou não, de outros Espíritos.

Neste ponto vale lembrar que é básico dentro do Espiritismo, que o fenômenos espíritico não ocorre isoladamente.Há sempre uma maior ou menor interferência do próprio médium, o que eqüivale a dizer, ocorrem concomitantemente fenômenos mediúnicos personímicos e anímicos.As vantagens e os inconvenientes deste fato serão examinados mais adiante.
4 - CORRELACIONAMENTO ENTRE ESPIRITISMO E ANIMISMO

O fenômeno anímico na esfera de atividades espíritas significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe nelas algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas além-túmulo.

Essa interferência anímica inconsciente, por vezes, é tão sutil que o médium é incapaz de perceber quando o seu pensamento intervém ou quando é o Espírito comunicante que transmite suas idéias pelo contato perispiritual.Não podemos confundir o animismo com a “mistificação”, ou seja, a deliberação consciente de enganar, resultada da má intenção.

A criatura anímica, quando em transe pode também revelar o seu temperamento psicológico, as suas alegrias ou aflições, suas manhas ou venturas, seus sonhos ou derrotas.Se esta manifestação anímica é assinalada por cenas dolorosas, fatos trágicos ou detestáveis, então trata-se de médium desajustado ou doente que necessita mais de amparo e orientação espiritual.

A criatura que supera a maioria dos médiuns, pois se é inteligente, de moral superior e sensível à vida espiritualangélica, não deixa de ser um médium intuitivo-natural, um feliz inspirado que pode absorver diretamente na Fonte Viva os mais altos conceitos filosóficos da vida imortal e as bases exatas da ascese espiritual.

Só o médium com propósitos condenáveis é que pode ter remorsos de sua interferência anímica, pois nesse caso tratar-se-ia realmente de uma burla à conta de mediunismo.Não é passível de censura aquele que impregna as mensagens dos Espíritos com forte dose de sua personalidade mas o faz sem poder dominar o fenômeno ou mesmo distingui-lo da realidade mediúnica.

Só há um caminho para qualquer médium lograr o melhor êxito no seu trabalho mediúnico:É o estudo incessante aliado à disciplina moral superior.Nenhum médium ignorante, fantasioso ou anímico transformar-se-á em um instrumento sensato, inteligente e arguto, se não o fizer pelo estudo ou próprio esforço de ascensão espiritual.
5 - REFERÊNCIAS:

1. Cervino, Jayme - “Além do inconsciente”- FEB - RJ - 1ª Ed.

2. Aksakof, Alexander - “Animismo e Espiritismo” - FEB - RJ

3. Maes, Hercílio - Mediunismo - Liv. Freitas Bastos - Cr. 1961.

4. Xavier, Francisco Cândido - “Mecanismos da Mediunidade”- FEB - RJ

5. Bozzano Ernesto - “Animismo ou Espiritismo” - FEB - RJ

6. Crooks, William - “Fatos Espíritas” - FEB - RJ

7. Aksakof, Alexander - “Um caso de Desmaterialização” - FEB - RJ

XIV - Mediunidade e Prece
1 - ASPECTO FORMAL

1.1 - PERANTE A ORAÇÃO - Ref. 1, pág. 78

Proferir prece inicial e a prece final nas reuniões doutrinárias, facilitando-se, dessa forma, a ligação com os benfeitores da vida maior.

A prece enlaça os Espíritos.

***

Quanto possível, abandonar as fórmulas decoradas e a leitura maquinal das “preces prontas”, e viver preferentemente as expressões criadas de improviso, em plena emotividade, na exaltação da própria fé.

Há diferença fundamental entre orar e declamar.

***

Abster-se de repetir em voz alta as preces que são proferidas por amigos outros nas reuniões doutrinárias.

A oração, acima de tudo, é sentimento.

***

Prevenir-se contra a afetação e exibicionismo ao proferir essa ou aquela prece, adotando prece, adotando concisão e espontaneidade em todas elas, para que não se façam veículo de intenções especiosas.

Fervor d'alma, luz na prece.

***

Durante os colóquios da fé, recordar todos aqueles a quem tenhamos melindrado ou ferido, ainda mesmo inconscientemente, rogando-lhes, em silêncio e à distância, o necessário perdão de nossas faltas.

Os resultados da oração, quanto os resultados da amor, são ilimitados.

***

Cancelar as solicitações incessantes de benefícios para si mesmo, centralizando o pensamento na intercessão em favor dos menos felizes.

Que ora em favor dos outros, ajuda a si próprio.

***

Controlar a modulação da voz nas preces públicas, para fugir à teatralidade e à convenção.

O sentimento é tudo.

***

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.”

