Julho 2015 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

30 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Fundamento das Oferendas na Umbanda - Por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Livro Umbanda Luz e Caridade / Ednay Melo , Livros de Umbanda , Ritualísticas ,

Fundamento das Oferendas na Umbanda - Por Ednay Melo


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Oferendas

A oferta de comidas, bebidas, fumos, flores, frutos, etc, é ritual sagrado e tradicional nas religiões de matriz africana. É preciso diferenciar o que é prática ritual da Umbanda e das demais religiões.

Antes de adentrarmos ao tema, enfatizamos que a Umbanda não suja a natureza, não promove despachos nas encruzilhadas nem em vias públicas e não faz sacrifício ritualístico de animais. Estes tipos de práticas são alvos de ataques da sociedade, declarados e velados, que denigrem o nome de todas as religiões de matriz africana e são comumente associadas ao mal. Mais adiante abordaremos o tema “Sacrifício Ritualístico de Animais”, onde iremos justificar o porquê deste ritual não ser prática umbandista, não se trata de preconceito, trata-se de fundamentos distintos entre religiões.

Oferenda na Umbanda é feita em um reino da natureza, campo vibratório original dos Orixás, ou no próprio Terreiro, campo representativo dos reinos naturais dos Orixás. É importante a consciência ambiental de deixar tudo limpo quando finalizar o ritual, pois é somente durante o ritual que os elementos da oferenda são trabalhados, energizados e fluidificados para o nosso benefício (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 5 - Ednay Melo

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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Sobre Humildade no Espiritismo e na Umbanda - Por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Estudos da Doutrina Espírita ,

Sobre Humildade no Espiritismo e na Umbanda - Por Ednay Melo




Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. VII - Bem-Aventurados os Pobres de Espírito

Comentário sobre o texto do Evangelho: "Bem-Aventurados os Pobres de Espírito"

Sobre Humildade no Espiritismo e na Umbanda

Entendemos como "pobres de espírito" os que enaltecem tudo o que é ou está relacionado com o mundo da matéria, sem que nenhum benefício lhe traga como espírito eterno. A humildade é um dos sinais da riqueza do espírito. Muito ouvimos falar em humildade, mas o que é mesmo humildade? Como defini-la? É mesmo possível praticá-la sem enganar a nós mesmos, porque muitas vezes o verniz das boas qualidades morais encobrem um ser humano fragilizado e perdido em sua própria consciência...

Várias opiniões foram dadas no momento do nosso Evangelho e não se chegava a um acordo do que seja humildade. Humildade é baixar a cabeça sempre e concordar com tudo? Preciso me anular para ser humilde? Ser humilde é não revidar uma ofensa, não se defender? O Evangelho mostra uma grande verdade, as pessoas cultas ou pseudo-sábias têm a tendência a menosprezar tudo o que não são capazes de compreender ou tudo o que contraria as suas opiniões. Daí vemos claramente que a soberba e a prepotência, que nada mais é do que a fragilidade do caráter, é o principal empecilho para o exercício da humildade. O verdadeiro sábio não tem a necessidade de convencer ninguém, se isto acontece é porque não acredita nele próprio e precisa do reconhecimento exterior para se sentir melhor.

Mas, voltando para a pergunta "o que é humildade", chegamos a conclusão que ela vai depender do momento! Somos seres humanos imperfeitos ainda e Deus sabe disso, nossa obrigação como cristãos é fazer o esforço para nos melhorarmos, na medida do nosso possível! Um exemplo: uma mulher religiosa faz o seu esforço constante para não se sobrepor a ninguém na sua vida cotidiana, procura fazer o exercício da humildade... No entanto, esta mulher além de cristã ela é também mãe e não suporta alguém destratar seu filho na sua frente, neste caso ela se sobrepõe e pode até atacar para defender seu filho, pode encobrir as faltas do filho, pode cair em erro que para ela é acerto... Um dia talvez ela esteja preparada para ser humilde em todas as circunstâncias, mas agora o seu momento evolutivo não lhe cobra porque ainda não é capaz de entender. 

Então vamos dar um basta no falso moralismo dos que pregam as virtudes do Evangelho e se iludem de que são capazes em todos os momentos de imitar os "santos", não é assim e Deus sabe que não pode ser assim. Devemos sim compreender o outro em seu momento, respeitar e proporcionar-lhe uma nova oportunidade.

Quando no nosso Evangelho chegamos a conclusão de que a humildade vai depender do momento, lembramos da nossa religião, o que aliás sempre fazemos, colocamos a Umbanda em tudo o que estudamos. Daremos outro exemplo que é um fato constante. Geralmente alguns irmãos espíritas, por lerem em demasia, se acham os donos da verdade e a maioria aponta a Umbanda como "uns pobres irmãos que ainda não evoluíram..." Vale para os desencarnados também! Subestimam a grandeza dos nossos Guias porque geralmente têm linguagem pobre e se posicionam com a aparência da última encarnação, interessante lembrar que um distinto estudioso da doutrina espírita um dia disse que devemos doutrinar os nossos Pretos Velhos porque ainda estão com posturas e aparência da última encarnação, e este ilustríssimo irmão deve ter esquecido, quando fez esta afirmação, que a sua mentora se apresenta com a roupagem fluídica de uma freira quando de sua última encarnação! Assista ao vídeo, que é antigo mas ainda repercute dolorosamente ao ouvir:




Podemos dizer que este irmão, neste momento do vídeo, está sendo humilde?

Por que é difícil para ele entender que usando a aparência de um preto velho, espíritos evoluidíssimos baixam em nossos terreiros para abraçar e consolar os que sofrem, muitas vezes baixam em médiuns que não sabem nem ler e escrever, mas cujo coração reflete o amor e a bondade sempre, a prática da humildade faz parte da sua rotina e é dessa forma que entra em sintonia perfeita com os espíritos superiores e lhe servem de ferramenta no transe mediúnico. Fato incontestável que muitos irmãos espíritas tentam, nas "profundezas da sua sabedoria", atestar ao fenômeno em vão. Falta-lhes humildade!

