Julho 2015 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

30/07/2015

Fundamento das Oferendas na Umbanda - Por Ednay Melo


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Oferendas

A oferta de comidas, bebidas, fumos, flores, frutos, etc, é ritual sagrado e tradicional nas religiões de matriz africana. É preciso diferenciar o que é prática ritual da Umbanda e das demais religiões.

Antes de adentrarmos ao tema, enfatizamos que a Umbanda não suja a natureza, não promove despachos nas encruzilhadas nem em vias públicas e não faz sacrifício ritualístico de animais. Estes tipos de práticas são alvos de ataques da sociedade, declarados e velados, que denigrem o nome de todas as religiões de matriz africana e são comumente associadas ao mal. Mais adiante abordaremos o tema “Sacrifício Ritualístico de Animais”, onde iremos justificar o porquê deste ritual não ser prática umbandista, não se trata de preconceito, trata-se de fundamentos distintos entre religiões.

Oferenda na Umbanda é feita em um reino da natureza, campo vibratório original dos Orixás, ou no próprio Terreiro, campo representativo dos reinos naturais dos Orixás. É importante a consciência ambiental de deixar tudo limpo quando finalizar o ritual, pois é somente durante o ritual que os elementos da oferenda são trabalhados, energizados e fluidificados para o nosso benefício (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 5 - Ednay Melo

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27/07/2015

Esquecimento do Passado - Por Ednay Melo


Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. V - Ítem 12
Tema: Esquecimento do Passado



ESQUECIMENTO DO PASSADO

O esquecimento do passado é uma sábia providência de Deus. Nós espiritualistas que acreditamos na reencarnação, sabemos que ela se faz necessária para o aprimoramento do espírito, seja através da oportunidade do resgate e correção das faltas passadas, seja através de somar experiências necessárias à evolução do espírito, seja através do compromisso assumido pelos missionários nas causas do Bem Maior.

Em todas as situações, esquecemos temporariamente do nosso passado, a fim de que esta lembrança não prejudique a nossa proposta de crescimento na encarnação atual. Como exemplo podemos citar dois inimigos do passado que se reencontram nesta vida como pai e filho para juntos aprenderem, através do amor paternal e filial, a resgatar as faltas pretéritas em um constante exercício de tolerância e de respeito mútuo. Imaginem se ambos soubessem das suas desavenças do passado? Seria muito difícil, talvez impossível, manter a convivência com a proposta de superação. Porém de alguma forma a lembrança se anuncia por uma "vaga" intuição, é quando encontramos respostas a tantas desavenças familiares, dessa forma a lembrança surge através dos sentimentos de repúdio, aquela íntima conclusão: "não sei o porquê, mas não tolero este meu parente..."

O texto do Evangelho salienta que o esquecimento se dá apenas enquanto na vida corpórea. Lembramos que somos espíritos em evolução e geralmente, enquanto encarnados neste planeta de expiação e provas, somos tal como crianças espirituais, muito distantes das esferas elevadas da Criação, portanto em constante aprendizado e crescimento. Isto quer dizer que quando o espírito desencarna e volta a fazer parte da vida espiritual ele continua sendo o mesmo, daí ele precisa de uma preparação prévia para que, gradualmente, tenha a lembrança do seu passado, precisa-se ter elevação em nível de qualidades morais para estar pronto para lidar com a revelação de um passado desajustado e talvez assustador.

Ednay Melo





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23/07/2015

Comentário sobre "A Parábola do Semeador"




Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. XVII - Ítens 5 e 6
Tema: Parábola do Semeador

Todos nós somos convidados a semear, a difundir a palavra do Mestre Jesus através do trabalho no Bem. 

Deus é tão Bom que deu várias oportunidades ao homem para se utilizar do seu livre arbítrio e escolher, uma ou mais, entre várias religiões distribuídas em todo o planeta. Não estamos afirmando que a religião é necessária para a prática do Bem, encontramos muitas pessoas iluminadas pelo Evangelho sem terem nenhuma religião. A religião ajuda a partir do momento em que nos unimos a outras pessoas que professam da mesma fé, a fim de servirem de estímulo e base familiar espiritual, como também fornecer um ensino sistematizado através das suas doutrinas.

