Outubro 2013 - Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca

31 de outubro de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Espada de Ogum - Pesquisado por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Ervas ,

Espada de Ogum - Pesquisado por Ednay Melo


  • ervas na umbanda espada de ogum

  • Nome Científico: Sansevieria trifasciata
    Nomes Populares: Espada-de-são-jorge, Língua-de-sogra, Rabo-de-lagarto, Sansevéria
    Família: Ruscaceae
    Categoria: Folhagens, Forrações à Meia Sombra
    Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
    Origem: África
    Altura: 0.4 a 0.6 metros, 0.6 a 0.9 metros
    Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno
    Ciclo de Vida: Perene


    Herbácea de resistência extrema, excelente para jardins de baixa manutenção. No entanto seu crescimento é um pouco lento. Suas folhas são muito ornamentais e podem se apresentar de coloração verde acinzentada e variegadas, com margens de coloração branca, todas com estriações de um tonalidade mais escura. As flores brancas não tem importância ornamental. É uma planta de utilização bastante tradicional e a cultura popular recomenda como excelente protetor espiritual.

    Devem ser cultivadas à pleno sol ou meia-sombra, em vasos ou em maciços e bordaduras. Resiste tanto à estiagem, como ao frio e ao calor, além de ser pouco exigente quanto à fertilidade. Multiplica-se por divisão de touceiras, formando mudas completas com folhas, rizoma e raízes.

    A espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata, L), também conhecida por espada de Ogum, rabo-de-lagarto e língua-de-sogra é uma das mais importantes ervas do culto afro-brasileiro e uma entre as muitas plantas trazidas pelos escravos africanos ao Brasil. Acredita-se que seja nativa da região entre Nigéria e Congo, porém, não foi só por aqui que a espada se estabeleceu: na China e Japão é conhecida por rabo-de-tigre, e na Turquia como espada-de-paxá.

    Na umbanda, é utilizada em banhos, amacis, rituais de bate-folha, no afaste de eguns e de energias densas, podendo também ser usada como protetora de ambientes, quando em vasos. A espada de São Jorge é a principal folha de Ogum, senhor do ferro e do fogo. Assim como o orixá, a espada de São Jorge é uma protetora por excelência.

    Por ser uma erva de limpeza poderosa, o banho com Espada de São Jorge deve ser restrito para limpezas profundas. Ervas como esta, quando usadas repetidamente, removem as energias densas e também as sutis, enfraquecendo aquele que a faz uso.

    Embora seja pouco comum, a espada de São Jorge pode ser irritante quando em contato com a pele. Coincidência ou não, muitas plantas utilizadas para a limpeza astral são ricas em substâncias químicas irritantes como, neste caso, poliacetilenos e outros ácidos orgânicos. Ao utilizar a planta em banhos, fique sempre atento a sinais na pele e coceiras, evite banhos muito concentrados e jamais faça chás com esta planta.

    O PODER DE PURIFICAÇÃO DA ESPADA DE SÃO JORGE

    Há mais de duas décadas que a NASA (agência espacial americana) tem pesquisado formas de purificar o ar de ambientes fechados que contenham materiais sintéticos, como forma de melhorar a qualidade do mesmo nas viagens espaciais ou estadias na Estação Espacial Internacional.

    Como resultado da pesquisa conduzida pelo Dr. Bill Wolverton, a NASA descobriu que certas plantas domésticas comuns são purificadores naturais do ambiente, ou seja, elas não apenas absorvem dióxido de carbono e liberam oxigênio através do processo de fotossíntese, mas também removem do ambiente elementos prejudiciais a saúde humana, tais como o benzeno e o formaldeído. Entre as plantas com tais propriedades está a famosa Espada-de-São-Jorge (Sansevieria Trifasciata)

    Velha conhecida dos brasileiros, especialmente dos umbandistas, para os quais possui a propriedade de neutralizar as energias negativas do ambiente, a Espada-de-São-Jorge possui a capacidade de absorver formaldeídos liberados por madeiras, tecidos sintéticos e carpetes, purificando o ar dessas substâncias tóxicas.

    A Espada-de-São-Jorge é uma planta de origem africana, de extrema resistência tanto ao frio quanto ao calor, e que requer poucos cuidados, sendo bastante tolerável a baixa fertilidade do solo. Suas folhas apresentam uma coloração verde acinzentada em duas tonalidades de estrias: uma mais escura e uma mais clara.

    Além de ser uma planta purificadora do ar, e de ser considerada pelos umbandistas como purificadora espiritual, ela também pode ser usada em jardins ou vasos como uma planta ornamental que requer poucos cuidados, porém deve-se tomar cuidado para que crianças e animais não comam suas folhas, já que ela é uma planta tóxica.

Fontes de Pesquisa: 
http://registrosdeumbanda.wordpress.com
http://www.jardineiro.net
http://www.ciesl.com.br


Adaptação Ednay Melo 




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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Manjericão - Pesquisado por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Ervas ,

Manjericão - Pesquisado por Ednay Melo



  • MANJERICÃO BRANCO
  • ervas na umbanda manjericão


  • Nome Científico: Ocimum basilicum 
    Nomes Populares: Manjericão, Alfavaca, Alfavaca-cheirosa, Alfavaca-de-jardim, Alfavaca-doce, Alfavaca-d’américa, Basilicão, Basílico, Erva-real, Manjericão-branco, Manjericão-de-folha-larga, Manjericão-de-molho, Manjericão-doce, Manjericão-grande 
    Família: Lamiaceae
    Categoria: Ervas Condimentares, Medicinal,Plantas Hortícolas
    Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical
    Origem: Ásia, Índia
    Altura: 0.4 a 0.6 metros, 0.6 a 0.9 metros
    Luminosidade: Sol Pleno
    Ciclo de Vida: Perene

      O manjericão apresenta caule ereto e ramificado, e atinge cerca de 0,5 a 1 metro de altura. Suas folhas são delicadas, ovaladas, pubescentes e de cor verde-brilhante. As inflorescências são do tipo espiga e compostas por flores brancas, lilases ou avermelhadas. Sua polinização é cruzada e os frutos são do tipo aquênio, de coloração preto-azulada. Ocorrem mais de 60 variedades diferentes de manjericão, com variações na cor, tamanho e forma das folhas, porte da planta e concentração de aroma.

      As folhas do manjericão apresentam sabor e aroma doce e picante característico. Elas são utilizadas secas ou frescas na preparação de diversos pratos quentes ou frios, e estão intimamente relacionadas à gastronomia italiana, onde são matéria prima principal de pestos e molhos. O manjericão combina-se perfeitamente com pratos que levam tomate, azeite, limão, carnes vermelhas, massas e queijos. Ele também é produzido em larga escala para a extração de óleo essencial, que é utilizado na indústria de alimentos, bebidas, perfumaria e outros produtos.

      Deve-se cultivá-lo sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Pode ser plantado em vasos, ou diretamente em canteiros adubados. Suas pequenas flores atraem abelhas e o lugar ideal para o plantio do manjericão é próximo a cozinha, onde ficará disponível ao cozinheiro. Não tolera frio, geadas ou calor excessivo. Aprecia o clima subtropical, tropical e mediterrâneo. Não suporta muitas colheitas subsequentes, exigindo o replantio. Multiplica-se facilmente por estacas de ponteiro, postas a enraizar na primavera ou por sementes.

      O manjericão é uma planta herbácea, aromática e medicinal, conhecida desde a antiguidade pelos indianos, gregos, egípcios e romanos. Ele é envolto de cultura espiritual e simbologismos, sendo, inclusive, considerado sagrada entre alguns povos hindus, por representar Tulasi, esposa do deus Vishnu. Está relacionado com sentimentos de amor.