Salientamos que não temos nada contra o irmão que se apresenta neste vídeo, que dá, incontestavelmente, valiosas contribuições à Doutrina Espírita e cujo trabalho cristão desempenha até hoje com muito esmero. Que Deus abençoe o seu trabalho e a sua vida missionária. Apenas no pronunciamento deste vídeo achamos que o irmão não foi coerente e justo. E trazemos este vídeo como exemplo porque ele é apenas um entre vários irmãos espíritas que não entendem os fundamentos da Umbanda e não perdem a oportunidade de nos denegrir de forma sutil e publicamente, apresentando sempre uma falsa humildade. Quem foi espírita e hoje é umbandista sabe do que estamos falando.

Mas nós umbandistas, façamos a nossa parte! Isto não quer dizer também que todos os umbandistas são humildes. Não, infelizmente, a nossa religião como todas as religiões são formadas por pessoas diversas, boas e más, humildes e egoístas, a formação do caráter não depende da religião que se professa. Mas temos, como umbandistas, uma convivência mais próxima com os espíritos que não se dizem humildes mas se comportam como tal, através da retidão de postura de um Caboclo, através da conversa de igual para igual ao pé do toco de um Preto Velho, através da pureza das brincadeiras dos Ibejis! Aprendamos com eles a ser humildes.

Percebemos que a nossa Umbanda a cada dia se divide e se fecha em grupos. No mais das vezes grupos de pseudos sábios dentro da Umbanda, que numa postura de afirmar que a sua Umbanda é verdadeira, despreza tudo e todos que lhe contrariam as convicções. Muitos umbandistas se tratam como concorrentes e não como irmãos, e isto também é falta de humildade. Conhecemos um grupo que além das convicções que defendem como sendo as únicas certas, se perdem diante de um perigoso fanatismo de pessoas e espíritos.

Na nossa Casa, damos oportunidade a todos a nos conhecerem e nos fazer conhecer também a cada um, com os nossos erros e acertos, dúvidas e certezas, convicções e o respeito pela convicção do outro. O nosso estudo é aberto a todos que queiram, gratuitamente, cujo objetivo principal é, além do estudo sistematizado da doutrina Espírita e de Umbanda, é fazer nos conhecer para depois decidir pela casa. Temos a nossa verdade sim, acreditamos e seguimos nossa verdade, e quando o outro também sentir a nossa verdade como a dele também, então estará pronto para fazer parte da nossa corrente mediúnica e dividir conosco a nossa vivência na Umbanda que praticamos, cientes de que a umbanda que praticamos não é a única verdadeira, mas é a única e verdadeira para nós que fazemos a Tenda de Umbanda Luz e Caridade. 

Axé a todos
Ednay Melo






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27 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Esquecimento do Passado - Por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Estudos da Doutrina Espírita ,

Esquecimento do Passado - Por Ednay Melo


Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. V - Ítem 12
Tema: Esquecimento do Passado

esquecimento do passado


ESQUECIMENTO DO PASSADO

O esquecimento do passado é uma sábia providência de Deus. Nós espiritualistas que acreditamos na reencarnação, sabemos que ela se faz necessária para o aprimoramento do espírito, seja através da oportunidade do resgate e correção das faltas passadas, seja através de somar experiências necessárias à evolução do espírito, seja através do compromisso assumido pelos missionários nas causas do Bem Maior.

Em todas as situações, esquecemos temporariamente do nosso passado, a fim de que esta lembrança não prejudique a nossa proposta de crescimento na encarnação atual. Como exemplo podemos citar dois inimigos do passado que se reencontram nesta vida como pai e filho para juntos aprenderem, através do amor paternal e filial, a resgatar as faltas pretéritas em um constante exercício de tolerância e de respeito mútuo. Imaginem se ambos soubessem das suas desavenças do passado? Seria muito difícil, talvez impossível, manter a convivência com a proposta de superação. Porém de alguma forma a lembrança se anuncia por uma "vaga" intuição, é quando encontramos respostas a tantas desavenças familiares, dessa forma a lembrança surge através dos sentimentos de repúdio, aquela íntima conclusão: "não sei o porquê, mas não tolero este meu parente..."

O texto do Evangelho salienta que o esquecimento se dá apenas enquanto na vida corpórea. Lembramos que somos espíritos em evolução e geralmente, enquanto encarnados neste planeta de expiação e provas, somos tal como crianças espirituais, muito distantes das esferas elevadas da Criação, portanto em constante aprendizado e crescimento. Isto quer dizer que quando o espírito desencarna e volta a fazer parte da vida espiritual ele continua sendo o mesmo, daí ele precisa de uma preparação prévia para que, gradualmente, tenha a lembrança do seu passado, precisa-se ter elevação em nível de qualidades morais para estar pronto para lidar com a revelação de um passado desajustado e talvez assustador.

Ednay Melo





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23 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Comentário sobre "A Parábola do Semeador" , Artigos Ednay Melo , Estudos da Doutrina Espírita ,

Comentário sobre "A Parábola do Semeador"



Comentário sobre "A Parábola do Semeador"

Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. XVII - Ítens 5 e 6
Tema: Parábola do Semeador

Todos nós somos convidados a semear, a difundir a palavra do Mestre Jesus através do trabalho no Bem. 

Deus é tão Bom que deu várias oportunidades ao homem para se utilizar do seu livre arbítrio e escolher, uma ou mais, entre várias religiões distribuídas em todo o planeta. Não estamos afirmando que a religião é necessária para a prática do Bem, encontramos muitas pessoas iluminadas pelo Evangelho sem terem nenhuma religião. A religião ajuda a partir do momento em que nos unimos a outras pessoas que professam da mesma fé, a fim de servirem de estímulo e base familiar espiritual, como também fornecer um ensino sistematizado através das suas doutrinas.