Acreditamos que cada pessoa está na religião que merece e que precisa no seu momento evolutivo, por isto não existe religião certa ou errada. Como cada um vai fazer uso dos ensinamentos do Evangelho também irá depender da maturidade espiritual de cada um. Devemos respeitar as etapas que todo ser humano atravessa, como nos diz o Livro dos Espíritos, questão 1006:

"Deus criou os seres simples e ignorantes, e todos devem progredir num tempo mais ou menos longo, de acordo com a própria vontade."

Citando a nossa religião Umbanda, também nela existe a diversidade de pensamentos, cada Casa tem por base de sua doutrina a raiz do seu dirigente, de onde sobressai a sua fé e todo o seu aprendizado, que deve ser respeitada. 

A lição do Evangelho é a semente, o solo fértil ou com pedras e espinhos representa o coração do homem, que tem o livre arbítrio para seguir na luz ou nas trevas de sua ignorância. A Umbanda traz a luz, os que ainda não veem é porque seu solo contém muitas pedras e espinhos. Mas o que importa é semear sempre porque a colheita, mesmo em tempo impreciso, é certa e abundante.

Ednay Melo





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22/07/2015

Erva Malva - Pesquisado por Ednay Melo



erva malva umbanda

Nomes populares: malva-cheirosa, gerâneo-aromático, malva-grande, malva-das-boticas, malva-silvestre, malva-de-casa, malva-rosa, rosa-chinesa, malva-maior, malva-selvagem.
Nome Científico: Malva sylvestris L
Família: Malvaceae
Nomes Botânicos: Malva grossheimii Iljin.; Malva parviflora L.
Partes Usadas:  folhas e flores
Sabor: doce e refrescante.

A Malva, é uma planta de porte herbáceo, com um ciclo perene e que pode chegar a atingir até um metro de altura. A sua raiz é pivotante. As suas folhas são membranosas, inteiras, alternas e com pecíolo longo. As suas flores são axilares, isoladas ou agrupadas, de cor rósea púrpura, quando novas e azuis depois de secas. Os seus frutos, quando maduros, se tornam de cor amarela. É uma planta que deve a sua expansão pelo mundo devido às suas propriedades medicinais.

Propriedades Medicinais: diurético; depurativo; laxativo; antiinflamatório; expectorante; antitussivo; calmante; demulcente; adstringente; emoliente; mucilaginoso; hidratante; suavizante; béquico; oftálmico; odontálgico; peitoral.

Indicações (Uso Interno): prisão de ventre com fezes ressecadas; infecção urinária; edemas; tosse; catarro amarelo; bronquite; gastrites; úlceras; promove a micção; hemorróidas; artrite; gota; obesidade; inflamações; tonsilite.

Indicações (Uso Externo): calmante da pele em acnes, furúnculos e erupções da pele; laringe e faringe (bochechos com infusão); dermatoses e picadas de insetos; hidratante suave da pele; irritação dos olhos; hemorróidas; inflamações da boca e garganta; artrite; inflamação das mucosas; limpeza bucal; inflamações; tonsilite.

Floral: FLORAIS DAS GERAIS - Malva-real - personalidades com forte sentimento de rejeição social, fugindo de qualquer contato com outras pessoas por sensação de inferioridade. 

Contra-indicações: em pessoas com diarreia crônica, pois em doses elevadas pode causar diarreia e desconforto abdominal. A malva está contraindicada durante a gravidez e a amamentação.

Toxicidade: a planta tem propensão a acumular nitratos em níveis tóxicos.

Efeitos colaterais da malva: o principal efeito colateral da malva é a intoxicação, quando utilizada em grandes doses.

Plantio : Multiplicação: reproduz-se por sementes ou estacas (mudas); Cultivo: prefere clima ameno, embora suporte temperaturas elevadas. O plantio, é feito na primavera com espaçamento de 60 cm entre as plantas. Exige solos férteis, por isso deve-se adubar com bastante matéria orgânica. A irrigação deve ser semanal, quando não chover. Colheita: colhem-se as folhas a partir do 6o mês, secando-as à sombra.

Planeta regente: Regente – Marte. Planta associada aos signos de Áries e Escorpião (Ervas do sítio). Outra fonte (Wicca - A Feitiçaria Moderna - o livro das ervas, magias e sonhos) indica que a planta é regida por Vênus e é associada ao signo de sagitário.