    Suas sementes foram usadas na medicina persa. No antigo Egito, as folhas de manjericão eram espalhadas sobre as tumbas. O manjericão é uma planta sagrada, ocimum sanctum para os hindus, e era plantado em vasos perto dos templos e do lado de fora de quase todas as casas.  As raizes são transformadas em contas e usadas ao redor de pescoço e braços, as sementes transformavam-se em rosários. 

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    O manjericão é originário da Índia, onde é venerado como a planta imbuída de essência divina; é consagrada a Krishna e a Vishnu – os dois são as divindades supremas no Hinduísmo, podendo ser facilmente sincretizados com Oxalá. Por isso, os indianos o utilizam nos juramentos em tribunal, assim como o colocam sobre o peito dos mortos para servir de passaporte ao Paraíso.

    Na Antiga Creta ele era atribuído a Afrodite e simbolizava o amor banhado em lágrimas, o que encontramos ainda hoje na Itália, onde o manjericão é oferecido como prova de amor e fidelidade. Assim como no Haiti, onde a planta acompanha a deusa Erzulie, a deusa do amor.

    O que se pode concluir é que o manjericão é a erva do amor, não apenas do amor romântico, mas do amor universal; do amor divino. O banho de manjericão, por isso, serve para purificar afastando as trevas que envolvem o coração e abrindo caminho para a luz. Abre caminho, assim, para a possibilidade de se refletir sobre os próprios sentimentos.

    Nos banhos ritualísticos o manjericão também é muito utilizado. 
    Tem como principal característica litúrgica o poder de elevação espiritual, por isso é muito utilizada em amaci.
    A linha de Pretos-Velhos também trabalha com manjericão. Eles dizem que na falta da Arruda em seus benzimentos, um galhinho de manjericão resolve.

    O manjericão, quando exposto num ambiente, tem a propriedade de acalmar e trazer paz de espírito a todos. 

      É uma erva popular, de aroma forte e gostoso. É popularmente utilizado como tempero, mas o chá das folhas do manjericão, na medicina popular, serve principalmente para aliviar as dores de garganta com bochechos e infusões que ajudam a cicatrizar qualquer problema bucal.

      Também é excelente contra gripes, tosses, resfriados e bronquite. O manjericão é um sedativo suave, que pode ser usado para combater a dor de cabeça, gastrites, vômitos, problemas do aparelho urinário e dores de estômago.

    Formas de uso: Banhos e chás.
    Orixás: Oxalá, Iemanjá e Oxum
    Características: Pequenas folhas ovais arredondadas de coloração verde clara inflorência em espigas.


    Manjericão Roxo

    Pertence aos Orixás Xangô e Obaluaiê. Utilizada nas obrigações de cabeça dos filhos a que correspondem. Usada também para defumação, lavagem de contas e banho de limpeza. Na medicina popular é aplicada no auxílio da digestão alimentar e contra formação de gases.



      Fontes de Pesquisa

    http://www.jardineiro.net
    http://luzeumbanda.blogspot.com.br
    http://orixasdearuanda.wordpress.com
    http://www.centroogumrompemato.com.br
    http://umbandasp.webnode.com.br/
    http://www.umbandaquerida.com.br
    http://www.cabocloaymore.com.br
Adaptação Ednay Melo
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Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Medo da Morte , Artigos Interessantes ,

Medo da Morte

Medo da Morte

Entrevista com Richard Simonetti
Fonte: Livro "Perguntando e Aprendendo" - Waldenir Cuin


Richard Simonetti, funcionário aposentado do Banco do Brasil, residente em Bauru, SP. É orador, jornalista e escritor espírita, ocupando atualmente o cargo de presidente do Centro Espírita "Amor e Caridade". Livros publicados: "Quem Tem Medo da Morte?", "Uma Razão Para Viver", "Atravessando a Rua", entre outros.

P:– As religiões, de um modo geral, apregoam a continuidade do ser espiritual que sobrevive à matéria. Apesar disso, as pessoas temem a morte. Por que isso acontece?
R: – É que a morte ainda é a grande desconhecida. As religiões tradicionais exaltam a sobrevivência, mas perdem-se em especulações teológicas, fantasiosas, quando cogitam de como seria a vida além-túmulo, recusando-se à iniciativa mais lógica, que seria a de conversar com os próprios mortos. É como se pretendêssemos imaginar como é a vida na França sem nenhum contato com os franceses. A ignorância sobre o assunto gera o temor. O Espiritismo ajuda-nos a vencer esse problema, porquanto começa exatamente onde as outras religiões terminam, devassando para nós o continente espiritual.
P:– A morte ou a desencarnação libera o Espírito. Para onde ele vai? Quem o aguarda?
R: – A morte promove o encontro com a nossa própria consciência, para uma avaliação da experiência humana. Esse tribunal incorruptível determinará se seguiremos para regiões purgatoriais, onde, segundo a expressão evangélica, “haverá choro e ranger de dentes”, ou se nos habilitaremos a estagiar em comunidades diligentes e felizes, plenamente integradas no serviço do bem.

P: – Como podemos ajudar o espírito que acaba de desencarnar, principalmente as vítimas de tragédias como acidentes automobilísticos, afogamentos, etc.?
R: – A morte não dói, mas impõe ao espírito certos constrangimentos e até aflições, o que é perfeitamente compreensível. Afinal, trata-se do desligamento de um corpo material ao qual esteve vinculado por largos anos, colhendo por seu intermédio, experiências sensoriais que se entranharam em sua intimidade, e das quais não é fácil desvencilhar-se. Tais problemas são diretamente proporcionais à natureza da morte: quanto mais abrupta, mais intensos. E inversamente proporcionais à condição do Espírito que desencarna: quanto mais evoluído, menos intensos. Tudo o que podemos fazer em seu beneficio é orar muito, conservando a serenidade e o equilíbrio, confiando em Deus, porquanto o desencarnante é muito sensível às vibrações dos familiares. Sentimentos de revolta, desespero e inconformidade repercutem em seu psiquismo, dificultando o desligamento e atormentando-o na vida espiritual.

P: – Nossos familiares desencarnados poderão continuar a nos ajudar, mesmo no mundo espiritual?
R: – Nossos amados não estão isolados em compartimentos estanques, no Além. Eles nos procuram, nos estimulam, nos amparam. Torcem por nós, esperando que sejamos fortes e fiéis ao bem, no desdobramento de nossas provações, a fim de que o reencontro mais tarde – tão certo quanto a própria morte – seja em bases de vitória sobre as provações humanas, ensejando abençoado porvir.

P: – De que forma devemos lembrar nossos entes queridos que desencarnaram? Visitando suas sepulturas nos cemitérios?
R: – Cemitério não é sala de visita do Além. Ali há apenas a veste carnal, decomposta, de alguém que transferiu residência para a espiritualidade. Ele preferirá ser lembrado na intimidade do lar, com preces e flores abençoadas de saudade, sem espinhos de inconformidade, como o fazem as pessoas conscientes de que a morte não desfaz as ligações afetivas, nem situa nossos amados em compartimentos estanques. Eles continuam vivos, amando-nos mais do que nunca. Visitam-nos e nos ajudam, torcendo por nós, aguardando, com a mesma ansiedade nossa, o reencontro feliz na espiritualidade.

P: – A criatura geralmente tem pavor da morte ou desencarnação, evitando comentar o assunto. Isso é um erro?
R: – Trata-se de uma atitude irracional, já que a morte é a única certeza da vida. Todos morremos um dia. O medo da morte, basicamente, é o medo do desconhecido. Por isso o Espiritismo elimina nossos temores “matando” a morte, na medida em que demonstra que ela é apenas um retorno à vida espiritual, nossa pátria verdadeira.