Acreditamos que cada pessoa está na religião que merece e que precisa no seu momento evolutivo, por isto não existe religião certa ou errada. Como cada um vai fazer uso dos ensinamentos do Evangelho também irá depender da maturidade espiritual de cada um. Devemos respeitar as etapas que todo ser humano atravessa, como nos diz o Livro dos Espíritos, questão 1006:

"Deus criou os seres simples e ignorantes, e todos devem progredir num tempo mais ou menos longo, de acordo com a própria vontade."

Citando a nossa religião Umbanda, também nela existe a diversidade de pensamentos, cada Casa tem por base de sua doutrina a raiz do seu dirigente, de onde sobressai a sua fé e todo o seu aprendizado, que deve ser respeitada. 

A lição do Evangelho é a semente, o solo fértil ou com pedras e espinhos representa o coração do homem, que tem o livre arbítrio para seguir na luz ou nas trevas de sua ignorância. A Umbanda traz a luz, os que ainda não veem é porque seu solo contém muitas pedras e espinhos. Mas o que importa é semear sempre porque a colheita, mesmo em tempo impreciso, é certa e abundante.

Ednay Melo





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22 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Erva Malva - Pesquisado por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Ervas ,

Erva Malva - Pesquisado por Ednay Melo



erva malva umbanda

Nomes populares: malva-cheirosa, gerâneo-aromático, malva-grande, malva-das-boticas, malva-silvestre, malva-de-casa, malva-rosa, rosa-chinesa, malva-maior, malva-selvagem.
Nome Científico: Malva sylvestris L
Família: Malvaceae
Nomes Botânicos: Malva grossheimii Iljin.; Malva parviflora L.
Partes Usadas:  folhas e flores
Sabor: doce e refrescante.

A Malva, é uma planta de porte herbáceo, com um ciclo perene e que pode chegar a atingir até um metro de altura. A sua raiz é pivotante. As suas folhas são membranosas, inteiras, alternas e com pecíolo longo. As suas flores são axilares, isoladas ou agrupadas, de cor rósea púrpura, quando novas e azuis depois de secas. Os seus frutos, quando maduros, se tornam de cor amarela. É uma planta que deve a sua expansão pelo mundo devido às suas propriedades medicinais.

Propriedades Medicinais: diurético; depurativo; laxativo; antiinflamatório; expectorante; antitussivo; calmante; demulcente; adstringente; emoliente; mucilaginoso; hidratante; suavizante; béquico; oftálmico; odontálgico; peitoral.

Indicações (Uso Interno): prisão de ventre com fezes ressecadas; infecção urinária; edemas; tosse; catarro amarelo; bronquite; gastrites; úlceras; promove a micção; hemorróidas; artrite; gota; obesidade; inflamações; tonsilite.

Indicações (Uso Externo): calmante da pele em acnes, furúnculos e erupções da pele; laringe e faringe (bochechos com infusão); dermatoses e picadas de insetos; hidratante suave da pele; irritação dos olhos; hemorróidas; inflamações da boca e garganta; artrite; inflamação das mucosas; limpeza bucal; inflamações; tonsilite.

Floral: FLORAIS DAS GERAIS - Malva-real - personalidades com forte sentimento de rejeição social, fugindo de qualquer contato com outras pessoas por sensação de inferioridade. 

Contra-indicações: em pessoas com diarreia crônica, pois em doses elevadas pode causar diarreia e desconforto abdominal. A malva está contraindicada durante a gravidez e a amamentação.

Toxicidade: a planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos.

Efeitos colaterais da malva: o principal efeito colateral da malva é a intoxicação, quando utilizada em grandes doses.

Plantio : Multiplicação: reproduz-se por sementes ou estacas (mudas); Cultivo: prefere clima ameno, embora suporte temperaturas elevadas. O plantio, é feito na primavera com espaçamento de 60 cm entre as plantas. Exige solos férteis, por isso deve-se adubar com bastante matéria orgânica. A irrigação deve ser semanal, quando não chover. Colheita: colhem-se as folhas a partir do 6o mês, secando-as à sombra.

Planeta regente: Regente – Marte. Planta associada aos signos de Áries e Escorpião (Ervas do sítio). Outra fonte (Wicca - A Feitiçaria Moderna - o livro das ervas, magias e sonhos) indica que a planta é regida por Vênus e é associada ao signo de sagitário.

Habitat: originária da África, Europa e Ásia. Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil.

Observações: na Grécia é consumida como hortaliça. As folhas e ramos prestam-se como forragem.


USO RITUALÍSTICO DA ERVA MALVA

Erva da Orixá Oxum.

Utilizada em banhos para o equilíbrio emocional e mediúnico. Ajuda a combater a depressão e baixa auto estima. Promove atmosfera de paz e acolhimento, em forma de defumador é indicada também para tratar espíritos sofredores, muito útil para os trabalhos espirituais.

Ednay Melo
fontes de Pesquisa:
Tua Saúde
Plantas que curam





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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Comentário do Cap. IX do Livro dos Médiuns - Por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Estudos da Doutrina Espírita ,

Comentário do Cap. IX do Livro dos Médiuns - Por Ednay Melo


lugares assombrados


Comentário do Cap. IX - Livro dos Médiuns / Allan Kardec


DOS LUGARES ASSOMBRADOS
Ítem 132 - perg. 1 a 11

Os espíritos que se apegam a objetos e lugares são sempre espíritos inferiores, sem necessariamente serem maus.

Os espíritos não têm preferências pelas ruínas ou lugares desertos, isto denota a ideia fantasiosa do ser encarnado, logicamente que os espíritos se aproveitam disto se querem brincar com alguém que tenha este pensamento fantasioso.

Os espíritos preferem os lugares habitados, com exceção de alguns que preferem a solidão, tal como os espíritos encarnados, preferência marcada pela individualidade de cada um.