Habitat: originária da África, Europa e Ásia. Cresce subespontaneamente na região centro-sul do Brasil.

Observações: na Grécia é consumida como hortaliça. As folhas e ramos prestam-se como forragem.


USO RITUALÍSTICO DA ERVA MALVA

Erva da Orixá Oxum.

Utilizada em banhos para o equilíbrio emocional e mediúnico. Ajuda a combater a depressão e baixa auto estima. Promove atmosfera de paz e acolhimento, em forma de defumador é indicada também para tratar espíritos sofredores, muito útil para os trabalhos espirituais.

Ednay Melo
fontes de Pesquisa:
Tua Saúde
Plantas que curam





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Comentário do Cap. IX do Livro dos Médiuns - Por Ednay Melo




Comentário do Cap. IX - Livro dos Médiuns / Allan Kardec


DOS LUGARES ASSOMBRADOS
Ítem 132 - perg. 1 a 11

Os espíritos que se apegam a objetos e lugares são sempre espíritos inferiores, sem necessariamente serem maus.

Os espíritos não têm preferências pelas ruínas ou lugares desertos, isto denota a ideia fantasiosa do ser encarnado, logicamente que os espíritos se aproveitam disto se querem brincar com alguém que tenha este pensamento fantasioso.

Os espíritos preferem os lugares habitados, com exceção de alguns que preferem a solidão, tal como os espíritos encarnados, preferência marcada pela individualidade de cada um.

Os espíritos não se baseiam em dias e horas, que são referenciais puramente terrenos. Nós umbandistas abrimos um parêntese nesta questão, porque em nossos rituais consideramos os dias de determinados Orixás e entidades, bem como a hora, denominada "hora grande" (meio dia e meia noite) é fundamento em outras crenças, que devem ser respeitados. Existem sim exceções nos conceitos da Doutrina Espírita, os nossos fundamentos são apresentados também pelos espíritos, que se utilizam, entre outros, de dias e horas terrenos para a execução de determinados rituais umbandistas.

Um espírito evoluído quando desencarna não fica apegado ao seu corpo que está no túmulo. As preces direcionadas a ele podem ser evocadas de qualquer lugar, não apenas do cemitério como muitos encarnados fazem, pois na verdade o que precisam é de um objeto para direcionar a sua atenção.

Enfim, os espíritos podem sim habitarem lugares ditos assombrados por questões particulares e individuais e são sempre espíritos de ordem inferior. Os espíritos superiores podem permanecer nestes lugares afim de ajudar e proteger, mas nunca assustam ou mostram a sua presença.

Ednay Melo




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21/07/2015

Comentário do Cap. VIII do Livro dos Médiuns - Por Ednay Melo


COMENTÁRIO DO LIVRO DOS MÉDIUNS / ALLAN KARDEC

Cap. VIII - DO LABORATÓRIO DO MUNDO INVISÍVEL

P. Como se processa o vestuário e acessórios que os espíritos nos apresentam?

R. De forma aparente. O vestuário do espírito é uma imitação do que ele usava quando encarnado, se assim queira apresentar-se, e ele o torna tangível através da mobilização do perispírito com o princípio material disponibilizado no fluido cósmico universal.

Não há uma regra geral para a aparição dos objetos. As vestes normalmente são produzidas com o auxílio do perispírito, já os acessórios são produzidos através somente do fluido cósmico universal, ambos em conjunto com a vontade do espírito. Todos os fenômenos espirituais são realizados diante da extração do elemento universal.

Os espíritos têm poder sobre os elementos materiais. Através da vontade eles plasmam qualquer objeto. 
Ex: Tem forte vontade de tomar café, imagina esta bebida quentinha e cheirosa depositada em uma xícara e, assim, surge ao seu lado uma xícara de café.

O espírito pode dar ao objeto não somente a forma, mas também as suas propriedades. Com o exemplo da caixa de rapé: se a senhora aspirasse este elemento, este a faria espirrar.

Então, o espírito pode usar o seu poder sobre a matéria para a aquisição de medicamentos, de alimentos, etc, surtindo o mesmo efeito dos existentes na matéria, diante da necessidade, da vontade do espírito e da permissão de Deus.