P: – Por que acontecem desencarnações de crianças, que estão apenas iniciando a jornada terrena?
R: – É um problema cármico envolvendo o desencarnante e a família. A existência curta frustra as expectativas do Espírito, impondo-lhe uma valorização da jornada humana, não raro malbaratada no passado pelo suicídio. Os pais, por sua vez, podem estar comprometidos com seus desatinos, por tê-los estimulado ou favorecido. Não raro estão pagando pelo descaso e a irresponsabilidade em anteriores experiências com a paternidade. Pode ocorrer, também, que se trata de breve encarnação sacrificial, em que um Espírito superior convive por alguns anos com afetos queridos na intimidade familiar, fazendo do sofrimento decorrente da separação pela morte um vigoroso impulso no sentido de que os pais superem as ilusões da Terra e cultivem os valores do Céu.

P: – Por que certos moribundos experimentam melhoras em seus quadros clínicos, a ponto de tranqüilizar os familiares, e instantes depois desencarnam?
R: – Quando a família não aceita a desencarnação, mergulhando no desespero, suas vibrações desajustadas promovem uma sustentação artificial do moribundo, que não evita a morte, mas prolonga a agonia. Os benfeitores espirituais promovem, então, com recursos magnéticos, uma melhora artificial. O paciente parece entrar num quadro de recuperação. Os familiares, mais tranqüilos, afastam-se, julgando que o pior passou. Afrouxa-se a sustentação fluídica retentora e inicia-se o irreversível processo desencarnatório. A sabedoria popular proclama: - “Foi a melhora da morte”. Na verdade, trata-se apenas de um recurso da espiritualidade para afastar familiares que atrapalham a desencarnação.

P: - A certeza da continuidade da vida após a morte e as noções sobre a reencarnação ajudariam as pessoas a vencerem o sentimento de desesperança?
R: – Sem dúvida. Tais realidades descortinadas pela Doutrina Espírita, muito mais do que simples esperanças, nos oferecem segurança diante da vida e alegria de viver.

P: – Os ensinamentos que a Doutrina Espírita nos apresenta nos preparam melhor para a desencarnação?
R: – O Espiritismo é o bê-a-bá da Vida Espiritual. Sabendo o que nos espera, será mais fácil enfrentar a grande transição. Imperioso reconhecer, porém, que o conhecimento espírita ajuda-nos no trânsito para o além, mas como chegaremos lá é uma questão eminentemente pessoal. Depende de como estamos vivendo, partindo do princípio evangélico de que aquele que mais recebe mais terá que dar.
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26 de outubro de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Obsessão - Causas - Meios de Combatê-la , Obsessões ,

Obsessão - Causas - Meios de Combatê-la

obsessão

A Obsessão jamais se efetua sem a participação do obsedado, seja por fraqueza, seja pelo seu desejo. No primeiro caso, freqüentemente, estão associadas as responsabilidades da Lei de Causa e Efeito e, no segundo Casio, as tendências de comportamento do homem.


Igualmente, fala Emmanuel, em “Estude e Viva”, lição 35, que “é forçoso recordar, sobretudo, que os alicerces de qualquer ambiente espiritual começam nas forças do pensamento”. Complementando seu esclarecimento: “sempre que você experimente um estado de espírito tendente ao derrotismo, perdurando h[á várias horas, sem causa orgânica ou moral de destaque, avente a hipótese de uma influenciação espiritual sutil”.


Coloca Emmanuel como fatores que mais revelam essa condição da alma, as dificuldades de concentrar idéias em motivos otimistas; indisposição inexplicável, tristeza sem razão aparente ou pressentimentos de desastre imediato, aborrecimentos imanifestos, pessimismos sub-reptícios, irritações surdas, hiperemotividade ou depressão e tantos outros motivos.


Os motivos, as causas da obsessão variam segundo o caráter do Espírito (LM, cap. XXIII,itens 245 a 254):


Vingança contra desafetos do passado.


Desejo de fazer os outros sofrerem, quase sempre por ignorância, inveja, covardia, etc..


Desejo de impor as suas idéias para dominar, desunir, destruir.


Divertimento com a impaciência da vítima, porquanto ao se zangar faz precisamente o quer ele quer.


Apego a pessoas por ligações afetivas do passado.


O meio mais eficaz de combater a obsessão, levando à sua cura, é através da mudança interior do obsedado, quebrando - se, assim, o elo entre a vítima e o obsessor, formado pela lei das afinidades; a aquisição de sentimentos elevados como a humildade, o perdão, a tolerância, a paciência, o arrependimento, condições de fortalecimento da alma para resistir aos arrastamentos sugeridos.


Um tratamento complementar consiste no trabalho de desobsessão, levando ao Espírito obsessor o esclarecimento dos princípios doutrinários, coadjuvando por um serviço de passes com fluidos salutares para fortificação perispiritual. Será necessário levar o espírito perverso a renunciar os seus desígnios: é preciso fazer nascer nele o arrependimento e o desejo de fazer o bem.



Em resumo, pode - se dizer que duas são as medidas essenciais: a reforma íntima de ambos, por suas imperfeições morais, e a prece a Deus e a vigilância nas atitudes, para se guardarem na proteção dos Bons Espíritos.


O tratamento, todavia, deve ser feito, segundo as características de cada processo obsessivo, cujo reconhecimento decorre dos seguintes sintomas (LM, cap. XXIII, item 243.):


Insistência de um Espírito em se comunicar, queira ou não o médium.


Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações recebidas.


Crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos espíritos.


Disposição para afastar-se das pessoas que podem esclarece-lo.


Intolerância para asa críticas feitas às comunicações que recebe.


Necessidade constante e inoportuna de escrever.


Constrangimento físico qualquer, dominando - lhe a vontade e forçando - o a agir ou falar a contragosto seu.


Ruídos e desordens constantes ao redor do médium, dos quais é ele a causa de tudo ou o objeto.



André Luiz em “Missionários da Luz”, cap.XVII, mostra que o tratamento é diferente, conforme o grau de intensidade da obsessão. Relata, inclusive, um caso de “possessão”, dizendo que a obsedada estava “cercada de entidades agressivas, seu corpo tornara - se como que a habitação do perseguidor mais cruel. Ele ocupava - lhe organismo, desde o crânio até os pés, impondo - lhe tremendas reações em todos os Centros de Energia Celular. Fios tenuíssimos, mas vigorosos , uniam, ambos, e, ao passo que o obsessor nos apresentava um quadro psicológico de satânica lucidez, a desventurada mulher mostrava aos colaboradores encarnados a imagem oposta, revelando angústia e inconsciência”. Deixa, finalmente, registrado que o tratamento deve ser sempre na base do amor e do esclarecimento.


No Cap IX de “Nos Domínios da Mediunidade”, André Luiz mostra, também, outro caso de possessão, ocorrido num doente de epilepsia, decorrente de dívidas do passado, em que mais uma vez esclarece a importância do amor no tratamento informando que a cura depende do entendimento de cada um.


De modo geral, todos os homens estão sujeitos à obsessa, mas os médiuns, certamente, mais que os outros, enlaçados em tremendas provas, devem aprender, sem desanimar. E servir ao bem, sem esmorecer.


Diz Kardec (LM, cap. XXIII, item 251) que “não há nenhum processo material, nenhuma fórmula, sobretudo, nenhuma palavra sacramental, com o poder de expulsar os Espíritos obsessores. O que falta em geral ao obsedado é força fluídica suficiente. Nesse caso,, a ação magnética de um bom magnetizador pode dar - lhe uma ajuda eficiente”. Em “Obras Póstumas”, capítulo “Manifestações dos Espíritos”, §7°, item 58, Kardec menciona “quando dois homens lutam corpo a corpo, aquele que dispõe de mais fortes músculos é que abate o outro. Com um Espírito tem - se de lutar, não com o corpo a corpo, mas Espírito a Espírito, e é ainda o mais forte que triunfa. Aqui, a força reside na autoridade que se possa exercer sobre o obsessor, e essa autoridade está subordinada à superioridade moral”.