Os espíritos não se baseiam em dias e horas, que são referenciais puramente terrenos. Nós umbandistas abrimos um parêntese nesta questão, porque em nossos rituais consideramos os dias de determinados Orixás e entidades, bem como a hora, denominada "hora grande" (meio dia e meia noite) é fundamento em outras crenças, que devem ser respeitados. Existem sim exceções nos conceitos da Doutrina Espírita, os nossos fundamentos são apresentados também pelos espíritos, que se utilizam, entre outros, de dias e horas terrenos para a execução de determinados rituais umbandistas.

Um espírito evoluído quando desencarna não fica apegado ao seu corpo que está no túmulo. As preces direcionadas a ele podem ser evocadas de qualquer lugar, não apenas do cemitério como muitos encarnados fazem, pois na verdade o que precisam é de um objeto para direcionar a sua atenção.

Enfim, os espíritos podem sim habitarem lugares ditos assombrados por questões particulares e individuais e são sempre espíritos de ordem inferior. Os espíritos superiores podem permanecer nestes lugares afim de ajudar e proteger, mas nunca assustam ou mostram a sua presença.

Ednay Melo




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21 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Comentário do Cap. VIII do Livro dos Médiuns - Por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Estudos da Doutrina Espírita ,

Comentário do Cap. VIII do Livro dos Médiuns - Por Ednay Melo


COMENTÁRIO DO LIVRO DOS MÉDIUNS / ALLAN KARDEC

Cap. VIII - DO LABORATÓRIO DO MUNDO INVISÍVEL

P. Como se processa o vestuário e acessórios que os espíritos nos apresentam?

R. De forma aparente. O vestuário do espírito é uma imitação do que ele usava quando encarnado, se assim queira apresentar-se, e ele o torna tangível através da mobilização do perispírito com o princípio material disponibilizado no fluido cósmico universal.

Não há uma regra geral para a aparição dos objetos. As vestes normalmente são produzidas com o auxílio do perispírito, já os acessórios são produzidos através somente do fluido cósmico universal, ambos em conjunto com a vontade do espírito. Todos os fenômenos espirituais são realizados diante da extração do elemento universal.

Os espíritos têm poder sobre os elementos materiais. Através da vontade eles plasmam qualquer objeto. 
Ex: Tem forte vontade de tomar café, imagina esta bebida quentinha e cheirosa depositada em uma xícara e, assim, surge ao seu lado uma xícara de café.

O espírito pode dar ao objeto não somente a forma, mas também as suas propriedades. Com o exemplo da caixa de rapé: se a senhora aspirasse este elemento, este a faria espirrar.

Então, o espírito pode usar o seu poder sobre a matéria para a aquisição de medicamentos, de alimentos, etc, surtindo o mesmo efeito dos existentes na matéria, diante da necessidade, da vontade do espírito e da permissão de Deus.

P. Os objetos que se tornam tangíveis podem permanecer assim e tornarem-se de uso?

R. Poderia, mas não se faz porque está fora das leis.

P. O espírito inferior também tem este poder? Poderia ele se utilizar de um objeto para o mal, como atirar uma flecha ou a bala de uma arma de fogo contra alguém?

R. Poderia, mas não o faz porque não tem permissão.

P. Todos os espíritos têm o conhecimento exato de como plasmar um objeto?

R. Quanto mais elevado é o espírito, mais facilmente ele consegue. Quando o espírito é de ordem inferior isto se dá de forma instintiva.

Lembramos, caro leitor, do filme "Ghost". Quando o espírito do metrô ensina o outro a empurrar um objeto e quando lhe é perguntado como ele consegue, ele responde: "E eu sei lá como consegue! Só sei que tem que ter vontade e emoção!"

Este exemplo ilustra que o espírito inferior pode produzir o fenômeno da aparição, mas nem sempre tem o entendimento. Este fato é mostrado sempre em obras espíritas, quando do relato de verdadeiras organizações das sombras que não conseguem por em prática os seus projetos nefastos, por falta de entendimento da ciência espiritual, e logo são desfeitos e combatidos pela sabedoria dos espíritos de luz.

Enfim, ao espírito é possível grande ação sobre a matéria elementar, é possível não somente formar substâncias, como também modificar-lhes as propriedades pela ação da sua vontade. Isto explica também a questão do magnetismo que cerca todos os trabalhos espirituais.

Ednay Melo




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19 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Homenagem Tulca à Mamãe Oxum 2015 , Artigos Ednay Melo , Fotos ,

Homenagem Tulca à Mamãe Oxum 2015

Família Tulca em Gira festiva na homenagem à Mamãe Oxum em seu mês de vibração maior! Obrigado a todos que contribuíram com a sua participação e carinho para fazer deste momento um ato de fé e amor! E diante da paz e alegria contagiante a todos, mais uma vez tivemos a nítida certeza que para oferendar um Orixá não é necessário pompas e riquezas materiais. Somente a riqueza do coração vale, e assim, basta apenas uma banana regada a mel, ou apenas um ponto firmado na luz da vela, banhada com as nossas lágrimas de agradecimento, para que a luz do axé de mamãe Oxum penetre o íntimo de nosso ser e nos beneficie de acordo com a nossa necessidade e merecimento. Mais uma vez levantamos a bandeira e rogamos a Olorum a lucidez da família umbandista para o entendimento de que A UMBANDA É SIMPLICIDADE E DISCRIÇÃO!

Saravá Mamãe Oxum, salve o seu dia, salve o seu amor! Oraieiêu!!!

Oxum



Oxum



Oxum








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16 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Um Depoimento de Gratidão no Dia de Mamãe Oxum , Artigos Ednay Melo , Livro Umbanda Luz e Caridade / Ednay Melo , Livros de Umbanda ,

Um Depoimento de Gratidão no Dia de Mamãe Oxum


Oxum Tulca


Um Depoimento de Gratidão no Dia de Mamãe Oxum

Salve Mamãe Oxum! Orixá do amor! Ainda sinto a tua benção sobre o meu ori, pelas mãos abençoadas da minha querida mãezinha carnal, que se tornou uma de suas Falangeiras após o desenlace do corpo físico.