P. Os objetos que se tornam tangíveis podem permanecer assim e tornarem-se de uso?

R. Poderia, mas não se faz porque está fora das leis.

P. O espírito inferior também tem este poder? Poderia ele se utilizar de um objeto para o mal, como atirar uma flecha ou a bala de uma arma de fogo contra alguém?

R. Poderia, mas não o faz porque não tem permissão.

P. Todos os espíritos têm o conhecimento exato de como plasmar um objeto?

R. Quanto mais elevado é o espírito, mais facilmente ele consegue. Quando o espírito é de ordem inferior isto se dá de forma instintiva.

Lembramos, caro leitor, do filme "Ghost". Quando o espírito do metrô ensina o outro a empurrar um objeto e quando lhe é perguntado como ele consegue, ele responde: "E eu sei lá como consegue! Só sei que tem que ter vontade e emoção!"

Este exemplo ilustra que o espírito inferior pode produzir o fenômeno da aparição, mas nem sempre tem o entendimento. Este fato é mostrado sempre em obras espíritas, quando do relato de verdadeiras organizações das sombras que não conseguem por em prática os seus projetos nefastos, por falta de entendimento da ciência espiritual, e logo são desfeitos e combatidos pela sabedoria dos espíritos de luz.

Enfim, ao espírito é possível grande ação sobre a matéria elementar, é possível não somente formar substâncias, como também modificar-lhes as propriedades pela ação da sua vontade. Isto explica também a questão do magnetismo que cerca todos os trabalhos espirituais.

Ednay Melo




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16/07/2015

Um Depoimento de Gratidão no Dia de Mamãe Oxum


Oxum Tulca


Um Depoimento de Gratidão no Dia de Mamãe Oxum

Salve Mamãe Oxum! Orixá do amor! Ainda sinto a tua benção sobre o meu ori, pelas mãos abençoadas da minha querida mãezinha carnal, que se tornou uma de suas Falangeiras após o desenlace do corpo físico.

Ela me batizou sobre as tuas águas, em desdobramento astral, num espetáculo da natureza o qual meus olhos jamais viram com tão profunda beleza, o cenário estava protegido por uma grande muralha, era um bosque verdejante, com árvores e flores de todas as cores, lá adiante havia uma cachoeira e um rio de águas claras que corriam em disparada (...)

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Ednay Melo

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15/07/2015

Erva Pitanga - Pesquisado por Ednay Melo



Erva pitanga na Umbanda


Nome Científico: Eugenia uniflora
Nomes Populares: Pitanga, Pitangueira, Cerejeira-brasileira, Ginja, Pitanga-branca, Pitanga-do-mato, Pitanga-rósea, Pitanga-roxa, Pitangueira-miúda, Pitangueira-vermelha, Pitanga-vermelha, Pitangueira, Pitangueira-comum
Família: Myrtaceae
Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Semi-árido, Subtropical, Temperado, Tropical
Origem: América do Sul, Argentina, Brasil, Uruguai
Altura: 1.8 a 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
Partes Utilizadas: Folhas e Frutos

Da família das Mirtráceas, árvore ou arbusto pequeno, de tronco um pouco tortuoso e de casca fina. Tem ramificação densa e fina, formando longa ramagem pendente. As folhas são delicadas, opostas, de formato oval-alongado, com nervuras que partem de um eixo longitudinal, e caem antes do aparecimento das flores. Se amassadas, quando frescas, exalam um odor suave e agradável, em virtude de seus numerosos canais produtores de óleo aromáticos. As flores miúdas, de cor branca,com salas alongadas e hastes compridas, são solitárias ou agrupadas e nascem nas axilas das folhas. O fruto é uma baga globosa e achatada, canelada ou em gomos, com cálice persistente. Quando maduros, exibem uma coloração vermelha. São suculentos, de sabor agridoce e muito apreciados ao natural, ou transformado em doces e licores. Os passarinhos são os responsáveis por sua propagação, pois comem os frutos e espalham as sementes. Aprecia clima quente e úmido e não mostra exigências quanto ao solo, mas cresce bem em terrenos profundos, férteis, bem drenados, sílico-argiloso ou arenosos. Quando adulta, suporta temperaturas frias, mas apresenta certa resistência às secas. Frutifica, geralmente, a partir de 3 anos de seu plantio. A colheita deve ser feita primeiramente dos frutos e depois das folhas, deixando algumas em cada ramos, a fim de não prejudicar a nutrição da planta.

