26 de julho de 2018

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Início da Mediunidade - Por que Ficamos Ansiosos?


Início da Mediunidade - Por que Ficamos Ansiosos?

A maioria dos médiuns tem sua iniciação mediúnica – momento em que suas faculdades mediúnicas já despertadas passam a ser utilizadas de modo sistemático e mais intenso, dentro dos rituais e trabalhos existentes numa casa umbandista – marcada pela difícil fase da ansiedade e da adaptabilidade que esse começo representa.

Ansiedade no médium iniciante pode trazer algumas situações desconcertantes como:

  • Ficar pensando de modo intenso nas coisas ligadas à espiritualidade; 
  • Ficar com os pontos cantados ecoando na mente; 
  • Ficar cantando a qualquer momento e lugar os pontos cantados; 
  • Conversar somente sobre o assunto espiritualidade a qualquer oportunidade em que hajam mais pessoas que pertençam à mesma religião ou casa; 
  • Ler muitos livros sobre o assunto, querendo esgotar todos os pontos de dúvidas; 
  • Querer conhecer tudo sobre a Umbanda num espaço de tempo curto; 
  • Ter sonhos constantes com rituais, entidades, trabalhos; 
  • Ficar vendo em qualquer situação algum tipo de ligação com a espiritualidade; 
  • Não parar de preocupar-se em manter-se dentro das condutas que sua casa pede; 
  • Querer incorporar logo; 
  • Ficar muito preocupado se está mesmo incorporando uma entidade ou se está apenas imitando uma entidade; 
  • Desejar ardentemente que tenha a inconsciência durante as incorporações; 
  • Querer aprender tudo sobre os rituais que sua casa pratica, chegando ao ponto de perguntar de tudo a todos os demais médiuns mais experimentados; 
  • Querer saber tudo, através de relatos de outros médiuns, o que ele fez quando estava incorporado, o que a entidade falou, deixou de fazer; 
  • Passar a realizar em seu próprio lar, uma verdadeira transformação de hábitos, querendo que todos tomem banhos de defesa, defumem-se, orem, cantem, entre outras coisas; 
  • Querer erigir algum tipo de altar ou espaço sagrado em seu lar, tentando imitar o mais perfeito possível a quantidade de imagens, a disposição dos santos que há em seu templo umbandista; 
  • Querer que suas entidades receitem rapidamente a confecção ou aquisição das guias (colares) e quanto maior o número de guias melhor; 
  • Desejar ardentemente que tenha incorporações “fortes”, isto é, que as entidades já venham de modo com que não gerem dúvida a ninguém; 
  • Que suas entidades já risquem seus pontos e que seja algo bem impressionável; 
  • Que suas entidades deem logo seus nomes e torce para que sejam nomes “fortes” e conhecidos; 
  • Querem decifrar todos os símbolos que suas entidades desenharam em pontos riscados; 
  • Querem saber da história, vida, ponto cantado e tudo o mais sobre suas entidades; 

Essas situações e mais outras não citadas são consideradas até normais e encaradas por aqueles outros médiuns mais tarimbados como coisa comum de se acontecer. E de fato é. O que o dirigente e os médiuns mais experientes devem fazer é aconselhar esses neófitos, direcioná-los em atividades que os tirarão um pouco desta fixação, é ouví-los e explicar cada uma das dúvidas e dificuldades existentes.

Toda essa ansiedade é temporária e assim que o novo médium for tendo mais e mais experiências, ele passa a lidar de modo mais natural, menos ansioso e aflito com essas situações.

O tema deve ser abordado de modo atencioso, respeitoso, prático e esclarecedor para poder dar melhor formação espiritual e criar uma estrutura mediúnica mais eficaz à própria casa, uma vez que estes novos médiuns passam a compor o já formado corpo mediúnico da casa, fazendo número e qualidade na força da corrente da casa umbandista.

Desperdiçar a chance de esclarecimento quando esses médiuns estão ávidos por conhecimento e abertos para serem direcionados é deixar ao acaso a responsabilidade da formação destes médiuns, podendo levá-los a vícios, “cacoetes” e maus hábitos mediúnicos que nunca mais poderão ser retirados.

E o velho adágio popular é verdadeiro: “Pau que nasce torto, morre torto”...

Richael Izolino


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