Por isso, “temos, pois, que nos persuadir de que não há, para alcançar - mos aquele resultado, nem palavras sacramentais, nem fórmulas, nem talismãs, nem sinais materiais quaisquer”.


Antes, pois, de pretender domar um Espírito mau, que se cuide o homem de domar a si mesmo, e isto ele consegue, através da boa vontade, secundada pela prece e pela vigilância: “Ajuda - te a ti mesmo, e o Céu te ajudará”.


Valdomiro Halvei Barcellos


BIBLIOGRAFIA
LM, cap.XXIII.
LE, questões 459 a 480.
OP, Manifestações dos Espíritos, §7°, item 58.
Missionários da Luz, cap.XVIII, André Luiz.
Nos Domínios da Mediunidade, cap.IX, André Luiz.
Estude e Viva, lição 35, Emmanuel.






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24 de outubro de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Ibejada Bendita , Linhas de Trabalho na Umbanda ,

Ibejada Bendita



ibejada umbanda


Ibejada bendita, que chega fazendo bagunça, espalhando os fluidos ruins e doentios que carregamos de nossas vidas sofridas, nos carregando para dançar de roda e girando para um vórtice de limpeza….

Crianças protegidas de Oxalá, espíritos puros que tem a capacidade como poucos de desmanchar as demandas e as feitiçarias, as maldades de quem não sabe da Lei de Causa e efeito.

Espíritos abençoados que utilizam a energia do açúcar e das frutas para adoçar as nossa vidas, tirar o fel e o azedume, tirar o véu e a sombra, clareando tudo ao redor com suas gargalhadas cristalinas.

Na gira de Ibejada desfilam as ciganinhas, os caboclinhos, da mata, das cachoeiras e das praias, percorrendo todas as linhas, trazendo a força de todos os Orixás. Percorrendo o terreiro em abraços, cantigas, corridas e danças, com seu jeito brejeiro, com sua vivacidade e energia, tudo vibra, tudo o que não é bom se desfaz e só positividade e pensamentos bons sobrevém.

É interessante buscar o significado de tudo. A cana de açúcar tem a capacidade de alinhamento energético do corpo físico, emocional e mental. Ancora o Amor através da criação de um canal entre o Céu e a Terra. Ajuda na libertação de processos de dependência e obsessão, muitas vezes cármicos. Desta forma, as crianças espirituais que trabalham na Umbanda usam o açúcar da cana para energizar os consulentes que vêm, fatigados, desvitalizados, com seus corpos astrais desalinhados, reestruturando-os e fortalecendo-os. Assim como os caboclos, pretos velhos e exus usam o álcool com fins semelhantes em situações de demandas, desobsessão, quebrando vínculos energéticos anômalos, perigosos, limpando o corpo astral dos filhos de banda.


É uma pena que hoje em dia existam correntes adversárias que acreditam e fazem acreditar que os doces que os umbandistas e católicos doam é coisa maléfica, com pragas e perdições. Durante séculos nada aconteceu com as crianças que ganhavam doces, e agora querem misturar o conteúdo de filmes de horror e energias trevosas a algo tão bonito e puro, compurscando a nobreza e a santidade de Cosme e Damião, que são os padroeiros das crianças espirituais.

E ao lembrarmo-nos de Cosme e Damião, vamos pedir a estes mestres ascencionados que nos curem de toda as enfermidades físicas e espirituais, nos fortalecendo para nossa caminhada neste mundo de provas. Que possamos utilizar a mesma doçura para superar as dificuldades, diluir as dores e aprender a dividir e compartilhar, esquecendo toda e qualquer mágoa que possa nos desequilibrar e enfermar novamente. Que estes Mestres Curadores nos tragam Paz, Serenidade, poder se superação, e que sempre consigamos caminhar de forma simples e pura como as crianças, perdoando, esquecendo e sabendo brincar com nossas dificuldades, imperfeições, mas buscando superá-las sempre. Sabemos que por trás da fala enrolada e das brincadeiras de uma criança espiritual, está um Sábio, uma entidade que muito aprendeu, que está sob a Proteção Maior e que tem o Poder de superar as Trevas, e este é outorgado pelas Falanges Celestiais.

Nosso Respeito, nosso Amor, nossa Alegria por ter a benção de encontrar e conversar com esta Ibejada maravilhosa.


Alex de Oxossi





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23 de outubro de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Viagem Astral , Artigos Interessantes ,

Viagem Astral

Viagem Astral

Há casos em que os espíritos, à noite, deixam o seu corpo físico no leito de repouso e durante o sono penetram imprudentemente nas regiões inóspitas do astral inferior, terminando por sofrer agressões de espíritos malfeitores ou vingativos, que se aproveitam de todas as circunstâncias e ocasiões propícias para se desforrarem dos encarnados. 


Esses prejuízos ainda são mais graves quando as criaturas vivem de modo censurável e são indiferentes aos ensinamentos de Jesus ou de outros instrutores espirituais, que sempre ensinam aos homens um padrão de vida superior. 


A má conduta do dia deixa o espírito desamparado para as suas saídas em astral, à noite, pois quando ele se desprende do corpo carnal fica isolado dos seus protetores pela massa de fluidos adversos, que lhe aderem nos momentos de invigilância espiritual. Deste modo, os seus guias nada podem fazer nos momentos de perigo, nem livrá-lo de certos traumas psíquicos que no dia seguinte são levados à conta de pesadelos. 


Certos sonhos tenebrosos não passam de cenas reais vividas à noite, fora do corpo e sob a perseguição ou agressividade de certos malfeitores do mundo invisível. 
Em tal condição, o espírito do "vivo" retorna veloz e aflito ao local onde se encontra seu corpo físico, para mergulhar celeremente no seu escafandro de carne e proteger-se contra os perigos do Além. 


Muitas criaturas devotam-se durante o dia às paixões ignóbeis, aos vícios deprimentes, à maledicência e à estatística dos pecados do próximo; depois atiram-se no leito de repouso, sem ao menos recorrerem aos benefícios salutares da oração que traça fronteiras fluídicas protetoras em torno do espírito encarnado.

Ramatis / Hecílio Maes



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20 de outubro de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Como nos Beneficiar da Umbanda - Por Ednay Melo , Artigos Ednay Melo , Livro Umbanda Luz e Caridade / Ednay Melo , Livros de Umbanda , Umbanda ,

Como nos Beneficiar da Umbanda - Por Ednay Melo



Como nos Beneficiar da Umbanda

Partindo da premissa de que só se podem obter os benefícios quando se sabe usar as ferramentas adequadas para todo e qualquer empreendimento, resolvemos escrever este texto sobre como nos beneficiar da nossa amada religião de Umbanda.

Em primeiro lugar, devemos estabelecer claramente para nós mesmos o que esperamos da religião. Resolver um problema mundano, por exemplo, adquirir um emprego, um amor, saúde ou resolver problemas familiares, requer acima de tudo o cumprimento da Lei de nosso Pai Maior que é a Lei do Merecimento. Mas que Lei é esta?

A Lei do Merecimento está ligada a Lei de Causa e Efeito, lei natural de que todo efeito tem uma causa, fato incontestável em todos os segmentos da ciência, filosofia e religião.