Além de suas qualidades como frutífera, a pitangueira é decorativa. Seu caule tortuoso e os galhos intensamente ramificados, com folhas miúdas, chamam a atenção, sendo muito apreciados em jardins residenciais. A pitangueira é uma planta rústica e de baixa manutenção. É capaz de resistir a podas drásticas e frequentes. Por ser ramificada e tolerante à podas é também utilizada como cerca-viva. As adubações são necessárias semestralmente e no momento do plantio.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo preferencialmente fértil e profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente por pelo menos dois anos após o plantio e em regiões semi-áridas. Adapta-se a diferentes tipos de solo, vegetando bem em solo pesadas e até mesmo em restingas e praias. Não tolera salinidade ou estiagem prolongada. Resistente ao frio, é capaz de tolerar temperaturas abaixo de zero. Multiplica-se facilmente por sementes que germinam em cerca de 22 dias após o plantio. 

Modo de conservar: As folhas são utilizadas, de preferência, frescas ou secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Guardar em sacos de pano ou de papel, ou em vidros escuros. Os frutos são consumidos maduros e frescos, conservados em geladeira.

Indicações: Febre, Afecções Estomacais, Hipertensão, Obesidade, Reumatismo, Afecções do fígado, Cólicas menstruais, Diabete, Disenteria, Gota, Hipertensão, Afecções da garganta, Queda dos Cabelos, Bronquite, Afecções Cardiovasculares, Diarreias.

Princípios Ativos: Jambosina, taninos, sais de cálcio, ferro e vitamina C.

Propriedades: Adstringente, Analgésica, Depurativa, Digestiva, Estimulante, Refrescante, Antioxidante, Calmante, Antiinflamatória, Diurética, Vermífuga.


USO RITUALÍSTICO DA ERVA PITANGA

Erva da Orixá Iansã.

Em forma de banhos estimula a coragem, perseverança e autodomínio. Em forma de defumadores, limpa e equilibra o campo energético.

Ednay Melo 
fontes de Pesquisa:
Jardineiro Net
Plantas que Curam





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02/07/2015

Fumo e Bebidas na Umbanda


Fumo e bebidas na Umbanda
A Umbanda é muito criticada pelo fato de suas entidades usarem o fumo e as bebidas nas sessões, os detratores aproveitando-se disto para taxarem as entidades de atrasadas ou primitivas.


O FUMO

O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.

O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada em nossa religião.

Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma.

Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e se desenvolve, arregimenta as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do sol, polarização eletrizante da lua, éter físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéreos, cor, vitaminas, nitrogênio, fósforo, potássio e o húmus da terra.

Assim, o fumo condensa forte carga etérea e astral que, ao ser liberada pela queima, emana energias que atuam positivamente no mundo oculto, podendo desintegrar fluídos adversos à contextura perispiritual dos encarnados e desencarnados.

O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades filiadas ao trabalho de Oxalá são tão somente defumadores individuais. Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos utilizando sua magia em benefício daqueles que os procuram com fé.

Os solos com textura mais fina, com elevado teor de argila, produzem fumos mais fortes, como os destinados a charutos ou fumos de corda, enquanto os solos mais arenosos produzem fumos leves, para a fabricação de cigarros.

No fabrico dos charutos, as folhas, após o processo de secagem, são reunidas em manocas de 15 a 20 folhas e submetidas a fermentação, destinada a diminuir a percentagem de nicotina, aumentar a combustividade do fumo e uniformizar a sua coloração.

Os tipos de fumo mais utilizados na confecção dos charutos brasileiros são: Brasil-Bahia, Virgínia, Sumatra e Havana.

Nos trabalhos umbandistas a cigarrilha de odor especial é muito utilizada pelas Pombogiras e Caboclas.

Os cigarros são utilizados para fins mais materiais, normalmente relacionados com negócios financeiros.