Ela me batizou sobre as tuas águas, em desdobramento astral, num espetáculo da natureza o qual meus olhos jamais viram com tão profunda beleza, o cenário estava protegido por uma grande muralha, era um bosque verdejante, com árvores e flores de todas as cores, lá adiante havia uma cachoeira e um rio de águas claras que corriam em disparada (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Ednay Melo

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15 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Erva Pitanga - Pesquisado por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Ervas ,

Erva Pitanga - Pesquisado por Ednay Melo



Erva pitanga na Umbanda


Nome Científico: Eugenia uniflora
Nomes Populares: Pitanga, Pitangueira, Cerejeira-brasileira, Ginja, Pitanga-branca, Pitanga-do-mato, Pitanga-rósea, Pitanga-roxa, Pitangueira-miúda, Pitangueira-vermelha, Pitanga-vermelha, Pitangueira, Pitangueira-comum
Família: Myrtaceae
Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Semi-árido, Subtropical, Temperado, Tropical
Origem: América do Sul, Argentina, Brasil, Uruguai
Altura: 1.8 a 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
Partes Utilizadas: Folhas e Frutos

Da família das Mirtráceas, árvore ou arbusto pequeno, de tronco um pouco tortuoso e de casca fina. Tem ramificação densa e fina, formando longa ramagem pendente. As folhas são delicadas, opostas, de formato oval-alongado, com nervuras que partem de um eixo longitudinal, e caem antes do aparecimento das flores. Se amassadas, quando frescas, exalam um odor suave e agradável, em virtude de seus numerosos canais produtores de óleo aromáticos. As flores miúdas, de cor branca,com salas alongadas e hastes compridas, são solitárias ou agrupadas e nascem nas axilas das folhas. O fruto é uma baga globosa e achatada, canelada ou em gomos, com cálice persistente. Quando maduros, exibem uma coloração vermelha. São suculentos, de sabor agridoce e muito apreciados ao natural, ou transformado em doces e licores. Os passarinhos são os responsáveis por sua propagação, pois comem os frutos e espalham as sementes. Aprecia clima quente e úmido e não mostra exigências quanto ao solo, mas cresce bem em terrenos profundos, férteis, bem drenados, sílico-argiloso ou arenosos. Quando adulta, suporta temperaturas frias, mas apresenta certa resistência às secas. Frutifica, geralmente, a partir de 3 anos de seu plantio. A colheita deve ser feita primeiramente dos frutos e depois das folhas, deixando algumas em cada ramos, a fim de não prejudicar a nutrição da planta.

Além de suas qualidades como frutífera, a pitangueira é decorativa. Seu caule tortuoso e os galhos intensamente ramificados, com folhas miúdas, chamam a atenção, sendo muito apreciados em jardins residenciais. A pitangueira é uma planta rústica e de baixa manutenção. É capaz de resistir a podas drásticas e frequentes. Por ser ramificada e tolerante à podas é também utilizada como cerca-viva. As adubações são necessárias semestralmente e no momento do plantio.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo preferencialmente fértil e profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente por pelo menos dois anos após o plantio e em regiões semi-áridas. Adapta-se a diferentes tipos de solo, vegetando bem em solo pesadas e até mesmo em restingas e praias. Não tolera salinidade ou estiagem prolongada. Resistente ao frio, é capaz de tolerar temperaturas abaixo de zero. Multiplica-se facilmente por sementes que germinam em cerca de 22 dias após o plantio. 

Modo de conservar: As folhas são utilizadas, de preferência, frescas ou secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de pano ou de papel, ou em vidros escuros. Os frutos são consumidos maduros e frescos, conservados em geladeira.

Indicações: Febre, Afecções Estomacais, Hipertensão, Obesidade, Reumatismo, Afecções do fígado, Cólicas menstruais, Diabete, Disenteria, Gota, Hipertensão, Afecções da garganta, Queda dos Cabelos, Bronquite, Afecções Cardiovasculares, Diarreias.

Princípios Ativos: Jambosina, taninos, sais de cálcio, ferro e vitamina C.

Propriedades: Adstringente, Analgésica, Depurativa, Digestiva, Estimulante, Refrescante, Antioxidante, Calmante, Antiinflamatória, Diurética, Vermífuga.


USO RITUALÍSTICO DA ERVA PITANGA

Erva da Orixá Iansã.

Em forma de banhos estimula a coragem, perseverança e autodomínio. Em forma de defumadores, limpa e equilibra o campo energético.

Ednay Melo 
fontes de Pesquisa:
Jardineiro Net
Plantas que Curam





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8 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , A Cura nos Terreiros Umbandistas , Ritualísticas ,

A Cura nos Terreiros Umbandistas


A cura na Umbanda

A umbanda vem recebendo um reconhecimento privilegiado nos campos de cura, a eficácia dos trabalhos terapêuticos na casas umbandistas vem exercendo grande impacto sobre as correntes espiritualistas; Até alguns centros kardecistas dos quais ainda exerciam certo tipo de preconceito contra o culto umbandista, vem fazendo apologia às praticas terapêuticas umbandistas.

Muitos são os fatores responsáveis por esse êxito nas práticas de cura umbandistas, um dos que não devemos nunca menosprezar, é o ectoplasma, uma fonte de energia do corpo espiritual facilmente manipulável e maleável existente em todos nós.

Muitos dos passes e simples terapias são resolvidos através da doação do ectoplasma, é claro que isso é apenas um dos métodos utilizados pelos médiuns e mentores dentro da liturgia umbandista. Também temos a cura através da imposição das mãos, onde somos condutores de energia do prana (Fluxo de energia disperso no Cósmico segundo os hindus) e através das mãos, direcionamos a energia até o ponto enfermo.