Partindo deste princípio, nada nem ninguém pode mudar uma situação que nós mesmos criamos. Só cabe a nós a mudança. Podemos nos perguntar: "Mas eu não criei a doença!" Sim tem casos em que se cria a doença. Nós criamos as doenças do nosso corpo através dos pensamentos e sentimentos, que geram as doenças chamadas psicossomáticas e exceto estas, as doenças são provocadas por ações indevidas ou pelo processo natural de desgaste orgânico, e se são naturais, são imprescindíveis.

A religião de Umbanda nos oferece meios para resolver os nossos problemas, mas não da forma a qual desejamos que é sempre a forma mais cômoda: ir ao terreiro e passivamente esperar os resultados. Devemos ter fé em Deus e em nós mesmos e estarmos dispostos à mudança, à reforma íntima. Com o coração puro e o sincero desejo de se melhorar os nossos Mentores e Guias com certeza mostrarão o caminho, auxiliarão no que for possível no universo mágico da Umbanda. E se o problema for cármico, que precisa ser vivenciado em respeito à Lei Maior, receberemos o conforto necessário para viver esta fase com paz e equilíbrio.

Ainda têm aquelas pessoas que querem resolver um problema de desmanche de magia negativa que supõem serem vítimas. Voltamos a salientar que tudo depende primeiramente de nós. Neste caso, reflitamos sobre os conceitos da ciência espírita e física: tudo é sintonia! Assim, não somos tão vítimas quanto pensamos e se está havendo influência negativa espiritual é porque existe algum pensamento ou atitude nossa que está abrindo a porta para este espírito menos esclarecido nos influenciar. Mas se temos consciência que tentamos nos melhorar sempre, cultivando as virtudes, o primeiro passo é não dar poder a esta influência negativa e através da nossa Umbanda iremos desmanchar a magia negativa com a magia do amor, auxiliando estes irmãos equivocados que se comprazem no mal e com isto sofrem, após este primeiro e fundamental procedimento, a Umbanda também se utiliza de elementos magísticos para promover o reequilíbrio das partes envolvidas neste processo.

E as pessoas que procuram a nossa Umbanda em busca de uma religião que lhes despertem o sagrado no íntimo do seu ser, que querem participar desta família para somar e dividir a luz e a caridade em prol da sua evolução espiritual, a estas pessoas sugerimos, primeiramente, que encontrem uma Casa cuja doutrina esteja próxima de suas convicções e princípios, nunca faça comparação entre uma e outra Casa, porque dentro da diversidade umbandista cada Casa tem sempre algo novo a nos oferecer e muitas vezes precisamos reformular conceitos aprendidos, enfim, precisamos "desapegar" para estar aberto ao novo. No mais, é ter paciência e aguardar a sua resposta vir naturalmente, com a nossa vivência em Terreiro podemos observar que os nossos próprios Guias nos sinalizam quando o caminho é o certo, podemos sentir uma enorme emoção aos primeiros contatos com este Terreiro, este sentimento surge em diversas pessoas bem-intencionadas, que têm a boa vontade de se dedicar à prática da caridade.

Esperamos que este texto possa trazer um pouco de esclarecimento e benefício às pessoas que procuram a nossa Umbanda para resolverem os seus problemas imediatos, e às pessoas que buscam nela o crescimento espiritual, lembrando que teremos um maior benefício dos ensinamentos quando o nosso coração estiver aberto para recebermos as mensagens dos nossos Guias, através da nossa própria consciência.

Trecho retirado do Livro Umbanda Luz e Caridade - Cap. 1 - Ednay Melo

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13 de outubro de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Origem e História da Umbanda , Umbanda ,

Origem e História da Umbanda



história da umbanda






A história nos mostra que os negros foram tirados a força de sua terra natal, na África, e trazidos para o Brasil com rancor e ódio em seus corações. Feridos em sua dignidade e distantes da pátria que amavam, muitas das vezes, enganados, feitos prisioneiros e escravos, o que resultou em muitos anos de lutas e dores. Eles tentavam manter seus costumes na cultura e na religião, que se baseava na evocação das forças da natureza, deificadas e personificadas em divindades, que eram uma espécie de deuses, a que cultuavam com todo fervor de suas vidas.

Com o tempo aprenderam a se vingar de seus senhores e déspotas através de pactos com entidades trevosas através da magia negra, que não era outra coisa se não as energias magnéticas da natureza empregadas de forma equivocada. Dessa maneira o culto inicial as divindades da natureza foi se transformando em métodos de vingança e em pactos com essas entidades que assumiam a forma dessas mesmas divindades.

Um mistério envolvia de tal forma essas manifestações religiosas, que se tornava difícil para um leigo saber sua origem e seu significado. Seus rituais eram tão misteriosos, que o povo com seu misticismo natural era constantemente explorado por aqueles que nenhum escrúpulos tinham em relação à fé alheia. Esses cultos acabaram se tornando, na verdade, num disfarce para uma série de atividades menos dignas no campo da magia, o que com o tempo acabou gerando uma atmosfera psíquica indesejável no campo áureo do Brasil.

A psicosfera no ambiente espiritual da nação estava sendo afetada de tal forma pelas energias negativas, que entidades ligadas aos lugares de sofrimento encarnavam e desencarnavam conservando assim o ódio em seus corações. Dessa forma a magia negra foi se espalhando em forma de culto pelas terras brasileiras, de norte a sul do país onde as oferendas eram entregues pelos adeptos desses cultos, que se multiplicavam a cada dia, aumentando ainda mais a crosta mental negativa que vinha se formando sobre os céus da nação.

No Mundo Espiritual reuniram-se então, entidades de alta hierarquia com o objetivo de encontrar uma solução para desfazer essa egrégora negativa que vinha se formando na psicosfera do país. A magia negra teria de ser combatida e seus efeitos destrutivos haveriam de ser desmanchados, de maneira a transformar os próprios cultos degradantes em lugares que irradiassem o Amor e a Caridade, essa era a única forma de modificar o panorama sombrio que vinha sendo criado.

Havia então a necessidade de que os próprios espíritos, mais evoluídos e esclarecidos, se manifestassem para realizar tal cometimento, e assim foram se apresentando, uma a uma, aquelas entidades iluminadas modificando suas formas perispirituais, assumindo assim, a conformação das próprias divindades e de entidades como Preto-velhos e Caboclos, levando a mensagem da Caridade, com o objetivo inicial de desfazer a carga negativa que se abatia sobre os corações dos homens.

Essas entidades seriam o elo de ligação com o Alto, penetraria aos poucos nos redutos da magia negra, os quais ainda se mantinham enganados quanto as Leis do Amor e da Caridade, e iria então transformando, com as palavras e os ensinamentos das entidades, os sentimentos das pessoas. Para isso foi necessário que elevados companheiros da vida maior renunciassem certos métodos de trabalho, considerados por eles mais elevados, para se dedicarem às atividades que aqueles cultos se propunham. A essas entidades, se juntaram antigos espíritos de escravos e índios, que em sua simplicidade e boa vontade, se propuseram a trabalhar para mostrar aos homens suas lições sagradas, auxiliando assim na cura de doenças e na transmissão das mensagens de Amor e Caridade.

Nas sessões espíritas, da época, essas entidades não foram aceitas, pois identificadas sob essas conformidades, preto-velhos e caboclos, eram considerados espíritos atrasados e suas mensagens não mereciam nem mesmo uma análise. Mas com o campo áureo do país mais preparado, mesmo não conseguindo muitas alterações nos cultos, vemos em uma sessão espírita surgir então a UMBANDA, anunciada em 15 de novembro de 1908, em Neves, subúrbio de Niterói, no Rio de Janeiro, pelo espírito que se identificou como “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, através do médium Zélio Fernandino de Moraes, então com dezessete anos de idade, usando pela primeira vez o vocábulo “Umbanda” como designação de culto e religião, definindo assim o novo movimento religioso como: “uma manifestação do espírito para Caridade”.