Jesus. (Mateus, 26:41)
2 - ASPECTO CIENTÍFICO
I - CARÁTER DA PRECE (Ref. 2, Pág. 74)

Não basta ter estabelecido as nossas relações com Deus.É necessário entrar em comunhão com Ele, isto é, é necessária a oração.Eis aqui uma outra cousa elementar, comumente não compreendida e que também é aqui uma outra coisa elementar, comumente não compreendida e que também é necessário compreender, para não só alcançar o conhecimento da vontade de Deus, mas também a adesão a ela e, com isto, a união mística da alma com Ele.Em geral não se sabe orar e assim se explica o escasso resultado que obtemos com nossas orações.

A lei de Deus, que tudo regula, inclusive a nossa vida, não é e não pode ser ilógico capricho, como freqüentemente cremos e como, tais somos nós, assim desejaríamos, para que pudéssemos submeter à nossa vontade.Nesta lei que guia e rege o universo, tudo é ordem, lógica, método, disciplina.O contrário está apenas em nós, que somos um grosseiro esboço de sua realização e, por conseguinte, nos encontramos muito longe de sua perfeição.A desordem não está na lei, nem em Deus, mas somente em nós e a dor que lhe é conseqüente, não é uma absurda condenação de um Deus malvado, que nos criou para atormentar-nos, mas é uma prova da Sua bondade, sabedoria e cuidado que nos dedica, visto que por intermédio dela, Ele nos conduz pelo único caminho que nos pode proporcionar felicidade, sabiamente corrigindo-nos e ensinando-nos na escola da vida.A dor que tanto nos azorraga não é uma violação da vida divina do universo, mas é justamente uma reintegração nela, ainda que seja às nossas expensas, o que é justo, porque fomos nós que livremente quisemos violá-la.
II - MECANISMO DA PRECE

REFLEXO CONDICIONADO E MEDIUNIDADE (Ref. 3, Pág. 162)

Em toda parte, desde os amuletos das tribos mergulhadas em profunda ignorância até os cânticos sublimados dos santuários religiosos dos templos modernos, vemos o reflexo condicionado, facilitando a exteriorização de recursos da mente, para o intercâmbio com o plano espiritual.

Talismãs e altares, vestes e paramentos, símbolos e imagens, vasos e perfumes, não passam de petrechos destinados a incentivar a produção de ondas mentais, nesse ou naquele sentido, atraindo forças do mesmo tipo que as arremessadas pelo operador desta ou daquela cerimônia, mágica ou religiosa e pelas assembléias que os acompanham. Visando certos fins.

E compreendendo-se que os semelhantes se atraem, o bruxo que se vale da mandrágora para endereçar vibrações deprimentes a certa pessoa, a esta procura induzir à emissão de energias do mesmo naipe com que, à base de terror, assimila correntes mentais inferiores, prejudicando a si mesma, sempre que não possua a integridade da consciência tranqüila; o sacerdote de classe elevada, toda vez que aproveita os elementos de sua fé para consolar um espírito desesperado, está impelindo-o à produção de raios mentais enobrecidos, com os quais forma o clima adequado à recepção do auxílio da Esfera Superior; o médico que encoraja o paciente, usando autoridade e doçura, inclina-o a gerar, em favor de si mesmo, oscilações mentais restaurativas, pelas quais se relaciona com os poderes curativos estuantes em todos os escaninhos da natureza; o professo, estimulando o discípulo a dominar o aprendizado dessa ou daquela expressão, impulsiona-o a condicionar os elementos do próprio espírito, ajustando-lhe a onda mental para incorporar a carga de conhecimento de que necessita.

GRANDEZA DA ORAÇÃO (Ref. 3, Pág. 163)

Observamos em todos os momentos da alma, seja no repouso ou na atividade, o reflexo condicionado (ou ação independente da vontade que se segue, imediatamente, a uma excitação externa) nas bases das operações da mente, objetivando esse ou aquele gênero de serviço.

Daí resulta o impositivo da vigilância sobre a nossa própria orientação, de vez que somente a conduta reta sustenta o reto pensamento e de posse do reto pensamento, a oração, qualquer que seja o nosso grau de cultura intelectual, é o mais elevado toque de indução para que nos coloquemos, para logo, em regime de comunhão com as Esferas Superiores.

De essência divina, a prece será sempre o reflexo positivamente sublime do Espírito, em qualquer posição, por obrigá-lo a despedir de si mesmo os elementos mais puros que possa dispor.

No reconhecimento ou não da petição, na diligência ou no êxtase, na alegria ou na dor, na tranqüilidade ou na aflição, ei-la exteriorizando a consciência que a formula, em efusões indescritíveis, sobre as quais as ondulações do Céu corrigem o magnetismo torturado da criatura, insulada no sofrimento educativo da Terra, recompondo-lhe as faculdades profundas.