Como a Umbanda é universalista, e a cada dia que passa médiuns das mais diferentes doutrinas e mentores dos mais variados cantos do globo, atuam de uma forma íntegra e diferencial, a mediunidade evoluiu com o passar dos tempos, o conhecimento está próximo a todos e com isso, novas linhas de trabalho na Umbanda surgem para suprir a deficiência que talvez, um dia, tínhamos.

Existe até guias que utilizam princípios do reiki, e já presenciei um médium que não sabia de nada sobre a filosofia e o seu caboclo realizou um excelente trabalho, temos também o caso de um exu que fazia cirurgias espirituais e assim, com o vasto conhecimento existente no Universo, a Umbanda vem atuando sobre várias vertentes.

Em meu ponto de vista, devemos isso principalmente à Grande Vibração de Oxossi que atua na cura e de Omulu que atua na transmutação, sob essa egrégora, os mentores vêm exercendo papel fundamental para a diminuição das aflições dos irmãos da Terra, com os médiuns também evoluindo, possibilita-se uma integração singular entre médium e guia. A Mediunidade semiconsciente e consciente também é um dos grandes fatores, ocorre uma simbiose ímpar, o guia aprendendo e utilizando as faculdades inerentes do médium e o médium aprendendo com o guia atuando em uma troca fantástica de energia e conhecimento.

Também não devemos esquecer de nossas sagradas folhas, nossas miraculosas ervas que atuam como catalisadores para as mais variadas patologias existentes no campo físico e espiritual, ótimas para limpeza, para a cura e até atuando como condensador de energia para a queima de larvas e miasmas astrais. Com tudo isso, meu pensamento é rapidamente remetido à Perfeição Divina, tudo temos na Natureza, e a Umbanda antes de tudo, é o culto à Natureza, a todas as energias provenientes do Universo, e atuam em cada canto da vibração sutil dessa energia, as cachoeiras, as matas, os mares, entre outros vários. Até mesmo no cemitério, que é o campo santo da transmutação, o portal das almas.

O que mais me impressiona nesse Universalismo Umbandista, são os diferentes graus de conhecimento que cada guia traz, o conhecimento dos caboclos não são somente aqueles que se perderam no tempo, são aqueles também que foram rememorados nos dias hodiernos, as práticas ditas ancestrais, arcaicas ou primitivas, voltam a ocupar ênfase no dia de hoje, estamos vivendo uma era maravilhosa de resgate, com isso, a saúde mental será o prisma de tudo isso.

É a cura através da Magia, da simbiose energética, dos conhecimentos antigos orientais, é a Umbanda trazendo a evolução, provando que não temos somente um corpo físico, que quando curamos nosso corpo espiritual, nosso perispírito, estamos também curando ou evitando que um malefício se alastre também no corpo físico.

Percebe-se que na Umbanda temos um arsenal de técnicas para suprir as enfermidades dos adeptos que ali adentram, e isso ocorre nas mais variadas linhas, Sr. Chico Preto sempre com seus remédios, através da magia de sua fumaça e seus banhos para lá de esquisitos, sempre de cabeça, vem também obtendo grande êxito nos processos terapêuticos. A Linha de ciganos trazendo seus conhecimentos que perduraram os séculos através de suas inigualáveis magias. Os sábios preto-velhos que trouxeram sua ciência oriunda do continente africano, miscigenada com o poder das ervas brasileiras, entre outras grandes correntes das sete linhas da Umbanda, cada qual com sua característica e sua ciência.

E devemos agradecer a essa perfeição Cósmica da qual estamos sempre sofrendo influência, e dessas maravilhosas vibrações que damos o nome de orixás, sob tais auspícios, nós médiuns com o auxílio do conhecimento de outro orbe, dos guias e mentores, conseguimos gradativamente infiltrar-nos ainda mais nessa gama de conhecimento existente no Cósmico e no corpo espiritual de cada consulente necessitado de ajuda.

Enfim… Uma série de fatores contribuiu para o grande êxito das curas nos nossos amados terreiros, e como sempre, pregando a humildade e o culto e respeito à natureza, galgaremos com grande sucesso, as escadas inerentes à nossa evolução espiritual.

E vale lembrar, também é muito importante um médium consciente de suas obrigações e que dedique seu tempo aos estudos, quanto mais rica é a cabeça do médium, maior sua serventia para o trabalho dos guias de luz.

Neófito da Luz



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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Falanges na Umbanda , Linhas de Trabalho na Umbanda ,

Falanges na Umbanda


Falanges na Umbanda

Para entender o significado da palavra "falange", basta olharmos no dicionário, o qual diz que falange é o mesmo que legião, agrupamento de tropas organizadas. Visto isso podemos dizer que as falanges na Umbanda são agrupamentos de espíritos, sistematicamente organizados pela cúpula criadora da Umbanda Astral. Podemos dizer que dentro das falanges da Umbanda, existem hierarquias referentes a tipos vibracionais, áreas de atuação do espírito, grau evolutivo, experiência adquirida, dentre outros, cabe ainda salientar que essa organização espiritual não é de feitio somente da Umbanda, e sim de toda a espiritualidade, que do lado de lá trabalham como um todo, cada um em suas especialidades.

Como nosso objetivo principal é tratar da espiritualidade perante a Umbanda, cabe informar que as falanges que aparecem na nossa morada do Pai são atribuídas as linhas de trabalho existentes e também aos Orixás. Não podemos confundir por exemplo, a Linha de Pretos Velhos com Falange de Pretos Velhos, ou seja, a Linha de trabalho é referente ao grau alcançado pela evolução do espírito, que nela pode exercer a sua especialidade, onde esta especialidade é especificada dentro das falanges, por exemplo, um espírito que trabalha na Linha de Pretos Velhos e tem grande conhecimento em magia e quebra de feitiços poderá vir a trabalhar na Falange do Preto Velho Rei Congo, se apresentando como tal.