Tudo começou quando Zélio Fernandino de Moraes, nascido em 10 de abril de 1891, no bairro de Neves, município de Niterói, no Rio de Janeiro, aos seus dezessete anos estava se preparando para servir as Forças Armadas, através da Marinha, se acometeu um fato curioso: começou a falar em tom manso e com um sotaque diferente da sua região, parecendo um senhor com bastante idade. De princípio, a família achou que houvesse algum distúrbio mental e o encaminhou a seu tio, Dr. Epaminondas de Moraes, médico psiquiatra e diretor do Hospício da Vargem Grande. Após alguns dias de observação e não encontrando os seus sintomas em nenhuma literatura médica sugeriu à família que o encaminhassem a um padre para que fosse feito um ritual de exorcismo, pois desconfiava que seu sobrinho estivesse possuído pelo demônio. Procuraram então um padre, também da família, que após fazer ritual de exorcismo não conseguiu nenhum resultado.

Tempos depois Zélio foi acometido por uma estranha paralisia, para o qual os médicos não conseguiram encontrar a cura. Passado algum tempo, num ato surpreendente Zélio ergueu-se do seu leito e declarou: "Amanhã estarei curado". No dia seguinte começou a andar como se nada tivesse acontecido. Nenhum médico soube explicar como se deu a sua recuperação. Sua mãe, D. Leonor de Moraes, levou Zélio a uma curandeira chamada D. Cândida, figura conhecida na região onde morava e que incorporava o espírito de um preto velho chamado Tio Antônio. Tio Antônio recebeu o rapaz e fazendo as suas rezas lhe disse que possuía o fenômeno da mediunidade e deveria trabalhar com a caridade.

O Pai de Zélio de Moraes Sr. Joaquim Fernandino Costa, apesar de não freqüentar nenhum centro espírita, já era um adepto do espiritismo, praticante do hábito da leitura de literatura espírita e no dia 15 de novembro de 1908, por sugestão de um amigo, levou Zélio a Federação Espírita de Niterói. Chegando na Federação e convidados por José de Souza, dirigente daquela Instituição, se sentaram à mesa, onde logo em seguida, contrariando as normas do culto realizado, Zélio se levantou e disse que ali faltava uma flor, foi até o jardim apanhou uma rosa branca e colocou-a no centro da mesa onde se realizava o trabalho. Iniciando uma estranha confusão no local, pelo fato ocorrido, ele incorporou um espírito e simultaneamente diversos médiuns presentes apresentaram incorporações de caboclos e pretos velhos, sendo advertidas pelo dirigente do trabalho. Então a entidade incorporada no rapaz perguntou:

"- Porque repelem a presença dos citados espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Seria por causa de suas origens sociais e da cor?"

Após um vidente ver a luz que o espírito irradiava perguntou:

"- Porque o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome meu irmão?" Ele responde:

"- Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo lhes dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim." O vidente ainda pergunta:

"- Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?" Novamente ele responde:

"- Colocarei uma condessa em cada colina que atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei." 

No dia seguinte, 16 de novembro de 1908, na rua Floriano Peixoto, 30, em Neves, Niterói, aproximando-se das 20:00 horas, estavam presentes os membros da Federação Espírita, parentes, amigos e vizinhos e do lado de fora uma multidão de desconhecidos. Pontualmente às 20:00 horas o Caboclo das Sete Encruzilhadas incorporou e iniciou o culto usando as seguintes palavras:

"- Aqui se inicia um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos, que haviam sido escravos, que desencarnaram e não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. A prática da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto, que terá base no Evangelho de Jesus e como mestre supremo Cristo".

Nessa reunião, o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS estabeleceu as normas do culto, sendo que:

· Sua prática seria denominada "sessão" e se realizaria à noite, das 20 às 22 horas, para atendimento público, totalmente gratuito, passes e recuperação de obsedados.

· O uniforme a ser usado pelos médiuns seria todo branco e de tecido simples.

· Não se permitiria retribuição financeira pelo atendimento ou pelos trabalhos realizados.

· Os Cânticos não seriam acompanhados de atabaques nem de palmas ritmadas.

A esse novo culto, que se alicerçava nessa noite, a entidade deu o nome de UMBANDA e declarou fundado o primeiro templo para a sua prática, com a denominação de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, justificando o nome pelas seguintes palavras: "assim como Maria acolhe em seus braços o Filho; a Tenda acolheria os que a ela recorressem, nas horas de aflição". Através de Zélio manifestou-se nessa mesma noite, um Preto Velho, Pai Antônio, para completar as curas de enfermos iniciadas pelo Caboclo.

A partir dessa data, a casa da família de Zélio tornou-se a meta de enfermos, crentes, descrentes e curiosos. Os enfermos eram curados; os descrentes assistiam a provas irrefutáveis; os curiosos constatavam a presença de uma força superior; e os crentes aumentavam, dia a dia. Cinco anos mais tarde, manifestou-se o Orixá Malet exclusivamente para a cura de obsedados e o combate aos trabalhos de magia negra.

Vejamos então cronologicamente os principais acontecimentos da UMBANDA a partir de sua anunciação:

1. 15 de novembro de 1908 - Advento da UMBANDA e fundação do primeiro Terreiro de Umbanda, por Zélio de Moraes, em Neves, subúrbio de Niterói;

2. Novembro de 1918 - O Caboclo das Sete Encruzilhadas dá início à fundação de sete Tendas de Umbanda no Rio de Janeiro;

3. 1920 - A Umbanda espalha-se pelos Estados de São Paulo, Pará e Minas Gerais. Em 1926 chega ao Rio Grande do Sul e em 1932 em Porto Alegre;

4. 1924 - O advento do Caboclo Mirim - Manifestou-se no Rio de Janeiro, em um jovem médium, Benjamim Figueiredo, uma entidade, denominada Caboclo Mirim, que vinha com a finalidade de criar um novo núcleo de crescimento para a Umbanda;

5. 1939 - Os Templos fundados pelo Caboclo das Sete encruzilhadas reuniram-se, criando a Federação Espírita de Umbanda do Brasil, posteriormente denominada União Espiritualista de Umbanda do Brasil, incorporando dezenas de outros terreiros fundados por inspiração de "entidades" de Umbanda que trabalhavam ativamente no astral sob a orientação do fundador da Umbanda.

6. Outubro de 1941 - Reúne-se o Primeiro Congresso de Espiritismo de Umbanda. Outros Congressos havidos posteriormente retiraram acertadamente o nome espiritismo que, de fato, pertence aos espíritas brasileiros, os quais seguem a respeitável doutrina codificada por Alan Kardec. Em suma, o espírita pratica o espiritismo e o umbandista pratica a umbanda ou umbandismo. Neste Congresso foi também apresentada tese pela Tenda São Jerônimo, propondo a descriminalização da prática dos rituais de Umbanda. O autor, Dr. Jayme Madruga, a par de um minucioso estudo de todas as constituições já colocadas em vigência no Brasil, busca também em projetos como o da Constituição Farroupilha e nos códigos penais até então vigentes e no que haveria de vigorar após 01 de janeiro de 1942. Os argumentos mostravam que o caminho da Umbanda começava a ser aberto e que caberia aos Umbandistas buscarem acelerar o processo com declarações e resoluções, partindo daquele congresso, em prol da descriminalização da prática da Umbanda.