Os charutos de fumo grosseiro e forte são peculiares à magia dos Exus, enquanto os charutos de fumo de melhor qualidade são usados por Caboclos.

Já os Pretos-Velhos dão preferência aos cachimbos, nos quais usam diversos tipos de mistura de ervas, como o alecrim, a alfazema e outros, além de utilizarem cigarros de palha, impregnando assim os elementos com a sua própria força espiritual, transformando o tradicional “pito” em um eficiente desagregador de energias negativas. Desta maneira, como o defumador, o charuto ou o cachimbo são instrumentos fundamentais na ação mágica dos trabalhos umbandistas executados pelas entidades. A queima do tabaco não traz nenhum vício tabagista, como dizem alguns, representando apenas um meio de descarrego, um bálsamo vitalizador e ativador dos chakras dos consulentes.

Vemos assim que, como ensinou um Pai Velho, “na fumaça está o segredo dos trabalhos da Umbanda”.

Geralmente os Guias não tragam a fumaça, utilizando-a apenas para “defumar” o ambiente e as pessoas através das baforadas, apenas enchem a boca com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar.

A função principal é a de defumar aqueles que chegam até a entidade. Algumas entidades deixam de lado o fumo se a casa for defumada e mantiver sempre aceso algum defumador durante os trabalhos.


BEBIDAS

O álcool, tem emprego sério na Umbanda. Quando tomado aos goles, em pequenas quantidades, proporciona uma excitação cerebral ao médium, liberando-lhe grande quantidade de substâncias ativadoras cerebrais, acumulada como reserva nos plexos nervosos (entrelaçamento de muitas ramificações de nervos), a qual é aproveitada pelos guias, para poderem trabalhar no plano material.

Deste modo, quando o médium ingere pequena quantidade da bebida, suas idéias e pensamentos, brotam com mais e maior intensidade. É também uma forma em que a entidade se aproveita este momento para ter maior “liberdade de ação”.

Os Exus são os que mais fazem uso da bebida. Isto se ao fato de, estas linhas utilizarem muito de energias etéricas, extraídas de matéria (alimentos, álcool, etc.), para manipulação de suas magias, para servirem como “combustível” ou “alimento”, encontrando então, uma grande fonte desta energia na bebida.

Estas linhas estão mais próximas às vibrações da Terra (faixas vibratórias), onde ainda necessitam destas energias, retiradas da matéria, para poderem realizar seus trabalhos e magias!

O marafo também é usado para limpar/descarregar pontos de pemba ou pólvora usados em descarregos.

O álcool por sua volatibilidade tem ligação com o ar e pode ser usado para retirar energias negativas do médium.

Já o álcool consumido pelo médium também é dissipado no trabalho, ficando em quantidade reduzida no organismo.

O perigo nestes casos é o animismo, ou seja, o Médium consumir a bebida em grandes quantidades por conta própria e não na quantidade que o Guia acha apropriada. Nestes casos, pode ser que o Guia vá embora e deixe o médium sob os efeitos da bebida que consumiu sem necessidade.


MENORES DE IDADE

Se o médium for menor de idade, não se deve permitir que o guia use o fumo e a bebida quando incorporado. Trata-se de respeitar as leis vigentes e evitar que o nome da Umbanda seja associado a possíveis processos judiciais.

O mais indicado seria inclusive ter uma autorização dos responsáveis pelo menor para que ele possa participar dos trabalhos, especificando inclusive (se possível) os horários de início e término das mesmas.


O FUMO E A BEBIDA SÃO INDISPENSÁVEIS?

Podemos sim não utilizar fumo e bebidas. Estes elementos são ferramentas dos Guias para os trabalhos, que podem não ser utilizadas. Haverá uma diminuição da eficiência e rapidez do trabalho, mas ele será realizado também, mais devagar e de forma mais trabalhosa. Será como utilizar apenas as mãos para um determinado trabalho, possível, mas mais trabalhoso. É uma opção do médium, caso o médium não possa ou não queira fumar e beber, o Guia irá respeitar sua decisão.

Pode neste caso solicitar apenas que sejam feitas oferendas com estes elementos, ou que um copo com sua bebida seja deixado próximo a ele quando estiver trabalhando incorporado.

Retirado da Apostila de Umbanda do grupo Povo de Aruanda





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