Algumas falanges (lembrando que não são todas deste modo), são criadas através do merecimento de certos espíritos, que após desempenhar muitos e muitos anos seu trabalho em outras falanges, só que com uma peculiaridade própria, a espiritualidade proporciona o presente e uma função de maior responsabilidade para este espírito, criando assim uma falange que estará sobre os seus cuidados e responsabilidades. Nesta falange se encontrarão assim, espíritos que se assemelham as funções e vibrações desta falange. Lembrando que para o espírito receber esta dádiva ele já possui extensa bagagem espiritual e grau evolutivo.

Compreendendo este modo hierárquico que a espiritualidade se organiza, podemos dizer que dentro de uma falange temos o chefe e criador da mesma, este responsável por todos os trabalhos desempenhados pelos obreiros que atuam nesta, temos os chefes de grupos de falanges, que são responsáveis pela coordenação de um grupo que trabalha na mesma falange, mas de menor patente e experiência, assim este chefe tomará conta e informará os resultados do grupo qual ele comanda ao criador da falange.

Normalmente as entidades que se apresentam com o numero sete no nome, por exemplo, Capa preta da sete encruzilhadas, são chefes de agrupamentos de espíritos que atuam na sua falange. Ainda podemos ver a divisão de especialidades dentro da própria falange, caracterizando assim uma sub-falange, por exemplo, os Pretos Velhos que se apresentam como Pai Chico da Calunga, estão dentro da falange do Pai Chico, mas por apresentarem o sobrenome da Calunga, mostra que o trabalho desempenhado por ele, é feito com as almas, ou seja, espíritos na transição do mundo físico para o espiritual, que se diferencia do trabalho desempenhado pelo Pai Chico de Aruanda, que tem o caráter mais doutrinário, esclarecedor do que se diz respeito ao evangelho de Cristo.

Sob esta ótica, podemos compreender como é possível existirem diversas entidades se identificando com o mesmo nome, em diversas casas, no mesmo horário, muitas vezes no mesmo terreiro, espalhados pelo país inteiro, e por que não pelo mundo.

Fonte: Luz na Umbanda



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5 de julho de 2015

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , A Dança na Umbanda , Ritualísticas ,

A Dança na Umbanda


A dança na Umbanda


Lembramo-nos de uma conversa com um companheiro de nosso cazuá, o qual lembrava-se naquele instante de um ensinamento passado a ele por nossa mãe-de-santo há muitos anos: A força do Guia está na mente do médium.

O movimento rítmico é a linguagem fundamental para expressarmos aquilo que experienciamos interiormente e cujo significado encontra-se além da razão. Aquilo que não pode ser expresso somente por palavras, encontra um profundo sentido e expressão na dança ritualística.

Essa realidade da manifestação espiritual na Umbanda reside em experiências as mais remotas, que temos vivenciado desde nossas primeiras encarnações como seres humanos neste planeta Terra.
Cremos que as primeiras práticas religiosas surgem do contato direto que os homens primitivos encarnados tiveram com os Espíritos e com fenômenos co-relacionados a estas experiências transcendentes. A repetição destas experiências afixou-se em nossas estruturas inconscientes, as quais compartilhamos coletivamente (inconsciente coletivo).
A dança está, portanto, diretamente relacionada a cultura, a religião e a arte.