7. 1944 - Vários umbandistas ilustres, entre eles vários militares, políticos, intelectuais e jornalistas, apresentam ao então Presidente Getúlio Vargas um documento intitulado "O Culto da Umbanda em Face da Lei" e consegue daquela autoridade a descriminalização da Umbanda. Este fato, apesar de ter sido extremamente positivo, trouxe como subproduto uma perda de identidade muito grande por parte de nossa religião, uma vez que todos terreiros, das mais variadas seitas, incluíram em seus nomes a palavra Umbanda como forma de fugir à repressão policial. Como nossa religião não tinha um rito claramente definido e nem a formação de sacerdotes, o que gera uma hierarquia, ela acabou ficando à mercê dessa deturpação; outro fato que fortaleceu essa descaracterização foi que, sendo um período de crescimento, não se buscava a qualidade dos Terreiros que se filiavam à Federação, ou à União que lhe sucedeu;

8. 12 de setembro de 1971 - Foi criado na cidade do Rio de Janeiro, o Conselho Nacional Deliberativo de Umbanda - CONDU, que congrega as Federações de Umbanda existentes ao longo do país, atualmente, contando com mais de 46 Federações, de norte a sul do país, reunindo representantes de mais de 40.000 Terreiros de Umbanda;

9. Em 1972, em mensagem psicografada por Omolubá, enviada pelo poeta Ângelo de Lys, confirma-se a origem da Umbanda no Brasil, através do médium Zélio de Moraes;

10. Em 1977, o CONDU reconhece, publicamente, como verdadeira a origem da Umbanda no Brasil;

11. Novembro de 1978 - Surge o livro "Fundamentos de Umbanda, Revelação Religiosa", de Israel Cisneiros e Omolubá, que aborda a questão da origem da Umbanda, através de mensagens do astral, trazendo, por fim, após 70 anos de existência da Umbanda, as primeiras bases teológicas e norteadoras da doutrina umbandista, com fundamentos integrais da nova religião e sua verdadeira origem. Após este momento podemos definir como sendo o início desse novo período; assume-se a Umbanda como religião brasileira e começa o primeiro movimento consistente para dar a ela uma base teológica e a criação de uma hierarquia, baseada na formação sacerdotal, fundamental para a manutenção das bases ritualísticas e conceituais.

Decorridos setenta anos de existência da Umbanda no Brasil, compreendidos entre 1908/1978, passou este curto espaço de tempo, porém significativo, a ser conhecido entre os estudiosos da causa como Período de Propagação da genuína força de credo, nascida no século XX, em terras brasileiras. Embora a Umbanda ainda se apresente, muitas das vezes, uma tanto desfigurada, com nuanças religiosas, reconhecemos que isso decorra desse período de propagação, onde no afã de conquistar almas se respeitaram os ambientes regionais, criando assim as adversidades que vemos hoje em dia. Mesmo assim ela nunca deixou, através de seus verdadeiros guias, de oferecer amparo prático, ajuda e orientação, apontando sempre a eterna chama da esperança em dias melhores, calcados, naturalmente, na ação correta á cada instante, na cordura, no companheirismo e na fraternidade.

Os mentores da Umbanda, sediados em Aruanda, cidade localizada no plano astral, já haviam determinado sabiamente o procedimento normativo, religioso para os setenta anos posteriores, 1979/2049, como sendo o período de Afirmação Doutrinária. Obviamente, a doutrina de Umbanda ficará como ponto essencial para a estabilidade desse movimento, no estudo constante e no esforço sincero de cada devoto, no sentido de conduzir-la no plano físico à um merecido status de religião organizada, a serviço da comunidade religiosa nacional. Em 1980 o CONDU publica o livro “Noções elementares de Umbanda” contendo as deliberações do conselho quanto aos fundamentos da Umbanda e outros temas. Hoje o movimento religioso da Umbanda estende-se por todo o Brasil, professado com humildade as leis da Caridade e do amor ao próximo, sem proselitismo, sem explorações do povo, e sem mistérios mistificantes. A Umbanda nada mais é que o retorno à simplicidade de cultuar Deus, onde o templo de Umbanda é o local destinado a esse culto, que tem como base a Caridade, usando para isso todos os recursos das forças da natureza, personificadas nas divindades Nagôs, os Orixás, que são representados pelos nossos mentores espirituais, ou como nós os chamamos, nossos guias, espíritos evoluídos que representam essas divindades e suas várias formas de atuação no mundo espiritual e material em favor ao próximo.

Existem várias ramificações da Umbanda que guardam raízes muito fortes das bases iniciais e outras que absorveram características de outras religiões já existentes, mas que mantêm a mesma essência nos objetivos de prestar a caridade, com humildade, respeito e fé. As mais conhecidas são:

· Umbanda Popular - Que era praticada antes de Zélio e conhecida como Macumbas ou Candomblés de Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo associando Santos Católicos aos Orixás Africanos;

· Umbanda tradicional - Oriunda de Zélio Fernandino de Moraes;

· Umbanda Branca e/ou de Mesa - Com um cunho espírita muito expressivo. Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos Africanos, nem o trabalho dos Exus e Pomba-giras, ou a utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinaria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, preto-velhos e crianças. Também podemos encontrar a utilização de livros espíritas como fonte doutrinária;

· Umbanda Omolokô - Trazida da África pelo Tatá Tancredo da Silva Pinto. Onde encontramos um misto entre o culto dos Orixás e o trabalho direcionado dos Guias;

· Umbanda Traçada ou Umbandomblé - Onde existe uma diferenciação entre Umbanda e Candomblé, mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora vira para o candomblé em sessões diferenciadas. Não é feito tudo ao mesmo tempo. As sessões são feitas em dias e horários diferentes;

· Umbanda Esotérica - É diferenciada entre alguns segmentos oriundos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da Matta (Mestre Yapacany), em que intitulam a Umbanda como a “Aumbhandan: conjunto de leis divinas";

· Umbanda Iniciática - É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada pelo Mestre Rivas Neto (Mestre Yamunisiddha Arhapiagha), onde há a busca de uma convergência doutrinária, sete ritos, e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese. Existe uma grande influência Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sânscrito;

· Umbanda de Caboclo - influência da cultura indígena brasileira com seu foco principal nas entidades conhecidas como "Caboclos";

· Umbanda de Preto-velhos - influência da cultura Africana, onde podemos encontrar elementos sincréticos, o culto aos Orixás, e onde o comando é feito pelos preto-velhos;

Outras formas existem, mas não têm uma denominação apropriada, diferenciam-se das outras por diversos aspectos peculiares.

A Umbanda por ser uma religião sincrética se utiliza de um vasto simbolismo em seus trabalhos, e ela tem nesse simbolismo um de seus maiores fundamentos, que se aplica na identificação das entidades e na sustentação das linhas de trabalhos espirituais, cada qual com seu nível vibratório. Esse simbolismo também identifica o campo vibratório a qual a entidade desenvolve seu trabalho, e sob qual Orixá, ou força da natureza, é regido.

Podemos observar esse simbolismo desde sua anunciação onde grande mentor espiritual, que teve a missão de rasgar o véu da ignorância e estabelecer os fundamentos da Umbanda como religião e culto, se manifestou na forma perispiritual e se identificou como “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, nome este totalmente simbólico, pois “Caboclo” era a palavra destinada às pessoas mestiças, e “Sete Encruzilhadas”, que são as sete linhas de trabalhos da Umbanda, os sete caminhos, que são regidos pelo Pai maior “Oxalá”. Assim concluímos que a Umbanda é uma religião sem distinção de raças e credos e que através da fé e da humildade tem o objetivo de levar a mensagem da Caridade e do Amor ao próximo.