A mente centralizada na oração pode ser comparada a uma flor estelar, aberta ante o infinito, absorvendo-lhe o orvalho nutriente de vida e luz

Aliada à higiene do espírito, a prece representa o comutador das correntes mentais, arrojando-as à sublimação.
3 - AÇÃO DA PRECE

Com o objetivo de melhor compreender a ação da prece, examinemos através do gráfico n.º 1, os fenômenos que ocorrem quer durante a realização de uma sessão espírita, querem nossas relações normais de todos os dias.
FIGURA 1 - SINTONIA VIBRATÓRIA
PLANO ESPIRITUAL

LEGENDA

HIPÓTESE A:

Espírito encarnado por ocasião de uma prece.

HIPÓTESE B:

Comunicação mediúnica entre um espírito encarnado (1) e outro desencarnado (2) em condições de orientá-lo.O primeiro eleva o seu padrão vibratório e o segundo sacrifica-se para descer até ele.

HIPÓTESE C:

Outra comunicação mediúnica, desta feita entre um encarnado (1) e um desencarnado a ser beneficiado (3).Como se observa, o médium, sob a orientação de um espírito protetor (2) reduz o seu padrão vibratório até sintonizar-se com o espírito comunicante.

HIPÓTESE D:

Comunicação mediúnica irrealizável.Um médium despreparado sob múltiplos aspectos, não consegue sintonizar-se com um desencarnado, mesmo este tendo reduzido o seu padrão vibratório.

HIPÓTESE E:

Um encarnado (1), em um momento de invigilância, estabelece sintonia com espíritos encarnados (3) ou não (2), que apresentam más condições vibratórias. É o caso típico da maledicência. O espírito (1) quando voltar ao seu estado vibratório, possuirá fluidos correspondentes aos planos mais grosseiros (choque de retorno).

HIPÓTESE F:

Um encarnado (1), embora sujeito a um ambiente onde outros espíritos apresentam-se em condições vibratórias inferiores, mantém-se através da vigilância, em um estado satisfatório.
4 - REFERÊNCIAS:

1 - Luiz, André - “Conduta Espírita”- obra mediúnica recebida por Waldo Vieira - FEB - GB - 1961

2 - Ubaldi, Pietro - “Ascensões Humanas” - LAKE - S.Paulo - 2ª edição.

3 - Luiz, André - “Mecanismos da Mediunidade” - Obra mediúnica recebida por F.C.Xavier e Waldo Vieira - FEB - GB - 1960

4 - Pastorino, C.Torres - “Técnica da Mediunidade”- Ed.Sabedoria - GB - 1970.

5 - Armond, Edgard - “Mediunidade” - LAKE - S.Paulo, 1956.

XV - Da Influência dos Espíritos em Nossas Vidas
1 - INFLUÊNCIAS OCULTAS OU OSTENSIVAS:

As relações dos Espíritos com os homens são constantes.Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.Os maus nos impelem para o mal:É-lhes um gozo ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a eles.

As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas.As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós à nossa revelia.Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações.

As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumento.
2 - INFLUÊNCIAS BENÉFICAS OU PERNICIOSAS:

Sejam ocultas ou ostensivas, as influências espirituais podem ser BENÉFICAS, quando nos induzem ao bem ou buscam nos auxiliar e, PERNICIOSAS, quando nos induzem ao mal ou buscam nos prejudicar.

As influências benéficas se dão por iniciativa dos espíritos amigos e simpáticos:Mentores espirituais do indivíduo; guias familiares:Espíritos responsáveis pelas coletividades; mentores dos Grupos Doutrinários, etc.

As influências perniciosas são oriundas dos Espíritos inferiores; Espíritos levianos; adversários espirituais; entidades que se comprazem com o mal, etc.Normalmente se manifestam sob a forma de obsessão.
3 - OBSESSÃO:

“Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procura, dominar.Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem.Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se.” (Ref. 1 - item 237)

Obsessão simples:

“Dá-se a obsessão simples, quando um Espírito malfazejo se impõem a um médium, se imiscui, a seu mau grado, nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com os outros Espíritos e se apresenta em lugar dos que são evocados.

“A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito, da qual não consegue desembaraçar-se a pessoa sobre quem ele atua.” (Ref. 1 - item 238)

Fascinação:

“A fascinação tem conseqüências muito mais graves.É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento de médium e que, e certa maneira, lhe paralisa, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.O médium fascinado não acredita que o estejam enganando.”

“Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade.Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.” (Ref.1, item 239)

Subjugação:

“A subjugação é uma contrição que paralisa a vontade daquele que sofre e o faz agir a seu mau grado.Numa palavra: O paciente fica sob um verdadeiro jugo.

A subjugação pode ser moral ou corporal.No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ela julga sensatas:É uma como fascinação.No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.” (Ref. 1, item 240)
4 - REFERÊNCIAS:

1 - Kardec, Allan - “O Livro dos Médiuns” - 29ª Ed. - FEB - GB

2 - Kardec, Allan - “O Livro dos Espíritos” - 11ª Ed. - FEB - RJ


Fonte: União Espírita Mineira



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