A palavra Reigen, ou dança em roda, é vista como herança dos ancestrais. Langer diz que "a dança em círculo realmente simboliza uma das realidades mais importantes da vida dos homens primitivos - o reino sagrado, o círculo mágico. O Reigen, enquanto forma de dança não tem nada a ver com o saltitar espontâneo; preenche uma função sagrada da dança - divide a esfera da santidade da esfera da existencia profana. Dessa maneira, ele cria o palco da dança, que se centraliza naturalmente no altar ou seu equivalente - o toten, o sacerdote, o fogo - ou talvez o urso abatido ou o chefe morto a ser consagrado" (Langer, apud Fatima 2001).
A dança ritualística corresponde a uma oração corporal, a prece em movimento. No entanto, durante a ascenção do Cristianismo na cultura ocidental, o corpo foi desconsiderado e visto como instrumento de pecado, merecendo, portanto, o repúdio. Por exemplo: entre os anos 465 e 1453 da era cristã, o ato da dança era considerado pecado gravíssimo perante a Igreja.
Assim, na cultura cristã, a prece passou a ser somente falada, pensada, mentalizada, tornando-se um ato mais abstrato e individualista.
Segundo cremos, a execução da dança ritual serve como instrumento de harmonização do indivíduo com o Cosmo, reordenando em si as forças do universo, reintegrando-as em nós mesmos.
A oração corporal, expressa pela dança ritual, coloca a prece em movimento, promovendo a harmonia entre espírito - mente - corpo, canalizando as energias transcendentes, advindas do mundo espiritual, e externando-as na dimensão material.
Sendo assim, sentir, pensar e agir, se tornam em movimento ritual (Fatima, 2001)
"O movimento sempre foi empregado com dois propósitos distintos: a consecução de valores tangíveis em todos os tipos de trabalho, e a abordagem de valores intangíveis na prece e na adoração. Ocorrem os mesmos movimentos corporais tanto no trabalho quanto na veneração religiosa, conquanto difira na sua significação em ambas as instâncias" (Laban, apud Fatima, 2001).
Na Umbanda, o fenômeno mediúnico consolida-se no movimento. Este, por sua vez, ocorre na dança ritualística, pela qual o médium comunica corporalmente seu estado de transe e deixa transparecer "o outro" espiritual que naquele momento apodera-se, mesmo que parcialmente, de sua mente.
"A dança, por isso, não é apenas a transparência do divino, assim como uma janela aberta, uma vista para o divino. A dança também não é uma viva imagem reminescente - a dança é, em tempo e espaço, um signo, um acontecimento visível, uma forma cinética para o invisível" (Wosien, apud Fatima 2001).
Hanna afirma que "dançar pode levar a estados alterados de consciência (que mudam os padrões fisiológicos na frequencia das ondas cerebrais, na adrenalina e no açucar do sangue) e, em consequencia, à alteração da ação social"(Hanna, apud Fatima 2001).
Isso implica que o médium, utilizando-se da dança ritual, perca o controle sobre si mesmo. O que é natural, pois para que possa haver o contato mediúnico, ou seja, para que a mente do médium possa ser acessada por outra mente (a do Guia), é necessário que por instantes este perca o controle sobre si mesmo.
Na dança ritual o médium libera a irradiação da energia espiritual de seu Guia, por meio da expressão mental manifesta no corpo. O Círculo feito durante a dança (em volta de si mesmo e em volta do centro imaginário do terreiro) afasta tudo o que se refere à consciência objetiva e individual do médium, concentrando ali somente o que há de espiritual e divino em si. Neste momento, tudo o que pertence a esta vida sai de cena para emergir do mais inconsciente do médium a sua realidade plena e espiritual, em união com o sagrado, o divino, o seu Orixá.
Fazendo uma analogia, o movimento circular, característica geral da dança ritualística, simboliza o arquétipo junguiano do Self (centro e totalidade da personalidade humana). O círculo possui uma propriedade simbólica de perfeição, ausência de divisão, homogeneidade (Almeida, 2005).
Na verdade, são quatro os símbolos fundamentais e universais: círculo, quadrado, cruz e centro.
O centro, além de ser um dos símbolos fundamentais, aparece na liturgia sempre associado a um dos outros símbolos, devido a idéia de movimento expressa por essa conjunção centro-eixo, presente na estrutura dos demais símbolos (cruz, círculo e quadrado).
Assim é que nas danças circulares sagradas, os movimentos rituais dão-se em relação a um centro disposto no local, geralmente simbolizado por um ou mais elementos tais como: vela, fita, imagem, símbolo cabalístico (ponto riscado, no caso da umbanda) ou a cruz. Tais elementos dispostos no centro do terreiro, têm a função referencial de conjução entre o terreno e o divino, espiritual e material, o "axis mundi" (ponto de ligação entre a Terra e o Céu).
Ao longo do transe, as entidades manifestadas pelos médiuns, executam danças e gestos que caracterizam e exprimem símbolos arquetípicos de caráter numinoso, como identificação da espiritualidade umbandista, como sejam os movimentos circulares ou em forma de cruz, as representações feitas (geralmemte com as mãos) simbolizando flechas, espadas, lanças, espelhos, pentes, laços, etc.
Sachs fala das danças medicinais xamânicas. Nestas práticas, o doente era colocado no centro do círculo, e o xamãn, médico, curandeiro, dirigia a dança circular, até que os dançarinos entrassem em êxtase, até que subjugassem aquele espírito da enfermidade que tomava aquele corpo doente, o afastassem, ou o possuindo em si mesmo (no sentido da possessão) pudessem vencê-lo (Almeida, 2005).
Aqui está um dos grandes sentidos de trabalhos de ordem espiritual, visando a cura (física, psíquica e espiritual) muitas vezes empregados pelos nossos Caboclos, principalmente, em nossas giras. A corrente mediúnica é mobilizada a trabalhar com seus guias, pela dança ritualística, em torno de um enfermo (geralmente posto ao centro ou a frente do conga) sob o qual serão direcionadas as irradiações dos Orixás e do qual serão retiradas e dispersas as negatividades de várias ordens.
A dança ritual também foca a atenção aos pés, conectando-nos com a Terra. O pé é o símbolo de nossa força, pois é ele quem nos mantém eretos. Pelos pés inicia-se o enraizamento de nossa vida psíquica, corpórea e espiritual (Almeida, 2005).
O médium em transe mantém os pés sempre em ligação com o chão, simbolizando a ligação com a Terra, a ancestralidade (os pés descalços relembram as danças dos Negros e dos Indígenas Brasileiros). O corpo do médium neste momento simboliza a memória coletiva de um povo e a tradição da cultura Umbandista.
A prática da dança ritualística de maneira ordenada e efetuada com conhecimento ocasiona uma condição de saúde mental, valoriza a imagem corporal do indivíduo e coloca-o em uma condição de relacionamento saudável consigo mesmo e com a coletividade.
Havíamos colocado uma perspectiva a respeito do princípio de Individualidade do ser humano, a qual manifesta-se pela multicorporeidade, ou seja, na existência de não só um, mas vários corpos. Estes corpos sutis são portadores de movimento/vibração, sendo que estes, ao movimentarem-se de maneira harmoniosa, promovem a homeostase, a condição de saúde (mental, emocional e física).
A dança ritual estabiliza estas estruturas, integrando-as com o corpo físico, abrindo campo para os estados alterados de consciência (estados superiores de consciência) em forma de transe mediúnico, conforme já havíamos salientado. 
A essência da dança é holistica (Fatima, 2001), ou seja ela integra aspectos sociais, espirituais e cósmicos. Por conta disso, utilizamo-nos do movimento para expressarmos nossas tradições; o contato com o mundo espiritual; a alteração da consciência.
O sentido de irmos para dentro de nós, fazendo emergir a luz divina de nossa realidade mais essencial, porta pela qual "passam", de Aruanda para a Terra, os nossos Guias e Protetores, está em razão de podermos encontrar sempre, no fundo de nosso ser, a grandiosidade do Orixá que vive dentro de nós e possamos compartilhar com a vida os resultados desta busca, pela beleza e pela musicalidade de nossas práticas espirituais, profundas em sabedoria e sensibilidade.
Gregorio Lucio


Referências:
Fatima, Conceição Viana de (2001). Dança Transcendente (tese de mestrado)
Almeida, Lucia Helena Hebling (2005). Danças Cirulares Sagradas: Imagem corporal, qualidade de vida e religiosidade segundo uma abordagem Junguiana (tese de doutorado)
Santos, Tadeu dos (2003). O corpo como um texto vivo (artigo científico)
Pelliciari, Fabiana Sampaio (2008). Estudo da Significancia do corpo na Umbanda: limites e possibilidades de aplicabilidade de alguns conceitos lacanianos (tese de mestrado).





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