Com isso a espiritualidade vem conseguindo seu intento e aos poucos vemos sumir dos corações oprimidos o desejo de vingança, o ódio e o rancor, os cultos antes deturpados vêm se transformando em sua essência, auxiliando assim no progresso daqueles que sintonizam com tais expressões religiosas, modificando seu aspecto e os transformando gradativamente em uma religião mais espiritualizada. Onde na palavra das entidades, a Lei da causa e efeito é ensinada por meio de “Xangô”, que simboliza a justiça, a reencarnação quando falam, de sua outra vida e da oportunidade de voltar a Terra, em um novo corpo, para corrigir erros do passado e ajudar seus filhos, as forças das matas e das ervas, são ensinadas na fala dos Caboclos de “Oxossi”, o Amor é personificado em “Oxum”, e a força de transformação e a energia da vitalidade se apresentam personificados em “Ogum”.

Mas ainda há muito que fazer, muito trabalho a realizar, nossa explicação não esgota o assunto, mostra apenas um aspecto da Umbanda, que guarda suas raízes em épocas muito distantes do tempo, e que apesar de ser uma religião nova, com um século de existência, vem crescendo e ganhando forças a cada dia.

Uma pena, muitos dirigentes de terreiros não serem conscientes de tudo isso, e é essa ignorância a maior responsável pela visão errada que a maioria das pessoas tem em relação aos rituais sagrados da Umbanda. Por isso é que devemos nos instruir cada vez mais sobre os fundamentos e raízes de nossa religião, e que através desse estudo e da experiência que vivenciarmos na prática dentro do terreiro, possamos corrigir todos esses equívocos.

Fonte:"Estudos de Umbanda – Jorge Botelho”




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10 de outubro de 2013

Tenda de Umbanda Luz e Caridade - Tulca , Princípios Básicos da Umbanda , Umbanda ,

Princípios Básicos da Umbanda

Princípios Básicos da Umbanda


Muitos ignoram certas verdades sobre a Umbanda e a julgam apressadamente, sem conhecer seus ideais, gerando todas as dificuldades e o preconceito que ela vem enfrentando, isso por culpa de alguns dirigentes de terreiros que por também, muitas das vezes, não conhecerem estas verdades, manipulam e enganam seus seguidores e a si mesmos, julgando estarem praticando a Umbanda quando na realidade são meros instrumentos de "entidades" ou espíritos que não tem o mínimo de conhecimento das questões espirituais. Quando também não se deixam levar por sua vaidade pessoal e na maioria das vezes são mal informados sobre a origem e a verdadeira natureza da Umbanda, o que os leva a confundi-la com os Cultos de Nação ou com o Espiritismo.


O próprio umbandista acaba sendo também um dos grandes culpados por isso, por a Umbanda manifestar-se na maioria das vezes por pessoas simples, de uma fé menos exigente, é o que as tornam com mais facilidade, vítimas dos pretensos sábios e donos da verdade. O adepto não buscando esse conhecimento mais aprofundado sobre sua religião, foi deixando que a ela recebesse essa marca, esse rótulo, contribuindo para o aumento do preconceito contra seus rituais, seu vocabulário e seus costumes. Também devido às grandes manifestações de sectaristas religiosos1, que preferem julgar antes e, talvez, conhecer depois, víamos e ainda vemos, o crescimento desse preconceito.


A Umbanda é um movimento muito forte no mundo espiritual, e seus mistérios vêm sendo revelados de forma velada, onde o adepto vai tomando conhecimento sobre os mesmos através de seus mentores espirituais, os Orixás, aos quais devemos dedicar todo o mérito dos trabalhos, e também no dia-a-dia de sua dedicação, desenvolvendo e solidificando seus conhecimentos sempre baseados na Lei da Verdade, do Amor e da Caridade.

Os fundamentos da Umbanda variam de acordo com a vertente que a pratique, mas existem alguns conceitos básicos que são encontrados na maioria das casas e assim podem, com certa ressalva e cuidado, ser generalizados para todas as formas de Umbanda. São eles:


· A existência de uma fonte criadora universal, um Deus Supremo, chamado Olorum ou Zambi;

· O culto aos Orixás como manifestações divinas, onde cada Orixá se confunde com um elemento da natureza do planeta ou da própria personalidade humana, em suas necessidades, construções de vida e sobrevivência;

· O mediunismo como forma de contato entre o mundo físico e o espiritual, manifestado de diferentes formas;

· A manifestação das Entidades, ou Guias, espíritos ainda em processo de evolução, para exercerem o trabalho espiritual incorporado em seus médiuns, organizados em planos e/ou linhas de evolução;

· Uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e espiritual que é seguida em cada casa de forma variada e diferenciada, de acordo com suas raízes, que existe para nortear seus trabalhos;

· Tem como fundamento básico de seus rituais: o uso do branco, não cobrar pelos trabalhos, não matar e não utilizar o sacrifício de animais

· A obediência aos ensinamentos básicos dos valores humanos, como: fraternidade, caridade e respeito ao próximo e por si mesmo. Sendo a caridade uma máxima encontrada em todas as manifestações existentes;

· A crença na imortalidade da alma;

· A Crença na reencarnação e nas leis kármicas;

Devido a Umbanda ser uma doutrina espiritualista como o Espiritismo, o Catolicismo, o Esoterismo, justifica o fato de haver entre ela diferenças essenciais entre seus templos, que lhe dão características próprias. É resultante natural da fusão espiritual das raças branca, índia e negra.

Podemos observar em conversas entre Umbandistas é que muitos querem impor seu culto aos outros, achando que somente a sua Umbanda está correta. Alguns querem enfiar o africanismo goela abaixo dos demais, outros querem a todo o custo impor que o Espiritismo é a base mais correta, alguns querem convencer os demais que a Umbanda de Saraceni é a correta ou ainda que a Umbanda de Zélio é a única e verdadeira. Querem transformar a religião num grande campeonato onde um grupo é melhor que o outro, e a paixão elimina a razão.

Devemos tentar ver a umbanda como uma religião criada pelo mundo espiritual, onde se aproveita os bons exemplos das diversas religiões, que com o passar do tempo vem se aperfeiçoando, por isso cada vez mais vemos a aglutinação de novos adeptos justamente por ela seguir os ensinamentos dos grandes mestres da humanidade que pregaram o amor, a caridade, a tolerância, a humildade e o fazer o bem sem importar-se a quem.

Nossa Religião foi cuidadosamente desenvolvida pelo Mundo Espiritual para trazer evolução aos médiuns participantes e um alento aos seres encarnados que necessitam de uma palavra amiga, um consolo de paz, de esperança e perseverança.

Nunca uma Entidade nos transmitiu qual a Umbanda é a correta, qual a Umbanda é a mais eficiente, qual a Umbanda é a verdadeira, sempre nos dizem que devemos ser médiuns dedicados e que devemos sempre estarmos preparados para ajudar ao próximo, buscando zelar pelo bom nome de nossa Religião, sem esperarmos retribuições de quaisquer formas que não seja o reconhecimento do mundo espiritual.

Acreditamos que todas as Umbandas são corretas desde que sejam praticadas com dedicação, amor e humildade. Umbanda é uma só, ela é a religião do presente e do futuro e a medida que os não simpatizantes vão conhecendo sua beleza e sua simplicidade, seus corações serão envoltos pela magia do amor, da caridade, da humildade e da fé, dissipando assim todas as discriminações que hoje ela ainda sofre.

Devemos estar sempre atentos e continuar buscando o máximo de conhecimento, para podermos nos esclarecer e assim ajudar tirar essa visão deturpada que a maioria das pessoas tem em relação aos rituais sagrados da Umbanda. Só assim estaremos dando mais um passo para o crescimento e o fortalecimento de nossa religião.

1- Sectarismo Religioso: São grupos de pessoas fanáticas que defendem obstinadamente seu ponto de vista, com uma posição extremista e anti fraterna.

Texto retirado do site: http://estudodaumbanda.wordpress.com


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